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domingo, 18 de outubro de 2015

A Letícia lê - Mês temático: Semana da criança

The wave, a novel by Todd Strasser
Esse livro vale estar na sua lista pura e simplesmente pelo tema. É baseado num experimento real, conduzido numa escola da Califórnia em fins da década de 60. Um professor de História deu aula sobre o Nazismo, e a turma ficou abalada, mas também se perguntou porque os alemães não haviam se rebelado contra isso; afinal, Hitler não teria conseguido nada sem o apoio do seu Exército. Ou seja, como ele de fato fez com que as pessoas 'comprassem' a ideia de tamanho horror? contra seus pares? Ele decide então no dia seguinte dar uma aula diferente, e sem contar ao grupo, começa a usar os preceitos de liderança que possivelmente foram usados na época. É assustador como funciona, como o grupo muda, como os dissidentes são tratados, como o próprio professor em algum momento é retratado (meio que 'esquecendo' a origem de tudo, perdendo o controle)... o livro em si não é um primor de linguagem ou narrativa, mas essa questão é muito válida, assustadoramente real e interessante. PS: houve um filme também, alemão e igualmente assustador.



Carry on, Rainbow Rowell
Então. Primeiro, eu tinha zero ideia sobre o que era o livro, tá? Descobri que ela estava se aventurando sobre o mundo mágico ao começar a ler sobre o menino que (soa familiar) era órfão, foi enviado aos 11 anos para a escola mágica, tinha como referência o Dumbledore, quer dizer, o Mage..., e, veja bem, não era o melhor aluno, tinha uma amiga que era (Hermione/Polly) e esperavam que ele salvasse o mundo mágico! Juro, fiquei esperando que na descrição a qualquer momento aparecesse uma cicatriz na testa. Não vou dizer que não me irritou um pouquinho. Mas né, vamos dar crédito à pessoa. E veja bem, ela fez algo no livro que REALMENTE diferenciou o Simon Snow do Harry Potter, pode acreditar. MESMO.
O que de verdade me fez hesitar sobre o livro foi, bem, o livro. Várias vezes eu me vi indo checar a sinopse, o histórico, a loja do Kindle, Porque de repente algo supercomplexo era mencionado, mas como se a gente já soubesse ou fosse saber depois - o que jamais acontecia. Vou tentar dar um exemplo análogo, pra não ter spoilers. Estou aqui falando com vc sobre meu fim de semana na praia. E aí digo, foi igual ao fim de semana do ano novo, quando aquelas ondas gigantes de algas quase nos mataram, e descobrimos que tinha sido meu primo que as havia encantado, e se lembra, isso quase me matou, teve aquele breakthrough da terapia por causa disso... mas fora isso, o fim de semana foi bom.
Tipo, oi? Eu pensava, será que na verdade esse livro é uma sequência? um combinado com outro autor?? uma encomenda? socorro? e gente, vou levantar aqui meu cartaz de leitora: eu não deveria ter de me sentir assim. É como tradução mal feita! Você para de ler, sai do mundo onde estava, e fica se perguntando se VOCÊ está no lugar errado. Não não não.
Desculpa, dona Rainbow, mas não sou completamente imparcial. Não deu certo.


A herdeira, Kiera Cass
Eu li as aventuras da tal America um tempão atrás, e pra falar a verdade nem lembro de tudo. Lembro de pedaços: que havia 35 mocinhas, a la Hunger games, sqn; havia castas, e supostamente essa moça, que nem queria estar lá, deveria ter sido dispensada na primeira semana, mas o príncipe gostou dela, e enfim. Esse livro, o número 4, é sobre a filha deles, que é um cyborg de tão mimadinha e 'meu deus, eu carrego o mundo, mereço pelo menos um suco de laranja bem gelado de manhã' ou algo assim. Tá, ela melhora um pouco, mas só um pouco. - Na verdade, o livro é sobre o fato de que, embora os pais tenham tentado eliminar o sistema de castas, o país enfrenta uma rebelião, e o rei pensa que enquanto desenvolve uma estratégia, apresentar uma nova "seleção" de pretendidos para a filha pode entreter a população. Tipo, todo mundo gosta da família real, certo? E lá vem ela sambando na cara da sociedade com os seus próprios 35 escolhidos.
Melhora um pouco, mas no fim, quando vai esquentando, termina e ficamos sem saber o que de fato vai acontecer. Ou seja, ARGH.

A formatura (O teste 3), Joelle Chabornneau
Outro que começou bem e terminou "aiai porque a pessoa não desiste enquanto está ganhando?" Adorei o primeiro, achei o segundo bem marromenos e detestei esse.

Avalon High, Meg Cabot
Uma tentativa de colocar o rei Arthur no colégio tinha de ser mais elaborada, só acho. A ideia é bem simpática até. Quem não ama o rei Arthur? Embora, claro, a história a respeito seja agressiva (traição, assassinato), um pouco mais de esforço antes do clímax seria legal.

Aí li O despertar do príncipe, da Colleen Houck; não sabia o que esperar, só me lembrava dela ter sido a pessoa com quem os fãs dividiram o dia para autógrafos com a Sophie Kinsella. Escolhi o livro que achei menos conhecido, e me danei; não porque era terrível, - uma mistura de Indiana Jones com O retorno da múmia na versão romance adolescente que, olha só, não me matou de tédio, mesmo que eu tenha sérias dúvidas sobre 1, a mitologia egípcia mencionada 2, a sanidade da heroína, que parecia uma imbecil mimada que não sabia que era uma imbecil mimada, ou seja, o pior tipo; 3, o que exatamente a autora quis fazer - mas porque ao chegar ao momento climático do final, descobri que o volume 1 acabou de ser lançado...

Agora é a hora de confessar a gafe da semana: pensei, acho que tenho livros da Colleen H no kindle. Gostei desse do príncipe, vou procurar. E li três. E achei muito estranho, porque eram livros muito "Days of our lives", sabe, bem dramáticos, com tipo novelesco, do gênero 'descobri que minha irmã era minha mãe e aí caí do cavalo e fiquei em coma e quando acordei ela tinha morrido' (não, isso não aconteceu, mas juro que não seria impossível nesses livros). Li Slammed, (trocadilho com slam poetry, que é tipo poesia com rap, algo bem simpático que o personagem principal, um professor, faz), Maybe someday, cujo título se refere à canção que o herói toca para a heroína e só vou contar isso pra não estragar tudo, e Hopeless, que jesuscristinho, já falei que parece novela???
Assim mesmo, li os três, dei uma choradinha e tudo, porque embora muito absurdos, são tão viciantes quanto a mencionada novela: você quer saber afinal quem é que sabotou as rédeas do cavalo, no meu exemplo imaginário. E torce pelos personagens. Tem uma coisa meio mítica, né?
Já descobriu o problema? não era Colleen Houck, era Hoover... bem que eu achei que a pessoa tinha de ter personalidade bipolar para escrever coisas tão absolutamente diferentes...

facepalm animated GIF



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