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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Andanças de fevereiro

Cumprindo a promessa (pelo menos a que fiz a mim mesma, fiquei um pooouco envergonhada mês passado), embora tenha como sempre comido bastante, rs, consigo pelo menos recomendar um ou outro programa:

Fomos ver Meu Deus! - só está em cartaz até fim de março! - no teatro TUCA, em Perdizes. Eu só havia lido a sinopse brevemente, foi o casal de amigos que nos convidou que escolheu a peça. O que eu sabia: comédia, na qual Ana, psicóloga interpretada pela Irene Ravache, recebe no consultório Deus, intepretado por Dan Stulbach, deprimido há dois mil anos e pensando em suicídio.



O que eu vi: Irene Ravache, linda, jovem, dando um show como atriz e como mulher. Gostei muito. Dan Stulbach, que gentleman!, tinha vontade de levá-lo para jantar porque imagino o deleite que deve ser ficar ouvindo esse sujeito. Agora, a peça: não achei muito se encaixando no gênero de comédia não. Houve cenas engraçadas, claro (Deus relembrando a euforia de inventar 170 tons de verde para as árvores ou o canguru, por exemplo), mas eu havia me preparado para rir e não foi muito o caso.
Há muitas referências religiosas que podem se perder: ou seja, eu sou uma católica com algum conhecimento, gostava de ler fábulas, fui coordenadora de crisma, conheço um pouco das histórias bíblicas; meu companheiro é quase ateu - e em alguns casos, eu enxergava muito mais ironia ou interesse em falas do que ele, por exemplo quando Ana e Deus começam a falar sobre Esaú e Jacó, Caim e Abel, Raquel, Jó - Jó é importante para a história. Outra coisa é que, embora no começo haja uma referência a outras religiões, mencionando sinagogas, mesquitas, templos budistas, etc, os diálogos são todos focados no Novo e Velho testamento.
Claro, tudo é uma visão e religião é algo tão aberto - e talvez tenha sido exatamente essa a intenção, nos fazer discutir algo sobre tudo que isso representa - mas acho que poderia ter sido mais interessante, do ponto de vista do entretenimento, ou mais abrangente, do ponto de vista de parâmetro base para discussão. De qualquer maneira, os atores ótimos valem a visita, e teatro é sempre tão legal!

Puzzle (d)


Eu já amava Felipe Hirsch e Guilherme Weber desde a Sutil Companhia de teatro, que era de Curitiba e foi até 2012. Assisti quase todas as peças deles mais de uma vez (A vida é cheia de som e fúria creio que vi cinco vezes), acho o visual das peças sensacional, as mídias envolvidas incríveis... Aí o Hirsch vem e diz que está com o projeto do Ultralíricos baseado em literatura. É de morrer de amor! A peça está no SESC Vila Mariana, mas eu se fosse você correria agora (agora, larga esse computador e vai!) ver se existe algum ingresso sobrando porque por enquanto as sessões estão limitadas. É, como todas as peças deles, um visual interessante, um ângulo novo sobre coisas de sempre - nesse caso, o Brasil, São Paulo, ufanismos, patriotismo, nacionalismos de modo geral, hábitos. Morremos de rir, saímos pensando... e vamos voltar.

Em relação a restaurantes, fui num que vale a pena comentar - e vale por 10, aliás. Se chama Osteria del Pettirosso, fica na Alameda Lorena, e foi fácil fácil uma das top 5 refeições da minha vida. A gente experimentou o menu degustação com primi e secondi (uma massa e uma carne, à la italiana). Tem de ser o mesmo prato para os dois, e escolhemos penne alla vodka com burrata e fileto a Bismarck, estavam absolutamente perfeitos. A sobremesa pôde ser escolhida individualmente, ele escolheu a crema pasticcera e eu escolhi tiramisu, o mais fofinho que eu já experimentei na vida. Tomamos mais meia garrafa de um vinho italiano delicioso, um merlot da Umbria, e saímos desejando ser ricos e/ou morar na Itália, o que acontecer primeiro.

