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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 4 - Vale a pena ler de novo :) Delicacy

Essa semana, fechando o mês, reli Delicacy, (está traduzido como A delicadeza, disponível em português bem aqui) do David Foenkinos, um autor francês. É um livro lírico, com cara de filme, de Walter Mitty, Amelie Poulain, Clementine e fofuras do gênero. Tem tristeza, mas é muito no nonsense, muito "a vida é melancólica e pode ser linda ao por do sol".

Há partes tristes, como "como de hábito, ela não conseguiu aproveitar o momento. Talvez isso seja tristeza: uma desconexão permanente do aqui e agora."; há partes agridoces "ele estava sozinho no mundo; e o mundo era Natalie". Há frases que resumem o que deve ser a sensação de ler um livro como esse: “He still felt just as light-headed, and a loop of the scene of the kiss kept playing in his head. It was already a cult film in his memory. Finally he opened the door to his apartment and found his living room much too small in comparison with his appetite for living.”

Tem coisa mais linda? Acho difícil. Sou muito apaixonada por esse livro. E vou te dizer outra coisa: tenho certeza que no original em francês ele deve ser mais lindo ainda. Ainda tomo coragem.

Fico com um pouco de remorso de reler livros, porque há tantos no mundo e tanta coisa que eu quero ler, mas é um acalento reler algumas coisas e descobrir que elas são realmente tão lindas e doces quanto você achou na primeira vez que leu, mesmo que hoje você seja outra pessoa.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

top 5 das segundas - melhores séries

Hoje vou falar de séries que acho muito boas e bem viciantes.

1. Friends. Achei que nem valia a pena fazer suspense, porque se você não gosta de Friends, acho melhor nem ficar por aqui. Sou aquelas que assiste o mesmo episódio mil vezes e ri todas elas, escuta a voz do outro cômodo e sabe terminar a frase, faz piadas dizendo que está trazendo um garfo (como o Joey no episódio do cheesecake) ou que quer um milhão de dólares (como o Chandler no primeiro episódio), e embora eu não saiba qual episódio é de que temporada, eu realmente, realmente amo muito muito muito todas elas. E ponto.
2. Breaking bad. Nem descrevo a sinopse porque ela é desanimadora (professor que descobre que tem um câncer terminal resolve ganhar dinheiro para a família vendendo metaanfetamina com um ex aluno delinquente) e tem tão pouco a ver com o que a série realmente te traz de adrenalina, emoção, lágrimas... me apaixonei loucamente e acho que dá de dez a zero em qualquer Lost, Fringe, Família Soprano, (embora esse eu não tenha terminado)... #amooJesse
3. Gilmore girls. Tem como não se apaixonar? Duvido. Quem não queria ter aquela mãe/ser aquela
filha?
4. Orphan black. Hesito em falar dessa porque, na verdade, ainda está na temporada 2, vai saber, né. Mas gosto da produção, gosto muito da atriz principal, gosto dos coadjuvantes, gosto da ideia, que é simples, louca e ainda assim está funcionando. Sim, é sobre clones.
5. Little Britain. É preciso entender e gostar de humor britânico, o que geralmente não acontece de primeira. Mas quando acontece, você nunca mais supera e fica citando a Vicky Pollard, o Lou e Andy e a Carol Beer ad infinitum.

Chorinho: Seinfeld. A série mais americana, pra contrastar com a de cima, sobre o nada. Acho que eu tenho até episódios favoritos.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Pequena alegria da semana - Ben & Jerry

Minha pequena alegria da semana foi o Ben & Jerry que eu ganhei de presente e só conhecia através de livros (tantos personagens já experimentaram Rocky Road e Cherry Garcia, que eu quase sentia que já havia provado). Dois sabores, cheesecake e chocolate fudge, uma delícia, superaram o Haagen Dazs e entrarão na minha lista. (Assim como a Babi fofa que me deu, carregando o pote por quilômetros e fazendo enquete pra escolher os sabores. Muito amor :))



P.S.: O pote já tinha acabado quando me lembrei de tirar a foto... :P

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

imagem da semana 3

A ciência finalmente explica porque a pilha de livros da sua mesa de cabeceira jamais diminui...


