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Leticia's favorite books »

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A Letícia lê - semana 16 - Timely classic - Clássico do momento - Capitães da areia, Jorge Amado

Machado de Assis | Guimarães Rosa | Manoel Bandeira | Jorge Amado

E nesse espírito, resolvi reler Capitães da areia, do Jorge Amado, um dos livros favoritos da minha irmã, que nem adora ler. Eu o li há muitos e muitos anos, nunca vi a série da tv, não tenho referências sobre os personagens. Então criei sozinha a visão de Pedro Bala, do Gato, do Professor, do João Grande, do padre. Sem expectativas.
E descobri momentos muito poeticos:

O Pirulito rezando e causando no Sem Pernas uma inveja: "Ele queria uma coisa imediata, uma coisa que pusesse seu rosto sorridente e alegre, que o livrasse da necessidade de rir de todos e de rir de tudo. Que o livrasse também daquela angústia, daquela vontade de chorar que o tomava nas noites de inverno. Queria alegria, uma mão que o acarinhasse..."
Eles todos ouvindo a música do carrossel: Nesse momento de música eles sentiram-se donos da cidade. E amaram-se uns aos outros, se sentiram irmãos porque eram todos eles sem carinho e sem conforto e agora tinham o carinho e conforto da música.
Quando Dora surge: É uma coisa tão grande demais encontrar na terra uma mãe que já morreu. Dalva não o entenderia.
Depois: Procurava ver, no céu de tanta estrela, uma que tivesse longa e loira cabeleira.

Também me envolvi com a história muito realista do Jorge Amado, que conta tudo como se a gente sentisse o cheiro do trapiche e o ódio pelos policiais e o sentimento sempre presente quando os meninos se mostram vulneráveis.

Não é meu Jorge Amado favorito, nem será, acho. Mas entendo que o grupo quase selvagem de crianças desperte nas pessoas um montão de sentimentos, e eles são muito bem trabalhados pelo autor. Até quando há crueldade absoluta, dá pra saber que não havia outra alternativa no mundo deles.

Um comentário:

  1. É tão bom encontrar empatia com os personagens desta forma. Ainda quero ler este livro de Jorge Amado, dele li apenas Tieta, gostei da escrita, mesmo ele escreve numa linguagem muito regional e inclui algumas besteiras. Em Tieta jamais vou esquecer do "pé de buceteiro "! Rs

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