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The Da Vinci Code
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015!!!

www Wednesdays, O que estou lendo, qqq Quartas

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Li Nothing left to lose, da Kristin Moselly, um freebie que estava quase esquecido no meu kindle. Super boa surpresa, embora a história tenha sido uma bagunça (crime, suspense, o chamado College romance, etc), a história do guardacostas treinado pela SWAT que se apaixona pela universitária que deve proteger do criminoso que a manteve sequestrada por um ano e matou seu namorado aos 16 anos foi fofa e bem escrita.
Li O Pesadelo, do Lars Kepler, (o cara do Hipnotista), e posso falar? já estou esquecendo da história. Em termos de crime nórdico, até agora nada superou Hanning Menkell e Stieg Larsson. E Camilla Lackberg. E em crime de modo geral, Karin Slaughter e Jo Nesbo. Ou seja, se você leu O hipnotista, não precisa da minha opinião, já deve tê-la. Se não leu, te recomendo esses outros.
Li Persuaded, da Pulsipher, que ganhei em troca de resenha, e supostamente era uma releitura do Persuasão, da Jane Austen. Foi ok. Nada que valesse muito a pena.
Li After, da Anna Todd, os dois primeiros. Acho que vou ter de fazer uma resenha especial sobre essa série, porque sinto que ela será grande aqui. Depois de amanhã chega o terceiro no meu kindle, e semana que vem falo dos três, pode ser? Mas vou te falar pra segurar a onda um pouquinho.
Agora sim: li Americanah, da Adichie. Sensacional. Bem escrito, interessante, relevante, sem ser chato. Fala de racismo, de mulheres, de família, de trabalho, de cultura, de América, de Nigéria, de relacionamento, de amor. Livro tão ótimo pra terminar o ano.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Musing Mondays, (in) Sensatas segundas

Resolvi rebatizar o Musing Mondays pela aliteração Sensatas Segundas. Aí, ponderei, vocês vão concordar que com razão, que baseada nas últimas segundas, não dava pra garantir muita sensatez, e acrescentei o prefixo para garantir a credibilidade... Ele vem, originalmente, do blog Should be reading, e pode ser sobre qualquer coisa relacionada a livros...


Esse é o último Musing Mondays do ano... e provavelmente o último ever. Então, vou fazer a transição pro que ele vai virar (uma lista semanal de coisas que me derem na telha) e falar dos 10 títulos que, olhando pra lista linda do Goodreads que publiquei semana passada de livros que li nesse ano, achei que são os melhores que li em 2014: (não estão em ordem nenhuma, tá? não me pressione!)

1. Fique onde está e então corra, do John Boyne - um dos livros que tem a fórmula que tantos usam (crianças e guerra) e ainda assim, me pareceu fresco, doce, com a dose não hollywoodiana de apelação.
2. The storied life of AJ Fikry, Gabrielle Zevin - Estou colocando o link em inglês porque me disseram que a edição em português está muito ruim, e a Tati (Feltrin) para quem eu dei o livro toda animada, me confirmou. Assim, se você for comprar em português, folheie e veja se é uma segunda edição, quem sabe. Eu li no kindle, em inglês, e ele entrou para sempre na lista dos meus favoritos. É uma história sobre um livreiro, o que por si só já teria me seduzido, mas além de tudo tem criança, tem livros, tem amor.
3. O bicho da seda e O chamado do cuco, Robert Gailbraith - Eu fui levada ao livro por ser JK Rowling, de quem sou fã incondicional por achá-la uma fantástica contadora de histórias. (Não chego a ser do tipo que leu aquelas coisas sobre Quadribol, contos do bardo, etc, mas li Morte súbita e todos os Harry Potters e amei do começo ao fim) Mas de verdade, achei um livro muito bem escrito, muito bem construído, humano, embora versando sobre um crime e mistério, com personagens muito interessantes e por quem a gente torce, o que é uma coisa bem dela e bem rara em livros de mistério (muitos dos livros de mistério dos quais eu não gosto tanto são os que, uma vez o crime resolvido, eu já me esqueci.)
4. Claros sinais de loucura, Karen Harrington - Você tem 12 anos muito especiais se se identifica com Sarah. Eu tive.
5. Mr. Peanut, Adam Ross - escrevi sobre esse livro umas semanas atrás. David tem uma relação muito maluca com a mulher, e é um livro forte, como os da Lionel Shriver. Demorei muito para engrenar nele, deixando pra depois porque a capa, ou a sinopse, não me tinham agarrado. Mas uma vez que comecei... me pegou por inteiro. Muito, muito bom. Ah, não li em inglês, apesar desse título. Está traduzido, e muito bem, por sinal, numa edição da Companhia das letras, se não me engano.
6. Labor day, Joyce Maynard - me recuso a conectar com o filme, embora ele tenha sido com a Kate Winslet de quem eu gosto muito. O livro é tão, tão legal. Adele é uma mãe solteira que acaba levando um criminoso para casa num longo fim de semana. Parte suspense e parte romance, mas tão bem contado, com sutilezas e fofuras nos lugares certos. Depois descobri que a autora é até meio famosa, tem vários outros livros publicados, viveu um ano com JD Salinger, enfim, tem uma vida que pode significar mais livros como esse.
7. As cem melhores crônicas brasileiras - vale a pena ler, ter e divulgar.
8. Elizabeth is missing, Emma Healey - Um retrato lindo de amizade, de família, de tolerância, e do envelhecer. Chorei, ri, e foi muito além do que achei que iria.
9. A coleção da Karin Slaughter, melhor escritora de mistério que descobri nesse ano, com o personagem investigador mais fofo, o Will.
10. Americanah, da autora cujo nome eu tenho dificuldade em escrever. Ifemelu é forte, interessante, inteligente, e vai te fazer questionar coisas, pensar em outras, discordar de terceiras, mas sobretudo, querer saber de várias. Recomendo loucamente.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Feliz ano novo, feliz blog mais ou menos novo!!!