:)

So that's why!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 3 - o que estou lendo

Li dois YA que eu AMEI, de uma autora chamada Amy Tintera. Melhor que Divergente (mesmo gênero no sentido distópico, heroína forte, algum romance sem nada explícito, mas fim muuuuito mais legal), li os dois numa sentada:


 Reboot (Reboot, #1)

Reboot - Wren 178 tem um trainee, o Callum 22. Adivinha o que são esses números? O número de minutos que eles permaneceram mortos antes de ressuscitarem, uma consequência de um vírus que surgiu no futuro. Os Reboots são mais fortes, ágeis, não morrem novamente a não ser que sejam atingidos no cérebro, e diz a lenda que quanto mais tempo ficaram 'mortos' menos 'humanos' são, menos emocionais, menos 'alma'. Wren morreu aos 12 anos, então tudo que ela conhece é o lugar onde eles são treinados, e para o qual devem, como 'soldados', levar os outros Reboots que ainda estão nas cidades ou os doentes que ainda tem o vírus. Callum vai mudar um pouco a maneira dela pensar :)

É cheio de ação:
“Fine,” I said, holding my gun out. I didn’t need it anyway. With the way the guy was shaking, I could take his gun, break his neck, and dance on the body in two seconds flat.”
"Ok", eu disse, entregando minha arma. Eu não precisava dela de qualquer jeito. Do jeito que o sujeito estava tremendo, eu podia tirar a arma dele, quebrar seu pescoço, e dançar sobre o corpo em menos de dois segundos."
É engraçado em momentos curiosos:
I wasn’t even sure why I’d done it. I supposed he was my favorite HARC officer, but that was a bit like having a favorite vegetable. They were all pretty uninteresting.”
"Eu não tinha certeza nem porquê o havia feito. Suponho que ele era meu guarda favorito, mas isso era um pouco como ter um vegetal favorito. Eram todos bastante desinteressantes."
É absolutamente fofo:
Now I was only confused as to why a person would want to kiss anyone but Callum.
Agora eu estava confusa só sobre o porquê qualquer pessoa quereria beijar alguém que não fosse Callum.
“I think people immediately assumed I was yours so they stayed far away.” He met my eyes and smiled. “I was. I am.” He leaned forward and brushed his lips to mine. “Yours.”
"Acho que as pessoas imediatamente presumiram que eu era seu, e ficaram longe." Ele me olhou e sorriu. "Eu era. Eu sou." Ele se inclinou e me beijou de leve. "Seu".


Rebel - o segundo volume tem a novidade de pontos de vista alternados, incluindo o Callum, por quem a gente (rã rãaaa, eu) está muito apaixonada. Eles descobrem que nada é tão preto e branco assim - do mesmo modo como o HARC, onde eles estavam, não era na verdade um lugar para 'proteger' os Reboots, os humanos também não são inimigos... e enfrentam diversos pontos de vista diferentes para chegar à conclusões que vão fazê-los trabalhar para um bem comum.
Continua fofo, e engraçado, mas esse livro é mais cheio de ação. O cenário já foi estabelecido, então a coisa fica mais profunda, e faz todo sentido.
“I probably love you,” she said.  “Probably?” She laced our fingers together and tugged me toward the shuttle, “Probably. It’s hard to tell with me, you know?” I laughed . “I probably love you, too.”
"Eu provavelmente te amo", ela disse. "Provavelmente?" Ela entrelaçou os dedos nos meus e me empurrou em direção à nave. "Provavelmente. É difícil saber, sendo eu, sabe?" Eu ri. "Eu provavelmente te amo também."

Gente, muito amor. Muito. Estava com saudade de YA legal, feliz, divertido, interessante. Suspirei muito. Amei.
description .




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 3 - Timely classic, Clássico do momento - Dom Casmurro, Machado de Assis

E aí eu li Dom Casmurro. Achei que era hora de ler literatura brasileira, e a Maria, do Bombuteco, mencionou tê-lo relido, e além de tudo esse tipo de livro é gratuito no kindle.

A quantidade de coisas que eu não lembrava sobre o livro! Lembrava do cerne da história (Capitu traiu ou não Bentinho com o amigo? O filho é ou não dele?) mas não me lembrava que isso na verdade é só o núcleo central, e tem um monte de coisas à volta. Por exemplo, a questão de ele ter sido prometido ao clero, as manipulações que faz desde adolescente em nome disso, tudo que acontece dentro da cabeça dele, a amizade dele com Escobar, a paranoia nos mínimos detalhes ("Ezequiel comia como Escobar, concentrado no prato"), a relação dele com as outras pessoas e com a solidão. Isso tudo sim é o que faz do livro algo incrível, e não somente a dúvida sobre a Capitu.