Fui também à Via Emília piadineria, que está com sanduweek (o Restaurant week dos sanduíches, com duas versões em cada restaurante participante - a Via Emília tem um a 15 e um a 30 reais). Experimentei o de 15 reais, uma piadina de pernil muito divina. Comi sobremesa, um bolo mousse de chocolate com calda de gengibre e manjericão que estava perfeito. E o café, servido na cafeteira italiana, era um charme só igualável às lambretinhas que estavam em cada mesa ou à decoração absolutamente fofa. Muito recomendado, e ótimo custo benefício.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

#28happydays - Coisas de blogueiras


Eu nasci prematura, então vou publicar os 28 happy days no dia 27 mesmo, rs. É uma ideia fofa do grupo Coisas de blogueiras, blogagem coletiva. Coleção de coisas legais do mês de fevereiro, meu mês favorito, por dia:

1. achar o cartão de estacionamento perdido! Pensa num ódio: você entra no shopping, coloca o cartão no trequinho do carro, estaciona. Vai pegar o cartão... ele se enfiou dentro do trequinho!!! Não sei como chama o trequinho, mas vou resumir: há um mês, tive de pagar 30 reais no shopping porque não consegui tirar o cartão dos confins do meu próprio carro. Ele parecia ter ido pra Nárnia. E eis que semana passada... ele reaparece, do nada, no chão do carro! não vou nem questionar a sorte.
2. ouvir Don't stop believing, do Journey, indo trabalhar de manhã. Eu canto mal, então prefiro essas músicas bem gritonas rs.
3. o livro novo da Jodi Ellen Malpas entregue diretamente no Kindle :)
4. Ouvir uma novaiorquina dizer enfaticamente que meu inglês é lindo <3
5. O caminho da volta de casa, passando por essa praça que é um dos lugares mais lindos da cidade. De um lado, o Ibirapuera. Do outro... se chama Praça Cidade de Milão.


6. Começar a contagem regressiva pro meu aniversário!
7. Ganhar três novas sapatilhas megafofas!
8. Doar seis pares de sapatos que usava muito pouco para alguém que vai usar muito mais (e liberar espaço para as sapatilhas megafofas)
9. Ir pegar meu passaporte novo na Polícia Federal, que foi muito competente e me avisou por e-mail que já tinha chegado
10. Ajudar a construir um plano de aula superlegal
11. Trocar livros emprestados (foi quando li o livro da Janina Bauman)
12. Encomendar um bolo Red Velvet e ter um amigo esperto que o faz com cobertura e recheio de cheesecake


13. ir ao teatro ver a Irene Ravache dando show na peça Meu Deus!
14. comer na Osteria del Pettirosso, fácil fácil uma das melhores refeições da minha vida. Da carne ao ponto perfeito ao tiramisu com mascarpone feito na casa, (olha ele aqui) eu só consegui pensar, que bom que a viagem de férias está chegando :)grande

15. ser apresentada a um site que baixa livros em pdf, mobi e dá pra ler online e tem livros incríveis (se quiser eu dou o endereço), sem cadastro, sem chatice, sem defeitos no livro, sem vírus, na hora.
16. conseguir terminar de cumprir as obrigações referentes ao casamento da Mimi (marcar com o cabeleireiro para ele ver o que vai fazer comigo, escolher o sapato, mandar fazer ajuste no vestido, comprar o brinco). Estava aflita porque o tempo está acabando!
17. encontrar o livro O rei negro, que originou a história O conde de Montecristo, no sebo por 20 reais!
18. assistir à peça Puzzle (d), dirigida pelo sempre fantástico Felipe Hirsch, no SESC Vila Mariana.
19. ler quatro livros em português na sequência, cortesia daquele site que eu mencionei, e adiantar o desafio literário :)
20. ganhar uma caixa cheia de mimos de presente (adiantado) de aniversário, que incluiu coisas muito fofas, de uma capa de celular customizada com os personagens de Friends à café, vinho, livro, montes de bilhetes fofos em cada coisa... ter gente que se dê ao trabalho de te conhecer é sempre um very happy day :)

21. ir comer o sanduíche de pernil do Estadão. Tenho vergonha de ser carnívora, e tenho mais vergonha ainda quando como pernil, porque gosto MUITO.
22. ouvir 29 palms, do Robert Plant, no rádio. Adoro essa música! sei duas frases dela, mas as canto com toda vontade!
23. achar essa caldinha para sorvete:

24. ganhar flores de presente! (tudo bem que descobri que não tenho vaso e tive de colocar no balde de pipoca, mas elas são lindas)
25. chegar no trabalho no dia do aniversário e estar com a mesa cheia de bilhetinhos, presentes e alegrias
26. ter feito reserva de um passeio de gôndola em Veneza e ouvir de amigos que pagaram o triplo ao vivo
27. conseguir encaixar tudo que se tem de fazer no dia sem se atrasar - em SP, quase um milagre.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A Letícia lê - semana 8 - Vale a pena ler de novo :) - Anexos, Rainbow Rowell

Resolvi, num impulso, reler Anexos, ou Attachments, da Rainbow Rowell. Eu gosto de tudo nesse livro: da capa, que é muito fofa, da autora, por quem estou apaixonada, do formato da história - amo livros em forma de carta, e-mail, bilhetes, qualquer tipo de correspondência. Seja Fernando Sabino e Clarice, Simone de Beauvoir e Nelson Algren ou dois adolescentes como Ana e Pedro, da Vivina de Assis Viana, é certeza que vou gostar. Meu ponto fraco, acho.

