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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

tag literária (e natalina)!


Se você fosse dar cinco livros de presente de Natal, quais você escolheria?

Adorei isso, porque eu adoro dar livros, e porque na verdade começo a comprar presentes de Natal muito tempo antes (quando quer que eu veja algo que tem 'a cara' da pessoa).

1. Let it snow, do John Green (esse eu já comprei de presente :P), que é meio temático de Natal, né?, e fácil de agradar!
2. As cem melhores crônicas brasileiras, porque gostei muito, porque acho que crônicas são um estilo literário interessante (menos pra Silvia U., rs) e porque você pode ir lendo aos poucos e gostando do que quiser.
3. Um dos meus livros favoritos desse ano (vou fazer um post sobre isso), porque sou egoísta e quero que todo mundo goste dos livros que eu gostei.
4. A vida de HP Lovecraft pra minha amiga Stella, ou o novo do Chico Buarque pra minha irmã, ou a Maitena pra minha amiga Pati... livros que me lembram imediatamente a pessoa e me fazem pensar "quando é mesmo o aniversário dela?' são sempre ganhadores nessa lista. Foi assim que eu comprei o Ready Player One para uma amiga que desenvolvia jogos, ou um guia de NY para outra que ia viajar, ou um livro sobre uma guitarra (!) para meu amor.
5. Seu livro favorito de todos os tempos. Eu vi em algum lugar (talvez no pinterest) um amigo secreto no qual o critério era esse, você daria o SEU livro favorito para o seu amigo secreto. Achei a coisa mais legal do mundo. Na verdade quase tão legal quanto poder ler TODOS os do grupo, rs.

Caso alguém se interesse, posso dar meu endereço para que enviem um livro de presente pra mim, vai que vocês se inspiraram com o espírito de Santa Claus... :)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

www Wednesdays, QQQ Quartas, Leituras da semana :)

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Aeee... na meta "Goodreads Reading Challenge" (tem coisas que me deixam muito competitiva, rs, principalmente as que são comigo mesma... - pena que não funciona para dieta ou corrida de rua :P), eu li meia dúzia de livros fáceis de ler:
The truth about Alice, Jennifer Mathieu, é uma fofurice que estava na lista dos melhores do Goodreads e me convenceu. Eu gosto muito de livros narrados e/ou com personagens adolescentes, porque acho que geralmente a adolescência tem muito a nos dizer - quando estamos fora dela, rs. Esse livro é interessante nesse ângulo. Alice é taxada por ter supostamente dormido com dois caras numa festa, especialmente depois que um deles morre num acidente umas semanas depois. O livro é narrado por vários colegas de escola dela. Qualquer outra coisa que eu diga pode ter spoilers, o que eu não ligo mas sei que muita gente odeia, então paro por aqui e digo que foi bom. Não fantástico, mas bem escrito.

Li Separation e Degradation, da The Kane trilogy, dois dos tais romances eróticos que acabam virando histórias de amor. Tive sentimentos conflitantes. A moça, Tatum O'Shea, dorme com o namorado da irmã aos 18 anos, e é flagrada, expulsa de casa e etc. A partir daí, com laços cortados com a família, vive uma vida dessas meio malucas, cheias de drogas, sexo e liberdade ligeiramente degradante. Reencontra o namorado (Jameson Kane), que, claro, é lindo, rico e interessante, e acha todas as loucuras dela extremamente fascinantes. Eles se batem, se maltratam, eu tenho um problema com esse tipo de erotismo. Mesmo assim li o segundo volume, a curiosidade me venceu. 
Li o quarto volume da Sylvia Day, Captivated by you, com o Gideon Cross (que na minha opinião é muito, muito mais fofo que o Christian Gray dos 50 tons de cinza). Ele continua perturbado e ligeiramente maluco, mas doido pela Eva, e mesmo que não seja literatura (ei, lembra da zona livre de julgamento) clássica, adoro ler livros narrados com o tal ponto de vista masculino (embora, verdade seja dita, sejam geralmente escritos por mulheres, ou seja, dizem o que gostaríamos que eles estivessem pensando).