Não lembrava:

1. que o Bentinho é maluco. Vamos conversar, ma-lu-co. Um maluco imaginativo, meio travado, mas ainda assim... Ele sabe um pouco de algumas partes de si: "Tive um daqueles meus impulsos que nunca chegavam à execução: foi atirar à rua caixão, defunto e tudo." ou "Um dos costumes da minha vida foi sempre concordar com a opinião provável do meu interlocutor, desde que a matéria não me agrava, aborrece ou impõe. Antes de examinar se efetivamente Capitu era parecida com o retrato, fui respondendo que sim"

"Eia, comecemos a evocação por uma célebre tarde de novembro, que nunca me esqueceu. Tive outras muitas, melhores, e piores, mas aquela nunca se me apagou do espírito. É o que vais entender, lendo."
Só que Bentinho se lembra das coisas, como todos nós, do jeito dele. Ele vai construindo as coisas na cabeça dele, e na verdade, no fundo até sabe disso.

Por exemplo, Bentinho imagina Otelo já matando Desdêmona no primeiro ato e como tudo seria diferente e como a vida é um teatro e diz que sabe que a vida não é assim.

Ao mesmo tempo: "Via-me já ordenado, diante dela, que choraria de arrependimento e me pediria perdão, mas eu, frio e sereno, não teria mais que desprezo, muito desprezo; voltava-lhe as costas. Chamava-lhe perversa. Duas vezes dei por mim mordendo os dentes, como se a tivesse entre eles."

"Era um bom amigo, não direi ótimo, mas nem tudo é ótimo neste mundo. E não lhe suponhas alma subalterna; as cortesias que fizesse vinham antes do cálculo que da índole." (analisando José Dias, a quem acha que é calculista e oportunista - agora me ocorre, existe alguém que ele não ache? Se a única pessoa com quem ele estreitou laços era Escobar... bom, tem a mãe. Mas verdade seja dita, ele teve um certo ódio da mãe quando ela o quis enviar para o seminário.)

2. Também não lembrava que o amor adolescente de Capitu e Bentinho era fofo, e poético, e até bastante realista:
"Quando me perguntava se sonhara com ela na véspera, e eu dizia que não, ouvia-lhe contar que sonhara comigo, e eram aventuras extraordinárias, que subíamos ao Corcovado pelo ar, que dançávamos na lua, ou então que os anjos vinham perguntar-nos pelos nomes, a fim de os dar a outros anjos que acabavam de nascer. Em todos esses sonhos andávamos unidinhos. Os que eu tinha com ela não eram assim, apenas reproduziam a nossa familiaridade, e muita vez não passavam de simples repetição do dia, alguma frase, algum gesto. Também eu os contava. Capitu um dia notou a diferença, dizendo que os dela eram mais bonitos que os meus, eu, depois de certa hesitação, disse-lhe que eram como a pessoa que sonhava... Fez-se cor de pitanga."

"Que as pernas também são pessoas, apenas inferiores aos braços, e valem de si mesmas, quando a cabeça não as rege por meio de ideias. As minhas chegaram ao pé do muro."

"Estávamos ali com o céu em nós. As mãos, unindo os nervos, faziam das duas criaturas uma só, mas uma só criatura seráfica. Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham..."

"Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarre-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me". (quando ela está falando de convencer a mãe de Bentinho de ficar.)



"Não sei se alguma vez tiveste 17 anos. Se sim, deves saber que é a idade em que a metade do homem e a metade do menino foram um só curioso."

Bentinho sabia que Capitu era forte, e inteligente, e ao mesmo tempo que era seduzido por isso, seu ego não sabia muito lidar com o fato.






3. E que ele era absurdamente arrogante:

"... coisa que não era necessário dizer, mas há leitores tão obtusos, que nada entendem, se se lhes não relata tudo e o resto. Vamos ao resto."

"Ezequiel morreu de febre tifoide. (...) Apesar de tudo, jantei bem e fui ao teatro." Esse deve ser o fim mais triste de um livro que eu já vi. Fiquei olhando pra última página um tempão. Que triste viver dentro de você, Bentinho. (e hats off to you, Machado de Assis! Você é sensacional!)

"E com uma letra bem pequena, lá estava escrito no seu epitáfio: Tentou ser, não conseguiu; tentou ter, não possuiu; tentou continuar, não prosseguiu; e nessa vida de expectativa frustradas tentou até amar... Pois bem, não conseguiu, e aqui está." - Dom Casmurro.

