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The Count of Monte Cristo
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The Memory Keeper's Daughter
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The Bourne Identity


Leticia's favorite books »

segunda-feira, 31 de março de 2014

Musing Mondays

Musing Mondays asks you to muse about one of the following each week…

• Tell us what book(s) you recently bought for yourself or someone else, and why you chose that/those book(s).


Comprei o Eu sou Malala e Malala - a menina mais corajosa do mundo para dois amigos que fizeram aniversário recentemente. São pessoas que eu admiro, que trabalham ou trabalharam com educação, e acho que livros desse gênero, se bem escritos, são fáceis de ler e de gostar - trazem a medida certa de não ficção e portanto não culpa de não estar lendo algo bem relacionado ao trabalho e história bem contada que literatura te dá.

domingo, 30 de março de 2014

A fotografia - conto

Outra excursão minha na vida de escrever contos, de muitos anos atrás (acho que uns dez):

A fotografia

Olhou em volta, o espaço pequeno e apinhado de coisas: imagens de santos, roupas espalhadas pelas paredes, figuras de revista, quase coisas típicas de pessoas que precisavam de dados de irrealidade em um ambiente tão cheio de aridez e concreto. Sentou-se ao lado da mais velha, que lhe parecia tão só, e iniciou a conversa pela foto que ela segurava tão pensativamente e que mostrava um grupo de sete pessoas reunidas em torno de uma mesa, brindando. A velhinha não se mexeu, e a cama rangeu quando Cris tentou se acomodar e puxar assunto – isso não deveria ser tão difícil para alguém que estudava a arte das palavras, pensou. O professor, porém, já a conhecia: havia escolhido ficar como seu monitor, enquanto os outros estudantes entrevistavam detentas diferentes. A ideia era explorar as conseqüências da prisão no comportamento delinqüente após uma pena superior a 10 anos. “Sua família?” “Olha, essa aqui é a Maria Amália. Tinha uns 20 e poucos anos quando essa foto foi tirada, viu como tem carinha de inexperiente? Esse vestido fui eu quem dei, uns dias antes, mas ela cismou que tinha que diminuir a barra para que ficasse de moda, viu como a barra está toda torta, só alinhavada... ela estava feliz, porque o rapaz por quem estava interessada tinha ligado no dia anterior e dito que antes do Ano Novo ela ia ter uma surpresa. Olha só os olhos dela, brilhantes... e escondendo o sapato que foi a avó que deu e como ela riu, dizia, que sapato mais antigo... o irmãozinho dela é esse aqui, o Carlos Eduardo. Tinha acabado de passar no vestibular, a família inteira orgulhosa, vê que ele está segurando a chave do carro? Seu Luís Alberto tinha prometido um conversível se ele conseguisse, e ele estudou tanto... entrou em três faculdades diferentes, foi uma comemoração só... Menino esperto, dedicado mas sem esquecer das pessoas, me tratava tão bem, era sempre dona Alzira a senhora está bem?, quer ajuda?, um menino de coração de ouro, ia dar um médico e tanto... aqui está Seu Luís e a Dona Beth, um daqueles casais que você não tem idéia de por que diabos estão juntos. Ele todo alegre, todo cheio de amigos, vivia trazendo um bando pra jantar sem avisar, dizia que se tinha ficado rico tão de repente era porque tinha que dividir sua riqueza com os outros antes que ela fosse embora de repente também. Um bigodão lustroso, viu?, que ele tomava mais conta do que dos filhos, comprava aqueles potes de coisas especiais pra passar nele, ficava cutucando quando queria fazer pose de sério. Homenzarrão, tinha uma voz engraçada, não combinava com o seu tamanho. A dona Beth não, era tudo o contrário: a voz que parecia temporal chegando sem avisar, um trovoeiro... e o temperamento cheio de nove horas, não podia ver ninguém com sapato em casa que fazia um escândalo, falava dos bichos e da sujeira da rua e de tudo de ruim que podia acontecer se as crianças deixassem cair uma migalhinha de pão que fosse no tapete da sala... a manhã toda gastava planejando umas comidas malucas pra servir pra amigas grã-finas, e à tarde ficava trancada no sótão pintando uns quadrinhos com corzinha de bebê e suspirando. Depois que teve o Carlinhos Eduardo prometeu que nunca mais ia passar pelas dores do parto, e quem disse, quando o Carlinhos já tinha pra mais de dez anos descobriu que estava prenha de novo. A gravidez mais cheia de frescuras que eu já vi, tinha que ficar deitada o dia todo, ela mesma brigava com o médico quando ele ia até lá dizer que ela estava bem, tinha que caminhar, se distrair, ficava doida... aí veio a Alicinha, olha que menina mais bonitinha... arteira, mas um docinho de criança, e esperta... antes de você ir com o fubá ela voltava com o bolo, posso te dizer... aqui ela já estava me vendo entrar, eu entrei pela porta dos fundos e só ela me ouviu...”, apontou para a menina no canto da foto. Devia ter uns sete ou oito anos, os cabelos chanel pareciam recém-cortados e o vestido, incômodo. Havia algo mais, entretanto: a garota parecia assustada, o olhar fixo, os movimentos paralisados. Antes que pudesse interroga-la, contudo, o professor a chamou e ela pediu desculpas, levantando-se. “Tenho que ir, mas obrigada pela atenção”, disse, educadamente. Pela primeira vez a velha levantou o olhar verde e penetrante: “Venha de novo, posso tirar uma foto sua...” “Acho que não posso, agora vamos visitar um outro grupo, sabe? É um trabalho de reportagem investigativa, estamos conversando com alguns detentos e então faremos uma matéria em grupo com as conclusões. Mas obrigada assim mesmo”, explicou, comovida com o que pareceu um apelo vindo da solidão. Afastou-se, acenando, e seu professor a interpelou, enquanto os guardas abriam e fechavam grades e outros estudantes formavam grupos nos corredores, prontos para sair do prédio. “Esperta você, não? Justo essa... aposto que disse que era inocente, como os outros... Como foi? Que impressões teve?” Cris pensou na própria resposta antes de coloca-la em palavras. Impressões eram tão... o oposto do seu verbo usual, imprimir, colocar no papel, dando vida à fios de imaginação... antes que o fizesse o professor continuou, segurando-a pelo braço para dar-lhe passagem pela última porta, onde havia o grande hall com uma mesa no centro, paredes esburacadas e janelas que davam para pátios internos. Resolveu ganhar tempo: “Qual era o delito?” O homem a olhou com o que parecia horror: “Você não a reconheceu? Meu Deus, que espécie de estudante de Jornalismo você é senão reconhece alguém que apareceu nas manchetes por meses, anos até? Houve até um documentário há pouco tempo... não acredito que você não se lembre, que perda de tempo! É a Velha da Máquina!!!” “A velha da máquina?”, repetiu, o peso das palavras parecendo insuportável. “É, a empregada de família que entrou em surto quando foi dispensada depois de anos e invadiu três casas da mesma vizinhança no Natal, com uma metralhadora que, dizem, comprou na favela, explicou o professor, gesticulando e parecendo se divertir com a história. Matou mais de trinta pessoas até ser mobilizada por um dos vizinhos que era bombeiro e havia ouvido os tiros, e assim mesmo tentou recarregar a arma. Tinha munição para toda a cidade... Eu ainda não consigo acreditar que você ficou falando com ela por uma hora inteira e sequer sabia quem era.” “Não, eu não sabia”, balbuciou, e olhou para o prédio da penitenciária. Pareceu-lhe ver um flash de uma janela.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Someday, someday, maybe - Lauren Graham

