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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Musing Mondays, (In) sensatas segundas

Musing Mondays asks you to muse about one of the following each week… • Describe one of your reading habits. • Tell us what book(s) you recently bought for yourself or someone else, and why you chose that/those book(s). • Tell us what you’re reading right now — what you think of it, so far; why you chose it; what you are (or, aren’t) enjoying it. • Do you have a bookish rant? Something about books or reading (or the industry) that gets your ire up? Share it with us! • Instead of the above questions, maybe you just want to ramble on about something else pertaining to books — let’s hear it, then! (do blog Should be Reading, lá da minha lista de blogs)

 Resolvi rebatizar o Musing Mondays pela aliteração Sensatas Segundas. Aí, ponderei, vocês vão concordar que com razão, que baseada nas últimas segundas, não dava pra garantir muita sensatez, e acrescentei o prefixo para garantir a credibilidade...

Semana passada falei de duas coisas, da série dos Instrumentos mortais, da Cassandra Clare, que eu havia começado, e do fato de que ia fazer um curso na área editorial. Foi interessante porque eu me via, lendo os livros e pensando mais do que nunca em tudo que os havia feito virar o que eu tinha nas mãos. Então hoje vou escrever um pouco sobre algumas das coisas que foram mencionadas:

Li a coleção no kindle, em inglês, o que aliás me custou 30 dólares pelos seis livros - mais ou menos 80 reais.  Dói um pouco o coração, nénão?, considerando que a média cobrada por cada volume aqui está em 35 reais. (Bom, verdade seja dita, estou comparando o e-book americano com o livro físico em português, então talvez a diferença seja menor). De qualquer modo, a pessoa que deu o curso é dona de uma editora e trabalha com isso há anos: ela alegou que na verdade o valor dos livros caiu em 40% nos últimos anos, e se estamos achando caro, é realmente porque a gente tá com pouco dinheiro. Mesmo. Ela também disse que as editoras acabam com 45% do valor do livro, e como ele é consignado para as livrarias, há dificuldade em saber quando, ou até mesmo se, virá retorno financeiro da obra.
Eu só conseguia pensar que nesse caso é quase miraculoso o fato de que há livrarias cheias e de que ainda compramos livros que não são best-sellers  - outra coisa que ela mencionou: as livrarias tem de escolher os volumes para expor e para consignar, por conta do espaço físico. Aí, dos livros que alguém gostou muito, acabam indo dois ou três para cada unidade. Isso não vira nem uma pilhinha, então vai direto pra estante. Nunca pensei em como isso nos influenciava - e agora faço mais questão do que nunca de ir fuçar na estante!
Mais uma coisa: qualquer livro, qualquer livro mesmo, segundo ela, sairá com erros, os chamados 'pastéis'. Às vezes em algum lugar inconspícuo, como na ficha catalográfica, outras vezes bem no meio do texto.
Foram discutidas também as dificuldades da tradução, algo que hoje mesmo a minha nova amiga famosa (tradutora de um dos livros que já está na lista dos mais vendidos e uma fofa sem fim!) acabou me falando também: não é só a língua, mas o tom certo, que 'fala' com o leitor (às vezes você não sente que o texto deu uma engasgada? é um desses momentos nos quais a tradução pode ter ficado ligeiramente a desejar e de repente o personagem não 'soa' como ele mesmo).

A indústria dos livros precisa de nós, minha gente! (e pode contar com a minha alma a qualquer tempo).

5 comentários:

  1. Que bom que você colocou estas observações aqui Letícia! Na minha humilde opinião a tradução nunca consegue dar o tom original, por mais perfeita que seja, podemos comparar com a música Internacional por exemplo, às vezes a tradução deixa a música sem sentido. Sobre os preços dos livros, não acho que são carros, mas acho que falta qualidade. Eleanor & Park tinham um erro após outro, me senti lesada por ter pago por um livro cheio de erros, apesar de ter amado a história. Porém, leitor que é leitor, não desiste nunca, quem gosta de ler mesmo, compra, independente de preço.

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    1. Ah Maria ainda bem que você disse isso porque Eleanor & Park era outro livro que eu li em inglês e adoraria ter dado para amigos em português (como fiz com A vida do livreiro AJ Fikry) e sabendo que ainda está com muitos erros, vou esperar a próxima edição, rs... Acho que a tradução pode sim chegar bem perto do tom - ou, em alguns casos, fazer melhor: fazer com que o tom original, que talvez não fizesse tanto sentido para um leitor de outra língua, seja condizente com o que se sente. Mas é um trabalho bem árduo e detalhista, que requer um prazo e um cuidado que hoje existe pouco na indústria... ainda bem que a gente é brasileiro e não desiste nunca mesmo :)

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  2. Que interessante. Foi legal o curso, então? E quem é essa tradutora, traduziu o quê, vc pode contar ou é sigiloso? A indústria dos livros pode contar comigo. Pelo menos a americana, a inglesa, a australiana... a brasileira não conta muito, não. A não ser que o autor seja brasileiro ou português. Ou, vá lá, de língua espanhola, que a tradução costuma ficar decente.

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    1. ahahaha, sem boicote! Vamos combinar que é bem fácil achar livros no original em inglês usando mal 'literally', 'your/you're' e coisas até piores, rs... Há traduções que ficam muito boas, lembra da Jumpha Lahiri, rs! (ok, é a única que eu me lembro assim de bate pronto, mas devem haver várias). O curso foi... útil. Você sabe, a praga de gente que trabalhou vinte anos em sala de aula é ser bem crítico quanto à entrega de professores. Mas a pessoa tinha conteúdo e era interessante, é o que valeu.
      Quanto à tradução: é a Amanda Moura, e o livro é o Se eu ficar, do Gayle Forman. Não mencionei porque começo a lê-lo hoje e aí já fazia os dois,rs!

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  3. Não conheço... a tradução do Longbourn parecia decente... era Companhia das Letras, né? Pena que eu achei o livro chato e parei de ler na página 85, rs...

    Outro dia eu li A Rosa da Meia-Noite, da Lucinda Riley. Adorei a história, mas a tradução estava tão ruim, mas tão ruim, que eu tive a paciência de entrar em contato com a editora para reclamar. Aliás, não era só a tradução, tinha uns erros beeem toscos de português que demonstravam falta de revisão, sabe? Aí eles me responderam 2 dias depois, pedindo desculpas e falando que vão revisar antes da próxima reimpressão. E me mandaram de graça o novo livro dela, As Sete Irmãs. Gostei da atitude deles (principalmente do livro grátis, rs...), espero que realmente revisem o livro. A editora é a Novo Conceito.

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