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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Andanças de fevereiro

Cumprindo a promessa (pelo menos a que fiz a mim mesma, fiquei um pooouco envergonhada mês passado), embora tenha como sempre comido bastante, rs, consigo pelo menos recomendar um ou outro programa:

Fomos ver Meu Deus! - só está em cartaz até fim de março! - no teatro TUCA, em Perdizes. Eu só havia lido a sinopse brevemente, foi o casal de amigos que nos convidou que escolheu a peça. O que eu sabia: comédia, na qual Ana, psicóloga interpretada pela Irene Ravache, recebe no consultório Deus, intepretado por Dan Stulbach, deprimido há dois mil anos e pensando em suicídio.



O que eu vi: Irene Ravache, linda, jovem, dando um show como atriz e como mulher. Gostei muito. Dan Stulbach, que gentleman!, tinha vontade de levá-lo para jantar porque imagino o deleite que deve ser ficar ouvindo esse sujeito. Agora, a peça: não achei muito se encaixando no gênero de comédia não. Houve cenas engraçadas, claro (Deus relembrando a euforia de inventar 170 tons de verde para as árvores ou o canguru, por exemplo), mas eu havia me preparado para rir e não foi muito o caso.
Há muitas referências religiosas que podem se perder: ou seja, eu sou uma católica com algum conhecimento, gostava de ler fábulas, fui coordenadora de crisma, conheço um pouco das histórias bíblicas; meu companheiro é quase ateu - e em alguns casos, eu enxergava muito mais ironia ou interesse em falas do que ele, por exemplo quando Ana e Deus começam a falar sobre Esaú e Jacó, Caim e Abel, Raquel, Jó - Jó é importante para a história. Outra coisa é que, embora no começo haja uma referência a outras religiões, mencionando sinagogas, mesquitas, templos budistas, etc, os diálogos são todos focados no Novo e Velho testamento.
Claro, tudo é uma visão e religião é algo tão aberto - e talvez tenha sido exatamente essa a intenção, nos fazer discutir algo sobre tudo que isso representa - mas acho que poderia ter sido mais interessante, do ponto de vista do entretenimento, ou mais abrangente, do ponto de vista de parâmetro base para discussão. De qualquer maneira, os atores ótimos valem a visita, e teatro é sempre tão legal!

Puzzle (d)


Eu já amava Felipe Hirsch e Guilherme Weber desde a Sutil Companhia de teatro, que era de Curitiba e foi até 2012. Assisti quase todas as peças deles mais de uma vez (A vida é cheia de som e fúria creio que vi cinco vezes), acho o visual das peças sensacional, as mídias envolvidas incríveis... Aí o Hirsch vem e diz que está com o projeto do Ultralíricos baseado em literatura. É de morrer de amor! A peça está no SESC Vila Mariana, mas eu se fosse você correria agora (agora, larga esse computador e vai!) ver se existe algum ingresso sobrando porque por enquanto as sessões estão limitadas. É, como todas as peças deles, um visual interessante, um ângulo novo sobre coisas de sempre - nesse caso, o Brasil, São Paulo, ufanismos, patriotismo, nacionalismos de modo geral, hábitos. Morremos de rir, saímos pensando... e vamos voltar.

Em relação a restaurantes, fui num que vale a pena comentar - e vale por 10, aliás. Se chama Osteria del Pettirosso, fica na Alameda Lorena, e foi fácil fácil uma das top 5 refeições da minha vida. A gente experimentou o menu degustação com primi e secondi (uma massa e uma carne, à la italiana). Tem de ser o mesmo prato para os dois, e escolhemos penne alla vodka com burrata e fileto a Bismarck, estavam absolutamente perfeitos. A sobremesa pôde ser escolhida individualmente, ele escolheu a crema pasticcera e eu escolhi tiramisu, o mais fofinho que eu já experimentei na vida. Tomamos mais meia garrafa de um vinho italiano delicioso, um merlot da Umbria, e saímos desejando ser ricos e/ou morar na Itália, o que acontecer primeiro.

Fui também à Via Emília piadineria, que está com sanduweek (o Restaurant week dos sanduíches, com duas versões em cada restaurante participante - a Via Emília tem um a 15 e um a 30 reais). Experimentei o de 15 reais, uma piadina de pernil muito divina. Comi sobremesa, um bolo mousse de chocolate com calda de gengibre e manjericão que estava perfeito. E o café, servido na cafeteira italiana, era um charme só igualável às lambretinhas que estavam em cada mesa ou à decoração absolutamente fofa. Muito recomendado, e ótimo custo benefício.

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