Mesmo assim, a gente nunca sabe. A segunda vez que você lê um livro é aquilo de Heráclito, não é o mesmo rio nem o mesmo homem, porque a gente já mudou tanto e a água já passou.
Mas eu gostei tanto quanto da primeira vez, acho que mais, porque apesar da minha memória sem ferro ou cálcio, eu lembrava de algumas coisas, então havia menos ansiedade e pude apreciar integralmente o fato de que a Beth e a Jennifer são muito engraçadas e fofas, e eu queria muito ser amiga delas. Eu ri alto várias vezes. Além disso, eu queria ser amiga da Doris, da mãe do Lincoln, pegar o Lincoln pela mão e contar pra ele como ele não sabe quem ele é ou pode ser... sabe aquele livro com o qual você pensa que está com várias pessoas que são simpáticas e que podiam facilmente estar na sua vida?

É a coisa mais romântica e doce do mundo:
Você acredita em amor à primeira vista?
Não sei. Você acredita em amor antes disso?
Rainbow Rowell's Best Book Quotes on Love #Attachments


“I don't know if I even believe in that anymore. The right guy. The perfect guy. The one. I've lost faith in "the".
How do you feel about "a" and "an"?
Indifferent.
So you're considering a life without articles?” 

A propósito, milhões de citações fofas desse livro aqui: https://www.goodreads.com/work/quotes/13785503-attachments

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

top 5 das segundas

top 5 alegrias do Carnaval em casa

Estou fazendo a blogagem coletiva #28happydays, e parece que alegria atrai alegria, porque me lembrei de mais coisas legais...

1. fazer maratona de seriados (no caso, fui impedida porque meu querido fez maratona de filmes de espaço. comprou Gravidade, Hubble e 2001 Uma Odisséia no espaço, enfiou os oclinhos 3D e lá ficou). Mas a ideia é legal :)
2. fazer bolinhos de chuva!
3. sentar pra ler com uma xícara gigante de chá. Só gosto de chá de ervas, mas ele dura e é quentinho e é feliz.

(É isso que eu chamo de um encontro quente :))
(Hot date :)


4. sair pra rua pra fazer uma coisa e voltar com quatro feitas (tipo, farmácia, comprar flores, passar no mercado) em metade do tempo normal e com o dobro do bom humor.
5. colocar coisas em dia (gente, eu sou muito neurótica, mas adoro! sabe, arrumar armário, planejar agenda, organizar coisas?) consegui planejar metade da viagem de férias, inclusive comprando as passagens de trem que faltavam, fiz o calendário de posts de blog de março e abril, daqui e do Ella Intima, paguei contas online... me senti muito eficiente!


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Machado de Assis, sensacionalmente colocado

Achei isso aqui sensacional e incrível e fantástico. Uma amiga me enviou, não sei bem qual a origem, mas me diga se não é um tapa com luvas de pelica absolutamente maravilhoso:


“Veja abaixo a onírica entrevista realizada pela alta Direção de Migalhas com o escritor Machado de Assis.
Migalhas - Você sabia que até hoje é muito lido ?
Machado de Assis - "O louvor dos mortos é um modo de orar por eles."
Migalhas - Andam dizendo por aqui que seus textos estão ultrapassados.
M.A. - "A morte não envelhece."
Migalhas - De fato, mas afirmam que algumas palavras ficaram no passado.
M.A. - "O passado é um pecúlio para os que já não esperam nada do presente ou do futuro; há ali sensações vivas que preenchem as lacunas de todo o tempo."
Migalhas - Deixa ver se entendemos. Você quis dizer que...
M.A. - ... "O passado é ainda a melhor parte do presente."
Migalhas - Ok. Mas veja que há uma mulher querendo explicar sua obra para os jovens. Quer, digamos, deixar o texto mais claro. O que você acha disso ?
M.A. - "Nem tudo é claro na vida ou nos livros."
Migalhas - Concordamos. Mas ela vai mexer na linguagem, trocando algumas palavras por sinônimos. Você concorda ?
M.A. - "Em matéria de língua, quem quer tudo muito explicado, arrisca-se a não explicar nada."
Migalhas - A questão é que a molecada de hoje não está lendo como antes. Há tantas coisas novas e interessantes a lhes tirar o gosto pela leitura.
M.A. - "É natural da criança preferir os brincos aos labores do estudo."
Migalhas - O resultado é que, de acordo com a indigitada mulher, para os jovens seus livros são de difícil leitura.
M.A. - "O leitor atento, verdadeiramente ruminante, tem quatro estômagos no cérebro, e por eles faz passar e repassar os atos e os fatos, até que deduz a verdade, que estava, ou parecia estar escondida."
Migalhas - Mas há adjetivos e substantivos vetustos (ops. "vetustos", pela lógica da mulher, seria proibido).
M.A. - "O adjetivo é a alma do idioma, a sua porção idealista e metafísica. O substantivo é a realidade nua e crua, é o naturalismo do vocabulário."
Migalhas - Então você é contra que outra pessoa explique seus textos ?
M.A. - "Quando a gente lê por olhos estranhos, entende mal as cousas."
Migalhas - Enfim, não devemos explicar nada em sua obra ?
M.A. - "Tudo neste mundo nasce com a sua explicação em si mesmo; a questão é catá-la."
Migalhas - A bem da verdade, essa não é uma iniciativa nova. Já se chegou a cogitar isso.
M.A. - "Há ideias que são da família das moscas teimosas: por mais que a gente as sacuda, elas tornam e pousam."
Migalhas - Mas como agora houve dinheiro arrecado, parece que o livro vai sair.
M.A. - "Meia dúzia de folhas de papel dobradas, encadernadas, e numeradas é um livro."
Migalhas - Pelo visto, Machado de Assis, você está cansado desta ladainha ?
M.A. - "Causa tédio ver como se caluniam os caracteres, como se deturpam as opiniões, como se invertem as ideias, a favor de interesses transitórios e materiais, e da exclusão de toda a opinião que não comunga com a dominante."
Migalhas - O que acha que devemos fazer com o livro desta senhora ?
M.A. - "Os homens, como os livros, têm os seus destinos."
Migalhas - Compreendemos. Finalizando, que resposta você daria para os que chamam sua obra de velha ?
M.A. - "Deus é velho, e é a melhor leitura que há."
· Nota da Redação - Todas as "respostas" foram catadas na obra Migalhas de Machado de Assis, com suas respectivas fontes. (Clique aqui)”.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A Letícia lê -semana 7 - Timely classic - A tale of two cities (Um conto de duas cidades, Dickens)

Um conto de duas cidades, Charles Dickens

a fama dele:
Don't we know it.

Foi interessante ler esse livro de Dickens. Sinto que ainda não estou preparada para ele, contudo. Acho que não sei o suficiente sobre o pano de fundo da revolução para apreciar os capítulos a esse respeito (e por isso eles me entediaram), e por isso gostei muito mais dos capítulos que eram centralizados nos diálogos e nos personagens. Creio que talvez não esteja pronta para aceitar os personagens, que me pareceram monotemáticos (Lucie Manette, a abnegação e bondade em pessoa; Madame Defarge, a vilã vingativa maldosa), principalmente diante de outros que seriam tão mais bidimensionais (como Jarvis Lorry, que viveu toda a história com perspectivas distintas, Dr. Alexandre Manette, que foi capaz de sublimar seu sofrimento, entregar-se à loucura, sobrepujar-se à ela, lutar pela filha..., e, claro, Sydney, que tinha culpa, amor, dedicação, em partes iguais e em momentos diferentes). E há também outro personagem que só me irritou: Charles Darnay. Não consegui sentir nem o amor que ele supostamente tem por Lucie, nem a facilidade que ele tem de perdoar o que lhe sobra de culpa depois, primeiro por causa do tio, depois devido ao próprio sogro... claramente, um personagem muito forte, emocional e fisicamente, e de algum modo eu não consegui ver isso na descrição.
A história: bem resumidamente (você já sabe que a sinopse você encontra em qualquer lugar):
Jarvis Lorry procura Lucie Manette e diz a ela que Dr. Manette, seu pai, foi encontrado, após mais de quinze anos preso na Bastille, semi louco. Lucie o leva para casa e o cura com seu amor e compaixão :)
Charles Darnay está sendo acusado pela corte e encara pena de morte. O advogado, Stryver, é auxiliado pelo seu par, Sydney Carton, que, embora levemente bêbado e desengajado, usa sua incrível semelhança física com o réu para desacreditar as testemunhas. Ele será acusado outras vezes, e passará alguns anos na cadeia no decorrer de toda a história, no fim por Monsieur e Madame Defarge, essa uma pessoa vingativa que vive a vida buscando pessoas a quem punir. É sobrinho do Marquês de Evrèmond, cuja herança renunciou, preferindo viver de seu trabalho na Inglaterra e casando-se com Lucie Manette, com quem teve dois filhos, a pequena Lucie e outro menino.
Descobre-se que os Evremond causaram muito mais desgraça do que se supõe - inclusive a prisão do Dr. Manette e uma tragédia na família Defarge, muitos anos antes. Charles carregará esses pecados, inadvertidamente. Por outro lado, isso ocorre por uma reviravolta bem inesperada, trazida por ninguém menos que o próprio Dr. Manette, completamente sem quer
Sydney, que não se considera digno de amor algum, mas sempre foi devoto (essa é a palavra mais adequada) de Lucie, sacrifica toda sua vida por ela e sua família.

