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Leticia's favorite books »

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A Letícia leu! os favoritos de 2015 :)

A contagem regressiva já começou: faltam alguns livros pro meu próprio desafio ser terminado; ano passado, tinha estabelecido 200, e li 228. Cheguei à conclusão de que se lesse uma quantidade regular de quick novels, esses romancinhos Harlequin ou YA, que são rápidos, eu conseguiria me superar: Aí fiquei folgada... meu objetivo de 2015 são 250, e estou apanhando. Um pouco porque decidi reler clássicos, cuja linguagem mais elaborada e rebuscada, especialmente quando em inglês, e alguns foram, me faz demorar mais. Um pouco porque a vida aconteceu (férias, trabalho, momentos nos quais li pouco).

Também notei que sou pão dura pra cinco estrelas: cinco estrelas são os 'livros da vida', e realmente nem todos entram aqui. Quatro são os que me deixaram terminar impressionada, mas tudo tem a ver com expectativa também, né?
A maioria dos livros que eu vou lendo ganham três estrelas, duas se foram ruins e uma se eu acho que não valem o papel no qual foram impressos.
Finalmente, vale dizer que eu coloquei a versão que eu li, portanto em alguns casos está em inglês. Mas a maioria dos títulos existe em português, é só ir buscar no mundo maravilhoso da internet o que 'conversar' com você :)

Enfim, sem mais delongas: até hoje, dez dias antes de terminar o ano (e 15 livros para entrar na lista), esses foram meus favoritos de 2015, os quatro e cinco estrelas:

Os relidos:

  1. Delicacy, do David Foenkinos. Continua acalentando meu coração de mil maneiras. E olha que a capa de filme não me ajuda a ser feliz (geralmente detesto).
  2. Comédias da vida privada, do Luís Fernando Veríssimo. Não importa o tempo que passe, aparentemente: eu continuo rindo alto dos personagens que a essas alturas são meus conhecidos. Amo esse livro.
  3. Ana e Pedro, Ronald Cleaver e Vivina de Assis Viana. Li com o maior medo, porque era realmente da minha adolescência. Sim, ainda amo.
  4. To kill a mockinbird, Harper Lee. O livro mais popular da minha lista, diz o Goodreads. Eu não sabia o que esperar, afinal fazia séculos que o havia lido pela última vez. Mas como disse o Ítalo Calvino, (acho), um clássico é aquele que nunca terminou o que tinha a dizer.
  5. Anexos, da Rainbow Rowell. Embora esse ano eu tenha lido o novo dela e não gostado, acho que os personagens de modo geral são muito queridos - e, claro, esse livro é em forma de e-mails, minha paixão particular.
  6. Um certo capitão Rodrigo, Érico Veríssimo. Eu quero ler a série toda, claro. Mas tinha um certo apego ao capitão Rodrigo, e queria ver se era justificado. Spoiler: era.
  7. Dom Casmurro, Machado de Assis. Um desses clássicos que você acha que sabe a história, como O velho e o mar. Aí você relê e tem muita pena de tantos autores no mundo, porque né, que triste não ter escrito esse livro. Que incrível camada de personagens, que leveza.
  8. The witches, Roald Dahl. Adoro esse escritor, mas há alguns livros dele que na verdade nunca me atraíram (como  A fantástica fábrica de chocolate, incrivelmente). Essas bruxas, contudo, me são muito reais.

Os quatro e cinco estrelas de 2015 lidos pela primeira vez:

  • A série Reboot, da Amy Tintera - acho que hoje em dia, com tanto YA/distopia, não é fácil alguém ser consistentemente interessante numa trilogia, e eu gostei muito dessa série.
  • Champion, Marie Lu. Falando em séries adolescentes que o mundo devia conhecer.
  • Por lugares incríveis Jennifer Niven. O livro mais triste do mundo, acho. Mas tão, tão doce, que você entende que a vida nem sempre é feliz, mas ainda vale a pena ser vivida.
  • Love like crazy, Megan Squires. Eppie é uma dessas adolescentes que você quer levar pra casa e abraçar, e Lincoln... meu coração achou Eleanor e Park de novo.
  • As pequenas grandes mentiras e O segredo do meu marido, Liane Moriarty. Essa australiana é realmente incrível. Li tudo dela, aos poucos, e de um livro pra outro você gosta mais ou menos, seja por causa do envolvimento com os personagens, seja porque está numa vibração diferente - mas não dá pra negar o talento de contadora de histórias dela, e isso é algo que eu sempre admiro imensamente. Esses foram meus favoritos desse ano.
  • Finding Audrey, Sophie Kinsella. Eu amo essa mulher. Mesmo. Não só porque rio alto com a personagem viva que ela criou pra mim há vinte anos, a Becky Bloom, mas porque depois disso, ela não deixa de me surpreender com sua voz e talento (e simpatia, como pude ver esse ano pegando seu autógrafo). Esse livro é um YA, tão fora da realidade dela! e ainda assim, perfeito.
  • Mar da tranquilidade, Katja Millay. A menina gótica e seus segredos? Ah, mas é tão mais do que isso, né? Como a vida. Como os bons escritores. Como aquelas fases que você acha que não vão passar nunca...
  • The handmaid, Margaret Atwood. Um livro curioso, que iniciou a distopia quando ela não era um gênero, dizem. A tradução horrorosa, algo com 'aia' no título, que você acha que foi um erro de impressão, pode te impedir de pegá-lo na mão, mas uma vez que ele vá pro seu colo, é assombro garantido. Delicioso de ler.
  • Diálogos impossíveis, Luis Fernando Veríssimo. Jà falei que esse sujeito sabe ser incrível?
  • De verdade, Sandro Marai. Ao contrário de vários livros, a sinopse é megacomplexa e te dá até uma preguiça. Outro engano delicioso: ele é absolutamente incrível e vale começar, porque você não vai querer parar.
  • The perfect comeback of Caroline Jacobs, Matthew Dicks. E se sua mãe tivesse um chilique na reunião de pais, e resolvesse ir tirar satisfação da amiga de adolescência a 300 km de distância na sequência? Seria um surto? Pois siga Caroline Jacobs :)
  • Fat chance, Nick Spalding. Comecei muito sem querer, acho que era um freebie. A história de um casal que se inscreve num reality show. Mas, como eu sempre digo, a sinopse sempre diz muito pouco sobre o que um escritor bom pode fazer com ela, né?
  • O filho de mil homens, Valter Hugo Mãe. Vamos ser muito honestas aqui: Se você ler a história sobre o coração fora do corpo e não achar a coisa mais terna e pungente que leu em muito tempo, provavelmente não vai gostar do resto. Mas se isso acontecer, 'agarra nele', como diria minha amiga mineira.
  • Memoirs of an imaginary friend, Matthew Dicks.Como uma pessoa pode escrever um livro contado da perspectiva de um amigo imaginário, e não só não ser ridículo como de fato ser muito real e doce?
  • Put some farofa, Gregorio Duvivier. Uma grata surpresa, eu ri, concordei, quis encaminhar pra amigos... fazia tempo que não tinha reações interativas com esse tipo de livro :)
  • Extraordinario, RJ Palacio. Um desses livros que ficou me rodeando um tempão, e aí um dia me rendi. Auggie mora no meu coração.
  • Em defesa de Jacob, William Landy. Um adolescente acusado de assassinato. O pai é um advogado muito importante na cidade. Antigamente, isso seria Sidney Sheldon, né? mas pode acreditar, você fica passadinho. Bege, como diriam as amigas hoje.
  • The perfect son, Barbara Claypoole. Outra grata surpresa. Existe um casal com um filho de necessidades especiais, e como em muitas famílias, a mulher toma conta de tudo. Aí ela sofre um ataque cardíaco, e o marido tem de se adaptar ao que está acontecendo. Como diria Tolstoi, Todas as famílias felizes são parecidas, mas as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira, né?
  • Sugar, Deirdre Riordan Hall. Lembra daquele Precious, que ganhou o Oscar uns anos atrás? Sugar é uma adolescente maltratada, que sofre bullying, tem uma família horrorosa... mas ainda é um livro que te traz novas perspectivas e esperança, e o que mais você pode querer de um livro?
  • No mundo da Luna, Carina Rissi. Capa bregona, sinopse nada de mais... e não é que é bem adorável?
  • Grayson's Vow, Mia Sheridan, Estava doente de cama e queria um chick lit pra ler - gente, há anos não tenho a agradável surpresa sem surpresas de um bom chick lit. Aí uma amiga me disse que esse não era beeem chick lit, mas valia a leitura. Meio romance, meio erotica, meio humor - e a mistura fica muito boa.
  • Lords of the Underworld, Gena Showalter. Pra não dizer que eu não declarei em voz alta que leio esse tipo de trashy novel. E gosto. 
  • Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral. Eu não conheço outras obras dela, mas essa mistura de Invasões bárbaras (lembra desse filme?)  e realidade me encantou.
  • Sobre a escrita, Stephen King. Outro contador de histórias SENSACIONAL. Ele escreve sobre montes de coisas, do começo da sua vida escrevendo num porão ao atropelamento que sofreu em 99, e você bebe cada página. E ainda fica sabendo como surgiram histórias como Misery, uma das minhas favoritas.
  • Three daughters, Consuelo Saah Baher. História de gerações muito bem contada, a la Vargas Llosa.
  • The word child, Iris Murdoch. Uma das coisas que mais me faz chorar é pensar naquele filme que foi feito sobre o fim da vida da Iris Murdoch, uma escritora prolixa que passou trinta anos lidando com linguagem e um dia se viu perdida entre as palavras. Enfim, eu quase a evito, porque é muito triste... mas esse livro é bem incrível.
  • The translator, Nina Schuyler. Um livro sobre linguagem, de alguns modos. A protagonista é tradutora, sofre um problema de saúde... e tanta, tanta coisa dentro dela e fora muda.
  • Emmi e Leo, Daniel Glattauer. Alemães se escrevendo e-mails por acidente se envolvem à distância. quem disse que não há romance epistolar na Europa Ocidental?
  •  Cormoran Strike (Career of evil)Robert Galbraith, pseudônimo da JK Rowling, continua abalando Bangu. A série vale muito a pena.
Vamos celebrar o fato de que embora sejam menos de 20% de todos os livros lidos esse ano, há livros fantásticos o suficiente aqui pra reler mais de um por mês, e gente, isso é muito maravilhoso, né? 