Além do pedaço ótimo sobre julgamento que eu escrevi no Teaser Tuesdays dessa semana, e de um outro highlight que eu não posso publicar por ser um possível spoiler (sendo uma pessoa que lê o fim dos livros, eu tenho dificuldade de identifica-los), mais alguns pra você se apaixonar...

Como não amar?

"In my work, in mergers and amalgamations, we're seeing a real boom. LBOs are still the cornerstones of the business, obviously, but ... we've accomplished something. It's real, you know what I mean?
I nod vigorously, to show her I agree, but honestly, Everett's world doesn't sound like a more measurable one than mine at all, and the closest I can come to picturing what she's talking about is imagining numbers dancing around gaily on a computer screen whilegiant piles of cartoon cash rain down from the ceiling at the end of each day. My mind began to wander somewhere around LBOs."

Pros amantes de inglês...

"Maybe if you're in the neighborhood someti-me we could schedule a lunch.
I smile in agrément, although I'm distracted by her use of 'a' in association with 'lunch'. Is 'a' lunch what corporate people have, leaving the rest of us stuck with regular old 'lunch'?"

E pra todo mundo que já teve o impulso de olhar em volta pensando exatamente isso:

"I wonder if this is part of the audition, and the chairs are a test. I wonder if I'm being watched on a hidden camera. I wonder if I should be worried about the alarming frequency that the concept of being watched on a hidden camera occurs to me."

I rest my case. Eu sei que a Lauren Graham escritora não é a Lorelai Gilmore, mas eu a amo.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Aventuras gastronômicas - Consulado mineiro + comidinhas




Frida e Mina - sorveteria na esquina da Artur de Azevedo, tem um sorvete de gengibre com mel sensacional. Eu não sou fã de mel, a propósito, mas adorei assim mesmo. O de chocolate (que me causou um pouco de ofensa ao atendente quando eu disse que 'não dava pra dar errado com chocolate', o que ele entendeu que qualquer um podia ser bom) também foi muito bom. Faz sucesso um que tem macadâmia, e um de cerveja, e a casquinha, que é artesanal. (Eu dispensei). Mas vou voltar pelo gengibre.

Consulado Mineiro - na rua Cônego Eugênio Leite, tem uma varanda bem simpática, um buffet bem gostoso e, pra quem gosta de comida mineira, dá pra ficar comendo por horas. Eu me acabei nos bolinhos de arroz e de mandioca com queijo, podia comer só esses e estaria bem feliz. Mas o tutu também era de comer de joelhos.

