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quarta-feira, 25 de março de 2015

A Letícia lê - semana 12 - atualização do Desafio literário

Atualização do que tenho feito até agora do desafio: (a maioria dos livros eu tenho comentado opiniões semanalmente; se houver algum que desperte a curiosidade específica de alguém, é só avisar e eu falo mais dele :))

26 livros para ler em 2015 - meta: julho 2015!
1. Um livro que você tem mas ainda não leu - Extraordinário, RJ Palacio. Peguei no kindle há um tempão, e nunca tinha nem aberto. Pois li numa sentada, à noite, chorando nos momentos mais curiosos. é realmente especial, e August Pullmann um personagem que te faz amolecer por dentro. Ele é um garoto com uma anomalia facial, que vai à escola pela primeira vez no 5o. ano, e enfrenta a vida com mais maturidade que muita gente com quem eu já trabalhei, devo dizer.
2. Um livro que foi transformado em filme - a série After, da Anna Todd, foi transformada em filme. Para grande vergonha da humanidade e da literatura, não necessariamente nessa ordem. Ou não, talvez o filme consiga escolher as partes fofas.
3. Um livro que você escolheu baseado unicamente na capa -  This is the story of a Happy Marriage, da Ann Pattchett. Na verdade não foi só pela capa, pelo título também. Ou o título também é capa, rs? Enfim, eu havia lido Bel Canto, dela, há muito tempo, e gostei muito. Esse aqui, eu escolhi aleatoriamente e só descobri que era não ficção ao começar a ler a introdução - essa é a noção que eu (não) tinha do que era o livro. É uma coleção dos artigos que ela escreveu no decorrer dos anos para diversas revistas sobre uma série de tópicos, da amiga escritora que teve câncer à avó ou cadela. Histórias muito bem contadas, em sua maioria divertidas.
4. Um livro que um amigo ame - Na verdade, não é um livro que um amigo ame, é meio que um autor que muita gente que eu conheço ama. Mas eu ainda não gosto, desculpe. Foi The cement garden, do Ian McEwan. Eu quis lê-lo porque Reparação é um livro tão incrível, mas detestei O jardim de cimento em cada um de seus capítulos, com um pouco de respiro nas últimas quatro páginas, não o suficiente para mudar minha opinião.
5. Um livro publicado esse ano Wreckage, Emily Bleeker. Sobre um acidente de avião, pessoas que vão parar numa ilha e tem de sobreviver por mais de um ano, e ao voltar lidam com a mîdia e se veem mentindo muito para proteger suas famílias e a si mesmos. Peguei no Kindle first, fresquinho do forno!
6. Um livro de um autor que você nunca tenha lido:  Joshua Ferris, E nós chegamos ao fim. O autor é um ex publicitário, e a história é sobre uma agência de publicidade na qual estão havendo muitos cortes, de mais ou menos 99 até o meio de 2001. Retrata a vida num escritório (as piadas sobre o café, as maluquices de cada um, a vontade das pessoas de interagirem ou não, o respeito ou a falta dele entre os colegas de trabalho...) e a reação das pessoas à crise, à demissão, aos problemas. Houve partes muito boas, muito mesmo. E outras que se arrastaram, porque havia muitos personagens, e embora alguns fossem superinteressantes e críveis, outros eram tolos e infantis demais para merecer atenção.