Seinfeld celebrating gif

domingo, 6 de dezembro de 2015

6on6 - novembro :)

E aí, aqui vão as fotos de novembro...

1. Já falei que as joaninhas me amam? vivem aparecendo em casa, no 10o. andar; aí apareceu uma no meu carro, que tinha ficado com a janela aberta, no estacionamento. E finalmente, essa aqui pousou em mim no food park na hora do almoço. Se depender da fama, tenho sorte pra dar e vender :)








2. Fomos pro interior, e a beleza das coisas fica tão mais óbvia no silêncio, né? essa árvore está ali, só sendo linda, na calçada esburacada ao lado da linha de trem.



3. Descobri esse sabor novo da Haagen Dazs e ele fez meu dia tão bonito <3 AMEI!



4. Minha família nunca comemorou Natal grandão, sabe? com árvore, amigo secreto, ceia à meia noite. E agora tenho gatas, ou seja, árvores também não são muito benquistas... me contentei com esse Papai Noel fofo na entrada.




5. Rita Lobo continua arrasando na minha vida! Fiz risoto, bife com grão de bico ao molho de limão siciliano, Boston cheesecake...



6. Amo chuva. Amo dias cinzentos, com garoa fina. Amo olhar pela janela e ver água caindo.


Muito amor pra todo mundo e até 2016 :)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A Letícia lê - e aí é quase Natal :)

Bom: na última semana eu li:

Fallen, da Lauren Kate. Estava naquele site que empresta livros, e faz um tempão que eu cruzo com ele.
Mas não... tem anjo caído, e reencarnação, e uma menina com algum poder que a gente não sabe qual é mas não parece muito coisa boa não. zzzz...

Li também Toda luz que não podemos ver, do Anthony Doer, e era outro que eu não morria de vontade, mas ficava toda hora cruzando meu caminho e ouvi tanta gente falando...
Claro, é simpático. Não dá pra não ser, porque mexe com empatia humana, falando de uma menina cega e seu pai super devotado, de um soldado que queria de verdade ser cientista, da época horrível da nossa história que é o nazismo na Europa. Mas a leitura em si, a narrativa, os personagens, não me cativaram. Achei ok, e só.

E li A garota no trem, que acabei de ver que ganhou na sua categoria no Goodreads. Pra falar bem a verdade, eu não achei ruim, até porque não desconfiei do desfecho até o último capítulo. Mas houve duas coisas irritantes: 1, me lembrou MUITO Gone girl. 2. de novo, os personagens não eram fascinantes, sabe? no sentido de você achá-los super reais, e querer saber o que acontece na vida deles.

Estou lendo agora Sobre a escrita; um livro de memórias, do Stephen King, e acho que termino essa noite, é super fininho e está uma delícia. Esse é um cara que tem talento de contador de histórias...

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Andanças de novembro

Um tanto triste, mas andei muito pouquinho nesses meses: trabalhei bastante, inclusive longe, fomos passar uns fins de semana no interior, cozinhei muito, testando as receitas da linda da Rita Lobo... então acabamos passeando pouco. Os dois lugares novos que visitamos:

Manioca - já falei do Maní, e o Manioca é primo. Fica dentro da Livraria Cultura do shopping Iguatemi, tem um lado lindo e comida bem feliz. Comi um arroz de açafrão com polvo ótimo.

Adega Santiago - um mediterrâneo por aqui, no qual comemos deliciosos bacalhaus e tinha uma cara bem gostosa. Gostamos bastante.

sábado, 28 de novembro de 2015

ainda estou aqui! A Leticia some, mas lê :)

gente, vergonha total desse sumiço! até a Maria reapareceu (senti sua falta!) e eu hibernando... I wish. Trabalhando muito, foquei em ler, e nao vim aqui contar o que.

Vambora entao: neste mês, eu li 32 livros. (até agora, porque estou no meio do Toda a luz que não podemos ver, do Doer.

Vários foram aqueles romances de sentar e ler em uma hora (16 deles), alguns foram não ficção (um sobre a sala de aula virtual e um chamado A arte de ler, uma elegia aos livros e como mudam nossa vida cheio de fofura. A need to kill, sobre um serial killer da década de 80), alguns de autores populares tipo J Ward e chick lit (Carina Rissi, que é bem simpática, Sarah Mlynowski, Gemma Townley, Katie Fforde), três YA (Fallen, da Lauren Olivier - ainda não sei se vou ler a série; não foi fascinante - A lista negra, da Jennifer Brown e o da Katja, aí embaixo),  um contemporâneo (Fama, do Daniel Kehlmann) e alguns que merecem contar pra vcs e são variados entre esses gêneros:


  • o mais recente do Robert Galbraith, que é na verdade a JK Rowling, chamado Career of evil, incrível como os anteriores, continua com o Cormoran Strike, o detetive com mais personalidade do mundo.
  • o mais recente da Sophie Kinsella, o oitavo Shopalolic, no qual ela vai "resgatar" o pai em Vegas - já falei que amo essa mulher?
  • O filho de mil homens, do Valter Hugo Mae, que eu não conhecia e cuja primeira historia é sensacional num nível Oscar e Nobel e outras premiações. Gostei tanto que parei de ler ali, deixei que a história fosse mais absorvida e só aí continuei.
  • um livro chamado Mar de tranquilidade, da Katja Millay, que entrou pra lista dos YA mais queridos. Lindo :)
  • o Put some farofa, do Duvivier, que me fez rir alto e acenar diversas vezes em concordância.


e vc, o que fez esse mês?


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

6on6 - outubro

A gente ficou aqui no feriado, e foi pro Ibirapuera. D. queria andar de bicicleta. Eu, que não sei andar de bicicleta, fiquei abraçada por um tronco de árvore lendo.






Aí fui ver minha amiga que voltou dos EUA e ganhei montes de presentinhos e encomendas!!! <3


Pra não perder o hábito, Jamie me fazendo comprar litros de material de limpeza pq adora deitar na mesa:



Aí, gente, maior emoção do mês: ganhei os livros da Rita Lobo, por quem eu me tornei vagamente obcecada, e num fim de semana, fiz cinco receitas! (nota do Editor: eu sei fazer tipo três coisas na cozinha, nada elaborado: molhos de macarrão, um ou outro bolo/sobremesa, e tá, sei fazer arroz). Fiz dela: ensopado clássico de músculo com purê de batatas (pedido do D.), bolo de limão, bife à milanesa, suflê de queijo. (abaixo) TUDO ficou ótimo! Amo essa mulher.



Essa foto inclusive dava um merchand,hein? hein???



Pra não perder o hábito, uma foto de uma das pequeninas: essa é a Prue, esperando eu abrir a portinha do móvel novo que minha mãe nos deu.








domingo, 1 de novembro de 2015

Andanças de outubro!

Arturito - então, esse vale algo estendido; pelo espírito Masterchef e porque foi o único lugar realmente novo que eu visitei:

entrada: fomos de belisquetes (uma sessão da carta de cocktails) e fui de choripán, que tem linguiça artesanal e me traz lembranças de Argentina que achei que seriam bem cuidadas, já que a Paola é de lá. Pois a primeira tristeza veio com o sanduíche: embora num pão meio de brioche, gostoso, vou arriscar dizer que o que havia nele era mostarda dijon, que eu abomino. A linguiça era honesta, mas só. Ou seja, nem pensar valeu os 28 reais.
bebemos: uma cerveja chamada Domina (ele), super aprovada, e uma bebida sem álcool chamada Cordial de gengibre ou algo assim, com laranja, limão, água com gás e gengibre, bem gostosa e refrescante.
escolhemos um prato que acreditamos representar a culinária da casa, o Ojo de bife brangus. Ponto superpositivo: o molho estava incrível - tinha algo no tempero que fez toda a diferença; o ponto da carne, impecável; macia e saborosa. A batata Robuchon (descobri depois que é em homenagem a um chef Michelin cinco estrelas com esse nome, que tem um purê de batata Ratte com queijo incrível) estava perfeita, uma trouxinha fofa com textura de suflê quase.
Agora, seguinte: tudo isso estava extremamente bem executado, mas não mudou minha vida. Eu meio que esperava que tivesse mudado; por ser um restaurante de uma chef muito relevante, por ser algo do escopo de expertise dela, e bom, por ser 72 reais um prato. Consigo pensar em dois restaurantes nos quais gastei essa grana no prato e de fato foram refeições memoráveis - e sei que isso vem da opinião pessoal, mas né...
Fomos então pra sobremesa. Escolhemos tiramisu mangiare e Pot de crème de intenso chocolate amargo e iogurte caseiro, combinando dividir as duas. Ou seja, tenho aqui duas opiniões também, assim como no ojo de bife.
o tiramisu estava superafogado no café, e eu juro por tudo que não parecia de um restaurante legal, tirando o que até aqui havia sido pelo menos uma constante, a execução perfeita; - talvez só por com certeza ser mascarpone e não, sei lá, cream cheese. Mas vamos lá, eu já fiz tiramisu em casa, e usei mascarpone. E também não estava incrível, né. Mas eu não trabalho no restaurante da linda da Paola Carosella. (acho que ela é linda, chique, esperta e elegante). E o creme de chocolate... afe. O iogurte era uma colher em cima do ramequim, nem aparecia. a textura inicial era de creme brulee, mas embaixo, estava salgado! e com temperatura ambiente, e sem graça. o que o salvou: era acompanhado de dois cookies, que esses sim, como diria o jurado do outro programa de culinária, 'eu comeria em quantidades absurdas'. Por esses, eu pagaria os 20 reais da sobremesa. Nem pedimos café, porque como de hábito, o espresso é de ouro e custava 6,20. Temos uma Nespresso em casa e já acho pesado pagar 1,80 por café na minha própria cozinha... :P
Resultado: foram 311 reais de conta para duas pessoas, vontade satisfeita de conhecer 'o restaurante da Paola', mas SE eu voltar, vai ser só porque é conveniente/fui convencida/temos uma paixão por essa moça.

sábado, 31 de outubro de 2015

A Letícia lê - Mês temático: Semana do horror!