Mas minha charge favorita, desculpa aí, é essa: (e diz muito, não diz não??)






segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

top 5 das segundas - os melhores apps

Hoje vou falar de 5 apps que eu uso todos os dias. Eu baixo vários, e vários ficam sem uso, mas os que eu acho que vale a pena baixar porque não acesso do computador são:

1. Spotify - o app é superfácil, bom de usar e prático, além de não travar. O chato do Spotify é que a versão não premium tem comerciais, mas como tem todas as músicas do mundo, eu deixo essa parte passar.
2. Shutterfly - onde guardo todas as minhas fotos, ele até me lembra quando não estou baixando, no ipad ou no telefone. Era o Kodak Gallery, é gratuito e infinito. Não sei se será pra sempre, mas eu tenho há pelo menos 5 anos.
3. Pinterest - não sei o que eu fazia sem Pinterest. Adoooooro.
4. Goodreads, claro. O app é fácil e rápido e eu adoro quando ele atualiza  o progresso do livro que estou lendo.
5. O Life, de fotos, que nem a Life magazine. Super legal, pra quando a gente quer inspiração é fenomenal.

Chorinho: os joguinhos - ODEIO os que vão do nada pra lugar nenhum, mas amo os de palavras e perguntas. Os que eu uso: 94s, iCruzadinha, SpellTower, Caça Palavras, Quiz Up. #viciada!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 2 - o que mais eu li :)

Atualização do desafio:

26 livros para ler em 2015 (meu prazo: 31/07/15)

6. Um livro de um autor que você nunca tenha lido:  Joshua Ferris, E nós chegamos ao fim. O autor é um ex publicitário, e a história é sobre uma agência de publicidade na qual estão havendo muitos cortes, de mais ou menos 99 até o meio de 2001, e depois, reunidos num evento, alguns anos depois. Retrata a vida num escritório (as piadas sobre o café, as maluquices de cada um, a vontade das pessoas de interagirem ou não, o respeito ou a falta dele entre os colegas de trabalho...) e a reação das pessoas à crise, à demissão, aos problemas. Houve partes muito boas, muito mesmo. E outras que se arrastaram, porque havia muitos personagens, e embora alguns fossem superinteressantes e críveis, outros eram tolos e infantis demais para merecer atenção.
 E NOS CHEGAMOS AO FIM








quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 2 - semana temática

 A semana temática foi escolhida, por unanimidade de votos (sendo eu 100% do eleitorado), com o gênero crime/suspense/mistério/thriller, pois estive de folga e achei que seria mais fácil prestar atenção no enredo :P

Assim, o que passou pelas minhas mãos, com sangue ou não:





super sem sangue, um livro que eu peguei gratuito na Amazon e está grátis na Livraria Cultura também: 3 am, do Nick Pirog:
está funcionando como uma provocação para que as pessoas se interessem pelo próximo título, certamente - e talvez funcione com alguém. Não necessariamente comigo. Eu gostei muuuito da história, da sinopse, mesmo que um pouco surreal. Porém acho que ela não foi muito bem desenvolvida, e os buracos são frustrantes. O sujeito, que fica acordado por uma hora somente por dia (das 3 às 4 da manhã), devido a uma síndrome que foi batizada com seu nome, acaba presenciando um assassinato e se envolve na descoberta do assassino. - Que, nesse momento, é o presidente dos EUA. Sim.

O outro foi também sem sangue, embora houvesse implicação de mortes e uma, triste e um pouco inesperada: The end of secrets, Ryan Quinn. Outra premissa muito interessante que não acho que foi bem desenvolvida até seu final, está cercada na história de uma agente que se envolve em ciberterrorismo, tentando desvendar um mistério sobre gente que desapareceu do nada enquanto há uma empresa que supostamente está coletando tantos dados sobre as pessoas que conseguiria inclusive prever o que determinado sujeito estará fazendo três anos depois da faculdade, quanto estará ganhando, onde estará vivendo e o que estará comprando. Qual é a conexão entre esses fatos? Quem é o culpado? Você fica super envolvido, e fazendo conjecturas, e aí... o final é meio corrido e  não amarra as coisas como deveria, eu achei.






segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

top 5 das segundas - bandas legais

Eu nem sou a maior fã de música do mundo. Gosto de colocar o Spotify em ação quando estou em casa fazendo faxina, (adoraria dizer 'cozinhando', mas isso só ocorre nos equinócios de verão), e dirijo sempre com música, mas não gosto de música enquanto leio, por exemplo (o que sempre estou fazendo em casa ou no meu tempo livre favorito).
Só que sou casada com um moço muito musical. Ele tem guitarras (no plural), amplificador, pedaleira, violão, uma coleção de cds e de conhecimento sobre música bem invejável, e ele adora descobrir bandas. Daí vem essa lista: bandas que eu descobri através dele (+ chorinho) e pouca gente conhece, o que acho uma pena.

