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terça-feira, 30 de setembro de 2014

teaser Tuesdays, temperinho da terça - Pride and prejudice (Orgulho e preconceito), Jane Austen

"Mr. Bennet, ... You take delight in vexing me. You  have no compassion for my poor nerves."
"You mistake me, my dear. I have a high respect for your nerves. They are my old friends. I have heard you mention them with consideration these last twenty years at least."

"Mr. Bennet, ... você gosta de me deixar sem ação. Você não tem compaixão por meus pobres nervos."
"Você se engana, minha querida. Tenho grande respeito por seus nervos. São meus velhos amigos. Tenho ouvido você mencioná-los com apreço pelo menos nos últimos vinte anos."

Mr. Bennet é sem dúvida um dos meus personagens favoritos. (Eu não sou a única, tenho certeza).

A propósito, pra quem gosta de Jane Austen, esse blog é um deleite: Jane Austen Brasil.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Musing Mondays, (in) sensatas segundas

Resolvi rebatizar o Musing Mondays pela aliteração Sensatas Segundas. Aí, ponderei, vocês vão concordar que com razão, que baseada nas últimas segundas, não dava pra garantir muita sensatez, e acrescentei o prefixo para garantir a credibilidade... Ele vem, originalmente, do blog Should be reading, e pode ser sobre qualquer coisa relacionada a livros...

Vou falar de uma vantagem absurda que vejo na leitura digital: os livros gratuitos, ou freebies :)
De verdade, se você pensar bem, se você gosta, vai acabar indo atrás da autora/do autor/de similares, e se você não gosta, seu ódio é bem menor quando nada foi gasto além de tempo (que aliás é o maior investimento que se faz na vida).
E hoje achamos muitos freebies: eu sigo algumas páginas no facebook ou me inscrevo pra receber por e-mail, no Freebooksy, OHFB, Aesta's book blog e Smashwords, por exemplo, além do Story Cartel, que te dá livros em troca de sua resenha. Em português, não conheço muitos, mas principalmente para clássicos, as opções são grandes. Aqui, por exemplo, dá pra ler vários. (esse link está pro Orgulho e preconceito). Na maioria das vezes, você só se cadastra (e-mail e senha), e se inscreve para receber os lançamentos do dia se quer.
O Kindle me dá o Kindle first, opção de ler em primeira mão um de quatro livros que será lançado no mês, e mais a Lending Owner's Library, com vários títulos que a gente pode pegar emprestado por até um mês.
Se tem coisa mais legal que comprar livros, é comprar livros sem gastar dinheiro...




quarta-feira, 24 de setembro de 2014

QQQ Quartas, WWW Wednesdays - O que estou lendo

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, seria um Q Quartas, três perguntas com Q:


Que você está lendo? Pride and Prejudice, só por enquanto.



Que terminou de ler?
Terminei Razão e sensibilidade, da Jane Austen. Resolvi que valia a pena escrever um post sobre os clássicos separadamente, então publiquei sexta, está aqui. Me diverti horrores, aliás.

Terminei um Kindle first, Playing it safe, Barbie Bohrman, que era mais ou menos. Uma planejadora de eventos que se apaixona por um moço bem fácil de se apaixonar, vamos combinar, daqueles ricos, lindos, inteligentes, que você desconfia que devem ter algum problema crônico. 

Terminei O silêncio entre dois suspiros, do Ayad Akhtar, aparentemente o primeiro romance desse indiano que normalmente trabalha com dramaturgia. Hayat é um jovem que vive com a mãe e o pai, e o livro conta a história dele buscando a religião muçulmana, confuso entre todos os modelos que vê (na verdade ele não se acha confuso; isso é o triste. Ele é um adolescente bem egoísta e mimado que está fazendo de tudo para viver o mundo do modo que acha certo, e acaba causando dor a outras pessoas e a si mesmo por isso). Eu achei os personagens emocionalmente da mesma idade que ele, embora fossem quase todos adultos, e isso me incomoda bastante. A mãe ficou o livro todo alternadamente reclamando do pai para ele e tentando manipular a vida da amiga como casamenteira. O pai, alternadamente vivendo com as amantes e bebendo demais se revoltando com a hipocrisia 'dos outros'. A amiga parece ter sido colocada no livro para ser o ponto focal dessa coisa toda, porque raramente ela demonstra ter espinha dorsal. (Eu vou escrevendo e é aí que realmente percebo como gostei ou não do livro...) O filho dela, meu Deus, é um comercial pro controle de natalidade. Eu fiquei um bom tempo achando que ele ia ter a personalidade explorada de algum outro modo que não fossem os ataques de grito infantis, mas não aconteceu, a não ser quando ele na verdade dava uma de muito bom moço, o que o fazia por outro lado parecer um psicopata ao meus olhos de leitora. Ou seja, gente, um romance indiano que eu não gostei. Alguém no goodreads cometeu o pecado mortal de compará-lo ao Xará da Jumpha Lahiri e eu quase fui lá cutucar a pessoa. Jumpha Lahiri é amor. Esse moço, nananinanão.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Musing Mondays, (In) sensatas segundas

Resolvi rebatizar o Musing Mondays pela aliteração Sensatas Segundas. Aí, ponderei, vocês vão concordar que com razão, que baseada nas últimas segundas, não dava pra garantir muita sensatez, e acrescentei o prefixo para garantir a credibilidade... Ele vem, originalmente, do blog Should be reading, e pode ser sobre qualquer coisa relacionada a livros...