7. Um livro de um autor que você ame - o do Veríssimo entra aqui, com certeza <3 - Diálogos impossíveis. Falei dele aqui.
8. Um livro que esteja no fim da sua pilha de leitura - Fim, da Fernanda Torres. Daqueles que eu não queria ler de teimosa, pq td mundo ia ler só por ser da Fernanda Torres, tava bem no fim. Não adorei. Começou de forma interessante, no meio eu já estava um pouco arrastando, querendo que acabasse logo. Nada de mais. Terminei porque não consigo largar o livro e porque era ela, honestamente.
9. Um livro com uma cor no título
10. Um livro que se passe num lugar que você sempre quis visitar
11. Um livro que você começou mas nunca terminou - Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral. Sempre havia outra coisa pra ler, embora ele comece num ritmo superbom. Ele me lembrou aquele filme ótimo, As invasões bárbaras, um francês no qual amigos se reencontram quando um deles está com câncer terminal. (Nesse, eles se encontram por ocasião do suicídio de um deles). É muito bem escrito, muito 'vivo', desculpe o trocadilho.
12. Um livro com um leão. Uma bruxa. Ou um guardarroupa.
13. Um livro com uma heroína.
14. Um livro que se passe no verão.
15. Um livro de poemas.
16. Um livro que você descobriu por causa deste desafio.
17. Um livro que vá fazê-lo ficar mais inteligente.
18. Um livro com uma capa azul. - All the bright places, da Jennifer Niven, o livro mais triste do mundo. A capa é azul. Como o quarto do Theo. Suspiro.
19. Um livro que você deveria ter lido na escola mas não leu.  Capitães de areia, do Jorge Amado. Quer dizer, claro que ninguém me pediu para ler, eu já teria lido, mas sou resistente com livros que todo mundo leu, rs - por exemplo, li Jubiabá e Seara Vermelha, não li esse nem Tieta. Enfim, Jorge Amado era um ser excepcional.
20. Um livro que 'todo mundo' menos você já leu
21. Um livro com uma ótima primeira linha. -  Acho difícil superar o "Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da luz, a estação das trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o paraíso, íamos todos direto no sentido contrário" - Um conto de duas cidades, Charles Dickens.
22. Um livro com figuras
23. Um livro da biblioteca 
24. Um livro que você amou... leia-o novamente! - Delicacy, do David Foenkinos, já cumpre essa tarefa. Amei. E continuei amando depois de reler :)
25. Um livro que tenha mais de 10 anos -  Meu Um certo capitão Rodrigo foi publicado em 49 e o meu exemplar, do Círculo do Livro, é de 1976!
26. Um livro baseado numa história real Inverno na manhã, da Janina Bauman! Falei dele há algum tempo: é sobre uma menina contando sobre sua experiência no gueto de Varsóvia.