1. Alabama Shakes. Ela é incrível. Olha só esse som. Ouve essa voz.

2. Vera loca. Uma banda do sul, super legal, com umas letras que grudam na gente.

3. Publica. Amo esses caras.
4. London Grammar

5. Arctic Monkeys


E o chorinho vai pra Malu, uma espanhola que é uma delícia de ouvir :) Essa é Blanco y negro, e prometo que se você se dedicar estará cantando junto en un rato!

domingo, 11 de janeiro de 2015

Pequena alegria da semana - A família Belier

Uma pequena grande alegria dessa semana que passou foi assistir ao filme A família Belier. O link do Espaço Itaú de cinema está aqui, com a sinopse. Não sei se a sinopse diz muito, contudo. A gente na verdade tinha ido ver outro filme (Se fazendo de morto), e descobriu que ele ainda estava na pré estreia. Tínhamos visto o trailer desse na outra semana, e resolvemos arriscar, mas tinha medo de ser meio dramático.
Tem drama, tem comédia, tem romance. Chorei numa cena, ri em várias, me emocionei em outras, e saímos falando de como era um filme que podia tão facilmente ter sido apelativo e hollywoodiano e conseguiu escapar de vários clichês. Tão fofo. Fiquei muito feliz de tê-lo visto.

Checa aqui:


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Desafio literário - imagem da semana 1

O primeiro desafio de 2015 - como sou bem Monica Geller, vou instaurá-lo para terminar até julho.

26 livros para ler em 2015
1. Um livro que você tem mas ainda não leu
2. Um livro que foi transformado em filme
3. Um livro que você escolheu baseado unicamente na capa
4. Um livro que um amigo ame
5. Um livro publicado esse ano
6. Um livro de um autor que você nunca tenha lido
7. Um livro de um autor que você ame
8. Um livro que esteja no fim da sua pilha de leitura
9. Um livro com uma cor no título
10. Um livro que se passe num lugar que você sempre quis visitar
11. Um livro que você começou mas nunca terminou
12. Um livro com um leão. Uma bruxa. Ou um guardarroupa.
13. Um livro com uma heroína.
14. Um livro que se passe no verão.
15. Um livro de poemas.
16. Um livro que você descobriu por causa deste desafio.
17. Um livro que vá fazê-lo ficar mais inteligente.
18. Um livro com uma capa azul.
19. Um livro que você deveria ter lido na escola mas não leu.
20. Um livro que 'todo mundo' menos você já leu
21. Um livro com uma ótima primeira linha.
22. Um livro com figuras
23. Um livro da biblioteca
24. Um livro que você amou... leia-o novamente!
25. Um livro que tenha mais de 10 anos
26. Um livro baseado numa história real

Book resolutions

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 1

Os livros que eu li essa semana fora da categoria Nos estandes:

After her - Joyce Maynard
Eu fui atrás da obra da Joyce Maynard porque gostei muito do Labor day, que foi transformado em filme. (E também porque esse livro estava 2 dólares). Gostei. Mas não adorei, como Labor day. Essa história é sobre duas irmãs, que tem um relacionamento bem próximo, com aventuras, cumplicidade, amor de irmãs que contam uma com a outra, e cujos pais se separam quando são pré adolescentes. O pai é detetive e quando um serial killer começa a atacar a região, ele fica abalado, tanto pela violência dos crimes (contra mulheres) quanto pela sua inabilidade de conseguir prendê-lo. Ele é um personagem muito charmoso, muito sedutor, que vai lentamente sendo consumido pelo fato, enquanto as meninas, especialmente a mais velha, tentam continuar resgatando a vida como ela era.
Houve coisas muito boas: de novo, os laços humanos que a autora constroi são realmente muito bons. A história em si, tenho muitas dúvidas, me pareceu surgir alguns laços soltos. Enfim, bom romance, bom para um período de férias, tipo 'me recomenda um livro'. Mas nada que vá pra minha estante permanentemente.

Peça-me o que quiser, Megan Maxwell, a trilogia
A versão espanhola dos romances eróticos, tem feito sucesso na Europa e traz a história de Eric e Judith Flores. O de sempre - ou seja, muito escândalo, muito grito, muito drama desnecessário, muita química, só que eles preferem voyeurismo a BDSM. E a tradução está meio estranha. Reconheci muitas expressões que me soaram muito espanholas (do tipo Ay caramba, ou Anda que te conozco) traduzidas literalmente, o que ficou estranho. Enfim, se você gosta do gênero e quer estar a par do que está rolando nele, vale, não é terrível. Mas só se estiver num preço muito bom. - Ou entre no meu sorteio, assim que eu descobrir como fazer para sortear os 8 livros para pessoas diferentes, ele pode ser todo seu.