Hoje vou falar da minha lista de desejos, inspirada pelo Edson, que colocou um post sobre coisas legais para booklovers no meu facebook:

 1. Eu levo livros pra manicure, e quando ela usa aquele algodãozinho, o kindle trava e o livro fica babado. Olha que legal esse treco:

 Every geeky book lover needs one of these gadgets. Why have I never seen one of these before?! 

2. Pijamas, o que dizer? E pijamas literários? Aliás já pensei que além desses aí, podia haver uns com citações, hein, hein?

 Read to Me. I adore these PJs. The nightly snuggle and book are an essential part of our bedtime routine. 

3. Não sei nem o nome desse negócio, (em inglês é embosser, mas em português deus sabe) mas olha o charme profundo do relevo:
Didn't know these existed and was TOTALLY surprised to receive one at Christmas! Perfect gift for any book lover who is trying to build a beautiful library. It adds the perfect touch of ownership and elegance. :-) 
4. Queria MUITO

Bookworm iPhone Case @ http://society6.com/product/Bookworm-n4S_iPhone-Case 
5. Fala SÉRIO
Darling luggage tags from Penguin for the book lover 
6. Preciso saber onde encontrar esse jogo. E aí preciso de férias de 90 dias.Book-opoly Board Game © Late for the Sky Production Company. "Book-opoly allows players a glimpse inside the many worlds of classic literature. A traditional property trading game... Interesting facts about the books and the authors are printed on the back of each property deed... Collect Bookstores and trade them in for Libraries. You may soon be elected President of the Book Club…or you may be tossed out of the game for three turns and sent to WATCH TV!"


7. olha que lindo!!
Read Necklace Pendant Dictionary Definition Antique - Book Lover Bookworm Librarian Teacher 1"x1"  Wood Tile (ball chain sold separately)
8. Eu coleciono lápis!!!

Penguin Pencils, i read so much penguin in lycee, so much literature exams about these books.
9. Olha que tudo!
Hemmingway First Draft Ceramic Travel Mug
10. Amo pulseiras que fazem barulho rsrs


















Stack of Books book locket the book lovers by TheMeltonPot
ficaadica gente! 26 de fevereiro viu! (ou Natal, ou dia dos professores, ou dia de Santa Bárbara... sei lá, o que você achar que deve comemorar eu tô dentro)

sábado, 20 de setembro de 2014

Blogagem coletiva - 7 musicas para karaoke

aimeudeus. Isso foi absurdo de difícil. Eu, ser humano bem arrogante, achei que não seria, porque não sou dessas que não sabe fazer nada sem música. Adoro dirigir ouvindo música, mas leio em silêncio, fico em casa numa boa sem música, só recentemente descobri o Spotify (que é puro amor), então não imaginei o que seria fazer essa lista.
Tudo começou quando me inscrevi no Rotaroots, que tem uma proposta megalegal de promover a velha e boa blogosfera e seus associados. Há uma questão de blogagem coletiva e um post sugerido foi 7 músicas para karaoke (ou para cantar no chuveiro, no caso dos sem tom que nem eu).
Mas eu tenho um transtorno obsessivo que precisa de ordem, e fiquei pensando em mil coisas. Preciso saber letras? tem de ser música que eu cante espontaneamente ou posso pesquisar? podem ser as músicas da última vez que fui ao karaoke, há mil anos? tipo, a louca MESMO. Terminei com um rascunho de vinte músicas, nem tenho vergonha de admitir. Tá bom, 24. Imagina o sofrimento pra chegar nessas 7 aí embaixo.
Então, faz favor, aprecie sem moderação, e se possível cante a plenos pulmões:

1. Katrina and the Waves, Walking on Sunshine, pra começar o dia muito feliz:


2. Na mesma linha, James Brown, I feel good:


3. Aí você tá se sentindo um pouco mais bêbada e rock and roll, e vai de Joan Jett, sempre uma diva:


4. Como eu adorava essa música :) Blind melon, No rain:


5. Não importa onde eu esteja, se ouvir esta música, sou capaz de começar a cantar! Marvin Gaye e Tammi Terrell, Ain't no mountain high enough:



6. Ah, o Tom Cruise de vinte e cinco anos atrás...  Berlin, Take my breath away



7. E a pièce de resistance, a melhor de todas, Bonnie Tyler, a que todos sabem de cor na minha geração....


E eu sei que são sete, mas vou fazer uma menção especial a uma que acho que é rainha de karaoke, bem merecidamente: (eu me contive MUITO pra não colocar nada de Elvis ou Pearl Jam, que são meus outros queridinhos, mas não deu pra evitar isso aqui...)



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Clássico do momento - Timely classic - Jane Austen

Razão e sensibilidade foi o primeiro  livro publicado da Jane Austen, em 1811, com um pseudônimo genérico ("A lady"). Não houve uma razão especial para eu tê-lo escolhido como primeiro clássico relido, a não ser o fato de que eu tinha uma cópia em brochura fácil de carregar (a edição que eu selecionei no Goodreads).

