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Leticia's favorite books »

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

outubro 2017 - aleticiale2017

I've read/Eu li...

In the country of last things, Paul Auster
Post apocalyptic novel told through a letter by Anna Blume, a 19 yo who went to a country possibly devastated by an epidemic in search of her brother and found so many other things - sickness, destruction, rubble and poverty, but also friends and love and hope. Funnily enough, I like it more now that I finished it, looking back.

La velocidad de la luz, Javier Cercas
Muy interesante y triste en muchos aspectos, el relato del escritor sobre su vida, su búsqueda constante y su fascínio por el ex soldado de Vietnam que se cambia en objeto de sus libros es humano y frágil. Me pareció un poco pretensioso, pero pocos libros sob la perspectiva de escritores no lo son.

31 Dream Street, Lisa Jewell
 I really like British chick lit, but I hated most of the characters: Horribly down people, selfish and weird in different ways. Maybe everybody is like that, but then I go down the road again: why the pink deceitful covers? it would be more honest to place it somewhere else. In the end, it was pretty hateful, because even the redeeming things - like the person who pilfers money at the end and writes back in sorrow confessing, after entering the 12 step program - doesn't give it back or anything. I mean, I finished with a bitter taste in my mouth, like, I understand sadness, but six different people living under one roof have to be all so messed up at once? is that even normal? bugged the hell out of me.

La increíble y triste historia de la cándida Eréndira y de su abuela desalmada, Garcia Márquez
No me odies si te digo que no lo ame profundamente. El cuento que dio nome al libro, y es la cosa más triste pero un poquito dulce, sí. Pero los otros... me dieron la sensación de buscar a quien se lo habían escrito - la edición dice que Gabriel García Márquez escribió los cuentos para niños, y a mí me encanta Roald Dahl, pero eso me pareció un poquito exagerado... no lo sé. El realismo fantástico está muy presente y es fascinante, pero es lo único que amé de verdad.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

aleticiale2017 - 1a. quinzena de outubro

I've read/eu li...

Marian Keyes só:

The brightest star in the sky - I liked it much more than I thought I would, especially after This charming man, which went into the "donation" pile, because I didn't like it enough to think I'm going to re read it at some point. Got annoyed and confused with some of the characters, such as the alcoholic lady's husband, but maybe it was intentional. All in all, a keeper.

This charming man
It reminded me of Big little lies with all the convoy and the not obvious villain, but I thought it was less interesting and somehow too long. I hated Lola with a passion until I realized it had to do with the lack of pronouns in her narrative - which I understand from the point of view of differentiation between characters, but still pushed all my buttons. Then I disliked Marnie but acknowledge the fact she was a very well built character - as opposed to her silly husband. Grace was okay, as well as Damien.
All in all, too complex for chick lit - which is okay, only the cover with pink and brightness is a bit misleading - but not enough to go into the big boys' group of great novels either, imho.

I know I'm slower, but work has been intense and I've been facing my bookshelves as a bookstore - picking whatever I feel like writing at the moment - so things get their own rhythm and I don't fight it. Felt like a wise thing to do.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

setembro 6on6

6on6 chegando de novo!


Já ouviu falar de Lego serious play? um jeito muito legal de se falar de coisa séria! aprendi com a @smart play br e a Paquisa, uma coisa bem linda :)

Outra coisa bem linda foi a companhia da barca dos Corações partidos, no Auto da barca do sol, no SESC. Que sensacional! ainda estão no SESI.


Mais uma lindura: o kit terrário da coisinhas e tal ateliê, segue no instagram, persegue a Lara na feirinha do Bristol, faça seu terrário! é muito amor!


outro amor: o bolo de laranja e amêndoas da @ritalobo, tem coisa mais linda?

e claro, a presença ilustre da Prue adorando o sol, minha gorda fofa el inda.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

2a. quinzena de setembro - aleticiale2017

I've read/eu li...

Moon palace, Paul Auster
Definitely one of the best story tellers I know. Marco Fogg, Julian Barber who was Tom Effing and who connects to Solomon Barber who finally goes full circle with Marco Fogg... I bow to you, Mr Paul Auster. Half soap opera and half adventurous craziness.

Sunset park, Paul Auster
I loved the characters and, as usual, Auster's writing is flawless. Even the abrupt ending is forgiven. The people living in an abandoned building, the silent Miles and his love for the young girl, his half brother and the accident and guilt, his obscure feelings and sad journey.

Invisible, Paul Auster
Between the sister Gwyn, the nemesis Born and the insipid Celine, I thought there was too much ado about nothing. Uninteresting Adam.


The road, Cormac McCarthy
One of the most surprising, interesting books I've read. It is really dark, in the gritty sense of it, and yet, you feel compelled enough to keep on reading because they are still very human, both the father and the son. And the ending... Trust me, go put it in your tbr. It's horribly sad, obviously, in a Mad Max post apocalyptic world vibe, but still honest and very photographic.

Made progress, right?

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

aleticiale2017 - 1a. quinzena de setembro

Vestido de noivo, Pierre Lematre - Até o meio estava muito cru e quase larguei. Depois disso, melhorou muito e o fim foi satisfatório...

41 stories, O Henry - what a delightful book! Every few pages, a surprise deepening the characters, revealing something you hadn´t predicted, involving you. And written so long ago. Recommended a thousand times.