Chianti Chocommelier - dá pra ficar melhor? chocolate que harmoniza com vinho. Na verdade, porque a gente ia voltar pro trabalho, que a vida é assim, nós só tomamos um café, que a atendente, megassimpática, recomendou tomar com um chocolate de caramelo com sal (absolutamente perfeito), mas as delícias do cardápio falaram muito comigo e me contaram que eu devo voltar e comprar todos os outros chocolates da lista. Muito feliz!

Bem bolado bolos - Na busca eterna por docinhos felizes pós almoço, paramos nesse lugar. Tem bolos inteiros (o de banana com doce de leite é bem gostoso, mas não supera o bolo comum do Bolos tradicionais, por exemplo, e é mais caro), por pedaço (comi um com leite moça que o atendente recomendou, era novidade, e achei só ok) e brigadeirinhos de potinho. Não mudou minha vida e acho que não volto. Não sou louca por bolo, tem que ser acima da média pra me convencer.

Cupcake Ito - falando em acima da média... cupcake virou moda há alguns anos, né? abriram lojas, quiosques, o diabo a quatro. Eu sempre achei aquele bolinho bem mais ou menos, meio seco, um pouco overrated. Até o Cupcake.ito :) Ah, a alegria de morder aquele cupcake de brigadeiro, sempre macio, com recheio de verdade. O red velvet, que não gosto em lugar nenhum (afinal, é cream cheese com açúcar, fala sério). O de cerveja, amarguinho na medida. Hm... toda vez que vou lá trago meia dúzia. E me arrependo de não trazer duas dúzias. Vale muito a pena. E eu testei as tais lojas e quiosques, viu. É o único que eu confio.

Le chef gato - na linha do Chianti, uma loja cheia de chocolatinhos e na qual você quer passar a tarde bem Magali, comendo setenta chocolates. Comi o morangão, alguns dos brigadeiros, a verrine, e amei tudo tudo tudo.

Julice Boulangere - primeiro, é um lugar lindo. Arborizado, com espaço, umas mesinhas gostosas, uma loja convidativa, delicinha mesmo. Segundo, as coisas parecem saudáveis. Quando você compra um pão que tem castanha e linhaça, de alguma maneira ele parece quase dietético, embora o gosto seja tão bom que dê pra duvidar. Aí você não resiste e compra uma rosca que tem goiabada, e ela derrete na boca. Pra chutar o pau da barraca, você experimenta as delícias de Páscoa, e resolve também levar um pão com chocolate... quando vê, você está querendo oferecer café da manhã para 20 amigos só para justificar as compras. Tentando respirar fundo, você vai tomar café (com um mousse de chocolate com rum, pra compensar). E planeja a próxima visita, quando vai ter espaço de novo na cozinha...

Le pain quotidien - um dos meus lugares favoritos de comidinha no mundo, e olha que eu amo essa linha... o café é um dos mais gostosos do mundo, e estou incluindo os cafés de Milão aqui. Os pães são divinos, as coberturas incríveis, e eu posso continuar descrevendo, mas infelizmente existe um problema: geralmente no fim de semana fica tão cheio que a gente demora séculos pra ser atendido.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Q Quartas www Wednesdays

Ainda seguindo o Should be Reading, vou usar a sugestão das quartas-feiras, que é...

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?

basicamente, seria um Q Quartas, três perguntas com Q:
o Que você acabou de terminar de ler?
o Que você está lendo atualmente?
o Que você acha que lerá em seguida?

e minhas respostas são:


 Que você acabou de terminar de ler?

Terminei vários livros no fim de semana, as reviews todas no goodreads (cujos links eu nem tentei passar pra cá, dessa vez):

 Mrs.Kimble, Jennifer Haigh  - história sobre um sujeito que soa levemente psicótico, Ken Kimble, contada através da ótica das três ex mulheres e dos seus filhos. Birdie, que nunca superou o abandono, Charlie e Jody, os filhos que foram usados como peças de enfeite, Joanna, que procurou em Ken o que não achou na vida, e Dinah, o clichê final, vão contando pedaços da sua vida que continuou incompleta com as diferentes personalidades do Mr. Kimble. A gente continua sem saber o que ele buscava, aliás. Fiquei com vontade de ler o livro sobre serial killers que comprei há algum tempo e não comecei ainda, achando que o tipo de alienação emocional deve ser similar. E com muita pena das crianças.

 TheDepartment of Lost and Found, Allison Winn Scotch – a história é sobre uma moça que descobre ter cancer e é abandonada pelo namorado, tudo na primeira página. Ela tem 30 anos e uma vida bem confortável, então, obviamente, dá uma pirada tentando colocar as coisas nos seus devidos lugares. É um pouco assustador se colocar no lugar dela, e mais assustador ainda pensar em como é fácil julgá-la (pelas reclamações, pela posição de doente, pela posição de não doente, pela resistência em ser paciente, pela família, por qualquer coisa, porque é sempre tão fácil colocar os outros sob o microscópio e esquecer que você pode estar lá tão facilmente quanto os colocou).