Vamos começar com um grande resumo: (Aliás, achei esse site fofíssimo, em português, aqui)

 
 Aí começamos com um exemplo da personalidade da Elinor, cheia da razão explicitada no título, nesse diálogo no qual alguém diz que a irmã dela está comprometida com outra pessoa:

 "You were certain that she wore his picture round her neck. It turned out to be only the miniature of our great uncle."
"But indeed it is another thing. He has got a lock of her hair!"
"Take care, Margaret. It may be only the hair of some great uncle of his."

"Você tinha certeza que ela estava usando a foto dele num relicário no pescoço. No final era uma foto de nosso tio-avô."
"Mas de fato isso é outra coisa. Ele tem um cacho do cabelo dela!"
"Cuidado, Margaret. Pode ser somente o cabelo de algum tio-avô dele."

Marianne é, por outro lado, a emoção da dupla, sem dúvida. Assim como a mãe, ela acredita no mais radical de tudo, e diz coisas como: Quanto mais eu conheço do mundo mais convencida estou que jamais verei um homem que possa realmente amar. (afinal, do alto de seus 17 anos, com toda a experiência que andar pelos campos lhe traz, é uma reflexão realmente profunda).

 

Enquanto isso, a sociedade vive de buscar parcerias e casamentos, e a narração da Jane Austen é um deleite:

"Conversation ... Middleton had taken the wise precaution of bringing with her their eldest child, a fine little boy of about six yo, by which means there was one subject always to be recurred to by the ladies in case of extremity, for they had to inquire his name and age, admire his beauty, and ask him questions which his mother answered for him while he hung about her and held down his head to the great surprise of his ladyship, who wondered at him being so shy before company as hecould make enough noise at home. On every formal visit a child ought to be of the party, by way of provision for discourse."

" Conversar... Lady Middleton tinha tomado a sábia precaução de trazer consigo seu filho mais velho, um simpático garoto de aproximadamente seis anos de idade, o que significava que sempre havia um assunto a recorrer em caso de necessidade, já que poderia se perguntar seu nome e idade, admirar sua beleza, e fazer-lhe perguntas que sua mãe respondia por ele enquanto ele permanecia a seu lado cabisbaixo para grande surpresa da mãe, que se surpreendia por sua timidez perante os outros já que ele era bastante barulhento em casa. Em todas as visitas formais uma criança deveria ser trazida, a fim de prover razão para conversar."

E essas visitas sociais, que acontecem o tempo todo todo o tempo (sério, ninguém nunca faz mais nada. É um tal de dinner party, dance party, refeições diversas na casa uns dos outros... as únicas pessoas que trabalham são os mensageiros, para levar os convites, porque nem as cozinheiras aparecem na narrativa...) - essas visitas tem o propósito de estabelecer relações que se tornem duradouras e virem enlaces matrimoniais - provavelmente para que no futuro aconteçam mais jantares, ... enfim. Então, eles trocam aneis com cachos do cabelo, e isso é megasério. Não, não tô brincando. Marianne inclusive alega que em sete dias a gente pode conhecer melhor as pessoas que em sete anos, quando se diz comprometida com Willoughby (embora esse enlace não esteja explícito para a família).

(Eu acabei de te conhecer e isso parece maluco, mas tempo não determina intimidade, então aqui está um cacho do meu cabelo).



Call Me Maybe meets Sense and Sensibility.
Aparentemente isso não era muito verdade, contudo: Willoughby um dia anuncia que está saindo da cidade sem previsão de voltar, e diz isso meio misteriosamente, partindo assim o coração da pobre Marianne, e algum tempo depois, quando ele reaparece e ela tenta contatá-lo, recebe uma carta fria tipo tapa na cara não sei quem é você negando tudo e ela fica sabendo que ele ia se casar com uma moça. Tadinha. (Tudo isso de forma bem mais rebuscada e bem contada, mas é pra você ler o livro, né não?)

Enquanto a Marianne está vivendo esse drama todo, (e a propósito, ignorando completamente outro personagem que já vou contar quem é e ela insinuou que devia estar de pantufas e casaco esperando a morte em casa e ela jamais se interessaria por ele) a Elinor vive uma paixão recolhida pelo Edward Ferrars. Ele é o fofo quieto. (num dos filmes, é o Hugh Grant). Numa relação repleta de subentendidos, como deve ser em 1811, suponho eu, ele é sutil, porém constante, e Elinor se dá sempre muito bem com ele. A gente, a essas alturas, já é...


 The reasonable "Team Edward" :) - Sense and Sensibility
 Qual não é nossa decepção, portanto, quando vem a notícia de que Edward está secretamente comprometido, há anos, com uma moça (a versão de piriguete mais apurada que eu já vi num clássico, eita mocinha desagradável, grudentinha e fingida) chamada Lucy Steele, e só não tornou isso público porque caso o faça, a mãe o deserdará e ele não tem onde cair morto. No final, a piriguete acaba ganhando, porque alguém traz isso a baila, a mãe o deserda, ele mantém o compromisso assumido, afinal é um homem honrado, Colonel Brandon (já chego lá) oferece um lugar pra ele ficar... afe...

