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The Memory Keeper's Daughter
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The Da Vinci Code
The Kite Runner
The Shining
The Silence of the Lambs
The Bourne Identity


Leticia's favorite books »

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Meu próprio conto e minha história

Alguém me disse que tem um browser que não suportava o link do Blocos on line, então aqui embaixo amostra da minha grande obra literária e talento inegável... Já falei que quando eu era criança, me perguntavam o que eu queria ser, e não, eu não respondia professora, embora tenha sido por 20 anos; dizia, jornaleira. Aí me falavam, "ah! jornalista?" e eu respondia, cheia de mim, "não, jornaleira, vou ficar lendo gibis na banca o dia todo!". Mais tarde, fiz teste vocacional no Etapa, e minhas aptidões foram demonstradas com 90% e 95% de inclinação às duas carreiras (Psicologia e Jornalismo), então prestei os dois. Só que minha esperteza fez com que prestasse Jornalismo na pública, e passei só na primeira fase da Unifesp, cujo curso de Jornalismo era em Assis. O resto, como dizem, é história. (tô usando essa expressão só por usar; nunca entendi: tudo não é história???)
Enfim, de vez em quando baixa um espírito e fico achando que sou escritora. Muita pretensão num corpinho só, eu sei. Deve ser o mesmo impulso que algumas pessoas tem em ir correr no parque, ou fazer filhos, sei lá: incontrolável, não necessariamente produtivo, fazer o quê.

Sessão da tarde

Com ar orgulhoso, queixo erguido e braços cruzados, buscou o que fazer, lamentando não haver trazido seu Kafka pela metade - ótima ocasião para terminá-lo sem arranjar outras desculpas, ironizou consigo mesma. Não falta muito, uns quinze minutos para abrirem a sala, e seu olhar vagou pela rua e pela fila, analisando rostos e roupas como se fossem objetos de pesquisa séria - como uma ruiva tem coragem de achar que ficou bonita em pink? Como se adivinhasse, a dita cabeça-vermelha a olhou nos olhos, envergonhando-a de sua futilidade; afinal, a ruiva estava na fila de um clássico, não podia ser alguém tão ruim. Ficou prestando atenção no diálogo do casal atrás dela, que versava, aparentemente, sobre uma agenda que o namorado-a-beira-de-ser-ex havia encontrado. A candidata a ex namorada se defendia “Li há pouco tempo um artigo dizendo que todo mundo deveria manter um diário, para avaliar seu progresso e desenvolvimento mental”, e enquanto ela pensava que seu próprio diário teria anotado o número de vezes em que se sentia compelida a escovar os dentes ou a quantidade de dinheiro que gastava inconsistentemente, o quase ex namorado dizia que ela tinha a ele para avaliar seu progresso. Difícil de escapar dessa, pensou, mas a garota tinha eloquência: “De onde vem esse ciúme afinal? Quem é que criaria esse cavalo de batalha por causa de uma tarde riscada na agenda? Quem é que trai alguém no meio da tarde, que estupidez”. Foi nesse momento que ela suspirou alto demais, provavelmente, o que fez com que o casal se entreolhasse e começasse a fase de sussurros. Ninguém consegue brigar sussurrando, portanto resolveram o assunto de modo que ela jamais soube se a garota estava blefando ou a tarde riscada era só uma metáfora. Mudou o peso para a outra perna, sentindo-se desconfortável pela primeira vez na vida, por estar na fila do cinema tão obviamente só. Sou uma mulher independente, disse mentalmente, não preciso de ninguém para ir a um maldito cinema e me beijar nas partes desinteressantes. Ninguém palestrando sobre física quântica ou motores de carros, ninguém zombando das mulheres estacionando na rua... ninguém para me ensinar o valor ou a dimensão da perda, e absolutamente ninguém para ser descoberto, no meio da tarde ou no meio da noite, fazendo as malas e dizendo que havia acabado. Olhou em volta uma vez mais, quem sabe achava algo que a fizesse pensar menos, afinal esse era seu momento do cinema - só se haviam passado cinco minutos da última vez que checara o relógio - bem, o relógio do namorado da garota, que aliás quase lhe havia causado torcicolo, Já deveria ter aprendido a usar relógio nessa idade, diria sua mãe, sempre cheia de regras úteis para a vida. Talvez devesse tê-la ouvido, especialmente quando lhe havia dito que casar-se com alguém era mais do que ela conseguiria, embora na época houvesse pensado que era pura inveja de quem criou uma filha com um pai semi-vivo, que falava e andava e trabalhava mas não era capaz de amar, inveja de que a filha dessa união indeterminada com o sujeito oculto fosse afinal hábil o bastante para superar a análise sintática da sua própria sorte e ser feliz. Enfim, talvez devesse checar o relógio da ruiva de pink - com seu bom-gosto, talvez fosse vermelho-sangue, e sorriu da própria ironia, não era sempre o que a salvava da loucura? Ou talvez devesse simplesmente voltar para casa, tomar anti-alérgico e dormir por 14 horas, assustando-se com o quanto poderia ser bom matar o tempo desse modo. O casal composto de desconfiança e persuasão se beijou longamente enquanto ela suspirava novamente, pensando em como seria bom sentir-se digna, Audrey Hepburn-digna. Não se preocupar com a unha acabada de arruinar-se na porta do carro, com tanta dor no mundo era de se esperar que seu egoísmo tivesse mais controle, não se concentrar no fato de estar só na fila do cinema no domingo (não deveriam haver somente crianças na sessão dominical?), não pensar na mesa do seu escritório como uma tábua de salvação, não enfrentar a terapia semanal como um dever a ser cumprido; havia um livro que colocava como era difícil entender que a dor vinha principalmente de tentar evitá-la, da tirania de querer coisas. Quando eu me tornei alguém que teme falar de amor e quando o faz, acompanha o sinal de aspas nas mãos? Quando me deixei levar desse modo pela angústia de finalmente se perceber alguém que havia começado a morrer quando nasceu - mesmo que houvesse sabido isso toda a vida? Completamente indiferente ao seu questionamento mental profundo ou a influência de seus movimentos na sua frágil linha de pensamento, a fila andou em direção às portas do velho cinema, finalmente abertas. Olhos meio fixos, acompanhou o rebanho nietzschiano e assistiu o trailer enquanto cogitava o que a trazia ao cinema sempre que precisava de chão. O dado de realidade que aquilo lhe proporcionava era algo quase esquizofrênico: na mentira da sétima arte conseguia encontrar mais verdade que nos insights terapêuticos. Tantos ângulos e perspectivas diferentes a faziam encarar a vida como um grande carrossel - assim mesmo, infantil, um pouco assustador, porém vivo e se mexendo. Tanta loucura e barulho, e ainda assim, a segurança de que enquanto ele estivesse se mexendo, haveriam pessoas reais nele, crianças chorando amedrontadas ou sorrindo e acenando para os pais, entregues à própria noção de que não precisa haver amanhã, dever de casa, castigo ou presente depois da maravilha de rodar em um cavalo de plástico ao som de uma música estranhamente insana. Pessoas nasciam e morriam na tela, riam, choravam, se embriagavam com álcool e consigo mesmas, e ela de alguma forma nascia, morria, ria, chorava e se alcoolizava com a própria idéia de tudo isso ocorrer com sua alma. Quem queria ser imortal se havia ainda a proposta de ser eternizado por uma câmara em toda uma vida de duas horas cinematográficas? Provavelmente mais pessoas como ela estavam acomodadas naquelas poltronas, aliviadas secretamente pelo escuro somente interrompido pelo brilho da tela nas cenas diurnas. Outras pessoas vivendo o dilema de esconder sua dor de si mesmas, talvez até pessoas que esperavam a projeção começar para cogitar a hipótese de que talvez, somente talvez, não houvesse sentido na promessa de que contariam tudo um para o outro e jamais se trairiam sem ser honestos. Que antítese mais ignorante era essa, que supunha que não somente o ser amante buscaria outra metade que não a sua eleita mas também seria consumido alternadamente pela culpa e pela luxúria até o ponto de dizer em prantos à sua ser amada que o havia feito? A ceia de Natal seguida da dieta até o Ano-novo, seguido então de nova dieta até o Carnaval, e assim contando-se os feriados como as catarses físicas que correspondem à pressão de celebrar. Muito triste não esperar nada das pessoas, pois se é um fenômeno consciente, isso é admitir que não se confia nela o suficiente para achar que vai corresponder às expectativas. Por outro lado, se se constróem todos esses castelos em volta de algo tão infinitamente frágil como um relacionamento se tende a sufocá-lo. Escolha do destino, portanto? Palavras no escuro da sua mente e da sala lhe davam um senso de completude que poucas coisas conseguiam - transformar os erros em eventos simbólicos, mistificando-os e tirando-lhes o verniz de vergonha para não ter medo do que então serão ícones. O não saber é tão irritantemente infinito, cogitou, quase feliz: sua maior fraqueza se tornando sua força, à medida em que fazia com que quase nada mais fosse importante de se perder. Estaria sua capacidade de confiar permanentemente abalada? Imediatamente a imagem se ligou ao fato de que haviam algumas roupas ainda a serem coletadas no armário, teriam sido levadas?, e se forçou a voltar ao seu mundo à velha moda, onde havia tristeza e desilusão mas também sempre esperança e o clássico modo de amar alguém com toda sua força, de modo que em algum sentido nada estaria morto nunca. Algumas coisas, contudo, estavam dando errado. Pareciam cenas mal gravadas, ou era verdade que jamais teria uma tradição só sua? Nunca conseguiria ter jantares imensos que houvessem se tornado pilares familiares, não teria alguém para fazer-lhe companhia quando a casa ficasse vazia, não comentaria livros sob as cobertas, não discutiria a sua responsabilidade perante crianças que herdariam um mundo que sequer era dos seus pais para deixar de herança, não... o peso da negativa ia-lhe pesando os olhos. Sobretudo, jamais teria outra chance de ser inocente - havia perdido essa oportunidade quando deparara com as vozes baixas ao telefone, o alívio das vozes!, e as malas semi-feitas. Que lhe havia restado? Quem eram as pessoas que se achavam no direito de dizer que lhe havia restado saúde ou trabalho ou quaisquer das coisas que lhe eram tão inúteis quando a esperança, meu Deus, a Esperança havia se mudado entre camisas amassadas. Por que não saúde, trabalho E Esperança, já que deveria ser tão agradecida? Por que não o mundo ampliado na tela (ou diminuído nela) cheio de reviravoltas que terminassem em algum ponto? Aquele mundo que era o único que lhe levava perfeição para a alma ainda, absolutamente seu paraíso mental - as poltronas do cinema que lhe distanciavam do seu próprio sofá e seu apartamento pseudo-ocupado. Fechou os olhos, entregue. “... tragédia acontecida no Cine I, no centro da cidade, uma das construções mais antigas do centro velho: aparentemente o fogo começou no fundo da menor sala, que reprisava um clássico, e se alastrou rapidamente até a entrada, fazendo com que o resgate se tornasse quase impossível. A bilheteria foi também tomada pelo incêndio, mas o funcionário que atendia os fãs diz ter vendido mais de 100 entradas pelo preço promocional. Até o momento foram registrados 78 sobreviventes, 4 internações em observação e um caso fatal ainda não identificado de uma pessoa do sexo feminino; os bombeiros continuam no local.”