Ai gente tô tão empolgada!!! Acho que já decidi o que vou fazer em 2015. Comecei muito bem (na verdade eu sou fantástica no mundo das ideias, rs, mas como quero que tudo aconteça, fica um pouco difícil colocá-las no papel...), e talvez algo ainda mude, mas é assim:

O post Aventuras gastronômicas será mais abrangente (o nome que eu pensei até agora foi Andanças, eu tinha até uma música na cabeça, veja bem) e poderá incluir vida cultural em geral, assim posso falar do que tenha visto, ouvido, assistido, e ache que seja interessante dividir. Provavelmente acontecerá nos primeiros dias do mês mesmo, até porque se for algo de cinema, teatro, exposições, etc, tem prazo para sair, né?

No lugar do (in) sensatas segundas, entra algo que estou chamando de Top 5. Amo listas, acho que já disse mil vezes. Às vezes elas versarão sobre livros, às vezes sobre livrarias, às vezes sobre livros novos pra ler, mas podem passar por painéis no pinterest, sites que tenha descoberto, autores que estão esquecidos, enfim, qualquer coisa, né? Às segundas, começando a semana :)

O que estou lendo, obviamente, continua. Não se chamará mais WWW Wednesdays (sempre fico muito desconfortável por ter 'emprestado' o nome do site Should be reading, mesmo que dê o crédito); a verdade é que eu sempre falo do que li, bem pouco do que estou lendo e lerei em seguida, então acho que tudo bem, né rs! Creio que vou chamá-lo de A Letícia lê. (self centered much? gosto da aliteração, sugestões são benvindas) Provavelmente ainda às 4as.

O Timely classic, clássico do momento, continua e provavelmente fica na última semana do mês, dentro do post acima. As outras semanas terão outras coisas:
Vale a pena ler de novo (será que alguém da nova geração entende a piadinha com as novelas da tarde, rs?), falando de livros que resolvi reler, porque essa semana me vi olhando um Paul Auster, que é um dos meus autores favoritos, e sem lembrar da história;
um temático (oi Silvia!), tipo, livros de crime, drama, mistério, não ficção, etc, por uma semana (o máximo que consigo me comprometer por enquanto, rs)
e um que estou chamando de Nos estandes, no qual eu leio algum livro que está em exposição nas livrarias (como descobri um que estou lendo essa semana).

Também quero fazer uma imagem da semana, porque há várias muito fofas, talvez na 6a., e pensei em dividir uma citação (tenho cadernos cheios) uma vez por semana, talvez no domingo, e chamá-la de Pequena alegria da semana. (no lugar da Teaser Tuesday)

O Blog vida Organizada, que eu amo, fez um post lindo, muito visualmente organizado sobre como fazer tudo isso aqui ficar bonito. Assim que eu fizer isso, talvez algo entre, algo saia, algo seja percebido como redundante ou tolo. Talvez eu perceba que sou redundante e tola. Talvez eu perceba que tô nem aí, rs. Enfim, por enquanto são ideias, mas que já passaram um pouco mais pro campo do possível. É um projeto.



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Pra não dizer que não falei de ... livros

Coisas que eu amo:
listas (a de livros que foram lidos em 2014)
listas de livros (porque é do Goodreads)
capas lindas de livros (aqui tem inclusive as que eu li no Kindle, consequentemente há capas que eu estou vendo como se fosse uma quase surpresa)
desafios superados (tinha prometido 200 livros e li 216)


tudo juntinho aqui ó
não é muito legal? coisas que eu amo parte 2: Goodreads.




Já achou que você gasta tempo depois lendo?
É. Nem eu.
re-pinned by: http://sunnydaypublishing.com/books/ .

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

QQQ Quartas, O que estou lendo?

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Li dois livros nessa última semana; foi semana de fim de ano, com festa da empresa, amigo oculto, último dia da natação, do Pilates, de fazer compra pré viagem, parece que o mundo entra em suspenso até dia 5. (Não pra mim, que trabalho três dias semana que vem, mas enfim). Foram livros legais, mas tive de abandonar a Marian Keyes, que não coube nesses dias. (literalmente falando: livro muito gordo pra se carregar pra lá e pra cá).
Nihonjin, do Oscar Nakasato, foi ganhador de Melhor Raomance do Jabuti 2012. Esbarrei nele quase sem querer, mas a história me pareceu interessante porque ao folheá-la, vi as palavras Shindo Renmei (o grupo que o Fernando Morais menciona no Corações sujos e que acreditava que o imperador, sendo filho divino, não podia perder a guerra e era impenetrável, e as pessoas que estavam dizendo que o Japão perdera a guerra não tinham honra e deviam ser mortos). A história, sobre uma família de imigrantes japoneses, é boa e bem contada, em sua maior parte. 
Li também o Let it snow, que tem três histórias passadas na época de Natal, uma contada pelo John Green, (mais ou menos), uma pela Maureen Johnson (ótima) e uma pela Lauren Myracle (bem boa também).
Essa semana, acho que voltarei a ler a Marian Keyes... e estou pensando no que farei e como o farei ano que vem. Me ocorreu fazer uma lista de livros a serem relidos, talvez especificar quais e quando... vou tentar pensar nisso nesse fim de semana, junto com as ideias que me foram dadas :)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Teaser Tuesdays: temperinho da terça: Ninhonjin, Oscar Nakasato

"Ojiichan se calou. Percebi que ele dissera o que desejava dizer, e de mim não queria palavras, somente os ouvidos para ouvir, e depois o olhar. Então o olhei com os olhos de compreender."


NIHONJIN

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Musing Mondays, (in) sensatas segundas

Resolvi rebatizar o Musing Mondays pela aliteração Sensatas Segundas. Aí, ponderei, vocês vão concordar que com razão, que baseada nas últimas segundas, não dava pra garantir muita sensatez, e acrescentei o prefixo para garantir a credibilidade... Ele vem, originalmente, do blog Should be reading, e pode ser sobre qualquer coisa relacionada a livros...