Roald Dahl's Collected Book of Ghost stories: nossa, tem umas pra perder o sono aqui!

Joe Hill: Twenty Century Ghosts: Expectativas são uma droga, né. A primeira vez que li esse livro, nem sabia quem era Joe Hill, e adorei. Dessa vez, sabendo perfeitamente que ele era filho do Stephen King, li e achei... meh. Afe, que exagero (no cara que é na verdade inflável). Bom, essa é boa (no menino sequestrado). Que forçada de barra (na outra). E assim foi. Saiu da lista e da estante.

Revival, do Stephen King: putz! que perda de tempo... ele já foi mais assustador :p

domingo, 18 de outubro de 2015

A Letícia lê - Mês temático: Semana da criança

The wave, a novel by Todd Strasser
Esse livro vale estar na sua lista pura e simplesmente pelo tema. É baseado num experimento real, conduzido numa escola da Califórnia em fins da década de 60. Um professor de História deu aula sobre o Nazismo, e a turma ficou abalada, mas também se perguntou porque os alemães não haviam se rebelado contra isso; afinal, Hitler não teria conseguido nada sem o apoio do seu Exército. Ou seja, como ele de fato fez com que as pessoas 'comprassem' a ideia de tamanho horror? contra seus pares? Ele decide então no dia seguinte dar uma aula diferente, e sem contar ao grupo, começa a usar os preceitos de liderança que possivelmente foram usados na época. É assustador como funciona, como o grupo muda, como os dissidentes são tratados, como o próprio professor em algum momento é retratado (meio que 'esquecendo' a origem de tudo, perdendo o controle)... o livro em si não é um primor de linguagem ou narrativa, mas essa questão é muito válida, assustadoramente real e interessante. PS: houve um filme também, alemão e igualmente assustador.



Carry on, Rainbow Rowell
Então. Primeiro, eu tinha zero ideia sobre o que era o livro, tá? Descobri que ela estava se aventurando sobre o mundo mágico ao começar a ler sobre o menino que (soa familiar) era órfão, foi enviado aos 11 anos para a escola mágica, tinha como referência o Dumbledore, quer dizer, o Mage..., e, veja bem, não era o melhor aluno, tinha uma amiga que era (Hermione/Polly) e esperavam que ele salvasse o mundo mágico! Juro, fiquei esperando que na descrição a qualquer momento aparecesse uma cicatriz na testa. Não vou dizer que não me irritou um pouquinho. Mas né, vamos dar crédito à pessoa. E veja bem, ela fez algo no livro que REALMENTE diferenciou o Simon Snow do Harry Potter, pode acreditar. MESMO.
O que de verdade me fez hesitar sobre o livro foi, bem, o livro. Várias vezes eu me vi indo checar a sinopse, o histórico, a loja do Kindle, Porque de repente algo supercomplexo era mencionado, mas como se a gente já soubesse ou fosse saber depois - o que jamais acontecia. Vou tentar dar um exemplo análogo, pra não ter spoilers. Estou aqui falando com vc sobre meu fim de semana na praia. E aí digo, foi igual ao fim de semana do ano novo, quando aquelas ondas gigantes de algas quase nos mataram, e descobrimos que tinha sido meu primo que as havia encantado, e se lembra, isso quase me matou, teve aquele breakthrough da terapia por causa disso... mas fora isso, o fim de semana foi bom.
Tipo, oi? Eu pensava, será que na verdade esse livro é uma sequência? um combinado com outro autor?? uma encomenda? socorro? e gente, vou levantar aqui meu cartaz de leitora: eu não deveria ter de me sentir assim. É como tradução mal feita! Você para de ler, sai do mundo onde estava, e fica se perguntando se VOCÊ está no lugar errado. Não não não.
Desculpa, dona Rainbow, mas não sou completamente imparcial. Não deu certo.


A herdeira, Kiera Cass
Eu li as aventuras da tal America um tempão atrás, e pra falar a verdade nem lembro de tudo. Lembro de pedaços: que havia 35 mocinhas, a la Hunger games, sqn; havia castas, e supostamente essa moça, que nem queria estar lá, deveria ter sido dispensada na primeira semana, mas o príncipe gostou dela, e enfim. Esse livro, o número 4, é sobre a filha deles, que é um cyborg de tão mimadinha e 'meu deus, eu carrego o mundo, mereço pelo menos um suco de laranja bem gelado de manhã' ou algo assim. Tá, ela melhora um pouco, mas só um pouco. - Na verdade, o livro é sobre o fato de que, embora os pais tenham tentado eliminar o sistema de castas, o país enfrenta uma rebelião, e o rei pensa que enquanto desenvolve uma estratégia, apresentar uma nova "seleção" de pretendidos para a filha pode entreter a população. Tipo, todo mundo gosta da família real, certo? E lá vem ela sambando na cara da sociedade com os seus próprios 35 escolhidos.
Melhora um pouco, mas no fim, quando vai esquentando, termina e ficamos sem saber o que de fato vai acontecer. Ou seja, ARGH.

A formatura (O teste 3), Joelle Chabornneau
Outro que começou bem e terminou "aiai porque a pessoa não desiste enquanto está ganhando?" Adorei o primeiro, achei o segundo bem marromenos e detestei esse.

Avalon High, Meg Cabot
Uma tentativa de colocar o rei Arthur no colégio tinha de ser mais elaborada, só acho. A ideia é bem simpática até. Quem não ama o rei Arthur? Embora, claro, a história a respeito seja agressiva (traição, assassinato), um pouco mais de esforço antes do clímax seria legal.

Aí li O despertar do príncipe, da Colleen Houck; não sabia o que esperar, só me lembrava dela ter sido a pessoa com quem os fãs dividiram o dia para autógrafos com a Sophie Kinsella. Escolhi o livro que achei menos conhecido, e me danei; não porque era terrível, - uma mistura de Indiana Jones com O retorno da múmia na versão romance adolescente que, olha só, não me matou de tédio, mesmo que eu tenha sérias dúvidas sobre 1, a mitologia egípcia mencionada 2, a sanidade da heroína, que parecia uma imbecil mimada que não sabia que era uma imbecil mimada, ou seja, o pior tipo; 3, o que exatamente a autora quis fazer - mas porque ao chegar ao momento climático do final, descobri que o volume 1 acabou de ser lançado...

Agora é a hora de confessar a gafe da semana: pensei, acho que tenho livros da Colleen H no kindle. Gostei desse do príncipe, vou procurar. E li três. E achei muito estranho, porque eram livros muito "Days of our lives", sabe, bem dramáticos, com tipo novelesco, do gênero 'descobri que minha irmã era minha mãe e aí caí do cavalo e fiquei em coma e quando acordei ela tinha morrido' (não, isso não aconteceu, mas juro que não seria impossível nesses livros). Li Slammed, (trocadilho com slam poetry, que é tipo poesia com rap, algo bem simpático que o personagem principal, um professor, faz), Maybe someday, cujo título se refere à canção que o herói toca para a heroína e só vou contar isso pra não estragar tudo, e Hopeless, que jesuscristinho, já falei que parece novela???
Assim mesmo, li os três, dei uma choradinha e tudo, porque embora muito absurdos, são tão viciantes quanto a mencionada novela: você quer saber afinal quem é que sabotou as rédeas do cavalo, no meu exemplo imaginário. E torce pelos personagens. Tem uma coisa meio mítica, né?
Já descobriu o problema? não era Colleen Houck, era Hoover... bem que eu achei que a pessoa tinha de ter personalidade bipolar para escrever coisas tão absolutamente diferentes...

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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Letícia lê - livros lidos nessa semana - Mês temático: 1a. quinzena da criança!

E aí que a quinzena da criança foi muito produtiva! Ela virou quinzena do YA também, né, porque afinal, hoje em dia é quase uma coisa só... (e pra falar a verdade, muitos dessa lista já estavam na minha estante/lista de leitura).


coleção vagalume
Comecei com o Histórias da turma, Marcia Kupstas - esse livro se originou das crônicas que a autora escrevia pra Capricho, da qual eu era assinante, era 'a revista' na minha adolescência. Mas, ao contrário da primeira vez que eu li, dessa vez eu achei uma certa "forçação de barra", não me conectei com os personagens (eu sei que tenho vinte e cinco anos a mais, mas sabe aquele sentimento nostálgico que a gente tem quando sente um cheiro ou vê algo do passado? não tive. Tive um estranhamento, só.) Eu li pensando, esse seria um livro que eu compraria para uma sobrinha, para a filha de uma amiga? e concluí que não. Tchau, Histórias da turma. Foi bom enquanto durou.

Aí eu li A hora do amor, do Alvaro CArdoso. Embora tenha sido escrito na década de 60, e eu tenha lido vinte e poucos anos depois, relendo mais vinte na sequência eu ainda gosto do Beto, o personagem principal, ainda vejo a Lucia Helena, ainda entendo a frustração... esse fica na minha estante.

Ana e Pedro, Vivina de Assis Viana e Ronald Cleaver - em compensação, este livro... tanto amor! esse é composto de cartas. Ana conhece uma moça em Cabo Frio, ela fala do amigo, Pedro, que mora em BH, e eles começam a se escrever. Gente, tanta fofura! Amo.