Seguem vários capítulos infelizes. Elinor tenta viver bem escondendo um pouco sua infelicidade, cultivando a amizade com o Colonel Brandon, (ah, chegamos nele: digno, íntegro, sofre em silêncio, o herói perfeito que isso aqui tava faltando, e rico, claro, ele tem uma paixão recolhida pela Marianne, que reprime porque ela tem a obsessão declarada pelo Willoughby e ninguém sabe se passou.) Marianne sai andando pelos campos (ela faz isso bastante, pra falar a verdade), mas dessa vez na chuva, e como é 1811, ela fica muito doente e à beira da morte. Isso faz com que Willoughby saia do buraco onde havia se enfiado. Veja só que homens casados podem ser fdp em qualquer época ou contexto; ele vai até a casa das irmãs, todo desesperado, e confessa para a Elinor que amava Marianne e foi egoísta em nome do dinheiro que herdaria ao ficar com a pessoa com quem se casou.

 "You are very wrong, Mr Willoughby, very blameable. You ought not to speak in this way either of Mrs Willoughby or my sister. You have made your own choice. It was not forced on you. Your wife has a claim to your politeness, to your respect, at least. She must be attached to you or she would not have married you. To treat her with unkindness, to speak of her slightingly is no atonement to Marianne,  ... it a relief to your own conscience."
mais ou  menos:
"Você está muito enganado, Sr. Willoughby. Você não deve falar assim da Sra. Willoughby ou de minha irmã. Você fez sua própria escolha. Ela não foi feita por outros. Sua esposa tem direito sobre sua polidez, seu respeito, no mínimo. Ela deve se sentir ligada ao senhor, ou não teria se casado. Tratá-la sem bondade, falar dela dessa maneira não é de modo nenhum reparador à Marianne, ... é um alívio à sua própria consciência."


Não é ótimo? Assisti essa semana uma aula, em ambiente corporativo, sobre protagonismo (1/3 é do meio, 1/3 é do outro, e sua obrigação é garantir que o seu 1/3 esteja sendo cumprido de verdade). Aparentemente Protagonismo foi primeiro cunhado pela Jane Austen, né :P Ele não tem mais nada o que fazer a não ser voltar pra caverna de onde saiu, e viver o que pode.

Marianne começa a se interessar pelo Colonel Brandon depois de saber de tudo isso, já que finalmente ficou com o coração livre, e do alto dos seus 19 anos agora, aceitará que o amor vem de várias formas. Elinor, por outro lado, antes de ser feliz vai passar um perrengue (leia com a linguagem do século retrasado). Um mensageiro diz que encontrou Lucy (a piriguete) na cidade, e ELA SE CASOU, mandou lembranças, etc. Ou seja, Edward está perdido para Elinor. Marianne até desmaia. (Sim, desmaia.)
No dia seguinte, elas recebem uma visita. Ninguém mais, ninguém menos que... Edward. Elinor respira fundo:

I will be calm! I will be mistress of myself! (Eu vou ficar calma! Eu serei dona de mim!)

Vão todos para a sala fazer social com o moço. Maior suspense, e Jane Austen usa a frase:

When Elinor had ceased to rejoice in the dryness of the season, a very awful pause took place.  
Quando Elinor tinha parado de falar com muita alegria sobre a seca da estação, uma pausa desagradável se seguiu.

Não é hilário? Tem de amar essa mulher.

Aí alguém toma coragem (acho que foi a mãe da Elinor) e pergunta sobre Mrs. Ferrars. Edward diz que vai bem. blah blah blah, ele revela que a piriguete se casou COM O IRMÃO DELE!!!


(Edward está solteiro e eu não posso ficar calma)

Aí tudo é festa, né? finalmente. Existe um pouco de obstáculo com a mãe do Edward:

Her family had of late been exceedingly fluctuating.For many years she had had two sons;but the crime of Edward a few weeks ago had robbed her of one; the similar anhiliation of Robert had left her for a fortnight without any;and now,by the ressuscitation of Edward, she had one again.

Sua família havia ultimamente estado excessivamente inconstante. Por muitos anos ela tinha tido dois filhos; mas o crime de Edward algumas semanas atrás a tinha roubado de um; a aniquilação de Robert a havia deixado por uma quinzena sem nenhum; e agora, com a ressuscitação de Edward, ela tinha um de volta.

Mas depois de todos os desenganos, tava na hora da coisa desencantar, e as duas irmãs finalmente viverão perto, com seus respectivos amados que as mereceram.

Meu resumo??? Peraí:


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

tag literária - time feminino

Seleção literária (autoras)

1. Goleiro -Lygia Fagundes Telles
Uma autora que é seu porto-seguro, para onde você sabe que pode correr quando nada mais te anima a ler. Aquela que sempre te defende das leituras ruins.

2. Zagueiro - Lionel Shriver
Uma autora forte, intensa, que mexeu muito com você.

3. Lateral direito - Rosa Montero
Uma autora a quem você resistiu e de quem duvidou que fosse gostar, mas aprovou no final.

4. Lateral esquerdo - Virginia Woolf
Uma autora que você nunca leu e que tem fama de ser ‘osso duro de roer’.

5. Volante - Cecília Meireles
Uma autora com excelente qualidade técnica, que coloca cada palavra milimetricamente no lugar.

6. Ala direito - Clarice Lispector
Uma autora que arranca com tudo e tem um ritmo insano de narrativa.

7. Ala esquerdo -  Karen Harrington
Uma autora cheia de drible, que te enganou direitinho com as reviravoltas da história.

8. Meia-armador -Katherine Mansfield
Uma autora que é a craque do time, a camisa 10, que se destaca pela criatividade e pela habilidade.