Bom, estou lendo Dom Casmurro, que será o clássico de dezembro. Quando eu era adolescente, não gostava de Machado de Assis. Claro, sutileza estava muito acima da minha experiência de vida limitada... acho que ele tem momentos geniais, hoje, exatamente nos mesmos pontos que antes achava crípticos ao extremo. 

Lerei em seguida... estou com Lianne Moriarty na fila de novo, e preciso recomeçar o Mr. Peanut.

Nascida para ler, forçada a trabalhar.
História da minha vida.




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Musing Mondays, (in) Sensatas Segundas

Resolvi rebatizar o Musing Mondays pela aliteração Sensatas Segundas. Aí, ponderei, vocês vão concordar que com razão, que baseada nas últimas segundas, não dava pra garantir muita sensatez, e acrescentei o prefixo para garantir a credibilidade... Ele vem, originalmente, do blog Should be reading, e pode ser sobre qualquer coisa relacionada a livros...

Essa é a imagem da semana, a la Life magazine  :)


 Seize the Book.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Timely classic - Clássico do momento - O morro dos ventos uivantes, Emily Brontë



Aí comecei eu a ler Wuthering heights (O morro dos ventos uivantes). Referências que vinham à minha cabeça:

- A aula no Friends da qual a Rachel, a Phoebe e depois a Monica participam; (Phoebe leu o livro, Rachel não; Phoebe conta pra Rachel o que ela achou, mas quando o professor chama Rachel, ela repete o que a Phoebe disse e 'finge' que tinha lido, deixando Phoebe com ódio - ela se vingará depois falando de Mulherzinhas, da Louise May Alcott..)


- a série Twilight, que alude ao livro, ligando o amor desesperado dos personagens principais ao de Heathcliff e Catherine;
- um livro que li recentemente e criticava os personagens.

O que a gente precisa saber sobre o livro:
Emily Brontë é irmã da Charlotte Brontë, que escreveu Jane Eyre. A outra irmã também é escritora (Anne Brontë), embora as obras dela sejam menos conhecidas. Genética boa, nénão?
O livro foi escrito em 1847, e a Emily morreu no ano seguinte, de tuberculose.

Uma base rápida da história está aqui, mas eu tenho muitos comentários a respeito, então vou fazê-los junto, tá?

por exemplo, "No início da trama, o patriarca da família Earnshaw resolve fazer uma viagem e traz consigo um pequeno órfão, que todos acham ser um cigano, porém sua procedência não é revelada em hora alguma da narrativa, ao qual denominam Heathcliff. Toda a afeição que o pai logo demonstra pelo menino enciuma seu filho legítimo, Hindley, que acha que está perdendo a afeição do pai para o menino. Sua irmã, Catherine, se afeiçoa por Heathcliff."
Eu diria que a essência de muita coisa está aqui: Heathcliff (assim mesmo, sem sobrenome) vem como um selvagem, foi encontrado na rua em Liverpool pelo pai e trazido para casa. O pai claramente tem ótimas intenções, mas de verdade, Heathcliff sente que a única pessoa que lhe dá companheirismo e amor na casa é Catherine.

"Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações. Este passa a ficar bruto e melancólico. Apesar do amor entre ele e Catherine, ela decide casar com Edgar Linton, por esse ter melhores condições de sustentá-la que Heathcliff.
Heathcliff sai do Morro dos Ventos Uivantes e, quando volta, está rico, chamando a atenção de Catherine e despertando ciúmes em seu marido. Catherine tem uma filha de Edgar e morre logo em seguida."
Minhas notas: na verdade, Catherine, a criatura mais mimada que já andou no planeta, está tagarelando com a governanta sobre como Edgar Linton acabou de pedi-la em casamento e ela ama Heathcliff - Ela diz uma das frases mais citadas do livro aqui: "Do que quer que almas sejam feitas, a dele é do mesmo tecido que a minha".