Desafio dos livros - dia 26, dia 27

Aiaiai, me atrasei! em minha defesa, meu aniversário me toma a rotina, rs! aí me distraí e bom, tudo bem né? alguém sentiu minha falta? meu superego já me deu bronca e aqui seguem os dias atrasados do desafio:


Day 26-A Book you wish would be written
Dia 26 - um livro que você gostaria que fosse escrito
vixe. Tanta coisa vem à minha mente: a Lyra, do Philip Pullman, é uma delas.  Uma história muito rica de detalhes, como a da Lyra. Talvez uma história na qual a personagem encontrasse diversos outros personagens da literatura, da música, do mundo, e fosse transitando pela vida com eles. Esse livro já foi escrito? ele parece legal :) precisaria de muita pesquisa, com a biografia de toda essa gente e os detalhes de época.
Trilha sonora do dia: amo esse filme, amo o Edward Norton, amo o Brad Pitt, amo essa música: Where is my mind, Pixies.

Day 27- A Book you would write if you had all the resources
Dia 27 - um livro que você escreveria se tivesse todos os recursos
uma crônica de people watching. Sabe, sentar num lugar, café, shopping, no trabalho, ficar olhando as pessoas, e imaginar o dia delas até chegarem ali e como ele vai ser depois de saírem de onde estão? eu viajo pensando. E adoraria poder ser paga pra fazer isso, rs... as vezes nas quais escrevi, foram coisas que vieram disso. Uma moça no ponto de ônibus na frente do shopping virou um conto, que até ganhou um prêmio num concursinho de uma cidade de interior. Acho que podia viver disso se fosse mais talentosa!
Trilha sonora do dia: Kiss, I was made for loving you







Desafio dos 30 dias que viraram 28: livro que você não queria ter lido/autor que você detesta/ama

Ahhh... fevereiro só tem 28 dias, então vou fazer um medley e falar dos três últimos posts do desafio dos livros de uma vez só: (e como cada um tem uma trilha sonora, é preciso entrar no tema...)

Day 28- A Book you wish you never read
Um livro que você queria nunca ter lido
A polaquinha, do Dalton Trevisan. Argh. É o único que eu me lembro de não ter gostado, porque geralmente apago da minha mente e tiro da estante tudo que eu não gosto bem imediatamente.
Trilha sonora do dia: The Police, Every breath you take

Day 29- An Author that you completely avoid/hate wont read
um autor que você evita/detesta/não lê
Puxa. Fora o Tolkien, que já mencionei ser um pet peeve, não me lembro de ninguém com quem eu tenha esse tamanho de resistência. Tenho um certo preconceito contra alguns tipos de livros, aqueles que nascem de momentos célebres na vida do Zezinho e quando você folheia na livraria já vê que a pressa pelos 15 minutos de fama não deixou tempo nem de alguém revisar a pontuação ou incluir uma ou outra palavra de mais de três sílabas pra que haja um desafio, mas enfim...
Trilha sonora do dia: agora vou te levar ao túnel do tempo: Right here waiting, Richard Marx!!!

Day 30 - An Author that you will read whatever they put out
um autor cujos lançamentos você sempre lerá
Tantos! Paul Auster, Lygia Fagundes Telles, Luis Fernando Veríssimo, Jonathan Coe; os distópicos (Tahereh Mafi, Marie Lu, Suzanne Collins); JK Rowling, aliás adorei Casual vacancy.
Trilha sonora do dia: Rick Astley,Together forever!

Acabou... amanhã estou sozinha no mar sem desafios dos blogs silenciosos. Mas eu me prometi que não me deixarei sozinha, à la esquizofrênica, e curiosamente, esse mês trouxe muitas novidades para muita gente legal perto de mim (brinquei que o ano novo chinês da gente começou um mês mais tarde). Então quem sabe o que nos reserva o ano do Cavalo...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 25 - livros para meninos


Day 25 - A Book you later found out the Author lied about - como eu não consegui pensar em um, mudei o tema, porque esse é meu blog e quem manda aqui sou eu.
O tema do dia é Livros para meninos, pensando em livros que eu já dei ou ouvi meninos dizerem que gostavam.

Livros para meninos
Barba ensopada de sangue, Daniel Galera
Alta fidelidade, Nick Hornby
Man and boy, Tony Parsons
Nu, de botas, Antônio Prata
Comédias da vida privada, Luís Fernando Veríssimo
Qualquer livro do Chuck Palahniuk (o autor do Clube da luta)

Trilha sonora do dia: A letra da pira..., To be with you, Mr. Big. Outro sucesso do Clip Trip!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 24 - autobiografia/biografia favorita

Day 24-Favorite Autobiographical/Biographical book

I know why the caged bird sings, Maya Angelou (Eu sei porque o pássaro canta na gaiola)
Maya Angelou (Marguerite, cujo apelido era Maya quando criança) era uma criança negra que queria ser branca, e narra episódios que te cortam o coração sobre sua infância (ele vai até a adolescência dela), sobre como o tio se escondeu para não ser linchado pela Ku Klux Klan ou sobre como ela sofreu abuso sexual. O livro chegou a ser censurado; Maya Angelou escreveu vários outros volumes, virou conferencista e professora, mas eu acho que muito da beleza desse é a voz usada, da criança que ela foi e sonhava com um mundo no qual ela acordasse sem gente que a tratasse diferente. Vontade de chorar. E de ler de novo. E de viver nesse mundo também.