Pausa para possivelmente o melhor desse compilado: Memoirs of an imaginary friend, Matthew Dicks -  li no Kindle, mas olha que sorte, já tem em português <3. Que livro fofo. Será que o Matthew Dicks conhece a Rainbow Rowell? Se não, deveria. Eles deveriam ser amigos, e ir ao cinema, e tomar muitas xícaras de chá de ervas com sponge cake. Mas enfim. O livro é sobre o Max. Ou talvez seja sobre o Budo. Max é possivelmente autista,
Max lives on the inside and the other kids live on the outside. That's what makes him so different. Max doesn't have an outside. Max is all inside”
Max vive no 'por dentro' e os outros garotos vivem no por fora. É isso que o torna tão diferente. Max não tem um 'por fora'. Max é todo 'por dentro'.
Agora me fala se não é a definição mais bonita que você já leu?
ele tem tem 9 anos, e tem um amigo imaginário/narrador do livro, que se chama Budo e vai te contar TUDO sobre o planeta dos amigos imaginários. Budo é a criatura que você queria ter pra si. Você vai ter vontade de ter um amigo imaginário agora mesmo, eu prometo. É engraçado (I once knew an imaginary friend named Philippe. He lasted less than a week. One day he popped into the world, looking pretty human except for his lack of ears (lots of imaginary friends lack ears).): Uma vez eu conheci um amigo imaginário chamado Philippe. Ele durou menos de uma semana. Um dia ele apareceu no mundo, parecendo bem humano exceto pela falta de orelhas (muitos amigos imaginários não tem orelhas).
É sábio: “It's strange how teachers can go off to college for all those years to learn to become teachers, but some of them never learn the easy stuff. Like making kids laugh. And making sure they know that you love them.”
É estranho como professores podem ir à Universidade todos aqueles anos para aprender a se tornar professores, mas alguns deles nunca aprendem as coisas fáceis. Como fazer as crianças rirem. E se assegurar de que elas saibam que você as ama.

Se eu não te convenci a ler esse livro até agora, não sei mais o que fazer. É lindo, e triste, e alegre, e doce, e amargo - como os livros escritos com o coração são. Fiquei muito feliz de ter começado com ele.

MEMORIAS DE UM AMIGO IMAGINARIO


Aí eu me empolguei e fui revisitar meu amigo, Roald Dahl: sou tão fã desse cara! Comecei por Charles and the Great Glass Elevator, que é uma sequência da Fábrica de chocolate. Nem é meu favorito. Ficou com três estrelas, só porque 1, ele não é condescendente com a imaginação infantil, 2, ele não tem medo de realmente se empolgar e misturar alienígenas, presidentes estúpidos (um galês escrevendo sobre isso na década de 70 era novo) e a estupidez e ignorância humanas. A mistura é bem interessante.

Aí fui ler The Witches, porque veja bem, eu colecionava bruxinhas quando adolescente, li Maleus Maleficarum, tenho uma tatuagem de triquetra, acho o poder feminino algo fascinante. Pena que essas bruxas são as de sempre, rs: seres que são malignos, identificados por características como usar sempre luvas e peruca e transformar crianças em bichos. Mas gente, a narrativa desse homem!!! Adoro.

Aí fui visitar a coleção Vagalume, e dos volumes que eu tenho (na verdade, os que eu queria ter eu nãotenho: Sozinha no mundo, A serra dos dois meninos, por exemplo). Tenho alguns, e Marcos Rey é sempre um hit. Esse livro não deve nada aos mistérios contemporâneos, e vou dizer mais: não deve muito aos mistérios clássicos também. Muito divertido. Um cadáver ouve rádio tem três adolescentes que de fato contribuem pra solucionar um crime.

Nesse ponto, resolvi ser modernosa (o que contradiz totalmente o uso desse adjetivo) e ler Thalita Rebouças. Comecei com Ele disse, ela disse. Fácil de ler, fofinho, a única coisa que realmente me incomodou era que NEM A PAU eles tem 14 anos. Conheço gente de 14 anos muito articulada e moderna e madura, muito mais do que eu era, entendo isso. Mas o uso de linguagem, o tipo de preocupação... não rola. Eu ignorei o fato por muito tempo, porque os personagens são superlegais; só que aí do nada a menção à idade reapareceu e me irritou de novo. Afe.

Comédias para ler na escola, do Veríssimo, era pra ser um hit, mas nem foi. Algumas muito legais, outras nem tanto, e nem todas que diziam "se vc começar a ler esse cara nunca mais vai querer parar", o que eu achei que era todo o objetivo...

Li Como ser popular, da Meg Cabot. Receita de bolo de cenoura, quer dizer, de filme hollywoodiano, sem tirar nem por. Fofinho, gasta duas horas da sua vida, sem grandes desafios.


Carry on, da Rainbow Rowell, vai ficar pra próxima semana. Não estou pronta pra falar desse livro.

Fui muito produtiva, fala aí! Estou finalmente mais perto de chegar na meta. Comecei inclusive a quinzena do Halloween :)


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Interrompendo a programação

Estou aprendendo a abandonar coisas, através do blog. É libertador saber que aqui não há o compromisso do horário, do tema, de alguém que está contando com isso. Não gosto, me sinto desconfortável - mas faço o exercício.
Abandonei a primeira tentativa de fazer semanas temáticas, porque elas só iam dar certo com planejamento prévio (nos estandes, clássicos, semana temática, etc); não dei sequência às pequenas alegrias, que vão e vem, embora quando eu as tenha começado, a ideia tivesse sido fazê-las semanais. queria fazer um top 5 também semanal.
(Na verdade eu queria mesmo era continuar com tudo isso - mas ter feito a porcaria do planejamento prévio.)
Aí me irrito porque a semana é uma unidade de tempo gregoriana na qual não cabe tudo que quero colocar nela. Aí me irrito de novo pensando que deveria caber, e que isso é uma desculpa, e que era só pensar em fazer o que fazia no começo: programar os posts da semana no fim de semana. E aí me irrito... você entendeu.
Queria fazer resenhas de todos os livros, não só dos que acho que não dá pra evitar. E aí também fico presa a mim mesma, porque de fato há alguns sobre os quais não vale a pena escrever, e outros que fazem a tarefa da resenha quase impossível de não acontecer: eles exigem que o mundo saiba o que achamos após a leitura.
Queria fazer as resenhas em inglês e português, porque acho que faz muito mais sentido - já que leio 80% dos livros em inglês e sei que seria legal pras pessoas que também o fazem. Mas aí acho que soa tão pedante, porque é inútil pras pessoas que não o fazem, e tem tanta gente que já o faz.
Queria fazer os links dos livros padronizados e bonitinhos, indo pra livraria Cultura ou pra Saraiva, mas me irritei com a ferramenta nova da Cultura pra conectar os links dos livros e deixei de ser parceira.
Queria que todo mundo conhecesse e usasse o Goodreads, porque é tão legal! mas conheço bem pouca gente que o faz.
Queria implementar as ideias que eu tenho semanalmente sobre novos temas, inclusive. E fazer o visual mais bonito. E fazer um instagram pro blog. E linkar o facebook dele direito, porque ele tem imagens superfofas mas que não conversam com as postagens. E...
O mais curioso é que eu realmente gosto de escrever. Gosto de vir aqui, é um prazer procurar imagens que eu acredite que sejam divertidas e interessantes. Não me leve a mal, tudo isso vem da minha personalidade ligeiramente obsessiva. Pra cada escolha que eu faço, tenho consciência dolorida de todas as outras das quais estou abrindo mão, e embora conscientemente eu entenda que não dá pra ter certeza do sucesso de nenhuma das que a gente faz, no fundo fico vislumbrando as outras e sofrendo por todas elas.
E aí o exercício que eu mencionei é esse: desapegar, entender que as escolhas não tem todo o peso que a gente dá - claro, a psicóloga em mim entende que não estou falando só do blog, relaxa.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

6on6 - imagens de setembro!

1. Aproveitamos o fim de semana prolongado pra turistar, que eu amo. Fomos à exposição do Kandinksy, no Centro Cultural Banco do Brasil... (não estou colocando fotos dos quadros porque, a. as fotos da internet são obviamente muito melhores do que as que eu poderia tirar, né?, b. estou pegando um certo ódio de gente que só sabe ver as coisas pela câmera. Vamos aproveitar o momento, né...)





2. E comer o maior sanduíche de mortadela do mundo no Mercado Municipal. (De novo, gente, estive ocupada comendo o sanduíche, rs, mas recomendo fortemente visitar o Mercado. Além dele, há um monte de lugares fofinhos pra descobrir, frutas pra experimentar... o D. achou até hidromel! - sua nova obsessão são os vikings...)


3. Turistar em SP é uma coisa que eu adoro. Acho que a cidade é muito rica e sempre acho que conheço muito pouco dela, fico bisbilhotando coisas novas pra fazer. Numa dessas, descobri o Borboletário Águias da Serra, que, embora ainda na cidade, ficava a 1:30 de casa, e fomos passar o domingo lá. Super recomendo, especialmente pra quem tem filhos (tem fazendinha, oficina de foguete da Nasa, caiaque, pescaria esportiva, o borboletário, restaurante, em 250 mil quilômetros de área verde deliciosa e, quando visitamos, bem vazia. Eles tem monitores que são biólogos, super atenciosos, e o lugar é muito bem cuidado e limpo, embora chatinho de achar.) Tiramos algumas fotos, mas escolhi poucas, tá?
Aqui, a lagarta (que não queima, sabia? é fofinha que nem patinha de gato, cega, judiação, e superboazinha) e a borboleta da estufa, que veio pegar suco de laranja da mão do D.






4. E aqui, os ovinhos de uma das espécies. Sabia que, na cidade, de cada 100 borboletas, só 5 ovos sobrevivem? a gente devia ficar muito feliz quando vê uma! Além disso,eu tinha zero ideia de que isso era um ovinho. Conseguimos ver uma das borboletas colocando ovos numa planta, e eles parecem pó.