9. Ponta direita - Isabel Allende
Uma autora ousada, que te surpreendeu positivamente.

10. Ponta esquerda - Jumpha Lahiri
Uma autora confiável, que está sempre na sua lista de leituras favoritas.

11. Atacante - Sophie Kinsella
Sua autora queridinha, a artilheira da sua estante, aquela que você mais leu na vida.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

www Wednesdays, Q Quartas - o que estou lendo!

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, seria um Q Quartas, três perguntas com Q:


Que você está lendo?
Estou terminando Sense and sensibility (Razão e sensibilidade), da Jane Austen, meu clássico prometido. Há partes novelescas e rocambolescas, há partes de rir alto, há partes nas quais você fica fascinado simplesmente com a linguagem rebuscada e linda, há partes ligeiramente desnecessárias, há partes que são puro amor. Talvez seja tudo isso que forme os clássicos.


Que terminou de ler?
Li um freebie chamado Conklin's blueprints (cheque o Goodreads se você quer um romancezinho a la Harlequin bem fofo);
Li Fique onde está e então corra, do John Boyne. A história é sobre o Alfie, cujos pais são o Georgie e a Margie. Ele sonha em acompanhar o pai na carroça de leiteiro com o cavalo, Mr. Asquith, sua melhor amiga quer ser Primeira Ministra, embora as mulheres ainda nem tenham permissão de votar, e ele vive numa comunidade onde todos são amigos. A primeira Guerra Mundial estoura em Londres no dia em que ele completa cinco anos, o pai dele se alista e tudo muda. Anos mais tarde, ele engraxa sapatos escondido para ajudar a mãe a sustentar a casa e tenta descobrir o que aconteceu com o pai, que há tempos não escreve pra casa. Olha só o tamanho da fofura:

Bom, imagino que você logo terá dez anos. Meninos de nove anos geralmente fazem dez, em algum momento. São os de dezenove que tem dificuldade de fazer vinte.

Georgie e Margie eram muito velhos quando se casaram - disso Alfie sabia. Seu pai tinha quase 21 e sua mãe era apenas um ano mais nova. Alfie achava difícil imaginar como seria ter 21. Pensava que seria difícil escutar as coisas e que a vista ficaria um pouco enevoada. Ele achava que nessa idade a pessoa não conseguia se levantar da poltrona sem gemer e dizer coisas como "Bom, vocês vão me dar licença, porque já está na minha hora". Ele imaginava que as coisas mais importantes do mundo seriam uma xícara de chá quentinho, um par de pantufas confortáveis e um casaco macio.






Que você acha que lerá em seguida?
Estou com duas opções, um indiano e o Philomena (a história do filme).

terça-feira, 16 de setembro de 2014

teaser Tuesdays, temperinho da terça: Razão e sensibilidade, Jane Austen

Estou eu lendo Sense and sensibility. Elinor está discutindo com uma pessoa que tem certeza ABSOLUTA que a moça em questão (Marianne, sua irmã) está tendo um relacionamento amoroso semi secreto com um cavalheiro, e lindamente demonstra a razão que dá nome ao livro (mais o humor, mais a ironia, mais a inteligência. Elinor é aquela pessoa que você gostaria de ter por perto em muitas circunstâncias da sua vida, verdade seja dita).

"You were certain that she wore his picture round her neck. It turned out to be only the miniature of our great uncle."

"But indeed it is another thing. He has got a lock of her hair!"
"Take care, Margaret. It may be only the hair of some great uncle of his."

"Você tinha certeza que ela estava usando a foto dele num relicário no pescoço. No final era uma foto de nosso tio-avô."

"Mas de fato isso é outra coisa. Ele tem um cacho do cabelo dela!"
"Cuidado, Margaret. Pode ser somente o cabelo de algum tio-avô dele."

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

(In) sensatas Segundas, Musing Mondays

Eita! esse post tava fantasma!!! Vamos repostar...


Resolvi rebatizar o Musing Mondays pela aliteração Sensatas Segundas. Aí, ponderei, vocês vão concordar que com razão, que baseada nas últimas segundas, não dava pra garantir muita sensatez, e acrescentei o prefixo para garantir a credibilidade... Ele vem, originalmente, do blog Should be reading, e pode ser sobre qualquer coisa relacionada a livros...

Hoje vou falar de livros de criança... na verdade, da inveja que sinto das crianças porque elas hoje em dia leem muito mais que na minha geração se lia. Ou talvez na minha casa.
Não me entendam mal. Na minha casa havia Barsa, enciclopédia Conhecer, enciclopédia da família, coleções de livros que vinham em revistas, e mais tarde, gibis. Minha mãe disse que eu aprendi a ler andando atrás dela com gibis na mão.
Mas não me lembro de termos livros infantis em casa, tenho certeza que não tive nenhum livro quando era bebê ou até os cinco anos que fosse de criança, e o primeiro livro que me lembro de ter lido que era mais ou menos equivalente à minha faixa etária tinha sido na verdade comprado para alguma criança amiga da família (provavelmente prima de segundo grau), e era esse aqui, Lilica, a formiguinha lírica, comprado nas Edições Paulinas, acho, na Sé, com a minha mãe:



Quem se lembra do primeiro livro lido, criança, antes de ir pra escola?