The glass castle, Jeanette Walls (O castelo de vidro)
A história da jornalista bem conhecida nos Estados Unidos é chocante porque ela começa contando como um dia viu um sem teto na rua e reconheceu - era sua mãe - ou seu pai, não me lembro agora, chocantemente, rs. Mas daí ela começa a narrativa dos episódios curtos que te fazem fazer caretas enquanto lê e ver o pai, Rex, os irmãos, a mãe, todos eles se mudando de cidade em cidade, aplicando pequenos golpes, vivendo na semi miséria por conta de alcoolismo, vida desregrada, confusão. E você percebe que sim, pode ser qualquer um que você conhece tendo essa vida.

Trilha sonora do dia: I love rock and roll, Joan Jett :) - cuja vida foi tão interessante também.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 23 - sua novela/romance favorito

Day 23- Favorite Romance Novel

Ah gente, fala sério né. A essas alturas qualquer um que já leu dois posts por aqui já sabe que isso é uma coisa pra não me deixar dormir. Como assim, romance favorito? o que você relê? o que você recomenda? o primeiro que te vêm à cabeça? já discuti isso lá atrás num outro post. Então vou evitar o sofrimento (meu e seu) e dizer que a gente começa pela lista dos meus favoritos que fica lá embaixo, ó:

Meus livros favoritos

  • Zeno's conscience, Italo Svevo
  • Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector
  • Traveling light, Brian Andreas
  • To kill a mockingbird, Harper Lee
  • The namesake, Jumpha Lahiri
  • The master and margarita, Bulgakov
  • The house of sleep, Jonathan Coe
  • Someone like you, Roald Dahl
  • So much for that, Lionel Shriver
  • One flew over the cuckoo nest, Ken Kesey
  • NY trilogy, Paul Auster
  • Jubiabá, Jorge Amado
  • High fidelity, Nick Hornby
  • Girl in translation, Jean Kwok
  • Fazes-me falta, Ines Pedrosa
  • Fahrenheit 451, Ray Bradbury
  • El amor en los tiempos de colera, Garcia Márquez
  • Delicacy, David Foenkinos
  • Brave new world, Aldoux Huxley
  • A pale view of hills, Kazuo Ishiguro
  • A cidadela, Cronin

Aí a gente tira os que não são romances (tirei os não ficção, os de contos, as coleções) e pronto, taí meu romance favorito, me deixa que eu fico nervosa com essas escolhas.



Trilha sonora do dia: Perfect day, Lou Reed

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 22 - série favorita

Day 22-Favorite Series


The shopaholic series - conforme já comentado várias vezes, a última aqui, eu coraçãozinho de amor Sophie Kinsella e a série da Becky Bloom. Amo.

Stieg Larsson - a trilogia Millenium é fenomenal. Não só porque a Lisbeth Salander é uma das heroínas mais legais da literatura contemporânea, mas porque esse sueco (que morreu subitamente, deixando aliás uma grande confusão familiar para trás, com direitos autorais e a companheira sem acesso a eles) faz uma costura entre mistério, suspense, dor e amor que é fenomenal. Eu não conseguiria falar sobre a história sem abrir minha bocona e dar um spoiler, então te recomendo fortemente que tente. Mesmo que você precise de uma aula de geografia para entender onde os personagens estão e uma de pronúncia para dizer os nomes deles, vale o esforço. Inclusive me abriu um portal para outros gêneros (novelas de crime, tipo Camilla Lackberg, Hennel Mankell, Dennis Leahne, etc, especialmente os nórdicos, que eu não lia antes.)

Harry Potter - dispensa explicações, se você é desse planeta. (Na verdade, se você é desse planeta e precisa de explicações, essa é mais uma razão pra você fingir que nunca ouviu falar nada sobre essa série e ler os livros sem nenhum julgamento. Vai descobrir que eles são absurdamente bem escritos, não ficam devendo nada à mitologia, que aliás você também ia adorar ler, são envolventes e muito criativos. E não, não são só para crianças, embora eu te desafie a qualquer tempo a ler A psicanálise do conto de fadas, do Bruno Bettelheim,  me dizer o que você acha tão simplista sobre 'livros para crianças'.

Tahereh Mafi - eu já falei dela em outros mil posts. Sim, ando apaixonada. Desculpaí.

Trilha sonora do dia: David Bowie com Absolute beginners; aliás, minha melhor metade esteve em Berlim semana passada, fazendo um trajeto baseado no Bowie (apartamento, estúdio, bar favorito) e amou. E eu quero ir ao MIS ver a exposição. É um cara tão interessante.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 21 - um livro que é um prazer culpado pra você

Day 21- A guilty pleasure book

YA, (Young Adult literature, literatura o que, minha gente, juvenil??) e Dystopian books (livros distópicos) ; ou seja, Hunger games, que eu gostei antes das pessoas gostaria de deixar claro, porque a Kat é um animal instintivo e fofo, e a história é ótima, não quero nem saber o que o mundo acha :) - já passei por isso quando li HP e me disseram (lá em 1999): Ué, por que vc tá lendo um livro de criança?



 Harry Potter, a trilogia do Philip Pullman, que eu já mencionei antes, as crônicas de Nárnia, do C.S.Lewis e tão melhor que o filme (aqui), a série da Marie Lu (Champion, Prodigy, e mais um cujo nome não me lembr)

a série da Tahereh Mafi, (em português aqui) gente, eu me alternei querendo me casar com o Warner e com o Adam a cada página e até agora não sei como termina (essa semana sai o último e tô dividida, naquel momento que você quer terminar pra saber mas não quer porque é tão legal e não devia acabar nunca) e é tãaaao fofo! (aliás, update: eu li, amo mais que paçoca, mais que isso são spoilers).




da Veronica Rossi ( Under the never sky - em português, Sob o céu do nunca, aqui)... gente, não dormi até as 3 da manhã querendo ler.


amo, o que eu posso fazer? posso dar uma explicação intelectual sobre a minha (bem) alta tolerância à ambiguidade e capacidade de abstração, o que faz com que livros com esse tipo de fundo sejam perfeitamente críveis e bem coloridos na minha mente, mas a verdade é que quando bem escritos eles são a definição pura de indulgência.
Eu também poderia falar de Paranormal, Erotica ou Dark Romance, mas acho que é bom manter a dignidade que me resta por mais um pouco de tempo.

Além disso, poderia falar horas sobre chick lit (que seria 'literatura de meninas', e cuja definição deveria englobar mil títulos, mas na verdade eu conectei com British chick lit, a melhor de todas: Maryan Keyes, Sophie Kinsella, Jane Green, Robyn Sysman, Jane Costello, a lista vai por aí e será coberta em algum momento).

Trilha sonora do dia: Mr. Jones, Counting Crows

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 20 - um livro que você recomendaria para alguém ignorante/racista/de mente fechada

Day 20-A Book you would recommend to an ignorant/racist/closed minded person

À espera de um milagre, que é baseado no livro The green mile, do Stephen King, e virou um filme bastante bom, por sinal. Para as pessoas que tem muita facilidade em dizer as frases chavão (sejam elas Bandido bom é bandido morto ou Todos merecem justiça), é algo para colocar em xeque mate as crenças sobre culpa, sistema penal, aparência, impressões e tudo de subjetivo que envolve a nossa vida toda.

E agora, Odette de Barros Mott (a edição que eu tenho, com uma resenha razoável, é essa aqui). Eu me lembro de ter me espantado com a inversão de papeis, porque a preconceituosa maior sempre foi a Camila, que se via como diferente e se apresentava ao mundo com essa prerrogativa de outro papel na sociedade, e eu nunca havia pensado nisso. É muito triste, não só por tudo que ela perde, de relações reais e de possibilidades futuras, mas também de conexão com quem ela realmente é dentro da família. Me impressionou muito e acho que é um tapa na cara de quem já é uma alma minúscula o suficiente para achar que a cor da pele importa, e sequer imagina o que sua própria pequenez de espírito ainda pode causar na vida dos outros, até inadvertidamente.