Book resolutions

quarta-feira, 18 de março de 2015

A Letícia lê - semana 11 - Timely classic - Clássico do momento - Um certo capitão Rodrigo, Érico Veríssimo

letrasinversoreverso:    Escritores e gatos     No dia em que faz 35 anos da morte do escritor Erico Verissimo, um raro momento: o escritor trabalhando na confecção de “Incidente de Antares”, em 1970, diante de seu gato de estima Snoopy.

Se a gente começa com essa foto, do Érico Veríssimo escrevendo com seu gato supervisionando, percebe que vai gostar do resto :)

Se na sequência a gente lê a primeira frase desse livro, que faz parte de toda uma série (O tempo e o vento), vê que no final dela já está imaginando o sujeito:

Toda gente tinha achado estranha a maneira como o Capitão Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, vestia calças de riscado, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, a presilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira. Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o alazão no tronco dum cinamomo, entrou arrastando as esporas,batendo na coxa direita com o rebenque, e foi logo gritando, assim com ar de velho conhecido:
-Buenas e me espalho! nos pequenos dou de prancha, nos grandes dou de talho!

Eu nunca vi as séries de tv, e espero que você também não, porque assim consegue imaginar o seu próprio capitão Rodrigo e não os atores que a Globo escolheu para eles.

Não tenho meias medidas. Sou oito ou oitenta! - diz ele a Juvenal, na primeira conversa com um nativo de Santa Fé.
E em cinco minutos, já está o novo amigo seduzido: "Juvenal acendeu o cigarro, tirou duas tragadas e ficou a observar o forasteiro. Já começava a achar que ele tinha uma cara simpática. Só o jeito de olhar é que não era la muito agradável: havia naqueles olhos muito atrevimento, muita prosápia e assim um ar de superioridade." - "O diabo do homem tinha feitiço".Depois, vai seduzir o padre Lara, que será seu amigo até o fim também: "Padre, é melhor vosmecê ir logo dizendo o que quer. Isso de dar voltas é lá com o rio Ibicuí. Gosto de gente que vai direito ao assunto."

O livro também é engraçado: "Naquele momento seu desejo por Bibiana se confundia com uma sensação de fome e Rodrigo começou a pensar alternadamente na rapariga e num churrasco." E ele explicando o porquê não se rendeu à confissão para o padre quando estava à beira da morte é um deleite.

Não contente, é atual: "Governo é governo e sempre é divertido ser contra".

A paixão de Bibiana é um capítulo à parte, muito bem escrito: "Cuidar da casa, fazer comida para Rodrigo, ... tudo isso eram prazeres que ela gozava duma maneira miudinha, prolongada, bem como fazia no tempo de menina quando lhe davam um pedaço de rapadura e, evitando triturá-lo com os dentes, ela o deixava dissolver-se aos poucos na boca para que o doce durasse mais." - "O vício dela era Rodrigo". A descrição da volta de viagem dele seria quase um capítulo erotizado prum livro que foi escrito em 49 :) E Bibiana, sendo a antítese da mulher de hoje - aceitava as traições dele, esperava-o em casa, era cega de amor - ainda assim entendia Rodrigo "detestava que viessem falar dele com ar fúnebre". E tem orgulho do que viveu e como terminou, o que, dentro da história dela, é grande.

Ou seja, fiquei muito feliz de tê-lo escolhido e lido. Vou procurar alguns outros títulos de clássicos, e no meio deles espero ser digna de encontrar literatura brasileira que 'converse' comigo como o Erico Veríssimo é tão lindamente capaz de fazer com seus leitores.


quarta-feira, 11 de março de 2015

A Letícia lê - semana 10 - semana temática - literatura brasileira

Literatura brasileira, porque eu prometi a mim mesma!

Fim, da Fernanda Torres - só terminei porque era ela. A história versa sobre a morte de vários amigos, a maioria idosos, e narra as circunstâncias nas quais morreram e algumas das ocasiões nas quais todos se encontraram e pontos focais em comum, sob ângulos pessoais. É bem escrito, na verdade. Mas achei que perdeu um pouco o ritmo no caminho, e não é muito meu tipo de livro. Além disso, de verdade, a maioria dos personagens era muito detestável.

Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral - Curiosamente, há ângulos muito parecidos com a história anterior. O livro parte de um amigo que se suicidou (Leo) e das pessoas que se reúnem no seu velório, na sua cremação e depois, em seu apartamento, enquanto a ex dele faz algumas coisas. Novamente, há a visão de alguns deles, e discussões, opiniões, sensações, sentimentos, pensamentos, divididos à exaustão. Creio que a maior diferença é que esses personagens me pareceram muito mais complexos, profundos, tridimensionais. O ritmo narrativo também foi sempre bom. É um livro cansativo, por conta do tema principalmente, denso emocionalmente - afinal, a maioria dos personagens tem muitas histórias e dramas para contar - mas gostei assim mesmo. Me lembrou um filme francês que vi há alguns anos, chamado As invasões bárbaras, e que aliás recomendo.