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

tag literária - time masculino

Seleção literária (autores)

1. Goleiro - Luis Fernando Veríssimo
Um autor que é seu porto-seguro, para onde você sabe que pode correr quando nada mais te anima a ler. Aquele que sempre te defende das leituras ruins.

2. Zagueiro - Paul Auster
Um autor forte, intenso, que mexeu muito com você.

3. Lateral direito - Cormac McCarthy
Um autor a quem você resistiu e de quem duvidou que fosse gostar, mas aprovou no final.

4. Lateral esquerdo - Nelson Rodrigues
Um autor que você nunca leu e que tem fama de ser ‘osso duro de roer’.

5. Volante - José Saramago
Um autor com excelente qualidade técnica, que coloca cada palavra milimetricamente no lugar.

6. Ala direito - Jonathan Coe
Um autor que arranca com tudo e tem um ritmo insano de narrativa.

7. Ala esquerdo - Jo Nesbo
Um autor cheio de drible, que te enganou direitinho com as reviravoltas da história.

8. Meia-armador - Garcia Márquez
Um autor que é o craque do time, o camisa 10, que se destaca pela criatividade e pela habilidade.

9. Ponta direita -Italo Svevo
Um autor ousado, que te surpreendeu positivamente.

10. Ponta esquerda - Jorge Amado
Um autor confiável, que está sempre na sua lista de leituras favoritas.

11. Atacante - Roald Dahl
Seu autor queridinho, o artilheiro da sua estante, aquele que você mais leu na vida.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

www Wednesdays, QQQ Quartas

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, seria um Q Quartas, três perguntas com Q:


o Que você acabou de terminar de ler?

Li Eu, Christiane F., A vida apesar de tudo. Estava curiosa, parecia uma autobiografia interessante (ou senão uma autobiografia, algo similar o bastante, como o foi o original, que foi envolvente e bastante real, baseado nos diários dela). Me decepcionei um pouco. Não sei porquê. Digo, não é como se eu tivesse sido enganada pela sinopse. Mas achei tudo meio mais do mesmo, meio triste, meio raso. Há coisas que eu gostaria que tivessem sido mais exploradas, há coisas que eu dispenso, há coisas que eu acho que foram só incluídas pelo apelo do marketing. Ela é muito bonita, e ainda jovem, e doente, por dentro e por fora, física e mentalmente. Acho que isso é tudo que qualquer um de nós precisaria saber sobre o assunto.
Li Contos do nascer da terra, do Mia Couto. Gosto muito de Mia Couto, é alguém cujos livros eu já comprei muitas vezes para dar de presente porque sempre acho que será uma agradável surpresa para alguém. Tem também o fato de que eu gosto de pouca coisa de literatura em português, e menos ainda contemporânea, então pra mim é um achado. Essa é uma compilação de vários contos que foram publicados em outros meios.
Minha história favorita é A menina sem palavra, sobre uma menina que não falava até que o pai resolve contar uma história sobre o mar a ela e lá levá-la. É linda demais.
Outra coisa muito especial sobre Mia Couto é a 'poemização' das suas frases, que vira coisas como "Me dá um medo de me sozinhar por aís." Mas vá lá: nem tudo eu gosto. Não gosto das coisas que são muito a la Salvador Dali, surrealistas por demais, porque minha imaginação é muito gráfica e quando ele fala de homem criando raízes e cuja cabeça teve de ficar na lua, eu só consigo ficar triste pelo homem, ai meu deus, ele nunca mais pôde andar. 

o Que você está lendo atualmente? Acabei de começar Razão e sensibilidade, da Jane Austen, o meu clássico prometido, e No silêncio entre dois suspiros (vai que).

o Que você acha que lerá em seguida? No meu mundo ideal, o do Javier Cercas que eu comprei com a Tati há mais de um mês porque ela disse que era incrível e nem abri.



terça-feira, 9 de setembro de 2014

teaser Tuesdays, temperinho da terça: Mia Couto, Contos do nascer da terra

"Há nomes que eu acho que estão desencostados...
Por exemplo?
Caso do beija flor. É um nome que deveria ser consertado. A flor é que levaria o título de beija-pássaros."

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Musing Mondays, (In) sensatas segundas

Resolvi rebatizar o Musing Mondays pela aliteração Sensatas Segundas. Aí, ponderei, vocês vão concordar que com razão, que baseada nas últimas segundas, não dava pra garantir muita sensatez, e acrescentei o prefixo para garantir a credibilidade... Ele vem, originalmente, do blog Should be reading, e pode ser sobre qualquer coisa relacionada a livros...