Trilha sonora do dia: adoro! Candy, Iggy Pop, que nunca envelhece, e Kate Pearson

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 19 - um livro que o fez mudar de ideia sobre um assunto em particular (não ficção)

Day 19- A Book that changed your mind about a particular subject (non-fiction)


Sempre seu, Oscar Wilde
Deve soar até estúpido, e me desculpe se você era mais esperto que eu; a questão é que eu realmente só conhecia Oscar Wilde como o autor de O retrato de Dorian Gray. E esse é um livro bem cru, cujo personagem principal tem uma vida meio dupla, é sarcástico, é reflexivo mas bastante ácido.
E aí você lê o Sempre seu e é lembrado do fato de que ninguém é assim tão preto e branco, e esse mesmo Oscar Wilde que escreveu um livro como esse era capaz de escrever cartas de amor absolutamente ternas e românticas que de alguma maneira o humanizam de outro jeito.
Eu sou dessas que entra no livro e tem dificuldade de separar as coisas, claramente, então pra mim foi um choque. Tive um momento desses quando depois de ler livros de criança do Roald Dahl (Matilda e Charlie e a fábrica de chocolate) li os livros fantásticos de contos dele, mas até aí, isso vai além, é como ler os diários dele enquanto ele escrevia as duas coisas.

Trilha sonora do dia: ah, os bailinhos do ginásio... I want to know what love is, Foreigner

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 18 - um livro que você não consegue mais encontrar e você ama

Day 18- A Book you can’t find on shelves anymore that you love

Olha, pra falar a verdade, eu não consegui pensar em um livro que eu não tenha encontrado, que esteja esgotado. Quer dizer, esses da infância e adolescência são obviamente mais difíceis de achar, mas nada que um acesso ao Estante virtual não resolva, suponho eu. Aí pensei em um livro que eu não consigo encontrar AQUI, e ficou um pouquinho mais fácil fazer a gambiarra, quer dizer, pensar no que escrever.
E pensei em um livro que não entraria em outra categoria, provavelmente, de um autor que pouca gente conhece: Brian Andreas.
Eu nem lembro como o descobri. Só sei que há estórias dele que me dão um aperto no coração, e é um aperto bom, sabe, aquele que a gente sente quando gosta tanto, tanto de alguém que quase quer conhecer a pessoa de novo só para ter tempo de gostar mais ainda? ou de um momento que foi tão, tão feliz que te faz suspirar TODA vez que você pensa nele? Não sei se é um livro para crianças, para adultos, para adultos com problemas emocionais, para crianças muito maduras. Só sei que tenho três livros dele, e queria tudo tudo tudo que tem nesse site.

Esse aqui é um dos mais populares, e é fácil entender o porquê: (tradução livre): "Qualquer um pode matar um dragão, ele me disse, mas tente acordar todos os dias e amar o mundo de novo. Isso sim é o que denota um herói de verdade". Quem nunca...
E aí olha só que fofurice:

Decidindo que tudo está caindo em seus lugares perfeitamente contanto que você não seja muito específico sobre o que você quer dizer com lugar. Ou perfeitamente.

Entende porque eu tinha de enfiar o Brian Andreas em algum lugar nessa lista? Os meus foram trazidos por alguma alma boa que foi pros EUA há uns anos (eu, ridiculamente, fui uma vez só, aos 18 anos, quando não havia nem internet e minha mala voltou cheia de coisas tontas como pelúcias, moletons e cds, tudo que hoje é facilmente encontrado na 25 de março).

Trilha sonora do dia: All I want is you, U2. Se eu me casasse numa cerimônia acho que essa seria uma forte candidata a tocar.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 17 - um livro que virou filme e foi completamente destruído

Day 17- Book turned movie and completely desecrated

Eu ia falar da coleção da Stephanie Meyers (pode me xingar, mas eu não tinha vergonha de dizer que gostei até os filmes aparecerem e serem tão ruins), mas vou ficar com outro título:
Não foi COMPLETAMENTE horrível, mas sempre que eu falo da Sophie Kinsella, alguém diz, Ah, vi o filme, e embora eu goste muito da atriz, do ator, do roteiro (como eu disse, não foi COMPLETAMENTE deturpado), não tem o gargalhar alto que o livro me deu várias vezes. Não invejo o trabalho dos roteiristas, porque muito do que acontecia com a Becky Bloom era dentro da cabeça dela, mas de verdade, era muito divertido, e não fica assim no filme.
A história é sobre a Becky Bloom, uma jornalista financeira que é uma fraude, porque foge dos credores, compra desenfreadamente, está endividada até o pescoço e conta mentiras porque não consegue sair das enrascadas em que se mete. E ela se mete em várias. O livro que originou a série está à venda aqui, a coleção toda em inglês é essa:


e o site da Sophie, tão fofo quanto ela, é esse aqui.

Engraçado que eu tenho certeza que vou lembrar de vários livros que foram massacrados nos correspondentes filmes, mas só lembro dos bons agora:

Atonement, Ian McEwan (Desejo e reparação, que aliás eu só consegui gostar vendo o filme);
Delicacy, do David Foenkinos (A delicadeza do amor)
Cloud Atlas, do DAvid Mitchell (idem ao Atonement, só entendi vendo o filme, e olha que ele era confuso e longo. Aliás pensando bem talvez eu tenha uma deficiência séria cognitiva e a culpa não seja desses livros).
As crônicas de Narnia, do CS Lewis, na verdade o filme sem dúvida não é tão bom quanto nenhuma delas, mas foi bastante ok.
Não entro no mérito do Harry Potter porque foram sete livros, alguns filmes foram bons, outros nem tanto, e vamos combinar que poucos de nós teríamos feito trabalho melhor que quem fez de fato.

Trilha sonora do dia: Cansei de dar essa música em sala de aula. Thank you, da Dido.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 16 - o melhor filme baseado em livro

Day 16- Favorite book turned movie

High fidelity, Nick Hornby (Alta fidelidade)




(me fala se só essa fala já não seria o suficiente pra se apaixonar?
"Livros, discos, filmes - essas coisas importam. Me chame de superficial. É a p... da verdade.")

O filme é com o John Cusack. O Rob, o personagem principal, dono de uma loja de vinis, ama listas e resolve fazer uma das ex namoradas para descobrir o que deu errado com a última, por quem ainda está apaixonado. Você acompanha a saga.
De verdade, outro livro dele, o About a boy, (Um grande garoto) com o Hugh Grant, (um personagem que não tem nada pra fazer porque é um herdeiro, cujo pai ganhou dinheiro com uma única canção de Natal que ele passou, claro, a detestar)  também poderia perfeitamente estar nesse post.
Foram fiéis, leves, os personagens tão agradáveis (likeable) quanto os originalmente descritos nos livros, a edição muito perfeita. São indicações para momentos leves, gostosos, com um toquezinho vago de incômodo suficiente para que você se identifique com os personagens mas não o suficiente para que não queira assistir numa tarde ensolarada. (isn't it the perfect amount?)

Trilha sonora do dia: You really got me (The kinks). :)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 15 - livro favorito cujo tema é cultura internacional

Day 15- Favorite book dealing with foreign culture

Curiosamente, ainda não achei um livro que fale da cultura de imigrantes (meus pais são espanhóis, vieram pra cá de Galícia e Andalucía, separadamente, aos 16 e 18 anos e vivem aqui desde então) europeus. Gosto do Corações sujos, que já mencionei no post do desafio do livro de não ficção, porque acho que carrega muito da cultura oriental na sua história, mas pensei em alguns outros títulos:

The namesake, Jumpha Lahiri (ficou com tradução literal, O xará; mas parece que está esgotado na Livraria Cultura).No post do desafio do seu nome favorito eu falei sobre o peso que os nomes tem na vida das pessoas. E aí o Gogol (Nikhil) entra e faz o favor de colocar um lacinho nessa ideia, lutando toda a vida com a questão cultural, da identidade que ele tem no país, como pessoa, entre os amigos, acho que nem mesmo com essa família que afinal deu a ele um nome tão por acaso. A descrição é colorida e quase tem um cheiro de especiarias, a comida está sempre presente e os hábitos familiares também, e embora eu nunca tenha estado perto da Índia, (e a narrativa dele aconteça nos EUA pra onde imigrou e vive como adulto), me parecia muito palpável e peculiar.

Q&A, Vikas Swarup (li o livro antes de ver o filme, que foi intitulado Quem quer ser um milionário? e se não me engano concorreu ao Oscar. Em português, ficou Sua resposta vale um bilhão e vende na Livraria Cultura). A história realmente tem uma cara já meio pronta cinematográfica, porque o ritmo da narrativa é rápido, em neon, cheio de sensações. Parece aquele livro que a gente lia quando criança, O homem que calculava, do Malba Tahan, sabe?, o que me leva à crer que é o tipo de narrativa indiana mesmo. Mas é fascinante ler sobre o programa, o tipo de personagem, as roupas, tudo que circula a vida do Ram.