The thing about Jane Spring, Sharon K. - Actually, the story was not terrible: a lawyer who's too stuck up (inheritance from her military father) and has no idea why she can't get a man. Oh yes, that is the gist of it. And the whole issue: I know it's chick lit, but it was really unnerving how she became Doris Day meaning dressed in pink and washing the dishes for her family. I'd love the hypothesis of her being able to soften up without becoming a sort of doormat. Ok, at the very end, she may have realized she shouldn't just become the pink lady, but still, it sounded sexist and dated to me, probably because I'm so tired of these assumptions regarding "the weaker sex" all the f... time.

Desculpa, sociedade. Tá f... e foi só isso que consegui ler nos últimos dias.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

agosto 6on6

Vamos lá, alcançando os compromissos: esqueci do 6on6 esse mês, que passou até rápido (agosto do ano passado teve 65 dias, eu me lembro), mas não deu conta de tudo que preciso fazer. É um ocupado bom - definido como todo mundo que eu amo está bem e vai passar - mas eu já tenho um superego gigante fazendo pressão em mim sem ter o peso de tantas bolinhas no ar.
Agora que eu elaborei bastante meu pedido de desculpas, hoje é feriado e eu tô aqui :)


Esse é um miniparque que encontramos pesquisando um lugar novo pra ir. Resolvemos ir a pé e a parte boa é que é bem fofo. A parte ruim é que demoramos mais andando pra chegar lá do que cruzando ele inteiro, é bem pequeno :P Mas rendeu uma manhã fofa e com essa vista. Árvores são lindas, né? meus únicos momentos de querer viver numa casa (prefiro apartamento hoje em dia) são ter um quintal com árvores e mais bichos.

Chá de bebê do meu sobrinho teve direito ao uso da cadeira azul da minha avó, que morreu aos 102 anos. Minha irmã é muito caprichosa e detalhista, ficou tudo lindo :)

Finalmente fui fazer o teste de nível do Instituto Cervantes, que tem conexões mil com o consulado e a embaixada espanhola e ministra os certificados. Meus pais são espanhois, mas nâo usávamos o idioma em casa, aprendi sendo submetida a ele mais que qualquer coisa porque como a família toda veio pra cá adulta, alguns nunca aprenderam a falar português direito e sempre houve muitos " patrícios". Enfim, fui classificada como C1.1, que é um nível de domínio do idioma, MAS a prova oral foi uma piada (quatro perguntas enquanto ele corrigia o teste), então não fiquei muito feliz. 


Ter amigos é tudo nessa vida, e uma querida lembrou de mim para me convidar para assistir a esse musical. Incrível ver musicais, o tempo e arte dispendidos em cada produção te lembra como nosso entretenimento hoje é enlatado. - Meu favorito ainda é Wicked, contudo :)


Dois pratos do Panelinha, da ídola Rita Lobo: o primeiro é uma carne de panela com cachaça. Ficou boa, segundo o controle de qualidade daqui de casa, mas pra mim ainda é muito trabalho. O segundo é o macarrão com salmão defumado e dill, que eu adoro, é ridículo de rápido de fazer e delicioso. Único problema é o dill, quando eu encontro (dessa vez foi no Mambo, já tinha ido ao Pão de açúcar, St Marché, hirota...) compro vários e deixo congelado.

Dá pra terminar sem o Panzerotti com esse olho arregalado, sempre procurando o que fazer? eu estava lendo e ele escondido atrás da mesinha. Muito amor.

Pronto, agora vamos em busca do que setembro nos trará :)

aleticiale2017 - 2a. quinzena de agosto e fim do goodreads challenge!

E aí que até 31 de agosto eu li... (Up to Aug 31th I´ve read...)

Oracle night, Paul Auster - He writes so well! I haven´t entirely loved it because the ending is kind of sudden, but the book as a whole is, as his usual work, a masterpiece.

A long way down, Nick Hornby - Starting on a rooftop known for being a platform for suicidals, the book unites four of them. And it is beautifully written, fun without letting drama aside... forgive me for saying so, but for me it sums down the British way.

A casa das sete mulheres, Leticia Wierzchowsky - Morria de vontade de ler esse livro - nunca assisti à série - e realmente gostei. Os personagens são fortes e dignos, e a única coisa que me incomodou é o estilo Garcia Márquez de todo mundo ter nomes similares.

Prendam-me por favor! Catharina Ingelman-Sundberg - Se eu fosse uma velhinha querendo viver bem, queria ser alguém assim inconformada. O livro tem tom de roteiro de cinema, é divertido de ler.

Mulher de neve, Leena Lehtolainen -romance de crime razoável, com boas surpresas. Nada inesquecível, mas bom pra ler com um chá ao lado no inverno - o que infelizmente não tem acontecido no nosso inverno que tem sido uma homenagem ao aquecimento global, fazendo 30 graus centígrados em São Paulo. (nota-se que eu adoro inverno?)

Tinta, Fernando Trias de Bes - É um livro sobre um livreiro, então achei que ia amar. Achei razoável, com boas conexões mas pouca "sustância".

Com esse livro eu terminei o desafio do goodreads para esse ano. Ano passado eu tinha chegado aos 260, mas queria ler mais literatura esse ano, menos entretenimento. Aí diminuí radicalmente. Mas, a la Dilma, vou aumentar a meta agora que cheguei à ela... Vambora? meu goodreads é leticiacrc.


domingo, 6 de agosto de 2017

#6on6 julho

Acho que nunca foi tão difícil escolher 6 fotos só. Sabe quando você tira fotos e elas parece que te enganaram, porque o que você vê é tão lindo, e a câmera não consegue captar, não importa quantas fotos você tire? Mesmo assim, a teimosia vive em mim e aqui estamos. Esta foi minha semana de férias:


Isso na verdade é parte de uma instalação de uma artista chamada Cristina iglesias. A parte toda de cima é de resina de vidro ou algo assim, com exceção do verdinho de baixo, invadindo, porque a instalação está no meio do mato, né... achei incrível essa interação.