Mas, sendo o serzinho difícil que Catherine é, ela prossegue dizendo que morreria de vergonha de ser mulher dele, pois os dois viveriam na penúria, e ele foi humilhado a vida toda por Hindley (o irmão mais velho de Catherine) e Heathcliff ouve essa parte (a da penúria, não a do amor). Ele deixa a casa intempestivamente (que surpresa, não) e volta só três anos depois. Eles tem um confronto (ele, ela e Edgar, que obviamente não quer que a esposa se associe ao 'cigano'). Esse confronto é algo muito maluco, porque a cena começa muito leve (Catherine toda saltitante, recebendo Heathcliff como um velho amigo que retornou, abraçando-o e recebendo-o com todo carinho enquanto Edgar está com ciúmes e estoicamente num canto da sala, Heathcliff todo duro na outra, fingindo que não está nem aí com a hora do Brasil) e termina dias depois com frases de partir o coração, como essa do Heathcliff "Por que você traiu seu próprio coração, Cathy? Você me amava. E que direito você tinha de me deixar? A leve atração que você sentia por Linton? Nada que Deus ou o Diabo pudessem inflingir poderia nos ter separado. Você o fez por sua própria vontade. Eu não quebrei seu coração, Cathy, você o fez. E ao fazê-lo, você quebrou o meu."





O que ocorreu é que Heathcliff, decidido a destruir a família Linton, descobriu que Isabella, a irmã de Edgar, tem uma queda por ele, e Edgar em algum momento diz a Catherine que ela terá de fazer uma escolha entre os dois (Edgar e Heathcliff). Ela surta, claro. Bem a la 1800, resolve se trancar no quarto e ficar sem comer três dias, ao fim dos quais ela adquiriu algum tipo de doença que eu juro que não entendi mas que a deixa fragilizada o suficiente para morrer logo após o parto prematuro da filha, meses depois, não sem antes acusar Heathcliff novamente de ter tirado sua vida e  Edgar de gostar mais de seus livros do que dela e não ter sangue nas veias. "Vocês me estão matando, e agora vão viver sem mim."   Juro, essa moça é intragável.



Heathcliff casa com Isabella, e volta para casa, descobrindo que Catherine tinha estado doente. Heathcliff ainda consegue vir vê-la uma última vez antes de sua morte, e rola uma cena romântica, selvagem e apaixonada, cheia de declarações que parecem de gente maluca que aparece cometendo crimes passionais em programas estilo Cidade alerta ou sensacionalistas do gênero (fala a verdade, tire o verniz literário e sobra ‘casal obcecado destrói todos à sua volta’, ‘cigano rico desenterra amada para dar último adeus’, ‘herdeiro força casamento do filho doente para ter acesso à mais bens’.)
 

"Heathcliff resolve se vingar de Edgar e de Hindley.Primeiro se casa com Isabella, irmã de Edgar. Logo após, Isabella se lamenta de ter casado com Heathcliff, abandona-o e tem um filho chamado Linton, enquanto está longe de seu marido. Hindley cai no vício do jogo e da bebida e perde todos os seus bens para ele. Hareton, filho de Hindley, consequentemente, fica sem herança - mas apesar disso, considera Heathcliff uma pessoa de alta moral, não permitindo que se fale mal de sua pessoa. Antes da morte de Edgar, Heathcliff casa Linton e Cathy (filha de Catherine e Edgar). Cathy descobre-se sem bens, quando seu marido Linton morre e Heathcliff apresenta um testamento onde seu filho lhe passava tudo quanto possuía. Pensando já ter se vingado, percebe nos últimos descendentes das casas da Granja da Cruz dos Tordos e do Morro dos Ventos Uivantes o olhar de seus antepassados e a paixão entre os dois, morrendo só em sua loucura e solidão. Como último desejo é enterrado junto com Catherine, seu grande amor. Deste dia em diante muitos juram ver sempre um casal vagando pelas charnecas do Morro."