Girl in translation, Jean Kwok - alguém, em alguma resenha, classificou o livro como sendo o melhor retrato da cultura Asiática/Americana. Eu só sei que é impossível você ler a narrativa da Kimberly e não se colocar no lugar dela, sendo chinesa ou paulistana, o que é um testemunho de competência sensacional da Jean Kwok. Amei muito.



Trilha sonora do dia: Take on me, A-ha (aposto que essa eu tirei do fuuuundo do baú né!)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A escolha de Letícia



Escolher cinco livros favoritos é como escolher cinco partes do seu corpo que você preferiria não perder. (tradução livre) - Neil Gaiman.

EXATAMENTE.

Dia 14 - um livro que você acha que deveria estar na lista de leitura obrigatória do ensino médio


Day 14 - a book you think should be in hs required Reading list

Booom. Quero deixar claro que não vou falar da Coleção Vagalume porque acho que ela deve começar antes do ensino médio. Um aluno de 5a. série (6o. ano, acho, na correspondência atual) deveria ser capaz de ler A serra dos dois meninos e querer ser um deles. Acho que o mesmo vale pra coleção Para gostar de ler, que era uma delícia, e apresenta o universo fantástico das crônicas, que são uma porta de entrada tão convidativa para a leitura.
Então, após vastas deliberações (mentira, se eu paro para pensar muito publico o dia 14 no dia 30 de tanta indecisão, quem vê pensa que eu estou realizando desejos do Aladim e não só elocubrando e falando sozinha aqui), pensei em um livro que creio que poderia ser usado em sala de aula e na vida (porque a gente tira a professora da sala de aula mas não tira da alma, rs: eu ainda vejo filmes e leio livros pensando que meus alunos que hoje não existem poderiam gostar):
A onda, Todd Strasser. Foi feito um filme, alemão, e antes desse, um de 81. O livro é baseado em fatos verídicos ocorridos na Califórnia no fim da década de 60 (69, em Palo Alto, acabei de ver no livro). Só achei referências em inglês na wikipedia, mas de verdade, tanto faz. O que importa é que é um livro forte, que envolve adolescentes, história e realidade, e daria muito pano pra manga na discussão de valores, expectativas, tribos, sociedade.



Isso dito, deixo claro que sou bem a favor daquelas coisas de antigamente de levar as pessoas até uma biblioteca e pedir que cada um escolha um livro e faça uma resenha dele para o nível escolar abaixo do seu. Pode ser Harry Potter, pode ser a saga do Rick Riordan, podem ser gibis, mangás, pode ser até os vampiros da Stephanie Meyers. O canal que a pessoa usa para entrar no hábito da leitura é muito individual, e não existe livro ruim, existe o livro que não é para você. E no fim, não é isso que a gente quer?
Eu queria saber mais estatísticas sobre leitura no Brasil, inclusive. Todas as vezes que vou até a Livraria Cultura da Paulista, sorrio como se o lugar fosse meu de orgulho de tanta gente olhando, comprando, lendo, discutindo letrinhas gravadas em papel. Pego metrô e não tem um vagão que não tenha meia dúzia lendo. Não somos a Argentina, claramente, lendo psicanálise nos cafés como hábito, mas isso não é esperança?

Já que hoje é Valentine's Day, o dia dos namorados americano, uma canção de dançar de rosto coladinho: David Gilmour cantando Don't, numa homenagem ao Elvis (quanta coisa certa na mesma frase, não?). Happy Valentine's Day :)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 13 - livro favorito da sua infância

Day 13- Favorite childhood book

Não vou contar com a coleção Vagalume, que eu já mencionei antes no post Livros da minha vida e da qual eu tenho vários livros (e pretendo mencionar de novo depois). Tirando ela então...

Corazón, Edmundo de Amicis
Ganhei esse livro aos 10 anos, de uma prima cubana da minha mãe. É um livro italiano sobre meninos numa escola, e contado com tanta delicadeza e ternura que é impossível não se envolver. El calabrés está comigo até hoje. Muito doce.

O conde de MonteCristo, Alexandre Dumas
O livro é francês e a história de Edmond Dantes, apaixonado por Mercedes, que é preso injustamente e perde a noiva, o amigo e a sanidade quase. Ao sair, tornando-se o conde de Montecristo, busca vingança, mas a intensidade de tudo que tem dentro de si (e a bondade profunda que nunca conseguiu perder) prevalece. Atire a primeira pedra se você não cair dura de amores pelo Edmond. E se não cair, assista o filme, com o Jim Caviezel, e veja se continua resistindo.

A marca de uma lágrima, Pedro Bandeira:
a sinopse do Skoob é: Isabel (personagem principal) acaba escrevendo lindos versos para ajudar o namoro de Rosana, sua melhor amiga, com Cristiano, seu grande amor. A morte da diretora da escola vem alterar sua vida e precipitar os acontecimentos. Isabel foi testemunha de uma cena muito suspeita e se sente ameaçada. A idéia da morte começa a tomar conta de seu cérebro, enquanto seu coração se despedaça pelo amor de Cristiano.
Na verdade é uma história meio Cyrano de Bergerac (sabe, cartas ajudando um a se apaixonar pelo outro?) e tem outro personagem, o Fernando, que é amigo da Isabel e se torna importante na história enquanto ela tenta descobrir quem ela quer ser e com quem quer ficar. Adorável.



Ana e Pedro - Cartas, Vivina de Assis Viana
Amo livros de cartas. Essa é a história da Ana, que com 16 anos escreve pro Pedro, amigo de uma amiga, e conta pequenices da sua vida, de como gosta de papelarias e desgosta de café. E é um começo com meio tão meigo quanto e final mais lindo ainda. Ser adolescente é mais legal com livros assim.

Trilha sonora do dia: Amo Cranberries. Linger :)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 12 - um livro tão emocionalmente desgastante que você teve de fazer algumas pausas

Day 12- A book so emotionally draining you couldn’t complete it or had to set aside for a bit

No dia 7 eu citei o Precisamos falar sobre Kevin. Depois disso já li alguns outros livros da Lionel Shriver, detestei alguns, gostei de outros, amei So much for that, (Tempo é dinheiro, resenha aqui)que também é bem difícil (um marido que chega em casa querendo dar um ultimato para a esposa - divórcio ou uma viagem que ele deseja fazer há décadas - e é confrontado com uma notícia que muda toda a sua história) e igualmente fantástico. Você começa a sentir aquele incômodo com a narrativa do Shep como se ele fosse você ou alguém próximo que você vê prestes a passar por algo embaraçoso, humilhante, deprimente, e a capacidade de empatia do ser humano aparece com força. Você vê o acidente acontecendo, sabe? (não é um spoiler, não tem um acidente: essa é só uma figura de linguagem, não se preocupe.) E não pode fazer nada pra impedir, e torce pra que contra todas as probabilidades ele não aconteça.
Minha edição é essa aqui:


Eu acho que alguns outros livros foram difíceis (The long walk, do Stephen King, uma versão crua e sem frufrus de Jogos vorazes, me vêm à mente, assim como Spilled milk, uma história verdadeira sobre uma menina que foi abusada pelo pai e luta contra toda a família e seus próprios demônios para poder processá-lo), mas foram livros que eu comecei 'preparada', não que eu fui levada ao desgaste emocional simplesmente pelo talento da autora. Yay Lionel Shriver!