Quem assistiu o documentário do Chris Burden no Netflix sabe como é legal ver essa obra ao vivo. Quem não, vai lá ver. O cara era tão sensacional, me fez repensar arte moderna. Ou pensar.


O mural da Adriana Varejão enche os olhos de alegria.

Entende o que eu digo sobre encher os olhos? Olha a quantidade de cores e de intensidade daqui. Só um pedacinho bem tímido de um laguinho, perto da instalação da Casa de Baile da Valeska Soares, que aliás também deveria estar nas fotos, mas né, só 6...

Em todo lugar havia esses bancos absurdamente sensacionais, e lindos, e confortáveis.


Parece a vista de uma janela, mas é um quadro do Luis Zerbini. <3

Sei que já deu 6, mas queria apresentar a Brumadinha, a galinha que a gente trouxe do quiosque da dona Neusa, no mercado central de BH, e agora mora lá em casa. Não é muito charmosinha?

segunda-feira, 31 de julho de 2017

2a.quinzena de julho - aleticiale2017

I've read/Li...

Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Márquez - O tal realismo fantástico te leva na vida de Aureliano e Arcadio (os quatro, cinco? perdi a conta logo) e te enreda. Muito, muito bem escrito. Mas me cansou ter que entender de qual deles eu estava falando, porque em tantos momentos eles tinham como interlocutores as mesmas pessoas, né? a Matriarca durou as quatro gerações, e eu queria me divertir com a prosa tão bem escrita e não pensar no que tinha acontecido com o Segundo ou Arcadio ou José ou... enfim. Que livro, assim mesmo.

Persépolis, HQ da Marjane Satrapi - Muito bem construído e desenhado. Mentira se eu disser que sei mais da história que eu sabia, embora seja chocante saber que o islamismo entrou assim tão de sopetão num lugar que já foi tão "ocidental". Mas foi interessante ler.

Contos escolhidos, Machado de Assis - Honestamente, não gostei de tudo. Um pouco porque a seleção é sempre muito peculiar, né? e um pouco porque talvez eu não tenha entendido todos. Hoje sei que saber um pouco sobre a vida da pessoa faz diferença para entender o contexto que ela escolheu. Mas alguns dos contos, como A igreja do Diabo, ou A cartomante, ou Teoria do Medalhão, ou o sobre Luiz Timóteo... fazem com que você pense que somente aquilo bastava para explicar conceitos como analfabetismo funcional, ironia, pontuação, literatura e vários outros. Mesmo com a edição, porque dizem que ele tinha um apreço um pouco exacerbado por pontos e vírgula, por exemplo. Que sujeito sensacional.

é isso que faz a leitura, não é? <3

Amor de Capitu, Fernando Sabino - Não achei que mudou minha vida nem minha visão de Dom Casmurro. Claro, acho que não esperava que o fizesse. Mas a proposta de reescrever com outra perspectiva é ambiciosa o suficiente pra vc achar que ele trouxe algo novo, e sequer identifiquei o que seria novo assim.

Asking for trouble, Elizabeth Young - Here is what I call a classical, well written chick lit. Old fashioned in its story and plot, in the characters and all, but fun, light, interesting.

sábado, 15 de julho de 2017

1a. quinzena de julho - aleticiale2017

Li/I've read...

Acho que não falei do A cidade sitiada, da Clarice Lispector também, que terminei na noitinha do último dia de junho.
Era um romance sobre uma moça chamada Lucrecia, buscando amor, sua vida e as trocas que fez no decorrer dela. Falava dos primeiros amores, sua vida no interior, e de como, ao escolher um companheiro (Mateus) e a cidade, perdeu a riqueza (do) interior para sempre. Não amei, mas acho que tem a ver com momento de vida e de leitura. Talvez seja um desses livros que vc tem de ler com o espírito pronto pra ele (como O conto da aia, O velho e o mar, The wave).

Estrela da vida inteira (Poesia completa), Manuel Bandeira.
Acho que estou lendo poesia meio errado: deveria ser em formato de pílulas, uma poesia por dia, e não como livro, porque vc começa a tentar racionalizar o que vem do coração. Esse livro é a coleção de obras do Bandeira, e me vi pesquisando sobre sua vida porque achei que havia muita poesia sobre temas escuros - depressão, tristeza, morte - quando imagino que tenha sido simplesmente porque faz parte da vida. Há muita doçura e muito retrato da vida dele também, desde poemas dedicados à amigos (Drummond, Murilo Marques, etc) ou à cidades (Juiz de Fora, Rio, o sul), à épocas (Carnaval, que na década de 30 era "o evento", tem pedaços inteiros de obra). E ele me pareceu muito completo, no sentido de que há poesia concreta, há rimas de diversos tipos, há traduções de poemas de línguas diferentes, há um caminhar no idioma que valida o trabalho com muito carinho. Nem preciso dizer que vale a pena ler, porque é preciso conhecer o trabalho tão belo de escritores brasileiros como esse.

A sereníssima república e outros contos, Machado de Assis.
Essa pequena coletânea de contos machadianos já valeria para entender quão maior ele era do que Capitu ou Quincas Borba, mas ler Os santos - um conto no qual se vê alguns santos numa igreja conversando sobre os fieis que ouviram durante o dia e a realidade do que havia dentro de suas orações - já vale a leitura. Sensacional.