Isabella é outra maluca, que Catherine tentou alertar, mas fugiu para se casar com Heathcliff de qualquer modo. Ele só a trata muito, muito mal, e Heathcliff, que já não tinha muito centro na vida, faz coisas como desenterrar Catherine só para senti-la novamente, enquanto manipula as pessoas para que façam o que ele quer. Depois que Isabella foge dele, tem um filho, Linton, que é um ser frágil e patético. Quando ela morre, Edgar leva o sobrinho para casa, mas no dia seguinte está lá o cão de guarda de Heathcliff, Joseph (outro ser detestável da história), para buscá-lo. Heathcliff trata o menino com desprezo absoluto, porque para ele  o adolescente é só uma peça que servirá para conseguir mais tarde a herança de Edgar também, já que é seu sobrinho. Não se nota jamais qualquer amor em Heathcliff por ninguém que não seja Catherine. As primeiras frases dele para o filho são horríveis e o humilham, e geralmente é assim que ele o tratará até sua morte. Mais tarde, a filha de Catherine, Cathy, uma menina com grande complexo de Electra absolutamente grudada ao pai, que afinal é tudo que ela tem, e tão mimada como a mãe era, embora verdade seja dita, um pouco mais dócil, será o instrumento que Heathcliff precisa para terminar essa manipulação: ele tanto faz que Linton e Cathy se casam (de forma bem dramática, porque ele acaba trancando a menina na casa deles, enquanto o pai dela está no último suspiro, e ela tem de fugir e ameaçar o ser doente Linton para fazê-lo) e na sequência, ele morre, claro. (Parece ser um truque de narrativa da autora, né, rs)
Hareton, que era uma copiazinha do Heathcliff (zero habilidades sociais, menino tímido, não sabia ler, nem falar, só foi treinado em tarefas brutas da fazenda) vai cativando o coração da Cathy, como anos atrás aconteceu com Heathcliff e Catherine - ele 'pede' amor a ela, de algum modo, e ela acaba dando, até porque não tem mais ninguém no mundo a quem dá-lo.
Acabamos por aí: Hareton e Catherine vão se casar, Heathcliff morre, após vagar pelos morros por noites a fio, com um sorriso meio maluco, em busca da alma de Catherine, a única coisa que o deixaria feliz, a gente sabe - embora a essas alturas a gente também saiba que 'feliz' é a última palavra que associaríamos a esse livro.




Então agora, opiniões:
1.     tive uma sensação de estranhamento durante quase todo o livro, porque todo mundo é TÃO detestável. Todo mundo. A Ellen Dean (a governanta), o Joseph (o caseiro), Heathcliff, Catherine, Hareton, Lindley, Edgar Linton, não consigo me lembrar de ninguém que em algum momento eu não tenha tido vontade de estapear ou tenha despertado algo ruim em mim. Bom, talvez Mr. Lockwood (ele é o inquilino, que começa a contar a história). Eu entendo que isso tenha sido a intenção da autora, mas é muito difícil ver sempre o pior das pessoas no livro todo. Não é só a crueldade do Heathcliff: é o quão mimada, absolutamente egoísta, voluntariosa a Catherine é; o quão resmungão e ‘oh céus oh vida oh azar’ é Linton, o quão cheia de opiniões e atrevida (mesmo que muitas vezes suas opiniões condigam com as do leitor) é a Nelly; o quão inconsequente e temperamental é a Isabella. E assim vai. Eu me via fisicamente reagindo, fazendo caretas ou afastando o kindle, sabe? Num “afe”. Não é à toa que o livro foi recebido com muitas críticas ao ser publicado. (Abaixo uma delas: Como um ser humano consegue tentar ler um livro como esse sem cometer suicídio antes de terminar doze capítulos é um mistério. – de uma revista feminina de 1848. Ainda bem que a pobre Miss Brontë estava mortinha, senão morreria de desgosto).




