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domingo, 1 de novembro de 2015

Andanças de outubro!

Arturito - então, esse vale algo estendido; pelo espírito Masterchef e porque foi o único lugar realmente novo que eu visitei:

entrada: fomos de belisquetes (uma sessão da carta de cocktails) e fui de choripán, que tem linguiça artesanal e me traz lembranças de Argentina que achei que seriam bem cuidadas, já que a Paola é de lá. Pois a primeira tristeza veio com o sanduíche: embora num pão meio de brioche, gostoso, vou arriscar dizer que o que havia nele era mostarda dijon, que eu abomino. A linguiça era honesta, mas só. Ou seja, nem pensar valeu os 28 reais.
bebemos: uma cerveja chamada Domina (ele), super aprovada, e uma bebida sem álcool chamada Cordial de gengibre ou algo assim, com laranja, limão, água com gás e gengibre, bem gostosa e refrescante.
escolhemos um prato que acreditamos representar a culinária da casa, o Ojo de bife brangus. Ponto superpositivo: o molho estava incrível - tinha algo no tempero que fez toda a diferença; o ponto da carne, impecável; macia e saborosa. A batata Robuchon (descobri depois que é em homenagem a um chef Michelin cinco estrelas com esse nome, que tem um purê de batata Ratte com queijo incrível) estava perfeita, uma trouxinha fofa com textura de suflê quase.
Agora, seguinte: tudo isso estava extremamente bem executado, mas não mudou minha vida. Eu meio que esperava que tivesse mudado; por ser um restaurante de uma chef muito relevante, por ser algo do escopo de expertise dela, e bom, por ser 72 reais um prato. Consigo pensar em dois restaurantes nos quais gastei essa grana no prato e de fato foram refeições memoráveis - e sei que isso vem da opinião pessoal, mas né...
Fomos então pra sobremesa. Escolhemos tiramisu mangiare e Pot de crème de intenso chocolate amargo e iogurte caseiro, combinando dividir as duas. Ou seja, tenho aqui duas opiniões também, assim como no ojo de bife.
o tiramisu estava superafogado no café, e eu juro por tudo que não parecia de um restaurante legal, tirando o que até aqui havia sido pelo menos uma constante, a execução perfeita; - talvez só por com certeza ser mascarpone e não, sei lá, cream cheese. Mas vamos lá, eu já fiz tiramisu em casa, e usei mascarpone. E também não estava incrível, né. Mas eu não trabalho no restaurante da linda da Paola Carosella. (acho que ela é linda, chique, esperta e elegante). E o creme de chocolate... afe. O iogurte era uma colher em cima do ramequim, nem aparecia. a textura inicial era de creme brulee, mas embaixo, estava salgado! e com temperatura ambiente, e sem graça. o que o salvou: era acompanhado de dois cookies, que esses sim, como diria o jurado do outro programa de culinária, 'eu comeria em quantidades absurdas'. Por esses, eu pagaria os 20 reais da sobremesa. Nem pedimos café, porque como de hábito, o espresso é de ouro e custava 6,20. Temos uma Nespresso em casa e já acho pesado pagar 1,80 por café na minha própria cozinha... :P
Resultado: foram 311 reais de conta para duas pessoas, vontade satisfeita de conhecer 'o restaurante da Paola', mas SE eu voltar, vai ser só porque é conveniente/fui convencida/temos uma paixão por essa moça.

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