Essays in love, Alain de Bottom.
Now he's become famous for The school of life, but over a decade ago he was (just) solely a writer. This book narrates the finding and ending of a love story, and it's like watching a movie, of course. Or spying through a window, only with the occasional glimpse into the motivation of the neighbor we're spying. Sad, happy, true, with alternate narrative (dialogue and inner voice), very interesting.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

andanças - top 5

Decidi retomar um hábito antigo e querido que adquiri quando li Alta fidelidade, do Nick Hornby, e assisti A vida é cheia de som e fúria, a peça da Sutil companhia de teatro, que trazia listas de coisas queridas. Há mais de dez anos, fiz uma volta de e-mails com amigos no qual trocávamos listas de lugares, músicas, filmes, razões para amar as pessoas... e revisitei há alguns dias. Foi uma experiência intensa e divertida, com filmes dos quais eu nem lembrava mais, razões ótimas para gostar de pessoas que ainda estão na minha vida (e algumas que não estão mais) e muitos lugares e músicas e filmes para acrescentar.
Então, sem mais delongas...

top 5 lugares

1. Verona, na Itália. Uma grata surpresa, uma cidade linda, deliciosa, poética.
2. Milão, na Itália. Embora eu não goste de ir ao mesmo lugar duas vezes, fiz questão de voltar à Milão e levar D., porque queria que ele visse o Duomo, comesse o panzerotti do Luini, tomasse o gelato de ciocolatti italiani, visse o Castello Sforzesco e a Galeria. Amei tanto aquela cidade!
Na verdade, a Itália toda. Amei Cinque Terre, Florença foi sensacional, Veneza é absurda, Turim é uma delícia, Roma nem se fala... puxa.
3. Copenhagen, na Dinamarca. Outra gratíssima surpresa. Que lugar gostoso, limpo, interessante, fácil, bonito. E o castelo Kronborg, em Helsingor, é de matar de amor.
4. o sul do Brasil (Canela, Gramado, Bento Gonçalves), com lugares lindos, gente simpática, comida deliciosa, generosidade de tudo.
5. Barcelona, na Espanha. Aquele mar, Gaudí, aquele clima. Suspiro.


top 5 restaurantes

1. Modi Gastronomia. Acho que o de Higienópolis, por enquanto.
2. Jamile, na 13 de maio. O do Fogaça, sabe? tinha pouca fé, mas fomos umas três vezes e foram experiências quase divinas.
3. Mestiço, que há vinte anos me presenteia com meu prato favorito: kratong thong seguido de Asia. Com Mojito muito honesto e um sorvete de coco, laranja e gengibre que é o fim perfeito.
4. Pilico e Bia, uma portinha na qual ainda tem o melhor camarão à provençal que eu já comi.
5. Osteria del Petirrosso e Mocotó empatam aqui. Vou ter que visitar os dois de novo pra desempatar.

top 5 filmes

1. A família Belier
2. Novíssimo testamento
3. O fabuloso destino de Amelie Poulain
4. Um conto chinês
5. vou ser criancinha e dizer que vários que eu assisti mil vezes: Toy Story, Monsters, Finding Nemo, De volta pro futuro, Curtindo a vida adoidado estão nessa categoria. Me processem.

Putz, super me empolguei. Novas categorias virão em breve. Parece aqueles caderninhos de enquete, sabe?

quinta-feira, 6 de julho de 2017

6on6 junho!

Sexy sem ser vulgar: Prue dando banho no Panzerotti, o gato mais mimado dessa casa.

Rolinhos de canela (receita da Rita Lobo, claro), chocolate quente com chantilly - a vida é boa ou não?

Ganhei flores, e só. Amor <3


Minha segunda moqueca teve tanta pimenta que lá pela 4a. garfada era só o que você sentia. Mas a culpa era só minha (a receita da Rita Lobo, moqueca leve, não tinha quase nenhuma), que resolvi colocar todas as que tinha em casa. Ainda bem que a gente gosta de comida apimentada :P


Churros que meu Pepito fez no aniversário do meu irmão. Que vontade!


#andanças: muito europeia essa entrada do Le pain quotidien, né? delícia de lugar e amo demais o chocolate quente deles.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

2a. quinzena de junho - aleticiale2017

Li/I've read...

A teia de luz e A teia de trevas, Marion Zimmer Bradley - Pra vc ter ideia do quanto gostei desse livro a primeira vez que li, em 90, nossas cadelinhas se chamavam Deoris e Domaris. Dessa vez, descobri que nem gostava delas, rs. A Deoris era uma bicha teimosa e que só depois de sofrer muito amadureceu. Domaris era plácida demais pro meu gosto. A tal queda de Atlântida foi silenciosa e eu estou acostumada com Game of Thrones. Micon, eu imaginava como uma mistura de Gollum e alguém com Parkinson, Deus me perdoe. Em resumo, não foi uma experiência boa. Talvez um livro que eu não devesse ter relido, afinal.

A bela e a fera, Clarice Lispector - Oito contos, uma leitura pra se fazer em duas horas. Dois deles eu achei absolutamente sensacionais, um que começava com um telefonema de engano para Margarida Jardim das Flores - sim, assim florido e doce, engraçadinho, e ... termina chocante e triste. E outro contando a quase fuga de uma mulher que havia sido casada e estava ensaiando esse momento, até sua volta para casa. Gosto desse inesperado, dessa reviravolta que leva você junto.