5. Um dos momentos mais supercalifragilisticexpialidocious (quem lembra dessa referência? Mary Poppins!), ou seja, fantásticos, do mês, foi esse: Sophie Kinsella, ou melhor, Madeleine Wickham, autografando livros na Editora Saraiva. Fofa demais, conversou um pouquinho com cada um, elogiou o meu livro mais fedido (a edição bem velha do terceiro Shopaholic, que deve ter uns 10 anos), tirou foto e abraçou todo mundo. Pude dizer a ela que amo o que ela escreve, que Procurando Audrey foi incrível e prova que ela é genial em mais de um gênero, que sou sua fã há mais de uma década, e agora tenho meu nome e o dela juntinhos numa página!!! Muito, muito amor.


6. Mais dois lápis pra minha coleção vieram da Cidade do Cabo, na África do Sul, da minha amiga Babi, fofa que o universo me deu. Olha como eles são lindos! (Ao lado, está um café, paixão que nós duas dividimos, e depois eu conto como ele é incrível).



Esse foi um mês excelente, né??? Tomara que outubro seja ainda melhor. Espero que pra todo mundo essa primavera traga só alegrias! (e menos calor, né, que peloamor!)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Letícia lê - livros lidos nessa semana

Rainha vermelha, Victorya Aveyard - e aí que eu finalmente me rendi e li esse livro. Engraçado que eu me lembrava de já ter tentado uma amostra em algum momento e não ter curtido, mas dessa vez foi. A Mare Barrow é uma pessoa que vive com os Vermelhos, por ter o sangue 'comum'; quando as pessoas fazem 17 anos, algumas são escolhidas para desempenhar uma tarefa na sociedade, que é governada pelos Prateados, que tem o sangue dessa cor e poderes sobrenaturais, pra combinar :P, e outras vão pro Exército. Ela quer muito escapar desse destino, mas gente, cuidado com o que se deseja... existe uma reviravolta que a coloca no meio do palácio real e exposta como, imagine só, alguém com poderes sobrenaturais - embora com sangue vermelho. E agora, José?, diria Drummond, se soubesse desse universo distópico.
Tem triângulo amoroso, tem príncipe, tem laços familiares, tem ambientes hostis... perfeito pra quem gostou de Jogos vorazes, de Divergente, dessa linha aí. Embora, claro, eu tenha cometido um erro básico: li o primeiro achando que o segundo já tinha sido publicado, e ainda não foi. Ou seja, existe sempre a possibilidade de arruinarem tudo no próximo volume. Dedos cruzados.Baixar Livro A Rainha Vermelha - A Rainha Vermelha Vol 1 - Victoria Aveyard em PDF, ePub e Mobi



The perfect comeback of Caroline Jacobs, Matthew Dicks - eu amei TANTO o livro dele sobre o sujeito fofo com TOC, Unexpectedly Milo, e o outro, Something missing! Estava quase 'guardando' esse título, que acabou de ser lançado, e portanto não tem tradução ainda. É sobre uma mãe que sempre foi tímida e meio 'bullied', (embora não reconheça o termo, já que na sua época ele não era tratado como é hoje), e aí tem um pouco um chilique numa reunião. Na sequência, sua filha adolescente é suspensa da escola, e ela decide voltar à cidade natal para confrontar a ex amiga que acha que causou muito dos seus sentimentos sobre toda essa reação. E aí, enquanto se vincula com a filha, conta sobre a infância, a irmã que morreu quando ela tinha 15 anos, a relação com a mãe e o pai... a narrativa do Matthew Dicks é uma delícia, doce mas leve.
Aliás: estou lendo o penúltimo dele, Memórias de um amigo imaginário, para a semana da criança. De morrer de fofura.

Li também meia dúzia de PNR (romances paranormais, cheios de, bom, demônios e afins. Pode julgar, eu também o faria.). Por quê? um, porque exigem zero do intelecto, dois, porque são divertidos. três, porque estou atrasada na minha própria meta com o goodreads. Ano passado, eu havia estipulado 150 livros no ano, e ultrapassei. Esse ano, determinei 250. Só que, claro, essa meta conta esse tipo de livro, cuja resenha é basicamente um 'meh' ou 'legal, herói interessante, heroína imbecil'. E li menos deles que dos outros, o que é bom pra minha vida, mas ruim pra minha alma Monica Geller, que se viu 'atrasada' e tendo lido só 153 dos 250 que me prometi. Em conta de padaria tenho de ler mais ou menos um livro por dia para chegar no  número certo, então vou incluir mais desses 'trashy novels', que não à toa tem esse apodo, hahahaha.... (a propósito: li quatro títulos da Larissa Ione, que é uma rainha nesse nicho. Tem toda uma mitologia, numa série chamada Demonica, coisa mais engraçada do mundo. Os caras mudam de cor, tem semi chifres e traumas, e ainda assim vc tem uma queda por eles. É preciso admirar, né!).

Agora, deixa eu contar: amanhã chega no meu kindle o novo da Rainbow Rowell. Assim, é possível que eu não possa nem ir trabalhar, porque cairei dura de emoção e ficarei abraçada com o livro. Não sei nem sobre o que é. Nem ligo. Ela entrou nessa categoria.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Me ajuda?

Eu sei que deveria ter me planejado melhor... mas antes tarde do que mais tarde, né? Fui até procurar ajuda no Goodreads, mas não encontrei inspiração.

Book Love ! BOOKS and LITTLE BIRD, © Kestutis Kasparavicius, Lithuania, Award-Winning Children's Book Illustrator. Art notecard $7.00. Available as paper or canvas prints.:







Pensei em fazer uma maratona temática em outubro, com:

uma semana de dia das crianças: livros para crianças de 6 a 18 anos :) Vai ter Macanudo, vai ter os livros que eu li com 12 anos, vai ter Coleção Vaga lume :)

uma semana de dia dos professores: livros com qualquer coisa relacionada à escola. Aí começa meu problema: me lembrei da Jane Eyre, que acabei de ler, porque ela vai pro colégio interno; me lembrei de Harry Potter, que merece uma maratona própria <3. Minha amiga me lembrou do livro do Kazuo Ishiguro, Never let me go, que virou filme. (esse pode entrar, acho). Queria livros com professores legais, com colégios, com gente inspiradora. Alguém tem dicas???

uma semana de Halloween: aqui, acho que vou ficar com Joe Hill (o filho de Stephen King) e Roald Dahl, que as pessoas não conhecem o tanto que eu acho que poderiam. Alguém tem dica de horror brasileiro?

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Andanças de setembro

Esse foi um mês bem interessante! Primeiro, segurem-se em suas cadeiras: não fomos só comer!!! De fato, fomos a um lugar bem interessante que merecem visitas, na cidade de São Paulo:


Borboletário Águias da Serra - gente, que lugar legal! não acredito que ninguém conhece. Recomendei pra todo mundo que tem filhos (de preferência entre 4 e 10 anos, que acho que aproveitam mais). Tem fazendinha, oficina de 'foguetes da Nasa', caiaque, pesca esportiva, 250 mil quilômetros de área verde, vazia, fresquinha por causa das árvores, uma delícia... e um borboletário! cheio de biólogos, que explicam desde o processo dos ovos que parecem pó, até a lagarta que é fofinha e cega, até o invólucro, e você vê cada um dos passos. Aí entra na estufa, e as borboletas voam loucamente à sua volta, e se você se besunta de suco, uma delas vem beber na sua mão. Uma fofura sem fim!
O restaurante tem poucas opções, mas gostosas; e tudo custa dinheiro, mas né, a vida também.

E bom, porque ninguém é de ferro, seguem os restaurantes gostosinhos também:

Bistro O chá - namorava esse Instagram há tempos! E olha só, é tão ou mais fofo que as fotos! Adorei a comida, adorei o serviço, adorei a sobremesa, adorei tudo! Só não adorei o fato de que não é aqui do meu lado, pra eu ir todo dia. Super recomendado. Olha a foto e projete para todo o espaço, porque o lugar inteiro é assim fofo (e além de tudo tem uma gata chamada Branca que é o cúmulo da coisa gostosa)


Casa Prema - Seria muito mais fácil ser vegetariana se os restaurantes oferecessem opções bonitas, saudáveis e variadas como esse lugar. Uma delícia, e olha o link pra ver que ambiente bonito.

Bles dor - fomos tomar café da manhã. Lugar bonito, focaccia ótima, o serviço não foi impecável porque estava bem cheio e esqueceram de nós lá fora. Mas achei o custo benefício bem adequado prum brunch.


Gardênia restaurante - Ambiente delicioso, comida idem, preço honesto. Gosto muito desse lugar, pra semana ou fim de semana.

Jardineira Grill - na nossa opinião, uma churrascaria que bota a Fogo de chão no chinelo.

E foi só, brasileiros e brasileiras.




segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A Letícia lê - livros lidos nessa semana


Antes tarde do que sempre - Bernaldo Gontijo
Só Deus sabe o que esse livro estava fazendo no meu kindle. Não sei nada sobre ele ou sobre o autor, e pra não gastar meu tempo, resolvi não buscar. O livro soou por bastante tempo (as primeiras 100 páginas, acho) como literatura infantojuvenil (ruim), tanto que comecei a me lembrar desses títulos desse gênero dos quais eu gosto, para reler. Daí a parte 'adulta', de bebida, maconha e sexo começou a ficar mais e mais frequente, então deixou de fazer parte desse gênero. Mas a maturidade emocional do protagonista permaneceu nessa faixa etária, e não do jeito fofo e simpático. Tédio com um T bem grande pra vc.