As verdades que ela não diz, Marcelo Rubens Paiva - Só li Feliz ano velho, imagino que como todo mundo da minha geração, (junto com Christiane F.), e não tinha a menor ideia sobre as habilidades como escritor do Marcelo Rubens Paiva; sequer me lembrava dele como jornalista/colunista. E gostei. Não amei, mas gostei. Houve uma ou duas histórias que me lembraram muito Veríssimo, poucas que eu achei muito sem graça, e nenhuma que me tenha feito fazer caretas de vergonha alheia pelas pessoas que querem fazer literatura contemporânea e forçam a barra. Colei no goodreads algumas das que gostei mais :)

Diálogos impossíveis, Luiz Fernando Veríssimo -  Imaginei que esse seria um respiro agradável e uma brisa benvinda nessa pilha, o que quer que ocorresse com os outros. E estava certa. Acho difícil algo sair do caminho feliz com Veríssimo. Ele tem um olhar novo, divertido, irônico sem ser agressivo, que me encanta. As pessoas falavam nas resenhas de alguns dos contos que  não foram os que eu mais gostei - gosto dele 'roots', naqueles que ele coloca duas pessoas no elevador, duas pessoas no bar, duas pessoas que se esbarram e começam a conversar e dali sai qualquer coisa.

Os cem melhores contos brasileiros do século, Italo Moriconi - Vale a leitura, porque há nele contos que o leitor regular provavelmente não leria normalmente, seja porque seus autores sejam mais desconhecidos, seja porque os contos são mais obscuros. Nem todos são incríveis, afinal são cem. Mas há alguns que valem por dois de bons, então acho que a conta fecha, rs... Há pérolas como A caolha, que eu já havia lido muitos anos atrás, há preciosidades como Pílades e Orestes - ah, Machado! - há Fernando Sabino e Clarice Lispector e Rubem Braga e Veríssimo. Há O arquivo, do Victor Giudice, há autores como Osman Lins e há Lima Barreto. Mesmo que seja para discordar da seleção, como eu provavelmente o faria, recomendo ler.
Meus favoritos: O peru de Natal, do Mario de Andrade, O homem nu e a Mulher do vizinho, do Fernando Sabino, Uma galinha e, claro, Felicidade clandestina, da Clarice, Menina e Bar, do Ivan Angelo, (que deliciosa surpresa!), A caçada, da Lygia Fagundes Telles (tão ela!), Passeio noturno, do Rubem Fonseca (jisuis!), O elo partido, do Otto Lara Resende.

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sexta-feira, 6 de março de 2015

6on6 - fevereiro

Xi gente, ficou difícil porque vão haver fotos repetidas: acabei de fazer parte do #28happydays. Mas juro que é porque valeram a pena:

1. Estou eu comentando com um amigo que é meio chef que meu amor querido adora o bolo Red velvet, aquele que é vermelho e recheado com cream cheese, americanizado de tudo, e quero comprar corante pra fazer. Ele, claro, se horroriza com a ideia de me ver indo à cozinha e se oferece para fazer um, nada menos recheado de cheesecake, que é outra coisa que ele faz divinamente. E aí me vem com isso aqui pra casa: Difícil, minha gente. Bem difícil.


2. E como eu tenho zero vergonha na cara, aqui tem outro bolo. Sim, outro bolo. O que eu ganhei de aniversário, e era de chocolate com... vamos ver se voce adivinha.. manteiga de amendoim! na verdade era um buttercream, porque minha chefe é chique, mas de verdade, o gosto estava divino.



3. E já que eu entrei no tema aniversário, não vou resistir a falar que depois de insinuar muito ganhei flores - e vou contar o segredo que eu contei no #28happydays. Embora elas sejam lindas, elas tiveram de morar num balde de pipoca, porque descobri que não tinha um vaso no qual coubesse uma dúzia de rosas...