Trilha sonora do dia: Skid Row, I remember you (o que aconteceu com o Sebastian?)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 11 - o livro que fez você se apaixonar pelo hábito da leitura

Day 11- The Book that made you fall in love with reading

Como eu já falei do Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres aqui e já falei do O pássaro azul também, fica difícil ser novidadeira. E acho que já deu pra notar que eu gosto de muitos, muitos livros. Então, tentei ser purista. De verdade, acho que me apaixonei por ler com os gibis da Turma da Mônica. Não me lembro de um único livro que tenha feito esse trabalho, porque gostei muito de muitos livros assim que aprendi a ler, mas diz a lenda (na forma da minha mãe) que foi com os gibis que isso aconteceu.  Tem histórias que até hoje eu ainda me lembro (e algumas comento com a minha irmã, que também se lembra); tem histórias que me fazem rir pensando no passado (tipo as do Bugu), ou no futuro (tipo as do Cascão inventando brinquedos reciclados, coisa mais fofa do mundo). Então, Maurício de Souza, obrigada.
E eu não estou ganhando nada com isso, mas se você ficou com inveja e um sentimento de nostalgia, dá pra assinar aqui ó.
Trilha sonora do dia: essa é da época de um programa chamado Clip trip: What's up, 4Non Blondes

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 10 - o primeiro romance que você se lembra de ler

Day 10- The first novel you remember reading

Vixe. Acho que o primeiro romance que eu li foi do Círculo do livro, do qual meu irmão era membro: uma moça que havia se casado e tinha que lidar com as enteadas, que a odiavam, e a ex mulher do marido, que transparecia ser uma maluca obcecada pelas filhas, e muitos anos depois descobria que afinal ela não era a desajustada da história. Se chamava A madrasta, de Nancy Thayer. A edição era essa aqui:




Mas o que eu vou mesmo falar é do Éramos seis, da Maria José Dupre, que eu li da coleção Vagalume e ainda tenho aqui na minha casa...
A família tinha a tia Clotilde, tinha pacotes de goiabada recebidos todo ano, tinha a filha mais nova que era voluntariosa e fugia para casar, o filho que ia tentar a vida num navio, o marido que tinha de ser enganado em achar que as ideias eram dele pra não brigar com a dona da casa, a tia rica do casarão da Consolação. Perceba que a última vez que eu reli esse livro foi há pelo menos 20 anos, e eu me lembro de tudo isso. Lembro até da última linha ('um pacote de goiabada'). Se isso não é memorável, não sei o que é.

Trilha sonora do dia: Quem não era apaixonado por essa música (e com essa música)? More than words, Extreme.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 9 - um livro que você já leu mais de uma vez

Day 09- A Book you’ve read more than once

Comédias da Vida Privada, Luis Fernando Veríssimo

Todo mundo que me conhece já ouviu a frase "Tem um episódio de Friends no qual...". O equivalente bibliográfico é "Tem uma crônica do Luis Fernando Veríssimo na qual...". Amei tanto esse livro! Ganhei de aniversário aos 18 anos e já li umas dez vezes desde então. Há histórias muito legais, tipo a do lixo, na qual uma pessoa fica tentando adivinhar o que aconteceu com a outra de acordo com o que vê no lixo dela, a das férias, com os desastres de praia que só paulistano conhece, a da gravação (aliás no The big bang theory o Raj se imagina se apaixonando pela Siri, do iphone, e é um plágio total dessa crônica). Tem O dia da amante, tem A aliança (o sujeito perde a aliança e tem que pensar numa justificativa, maravilhoso), tem Trapezista, tem Diálogo, tem Festa de criança, tem... Vale cada página e não consigo imaginar quem não adore.
E porque eu não podia deixar passar essa oportunidade, foto da minha edição AUTOGRAFADA do Luís Fernando Veríssimo, abaixo, também daquela FLIP tão frutífera que eu tive chance de ir (a propósito, ele aparentemente é tímido de doer, um desastre social). Aqui tem uma das poucas entrevistas dele.



Trilha sonora do dia: (amo essa música): Walking on Sunshine, Katrina and the waves.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Desafio de livros - dia 08 - um livro impopular que você acha que deveria ser um bestseller

Day 08 - an unpopular book you think should be a best seller

Eu encarei 'impopular' como 'que não goza de popularidade; que não é conhecido pela maioria'. Assim sendo, pensei em dois títulos que acho que todo mundo deveria conhecer.

O primeiro é do Saramago. O Ensaio sobre a cegueira ficou famoso, e com razão, é fantástico. Mas esse livro tem a beleza da simplicidade: Todos os nomes. Essa foto (do site da Cultura) é da edição que eu tenho quase todos os livros dele, por sinal. Esse livro é sobre o sr. José, quem mais seria, um escriturário. Naquela narrativa gostosa do Saramago você fica sabendo que ele é um desses aficionados por rotina, cheio de hábitos, e que coleciona notícias de jornal sobre celebridades. Mas um dia alguma coisa acontece e no método dele (que inclui dados sobre os pais das pessoas famosas, com datas de nascimento e afins) surge uma discrepância - uma mulher que não tem nada de famosa, é só alguém comum. O sr. José não consegue conceber essa anomalia e decide ir atrás dessa mulher.
O Saramago tem a habilidade incomum e única de transformar as coisas de todos os dias em palavras que carregam em si toda a sabedoria que as gerações acumularam. É absurdamente lindo, quase banal,e  ao mesmo tempo profundamente significativo, porque tem a ver com uma busca de identidade e verdade - como devem ser as coisas realmente lindas, eu acho. Me ocorre o sentimento que eu sempre tenho quando olho pra cima e vejo as copas das árvores e penso, Nossa, como isso é bonito.
Entende por que eu acho que devia estar na lista de best sellers no lugar dos mil livros do Green?

O segundo livro é do Italo Svevo, um ilustre desconhecido, autor italiano da década de 20. O livro é sobre o Mário, cujo grande sonho era publicar suas fábulas e se tornar famoso com elas - e sobre o Enrico, amigo da onça dele que decide fazer um trote e fazê-lo acreditar que isso vai acontecer. Em 120 páginas ele conta como o Mário fica fora da realidade, ignorando tudo e todos, e como isso se torna relevante. Aparentemente o livro não foi traduzido para o português, só encontrei a mesma edição que eu tenho na Livraria Cultura aqui mas pra quem lê em inglês vale muito a pena. Ah, em tempo: se chama A perfect hoax (algo como "um embuste perfeito").

Trilha sonora: Cold War Kids, Hospital beds. Eles também deviam ser mais populares, não?
impopular
adjetivo de 2 géneros
que não goza de popularidade; que não é conhecido ou que não agrada à maioria
(De in-+popular)


impopular In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-02-08].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/impopular;jsessionid=BO7SuY-a+wU88ThP8NN4PA__>.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 7 - um livro difícil de ler

Day 07- A Book that’s hard to read

Lionel Shriver, We need to talk about Kevin. (Precisamos falar sobre o Kevin, com essa resenha da Livraria Cultura, eu se fosse você comprava AGORA)
Há momentos nos quais você quer parar de ler e desejar, como criança, que ao fazê-lo você vá impedir o que está a ponto de acontecer, e isso diz muito sobre o quanto você acredita na realidade dos personagens.
A história é basicamente a narrativa de uma mãe que fala sobre o filho, Kevin, sobre os laços que ela construiu com o marido, com esse filho e com a filha mais nova, sobre as dificuldades, e ... sobre o fato de que Kevin se tornou um assassino adolescente, matando diversas pessoas num daqueles massacres que infelizmente se tornaram quase comuns nos últimos anos. Não quero discorrer sobre o livro para não estragar os acontecimentos que podem ser surpreendentes, mas há muita controvérsia sobre ele porque Eva, a mãe, narra seu conflito em amar a criança - e perceber que é amada por ela - e traz à tona a dúvida que todas as mães devem ter em algum momento da vida, sobre quanto é sua responsabilidade nos acertos e erros de caráter dos filhos. É tocante, destruidor, difícil. E ainda assim, valeu cada minuto.
Um filme foi lançado, com a Cate Blanchett, e achei bem fiel, embora dificilmente ache que os filmes conseguem me dar a noção de emoção crua que os livros me dão.

Outro livro bem difícil de ler foi Game of thrones, (em português ficou A guerra dos tronos) do George Martin. Adorei, mas de verdade? precisava de algo que me ajudasse a manter registro de quem morreu, quem é de que família, quem está indo pra onde. Vale a pena persistir, porque é maravilhoso, mas eu tiro o chapéu pra esse editor (ou o time inteiro de editores) que deve ter ajudado a fazer tudo isso ficar em pé.