Estudos mostram que ler reduz estresse em 68%...
mais que ouvir música, caminhar, ou sentar-se com uma xícara de chá.

(devem ser estudos ingleses :P)


Eu concordo em gênero, número e grau. Sou sempre muito feliz quando estou inteira em alguma coisa (por isso gostava tanto de dar aulas, gosto de nadar, e amo ler. Acho muito difícil fazer essas coisas enquanto estou pensando em outras).


O que reduz seu estresse?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

www Wednesdays, QQQ Quartas, O que estou lendo

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Li Funny girl, do Nick Hornby. Na verdade, havia comprado pra dar de presente, mas comi bola. A pessoa se antecipou e comprou também. Aí eu li, rs. Bem escrito, como quase tudo que ele faz. E como ele coloca algumas fotos de época e afins, no final eu fui checar online se era uma história verídica ou não. (Uma moça que desiste de ser Miss Blackpool e vai pra Londres ser comediante, alcançando relativo sucesso; a narrativa da sua vida e das pessoas à sua volta). Não mudou minha vida, não virou um favorito absoluto - pra quem estiver mantendo controle, o Alta fidelidade, sem dúvida, seguido do How to be good e Juliet, naked.
Foi só o que eu li essa semana, desculpa. O fim de semana foi tomado por socialização - fomos levar um alemão pra passear, no domingo encontrei a Tati Feltrin e o Hermínio na livraria, pra gente se despedir dela pré Rio, e aí o fim de semana tinha acabado!!!
Estou lendo... ainda não comecei, mas pretendo fazê-lo hoje: The woman who stole my life, o novo da Marian Keyes! E obviamente não sei oq ue lerei em seguida, apesar da Tati ter dito que eu deveria reler Os miseráveis.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

teaser Tuesdays, temperinho da terça: Funny girl, Nick Hornby

Funny girl, o novo do Nick Hornby, ainda sem tradução em português:

What was he doing with her? How on earth could he love her? But he did. Or at least, she made him feel sick, sad and distracted. Perhaps there was another way of describing that unique and useless combination of feelings, but 'love' would have to do for now.

Mais ou  menos:
O que ele estava fazendo com ela? Como ele podia amá-la? Mas ele amava. Ou, pelo menos, ela o fazia sentir-se doente, triste e disperso. Talvez houvesse outro modo de descrever aquela combinação única e inútil de sentimentos, mas 'amor' teria de servir por enquanto.


'How was your day?'
'Oh, bloody', she said.
'Bloody', he had learned, didn't mean what it might have meant or a soldier or a surgeon. It usually meant that a telephone call with a politics professor had gone on longer than she had wanted it to.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Musing Mondays, (In) Sensatas segundas

Resolvi rebatizar o Musing Mondays pela aliteração Sensatas Segundas. Aí, ponderei, vocês vão concordar que com razão, que baseada nas últimas segundas, não dava pra garantir muita sensatez, e acrescentei o prefixo para garantir a credibilidade... Ele vem, originalmente, do blog Should be reading, e pode ser sobre qualquer coisa relacionada a livros...

Uma das coisas que é mais deliciosa no universo é cheiro de livros. Acho que mesmo hoje em dia, que leio no ipad, no kindle e em livros físicos, isso ainda permanece. Mas quer saber o que realmente, realmente me enlouquece?

cheiro de livros + chuva lá fora + musiquinha de natal na livraria. Tenho vontade de ficar nas poltronas para sempre.

Outra coisa? essas capas de chick lit coloridas. Tipo as da Jill Mansell, sabe? Amo. Tenho vontade de pegar e ler todos. Esse fim de semana fui à Livraria Cultura com dois professores da escola na qual fui gerente, e comentei isso. Aí vira um deles rindo e diz: "É mesmo, vários livros da estante da biblioteca tinham essa carinha". Ooops...

Mais uma: saber que seu autor favorito está lançando um livro que você tinha até esquecido que seria lançado. Tipo a Sophie Kinsella, ou o Paul Auster, ou o Luis Fernando Veríssimo, ou a Rainbow Rowell. Alegria infinita. Esses que além de tudo são provavelmente fáceis e gostosos de ler, e você sabe que só te trarão prazer.

Outra: as entregas automáticas do Kindle, daqueles livros que você fez 'pre-order' (encomendou há um tempão, já pagou, esqueceu a respeito) e subitamente aparecem no kindle, na página de entrada, como se fossem um presente.

Ah, gente, não é por acaso que isso aqui tem o nome de "pequenas e grandes alegrias da vida", né...


P.S.: Eu ainda não cobri o assunto "nome do domínio": o endereço "livrosdosprazeres" veio do livro da Clarice, uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, mas acabou meio deturpado, né, parece um pouco pornografia... e não queria usar meu sobrenome porque a vida inteira vou ter de soletrar. Letícia significa alegria, sabia? pensei em usar algo com alegria, que não esteja sendo usado e que tenha a ver com livros. Alguma outra ideia?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O que você anda lendo?