A via crucis do corpo, Clarice Lispector - Publicado em 74, sob encomenda, e jamais revisado pós publicação. Contos versando sobre o corpo, suas necessidades, suas tristezas, seu envelhecimento - meu conto favorito é o "Mas vai chover", sobre uma senhora que se apaixona por um jovem, embora seja desapontada depois.
Há um conto sobre uma senhora que ainda "busca prazer", um sobre um triângulo amoroso que termina em assassinato confesso, outro sobre Maria das Dores, que, virgem, tem um filho-quase-Jesus, alguns sobre a descoberta da sexualidade (Miss Algrave)... é realmente temático e interessante de se analisar. Não um favorito, mas vale a leitura.

Onde estivestes de noite, Clarice Lispector - São dezessete contos, mas na verdade mantive na estante por conta dos dois primeiros: o segundo, A partida do trem, li três vezes seguidas, descobrindo novas coisas a cada vez. Talento incrível.

Bernard Cornwell! As Crônicas de Artur - Li a trilogia depois de ser muito recomendada, e realmente a narrativa é ótima: cheia de ação, com personagens muito vivos, humor excelente e boa concatenação. Claro que derruba muitas crenças...
O rei do inverno - Essa trilogia começa com Uther e seu desejo de ter um filho dentro do casamento real com NOrwenna, (já que já tinha um filho bastardo e que era conhecido como um excelente soldado, adivinha... sim, Artur). Seu desejo é realizado no meio de uma mistura de fé, porque Norwenna é cristã, mas a sabedoria druida e mágica ainda é presente e o parto tem todas as influências possíveis, inclusive as de Morgana, meia irmã de Artur, tentando salvar a criança. O bebê se chama Mordred, e já vou dar spoiler: não é bem uma criatura doce que você gostaria que reinasse seu país... O fim do livro traz Gundleus, que supostamente, após a morte de Uther, viria casar-se com Norwenna e assumir o reino, protegendo Mordred. Mas né? Nada é o que parece...
Inimigo de Deus - muita guerra e muita batalha nesse volume. Quem narra os três livros é Derfel, que acompanha Artur desde sempre a partir de quando pôde. Artur foi boa gente até fugir do casamento prometido com Ceinwyn (por quem Derfel era apaixonado) pra casar com Guinevere, que também não é o que parece e vai dar muito trabalho. Lancelot também aparece nesse livro, e desaponta os leitores que esperavam um cavaleiro gente boa; o irmão, Galahad, vc quer por perto. lancelot, vc quer que seja atingido com um espelho.
Excalibur - Cenas de batalha excelentes e dignas de Game of thrones, dramas românticos entre Artur e quem esteja perto dele, revelação novelesca sobre o pai de Derfel, reviravolta sobre a magia de Merlin agora conduzida por sua seguidora Nimue e religião dicotômica bem representada pela união de Morgana e Samsum, enquanto os tesouros da Britania são procurados, encontrados, unidos...
Li a trilogia toda em uma semana, porque é difícil "sair" da cena depois de começar. Bem feito!

Lucy Sullivan is getting married, Marian Keyes - Jeez, wasn't chick lit supposed to be light and fun? This Lucy gal has a sad life: in complete denial about everything, from her job to her friends, going through her family and her own life. Even if it depicts what is probably real life, I felt I was a bit led on, you know? I mean, it has a purple cover, it is fiction, isn't it to be read with a nice cup of tea and a laugh? because if it's about depression and alcoholism, ok, but it should be on another shelf and another mood. She is a great writer, because I kept with her for all the SEVEN HUNDRED AND FORTY PAGES of that awful life, including the about seven when she's almost happy for six seconds - and don't smirk at me, the average human being is happier than six seconds everyday, come on. But it went straight to the pile of "handle with care and at your own risk".

50 ways to find a lover, Lucy Ann Holmes - now, this was proper chick lit. Was it amazingly light and fun? no. She had to go through lots of horrible dates, humiliation and sadness. But the cover matched the content, and sometimes, that's all you ask.




quinta-feira, 15 de junho de 2017

1a. quinzena de junho - aleticiale2017

Li/I've read...

How to be good, Nick Hornby - This British guy who became famous for High fidelity is a wonderful writer. That sort of "guy next door"writing that you can't help but liking, I've always thought. As many of the other books in my journey this year, I remembered very little about this title, and traipsed around these pages like a drunkard. The characters are horrific, imho. The main character is a doctor, and the number of times she mentions that alone is a reason for you to hate all GPs in the world and think they are as self-absorbed as she is. She thinks of divorcing her husband, another self-absorbed brat, and then something happens, and he decides to be a self-righteous brat instead. Everybody is equally horrible, I think. Even the kids don't add to anything good. They go from "we hate each other" to "we may be hateful", he decides he will adopt a weirdo and "be good" and all hell breaks loose. Now, the million dollar question would be, is it worth reading? Surprisingly, it sort of is. Hornby writes very well, and despite the depressing tone of life he conveys in this story, that is fine literature.


A caverna, José Saramago - Que livro sensacional. Não sei nem como começar a falar dele sem usar adjetivos, o que diria Stephen King que está errado. Dane-se Stephen King. É incrível, é lindo, é poético. O protagonista, sua honestidade crua, sua filha, o genro, o cão Achado. Até chegar à caverna, muito se percorre, e nenhum passo é em falso, posso assegurar. O mais lindo é que se está falando simplesmente da vida, da vida de oleiro, da vida que precisa ser vivida, nada mais. E de algum modo a gente se envolve, se aproxima, e no fim, quer ir com eles. Pra onde eles forem. Ah, Saramago, você foi embora cedo demais.

The house of sleep, Jonathan Coe - So far, I didn't know why I once thought this guy was so wonderful. After this book, I finally had an inkling. It is superbly well written and well thought of, in terms of structure - like the stages of sleep - and characters. Still, for me, not something I want to re read when I get old.