"Eu gostaria que você soubesse que você é o último sonho da minha alma... um sonho,somente um sonho, que termina em nada, e deixa a pessoa que está dormindo no mesmo lugar onde se deitou, mas gostaria que você soubesse que você o inspirou." (Sydney Carton, para Lucie Manette)

We're reading A Tale of Two Cities in English and I loved this quote by Sydney Carton... Had to make it a pin :)

Achei esse infográfico bem legal, até porque conecta os últimos clássicos com esse. O link está aqui

How does Jane Austen compare to Charles Dickens? #infographic Their private lives side by side

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A Letícia lê - semana 6 - semana temática - chick lit

Bom, eu resolvi desenterrar alguns chick lits para essa semana temática. Foi uma viagem no tempo, porque de verdade, lembrava de poucas coisas das histórias (lembra da minha memória ridícula?), mas me lembrava da cinestesia envolvida: onde comprei o livro - em um dos casos, encontrei a nota fiscal dentro: Saraiva do Shopping Anália Franco, em abril de 2002, e ele custou 42 reais! não é à toa que hoje em dia tenho preferido o kindle, e pago no máximo 8 dólares por livro. Em outros, em Londres, na Waterstone's, a qual tem uma promoção linda chamada 3 por 2, com vários títulos. Todas as vezes que passei por uma fui obrigada, portanto, a comprar tipo 12, rs, todas as vezes que via esse selinho lindo. Deu mais saudade do clima da viagem do que, em alguns casos, do livro. Sei lá se eu estava mal humorada, você vai ver que a semana foi de crítica, rs:

Enfim, vamos ao que interessa: alguns desses livros vão para a pilha de doação/venda, porque descobri que eles não precisam morar comigo - espaço é dinheiro, né.
Li: (e as reviews do Goodreads, com links de outras pessoas, estão aqui)
Don't you want me?, da India Knight.
Stella foi casada com Rupert, na faculdade, depois morou com Dominic, com quem teve Honey, se separou e agora vive na casa que ficou com ela com um amigo, Frank, tentando entender como funciona a vida de uma mãe solteira que quer sair com pessoas novamente. Bem escrito, em termos de construção linguística. Mas ela é muito cheia de julgamento para alguém que no fim das contas, vive de pensão e só entende o que realmente sente nas últimas dez páginas...
Bet me, Jennifer Crusie.
O tema central é bem clichê: a personagem principal, ligeiramente acima do peso, escuta o ex namorado fazer uma aposta com um bonitão sobre dormir com ela. O bonitão é, claro, muito mais fofo do que parece, e a relação deles evolui de um modo bem simpático. A cena dela na casa dos pais dele é impagável, e os amigos de modo geral são interessantes.
Bad Boy, Olivia Goldsmith
Autora do Clube das mulheres divorciadas (que virou filme com a Diane Keaton), mas foi o que mais me irritou desse pacote. O tema central é outro bem comum (amiga que tenta ajudar o amigo nerd a ser atraente para as mulheres, um 'bad boy', e as coisas saem um pouco do controle), mas achei menos interessante e longo demais.
Perfect Strangers, Robyn Sisman
Fofo, gostei desse: embora seja chick lit, foi bem desenvolvido como história, ou seja, o romance ficou sujeito à segundo plano (na verdade acho que teria sido interessante tê-lo melhor desenvolvido, especialmente no final) e a história chama a atenção. Lloyd e Suze trocam de casa e país dentro da empresa onde trabalham. Suze, inglesa que está na casa dele e da namorada em NY, começa a achá-lo simpático e tenta ajudá-lo quando ele é demitido por espionagem industrial e diz que é inocente. O melhor de todos os que eu li nesse pacotão.
My single friend, Jane Costello
A Jane Costello é famosa nesse meio, e o livro é ok. Adivinha, outro projeto makeover. Você tem um amigo nerd? Certeza que ele é o Clark Kent (ah vá, todo mundo sabe que é só tirar os óculos dele pra perceber que ele era o Superhomem! aliás a Rainbow Rowell linda discutiu isso através da Beth e Jennifer no Anexos) disfarçado, lindo, sarado, além de, como você já sabia, inteligente e doce e bem humorado. E, claro, depois de ficar com várias mulheres no decorrer da história, meio que pra provar que ele é desejado e causar um drama de ciúmes, no fim ele confessa à heroína que sempre gostou dela (essa parte na verdade foi fofa). Bonitinho, mas só se você está numa vibe romântica, de praia e alegria.
Where have all the boys gone?, Jenny Colgan (esse não achei, mas há vários dela)
Katie trabalha em Relações Públicas, e acaba no meio da Escócia para ajudar um moço meio Grinch, Harry Barr, a salvar uma floresta que está correndo perigo de virar um campo de golfe e isentá-lo das acusações de estar matando as árvores que lhe estão sendo feitas. Enquanto isso, a amiga que foi a tiracolo ninguém sabe muito bem como nem porquê se aventura com o resto da cidade (é Fairlish, uma cidade na qual existem 16 homens para cada mulher), e ela mete os pés pelas mãos várias vezes. Meh.
Azur like it, Wendy Holden.
Quase não terminei esse. Katie é jornalista de uma cidade superpequena e o filho do dono vem assumir o jornal; ela vai pra Cannes cobrir o festival de cinema, que já era um sonho dela, toda iludida que ele está apaixonado por ela, quando na verdade ele é um sem caráter. Etc, etc.
BFD