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Terminei Pretty little liars, Maldosas em português, que aparentemente virou uma série de tv em algum momento e é sobre adolescentes em um grupo que reúne todo tipo de maldade. Até agora, está legal. Só desanimei ao descobrir que existem tipo 15 volumes. Ou seja, já sei que não só não vou descobrir o que realmente acontece nesse primeiro livro como ou a história se repete ad infinitum ou é enrolada até dizer chega por vários outros.
Terminei Three wishes, da australiana Lianne Moriarty, e não é que ela me pegou de novo! uma ou outra página mais desnecessária (e vou dizer, me perguntei se os editores não podiam ter feito um cortezinho e pronto), mas a voz dela é legal, a narrativa boa, os personagens interessantes... nunca acho que o livro mudou minha vida, mas é sempre bem bom, e já é o terceiro ou quarto que leio dela. É sobre três irmãs gêmeas, baseado num aniversário e partindo daquele evento, narrando o antes e o depois. Elas são muito diferentes (Lyn, Gemma e Cat) mas ligadas pelos sentimentos malucos que acho que só irmãs entendem. De qualquer modo, Lianne Moriarty continua na minha lista, como livro bem seguro - não um que você vai largar. Acho que isso a faz uma vencedora, né rs...
Li O livro de Julieta, da Cristina Sanchez-Andrade. Que livro doce, e acho que tanta gente devia lê-lo... eu trabalhei com portadores de deficiência mental muitos anos atrás, por uns dois ou três anos, entre colégio e faculdade. O livro conta a história da autora, cuja terceira filha, que nasce quando ela tem 34 anos, tem síndrome de Down, e suas surpresas, aprendizados, frustrações e rotina com ela, a família, os irmãos. É especialmente interessante porque não tem a intenção de catequizar ninguém; ela fala de como às vezes se sentiu culpada porque quis sacudir Julieta, que tira a roupa ao entrar em casa e só quer vestir luvas, mas faz disso só mais um capítulo, contando em outro como foi interessante vê-la se comunicar ou como ela se incomoda com os estereótipos "eles são anjinhos", "eles" de modo geral. Fiquei na verdade triste em saber que pouca gente lerá esse livro, muito menos sem 'precisar'. Se as pessoas tivessem mais informação sobre as diferenças, a vida seria mais fácil.

Estou lendo... nada ainda, acabei de terminar O livro de Julieta :) Mas acho que vou ler umas porcariazinhas, antes de começar o novo da Marian Keyes que eu compreeeeei porque não resisti a esperar o kindle!!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Musing Mondays, (in) sensatas segundas

Resolvi rebatizar o Musing Mondays pela aliteração Sensatas Segundas. Aí, ponderei, vocês vão concordar que com razão, que baseada nas últimas segundas, não dava pra garantir muita sensatez, e acrescentei o prefixo para garantir a credibilidade... Ele vem, originalmente, do blog Should be reading, e pode ser sobre qualquer coisa relacionada a livros...

Então, hoje tô aqui dividindo minhas dúvidas.  Esse blog fará um ano em alguns dias, e já dá pra dizer que sim, ele fica por mais um tempo. Gosto de escrever, gosto de pensar em coisas pra escrever, gosto de ter de ler livros pra escrever sobre eles. Gosto das pessoas que passam por aqui (oi Maria, oi Silvia :)) sempre e das que passam de vez em quando (oi pra você também!). Gosto de saber que há tanta gente que é atraída pela possibilidade de dividir opiniões sobre livros e ganhar ideias novas sobre eles.

Estou começando a pensar em que mudanças gostaria de implementar para que ele fique mais legal, divertido, fácil de ver e de achar coisas, assim como pra mim. Por exemplo, sou uma criatura de hábitos: meio que 'preciso' dessa coisa de "segunda é dia de... terça é dia de..., uma vez por mês eu..." (sim, a terapeuta já está ciente). Mas os que eu tenho hoje eu roubei de blogs diversos num impulso, e acho que tem espaço pra mudança. (In) sensatas segundas, sobre qq coisa a respeito de livros, Temperinho da terça, um pedaço do que eu esteja lendo, QQQ Quartas, o que estou lendo, quinta é dia de ocasionais tags e fotos ou infográficos, dia 1 é dia de Aventuras gastronômicas e dia 20 de Clássico do mês.
Alguém aí tem alguma opinião sobre o que disso deve ficar ou ser eliminado? ou mudar de frequência ou de cara?

Outra coisa é que venho pensando em mudar o visual, colocar mais fotos, (legal?) ou até pensar em novo design. Opiniões?

Finalmente (por último mas não menos importante), quero um domínio. Mas esse é assunto pra outro post...

Enfim, palpites e sugestões são mais do que benvindos, são necessários. Tendo a me distrair com facilidade e perder o foco, rs...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

6 on 6: dezembro 2014

O 6 em 6, que vem de uma blogagem coletiva de um grupo fofo do facebook, propõe 6 fotos no dia 6. O desse mês vai se chamar Look up :) Acho mesmo que de vez em quando a gente vira zumbi tecnológico ou simplesmente preocupado demais com os buracos da calçada e esquece de olhar pra cima. Olha só quanta coisa podemos estar perdendo!!!

Essa araucária é de Gramado, no sul do país. Não é linda de morrer?

Simples e bonito, logo ali na Praia Grande, litoral de São Paulo.

Árvore, luminária e passarinho, Buenos Aires, Argentina.

Céu azul, que podia ser aqui. Por acaso, foi em Bratislava, capital da Eslováquia. Verão é verão.

Ibirapuera, coisa linda e verde.

Londres, no frio bem invernal.

Macaquinho fazendo pose na praça, em Águas da Prata, SP.

Até mês que vem. Não se esqueça de olhar pra cima, não só pros fogos de fim de ano - e feliz ano novo :)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Leituras da semana, www Wednesdays, Q Quartas

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Terminei: Dom Casmurro, cuja opinião darei dia 20, no Clássicos do momento, devidamente elaborada.
Terminei Mr. Peanut, do Adam Ross. Passei o dia no Salomão Zoppi fazendo exames, e fiz um planejamento de que livro levar; aí peguei esse na mão e comecei, pensando, "Se eu ler as primeiras 100 páginas, vou querer ler o resto". E não é que deu certo! Um desses livros que te faz querer voltar pra ele quando te interrompem. Horrível, escuro, cheio de sentimentos confusos e ruins. David ama a esposa, e odeia a esposa, e a deseja, e a quer morta, e precisa dela, e não consegue ficar sem ela, e fantasia seu assassinato. Tudo isso ao mesmo tempo, enquanto ela se transforma em alguém depressivo, obesa mórbida, que o detesta, que não o entende, tudo isso junto. No meio o autor joga um detetive que é baseado num personagem verídico (que inspirou o filme e a série O fugitivo) e uma série de metáforas. O título já é uma viagem: envolve os bebês de Alice, sua alergia, sua morte, sua vida. Nossa. Muito sentimento junto. O fim não é legal, e tem umas 100 páginas sobrando. Mas vale a leitura assim mesmo. Forte, interessante.
Li numa sentada só The end of your life Book Club, do Will Schwaube. Achei tão fofis que comprei de presente a versão em português pruma amiga (li no Kindle), que está disponível na livraria com o nome O clube do livro do fim da vida. É baseado numa história verídica de um filho que começa um clube do livro informal ao conversar com a mãe, que descobre ter câncer pancreático em estágio IV, sobre livros. Ela é uma personagem incrível, dessas pessoas que fazem e acontecem e fazem você pensar que faz bem pouco com sua própria vida. E enquanto ele vai contando tudo que está acontecendo, vai falando de diversos livros, muitos com aquela pegada multicultural que eu adoro (inclusive menciona Jumpha Lahiri em algum momento, como não podia deixar de ser), então achei bem legal. Não é um livro delicioso, original, nada desses adjetivos suprassumo. Mas é interessante e tem perspectivas novas sobre temas antigos, como literatura deve ser, não?