 New Year’s Resolutions, Laura Briggs – chick lit beeeem mais ou menos. Abby e Henry fazem listas de resoluções de ano novo separadamente, a gente os acompanha, algumas eles conseguem cumprir, outras não, zzzz... já assistiu Serendipity, com o John Cusack? É um filme absolutamente lindo, que além de tudo tem trilha sonora com o Nick Drake, e vale quinze vezes mais a pena que ler esse livro. Fala sobre o destino, encontrar as pessoas por acaso, etc (serendipity = acasos felizes).

 Longbourn,Jo Baker – a premissa é tãaao legal: a história sobre as empregadas, especialmente uma, da família Bennett, de Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito), da Jane Austen. Assim, como se a gente espiasse o momento em que o Mr. Darcy apareceu na vida da Elizabeth atrás da cortina, com a Sarah (a servente da casa) contando.
Só que não. As meninas e os pais delas soam horríveis, arrogantes, desagradáveis, esnobes. A servente se apaixona e é bonitinho por um tempo, mas aí a narrativa descamba (cada hora tem alguém diferente contando o que está acontecendo, de repente existe o pano de fundo da guerra, há coisas acontecendo que você não entende como não foram mais exploradas...) e a gente perde um pouco a vontade de continuar. Como diria minha amiga, a gente é muita gente, EU perdi. Continuei porque sou teimosa, e porque respeito o caminho dos livros, mas não foi legal.

 Também li meia dúzia de livros de vampiros e demônios sexy, mas estou tentando preservar minha imagem e não falar deles (já tem o bastante pra ser usado contra mim por aqui).

 o Que você está lendo atualmente?

Comecei ontem The Pixar Touch, do David Price, sobre, obviamente, a Pixar. Digam o que disserem, acho tudo Jobs-related fascinante. E Someday, someday, maybe, daLauren Graham, (a Lorelai Gilmore de Gilmore Girls, que eu amo muito) comecei no sábado. Estou lutando contra a criancinha dentro de mim pra terminar os dois ao mesmo tempo, porque ficção sempre ganha in my books J


o Que você acha que lerá em seguida?
Ainda não passei das primeiras páginas de Forgive me, Leonard Peacock e Police, do Jo Nesbo, então considero minha próxima lição :)



 

 

terça-feira, 25 de março de 2014

Teaser Tuesdays



Do livro Someday, someday maybe, da Lauren Graham: (olha se você, em algum momento da sua vida, não poderia ter escrito isso...):
I decide this: I must work warder to achieve my goal of not seeking approval from those approval I’m not even sure is important to me. This includes, but is not limited to, people I grew up with who I see when I go home for Thanksgiving; people with real jobs f any kind, especially those requiring suits or high heels; people in my acting class; people who work at Barney’s New York; people on the subway; taxi drivers who question my choice of route; people who work at the deli on Eighth Avenue where I sometimes ask for extra mayo; other people’s mothers; dance teachers, aerobic instructors, or those who habitually wear or have seen me in spandex.
 
 

segunda-feira, 24 de março de 2014

Musing Mondays


Musing Mondays asks you to muse about one of the following each week…

• Describe one of your reading habits. (Descreva um de seus hábitos de leitura)

Ok, agora vou pras ‘big guns’, o maior segredo e o mais difícil de contar...  EU LEIO O FIM DOS LIVROS ANTES DE TERMINÁ-LOS.

i cant even embarrassed gif


Na minha cabeça, se eu gostar do fim, vou gostar de chegar lá. (Como não querer saber como a Clarice chegou naquela vírgula? Ou como a personagem X está tomando café com o personagem Y, que ela parece odiar na sinopse? Ou pensar no por que o personagem Z não está presente – morreu, viajou, está no outro cômodo???) E se não gostar, tipo se descobrir algo terrível, pra que perder meu tempo, com tantos livros na minha lista de desejos?

Também tem o fato de que de verdade, de verdade mesmo, não importa o que eu leia, no meio do livro, se ele é bem escrito, estou pensando, “Ah, devo ter entendido errado, a V não fica com o W, a P não morreu, o L na verdade é inocente”. Sofro de credulidade crônica literária.

Talvez eu deva parar com essa graça de falar de hábitos de leitura às segundas-feiras, antes que você realmente desista de mim. Tenho a triste sensação de que confundi com ‘confissões’.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Q Quartas

Ainda seguindo o Should be Reading, vou usar a sugestão das quartas-feiras, que é...

To play along, just answer the following three (3) questions…

• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?

basicamente, seria um Q Quartas, três perguntas com Q:
o Que você acabou de terminar de ler?
o Que você está lendo atualmente?
o Que você acha que lerá em seguida?

e minhas respostas são:

O primeiro livro que terminei depois do The nearly weds foi Admission, da Jean Hanff Korelitz, e foi muito interessante. Ao mesmo tempo que era ficção, o processo todo americano de admissão de candidatos à universidade é muito diferente do nosso (e do europeu, aliás), então é curioso começar a pensar nisso. A Portia Nathan, que é a funcionária do departamento que faz isso e é a personagem principal do livro, não só é muito bem versada na história americana da educação como tem opiniões obviamente muito fundamentadas, o que torna a questão algo muito mais profundo. Houve uma note muito bonitinha, mesmo que óbvia:
"Admissions. Admission. Aren't two sides to the word? And two opposing sides. (...) It's what we let in, but it's also what we let out. (...) We admit a stranger to our homes. We admit a lover to our bodies. (...) But when we admit something, we might also let it out. (...) It's true, isn't it? That we admit our secrets?"
Muito simpático. De qualquer jeito, o ponto do livro é o ponto da vida da Portia, e o que acontece nela enquanto ela está por aí 'admitindo' candidatos; os segredos que ela havia soterrado em si, as coisas que ela tem ignorado na vida, a relação pessoal e profissional que ela carrega consigo, a mãe, as amigas, o chefe. O livro é bem escrito, e tem realidade, sabe? Bem, foi feito um filme, com a Tina Fey, acho, e o Paul Rudd (o namorado da Phoebe de Friends :)).
Depois disso, comecei a ler o Forgive me, Leonard Peacock, do Matthew Quick, minha última chance pra ele, e o Police, do Jo Nesbo, que eu havia mencionado semana passada.
E o próximo da fila... já já te conto.

terça-feira, 18 de março de 2014

Teaser Tuesdays

Continuando no espírito do blog Should Be Reading, as Teaser Tuesdays são basicamente uma amostrinha do livro que você esteja lendo; duas frases, randomicamente escolhidas numa página qualquer.

Teaser Tuesdays is a weekly bookish meme, hosted by MizB of Should Be Reading. Anyone can play along! Just do the following:
• Grab your current read
• Open to a random page
• Share two (2) “teaser” sentences from somewhere on that page
• BE CAREFUL NOT TO INCLUDE SPOILERS! (make sure that what you share doesn’t give too much away! You don’t want to ruin the book for others!)
• Share the title & author, too, so that other TT participants can add the book to their TBR Lists if they like your teasers!


Eu estou lendo dois livros ao mesmo tempo, então escolhi Forgive me, Leonard Peacock, do Matthew Quick, pra isso aqui:

At his party, when he unwrapped his present from me, he found a piece of paper with a question mark on it.
"What's this?" he said, squinting.
"Just the best birthday present you'll ever receive", I said.


segunda-feira, 17 de março de 2014

Musing Mondays

(Referência do Should be Reading)
Musing Mondays asks you to muse about one of the following each week…
• Describe one of your reading habits.
• Tell us what book(s) you recently bought for yourself or someone else, and why you chose that/those book(s).
• What book are you currently desperate to get your hands on? Tell us about it! 
• Tell us what you’re reading right now — what you think of it, so far; why you chose it; what you are (or, aren’t) enjoying it.
• Do you have a bookish rant? Something about books or reading (or the industry) that gets your ire up? Share it with us!
• Instead of the above questions, maybe you just want to ramble on about something else pertaining to books — let’s hear it, then!

Semana passada eu falei de alguns hábitos de leitura. Alguns outros: quando vou à livraria, fico um pouco enlouquecida, e embora tente parecer normal, por dentro estou gritando 'quero tudoooooo, me dê todooooossss, preciiiiissoooooooo'... então adquiri o hábito de selecionar alguns volumes, no máximo de dez, e aí sentar em algum lugar com eles para poder respirar fundo e decidir de forma racional que talvez, TALVEZ, eu não precise/deva levar todos eles. Mais um: embora eu esteja bem apaixonada pelo kindle, alguns autores eu simplesmente tenho de ter em papel, porque já tinha as coleções, e algo terrível aconteceria no universo se metade das obras estivesse na estante e a outra metade digital, tenho certeza. Outro: meu maior problema em ler livros não ficção é que fui 'educada' a lê-los para a escola somente, então sinto que devia estar tomando notas, e fico tensa a maior parte do tempo quando não o faço, nunca superei. O livro tem de ser muito bom em termos de contar história para que eu possa me desligar disso.

Vou entender se você me 'desfavoritar'.

 

domingo, 16 de março de 2014

Aventuras gastronômicas

As mais recentes peregrinações foram:

1. Bier Bar: barzinho em Moema, numa rua linda (a Tuim), dá pra estacionar na rua (ODEIO pagar 20 reais de valet), mesas com relativa distância umas das outras (tem coisa pior do que esbarrar em todo mundo pra sair da mesa?), bom pra ir em casal, bom pra ir com grupinhos, iluminação legal. Não me lembro do som, então não devia ser memorável, mas o ambiente era bem arrumadinho. O pedido demorou um pouco demais, considerando que estava relativamente vazio, e pedimos linguiça artesanal (uma delícia, mas achamos o preço meio empolgado - 34,00), e os bolinhos de frango da dó, também uma delícia, bem servidos e com preço bom. (8 unidades, 24,00). A cerveja recomendada era cara, mas vale para conhecer, não é pra ficar bêbado nela mesmo.
2. Al Arabe: meu novo árabe favorito, já que o Baruk ficou lá no outro bairro. Assim, não iria necessariamente no fim de semana, mas é uma sugestão muito gostosa e honesta em Pinheiros. O dono está lá o tempo todo, te dando palpites, brigando quando você deixa comida no prato e se desculpando quando o café demora (é feito na hora, sabe?). Os pratos tem preço bom e são maravilhosos. Já comi a porção de babaganoush, divina, kafta, falafel, e tenho ido toda semana. Diz a lenda que se você vai no meio da hora do almoço, você sai com o cheiro da comida impregnado em você. Meu olfato é péssimo, mas há testemunhas... fique por sua própria conta e risco. Mas vá.
3. Tony Romas: Chegou em janeiro a rede internacional, para concorrer com Outback e Applebees, em Moema, mas abrirão muitas lojas, eu li em algum lugar, e os sujeitos que conseguiram a licença fizeram treinamentos intensivos. Cumpre bem esse papel, viu? o lugar é grande, bem localizado, e embora o atendimento tenha sido sofrível (o moço amou meu cunhado, que estava com a camisa do Corinthians, mas isso ainda assim não nos ajudou a ser atendidos mais rápido, TUDO demorou, de talheres a bebidas, de conta a menu), os pratos estavam muito gostosos e eu quero voltar. Na nossa mesa, experimentamos a entrada de camarões, a margarita, a sangria, steaks, ribs, pasta - e tudo estava bom. Um sólido 7.
4. Brigadeiro Dicunhada: no Tatuapé, parecido com a Condimento, que eu adoro, mas é tãaao pequenina. Eu gostei muito do bolo, e AMEI o brigadeiro de vinho do porto. Senti falta de comidinhas, como a Condimento tem, mas é perfeita pra um docinho.


quarta-feira, 12 de março de 2014

www Wednesdays

Ainda seguindo o Should be Reading, vou usar a sugestão das quartas-feiras, que é...

To play along, just answer the following three (3) questions…

• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?

basicamente, seria um Q Quartas, três perguntas com Q:
o Que você acabou de terminar de ler?
o Que você está lendo atualmente?
o Que você acha que lerá em seguida?

e minhas respostas são:

Acabei de terminar (ontem depois da meia noite, o que fez acordar hoje ficar bem mais difícil) o Charlotte Street, do Danny Wallace, que ganhei de aniversário na semana passada. Basicamente, a premissa é bem chick lit, embora tenha sido escrita por um menino: o jornalista Jason Priestley (infinitas gracinhas com o homônimo) fica acidentalmente com uma câmera descartável de uma moça e resolve encontra-la através das fotos reveladas. Nesse caminho a gente descobre que ele foi um cretino com a ex, é medíocre como profissional, e geralmente falando, bem tonto, mas assim mesmo ele vai 'growing on you', lentamente você se afeiçoa, dá risada, fica feliz quando as coisas dão certo e triste quando não dão.
Comecei a ler, na sequência, outro chick lit, The nearly weds, da Jane Costello. Ela é bem britânica, e como diz minha amiga, chick lit tem de ser britânica. Acabei de começar, (10% no Kindle), mas tá bem divertido, o que faz andar de metrô (lembra da batida de carro idiota?) mais legal - eu efetivamente ri alto no capítulo quatro, quando a babá, que aliás é de Liverpool (podia ser mais Supernanny que isso?), descobre que as crianças de quem vai tomar conta são órfãs de mãe (aposto todo meu dinheiro como ela vai se apaixonar pelo pai delas, mas a graça desses livros é essa, nénão?).
E acho que na sequência, pra sentir que estou fazendo um pouco mais de esforço mental, vou ler Police, do Jo Nesbo, um dos meus crime writers favorito (um pouco porque gosto de contar que o descobri literalmente no aeroporto de Heathrow, procurando algo novo pra ler no voo).

terça-feira, 11 de março de 2014

Teaser Tuesdays

Continuando no espírito do blog Should Be Reading, as Teaser Tuesdays são basicamente uma amostrinha do livro que você esteja lendo; duas frases, randomicamente escolhidas numa página qualquer.

Teaser Tuesdays is a weekly bookish meme, hosted by MizB of Should Be Reading. Anyone can play along! Just do the following:
• Grab your current read
• Open to a random page
• Share two (2) “teaser” sentences from somewhere on that page
• BE CAREFUL NOT TO INCLUDE SPOILERS! (make sure that what you share doesn’t give too much away! You don’t want to ruin the book for others!)
• Share the title & author, too, so that other TT participants can add the book to their TBR Lists if they like your teasers!




Eu estou terminando Charlotte Street, do Danny Wallace, Harper Collins Publishers, que ganhei de aniversário. Lá vão as frases:

She flashed me an apologetic smile and Paul matched it with one of boredom. There was something not right about Paul. Good-looking, yes. Stylisth, too, I suppose. He looked like he fitted in, here, in his skinny jeans and Topman checkout trinkets. But he also looked like he could quite easily grow a goatee and a ponytail.