Tinto de verano, Elvira Lindo - Um livro de crônicas em espanhol que me soou muitíssimo como Martha Medeiros.

A promising man, Elizabeth Young - Chick lit that is honest and reasonably fun, but a bit on the serious side - there were some things I thought were a bit far fetched, like how involved the hero was with helping the young girl who was nothing to him at all - and despite the fact I respect how not of a wimp the heroine was, for a change, it got a bit tiresome to read so much about nothing.

The guy next door, Meg Cabot - The book was all written in e-mail format, which is amusing in 2017, because it feels so odd. (it was published in 2002, you all old souls). First, because it is not natural anymore, and second, because the author is actually able to give voices that sound authentic to most of the characters. The romance is cute and old fashioned - as a 2002 book with a pink cover was expected to be - and in general, it was a great afternoon with a cup of tea. But it hasn't changed my life, nor it will change yours, unless you have a fetish with e-mail, it is your first chick lit or you are in love with Meg Cabot.

terça-feira, 6 de junho de 2017

6on6 maio!


Fiz com as minhas próprias mãos!!! E a ajuda da Lara, da @coisinhas e tal e cia!

Almoço delícia de ravióli de búfala com pesto de manjericão, linguiça calabresa e um vinho de Puglia incrível!
Paolo Nutini incrível! É um escocês com voz delícia que vale a pena ouvir.

Essa é a história da nossa vida, agora duplicada... Zara bebendo água como se a Cantareira fosse zero problema e ensinando ao Panzerotti...


Buttina, em Pinheiros, onde comi um spaghettini de cacau com mascarpone bem sensacional num dia de chuva pós reunião com cliente.

O presente da Babi mais amado. O palito de dente foi piadinha interna, mas a capa de celular reflete um amor que a gente compartilha 💜

Algumas das fotos já estavam no instagram (aspequenasegrandesalegrias), se vc tem, aparece lá!

beijo <3

quarta-feira, 31 de maio de 2017

2a. quinzena de maio - aleticiale2017

I've read/Li...


The sweetness of tears, Nafisa Haji
The beginning was a bit dull, but after I picked it up I enjoyed it and considered it good for what it is: a story of many lives connected through real love, be it fraternal, romantic or fatherly.

A touch of love, Jonathan Coe
This one I really disliked. Not only because it is so tragic and awful but because the narrative seemed to me stuck with the coming and going of the many (uninteresting and self absorbed) characters.


A perfect hoax, Italo Svevo
Another story very well told, about something very ordinary. Mario is compared to a child many times, and Gaia is the typical bully who gets punched in the end as our hearts would like to hear. Despite the fact his illusions are declared to be shattered after the whole kaboodle, it is a happy enough ending

A life like other people's, Allan Bennet
It gets a bit tiresome even if his tone is usually light and interesting, with pictures and anecdotes. Probably because the subject is after all so heavy. (The disease and death of some family members, among them the parents and aunts)

David Copperfield, Charles Dickens
And then I found out I knew nothing about this book... I thought it was about an orphan wandering around, but my first hint at the fact it might be more than that was that at 34% of the book he had already found a new abode. I still remained suspicious about this state of affairs for a while, lest the new tutor should die suddenly, but hey, Trot Copperfield was 18! 
And so much happens. With the acquaintances he made, with his irritating naivete, with the unnerving irony. There were moments that didn't hold a candle to any soap opera, and there were others... You gnawed at things.The Micawbers, Dora and later Agnes, Traddles and Steerforth, the awful Mr Mell's episode at the beginning, the craziness with Mr Dick, the constant irony borne of naivety. Dumbfounded, I will say two things that cannot be considered spoilers: one, Dickens was really really something. The talent, mastery of words and sense of irony put others to shame. Two, it is NOT a "book about an orphan". This hardly scrapes the surface of a whole hot biography.Not my favorite classic, but it will hold a dear place in my heart.

A desumanização, Valter Hugo Mãe
**spoiler alert** Melhor do que eu esperava ao chegar no meio. Achei estranho o peso da língua portuguesa e sua poesia com a imagem dosfiordes islandeses, mas provavelmente preconceito meu. O final redime muita coisa, mas não tudo. Acredito que a desumanização vem da própria estrsnheza de ser uma gêmea que perdeu sua metade e com isso sua chance de ser criança- engravidando, lidando com a completa loucura da mãe e a omissão do pai - aos 12 anos.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

1a quinzena de maio - aleticiale2017

Li...

Cânticos, Cecília Meireles - doçura infinita, a musicalidade que faz parte do movimento poético dela presente em cada página. Essa edição é particularmente fofa, porque traz a transcrição dos originais.

A tia Júlia e o escrevedor, Mario Vargas Llosa
Continuo me surpreendendo com o fato de que me lembro tão pouco dos livros que li na vida. Depois de Travessuras de menina má, esperava que esse fosse incrível, e achei bem menos incrível que essa expectativa. Alerta de spoilers, acho: não me lembrava de que os capítulos alternados remetiam às histórias do narrador de novelas Pedro Camacho, nem de que ele virava uma certa piada triste no final. Também não me lembrava que de que a tia Júlia e o Marito, os personagens principais, se tornavam um casal, depois de muito drama, e quando finalmente acontecia, o casamento acabava em algum momento, sem se explicar o porquê, o que talvez não fosse importante, embora eu tenha sentido falta. O próprio Marito me soou um boêmio meio sem caminho em busca de ser burguês, se é que isso faz sentido. Não curti muito não.