Estou terminando Pretty little liars, Maldosas em português, que aparentemente virou uma série de tv em algum momento e é sobre adolescentes em um grupo que reúne todo tipo de maldade. Até agora, está legal. Só desanimei ao descobrir que existem tipo 15 volumes. Ou seja, já sei que não só não vou descobrir o que realmente acontece nesse primeiro livro como ou a história se repete ad infinitum ou é enrolada até dizer chega por vários outros.

Lerei em seguida... estou com Lianne Moriarty na fila de novo, e comprei mais uma ou outra coisa, puramente porque sabe, teve Black Friday e havia alguns descontos e... bom...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

teaser Tuesday, temperinho da terça, O clube do livro do fim da vida

Naquele fim de semana comecei a lê-lo e então, mais ou menos na página 20, aconteceu aquela coisa mágica que só acontece com os melhores livros de todos: fiquei absorto e obcecado, e entrei no modo "Não vê que estou lendo?".

(Will Schwalbe)

Aventuras gastronômicas - Novembro

Então, esse mês foi mês da edição de Veja Comer e Beber São Paulo. Sou muito amiga das listas, adoro o momento de tirar itens realizados, então gosto da ideia de que em quase todas as páginas há algum restaurante que já visitamos (sim, nosso hobby é comer, por que?)

Portanto, uma das ideias era visitar alguns dos nomes que foram considerados os melhores do ano. Os visitados em novembro foram:

Z-Deli Sandwich shop - Hamburgueria bonitinha, com atendimento muito simpático, e apesar de uma filazinha, rápido. Maaas... (uma amiga disse essa semana: não acredito em nada que vem antes do mas, e eu ri. Agora quando uso a conjunção penso nisso). Honestamente? Bem feito, nada sensacional. Melhor que o Butcher's market, por exemplo, mas na nossa opinião, o Meat Chopper ainda é sem dúvida o número um. De propósito, escolhi um hamburguer similar, simples (President, com manteiga de ervas e queijo, carne no ponto da casa); ele comeu um Cheese bacon alguma coisa, legalzinho e mais incrementado. Experimentou um drink chamado Z-fashioned, acho, e comemos as batatas da casa (maionese ótima, batatas boas, com alecrim e páprica). A conta deu 120 reais, aliás.
O veredito: legal, mas o que eu esperava de um número um no quesito hamburguer era pensar 'Sairia de casa 11 da noite ou 11 da manhã por esse hamburguer'. Meh.

Confeitaria Marilia Zylbersztajn - Foi eleita a melhor confeiteira da cidade nessa mesma edição. Eu comi uma bavaroise de três chocolates que era linda, mas senti um gosto que juraria ser gelatina; ele comeu cheesecake. O espresso estava muito bem tirado. E é tudo que eu tenho a dizer sobre isso. E olha que sou a maior formiga.

Modi Gastronomia - em frente à praça Buenos Aires, onde vc pode esperar os 40 minutos pela mesa em meio ao verde. Ou visitar a feirinha de adoção ligada à Luisa Mell, cheia de bichinhos doces que vc vai querer levar pra casa. Tomamos drinks deliciosos (Jeanne e Dona Spitta, além de um honestíssimo vinho italiano), entradas (ravioli com ovo e ragu de linguiça), os pratos (corte fiorentino de bisteca e bavette com prosciutto, muito delicada, na primeira semana; ravioli de queijo de cabra e fusili com ragu de linguiça na segunda) e sobremesa (canoli, torta de chocolate com laranja e tiramisu). Tudo perfeito, valendo repeteco na semana seguinte qdo fomos ao teatro ver Marieta Severo brilhar.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

tag literária (e natalina)!


Se você fosse dar cinco livros de presente de Natal, quais você escolheria?

Adorei isso, porque eu adoro dar livros, e porque na verdade começo a comprar presentes de Natal muito tempo antes (quando quer que eu veja algo que tem 'a cara' da pessoa).

1. Let it snow, do John Green (esse eu já comprei de presente :P), que é meio temático de Natal, né?, e fácil de agradar!
2. As cem melhores crônicas brasileiras, porque gostei muito, porque acho que crônicas são um estilo literário interessante (menos pra Silvia U., rs) e porque você pode ir lendo aos poucos e gostando do que quiser.
3. Um dos meus livros favoritos desse ano (vou fazer um post sobre isso), porque sou egoísta e quero que todo mundo goste dos livros que eu gostei.
4. A vida de HP Lovecraft pra minha amiga Stella, ou o novo do Chico Buarque pra minha irmã, ou a Maitena pra minha amiga Pati... livros que me lembram imediatamente a pessoa e me fazem pensar "quando é mesmo o aniversário dela?' são sempre ganhadores nessa lista. Foi assim que eu comprei o Ready Player One para uma amiga que desenvolvia jogos, ou um guia de NY para outra que ia viajar, ou um livro sobre uma guitarra (!) para meu amor.
5. Seu livro favorito de todos os tempos. Eu vi em algum lugar (talvez no pinterest) um amigo secreto no qual o critério era esse, você daria o SEU livro favorito para o seu amigo secreto. Achei a coisa mais legal do mundo. Na verdade quase tão legal quanto poder ler TODOS os do grupo, rs.

