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Leticia's favorite books »

quarta-feira, 11 de março de 2015

A Letícia lê - semana 10 - semana temática - literatura brasileira

Literatura brasileira, porque eu prometi a mim mesma!

Fim, da Fernanda Torres - só terminei porque era ela. A história versa sobre a morte de vários amigos, a maioria idosos, e narra as circunstâncias nas quais morreram e algumas das ocasiões nas quais todos se encontraram e pontos focais em comum, sob ângulos pessoais. É bem escrito, na verdade. Mas achei que perdeu um pouco o ritmo no caminho, e não é muito meu tipo de livro. Além disso, de verdade, a maioria dos personagens era muito detestável.

Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral - Curiosamente, há ângulos muito parecidos com a história anterior. O livro parte de um amigo que se suicidou (Leo) e das pessoas que se reúnem no seu velório, na sua cremação e depois, em seu apartamento, enquanto a ex dele faz algumas coisas. Novamente, há a visão de alguns deles, e discussões, opiniões, sensações, sentimentos, pensamentos, divididos à exaustão. Creio que a maior diferença é que esses personagens me pareceram muito mais complexos, profundos, tridimensionais. O ritmo narrativo também foi sempre bom. É um livro cansativo, por conta do tema principalmente, denso emocionalmente - afinal, a maioria dos personagens tem muitas histórias e dramas para contar - mas gostei assim mesmo. Me lembrou um filme francês que vi há alguns anos, chamado As invasões bárbaras, e que aliás recomendo.

As verdades que ela não diz, Marcelo Rubens Paiva - Só li Feliz ano velho, imagino que como todo mundo da minha geração, (junto com Christiane F.), e não tinha a menor ideia sobre as habilidades como escritor do Marcelo Rubens Paiva; sequer me lembrava dele como jornalista/colunista. E gostei. Não amei, mas gostei. Houve uma ou duas histórias que me lembraram muito Veríssimo, poucas que eu achei muito sem graça, e nenhuma que me tenha feito fazer caretas de vergonha alheia pelas pessoas que querem fazer literatura contemporânea e forçam a barra. Colei no goodreads algumas das que gostei mais :)

Diálogos impossíveis, Luiz Fernando Veríssimo -  Imaginei que esse seria um respiro agradável e uma brisa benvinda nessa pilha, o que quer que ocorresse com os outros. E estava certa. Acho difícil algo sair do caminho feliz com Veríssimo. Ele tem um olhar novo, divertido, irônico sem ser agressivo, que me encanta. As pessoas falavam nas resenhas de alguns dos contos que  não foram os que eu mais gostei - gosto dele 'roots', naqueles que ele coloca duas pessoas no elevador, duas pessoas no bar, duas pessoas que se esbarram e começam a conversar e dali sai qualquer coisa.

Os cem melhores contos brasileiros do século, Italo Moriconi - Vale a leitura, porque há nele contos que o leitor regular provavelmente não leria normalmente, seja porque seus autores sejam mais desconhecidos, seja porque os contos são mais obscuros. Nem todos são incríveis, afinal são cem. Mas há alguns que valem por dois de bons, então acho que a conta fecha, rs... Há pérolas como A caolha, que eu já havia lido muitos anos atrás, há preciosidades como Pílades e Orestes - ah, Machado! - há Fernando Sabino e Clarice Lispector e Rubem Braga e Veríssimo. Há O arquivo, do Victor Giudice, há autores como Osman Lins e há Lima Barreto. Mesmo que seja para discordar da seleção, como eu provavelmente o faria, recomendo ler.
Meus favoritos: O peru de Natal, do Mario de Andrade, O homem nu e a Mulher do vizinho, do Fernando Sabino, Uma galinha e, claro, Felicidade clandestina, da Clarice, Menina e Bar, do Ivan Angelo, (que deliciosa surpresa!), A caçada, da Lygia Fagundes Telles (tão ela!), Passeio noturno, do Rubem Fonseca (jisuis!), O elo partido, do Otto Lara Resende.

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4 comentários:

  1. Várias vezes vi Fim na livraria e ele piscou para mim. Pensei em comprá-lo várias vezes, mas sempre tinha a sensação que não seria um livro do qual gostaria. E lendo o que você escreveu confirmei que minha sensação estava certa. Me conta uma coisa, neste livro a escrita do Marcelo é diferente? Adorei Feliz Ano Velho, mais pela história em si e gostei da forma despojada. Porém, acho que os termos coloquiais e as gírias só se encaixaram naquela história, não consigo imaginar uma ficção escrita da forma como ele escreveu Feliz ano velho. Sobre autores nacionais sou apaixonada por Zélia Gattai, alguns não gostam dela porque dizem que a escrita dela é saudosista, mas amo isso. Enfim, estou adorando O segredo do meu marido, quando terminar lhe conto se vale a pena!

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    1. Pois é, Maria, e alguém me contou que a Fernanda Torres escreveu outro título... enfim. Marcelo Rubens Paiva pareceu mais como Veríssimo que como Rubens Paiva, na verdade, no livro As verdades..., mas é algo tão diferente de Feliz ano velho que eu nem sei se vale a comparação. Nunca li nada de Zélia Gattai, vou colcoar na minha lista. E quanto ao Segredo do meu marido... comecei!!! me rendi finalmente rs. Estou na página 50 :)

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  2. Eu li Fim e concordo com você. Eu dei 4 estrelas, mas acho que foi mais porque achei absurdamente bem escrito, nada mais. Os personagens são horríveis, né? Assim, muito bem feitos mas horríveis como pessoas, né não? Eu li o livro inteiro pensando "quanta amargura, espero não acabar assim".

    Li Feliz Ano Velho e Blecaute do Marcelo Rubens Paiva, mas faz teeeeempo. Ele escreveu algum outro romance?

    Eu gostaria de ler mais autores nacionais, mas não conheço ninguém das novas gerações. Tá tudo tão formulaico hoje em dia. Alguma sugestão?

    Eu gostei de O Segredo do Meu Marido, mas foi um dos que eu menos gostei dela. E parece que é o único que saiu em português, né? Não sei o que essas editoras estão esperando. What Alice Forgot e Big Little Lies vão vender que nem pão quente!

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  3. Ah, também li uns da Zélia Gattai na adolescência... lembro que amei Anarquistas, graças a Deus. Preciso reler!

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