Ilusões do Mundo, Cecília Meireles
Esse é o livro de crônicas da Cecília, e embora seja literalmente poético, não é tão doce e interessante como os poemas. Tem um toque internacional e multicultural bom.

O livro das ilusões, Paul Auster
Paul Auster é um desses autores que eu considerava um favorito. Relê-lo foi interessantíssimo, é como me redescobrir. Esse livro tem toques de genialidade maravilhosos. Tem um momento no qual você sorri pensando "isso aqui é muito "Paul Auster", com o 'inner life of Martin Frost', uma parte na qual o personagem escreve um capítulo e a musa inspiradora definha enquanto ele termina, como se fosse a mitologia tomando vida; ao perceber isso, ele queima a obra-prima, escolhendo o amor, algo muito sutil e muito surpreendente na narrativa. Fantasticamente escrito. Mas é uma parte bem breve. O livro em si é sobre um sujeito que perdeu a família e está no fundo do poço, e se fascina por um astro do cinema mudo que desapareceu. O simples fato de que ele consegue descrever cenas infinitas do cinema sem se tornar entediante é testemunho de como ele escreve bem. Assim mesmo, não acho que é o melhor livro dele.


I've read...

Leviathan, Paul Auster
The book starts with someone who literally blew himself up. Then it is difficult not to get involved with the myriad of characters and to find out who is in love with whom, - and there's a bunch of those... , how they got there and why. As most of Auster's books, the story is unbelievable, absurdly well written, subtle and full of human, deep stuff. At the end, you barely know how to describe what you read, but you feel something.

Mr. Vertigo, Paul Auster
This is, in my opinion, one of the most American stories he wrote. I think it is the feeling of picking up a boy and the road trips, searching to sell his talent, the Native American + the Negro + the Orphan, the Jew and the Rejects, the Bad Uncle, the characters with this kind of capital letters, you know? that he makes a point of emphasizing. all the archetypes that seem to be put together literally with magical talents. I was mesmerized through the whole reading.

Travels in the Scriptorium, Paul Auster
One of my least favorites. To this point, have no idea what was the deal with Mr. Blank, the main character. Oh, there we go. Mr. Blank - see the pun?

The Rotters'club, Jonathan Coe
Coe was another one of my favorite writers, till I started re reading. The thing is, he writes very well. The first 100 pages are involving and fun and interesting, but at some point there is so much going with so many people you start to lose track and patience -  not all of them are terribly amusing, that is the truth.

The closed circle, Jonathan Coe
Sequel to the Rotters'club, so whomever was interesting keeps being so, whomever wasn't is even more boring.

The Undomestic Goddess, Sophie Kinsella

Ask the dust, John Fante
I'm sure I'm a dumb bell and deserve a scolding, but honestly, I just hate Bandini and his horrible personality, and I think it kept me from enjoying the book's other qualities, whatever they are. Come to think of it, I think this is what people like about Bukowski and Nelson Rodrigues, and I don't get them either. I feel prudish and bothered by them, keep wanting them to show some redeeming qualities after all. Sorry. Sue me.

A pale view of hills, Kazuo Ishiguro,
The narrative is involving and so subtle and full of nuances, the book is worth reading just for it. Some things bother me, though: there is this suspicion that Etsuko may in fact be Sachiko, the traumatized post war kitten killer - and maybe child killer- and Mariko might be Keiko, the latter suicidal daughter, which would explain a couple of things such as what happened to S and M or why Keiko killed herself or the glimpses of personality you see in Etsuko. 
There is slso the possibility this is too much imagination and in that case all of that is unanswered and deeply dissatisfying.
So, three stars it is.

The dwarves of death, Jonathan Coe
Another forgettable book, sadly. Well written, with some surprises, not obvious: it could be a crime book, but it is more than that. It could be a contemporary book, but it is more than that. And in this it relies the genius of the author. But I did not love it, and it will go to the pile of 'to sell/trade/give away'.


sábado, 6 de maio de 2017

6on6 - abril


Da visita à Pinacoteca:



O quadro retratando a terra do meu pai eu não resisti a registrar...


Entrada da Pinacoteca, imitando Victor Brecheret. Demais, né?


E essa estátua, que só falta um celular para estar tirando uma selfie, rs?

Não pode faltar minha duplinha dinâmica, né? Olha como o Panzerotti já tá crescido <3


Presentinho de Páscoa do nosso chefe para o escritório: um rolo de 700 g da Chocolat du Jour. Difícil, viu?


 Presente de Páscoa, um incensário vintage da minha mãe roubado, e o Panzerotti fazendo figuração ali atrás.

Prue é muito fotogênica, né não?


domingo, 30 de abril de 2017

#andanças

Num único domingo turistando em São Paulo, teve Coral Paulistano no Mosteiro de São Bento (presentão de Domingo de Ramos), Arte no Brasil, uma das exposições da riquíssima Pinacoteca (e no domingo Pina família, a entrada era gratuita) e passeio no Parque da Luz, que eu não conhecia e achei lindo demais. Teve também o sanduíche de mortadela do Mortadela Brasil, no Mercado Municipal (acho mais leve do que o do Hocca Bar, embora deva ser pecado dizer que 300 gramas de mortadela sejam leves...). Que delícia... Recomendo fortemente que a gente seja tão turista na nossa cidade como somos em outras. Treina o olhar e diverte.