Vou falar sobre revistas. Eu trabalhava como gerente de uma escola na qual comprávamos em torno de 15 revistas mensalmente para os alunos, e sempre achei isso o máximo. Comprava na sexta, lia no fim de semana, levava pra escola na segunda e ainda conseguia recomendar os artigos para as pessoas certas.
Isso quer dizer que eu lia pelo menos 15 revistas mensalmente. Antes disso, eu era daquelas assinantes, sempre adorei assinaturas, receber um pacotinho em casa. E depois/durante, descobri a maravilha dos pontos de cartão de crédito, que se transformam em coisas. Aí assinava revistas por três, seis ou doze meses.
Finalmente, comecei a ficar com um pouco de remorso, porque enquanto antes tinha acesso a reciclagem, hoje meu prédio não faz, e embora eu sempre doe revistas e gibis, fico achando que é muito dinheiro e papel gasto sem necessidade.
Só que não... adoro revistas, adoro ir a megastores e folhear várias, escolher algumas e tomar um café lendo, adoro trazer umas três pra casa e passar a tarde entre ler e olhar pela janela as árvores ao lado. Luto contra ainda, mas adoro.
Minhas favoritas foram mudando (já fui garota Capricho e Clarice, lembra dessa revistinha?), lia Nova há dez anos, hoje sou mais Claudia, se é que você me entende... meu demográfico definitivamente mudou... compro ainda a Minha casa, herança da reforma, que durou seis meses acontecendo e três anos sendo planejada. Gosto da Estilo. Gosto da Exame. Gosto da Super.
Anotou? meu aniversário é em fevereiro, #ficaadica. Quais as suas revistas?

sábado, 6 de setembro de 2014

6 on 6

6 on 6
Seis fotos sobre um tema todo dia 6 :) projeto que eu achei aqui, da Ludmila Almeida, do www.nosofah.com! adorei.

Como o de outubro aparentemente vai ser coisas boas da vida, o de setembro ficou fácil: chegada da Primavera :)

Esse arranjo é do Atelier em flor, e deixou  minha sala muito mais linda, né não? 

Parece montagem, mas não é: eu tirei essa foto de uma calçada em Palermo, na Argentina. 

Essa flor me disse bom dia, não alucinogenamente, na frente da casa da minha mãe, em Águas da Prata.



Enquanto isso, na varanda, a dona Sabiá chocava ovos.


Isso é o Jardim Botânico de São Paulo, ao lado do zoológico. Passeio lindo, delicioso, feito prum picnic, como eu mencionei no www.ellaintima.com.vc

Esse campo de girassois é no caminho de ônibus de Kosice, na Eslováquia, pra algum outro lugar, rs, onde fui ano passado, a trabalho.


Até mês que vem :)


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Ella Intima: dicas de livros e de café da manhã!

Esses dois posts foram publicados no http://www.ellaintima.com.vc, você já passou por lá? Tenho uma coluna chamada Coisas boas da vida, toda quarta-feira, não é legal?



Oi! Hoje vamos falar de café da manhã!!! Amo comer, e por sorte encontrei na vida alguém que divide essa alegria. Uma das coisas que nos deixa feliz é encontrar lugares gostosos para o brunch (a tal mistura de breakfast e lunch, com coisas de café da manhã e almoço, numa grande alegria). Essa é a lista dos nossos favoritos hoje:
1.      Le pain quotidien (http://www.lepainquotidien.com.br/ ): Existe uma filial no Itaim, pequena e muito bonita, mas que vive cheia de corredores ali do Ibirapuera nos fins de semana, o que faz o atendimento ficar um pouco mais lento. Existe outra no Shopping Vila Olímpia, bem grande e tranquila no horário do café, e existe mais uma na Vila Madalena, com dois pisos, na qual gostamos de ir cedinho no sábado e experimentar o MELHOR espresso da cidade. Devo neste momento dizer que sou superviciada em café. Temos uma máquina Nespresso, tomo pelo menos três por dia, gosto muito. Mas esse vem numa cumbuquinha e é absolutamente perfeito. Ajuda o fato de que o kit de café deles tem um suco na medida (nunca é ácido, é sempre na temperatura ideal), pães que são divinos... hmm... prometo que vocês não vão se arrepender.
2.      PJ Clarke’s: (http://www.pjclarkes.com.br/) No Itaim, um brunch bem típico americano, com waffles e panquecas com suas coberturas, bolos mil bem levinhos, ovos mexidos, diversos pães e croissants salgados. Ambiente lindo e confortável.
3.      Sofá café (http://www.sofacafe.com.br/) : Em Pinheiros, é um café mais simples e descolado, mas por menos de 15,00 por pessoa você toma um chocolate quase suíço com raspas de laranja, uma broa de fubá quentinha com manteiga aviação e tem a chance de levar um pão de mel que eu acho ser o melhor da cidade.
4.      Condimento (http://www.condimento.com.br/2013/) : sabe o que você imagina que seria a casa da Alice no País das Maravilhas, se ela estivesse morando ali na zona leste de São Paulo? É uma doçaria, na verdade, mas tão adorável que vale a visita no café da manhã (no almoço e no café da tarde também). Tem cheesecake de Nutella. Sem mais.
5.      Bella Paulista(http://www.bellapaulista.com.br/) : vou dizer que não é minha favorita, mas o fato de estar ali na Paulista, do ladinho absoluto do Conjunto Nacional (do outro lado da rua, mas enfim), a três passos do recém reaberto Belas Artes, faz com que seja bem aprazível a ideia de tomar um supercafé da manhã continental ali.
Boas gulodices, quer dizer, refeições :)