2. eu entendo que o amor de Heathcliff e de Catherine seja algo muito distinto. Muito selvagem, muito rústico, muito bruto.  Em alguns momentos, realmente te dói o coração por ele, porque é muito claro o quanto ele sofre (a citação abaixo é uma das mais famosas do livro, mais ou  menos: "Esteja comigo sempre - tome qualquer forma - me enlouqueça! só NÃO me deixe nesse abismo, onde eu não consigo encontrar você! Deus! É impossível! Eu NÃO POSSO viver sem minha vida! Eu NÃO POSSO viver sem minha alma!"




Mas ao mesmo tempo, pra mim hoje em dia é curioso pensar nesse tipo de amor; amor pra mim é algo muito mais feliz, sabe? Cultivado, cheio de dores e cantos, claro, mas num único caminho. Esse, no qual os dois se batem tanto quanto se beijam pra mim é raso, só serve na adolescência quando tudo que você tem a oferecer é hormônios e sentimentos bagunçados. Eu quero alguém que me ame com amor, dá pra entender? Não com essa brusquidão eterna, que sai batendo portas toda vez que ouve algo que não gostou. Então, o cerne da história, que é ser uma história de amor, pra mim fica duvidoso. Defina amor e dê três exemplos. Morrer pelo outro? Escolher outro marido para que no fundo o ser amado possa estar perto e menos pobre? (oi??) Humilhar o outro apontando todas as suas falhas na frente de quem for? Acusá-lo de causar sua própria morte, deixando-o bem tranquilo para ficar para trás?
Entendo que a alma de Catherine, sendo do mesmo material de Heathcliff, precisava dele e desse tipo de amor. Apaixonado, absurdo, violento. Mas daí até ser um amor que eu admire, desculpe, tô fora. 

 3. Há uma série de simbolismos presentes na obra, é só fuçar por aí que se descobre. Por exemplo, a questão da natureza versus civilização, presente tanto na Granja versus Morro quanto nos personagens (Heathcliff O Bárbaro versus Edgar O Polido, por exemplo); há também a questão do amor gótico, - ou desenterrar a amada e sair pelos morros à noite vagando é algo muito comum pra você, benhê?. Há o masculino e feminino – não só no âmbito sexo, porque Linton Heathcliff por exemplo é retratado como alguém extremamente pálido, delicado, dócil, frágil, características que nesse contexto seriam femininas. Catherine, por outro lado, é uma menina selvagem, que gosta de luta, de subir em árvores, de ser competitiva. Em algum momento ela está discutindo algo com Edgar e eles comparam sua vida perfeita, e ela diz que a dele é muito plácida e a mataria de tédio. Em outro momento alguém diz que ela “brilhava demais na vida”. É interessante ver os opostos. E essa família gostava de permanecer entre si, né?

(essa árvore genealógica achei num site muito legal, esse aqui).

4. A questão da classe social também é um ponto a se considerar no livro todo. Nessa época, se você era rico, você era rico. Se você era pobre, você era pobre. Contudo, esses personagens vão indo da riqueza à pobreza e brincam com as aparências sem te alertar para a confusão que isso causará nos vizinhos... Heathcliff causa síncopes nas pessoas, que ainda veem o cigano sem eira nem beira nele quando ele volta, agora rico. Hareton é tratado como um pobretão sem cultura e trabalhador braçal, com a jovem Catherine se recusando a chama-lo de primo – enquanto ela não tem problema algum com o etéreo Linton, cuja aparência é mais polida. Isso é revolucionário para o século, e algo bem legal, na minha opinião (mesmo que você queira sacudir a Catherine quando chama o primo de atrevido por trata-la como igual).

Moral da história: precisava de todo esse drama? não estou inteiramente convencida.