Conclusões: antigamente, eu gostava de todos os chick lits, que eram engraçados, leves, interessantes e românticos. Agora, quero que eles sejam tudo isso, tenham todos os aspectos da história envolventes e não me façam ficar com vergonha de estar lendo o título em questão. Parece que isso é mais difícil que há quinze anos quando eu comecei a lê-los. Por outro lado, devo dizer que as histórias eram mais bem desenvolvidas que eu achava que seriam, muito mais do que hoje se acham nos estandes os romances que são SÓ isso. Quase sempre existe uma tentativa real de ter um pano de fundo, amigos, trabalho, personalidade, e não só o herói e a heroína. Hurray. Acho digno...
"Book Covers Are Judging Me" by Tara Sparling. Hilarious.

A propósito: troco qualquer livro desses (acho que só não o da Robyn, me apeguei um pouco), se alguém quiser e ler em inglês ;)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

tag literária - Quem é você?

Você é o personagem principal do último livro que você leu. Quem é você?

Who Are You?

Eu sou Janina Bauman (na verdade, Janina Lewinson), do livro Inverno na manhã, uma jovem no Gueto de Varsóvia. Janina publicou um livro com suas memórias da época, quando, judia não praticante, viveu alguns anos fugindo dos piores horrores da guerra. Sobreviveu relativamente com sorte (ficou o tempo todo com a mãe e a irmã, não sofreu abusos físicos, sexuais ou foi enviada para campos), mas presenciou todo o absurdo e a infinita tristeza que a época trouxe, perdendo quase toda a família estendida (fiquei muito triste com algumas das pessoas), passando semi fome por vários anos e, embora narrando tudo com muita leveza, vivendo coisas que jamais havia imaginado.
Esse livro me foi emprestado, e li numa tarde. Não há erros de linguagem, embora tenha me irritado com a maneira como os pedaços de enciclopédia são colocados (com reticências no meio do texto) e com as ocasionais separa-ções no meio das linhas que denotam os erros de revisão que escaparam. Não é suficiente para deixarmos de pensar na Janina - e não foi o suficiente para que eu não fosse pesquisar o que aconteceu com ela depois da guerra, e ficasse feliz de saber que ela morreu aos 83 anos, deixando três filhos, em Leeds, na Inglaterra, deixando também um marido que fuma cachimbo e patrocina bolsas de sociologia na universidade da cidade. Muito pouco, considerando a quantidade de pessoas que perderam suas vidas e esperança naquele período, mas ficaria muito triste em saber que o tom leve e sem julgamento que ela usa no livro todo não havia sido recompensado com alguma felicidade.
Em tempo: o marido dela é Zigmunt Bauman, famoso pelo "amor líquido" e um velhinho absolutamente adorável, que você encontra em milhões de vídeos.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Pequena alegria da semana - casamento

A pequena grande alegria da semana é a contagem regressiva que começou: falta um mês pra Mimi, minha irmã mais linda do mundo, se casar! Alguém quer ver meu vestido???

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

6on6 - fevereiro :)

Projeto 6 on 6, com 6 fotos no dia 6, que eu descobri no www.nosofah.com e é puro amor <3 cheio de gente fofa!