Oi! Semana passada eu falei da EL James e dos 50 tons de cinza e da Anastasia. Agora vamos colocar contexto (contexto é tudo né...) na situação: acho que a coisa mais interessante da trilogia da Erika é exatamente o momento (bem) aproveitado e o tom explícito que ela usa nos seus livros. De resto? Acho a Ana, com o perdão do trocadilho infantil com direito à mostrada de língua, uma chata. Parece que ela não teve experiências de vida nem grande riqueza de emoções, o que faz com que as descobertas com o Christian sejam muito legais, mas que também a gente sinta um pouquinho de vergonha alheia por ela ser tão rasinha. Dá pra ser aberta a experiências sem ter de ser uma página em branco, não?
Isso dito, a gente já discutiu o assunto: qualidade literária nem sempre é a nossa prioridade nessa prateleira, né? Queremos emoção, calor, cumplicidade, companheirismo, e às vezes essa combinação vai ter um preço a se pagar de ‘um pouco’ de ‘Ah, vá!’. E os heróis serão lindos e bilionários (note que já não existem mais Milionários; agora é no mínimo Bilionário.) e altos, com voz grave, olhos expressivos, mãos fortes, caráter e integridade, inteligência e, em sua absoluta maioria, corpos atléticos e bem definidos, (mesmo que não haja no livro todo nenhuma menção à preparo, dieta ou cuidado físico). São, claro, um pouco problemáticos, seja por causa de uma antiga decepção amorosa, seja por causa de um grave problema familiar, seja por uma insegurança pessoal muito bem acobertada ou por algum outro segredo que, não se preocupe, será revelado a tempo de podermos suspirar nos últimos capítulos com a devida superação de obstáculos que marca o fim dos romances. Na vida, sabemos que a coisa se torna mesmo real quando nosso companheiro está conosco dia após dia, esquecendo de pagar ipva, combinando quem pega quem e aguardando em fila dupla, enfrentando compra de móveis ou de imóveis, voo atrasado e gripe, compra de roupa e escolha de restaurante. Nem sempre tudo isso aparece nesses títulos. Mas vamos combinar: isso é um problema? Cada um não sabe, como diria Caetano, a dor e a delícia de ser o que é? Literatura erótica, romances históricos, histórias de amor quaisquer – o que elas fazem é nos levantar um pouquinho a alma pra que a gente se lembre que por baixo de tudo isso aí das minúcias da vida diária, tem poesia, tem tremor, borboletas no estômago, o início contínuo da SUA história de amor que afinal, você escolhe continuar todos os dias, e não é menos especial por isso! Eu diria até que se torna mais especial, porque não importa qual seja seu herói favorito, você consegue levar um pouco de cada um desses volumes pra sua própria noite, olha só como isso já tá ficando interessante...
E chega de conversa. Vou contar quais são os que eu gosto, no caso de você querer se inspirar e ler.
JR Ward – Falando em fantasia paranormal, a Coleção Irmandade da Adaga Negra é feita pra quem teve, hã hã, um passado nerd. Ou presente. Ou quem gosta de heróis de dois metros com poderes quase paranormais, força física muito acima do normal, problemas que não são humanos, emoções sempre à flor da pele, seja solidão, desejo ou ira. São seis guerreiros vampiros, então pelo menos seis chances de você acabar se rendendo aos vampiros mais sexy que já teve o prazer de ler a respeito. Tem Amante Meu, Amante finalmente, Amante Libertada, Amante Vingado... é só procurar a coleção. (A propósito, melhor que ele escrevendo sob seu pseudônimo, Jessica Bird, que é mais uma escritora romântica mas tem menos eroticismo que os originais vampirinhos J)
Sylvia Day – A série Crossfire foi considerada uma das ‘primas’ do 50 tons, mas eu gosto muito mais. Toda sua ,Profundamente sua e Para sempre sua (por que será que são sempre trilogias?) te apresenta à história da Eva Tramell e do Gideon Cross. Os livros são bem escritos, as cenas de amor muito bem trabalhadas, há emoção e histórias entremeando o romance e os personagens são críveis o suficiente para que você possa se concentrar no que interessa (pisca). Sylvia Day também escreveu alguns outros volumes – romances históricos, fantasia paranormal, tem um pouco pra cada gosto. Vale a pena xeretar, se você gostar da Eva e do Gideon.
Raine Miller – outra trilogia, O caso Blackstone te conta a história da Brynne e do seu pai que fez com que Ethan Blackstone se aproximasse da herdeira sem contar a ela que ela corria perigo – e inadvertidamente causasse o início de um grande amor, cenas de sexo calientes e todo o drama noveleiro necessário para fazer com que cada reencontro fosse tão emocionante quanto o anterior. Uma delícia!
J. Kenner – Esse ainda não chegou no Brasil (pelo menos em português), mas fique de olhos bem abertos: The Stark trilogy. Damien Stark vai balançar seu mundo como fez com Nikki Fairchild.
Jody Ellen Malpas - O amante! Quase morri de emoção quando descobri que essa série estava vindo pro Brasil. Eu li em inglês no kindle (This man trilogy), mas já tem o primeiro volume na Saraiva. Ah, o Jesse... o mais problemático, maluco, vulnerável e apaixonante dos heróis de erótica. Devo confessar que tenho uma queda por ele. Vou deixar que você decida o quão pirado é isso. Mas aposto que você não vai entrar num lavabo nem falar palavrões do mesmo modo depois de ler Jody Malpas.
Espero ter te dado umas ideias de que existe muito a ser explorado no mundo da literatura romântica/erótica. E espero que depois de cada capítulo você queira colocar em prática uma coisa nova na sua vida, no seu quarto, no seu relacionamento – mesmo que seja “ah, faço isso muito melhor” :)