Books read

Leticia's books

To Kill a Mockingbird
The Catcher in the Rye
The Great Gatsby
Of Mice and Men
Animal Farm
One Hundred Years of Solitude
Lord of the Flies
Romeo and Juliet
Little Women
A Tale of Two Cities
Frankenstein
The Count of Monte Cristo
The Secret Life of Bees
The Memory Keeper's Daughter
The Joy Luck Club
The Da Vinci Code
The Kite Runner
The Shining
The Silence of the Lambs
The Bourne Identity


Leticia's favorite books »

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A Letícia lê - semana 18 - interrompemos a nossa programação...





Os livros que eu li no último mês e sobre os quais eu ainda não falei por aqui: (sacumé, as férias tavam muito boas, eu tava em negação)

Surpresa bem interessante. A sinopse, como sempre, está no link, mas vou dizer o que eu lembrava antes de começar a ler: que um adolescente, filho do promotor da cidade, era acusado de um crime. O livro começa te levando pra um lado, na descrição que vem da narrativa (na voz do pai), e te envolve rapidamente. Não dá pra falar muito dele sem acabar revelando coisas, mas há algumas surpresas que honestamente eu não esperava, tanto na construção delicada de alguns dos personagens quanto no enredo. Eu devo confessar que achei que seria uma versão muito mais pobre de Precisamos falar sobre Kevin, que eu achei fantástico, mas fui pega pelas mãos. Vale.
Começou até que engraçadinho, mas de verdade? A menina que tem algum tipo de síndrome – bom, quero crer. Não fica explícito em nenhum momento, que eu me lembre, mas não é possível alguém ser daquele jeito com a justificativa de só charminho - deixa de ser engraçada para começar a soar estúpida em algum momento, e o enredo que é promissor também perde a mão após alguns capítulos.
A história – o pai de uma família indiana é internado e a filha mais nova chamada para se reunir à mãe e às irmãs. Emerge o fato de que ele era abusivo, e essa narrativa se torna uma teia emocional que soa muito dolorida, porque há segredos, há nuances, há consequências, há confissões... não pude deixar de pensar e me solidarizar com todas as famílias que tiveram um membro abusivo, física ou emocionalmente. Li no Kindle first, foi um presente.
O que eu havia ouvido sobre este livro: o autor é um inglês que já havia vivido em alguns lugares e escreveu esse diário de viagem sobre sua vida em Montecchio, uma cidade bem pertinho de Verona, por dois anos. O que eu esperava: anedotas sobre as descobertas que ele fez sobre viver entre os italianos, os hábitos mais particulares e curiosos, sejam o pedal das pias ou a restrição de tomar cappuccino após as 11 da manhã. O que eu recebi: histórias em sua maioria aleatórias sobre pessoas que me pareceram quaisquer, de modo raso o suficiente para que eu achasse que na verdade o que eu sei sobre eles é só da pessoa, e não do italiano. Não gostei, não recomendo. E continuo com saudade de Verona. Em tempo: sobre o cappuccino ele falou.
A versão feminina do Neanderthal…, porém de forma acintosamente clara. O personagem principal, Gómez, é um dono de um antiquário que não entende absolutamente nada de antiguidades, ninguém sabe como se sustenta ou paga o funcionário já que no livro inteiro vende duas coisas, quase por acidente, participa de um programa de drogas experimentais e se enrola com a funcionária, que aliás ele acha que é uma médica... de novo, começa engraçadinho, mas essa quantidade de tolices é cansativa no decorrer das 200 páginas. Ser idiota não é atraente.
Aqui começou minha sorte. Me inscrevi no tal Kindle Unlimited – nem li direito, mas aparentemente, você consegue pegar milhões de livros emprestados pagando quase 10 dólares por mês. Peguei três, e os três já valeram esse dinheiro. Esse foi o primeiro: o casal está trinta quilos acima do peso e se inscreve numa competição de rádio para perder mais gordura corporal. A narrativa é o processo, por vezes humilhante, do diário que eles escrevem enquanto fazem parte disso.  O diário do marido é menos crível do que o dela – ou talvez seja cisma minha; já que o autor é masculino, talvez aquela voz seja mais tipicamente masculina do que eu acho – mas é envolvente e fofo. Gostei.
A estrela do mês até o momento. Não descobri se existe em português já, mas vale a pena buscar. E olha, dava pouco por ele. Me atraiu porque gostei do título, e estava hesitante porque achei a sinopse tão confusa – a personagem principal traduziu um livro do japonês para o inglês e o autor ficou insatisfeito; ela é uma viúva, que ministra aulas e traduz livros em diversas línguas, com dois filhos adultos. Um dia tem um acidente e acorda sendo capaz de falar somente japonês; decide então ir ao Japão e tirar a limpo a insatisfação do tal autor.
Mas tem tão mais do que isso... há o que ela encontra no Japão, há as relações familiares dela, há a leitura de cenário feita lá... é um livro sutil, delicado, profundo. Gostei muito, muito mesmo. No meio me vi querendo recomeça-lo, porque já sabia que ia se tornar um querido na minha lista.

E é isso. Estou finalmente lendo Margaret Atwood, mas conto em algum outro momento. A partir de agora, voltamos à nossa programação normal, que a vida não pode ser só gelatto e cappuccino né Brasil...

Um comentário:

  1. Quer dizer que tá valendo a pena o kindle unlimited? Eu já fucei lá, assisti o vídeo da Tati Feltrin esses dias, mas sei lá, NUNCA, nenhum livro que eu quero ler aparece com o iconezinho do programa.

    Da Margaret Atwood eu baixei a amostra do Oryx and Crake esses dias. Distopia, primeiro de uma trilogia, sempre tive curiosidade desde o lançamento, há uns dez anos. Vamos ver. Eu devia parar de ler blogs sobre livros e ler no mínimo todos os livros cujas amostras eu baixei, só isso ia durar até 2017...

    ResponderExcluir