Trilha sonora do dia: Kool and the Gang (a banda que o Chandler queria pro casamento dele em Friends), Celebration.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 6 - um livro que te faz chorar

Day 06- A Book that makes you cry

Os catadores de conchas, da Rosamunde Pilcher, foi um que me deixou soluçando. É uma história corriqueira, mas bem contada o suficiente.
Já falei também mil vezes do Delicacy, do David Foenkinos, triste e lindo, uma tristeza daquela que te deixa pensando em tudo que existe no mundo de infeliz e melancólico e extremamente doce.
Então vou tentar lembrar de um que já não mencionei, e o primeiro que me vêm à cabeça é o Fazes-me falta, da Inês Pedrosa. Um monte de gente não gostou, e até entendo, mas achei muito tocante, muito triste. A história está bem resumida, acho, aqui. Acho que todo mundo que já perdeu alguém que amou consegue se identificar, e espero que nem todo mundo consiga.


a trilogia do Philip Pullman também me fez chorar, porque a Lyra é a menina mais fofa do universo e nunca merece sofrer.

Trilha sonora do dia: pra contrapor, Michael Jackson, Thriller!


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 5 - um livro não ficção que você realmente gostou

Day 05- A Non-fiction book that you actually enjoyed

Corações sujos, sem dúvida. (resenha abaixo, desse site, da Companhia das Letras)
A Shindo Renmei, ou "Liga do Caminho dos Súditos", nasceu em São Paulo após o fim da Segunda Guerra, em 1945. Para seus seguidores, a notícia da rendição japonesa não passava de uma fraude aliada. Como aceitar a derrota, se em 2600 anos o invencível Japão jamais perdera uma guerra? Em poucos meses a colônia nipônica, composta de mais de 200 mil imigrantes, estava irremediavelmente dividida: de um lado ficavam os kachigumi, os "vitoristas" da Shindo Renmei, apoiados por 80% da comunidade japonesa no Brasil. Do outro, os makegumi, ou "derrotistas", apelidados de "corações sujos" pelos militantes da seita.
Militarista e seguidora cega das tradições de seu país, a Shindo Renmei declara guerra aos "corações sujos", acusados de traição à pátria pelo crime de acreditar na verdade. De janeiro de 1946 a fevereiro de 1947, os matadores da Shindo Renmei percorrem o Estado de São Paulo realizando atentados que levam à morte 23 imigrantes e deixam cerca de 150 feridos. Em um ano, mais de 30 mil suspeitos dos crimes são presos pelo DOPS, 381 são condenados e 80 são deportados para o Japão. Nesta sua volta à grande reportagem, Fernando Morais conta a história da seita nacionalista que aterrorizou a colônia japonesa no Brasil.

Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Reportagem




 O Fernando Morais já tinha escrito Olga, e eu chorei cântaros. (uma expressão tão velha quanto 'raining cats and dogs', que ninguém usa, e que quer dizer que realmente foi triste - o cântaros, não o raining cats and dogs, que na verdade quer dizer chover muito. Afe, pior a emenda que o soneto aqui né), mas Olga tem todo um apelo fácil de entender, do amor de mulher, do amor de mãe, da guerreira, do soldado; são arquétipos quase. E foram feitos filmes e novelas retratando a Olga Benário e o Luís Carlos Prestes. Então você podia achar que por isso o livro era bom.

Só que não. Ao ler sobre algo tão obscuro quando a Shindo Renmei, você nota que o Fernando Morais tem um talento que poucas pessoas tem; conseguir contar uma história na qual as pessoas saltam das páginas, e tudo tem igual peso, seja o cenário histórico, seja a descrição. O cara é f... ( e melhor articulado que eu, que só consegui esse adjetivo para alguém como ele).

Outros livros de não ficção que eu amei:
Cartas a Nelson Algren, da Simone de Beauvoir. Quem falou que ela só amou Sartre? Nem sempre existe só um tipo de amor (eu diria quase nunca).

José e Pilar, do Miguel Gonçalves Mendes, que também é documentário. Saramago e sua mulher galega, a jornalista Pilar del Río, falando de trabalho, rotina, como se conheceram, sua vida de escritores. Impossível não morrer de doçura.

Clarice, uma vida que se conta, Nadia Gotlib - antes da biografia que ficou famosa nos últimos anos, havia essa, a primeira que eu li e me deu um vislumbre de quem era essa ucraniana judaica nordestina nômade gênia que não cabia em si nem em ninguém.

Fotos das minhas edições queridas aí embaixo:


Teve também O andar do bêbado, do Leonard Mlodinow, sobre como o acaso determina nossas vidas, que eu já li mais de uma vez (acho que pra entender melhor inclusive porque sempre que quero falar desse livro pra alguém tenho de me esforçar pra soar coerente e científica em vez de balbuciar: É tão legaaaaal). Tem um trecho aqui, ó.

E não sei se conta, porque li na faculdade, mas me impressionou muito e recomendo pra todo mundo que tem um vago interesse em educação, medicina, crianças, psicanálise... Françoise Dolto, Os caminhos da educação. Ela é uma médica e psicanalista francesa, trabalhou com Lacan, abriu um consultório para acolher crianças pequenas e tem ideias sobre educação e infância muito além de seu tempo (morreu em 88, aos 80 anos, acho).

Trilha sonora do dia: Is this love?, do Bob Marley. Sim, às vezes eu volto pro passado, embora o Bob Marley me dê aflição com a história de terem achado x tipos de piolho nele.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 4 - um livro que te lembra sua casa

Day 04- A Book that reminds you of home

Não é que tem mais de um? Claro, por sorte, hoje tenho uma estante mais próxima do que quero (ocupa uma parede e todos meus amores estão lá), mas quando penso em 'que te lembra sua casa' ainda penso na casa da minha mãe. Na verdade, na primeira casa na qual eu morei (minha mãe hoje mora em outra, e os livros não estão mais conectados a ela). Aí me lembro das enciclopédias e da coleção do Jorge Amado, com Jubiabá e Seara Vermelha, em capa dura, que eu li e reli muitas vezes;
lembro de Um certo capitão Rodrigo, do Érico Veríssimo, que me fez chorar e sonhar muitas vezes;
lembro da Marion Zimmer Bradley e A queda de Atlântida, com as irmãs Deoris e Domaris (cujos nomes viraram inspiração pras cadelas que nós tínhamos, meu irmão uma labradora preta chamada Domaris e eu uma vira lata amarela que eu amei loucamente e nomeei Deoris). São livros que fizeram parte daquela casa e daquela minha vida. Que saudades!





Trilha sonora do dia: George Michael, Heal the pain, de 1998 :) a gente era feliz e nem sabia.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Meu eterno dilema





Desafio dos livros - dia 3 - um livro que te surpreendeu (positiva ou negativamente)

Day 03-A Book that completely surprised you (bad/good)

Pra seguir na linha do "primeira coisa que te vier na cabeça" e não enlouquecer (é só postar e meia hora depois começam a brotar outras ideias de coisas que queria ter escrito, bem como a vida...), me lembrei do Me before you, (Como eu era antes de você) da JoJo Moyes. Honestamente, sou muito viciada em Goodreads, e segui as resenhas e indicações, e não quero estragar a vida de quem for ler, mas eu claramente não sabia o que me esperava. A história é triste, e eu odeio ler histórias tristes sem saber antes. Sim, estou me enganando. Mas é um pet peeve meu, dá licença? Sei que ao começar a ler Romeu e Julieta, não vou terminar sorrindo e suspirando. Mas se eu começar a ler um livro com coraçõezinhos na capa e classificado como Chick lit, sim, espero que seja vagamente esperançoso. Me processe.



pra não parecer uma criatura amarga e só postar a parte ruim, alguns livros já me surpreenderam positivamente e acabaram se tornando meus favoritos; aqueles sobre os quais eu não tinha muita expectativa, como o Delicacy, do David Foenkinos, ou os do Roald Dahl (que eu já mencionei algumas vezes) e me tornaram fã eterna. Mas me lembrei agora de um livro cuja história não me atrairia normalmente e acabei gostando muito:

Stephen King, 22.11.63 (sinopse em português aqui): não adoro Stephen King. Há livros dele que acho sensacionais, e outros que não consigo encarar porque me parecem uma certa forçação de barra, até mesmo se considerarmos o gênero. E esse livro é basicamente sobre um viajante do tempo que supostamente tenta impedir o assassinato do Kennedy entrando por um portal numa despensa de um bar. Sim, você leu certo. (olhos girando e fazendo pouco). Só que aí entra a genialidade de gente como esse cara, que tem talento (se não me engano esse livro foi um dos primeiros que ele escreveu, antes de ficar famoso) e persistência e faz com que você se envolva com o Jake Epping. Não é porque ele é um viajante do tempo romântico como o da Audrey Niffeneger, autora do A mulher do viajante do tempo (aliás uma dessas coisas lindas e belas), mas tem romance, tem mistério, tem suspense, tem morte, - é Stephen King. No mínimo, você termina respeitando o sujeito. Não é pra todo mundo escrever um livro desse.

