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Leticia's favorite books »

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Assessment

Acho que fiquei devendo uma certa lista. Se fosse eu lendo, pelo menos, já teria imediatamente começado a minha mentalmente, então vamos lá:

sou muito ruim em:
- papo furado (conversas inócuas com desconhecidos), conforme mencionado anteriormente.
- achar qualquer caminho. não, não sei qual o lado certo da Marginal, aliás quando alguém diz "pega a Marginal" eu já paro de ouvir. Tenho de admitir que tenho um pouco mais de coragem, com o Waze, Google maps, Nokia dirigir, todos ao mesmo tempo, mas noção eu continuo sem.
- coordenação motora fina, seja desenhando, colando, costurando ou decorando cupcakes. Você sabe bebê, que pega as coisas com a mãozinha gorda de três dedos juntos? pois é. eu continuo fazendo isso até hoje.
- identificar qualquer música pelos sons musicais, sem a letra. Pode ser Legião Urbana, Elvis ou Balão mágico, eu não sei o que está tocando. Me processe.

e pra que eu não me sinta compelida a procurar terapia (provavelmente, ocupacional, haja vista o tipo dos meus problemas), sou muito boa em:
- escolher comida (não é engraçado! tenho todo um método e ele sempre funciona. Meu prato é sempre gostoso e muito bem tirado e não me arrependo - a não ser que o restaurante seja ruim, e aí nada funcionaria mesmo).
- fazer conexões entre coisas, pessoas, pensamentos, possibilidades. Nada pra mim não tem nada a ver com outra coisa qualquer. Pode me desafiar. Anos de aulas me fizeram fazer elos entre tudo.
- gostar das pessoas. Cuido, dou conselho, alimento, escuto, tô à disposição, organizo a vida, o guardarroupa, faço rir e amo pra sempre. Não tem muita amiga melhor que eu não.
- escolher presentes. 

ufa! tô até cansada. Mas pode ser porque num ímpeto de inspiração, essa semana nadei duas vezes e fui pro Pilates outras duas. Assunto pra outra hora, depois do Dorflex.

Tá um solzão, né?

E aí que hoje já quase indo embora o moço diz, "e aí, vai ficar em SP nas festas?", e eu respondo, "Vamos uns diazinhos pra praia, só assim, pra ver se o mar continua lá", e tem um certo silêncio e eu me repreendo na minha cabeça (muita coisa acontece na minha cabeça, tenho de admitir), "não dava pra dar uma resposta de elevador???"
Depois que ele vai embora eu me dou conta de que a verdade é que sou muito, muito ruim em conversa fiada. Muito ruim. Faço piada que a pessoa não entende porque é uma referência irônica e ou obscura, murmuro, um horror. Tipo assim, um amigo me contou esses dias que a coach dele pediu que ele escrevesse três coisas nas quais ele era bom e três nas quais as pessoas diziam que ele era bom. Se fosse sobre ser incapaz, quando eu fizesse o exercício eu escreveria papo furado nas duas colunas. 
Nem é que eu sou tão profunda e habilitada para discutir Heidegger. Honestamente, não acho que tudo é importante e deve ser filosofado, isso é de fato um pouco irritante. Mas sinto a vida passar diante dos meus olhos quando alguém dispara inocuidades sobre a fila, o tempo, o futebol ou afins. 
O que me leva à questão premente aqui: o que diabos faz uma pessoa que se apercebe com essa clareza dessa deficiência de gastar a vida com conversa de bar começar um blog?