The woman who stole my life, Marian Keyes
THE WOMAN WHO STOLE MY LIFE
Bom, por onde começar? Foi ok. Nada de mais. Eu já gostei muito de Marian Keyes, então nada de mais pra mim já é ruim. Talvez tenha sido intenção dela ter tantos personagens absolutamente imbecis num mesmo livro, mas eu esperava mais profundidade deles e menos falta de noção/caráter. Tem gente que dá vontade de bater (com o livro, talvez, que tem 500 páginas). Aí vem a segunda coisa: pra isso, não precisava de 500 páginas. Vamos gente: vamos cortar uns personagens e fazer disso um chick lit? já que a gente tem o médico bonitão? ou fazer uma novel de verdade, e nesse caso trabalhar um pouco os outros caras? ah, sei lá. Acho que é um pass. Pode dispensar. Leia os livros antigos dela, que eram mais legais, especialmente as crônicas (Under the duvet, por exemplo), e aí você volta nesse, que talvez fique mais simpático (vai que eu estava de mau humor).





quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 1 - Nos estandes - After, Anna Todd

O que eu li essa semana, começando com Nos estandes - uma semana por mês eu falarei de algum livro que me chamou a atenção por estar em exposição nas livrarias e eu li:

Nos estandes:
fui atraída pelo After, da Anna Todd. Um YA, parecia simpático, (gosto das palavras YA, romance, fanfiction) e resolvi procurá-lo no kindle em vez de comprar na livraria. Aí descobri que ele tinha toda uma história: havia sido publicado gratuitamente no watpadd, por uma universitária, baseada nos sujeitos do One direction. A tristeza começou aí. (um pouco por vergonha alheia, na verdade). Enfim, resumindo, são quatro livros, três dá pra achar entre kindle e watpadd e o último ainda será lançado. Eles cobrem dois universitários, o Hardin (que originalmente era Harry, da banda) e a Tess. Tinha partes se referindo ao Morro dos ventos uivantes (claro, tantos romances estão usando isso agora loucamente), e é meio sexy demais pra um YA, além do fato de esse menino ser muuuito Garoto Enxaqueca pro meu gosto. (referência aqui, pra quem não sabe do que eu estou falando.) Mesmo se fosse só Heathcliff, vocês sabem qual minha opinião sobre o drama excessivo, abuso exacerbado e falta de educação generalizada entre o casal, né? Mas não é.
Enfim, a Tess é meio puritana, e claro, se apaixona pelo Hardin, o bad boy da história. Até aí, mais ou menos sete milhões de livros foram escritos sobre isso. Só que rola uma coisa meio doentia e mal educada, e o primeiro livro termina de modo definitivamente vergonha alheia. Para ambos. Para ela, porque ela já disse tantas vezes "eu não falo mais com você, você quer me arruinar, não posso viver com você nem sem você, te odeio", etc, que quando ela realmente quer dizer isso, ninguém tá nem aí. E para ele, porque realmente, realmente ele passou todos os limites da falta de noção.

Aí começa o segundo livro. Mais do mesmo, com o adicional das pessoas à volta dos dois. Ou seja, não contente com transmitir a loucura psicótica adolescente do casal, a autora decidiu que todo mundo havia contribuído para que isso acontecesse. De um certo modo, é justo. Porque a família dele não é normal, embora finja. A dela, Jesus. (e piora no terceiro livro). Os amigos fazem com que o nosso jardim de infância pareça um grupo de mestrado. De verdade, chega a ser engraçado. SQN.
Como uma resenhista do Goodreads bem colocou:

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E finalmente chegamos ao terceiro livro. Por que ele é ruim? porque tudo que aconteceu nos dois primeiros só é elevado à terceira potência. Eles são mais disfuncionais, os términos de relacionamento acontecem com mais frequência ainda (e são ainda menos críveis conforme o tempo passa), acrescenta-se mais tragédia (porque claro, ela vai ficando mais mexicana), mas ela não faz nada pela história. E aí, no fim, chega um momento daqueles doces, que faz o leitor se lembrar do porquê tanta gente continuou lendo (o maluco psicótico adolescente sabe ser bem fofo, quando não está se jogando no chão gritando)...
SPOILER. ALERTA VERMELHO. SE VOCÊ VAI LER E NÃO QUER SABER O FIM, PARE AQUI.

ESTOU AVISANDO.