Outro nessa linha foi o The road, do Cormac McCarthy, (A estrada) uma ficção pós apocalíptica bem árdua e que me prendeu até o fim.

N.E.: Eu tenho colocado links do Goodreads porque acho que são sensacionais, pela variedade e extensão. Mas a maioria é em inglês, e muitos desses livros eu li em inglês, porque comprei no kindle, porque saiu primeiro, porque sim. Quando encontrei, coloquei a sinopse/link em português ao lado, geralmente da Livraria Cultura, que acho bem confiável, mas não garanto a tradução ou edição se for muito discrepante. Se alguém tiver dúvidas existenciais sobre algum título é só me perguntar.


Trilha sonora do dia: Lynyrd Skynird, Simple man, uma das bandas cuja discografia eu queria ter inteira. Outra cena de filme (aliás o filme todo é delicioso) eternizada com a ajuda deles é essa aqui, no Elizabethtown.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Desafio de livros - dia 2 - o livro que você menos gostou



dia 2 - o livro que você menos gostou

day 2 - least favorite book
Isn't it a crazy post? Never mind the fact that most people don't persist when a book doesn't appeal to their senses, (I do, but I have a strong trait of OCD in me). Anyway, there's a bunch of books I didn't like. Especially thinking of the books I am supposed to enjoy, such as Tolkien's Lord of the Rings, which is the first title that comes to my mind. The hobbit, never even got interested.
And yet, I feel guilty and saddened by this fact. It never ceases to bug me and embarrass me, especially when I revel into chick lit and it seems to say to me I am just not evolved as I should be to enjoy such a great mind.
Unless it means something like a book whose ending I didn't like. Or am I looking for reasons to keep digressing?

Trilha sonora do dia: Não tem nada a ver com o post, mas Baby blue, de uma banda chamada Badfinger, e que é a coisa mais deliciosa de ouvir.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

presente!

lá no dia 21 dos desafios originais, um dos sites que eu mencionei foi o Post secret. Pois olha só o que eu ganhei de aniversário:

não é muito muito muito legal? tô tão feliz!



Desafio de livros - dia 1 - seu livro favorito

day 1 - your favorite book

Aí é sacanagem... como eu poderia escolher um único livro favorito? na melhor das hipóteses essa pergunta tinha de vir com uns 15 subcritérios, aí ficaria assim:
seu livro favorito de autora brasileira de literatura/romance que ainda vive e cujo livro você lê uma vez por ano: Venha ver o pôr do sol e outros contos, da Lygia Fagundes Telles. O noivo, que até hoje me faz querer o final, Natal na barca, que me prende a respiração, Biruta, que sempre sempre me faz chorar, Venha ver o por do sol, que eu li e me fez pensar, Nossa, escrever assim é muito muito legal. São curtose. ainda assim te trazem um mundoe m cada meia dúzia de páginas. Amo muito, muito. Tive o prazer infinito de ver a LFT na FLIP e ela assinou minha cópia. Já era 2004, e o livro era de 89 (minha edição). E eu ainda amo do mesmo jeito.


tenho os outros subcritérios (autora nacional que já perdemos, autor (a) internacional vivo ou não, contemporâneo ou não, poeta nacional e internacional, autor de gêneros (suspense, não ficção,romance, etc)... mas vou tentar me conter e permanecer na lista dos desafios, na medida do possível. Como o desafio veio em inglês, pretendo sabotagens a respeito. Por exeeeemplo....


o "par" da Lygia Fagundes Telles seria o Roald Dahl. Ele é mais conhecido pelas obras infantis (escreveu Willy Wonka and the Chocolate factory, Mathilda, James and the Giant Peach, etc), mas eu o conheci com um livro similar ao descrito acima, o Kiss Kiss, e aí fui atrás de...

The collected short stories of Roald Dahl (this one is Penguin books, but I have at least another similar, albeit a bit shorter, which is The best of Roald Dahl and delivers the goods just the same).

You start by reading something insconpicuous such as a guy checking in at a hostel. And then you shriek when you understand. Then you read a story about an anxious mom to be, who has had several miscarriages and is pouring with love and anxiety and eagerness to be the best mother to... high pitched sound again. So you go to a couple traveling and you feel mad with the man who is a tad abusive... then you feel sorry for him.
It is life changing, I tell you. Worth every jump.


Trilha sonora do dia: Can't take my eyes off of you (quem já aprendeu inglês sabe o quanto esse nome pode ser confuso). Essa música era de um comercial e eu amava. Ainda acho uma das coisas mais doces que já ouvi. E isso antes do Heath Ledger torná-la um hino do amor adolescente em 10 coisas que eu odeio em você.

Aventuras gastronômicas de janeiro, parte 2

Alegria padaria brasileira - Fomos comer feijoada no primeiro sábado no qual ela foi servida. É no Paraíso, na rua Rafael de Barros, tinha lugar facinho pra estacionar perto e a padaria é a definição de fofurice. Pra ser completamente honesta, a feijoada demorou bastante, porque chegamos cedo (12:15), já que o nosso casal de amigos tinha hora pra ir embora, e eles ainda estavam servindo café da manhã, começaram com o papo de 'mais dez minutos' e começaram de verdade a servir às 13:00. Na verdade a atendente era bem mal humorada, cheia de 'já vejo pra vocês quando acabar aqui' durante todo o processo, mas acho que era só ela (a menina da padaria lá de baixo era uma fofa, e por conta do entusiasmo dela eu levei uns quarenta pães diferentes; o de banana era uma delícia). A feijoada é uma delícia, assim como os acompanhamentos, a apresentação dos pratos, e a sobremesa (o negrito, que foi um dos escolhidos, era de comer de joelhos). Achei um pouco caro (R$46,80 o buffet de feijoada, o que leva a conta pra 90,00 com café, sobremesa e/ou bebida e serviço) prum almoço de sábado, mas vale pra quem gosta bastante de feijoada. E pretendo voltar pra tentar o café da manhã, que parece muito gostoso. Além disso, meninas solteiras, o dono é um pedaço de mau caminho (e, ao contrário dessa frase, nasceu nos últimos 40 anos).

Meats - O site oficial é http://www.restaurantemeats.com.br/, mas você encontra fotos das maravilhas carnívoras aqui. Absolutamente imperdível pra quem gosta de hamburguer. Fomos numa sexta, já meio cheio, e voltamos rolando pro trabalho.

Meat choppers - e aí a gente tentou ir ao Meats e estava cheio, então atravessamos a rua e descemos ao Meat choppers. Melhor incidente da semana! Eu comi o Butter burger, as meninas tentaram o House, o veggie e o com salada. Todos muitíssimo aprovados, e se não fossem, a mostarda da casa e a maionese especial já teriam ajudado muito. (são em torno de R$25,00) Tomamos pink e fresh lemonade (com frutas vermelhas e limões sicilianos) e estavam ótimas, a atendente foi uma fofa e o cheesecake, numa fatia bem generosa, completou a alegria com chave de ouro. Pros que não iam voltar pro trabalho, ainda tinha a cerveja de Munique, a Paulaner. Tá bom ou quer mais? Apaixonei.

Baruk - Fomos pra Minas no fim de semana e na volta passamos pela Bandeirantes, aí alguém perguntou "Podíamos almoçar, hein, onde?" e eu TIVE de dizer Baruk. O melhor rodízio árabe, me acabei na esfiha maravilhosa marguerita e no tabule e na (no?) kafta e no sorvete de canela com nozes. Melhor ainda, eu tinha cartão fidelidade porque íamos bastante lá quando trabalhava ali do lado e não paguei um dos rodízios (R$ 34,90, coma até morrer).

Rosmarino -  almoço com meu amigo em dia de trabalho. Lugar é lindo, tem um jardim delicioso no fundo. Serviço impecável, buffet gostoso, creme brulée adorável. Preço bem desagradável pra fazer disso o hábito que eu gostaria (nossa conta ficou em R$ 70,00 cada), mas valeu conhecer.

Trilha sonora do dia: Nothing else matters, do Metallica (conhece a expressão oldie but goldie? tipo, o bom que nunca fica velho, rs!)