Esse é de momentos de janeiro. As fotos estão particularmente ruins, rs, mas foram escolhidas de coração <3

1. Elvis. Porque 8 de janeiro ele faria aniversário, porque Elvis foi o primeiro disco que comprei, o primeiro souvenir que comprei fora do Brasil (esse quadro foi do Central Park, maior pegaturista, mas amo porque é Elvis Aaron Presley e isso é só amor)




2. Não sei porquê, de vez em quando joaninhas entram no 10o. andar, onde eu moro, e me enchem de alegria. Acredito que elas trazem sorte, além da lindeza, e foi num dia interessante (outra hora eu conto, pisca pisca). Ela está no teto, então a foto está ruim porque a luz estava meio apagada. Ou seja, imagine uma joaninha, rs.






3. Eu amo chuva. O que, claro, tem sido especialmente triste ultimamente, né, aqui em São Paulo, porque tá faltando água, porque o governo é absolutamente uma vergonha sobre isso, porque as pessoas tem zero noção. Mas esse céu pré e pós chuva então, nossa. Me lembra como é bonito viver.



4. Eu como brigadeiro no café da manhã. Não tenho vontade de comer de manhã, mas doce me tira da mortidão, me faz despertar. Esse é de chocolate callebaut, feito por um amigo muito querido que me faz esses mimos porque além de fofo e querido, tem um talento na cozinha que só Deus. Difícil achar que a vida não é linda depois de uma colherada disso com um espresso antes de sair de casa :)




5. Minha mãe é a maluca das simpatias. Me deu louro no ano novo, não me lembro mais pra quê. Essa é a Jamie fazendo a versão dela da simpatia de ano novo :)



6. Acho que deve ser bem pouquinho, comparado com um monte de vocês. Mas o mundo de blogueira, especialmente assídua, é novo pra mim. Eu faço quase zero propaganda, meus amigos não leem meu blog, me recuso a fazer o tal SDV e tenho vergonha alheia de muitos dos posts do povo abertamente pedindo gente que os leia - fora os erros crassos de português que habitam os blogs supostamente literários, fazendo resenhas na língua. Adoraria ter parcerias com editoras, mas muito mais porque economizaria dinheiro e adoro ler do que por qualquer outra coisa. Tipo, sou sozinha no mundo virtual. Eu escrevo pra mim e pra quem gosta de ler e de comer e bom, de mim, em algum momento. Pode ser só uma ou duas pessoas, mas fico genuinamente feliz. Aí ter 21000 visualizações, o que é 1500 por mês, parece muito, muito, muito legal. Obrigada, do fundo do coração.


 

Espero que vocês estejam aqui e tenham se divertido um pouquinho com as maluquices de janeiro. Que esse ano nos traga muitas coisas legais pra dividir dia 6 e todos os outros dias!!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A Letícia lê - semana 5 - Nos estandes - Por lugares incríveis, Jennifer Niven

A culpa foi toda minha. Eu assumo. Essa patetice de escolher livros que estão nos estandes, e de gostar de capas, e de YA. Fui levada a um canto. A sinopse do livro não mente pra você. O primeiro capítulo também não. São dois adolescentes que se conhecem numa torre, pensando em pular. Violet perdeu a irmã num acidente de carro no qual ela também estava, e Theodore é conhecido como Freak na escola (Esquisito) e tem pensamentos suicidas diariamente. O livro que os une de cara é da Virginia Woolf, As ondas.
Viu como a culpa foi minha? O livro All the bright places, ou Por lugares incríveis, já te avisa que você vai chorar copiosamente em algum momento, a não ser que a autora tenha sido muito incompetente. E ela não foi.

Bookiemoji reviews #AlltheBrightPlaces. "Every once in a while I come across a book that completely steals my heart and touches the very depths of my soul. ALL THE BRIGHT PLACES was one of those books for me."
(Você é todas as cores em uma, brilhando intensamente - para Violet, que ele chama de Ultravioleta)

Eu não sei o que dizer sobre esse livro que não seja um spoiler. Eu fiz o que eu costumo fazer - li o final depois de ler o primeiro capítulo. Ainda assim, nada havia me preparado, porque a jornada foi agridoce. Eu também me apaixonei pelo Finch e também acho que a Violet é Ultraviolet Remarkey-able (eu li no kindle em inglês, e agora fiquei muito curiosa para saber como fizeram essa tradução. O nome dela é Violet Markey, e ele fez uma gracinha com o nome (ultravioleta, porque ela continha todas as cores) e remarkable, um adjetivo que quer dizer muito especial). Ele é assim fofo. Mas eu tive de ler outro livro em seguida, e procurar algo bem fútil na sequência, para me distrair da tristeza infinita que senti enquanto lia.
Se você quiser saber mais, me avisa e te mando um e-mail. Ou um abraço. Ou os dois.