... e não, eles ainda não ficam juntos nesse momento. Literalmente, a página termina com ela indo correr em direção a ele, toda derretida com o que havia começado por ser algo terrível que ele tinha feito (estou tentando manter os spoilers no mínimo aqui) e terminou sendo fofo. E aí, na página seguinte, você lê e descobre que eles ficaram separados anos...
e piora! Durante esses anos, subitamente os dois se tornaram pessoas maduras, normais, deixaram de gritar, beber, se drogar, chorar a cada cinco minutos, qualquer comportamento destrutivo. Tipo,

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Pois é. Eu sou bem fã de YA, mas me recuso a reconhecer essa série como tal. Era tipo erotica para universitários. E deprimidos. Ou maníacos. Enfim, gente que busca automedicação. Há realmente momentos fofos, reconheço. Sou a primeira a dizer que amo heróis meio malucos. Mas tudo tem limite.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

6on6 janeiro - decoração!

Decidi que o 6 on 6 desse mês ia ter pedacinhos da minha casa dos quais eu gosto muito. Vamos lá:


1. A gente ficou dias procurando o que colocar nesse canto do rack. Mas eu gostei disso. Foi comprado na Etna, não é nada de mais, mas gosto do formato meio mandala.



2. Essa árvore é de ferro fundido e fica na parede do nosso quarto. Compramos em Embu das Artes, e era o que eu queria: linda, colorida, grande, com raiz e com flores.



3. Eu sei que um milhão de pessoas tem essa luminariazinha da Imaginarium, mas eu queria tanto! Ela é pitica, e a pilha, e a coisa mais fofa do mundo.




4. Essas tulipas de madeira estão comigo há pelo menos quinze anos. Os vasos já quebraram mais de uma vez, a última na reforma de um ano e meio atrás. Essas garrafas, por outro lado, estavam aqui no apartamento quando nos mudamos, eram da antiga proprietária, achei um charme meio vintage. Não?



5. O espelhinho veio de Toledo, uma cidade a uma hora de Madrid que eu visitei na primeira viagem à Europa, há uns quatorze anos. Sabe aquelas lembranças de viagem que te levam diretamente à rua na qual você comprou, às moedas que usou, à escolha que fez? Fica na porta, do lado de fora.


6. Essas são adesivos, presas com uma ventosa, e ficaram ótimas nesse drywall que fica ao lado da estante, entre a sala de jantar e a cozinha. Achamos na Etna, e achei mais legal que as libélulas.


É isso. Pedacinhos da minha casa. A gente ficou 6 meses reformando em 2012, então temos muito amor por tudo que tem dentro dela. Espero que vocês tenham gostado :)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

top 5 das segundas - filmes fofos

Hoje, inaugurando o top 5 que será meu novo post habitual das segundas, vou falar dos filmes mais fofos do universo:

1. A família Belier, ainda no cinema, por favor, vá ver.
2. A vida secreta de Walter Mitty. Parece meio maluco, (e é um pouco, porque coisas fofas são meio malucas) mas é tão, tão doce.

3. Ruby Sparks. Primeiro, esse ator é absurdo de bom. Segundo, a história é dessas (doces e malucas). Te faz suspirar no começo e no fim. Não sei porque não é muito conhecido. Devia.

4. O fabuloso desitno de Amelie Poulain, é claro. O pai de todas as fofuras.



5. Mais estranho que a ficção, outro filme que não entendo como não é famoso como outros. Além de tudo, tem a ver com livros.



Chorinho de top 5: Little miss Sunshine, com a linda linda linda da Abigail Breslin e o fantástico que eu já mencionei Paul Dano.

Corre no Now, Netflix, locadora, loja de dvds, o que quer que te ajude a passar a semana mais fofa do mundo na companhia desses filmes. Vai!!!!

Post inspirado pelos lindos do Rotaroots :)




sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Andanças de dezembro




Andanças de dezembro foram diversas; abaixo, as comilanças e os intervalos entre elas, quer dizer, as outras coisas que às vezes a gente faz (normalmente antes de comer, quem eu estou enganando?).