Caso alguém se interesse, posso dar meu endereço para que enviem um livro de presente pra mim, vai que vocês se inspiraram com o espírito de Santa Claus... :)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

www Wednesdays, QQQ Quartas, Leituras da semana :)

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Aeee... na meta "Goodreads Reading Challenge" (tem coisas que me deixam muito competitiva, rs, principalmente as que são comigo mesma... - pena que não funciona para dieta ou corrida de rua :P), eu li meia dúzia de livros fáceis de ler:
The truth about Alice, Jennifer Mathieu, é uma fofurice que estava na lista dos melhores do Goodreads e me convenceu. Eu gosto muito de livros narrados e/ou com personagens adolescentes, porque acho que geralmente a adolescência tem muito a nos dizer - quando estamos fora dela, rs. Esse livro é interessante nesse ângulo. Alice é taxada por ter supostamente dormido com dois caras numa festa, especialmente depois que um deles morre num acidente umas semanas depois. O livro é narrado por vários colegas de escola dela. Qualquer outra coisa que eu diga pode ter spoilers, o que eu não ligo mas sei que muita gente odeia, então paro por aqui e digo que foi bom. Não fantástico, mas bem escrito.

Li Separation e Degradation, da The Kane trilogy, dois dos tais romances eróticos que acabam virando histórias de amor. Tive sentimentos conflitantes. A moça, Tatum O'Shea, dorme com o namorado da irmã aos 18 anos, e é flagrada, expulsa de casa e etc. A partir daí, com laços cortados com a família, vive uma vida dessas meio malucas, cheias de drogas, sexo e liberdade ligeiramente degradante. Reencontra o namorado (Jameson Kane), que, claro, é lindo, rico e interessante, e acha todas as loucuras dela extremamente fascinantes. Eles se batem, se maltratam, eu tenho um problema com esse tipo de erotismo. Mesmo assim li o segundo volume, a curiosidade me venceu. 
Li o quarto volume da Sylvia Day, Captivated by you, com o Gideon Cross (que na minha opinião é muito, muito mais fofo que o Christian Gray dos 50 tons de cinza). Ele continua perturbado e ligeiramente maluco, mas doido pela Eva, e mesmo que não seja literatura (ei, lembra da zona livre de julgamento) clássica, adoro ler livros narrados com o tal ponto de vista masculino (embora, verdade seja dita, sejam geralmente escritos por mulheres, ou seja, dizem o que gostaríamos que eles estivessem pensando).

Bom, estou lendo Dom Casmurro, que será o clássico de dezembro. Quando eu era adolescente, não gostava de Machado de Assis. Claro, sutileza estava muito acima da minha experiência de vida limitada... acho que ele tem momentos geniais, hoje, exatamente nos mesmos pontos que antes achava crípticos ao extremo. 

Lerei em seguida... estou com Lianne Moriarty na fila de novo, e preciso recomeçar o Mr. Peanut.

Nascida para ler, forçada a trabalhar.
História da minha vida.




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Musing Mondays, (in) Sensatas Segundas

Resolvi rebatizar o Musing Mondays pela aliteração Sensatas Segundas. Aí, ponderei, vocês vão concordar que com razão, que baseada nas últimas segundas, não dava pra garantir muita sensatez, e acrescentei o prefixo para garantir a credibilidade... Ele vem, originalmente, do blog Should be reading, e pode ser sobre qualquer coisa relacionada a livros...

Essa é a imagem da semana, a la Life magazine  :)


 Seize the Book.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Timely classic - Clássico do momento - O morro dos ventos uivantes, Emily Brontë



Aí comecei eu a ler Wuthering heights (O morro dos ventos uivantes). Referências que vinham à minha cabeça:

- A aula no Friends da qual a Rachel, a Phoebe e depois a Monica participam; (Phoebe leu o livro, Rachel não; Phoebe conta pra Rachel o que ela achou, mas quando o professor chama Rachel, ela repete o que a Phoebe disse e 'finge' que tinha lido, deixando Phoebe com ódio - ela se vingará depois falando de Mulherzinhas, da Louise May Alcott..)


- a série Twilight, que alude ao livro, ligando o amor desesperado dos personagens principais ao de Heathcliff e Catherine;
- um livro que li recentemente e criticava os personagens.

O que a gente precisa saber sobre o livro:
Emily Brontë é irmã da Charlotte Brontë, que escreveu Jane Eyre. A outra irmã também é escritora (Anne Brontë), embora as obras dela sejam menos conhecidas. Genética boa, nénão?
O livro foi escrito em 1847, e a Emily morreu no ano seguinte, de tuberculose.

Uma base rápida da história está aqui, mas eu tenho muitos comentários a respeito, então vou fazê-los junto, tá?

por exemplo, "No início da trama, o patriarca da família Earnshaw resolve fazer uma viagem e traz consigo um pequeno órfão, que todos acham ser um cigano, porém sua procedência não é revelada em hora alguma da narrativa, ao qual denominam Heathcliff. Toda a afeição que o pai logo demonstra pelo menino enciuma seu filho legítimo, Hindley, que acha que está perdendo a afeição do pai para o menino. Sua irmã, Catherine, se afeiçoa por Heathcliff."
Eu diria que a essência de muita coisa está aqui: Heathcliff (assim mesmo, sem sobrenome) vem como um selvagem, foi encontrado na rua em Liverpool pelo pai e trazido para casa. O pai claramente tem ótimas intenções, mas de verdade, Heathcliff sente que a única pessoa que lhe dá companheirismo e amor na casa é Catherine.

"Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações. Este passa a ficar bruto e melancólico. Apesar do amor entre ele e Catherine, ela decide casar com Edgar Linton, por esse ter melhores condições de sustentá-la que Heathcliff.
Heathcliff sai do Morro dos Ventos Uivantes e, quando volta, está rico, chamando a atenção de Catherine e despertando ciúmes em seu marido. Catherine tem uma filha de Edgar e morre logo em seguida."
Minhas notas: na verdade, Catherine, a criatura mais mimada que já andou no planeta, está tagarelando com a governanta sobre como Edgar Linton acabou de pedi-la em casamento e ela ama Heathcliff - Ela diz uma das frases mais citadas do livro aqui: "Do que quer que almas sejam feitas, a dele é do mesmo tecido que a minha".


Mas, sendo o serzinho difícil que Catherine é, ela prossegue dizendo que morreria de vergonha de ser mulher dele, pois os dois viveriam na penúria, e ele foi humilhado a vida toda por Hindley (o irmão mais velho de Catherine) e Heathcliff ouve essa parte (a da penúria, não a do amor). Ele deixa a casa intempestivamente (que surpresa, não) e volta só três anos depois. Eles tem um confronto (ele, ela e Edgar, que obviamente não quer que a esposa se associe ao 'cigano'). Esse confronto é algo muito maluco, porque a cena começa muito leve (Catherine toda saltitante, recebendo Heathcliff como um velho amigo que retornou, abraçando-o e recebendo-o com todo carinho enquanto Edgar está com ciúmes e estoicamente num canto da sala, Heathcliff todo duro na outra, fingindo que não está nem aí com a hora do Brasil) e termina dias depois com frases de partir o coração, como essa do Heathcliff "Por que você traiu seu próprio coração, Cathy? Você me amava. E que direito você tinha de me deixar? A leve atração que você sentia por Linton? Nada que Deus ou o Diabo pudessem inflingir poderia nos ter separado. Você o fez por sua própria vontade. Eu não quebrei seu coração, Cathy, você o fez. E ao fazê-lo, você quebrou o meu."





O que ocorreu é que Heathcliff, decidido a destruir a família Linton, descobriu que Isabella, a irmã de Edgar, tem uma queda por ele, e Edgar em algum momento diz a Catherine que ela terá de fazer uma escolha entre os dois (Edgar e Heathcliff). Ela surta, claro. Bem a la 1800, resolve se trancar no quarto e ficar sem comer três dias, ao fim dos quais ela adquiriu algum tipo de doença que eu juro que não entendi mas que a deixa fragilizada o suficiente para morrer logo após o parto prematuro da filha, meses depois, não sem antes acusar Heathcliff novamente de ter tirado sua vida e  Edgar de gostar mais de seus livros do que dela e não ter sangue nas veias. "Vocês me estão matando, e agora vão viver sem mim."   Juro, essa moça é intragável.



Heathcliff casa com Isabella, e volta para casa, descobrindo que Catherine tinha estado doente. Heathcliff ainda consegue vir vê-la uma última vez antes de sua morte, e rola uma cena romântica, selvagem e apaixonada, cheia de declarações que parecem de gente maluca que aparece cometendo crimes passionais em programas estilo Cidade alerta ou sensacionalistas do gênero (fala a verdade, tire o verniz literário e sobra ‘casal obcecado destrói todos à sua volta’, ‘cigano rico desenterra amada para dar último adeus’, ‘herdeiro força casamento do filho doente para ter acesso à mais bens’.)
 

"Heathcliff resolve se vingar de Edgar e de Hindley.Primeiro se casa com Isabella, irmã de Edgar. Logo após, Isabella se lamenta de ter casado com Heathcliff, abandona-o e tem um filho chamado Linton, enquanto está longe de seu marido. Hindley cai no vício do jogo e da bebida e perde todos os seus bens para ele. Hareton, filho de Hindley, consequentemente, fica sem herança - mas apesar disso, considera Heathcliff uma pessoa de alta moral, não permitindo que se fale mal de sua pessoa. Antes da morte de Edgar, Heathcliff casa Linton e Cathy (filha de Catherine e Edgar). Cathy descobre-se sem bens, quando seu marido Linton morre e Heathcliff apresenta um testamento onde seu filho lhe passava tudo quanto possuía. Pensando já ter se vingado, percebe nos últimos descendentes das casas da Granja da Cruz dos Tordos e do Morro dos Ventos Uivantes o olhar de seus antepassados e a paixão entre os dois, morrendo só em sua loucura e solidão. Como último desejo é enterrado junto com Catherine, seu grande amor. Deste dia em diante muitos juram ver sempre um casal vagando pelas charnecas do Morro."

Isabella é outra maluca, que Catherine tentou alertar, mas fugiu para se casar com Heathcliff de qualquer modo. Ele só a trata muito, muito mal, e Heathcliff, que já não tinha muito centro na vida, faz coisas como desenterrar Catherine só para senti-la novamente, enquanto manipula as pessoas para que façam o que ele quer. Depois que Isabella foge dele, tem um filho, Linton, que é um ser frágil e patético. Quando ela morre, Edgar leva o sobrinho para casa, mas no dia seguinte está lá o cão de guarda de Heathcliff, Joseph (outro ser detestável da história), para buscá-lo. Heathcliff trata o menino com desprezo absoluto, porque para ele  o adolescente é só uma peça que servirá para conseguir mais tarde a herança de Edgar também, já que é seu sobrinho. Não se nota jamais qualquer amor em Heathcliff por ninguém que não seja Catherine. As primeiras frases dele para o filho são horríveis e o humilham, e geralmente é assim que ele o tratará até sua morte. Mais tarde, a filha de Catherine, Cathy, uma menina com grande complexo de Electra absolutamente grudada ao pai, que afinal é tudo que ela tem, e tão mimada como a mãe era, embora verdade seja dita, um pouco mais dócil, será o instrumento que Heathcliff precisa para terminar essa manipulação: ele tanto faz que Linton e Cathy se casam (de forma bem dramática, porque ele acaba trancando a menina na casa deles, enquanto o pai dela está no último suspiro, e ela tem de fugir e ameaçar o ser doente Linton para fazê-lo) e na sequência, ele morre, claro. (Parece ser um truque de narrativa da autora, né, rs)
Hareton, que era uma copiazinha do Heathcliff (zero habilidades sociais, menino tímido, não sabia ler, nem falar, só foi treinado em tarefas brutas da fazenda) vai cativando o coração da Cathy, como anos atrás aconteceu com Heathcliff e Catherine - ele 'pede' amor a ela, de algum modo, e ela acaba dando, até porque não tem mais ninguém no mundo a quem dá-lo.
Acabamos por aí: Hareton e Catherine vão se casar, Heathcliff morre, após vagar pelos morros por noites a fio, com um sorriso meio maluco, em busca da alma de Catherine, a única coisa que o deixaria feliz, a gente sabe - embora a essas alturas a gente também saiba que 'feliz' é a última palavra que associaríamos a esse livro.




