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sábado, 18 de outubro de 2014

Timely classic - Clássico do momento Pride and prejudice, Orgulho e preconceito, Jane Austen

Orgulho e preconceito foi pensado como sendo chamado Primeiras impressões. O orgulho de Mr. Darcy (Fitzwilliam é o primeiro nome dele, não é à toa que todo mundo o conhece por Mr. Darcy) e o preconceito de Elizabeth Bennet (no livro, ela fica sendo chamada alternadamente de Eliza, Lizzie, Liza, Elizabeth, é bem irritante...) viraram um tema, em algum momento, e Jane publicou o livro com o nome que hoje conhecemos. Eu já mencionei antes, mas pra quem gosta de Jane Austen especificamente, achei esse site bem específico.

Esse infográfico aqui se chama "Por que não nos cansamos de Mr. Darcy". Autoexplicativo, eu diria, rs...

Ok, vamos lá. Tem tanto a ser dito sobre esse livro, a começar pelo Mr. Bennet, o pai das meninas. Mrs. Bennet é ligeiramente histérica, mas ele é impagável. Na página 12 (da minha edição) ela o está tentando convencer a ir se apresentar ao novo partido da região, e ele se fazendo de difícil. Ela fica toda dramática, dizendo a ele que ele não tem dó nenhuma dela e dos 'nervos' dela:



o que é a coisa mais engraçada, e ele lida com ela brilhantemente, dizendo que na verdade, ela se engana; ele tem grande apreço pelos nervos dela, já que escuta falar deles há pelo menos vinte anos, considerando-os assim seus grandes e velhos amigos :P:

                                

Esse capítulo, aliás, é ótimo. Na sequência, Mrs. Bennet repreende a filha mais nova, Kitty, por tossir: "Kitty, pelo amor de Deus, pare de tossir, tenha piedade de meus nervos, você os estraçalha", e Mr. Bennet ataca novamente: "Realmente, Kitty não tem nenhum bom senso com relação à sua tosse; tosse nas horas mais inconvenientes"; enquanto a menina se defende "Eu não tusso por esporte".

Enfim, acontece o de sempre. Os bailes são o momento nos quais as pessoas se conhecem  - "Gostar de dançar era um passo certeiro em direção a se apaixonar" - e o fato de Mr. Darcy dançar pouco e com companhias seletas já o tornou persona non grata na sua primeira aparição pública - "Seu caráter estava decidido. Ele era o mais orgulhoso, desagradável homem do mundo, e todo mundo esperava que ele jamais aparecesse novamente."
Pra falar bem  a verdade, Mr. Darcy fazia um par bem difícil com o amigo tão simpático Bingley:
"Bingley jamais havia conhecido pessoas tão agradáveis ou damas mais bonitas; todos tinham sido bondosos e atenciosos com ele; não havia existido formalidade, e ele rapidamente se sentira bem vindo; e, com relação à Miss Bennet, ele a achava um anjo. Darcy, ao contrário, tinha visto uma coleção de pessoas na qual havia pouca beleza e nenhum senso de moda, não tinha interesse nenhum por ninguém, e não havia recebido de ninguém atenção ou prazer. Miss Bennet, ele reconhecia, era bonita, mas sorria demais."
Dá pra perceber o caroço que é esse moço, né? Só mais pra frente ele vai descobrindo belezas em Elizabeth, e as considera 'mortificantes'. De dez em dez páginas, ele descobre novas qualidades em Lizzie (que são reveladas em frases ótimas como "Ele realmente acreditava que, se não fosse pela inferioridade das conexões familiares de Jane, ele estaria em perigo".) Ele vai se apaixonando bem devagarzinho...
                                         

Mr. Darcy é sobrinho de Lady Catherine, uma vilã excelente (que será colocada em seu devido lugar por Elizabeth, a gente dá saltinhos de alegria quando isso acontece).
Enfim; como no começo Mr. Darcy deu uma esnobada em Elizabeth, ela decidiu que ele era desagradável e só vai mudar de ideia muito, muito depois. Enquanto isso, ela conhece Mr. Wickham, que é charmoso e tem todo um depoimento sobre Mr. Darcy que corrobora o fato de ele ser um ser humano horrível, e ela rapidamente acredita nele. A coisa não está boa pra esse romance, nesse momento...
Aparece na cena Mr. Collins. Por conta de uma história comprida explicada no primeiro capítulo (e que eu tive de reler três vezes, confesso), a casa, chamada de Longbourn, não será herdada pela família de Elizabeth, e sim por esse Mr. Collins, um primo, que além de tudo é afilhado da vilã mencionada acima.
Pensa num sujeito chato. E bem machista, aliás, o que é de se espantar, já que era uma sociedade inteira machista. Agora você começooou a imaginar o Mr. Collins.
Ele se hospeda na casa dos Bennet, com tiradas espetaculares que conseguem ofender a todos (lembra dos nervos da Mrs. Bennet? a gente até começa a se solidarizar...), e até o cumprimento dele sobre o jantar consegue ser ofensivo (já que ele pergunta quem cozinhou as batatas e Mrs. Bennet rapidamente responde que eles ainda tem dinheiro para ter uma cozinheira).