Go set a watchman - Harper Lee
Puxa vida. Tanto a se dizer aqui. Eu fiquei superansiosa por esse livro, claro, porque gosto bastante do primeiro, e porque a voz da Scout era tão gostosa e agradável.
Então, por partes: as primeiras 150 paginas, mais ou menos, permanecem com reminiscências da Jean Louise, que agora vem visitar o pai, já um pouco velhinho e com artrite reumatóide, morando com a tia Alexandra. Ela tem sentimentos dicotômicos sobre Maycombe: metade de si acha que enquanto NY é livre e interessante, Maycombe é, de fato, o "mundo real". Outra metade acredita que jamais conseguiria viver ali.
Não posso falar muito sem dar spoilers sobre o que mudou na vida dela, então fico por aqui. Também nem acho que importa muito para o cerne da história.
Enfim, em algum momento, ela descobre que o pai está no Conselho da cidade, vai até lá, e ouve todo mundo falando sobre como os negros são seres inferiores; fica absolutamente enfurecida porque o pai está lá sem se revoltar, ou seja, ouvindo tudo aquilo e 'aquiescendo', e tem um ataque adolescente. Claro que a gente entende a dificuldade de ver os pais envelhecerem. Eu me identifiquei muito com essa frase: She always thought of him as hovering somewhere in his middle fifties - she could not remember him being any younger, and he seemed to grow no older. Mais ou menos: Ela sempre pensou nele como pairando em algum lugar dos cinquenta e poucos anos - ela não se lembrava dele ser mais jovem que isso, e ele não parecia envelhecer mais do que essa idade. É assim que eu penso no meu pai, e ele já tem 79. Mas eu procuro evitar fingir ter 12 anos. Tipo, sai pisando duro, faz a mala, xinga a tia. Se você não sabe que ela tem 26 anos, jura por Deus que ela tem 16. Electra, a equivalente ao complexo de Édipo, vive, né...
Não vou entrar no mérito do preconceito. É um tema sem dúvida muito complexo, e profundamente interessante, do ponto de vista histórico e humano. E, claro, tenho opiniões. Acima de tudo, tenho crenças e valores. E, como a Scout (e como Atticus), sou regida por eles.
Então, vou focar na minha opinião sobre O LIVRO: entendo perfeitamente o editor (muito esperto) que disse pra Ms. Lee tantos anos atrás: olha, legal e tal, mas acho que se você aumentar esse ângulo aqui e falar mais sobre a infância da Scout, isso aqui tem grandes chances. Esse volume, do jeito que está, tem partes legais, do tipo 'quero saber mais', e outras 'ah, eu fico desse lado'. Que tal? E entendo a Ms. Lee que foi esperta o suficiente para acatar o conselho e escrever um livro tão interessante como O sol é para todos, que afinal virou um ícone.
Porque, em termos de livro, esse é, perdoe meu francês, simplesmente mais chato que o outro. É tipo, substitua a parte nobre (igualdade e justiça sendo a razão do chilique) e o chilique da Scout é intragável. Ela, em muitos jeitos, é só bastante mimada, do jeito dela. E a gente gostava MUITO da Scout, né. Ela era a criança mais esperta, mais interessante, mais rica de emoções. Isso aqui fica decepcionante.
Você pode até dizer que afinal, essa parte nobre é o cerne da história, do livro, do sucesso. Mas aí, minha gente, se é... então foi mal trabalhado. Porque nem aparece por 150 páginas, aparece como razão do chilique, e some de novo, deixa eu contar. Sou mais fã do Uncle Jack, pra falar a verdade, mas não há um grand finale tão lindo como o episódio do livro anterior, então aí a gente fica com outro problema, né...
Enfim. No goodreads, isso aqui virou três estrelas. Duas delas foram ganhas na história da Scout achando que estava grávida aos 11 anos. Impagável. Vou dizer que valeria ler o livro só por isso. Me processe.

Atticus Finch. "You never really understand a person until you consider things from his point of view." To Kill a Mocking Bird. #MauraDawg
Você nunca entende realmente uma pessoa até que você considere as coisas sob o ponto de vista deles. (Atticus Finch, O sol é para todos)


The tennis party - Madeleine Wickham
Basicamente, o sujeito é um vendedor de investimentos, casado e com uma filha, de quem tem muito orgulho, e decide dar uma festa, em torno da quadra de tênis (festa de ricos, né, minha gente), com mais seis pessoas: um cliente viúvo e sua filha, um casal de amigos ricos para quem quer fazer uma venda e um casal de amigos pobres-acadêmicos.
A história é construída de um modo que, embora eu não saiba explicar a razão, soa como uma peça teatral. Quase consigo ver as entradas e saídas de cena. É densa, e forte, e profunda. E eu tenho de dizer que talvez, se a capa não houvesse sido feita em tons de azul e rosa bebê e com o nome da Madeleine (Sophie Kinsella), eu talvez houvesse gostado mais; expectativa é uma droga, né. Como, por causa desses fatos, eu esperava algo leve e fofinho, não gostei tanto. Como quando a gente vê a Jennifer Anniston, de Friends, fazendo um filme dramático, sabe? Até você se acostumar, perdeu metade da história.
Enfim, você, que já sabe sobre o que é a história, fique sabendo que é bem escrita, bem desenvolvida e interessante. Talvez goste mais do que eu.

The one that got away - Simon Wood
misteriozinho, acho que peguei de graça. Um serial killer que resolve ir atrás da única vítima que escapou, Zoe Sutton, e a perspectiva dela, cheia de culpa porque ela deixou a amiga para trás quando fugiu dele, mais de um ano atrás. Melhor do que a média, o que não anda querendo dizer muito.

Cadê você, Bernadette?, Where'd you go, Bernadette - Maria Semple


Que decepção! eu queria tanto ter gostado desse livro. Pra começo de conversa, é um desses que eu 'namorava' há um tempão. Depois, tem essa capa fofinha. Finalmente, é epistolar! tudo pra dar certo. #sqn. Um bando de personagens chatíssimos, sem noção, que não se conversam, (literal e figurativamente), pontos de vista se alternando entre eles sem conexão... puxa, detestei. Leia por conta e risco.

The viking, Marti Talbott - Marido está viciado em tudoviking. Séries, filmes, toy figures. ou seja, assisti à série (yummy), vi o filme A saga viking (meh), e aí fui ler esse livrinho. Só que, depois de tanta machadada e lutas por honra e terras na telinha, esse livro é um menino que sobrevive a uma invasão viking que deu errado na Escócia, e ele é tipo fofo, sabe... quase uma história de amor, o que é estranho. Bom, não estranho. Mas, em algum momento, a gente pensa, tá, por que então chamá-lo de viking? podia ser um náufrago, um órfão, um primo da pessoa... porque olha, de viking ele não tá tendo nada não, viu...

You, CAroline Kepnes - Esse livro foi eleito (por alguém, já me esqueci) o melhor suspense lançado em 2014. Fiquei curiosa, me processe. Fui ler. O moço trabalha numa livraria, flerta com a cliente, pega os dados dela no cartão de crédito, joga no google/facebook/twitter, e em dez minutos está na porta da casa dela vigiando. Arrepiou? Credo, né?
Só que é essa a extensão do livro. A gente arrepia de nojo e aversão desse tipo de atuação, e quando ele começa a soar ainda mais maluco e perseguidor e 'esbarrar' nela e vigiar as amigas e monitorar os e-mails e afins, acho que se fosse um filme e fosse bem feito, podia ser bem legal. No livro, não achei que a autora conseguiu. O sujeito é claramente um psicopata, mas ele só é assustador porque é tão 'preto e branco', sabe? ele realmente acha que a ama, e tudo que faz é pensando nisso, bem obcecado. Mas além de eu pensar, bom, vou checar minhas configurações de privacidade na mídia social e rezar pra não cruzar com gente maluca, semana que vem já esqueci do livro.

#Falsiane, Lucy Skyes - Gente, esse título é tudo, né? Pena que não foi tão bem desenvolvido assim, porque podia. A história é: editora de moda chique, linda, clássica, respeitada, tirou 6 meses de licença, pra tratar um câncer de mama. Quando volta, a ex assistente, periguete (a Falsiane), vendeu a ideia de transformar sua revista em uma publicação só digital, e está quase no seu lugar. Ótimo, né? E seria, eu acho, com uma única mudança: não deixar a Imogen (a editora) parecer uma completa imbecil, que ficou numa caverna por 25 anos, e não por 6 meses, e tem 68 anos de vida rural, não 42 urbanos - porque é assim que ela soa quando demonstra a ignorância absoluta sobre qualquer meio de social mídia, seja facebook, twitter, pinterest, ou algo que podia ser de fato mais complexo, tipo programação ou taxa de conversão de clientes. Isso me incomodou tanto que estragou o livro, que de outro modo, seria bem divertidinho.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Jane Eyre - clássico do momento - timely classic

Olha só que coisa. Mais um desses livros que provavelmente eu li em algum momento, mas tinha ZERO lembrança. E ele começa difícil, né? menina chata, dramática, muito malquista pela família, órfã, parece que você já leu a história.
E então... puxa, sabe que eu gostei?
Jane Eyre tinha sido deixada com um tio, que fez o favor de morrer e a deixou com Mrs. Reeds, a tia mais insuportável, e os primos horríveis, John e Georgiana, que se tornam delinquente/suicida e dama fútil da corte mais tarde. Em algum momento, essa tia envia Jane a uma escola longe, querendo se livrar dela de algum modo, não sem antes 'queimar o filme' da pobre loucamente.
Jane vai à escola, blá blá blá, e olha só, se dá bem, é espertinha, e decide se aventurar pelo mundo como tutora. Vai parar em uma casa chamada Thornfield, como tutora de uma menina chamada Adele.
Num dia, passeando pelo campo, quase socorre um cavaleiro, que olha só!, é Edward Rochester, o herdeiro da casa e guardião de Adele. Ele conversa com ela e a ignora, alternadamente, pergunta se ele é bonito - e ela diz que não, numa das melhores cenas do livro - 

I seriously laugh so hard at this part whether I am reading the book or watching one of the movies.:
em algum momento ele traz uns amigos pra casa, se engraça com uma moça bem mal educada chamada Blanche, finge que vai casar com ela só pra depois dizer "pegadinha do Malandro" e pedir Jane em casamento...
as empregadas da casa desconfiam loucamente da história, porque como assim Mr. Rochester vai se casar com a tutora feiosinha e sem graça e sem herança ou propriedades?. E aparentemente rogam praga, porque no dia do casamento... (Silvia, para de ler aqui e vá ler o livro, é fofo!). Vou fazer um parágrafo aleatório pra distrair aqui:

Jane é muito honesta, muito sofridinha e escrupulosa, e, algo que é bem legal: não é bonita. Muitas vezes isso é dito no livro. Muitas, judiação. Chega uma hora que você quase quer dizer, tá, já entendi, não precisa esfregar na cara da pobre.

revelação continuando: um amigo que havia aparecido na casa do Mr. Rochester anteriormente e sido 'atacado' misteriosamente revela que a 'coisa' que o atacou era, na verdade, sua irmã, que é, tchan tchan tchan tchan, esposa do Mr. Rochester! e louca de pedra (não no sentido figurado: no literal mesmo. Ataca as pessoas, precisa de uma enfermeira, etc etc). Essa pessoa, chamada Bertha, está trancada no sótão há anos, e mesmo depois de um discurso emocionado e lindo de Mr. Rochester, Jane foge, vivendo dias de quase mendicância, porque não será 'a outra'.
Passa-se quase um ano... e, bem no estilo novela do SBT, a família que acolheu Jane na verdade tem laços com sua própria família, descobre que ela ganhou uma herança e agora é rica (estou pulando uns detalhes, pra vc querer ler), e ela volta a Thornfield após escutar uma voz misteriosa uma noite a chamando. Descobre que a casa foi arruinada por um incêndio causado pela louca de pedra, no qual ela morreu, e o viúvo, Mr. Rochester, ficou cego e aleijado. 
Você acha que acabou? Não. Ela vai visitá-lo, ele, claro, ainda a ama, a pede em casamento de novo, a outra frase fofa do livro "Reader, I married him" (Leitor, eu me casei com ele) aparece, e bom,  é mais ou menos isso.






Minhas citações favoritas do livro:


I am unhappy,—very unhappy, for other things.” “What other things?  Can you tell me some of them?” How much I wished to reply fully to this question!  How difficult it was to frame any answer!  Children can feel, but they cannot analyse their feelings; and if the analysis is partially effected in thought, they know not how to express the result of the process in words.  Fearful, however, of losing this first and only opportunity of relieving my grief by imparting it, I, after a disturbed pause, contrived to frame a meagre, though, as far as it went, true response.

Missis was, she dared say, glad enough to get rid of such a tiresome, ill-conditioned child, who always looked as if she were watching everybody, and scheming plots underhand.”  Abbot, I think, gave me credit for being a sort of infantine Guy Fawkes.

Presentiments are strange things! and so are sympathies; and so are signs; and the three combined make one mystery to which humanity has not yet found the key.  I never laughed at presentiments in my life, because I have had strange ones of my own.  Sympathies, I believe, exist (for instance, between far-distant, long-absent, wholly estranged relatives asserting, notwithstanding their alienation, the unity of the source to which each traces his origin) whose workings baffle mortal comprehension.  And signs, for aught we know, may be but the sympathies of Nature with man.

is one of my faults, that though my tongue is sometimes prompt enough at an answer, there are times when it sadly fails me in framing an excuse; and always the lapse occurs at some crisis, when a facile word or plausible pretext is specially wanted to get me out of painful embarrassment. 

Are you anything akin to me, do you think, Jane?” I could risk no sort of answer by this time: my heart was still. “Because,” he said, “I sometimes have a queer feeling with regard to you—especially when you are near me, as now: it is as if I had a string somewhere under my left ribs, tightly and inextricably knotted to a similar string situated in the corresponding quarter of your little frame.  And if that boisterous Channel, and two hundred miles or so of land come broad between us, I am afraid that cord of communion will be snapt; and then I’ve a nervous notion I should take to bleeding inwardly.  As for you,—you’d forget me.” “That I never should, sir: you know—”  Impossible to proceed.” 

“Jane, be still; don’t struggle so, like a wild frantic bird that is rending its own plumage in its desperation.” “I am no bird; and no net ensnares me; I am a free human being with an independent will, which I now exert to leave you.” Another effort set me at liberty, and I stood erect before him. “And your will shall decide your destiny,” he said: “I offer you my hand, my heart, and a share of all my possessions.” “You play a farce, which I merely laugh at.”
“that will be your married look, I, as a Christian, will soon give up the notion of consorting with a mere sprite or salamander.  But what had you to ask, thing,—out with it?” “There, you are less than civil now; and I like rudeness a great deal better than flattery.  I had rather be a thing than an angel.  This is what I have to ask,—Why did you take such pains to make me believe you wished to marry Miss Ingram?” “Is that all?  Thank God it is no worse!”  And now he unknit his black brows; looked down, smiling at me, and stroked my hair, as if well pleased at seeing a danger averted.  “I think I may confess,” he continued, “even although I should make you a little indignant, Jane—and I have seen what a fire-spirit you can be when you are indignant.  You glowed in the cool moonlight last night, when you mutinied against fate, and claimed your rank as my equal.  Janet, by-the-bye, it was you who made me the offer.” 
“It can never be, sir; it does not sound likely.  Human beings never enjoy complete happiness in this world.  I was not born for a different destiny to the rest of my species: to imagine such a lot befalling me is a fairy tale—a day-dream.

“He means to marry you?” “He tells me so.” She surveyed my whole person: in her eyes I read that they had there found no charm powerful enough to solve the enigma.” 

“you were mad, do you think I should hate you?” “I do indeed, sir.” “Then you are mistaken, and you know nothing about me, and nothing about the sort of love of which I am capable.  Every atom of your flesh is as dear to me as my own: in pain and sickness it would still be dear.  Your mind is my treasure, and if it were broken, it would be my treasure still: if you raved, my arms should confine you, and not a strait waistcoat—your grasp, even in fury, would have a charm for me: if you flew at me as wildly as that woman did this morning, I should receive you in an embrace, at least as fond as it would be restrictive.  I should not shrink from you with disgust as I did from her: in your quiet moments you should have no watcher and no nurse but me; and I could hang over you with untiring tenderness, though you gave me no smile in return; and never weary of gazing into your eyes, though they had no longer a ray of recognition for” 
“You see now how the case stands—do you not?” he continued.  “After a youth and manhood passed half in unutterable misery and half in dreary solitude, I have for the first time found what I can truly love—I have found you.  You are my sympathy—my better self—my good angel.  I am bound to you with a strong attachment.  I think you good, gifted, lovely: a fervent, a solemn passion is conceived in my heart; it leans to you, draws you to my centre and spring of life, wraps my existence about you, and, kindling in pure, powerful flame, fuses you and me in one.” 

“What can you mean?  It may be of no moment to you; you have sisters and don’t care for a cousin; but I had nobody; and now three relations,—or two, if you don’t choose to be counted,—are born into my world full-grown.  I say again, I am glad!

“And where is the speaker?  Is it only a voice?  Oh!  I cannot see, but I must feel, or my heart will stop and my brain burst.  Whatever—whoever you are—be perceptible to the touch or I cannot live!” 
“My living darling!  These are certainly her limbs, and these her features; but I cannot be so blest, after all my misery.  It is a dream; such dreams as I have had at night when I have clasped her once more to my heart, as I do now; and kissed her, as thus—and felt that she loved me, and trusted that she would not leave me.”
“Oh, you are indeed there, my skylark!  Come to me.  You are not gone: not vanished?  I heard one of your kind an hour ago, singing high over the wood: but its song had no music for me, any more than the rising sun had rays.  All the melody on earth is concentrated in my Jane’s tongue to my ear (I am glad it is not naturally a silent one): all the sunshine I can feel is in her presence.” 

“recurred in this narrative, and I have done. I have now been married ten years.  I know what it is to live entirely for and with what I love best on earth.  I hold myself supremely blest—blest beyond what language can express; because I am my husband’s life as fully as he is mine. ” 

friends jane eyre gif - Google Search:

domingo, 20 de setembro de 2015

A Leticia lê - livros lidos nessa semana + timely classic - clássico do momento

Essa semana foi a do:

Queria mais é que chovesse - Pedro Mexia
crônicas sempre me atraem. Essa edição é linda, e me chamou com os olhos. Mas de verdade, foi um daqueles casos que o primeiro encontro seria o único. A conversa não se sustentou, sabe? chatice.