Então agora, opiniões:
1.     tive uma sensação de estranhamento durante quase todo o livro, porque todo mundo é TÃO detestável. Todo mundo. A Ellen Dean (a governanta), o Joseph (o caseiro), Heathcliff, Catherine, Hareton, Lindley, Edgar Linton, não consigo me lembrar de ninguém que em algum momento eu não tenha tido vontade de estapear ou tenha despertado algo ruim em mim. Bom, talvez Mr. Lockwood (ele é o inquilino, que começa a contar a história). Eu entendo que isso tenha sido a intenção da autora, mas é muito difícil ver sempre o pior das pessoas no livro todo. Não é só a crueldade do Heathcliff: é o quão mimada, absolutamente egoísta, voluntariosa a Catherine é; o quão resmungão e ‘oh céus oh vida oh azar’ é Linton, o quão cheia de opiniões e atrevida (mesmo que muitas vezes suas opiniões condigam com as do leitor) é a Nelly; o quão inconsequente e temperamental é a Isabella. E assim vai. Eu me via fisicamente reagindo, fazendo caretas ou afastando o kindle, sabe? Num “afe”. Não é à toa que o livro foi recebido com muitas críticas ao ser publicado. (Abaixo uma delas: Como um ser humano consegue tentar ler um livro como esse sem cometer suicídio antes de terminar doze capítulos é um mistério. – de uma revista feminina de 1848. Ainda bem que a pobre Miss Brontë estava mortinha, senão morreria de desgosto).




2. eu entendo que o amor de Heathcliff e de Catherine seja algo muito distinto. Muito selvagem, muito rústico, muito bruto.  Em alguns momentos, realmente te dói o coração por ele, porque é muito claro o quanto ele sofre (a citação abaixo é uma das mais famosas do livro, mais ou  menos: "Esteja comigo sempre - tome qualquer forma - me enlouqueça! só NÃO me deixe nesse abismo, onde eu não consigo encontrar você! Deus! É impossível! Eu NÃO POSSO viver sem minha vida! Eu NÃO POSSO viver sem minha alma!"




Mas ao mesmo tempo, pra mim hoje em dia é curioso pensar nesse tipo de amor; amor pra mim é algo muito mais feliz, sabe? Cultivado, cheio de dores e cantos, claro, mas num único caminho. Esse, no qual os dois se batem tanto quanto se beijam pra mim é raso, só serve na adolescência quando tudo que você tem a oferecer é hormônios e sentimentos bagunçados. Eu quero alguém que me ame com amor, dá pra entender? Não com essa brusquidão eterna, que sai batendo portas toda vez que ouve algo que não gostou. Então, o cerne da história, que é ser uma história de amor, pra mim fica duvidoso. Defina amor e dê três exemplos. Morrer pelo outro? Escolher outro marido para que no fundo o ser amado possa estar perto e menos pobre? (oi??) Humilhar o outro apontando todas as suas falhas na frente de quem for? Acusá-lo de causar sua própria morte, deixando-o bem tranquilo para ficar para trás?
Entendo que a alma de Catherine, sendo do mesmo material de Heathcliff, precisava dele e desse tipo de amor. Apaixonado, absurdo, violento. Mas daí até ser um amor que eu admire, desculpe, tô fora. 

 3. Há uma série de simbolismos presentes na obra, é só fuçar por aí que se descobre. Por exemplo, a questão da natureza versus civilização, presente tanto na Granja versus Morro quanto nos personagens (Heathcliff O Bárbaro versus Edgar O Polido, por exemplo); há também a questão do amor gótico, - ou desenterrar a amada e sair pelos morros à noite vagando é algo muito comum pra você, benhê?. Há o masculino e feminino – não só no âmbito sexo, porque Linton Heathcliff por exemplo é retratado como alguém extremamente pálido, delicado, dócil, frágil, características que nesse contexto seriam femininas. Catherine, por outro lado, é uma menina selvagem, que gosta de luta, de subir em árvores, de ser competitiva. Em algum momento ela está discutindo algo com Edgar e eles comparam sua vida perfeita, e ela diz que a dele é muito plácida e a mataria de tédio. Em outro momento alguém diz que ela “brilhava demais na vida”. É interessante ver os opostos. E essa família gostava de permanecer entre si, né?

(essa árvore genealógica achei num site muito legal, esse aqui).

4. A questão da classe social também é um ponto a se considerar no livro todo. Nessa época, se você era rico, você era rico. Se você era pobre, você era pobre. Contudo, esses personagens vão indo da riqueza à pobreza e brincam com as aparências sem te alertar para a confusão que isso causará nos vizinhos... Heathcliff causa síncopes nas pessoas, que ainda veem o cigano sem eira nem beira nele quando ele volta, agora rico. Hareton é tratado como um pobretão sem cultura e trabalhador braçal, com a jovem Catherine se recusando a chama-lo de primo – enquanto ela não tem problema algum com o etéreo Linton, cuja aparência é mais polida. Isso é revolucionário para o século, e algo bem legal, na minha opinião (mesmo que você queira sacudir a Catherine quando chama o primo de atrevido por trata-la como igual).

Moral da história: precisava de todo esse drama? não estou inteiramente convencida.