I am pretty sure my face gave away exactly what I was thinking. Which was, "Are you kidding me, Abbey? This is your boyfriend? His stage name better be Captain Dickhead."

segunda-feira, 10 de março de 2014

Musing Mondays

Entãaao, eu me lembro que há algum tempo descobri um blog megafofo que é esse aqui  e que dava ideias para cada dia, tipo Musing Mondays, Teaser Tuesdays, W W W Wednesdays e Friday Finds. Eu não tenho a determinação da Tati <3 para administrar um canal literário, então sou obrigada a me forçar ao plágio, digo, inspiração alheia.
Enfim, as Musing Mondays, ou Segundas contemplativas (que aí perdem a aliteração, alguém tem uma sugestão para manter o significado assim?) são algo assim: (abaixo segue copiado do blog)

Musing Mondays asks you to muse about one of the following each week…
• Describe one of your reading habits.
• Tell us what book(s) you recently bought for yourself or someone else, and why you chose that/those book(s).
• What book are you currently desperate to get your hands on? Tell us about it! 
• Tell us what you’re reading right now — what you think of it, so far; why you chose it; what you are (or, aren’t) enjoying it.
• Do you have a bookish rant? Something about books or reading (or the industry) that gets your ire up? Share it with us!
• Instead of the above questions, maybe you just want to ramble on about something else pertaining to books — let’s hear it, then!



Vou começar com a primeira, um dos meus hábitos de leitura. Sou bem criancinha e me dou recompensas quando mereço, então para cada livro terminado, 'posso' ler uma revista, gibi ou trashy book (dos que eu provavelmente não teria nem coragem de incluir na Reading challenge). Também tenho uma imaginação que destoa inclusive do autor (se imaginei o personagem ruivo, ele é ruivo, mesmo que eu leia sobre os cachos loiros dele), e tenho uns dez cadernos de citações, hábito que infelizmente eu perdi um pouco, porque gostava bastante. Que mais? carrego livros para todos os lugares (além do kindle eternamente na bolsa, tenho dois livros no portamala do carro, nas viagens levo mais uns três e assim vai. A gente nunca sabe que humor vai ter e precisa ter o livro certo para ele, né?)
Esses são só os hábitos que eu me lembrei para começar a 'muse'.
Será que mais alguém tem hábitos estranhos de leitura?

sábado, 8 de março de 2014

Feliz ano novo

Essa semana ouvi mil vezes que o ano finalmente começou, já que o Carnaval passou. Pra mim também, já que meu aniversário também. E até na China, as celebrações de Ano Novo, que duram 14 dias, já acabaram.
Todo ano é ano de alguma coisa, né? Ano passado foi o Ano da Reforma pra mim. E o Ano da China. (autoexplicativos, mas pra você saber que quis dizer exatamente isso, reformamos o apartamento inteirinho, seis meses de miséria no cimento, e fui pra China a trabalho - ironicamente, não pra fugir, já tava no final). Teve o que foi o Ano da Prue, a gata que eu trouxe de Guarulhos (entrou na minha sala enquanto eu estava trabalhando e o resto é história). Houve o Ano do Pedido de Demissão - não planejado até a semana que aconteceu. Houve o Ano de Londres - a empresa me deu uma viagem pra lá no verão, ah, o verão na Europa. Houve o Ano da Zara (a outra gata, que adotamos porque nós dois estávamos estudando à noite e achamos que a Jamie, a primeira, ia ficar muito sozinha). Houve os anos tristes, claro. As mortes e perdas, alguns medos. E o ano tem muito o que contar. Mas eu sempre me lembro de uma ou duas coisas como as que definirão o que vou lembrar dele.
Ainda não sei o que será 2014. Vamos descobrir e torcer pra que seja uma das coisas boas... tipo, o ano em que eu ganhei mais livros (pisca * pisca - dica)

(Dick Clark's New Year's Rocking Eve em Friends)

sexta-feira, 7 de março de 2014

Resenha 'meh'

Acabei de descobrir que não sei postar do goodreads pra cá, muito embora exista um link que diz "copie esse link para postar no seu blog". Devo ser mentalmente incapaz de entender essa frase, porque ela claramente não quer dizer o que parece.
Enfim, a review era essa aqui e era sobre o livro The good luck of right now, do Matthew Quick. O mesmo cara que escreveu The silver lining playbook, (O lado bom da vida) que concorreu em alguma categoria ao Oscar, tinha uma ótima trilha sonora e, na minha opinião, a impagável Jennifer Lawrence. Eu digo nela basicamente que foi ...



Eu esperava me apaixonar pelo Bartholomew como me apaixonei pelo Milo, do Unexpectedly Milo, do Matthew Dicks, ou pelo Christopher (embora nesse caso tecnicamente isso é ilegal porque o Christopher tem 15 anos, mas acho que você entendeu o uso da palavra aqui) no livro do Mark Haddon, mas demorei bastante pra me convencer que toda a esquisitice dele era plausível aqui no mundo real, e só comecei de verdade a gostar do livro nos últimos capítulos, até lá era só teimosia - tipo, deusolivre não terminar um livro que eu comecei. - Talvez eu também tenha um pouco de transtorno. Tem umas partes bem fofas, como ele escrevendo as coisas interessantes que ouve por aí, ou o fato de que ele é genuinamente bom, mas ... (olha pra foto aí em cima de novo).

