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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Resenha (?) da série dos Instrumentos mortais, Cassandra Clare


Estou presumindo que todo mundo sabe o básico da história: Clarissa Fray, ou Clarissa Fairchild, ou Clary, descobre que na verdade tem sangue de Shadowhunter, ou caçadora de sombras/demônios, no dia que sua mãe desaparece, supostamente sequestrada pelo pai verdadeiro dela, que é um rebelde demônio que quer todo o poder e supremacia para ele. (Eu sou MUITO ruim em resumir histórias, porque acho que a beleza delas está na narrativa e não no enredo. Podia ser uma história sobre gatos. Ou horizontes.)

City of bones, Cidade dos ossos:
Eu estava meio influenciada por causa do filme, e realmente achei o livro muito melhor que o filme. Como sempre. Nas sutilezas, como o relacionamento de Lucian e Jocelyn, no orgulho do Jace pela Clary, e no próprio senso de humor impecável dele. Nos personagens que haviam sido só pincelados no filme, como a Izzy (que a gente aprende a amar como alguém inteiro no decorrer da série) e até o Simon.
Problema: (recorrente, por sinal) Valentine, o tal demônio que causou todo esse quiproquó, diz pro Jace e pra Clary que eles são irmãos. Vamos falar sério, minha gente. Não é possível que eu tenha sido a única cuja reação foi:



City of ashes, Cidade das cinzas:
"I don't want to be a man", said Jace. "I want to be an angstridden teenager who can't confront his inner demons and takes it out verbally on other people instead."
Ele na verdade às vezes faz isso. E a gente gosta.
"Traded him for Alec", Clary said.
Isabelle looked mildly alarmed. "not permanently?"
"No" said Jace. "Just for a few hours. Unless I don't come back. In which case, maybe he does get to keep Alec. Think of it as a lease with an option to buy."
Eu adoro o senso de humor da dona Clare. O uso do advérbio (mildly alarmed) e a situação toda fica muito mais interessante.
Só que fora isso, aqui fica mais do mesmo. Assassinatos acontecem, obviamente é tuuuudo culpa do Valentine, que continua torturando o Jace e a Clary e usando o amor (fraternal, faça-me rir) deles para torturá-los. Clary no final salva o dia, Jace é reaceito no seio familiar, Simon decide que afinal é melhor eles serem o que sempre foram, amigos, e o livro termina no chamado cliffhanger, ou seja, com a Madeline, uma personagem secundária (que nem o Xaveco da Turma da Mônica) dizendo que sabe como despertar a mãe da Clary. Aiiiinda bem que eu tinha comprado vários volumes, porque esse fim foi bem....


City of glass, Cidade de vidro
"Desde que eu te conheci, tudo que eu fiz foi em parte por sua causa. Não posso me desconectar de você, Clary - meu coração, meu sangue, minha mente ou outra parte de mim. E não quero."

Dá pra perceber que finalmente, finalmente, a gente consegue um final feliz aqui? quase perdendo as esperanças, a pessoa estava.
Ai, tá, montes de coisas acontecem. Em sua maioria, clichês, devo dizer. Os personagens, rasiiinhos, tão tudo maluquinho, ô dó. A gente não entende quem tá bravo, quem tá triste, quem tá confuso, a Clary soa meio bipolar, o Jace (que já tá mesmo meio esquizofrênico, sem saber se é anjo, demônio, primo, irmão, filho do carteiro) soa esquisito, o Simon menos gostável, até a Isabelle tem um surto quando perde alguém da família que eu não posso nem dizer quem porque vai que alguém não sabe que eu não ligo pra spoiler e fica ofendido se eu conto.
Mas vamos conversar, o que a gente quer mesmo finalmente acontece: Jace e Clary se amam, o mundo voltou a ser bonito e as nuvenzinhas fofas. E, obviamente, o que todo mundo sabia, né Cassandra Clare, fala sério, é descoberto.

City of Fallen Angels, Cidade dos Anjos caídos
Eu tinha umas dúvidas sobre o que ia acontecer nesse livro, e uma esperança de que fosse focado no grande amor que esperou três volumes. Mas nãaaao. Adivinha: alguém está matando Shadowhunters, as pessoas voltam a ter dúvidas, e aí todo mundo fica mega mal humorado e deixa de viver. De verdade, parecia uma reprise mal feita do livro anterior. Não gostei.
Aí eu tô aqui pensando numa imagem pra traduzir meus sentimentos e achei isso aqui no goodreads, olha que fenomenal: (da pennenickel)


City of lost souls, Cidade das almas perdidas
Aí aqui o negócio ficou feio. Sabe aquelas novelas mexicanas? O irmão que morreu, morreu mortinho, todo mundo viu morto, aparece vivo, transformado, e além de tudo incorporando espíritos? Pois é. Acontece nesse livro. Não tô brincando. Era mais digno ter terminado a série no terceiro volume, né? O Jace é seduzido por um demônio, que aparentemente era controlado pelo irmão que nãoooo, não morreu, o Sebastian.
Mal tenho o que dizer. Estou me controlando pra não comparar com outras escritoras, porque é sempre injusto. Então, comparando com ela mesma... achei um fracasso.


City of Heavenly fire, Cidade do fogo angelical
Bom, eu gostei um pouco mais desse volume. (E é preciso dizer que eu sou uma vencedora por ter insistido, hein!) Se não por mais nada, pelo fato de que a série estava caminhando pro seu final, e isso realmente me animou...o que eu não gostei: do súbito 'arrependimento' do Sebastian. Ah vá! você literalmente ressuscita para atormentar os outros, os outros sendo sua própria família, e no último minuto da sua vida nasce uma consciência limpa e linda? resistir aos clichês é importante, dona Clare. (a propósito, resistir ao ego em nomear a personagem principal com o som parecido ao seu também, rs). Assim como a questão Simon. Poxa, acho que se os leitores PRECISASSEM de finais absolutamente felizes, talvez não ter matado tanta criancinha nos últimos volumes teria sido mais legal. Mas o resto foi ok, teve batalha suficiente pra ser interessante, o romance foi bonitinho. E, o mais importante... acabou!


Mas devo confessar: pra mim deu. No more Cassandra Clare.


Um comentário:

  1. Mas ri muito lendo sua resenha! Se eu tinha dúvidas em ler o livro, agora tenho certeza de que não lerei. Fiquei cansada da estória só de ler seus relatos...rsss.

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