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quarta-feira, 29 de abril de 2015

A Letícia lê - semana 17 - Vale a pena ler de novo - Jubiabá, Jorge Amado

Nesse afã de reler livros, fui atrás do Jubiabá, que foi um dos primeiros livros que li na adolescência. Minha mãe tinha uma coleção cor de vinho e capa dura dos livros do Jorge Amado, e creio que deve ter sido um dos primeiros. Me lembrava de cenas que haviam ficado na minha cabeça - ele ser chamado de Baldo, virar lutador, alguém morrer no circo, alguns dos amigos, como Filipe, o Belo, ou Viriato, o Anão, sua paixão por Lindinalva e suas sardas, a tia que o criou e o dia que ela tem o surto e diz 'não vou mais, nunca mais'.
Curiosamente, descobri que quase tudo isso acontece na primeira metade do livro! Que pra mim é a mais emblemática e interessante, devo acrescentar. Como alguns dos outros livros do Jorge Amado, há uma certa dose de política envolvida, e eu gosto menos da história a partir desse momento.
O livro foi publicado em 1935, é preciso dizer. Antonio Balduíno é órfão e vive com a tia, até quando ela tem o surto e é internada num sanatório. Dali, ele é enviado para uma casa de família do comendador, onde permanece por quase dois anos e tem uma paixão platônica por Lindinalva, a filha dele, até que é acusado pela empregada de estar interessado sexualmente na menina e foge.
Vai morar no morro, vira malandro e monta um bando, muito a la Capitães de areia - minha imaginação já via Baldo cruzando com Pedro Bala. Ocasionalmente, visita Jubiabá, o pai de santo que empresta seu nome ao título, e a quem muito respeita, mas que acaba tendo pouca influência em seu caminho real.
Mais tarde, Baldo vira lutador e sai ganhando a vida como tal pelo sertão da Bahia, cruza com pessoas de seu passado, termina encontrando Lindinalva novamente, agora à beira da morte, fica com seu filho e se envolve com política. Viu como essa parte é menos divertida?
Ainda assim, pra quem não leu, vale. É uma das obras menos conhecidas do Jorge Amado, o que sempre achei muito injusto.

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