4.  O presente mais lindo do mundo, com minhas meninas concordando e investigando: minha amiga pediu depoimentos de algumas pessoas, através de rede social, em sua maioria, sobre como tinham me conhecido, o que gostavam de mim, amor de forma geral. Imprimiu em cartões lindos e colocou numa caixinha de vidro (está no fim da foto, ali atrás). Não é a ideia mais fofa do universo? Além de doce ao infinito, foi surpreendente (gente que eu não calculava, frases que me emocionaram, percepções das quais eu não desconfiava). Quer conquistar o coração de alguém? pode copiar a ideia! Ela achava que eu ia ler um por dia, hahahaha, ingênua. li todos na hora e reli mil vezes. Á noite, cheguei em casa e espalhei tudo na mesa, conforme a foto atesta ;P

5. Por fim, outros pedacinhos da minha casa: ímãs de geladeira, que são os equivalentes dos anos 80 junto com pinguins e toalhinhas de crochê, mas que eu adoro. Trago de quase todos os lugares que visito, então temos de Poços de Caldas e da Muralha da China, Gramado e Milão, convivendo pacificamente. Há lugares que só o D. visitou (tipo Tunísia e Romênia, que eu não sei nem apontar no mapa), e outros que só eu fui, mas são lugares que nos receberam desde que vivemos juntos e me olham todos os dias. Gosto de lembrar quão grande é o mundo, coloca as coisas em perspectiva...

6. O mesmo pedacinho, mais em cima, com uma das coisas fofas da minha vida, a Helena, filha da minha amiga, que mora na minha geladeira desde que nasceu (a mãe dela, minha amiga há 25 anos, gosta de fotos tanto quanto eu, e imprimiu uma que tiramos na primeira visita dela, quando era um tiquinho de nada). Em abril ela faz dois anos, e é a criança com quem eu mais convivo hoje em dia, uma fofurice só. Também tem os ímãs de palavras que comprei em NY quando nem sonhava ter minha própria geladeira, mas aparentemente fazer poesia nos eletrodomésticos é mais difícil do que eu pensava. E o íma da frase "Se voce quer café na cama, durma na cozinha", meu amigo trouxe de Londres. A foto da pixação é de Buenos Aires, um amigo me mandou também há anos, e o ímã de Oscar de melhor irmã minha irmã trouxe dos EUA e está segurando o convite de casamento dela... (que é amanhã, tcham tcham tcham tcham!)


Até mês que vem! já estou maluca pra fazer as fotos das minhas pré férias e do casamento da Mimi :)

quarta-feira, 4 de março de 2015

A Letícia lê - semana 9 - Nos estandes - As pequenas grandes mentiras, Lianne Moriarty

Aí li As pequenas grandes mentiras; esse livro será lançado pela Intrinseca esse ano. Eu já falei da Liane Moriarty antes aqui, aqui e aqui, porque de algum modo, eu nem quero gostar muito dela, mas gosto. Já li The hipnotist's love story, Three wishes e já li What Alice forgot (não li O segredo do meu marido porque é o mais famoso e sou a mais teimosa, mas já já me rendo).
Adorei esse! Acho que foi meu favorito até agora. As personagens são tão interessantes quanto as que ela costuma construir (acho que isso é minha coisa favorita sobre essa autora); são reais, tem falhas, vida, nem sempre são o que parecem. Gosto muito.
Big Little Lies by Liane Moriarty
Dizem que é bom se livrar de seus rancores, mas não sei, eu gosto muito do meu rancor. Cuido dele como se fosse um animalzinho de estimação. (Madeline, em As pequenas grandes mentiras)

No começo me irritou um pouco ela usar o tipo de construção (voltando para 'depoimentos' de pessoas ao redor do evento) que ela já tinha usado em Three wishes, com as irmãs, mas como não foi usado em exagero, me acostumei. E você logo no começo descobre que houve um assassinato, mas só sabe de quem nos 80% do kindle, o que é desesperador - e, ainda assim, foi tão bem escrito e evoluído que você diz, tá, entendi, tudo bem, eu consigo me concentrar porque sei que você não está só 'enrolando' (tipo os roteiristas de Lost :P).
Além de tudo isso, há o fato de que o tema central é relevante, e faz você realmente refletir e se sentir mais consciente sobre o tema - violência doméstica, relações abusivas - do que achava antes.
Superrecomendado, portanto :)

BIG LITTLE LIES