                                                 

Mas, realmente, é de se parar um momento e pensar na pessoa que, de todos os assuntos que existem, consegue pensar em fazer um elogio à batatas cozidas. Um minuto de silêncio, minha gente.

                                                    

Enfim. Mr. Collins tem uma ideia tão boa quanto essa das batatas, de pedir uma das primas em casamento, a fim de manter a casa na família. Elizabeth é a feliz escolhida, e o rejeita. Essa é uma cena ótima também, porque ele não acredita na rejeição, achando que ela está fazendo doce, e ela tem de ser cada vez mais dura para que ele creia na negativa. Pausa pra você imaginar o que isso fez com os nervos da Mrs. Bennett.

Ele acabou casando com uma amiga da Elizabeth, a Charlotte.

Começa agora a parte emocionante romance Harlequin do livro: Mr. Darcy vem à casa deles e se declara.


Só que a declaração dele é toda estranha, porque ele não é muito sociável, vem do nada (ele começa falando do tempo, da casa, e de repente professa seu amor) e soa meio torta, tipo "Eu fiz de tudo pra não gostar de você, já que você tem relações familiares tão inferiores às minhas, mas foi impossível, então cá estou". Ela, que inclusive tem certeza de que ele é a razão da irmã não estar com o amigo dele, Bingley, além de achar que Wickham é o anjo da história, junta a isso a ofensa recebida e o ódio no coração e praticamente escurraça o sujeito. Algo do gênero "Não acredito que você acha que isso foi uma declaração que se preste à gentileza de eu considerá-la, que dirá aceitá-la. Não, nem em um milhão de anos."
No dia seguinte, ele deixa com ela uma longa carta, que é o começo do desenrolar dos nós, na qual explica coisas diversas (um, que Wickham de anjo não tem nada; dois, que ele não quis ofendê-la; três, que se a irmã dela realmente amasse Bingley, e vice-versa, eles teriam se esforçado para ficar juntos).
O tempo passa, e ela começa a perceber que talvez estivesse cega para algumas coisas. Ela vai até a casa de Mr. Darcy, #aloka sonha como se fosse a dona da mansão, conversa com a irmã... e de repente, não mais que de repente, a irmãzinha mais nova, maluca, Lydia, foge, com ninguém menos que... Wickham!!!

                                             

Mr. Darcy é o herói do dia: encontra Elizabeth em prantos por conta dessa maluca da Lydia, vai atrás do Wickham, que tinha zero intenção de fazer da Lydia uma mulher honrada, faz com que ele o faça, e salva assim a honra da família. Volta e ainda por cima diz "SE seus sentimentos são os mesmos do último ano, me diga de uma vez. Minhas afeições e desejos não mudaram, mas uma palavra sua me silenciará sobre esse assunto para sempre". É de derreter o coração mais frio do mundo, nénão?

                                            

Elizabeth, que a essas alturas já entendeu que tirou a sorte grande, mais que depressa diz sim... e o livro ainda tem direito a um último capítulo para que Jane e Mr. Bingley também possam se acertar e ser vizinhos deles.

 A declaração de amor de Mr. Darcy é uma das coisas que o faz um dos heróis românticos mais queridos da literatura:




É, Lizzie é a poderosa... Mr. Darcy não desiste dela de jeito nenhum... (suspiro). É assim que o verdadeiro amor, literário ou não, tem de ser.



Moral da história:
Estou esperando pela legalização do casamento com personagens fictícios.
                                                   










Mentira. Moral da história: A pessoa, seja cavalheiro ou dama, que não obtém prazer em um bom livro, deve ser intoleravelmente estúpido. Jane Austen.



Infográficos muito legais:


esse infográfico é tudo de engraçado e está no BuzzFeed







Um comentário:

  1. Saudades dos dias em que estava lendo Orgulho e Preconceito, é realmente uma graça, um frescor, um.... ahhhh, é tudo esse romance. Inclusive, o charme de tudo está nas tiradas da Lizzie e na postura orgulhosa de Mr. Darcy. Gostei demais quando li! A foto do cachorro falando dos nervos me causou muitos risos.

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