Também fomos, na Restaurant week, ao Clos de tapas, um restaurante lindíssimo na Vila Nova Conceição. Comi um ovo perfeito no creme de crustáceos na entrada, e só ele já valia a visita - que coisa mais linda :) nossa amiga pediu o nhoque de beterraba e não resistiu a tirar uma foto, porque era um dos pratos mais lindos que ela já tinha comido. Era mesmo. todos eles eram obras de arte visuais. O prato principal era bom, mas não mudou minha vida: um peixe com risoto muito bem executado. A sobremesa também, linda e fresca, com chocolates e sorbet de frutas vermelhas.

Esse é o Gajos, um português ali perto do shopping Ibirapuera. Não mudou minha vida, mas é simpático. O serviço estava bem demorado, infelizmente.


Buttina é sempre um vencedor na minha lista. Esse italiano na João Moura tem uma jabuticabeira linda incorporada ao salão ali em cima, e um spaghetini de cacau com mascarpone bem feliz.




2a. quinzena de abril - aleticiale2017

Li/I've read...

Shopaholic to the rescue, Sophie Kinsella - in pursuit of my Kinsella marathon, this was the last of the shopaholic series. I've found out it was the only one I didn't have in my shelves, but I had it on kindle. (usually I have both, sue me, I'm a fan). Honestly, I don't like it very much. It revolves around Becky Bloom after her estranged father and her best friend's husband, who suddenly decided to go on a trip to the desert nobody knows why. She is escorted by her mother, her mom's best friends, a couple who live next door, the aforementioned best friend and Alicia Bitch Legs. Everybody who knows the books already thinks it's fishy, but it only goes down the hill from here: the best friend is a total bitch to her throughout the whole book, and even though at the end it is all revealed and teary, this was a decoy used two books before, so not only is it a bit unbelievable but also monotonous. The mother is in total hysterics, and after a while you just want to know why Becky doesn't go on some therapy to realize she is a punch bag for all these people. I know she has a heart of gold, but there is that and there is this book. It annoys me.

Remember me?, Sophie Kinsella - the story is cute and the characters too, but I saw myself deeply bothered by the fact that there was some romance going on that shouldn't be happening. Can't say any more. Spoilers on goodreads.


Twenties girl, Sophie Kinsella - I'd completely forgotten this ghost modern story that revolves around a headhunter and a dead aunt mingling in search of a necklace with a plot twist and everything. Even though the hero is not the typical sweetie Kinsella writes about, it's fun and light.

Undomestic goddess, Sophie Kinsella - the plot is so absurd it seems like a Mexican soap opera. A totally driven lawyer, on the eve she's about to become full partner, is found out to have made a horrible mistake that costs 50 million pounds to the company, and completely crazed, she ends up in a manor in the countryside, mistaken by the housekeeper sent by the agency (btw, apparently nobody else ever applied) and there she stays. You'd think it's hard to pull it off, but then you're not Sophie Kinsella. It's light, fun, easy to relate to Samantha, as absurd as it sounds, and the only thing that kept me from giving it 5 stars was the ending with the three times she goes back and forth. Can't one of Sophie's heroines be actually determined?? :P

Wedding night, Sophie Kinsella - I like the main plot and the subplot! Fliss'story is almost as interesting as Lottie's, and for that matter, Lorcan is almost as interesting as Richard or Ben. I'll say no more.


As pequenas memórias, José Saramago
Quem sabia que o nome do Saramago nem era Saramago, e foi "o primeiro caso no qual o filho teve de dar nome ao pai?" eu não! esse livro é uma autobiografia da infância dele, e embora as histórias não tenham muita costura entre elas, como ele não está mais entre nós nesse planeta, é sempre um prazer ler o que restou :)

Claraboia, José Saramago
Aparentemente esse foi um livro cuja publicação foi recusada, mas o que eu acho é que talvez um certo guia e editor tivesse ajudado. Os personagens são interessantes e a narrativa também, mas achei que termina meio sem precisar, sabe? queria saber um pouco mais de alguns deles, um pouco menos de outros... não sei. Se você leu, me conta o que achou.

Um teto todo seu, Virginia Woolf
Emprestado de uma amiga, esse livro foi uma surpresa. E colocou Virginia Woolf tão acima no meu conceito! Que mulher conseguiria escrever com tanta propriedade e racionalidade sobre a mulher na ficção (o tema que lhe foi pedido) e enveredar pelo empoderamento feminino EM 1930? Sensacional. Na minha ignorância, estou pra te dizer que ela também fala bastante da meritocracia, quando basicamente descreve  os x escritores famosos da época e suas condições. Ela diz que para a mulher escrever ela precisaria de 500 libras por ano e um teto todo seu, sem depender de outras pessoas. Livro fácil, não só por ser interessante mas pelo tom, e relevante. Recomendo.

A ilha contada, conto contemporâneo em Cuba.
Tenho esse livro na estante há anos. Tenho parentes em Cuba, e tinha uma natural curiosidade em saber o que se escreve lá hoje em dia. Foi curioso. Menções a parques de diversões, a jogos de baseball, dramas humanos, um colorido interessante, dois contos que amei, outros que não curti. Mas sempre aumenta a perspectiva, né? É bom saber que nosso mundo não é só aqui.

Fundamentos de psicologia analítica, C Jung
Um dos personagens de livros que eu li estudava símbolos e pensei que seria interessante reler Jung, vinte anos depois (fiz psicologia, mas nunca exerci). E foi. Acho esse suíço muito centrado, muito "com noção",  sabe? Esse livro é uma transcrição de cinco conferências que ele fez em tavistock, e é bem velho, mas didático, porque ele ainda está falando bem lentamente das funções de pensamento, começando a contar da análise de sonhos, dando mérito a Freud e Adler, falando do inconsciente de Kant, colocando pingos nos is. Bem interessante, mesmo pra quem não fez graduação na área.