Café Arabe, na Brigadeiro Faria Lima, 1827; almoço honesto, comida árabe boa. Não tem site, mas se você fizer um google, vai achar várias críticas positivas.
Pão (padaria artesanal orgânica), no Shopping Iguatemi. Fui pela experiência, mas não achei nada sensacional e esperava bem mais. Também não comi doces, talvez seja o forte deles. Almocei a tartine de queijo de cabra, que estava boa.
Le French Bazar - fomos almoçar em amigos, durante a semana, e estava vaziozinho (é na Fradique Coutinho, em Pinheiros).  Gostei bastante, e achei o valor bem razoável. (claro, as bebidas caras, como a maioria dos restaurantes infelizmente faz, mas pelo menos a água era cortesia). Era um pacotinho, entrada + prato + sobremesa. A entrada, com ovo, estava ótima, o prato também, e a sobremesa, um creme brulée, eu não adorei, mas tinha favas de baunilha de verdade, o que é um mérito real.
Bar da dona onça - adoro. Fomos levar um alemão que veio turistar (na verdade, trabalhar, mas conosco ele turistou no fim de semana), e achamos uma boa por ser no edifício Copan e tal. A comida nesse dia estava salgada, mas acho o lugar legal, as bebidas ótimas, gosto muito. As porções são imperdíveis (as croquetes de carne de panela, por exemplo).
Salve Jorge - bar super tradicional no centro de São Paulo, em frente à bolsa de valores. Fomos num sábado, tudo fechado, então uma delícia, aquele clima da cidade que a gente queria que São Paulo fosse... na verdade há duas outras unidades, mas me disseram que os preços da Vila Madalena são diferentes (mais caros, claro). De qualquer modo, eu tomei uma caipirinha chamada Saladino, com tangerina e gengibre (o garçom, dos mais atenciosos do universo, disse que eles trazem os ingredientes do Mercadão Municipal) que eu tomaria para sempre com facilidade :P
Cantina do Araújo e Sá Rosa, em Poços de Caldas: o primeiro é super tradicional, tem pratos bem servidos e ótimos. A cafeteria é  uma fofura sem fim, tudo é gostoso - experimentei já diversos doces de lá e gosto de tudo). Não tem site, mas vai por mim.
A quinta do Marquês - Sabe aquele lugar que você namora de longe? aí essa semana estavamos indo ao Café Arabe e ele estava fechado, então resolvemos ir à Quinta do Marquês, que aparentemente era restaurante também, e cuja fachada é atraente. Mas não é bonito e fofo como eu esperava não. A comida do self service parecia bem mortinha, os lanches bem sem graça, a atendente checou nosso pedido e errou nele (verdade seja dita, antes de trazê-lo; quando o trouxe, estava tudo certo) quatro vezes, e os quindins tinham cara de ter uma semana de idade. (O lugar supostamente é bem português, com doces tradicionais, tipo pastel de belém, de santa clara, quindim, etc etc).

Queria ir ao Belas Artes, e escolhemos esperar uma hora pra ver um argentino chamado El crítico. Eu não detestei, meu par sim. Comprido quase eterno, a coisa demorou pra engatar, o fim não foi hollywoodiano, tinha uma coisa toda na história meio "e daí?"; mas acho que o ator principal era bom, então segurou a coisa.
Tínhamos visto Setimo, com o Darín, que ainda está em cartaz lá. Não é ótimo, considerando-se que é Darín, mas ainda é melhor.

Fomos ao Zoológico também. Está super bonitinho e organizado, com várias coisas novas (vamos lá uma vez a cada dois anos, moramos perto). Tem uma família nova de suricatos, as girafas continuam lindas, e fomos num dia vazio, então estava delicioso. R$ 20,00 de entrada (inteira), mais os R$ 14,00 de estacionamento.

Fomos à exposição "O mundo segundo Mafalda". Absolutamente a maior fofura do universo. Gratuita, relativamente interativa, mas mesmo quando não, é interessante. Minha irmã e eu atravessávamos três bairros de ônibus na adolescência para ir à biblioteca alugar o Toda a Mafalda, numa edição em português de Portugal, e ela copiava as tirinhas em papel de seda. Todas as férias, até eu começar a trabalhar e comprar o treco, rs.



Fomos também à Pinacoteca do Estado ver a exposição do Ron Mueck, o australiano que faz sucesso com suas obras muito, muito, muito realistas. Eu nem queria muito ir ver, porque mil amigos tinham ido e eu já tinha visto todas as fotos das obras. Levei um tapa na cara, porque é a mesma coisa que dizer que você viu Paris porque assistiu muitos filmes que se passam lá e não precisa mais ir :P Sensacional, valeu a 1:30 de fila. (mas se você for, saiba que a fila anda mesmo assim, e vá com sombrinha, protetor solar, água e amor no coração). A entrada é só R$ 6,00, e a Pinacoteca na verdade merece a visita de qualquer jeito, porque o prédio é lindo, os vãos tem esculturas incríveis...

É isso. Que 2015 traga muito mais andanças pra todos nós!