E é isso aí. Eu precisava de mais emoção pra superar o fato de que bati o carro (num carro parado, mind you) tentando não atropelar uma gata (que depois eu descobri que se chama Mimi, é 'bem rueira' e morava na casa da frente do pobre senhor que eu tive de acordar pra contar que arrebentei o farol dele) e gastei meia hora só tocando campainhas tentando descobrir pra quem implorar perdão, além de mais várias horas me sentindo megaidiota, infeliz e culpada, além de definitivamente mais pobre, porque o seguro teve de ser acionado, eu arrebentei o parachoque meu e do senhorzinho.

Não que eu tenha esquecido que esse blog é primordialmente sobre livros, mas veja bem: a gente lê pra ser levado praquele mundo que alguém definiu, né? seja uma batida de carro, um dia ruim, uma tarde de chuva ou sol no parque, é isso que o livro te dá. Se ele não conseguiu...
(olha a foto mais uma vez).

terça-feira, 4 de março de 2014

Livro de primeiro amor



Essa fui eu, suspiros e tudo, depois de ler o livro da Rainbow Rowell:
Eleanor e Park (resenha oficial aqui no link)
Depois disso, eu li os outros também, aliás, Fangirl, e Attachments, que é lindo lindo lindo.) Mas Eleanor e Park é o que já está nas livrarias, eu vi ontem, então vou começar por ele. Fique claro que, infelizmente, não estou ganhando nada por divulgar essa moça, mas se você ler, gostar e quiser me contar, já fico feliz em dividir a alegria.
Os dois são adolescentes e se conhecem no ônibus escolar. Park é filho de coreanos, Eleanor é uma ruiva com problemas de família. Eles vão se aproximando quase sem querer, e descobrindo que gostar é isso aí mesmo, quase sem querer, e vai além do que achavam. Ela começa a achar o cabelo na cara dele lindo, ele começa a ver as cores berrantes das roupas dela como excêntricas, os dois começam a dividir música, e quadrinhos, e opiniões, e família, e...
vai lá ler, por favor?


segunda-feira, 3 de março de 2014

suspiros

E aí que depois de tentar ir à Meat choppers e bater com a cara na porta, sendo segunda-feira de Carnaval, e ir até o Mestiço e ser muito bem atendidos e comer o prato por quem eu venderia a família, (no caso de você querer comprar a minha, é o Krathong thong seguido de Asia) fomos até a Livraria Cultura, originalmente tentar achar a 1a. temporada de House of Cards, já que eu sou a única mortal que não tem netflix.
(E a única que consegue escrever um parágrafo de setenta mil palavras também, claramente).
aimeudeus. Começa que eu realmente não tenho espaço na estante. A estante de parede a parede que acabou de ser instalada. Então eu entro na livraria me sentindo uma heroína (música do Carruagens de fogo, por favor), olhando com condescendência pras almas que estão saindo com pilhas de títulos.
Corta pra próxima cena, eu soluçando abraçada a oito livros, mais três revistas, duas coletâneas e um dvd. Como, como lidar???

Livros que eu agarrei e estão impregnados com lágrimas, suor e saliva:
- uma edição linda, linda, capa dura, páginas douradas, do Conde de Montecristo, do Alexandre Dumas. A mais difícil de deixar pra trás, porque custava só 79 dinheiros e vamos combinar, eu vou TER de voltar e pegar. Amo esse livro, é um clássico, e minha edição é velha e feia. Olha que coisa mais linda!!!
- uma coleção com todos os livros da Jane Austen, ilustrada, capa dura, all the works. 150 dinheiros. linda. Valia ter uma casa só dela. Todo mundo tem de ter a coleção inteira, né? uma que nem essa aqui, linda?
- um livro chamado Procurando Mônica, de um senhor chamado José Trajano, que fará o lançamento dia 12/03 na livraria. Parecia tão bonitinho!
- os livros do V.S. Naipaul, o escritor de Trinidad com pais indianos e que é um dos maiores britânicos hoje em dia. Peguei uns três na mão, aí pensei em começar pelo primeiro, aí desisti.
- o Corações sujos, do Fernando Morais, porque o meu sumiu, emprestado pra alguém.
- o Cuckoo's calling, que a JK Rowling escreveu sob pseudônimo. Só tinha capa dura, portanto mais caro que eu queria pagar, mas a tentação...
- os da Tahereh Mafi, que eu só tenho no kindle e vou precisar ter em papel, desculpe.

Bom, se alguém de bom coração quiser me dar algum desses, estou bem disposta a aceitar sem perguntas. Eu saí da livraria sem nenhum livrinho, nenhuma sacolinha, e de olhos secos.


domingo, 2 de março de 2014

enquanto isso no sofá da sala...



Passando Dirty Dancing na tv - tem melhor domingo de meio de feriado que isso???
Atire a primeira pedra quem não ensaiou a dancinha do Patrick Swayze (Baby não fica no canto!) quando era adolescente...

sábado, 1 de março de 2014

presente

no dia lá do desafio original, eu falei do site Post secret, que eu sigo há anos. Pois olha só o que eu ganhei de aniversário:



Não é muito muito muito legal? tô tão feliz!