POR LUGARES INCRIVEIS

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Andanças de janeiro

O que eu fiz no primeiro mês do ano... gente, só comi! juro que me comportarei melhor em fevereiro. (ou não).

fui ao Vapor burger. Duas amigas no trabalho me disseram que precisavam de algo diferente na hora do almoço, e eu concordo em gênero número e grau que às vezes é essencial sair da mesmice. Tem dias que prefiro nem ir almoçar à ir aos mesmos lugares. Aí me lembrei desse lugar, que não grelha, não usa chapa e não frita nada do cardápio - e mesmo assim serve hambúrgueres. Legal, né? O lugar é superbonitinho, e como fomos durante a semana, estava bem tranquilo. Experimentamos o Australiano e o Beer Burger, além do milkshake com chocolate meio amargo. Veredito: legal, interessante, gostoso. Como não é caminho, provavelmente não voltaremos tão cedo, porque o conceito nos pareceu mais divertido que o gosto - e eu consigo me lembrar de dois outros lugares nos quais comemos hambúrgueres muito bons no bairro. Mas acho que vale a visita, especialmente para quem se sente megaculpado de comer junk food.

Gardênia restaurante - fofo, razoável, com pratos gostosos e um cheesecake de nutella que valeria a visita por si só.

Café Árabe - eu sou superviciada em comida árabe (menos os doces, até o momento). Tabule, kafta, as pastas, adoro. Pensa num lugar com preço honesto e comida supersaborosa. Muito bom.

Maria Escaleira Restaurante Polonês e Vodka bar - nome e sobrenome, né? A gente queria experimentar há muito tempo, porque não é muito longe do trabalho, e aproveitamos um dia que veríamos uma amiga para levá-la. Eu não conhecia nada da culinária polonesa, mas adorei tudo! A entrada, umas coisinhas de batatas com creme de alho e queijo, o prato principal, pierogis, que são bem típicos e muito gostosos (pra quem faz sempre a pergunta "parecido com que?", eu diria ravioli, mas a massa é muito mais leve, bem fininha). Me lembraram algo que comi na Eslováquia e supostamente era um prato típico, e depois me disseram que realmente esses pratos eram 'primos'. E as sobremesas muito boas, não muito doces e interessantes. Recomendo para todos, descendentes ou não. Os preços não foram terríveis também (o prato principal é 32,00). Achei uma foto na internet:

Homemade Pierogi

Esses todos estão em Pinheiros. Aí, pra dar uma variada...

Feirinha gastronômica Jardim das Perdizes - o estacionamento, à volta, é gratuito. Há mesas comunitárias, que estavam disponíveis. Comemos choripán no El chori loco, igual ou melhor que na Argentina, comemos sanduíche de pernil e calabresa artesanal, tomamos chop Banberg, comemos paleta no Me gusta, levamos pra casa o bolo de potinho do Oh pai!, (o de coco fez muito sucesso, o de trufa tinha, argh! fruta cristalizada),  e saímos rolando, quer dizer, felizes pra casa. Sei que sou um alienígena, mas foi quase minha primeira experiência com feirinhas gastronômicas (havia ido numa no MIS, mas que não é permanente, então acho que não conta).

L'entrecote d'Olivier - um, qualquer um que estudou marketing sabe que é muito esperta essa sacada de servir um prato único. E a fila na porta não deixa mentir que a coisa funciona, porque a expertise aumenta, né? mas acho que nesse caso, ajuda o fato de que o dono é um global e muito simpático. Fomos no aniversário de São Paulo, e ele tinha até anunciado na página do facebook que estaria nos restaurantes dizendo oi. E foi, de mesa em mesa, cumprimentando, tirando fotos pra quem não tem vergonha, fazendo piadinhas (pra nós, foi "estão gostando da vista, quase pro mar? não é mar, porque ainda não choveu, etc etc", porque estávamos à janela), sendo fofo de modo geral. E a comida é realmente ótima. A salada é boa, o entrecôte é perfeito, as batatas no ponto ideal, a mousse de comer de joelhos. Só não vamos com mais frequência porque a conta final fica bem salgada, mas vale a pena para ocasionais alegrias.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Pequena alegria da semana - viagem

Minha pequena alegria da semana na verdade é gigante!!! Agora é oficial: em dois meses estaremos embarcando para a Itália. Férias muito esperadas que serão traduzidas, esperamos, como disse o marido de uma amiga, em comida muito boa, fotos muito lindas, tempo muito fantástico. Iu huuu!!!