Brave new world - Aldous Huxley
Fiquei olhando pra estante e decidi reler livros que estavam lá e dos quais eu só lembrava vagamente; daí saíram várias escolhas dessa semana. Parabéns pra mim! Admirável mundo novo foi um deles. É um livro distópico da época na qual esse gênero era completamente desconhecido dos milhões de jovens que hoje leem Divergente, Jogos vorazes e afins. (dos jovens e de mim, no caso, que adoro, tá?)
O livro começa com a descrição de umas pessoas visitando um centro no qual um processo chamado Bokanovsky é explicado: um embrião é transformado em milhares, 'produzindo' seres humanos perfeitos de uma vez e sem a complicação de conceitos alienígenas como 'família', 'pais', 'sexo'. A ideia é que todos os seres produzidos sejam plenamente felizes, com as tarefas que recebem - afinal, as sociedades são sim divididas em castas, 'como tem de ser' - e desde cedo, frases como 'eu odiaria ser do grupo X', ou 'usar a cor Y' - que pertence ao outro grupo - são inculcadas na mente das pessoas. Sete mil repetições fazem uma verdade, algo assim. A ideia é que todo mundo viva uma vida de prazeres simples, controlados, e sejam felizes - na medida da felicidade do governo.
Existem, claro, alguns personagens que saem um pouco dessa padronização. Bem pouco. Bernard Marx é um deles. (uma ligeira sátira aqui com esse nome) Em algum momento, ele se envolve com uma outra moça, Lenina, mas rapidamente se desaponta porque ela na verdade gosta da droga (soma) que toma e que faz com que tudo fique bem e rapidamente tranquilo, e não quer sentir coisas intensamente como ele.
Eles pregam Comunidade, Identidade, Estabilidade. Logo um outro personagem, John Savage, é inserido no contexto; ele vivia numa 'reserva', quase como o que seriam nossos 'índios', e ao contrário dos outros, sofre quando perde a mãe, já conheceu dor, não entende esse universo. Ele lê Shakespeare (Marx também o havia feito, aparentemente é como as pessoas aprendem a sentir por ali...ah, literatura... ) e diz a frase mais citada do livro: But I don't want comfort. I want God. I want poetry, I want real danger, I want freedom, I want goodness. I want sin. I'm claiming the right to be unhappy. Not to mention the right to grow old and ugly and impotent; the right to have syphilis and cancer; the right to have too little to eat; the right to be lousy; the right to live in constant apprehension of what may happen tomorrow; the right to catch typhoid; the right to be tortured by unspeakable pains of every kind. I claim them all. 
Mais ou menos: Mas eu não quero conforto. Eu quero Deus. Eu quero poesia. Eu quero perigo real, quero liberdade, quero bondade. Quero pecado. Estou reinvindicando o direito de ser infeliz. Sem falar do direito de envelhecer e ficar feio e impotente; de ter sífilis e câncer; de ter pouco para ocmer; de ser incompetente; de viver em constante medo do que pode acontecer amanhã; de pegar febre tifóide; de ser torturado por dores de todos os tipos. Eu quero tudo isso.
Vou dizer duas coisas: a ideia é obviamente original (foi publicado em 1932) e assustadoramente conectada com tanta coisa que vivemos hoje. Nossa necessidade de prazeres imediatos, de drogas que nos deem alívio, de grupos que nos aceitem e façam tudo igual, usando 'as mesmas cores'. A gente acha que é menos tribal, mas não é. 
Mas acho que Mr Huxley não é o melhor contador de histórias do mundo. Sabe, houve diversos momentos nos quais eu não pude evitar pensar... tá, tá, e? - coisa que jamais acontece quando a narrativa é fluida como pode ser. Claro, isso é totalmente uma opinião individual. Mas, bom, sou eu que estou escrevendo, né? Me conta se pra vc foi diferente.
16 Witty Sherlock Comebacks to Knock Out Your Enemies:  

A cidadela - AJ Cronin 
Esse é um livro que eu li há vinte anos, e tem aquele sentimento de novela: não tem nenhuma cena politicamente incorreta - mesmo quando se descreve uma cirurgia, a linguagem é mansa, sutil, bem anos 70 - agora pensando bem, creio que isso também tem a ver com a tradução que eu tenho, que é dessa época. Mas o livro foi publicado em 1937, então de verdade, há uma certa política envolvida.
De qualquer modo, narra a vida do dr. Andrew Manson, desde o momento após sua graduação, a duras penas e só realizada com um empréstimo, seu início de carreira como médico assistente e completamente explorado e seu idealismo.
Existe um contexto histórico aí: não havia um único sistema de saúde em Wales, ou na Inglaterra (hoje existe algo chamado NHS, que mal ou bem, uniformiza os procedimentos). Dr. Manson começou trabalhando supostamente como assistente para o Dr. Page, embora esse estivesse inválido, e, talvez retratando alguma experiência do autor, que também era médico, se chocou com a prática do lucro dos profissionais, dos pacientes que só vinham atrás de atestados médicos ou de remédios, e - num diálogo que me pareceu absolutamente real - de médicos que não ouviam seus pacientes, simplesmente a primeira frase "ah, você tem fraqueza: é anemia, tome essa pílula" em vez de buscar o diagnóstico como um todo.
À medida que ele cresce profissionalmente, tem aí um lado meio Keanu Reeves naquele filme Advogado do diabo - lembra-se, o profissional idealista que é corrompido pela ambição e larga a mulher para ir atrás das luzes da cidade grande, que lhe parecem agora tão fantásticas? A relação do doutor Manson com a esposa, a Christine, que o apoiava de forma quase irritantemente incondicional, desde que ele fosse fiel a si mesmo, me lembrou muito essa.

Enfim, ele passa por várias cidades, vários momentos, relações diferentes com pacientes, com colegas de profissão e com essa esposa, que o 'truca' às vezes "esse não era aquele remédio que na verdade não faz nenhum tipo de efeito? por que você o está receitando?", irritando-o loucamente, porque,né, a verdade dói.
E aí, você quer saber se ele vira um ser humano horrível e mais um dos médicos do grupo medonho? em homenagem à Silvia, que tem ódio de spoilers, eu não vou contar. Você veja que pra mim, como sempre, tanto faz: acho que o que gosto da história é a história e a maneira como é contada.
PS: Eu li esse livro na sequência do Admirável mundo novo. Tão diferente! Li numa sentada, com deleite.
Minha edição:
A Cidadela


Jane Eyre, Charlotte Brontë: lendo. conto semana que vem.

domingo, 13 de setembro de 2015

A Letícia lê - livros lidos nessa semana

As palavras não se afogam ao atravessar o Atlântico, Carlos Vaz Marques
A posição é nós percebermos o que é que o livros nos quer dar. Eu como leitor, não quero impor-me ao livro. Não digo ao livro: olha, eu quero que me dês isto. Não. Eu tento colocar-me sempre na posição de receber aquilo que ele me quer dar. Se me colocar nessa posição, vou sempre receber coisas.

Disse Gonçalo Tavares, e eu concordo. Não sabia o que iria receber desse livro, uma compilação de entrevistas realizadas com diversos autores portugueses da atualidade - tantos que eu não conhecia, alguns que eu conhecia só o nome mas não sabia sequer que eram portugueses, outros que foram mencionados por esses... o livro me deu momentos de alegria pelas frases tão bem colocadas e uma lista enorme de novos autores para ler.
 

O homem que não conseguia parar, David Adam
interessante e revelador. Sempre me interessei por doenças mentais e suas origens tão diversas e incompreendidas, e esse retrato de TOC é uma das janelas pelas quais olhar e, no que for possível, estender a mão a si mesmo ou ao próximo, com seus pensamentos invasivos, egodistônicos ou somente incontroláveis.

The fence around the cuckoo, Ruth Park
Great voice, wonderful use of words and pungent portrait of the country wannabe writer since forever. Got this book as a gift from a friend who's been living down under for over a decade and once again marvelled at how much literature can bring you.

domingo, 6 de setembro de 2015

6on6 - 6 imagens de agosto!

Gente, vou ser OBRIGADA a começar com essa piadinha:


Mas enfim... as fofas do www.nosofah.com.br e mais gente linda que curte o projeto 6 on 6 compartilham 6 fotos que retratam, perdoem o trocadilho, o seu  mês. Vai aqui um pedacinho do meu mês de agosto:


1. Essa fofurinha é a Helena. Quer dizer, a fofurinha humana. A outra, talvez vocês já conheçam, é a Zara. A Helena é filha da minha amiga, tem 2 anos e 4 meses e gosta muito de bichinhos. (Se divertiu horrores com a Jamie,a outra felina, fazendo 'fuuu' pra ela, achando que era um oi). A Zara, a gata mais docinha e que gosta mais de gente do mundo, compartilhou direitinho os brinquedos da Helena.


2. Então, é assim: eu sou o que os marqueteiros chamam de 'early adopter', a que adora testar produtos e coisas novas. Quando saíram as lojas de cupcakes, eu experimentei todas. E detestei todas. Bolinho meio seco e farelento, queria só a cobertura. Aí fui trabalhar na Vila Olímpia, e lá perto tem o Cupcake Ito (na r. Julio Diniz, eles tem instagram e facebook), e tudo ficou tão mais bonito e feliz... os cupcakes são o que tem de ser, macios, com montes de recheio, um deleite. Tem de brigadeiro, de doce de leite, de paçoca, red velvet, e nem tô ganhando nada com esse post a não ser dividir a alegria: vai experimentar. Prometo que você não vai se desapontar. A propósito, eu não trabalho mais nesse bairro, mas nesse dia fizemos uma reunião lá e passamos pra matar as saudades. Ah, que saudades...


3. Nós havíamos visto o trailer desse filme e parecia tão legal e fofo. Mas acho que a expectativa era que fosse muito igual à Família Belier, que eu amei demais, e portanto, foi um pouco decepcionante. Assim mesmo, cinema é sempre um respiro, né?



4. Essa é quente, gente! (ou gelada). Minha amiga lançou uma versão de comida em potinhos bem incrível. Dá pra pedir coisas novas quinzenalmente, tudo pode ser congelado e todos os itens que eu experimentei (sopa indiana, de mandioquinha, verrine de red velvet, legumes assados, polenta com ragu, massa com molho funghi e com molho de limão siciliano, entre outras delícias) estavam incríveis. Enquanto eu não acabar com o estoque, vocês ainda tem chances. A página do facebook é https://www.facebook.com/LesQuitutes?fref=ts

5. Visitamos uma escola com um projeto incrível, chamada EMEF Amorim Lima; basicamente, embora seja uma escola municipal, ela atua como outras grandes escolas privadas no sentido de prover uma educação por projeto, autônoma, que estimula a liberdade, o trabalho em equipe, a responsabilidade, a negociação. A escola nos foi mostrada por dois alunos do equivalente à 7a, série, e a fala deles foi muito mais do que o que você encontra no google ou youtube sobre a diretora poderia nos convencer. Fantástico. E, claro, a foto é da biblioteca. - Que não tem alguém que tome conta o tempo todo, pois o governo não tem esse recurso, mas em vez disso, é responsabilidade de mães, que tem horários: em torno de quinze delas disponibilizaram períodos (por exemplo, eu fico todas as 2as. das 9 às 13:00) para poder deixar o lugar aberto para os alunos o tempo todo. Isso sim é atitude política que funciona, ENQUANTO cobram a resposta de cima não ficar SÓ cobrando. Lindo.

6. Minha gula não deixaria terminar sem o vício do mês... nossa... pra que Buscopan na TPM, né???