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sábado, 31 de dezembro de 2016

A Letícia lê - como terminou 2016!

E aí que terminei a meta tão esperada de 2016 até com antecedência. Decidi que pra não enlouquecer esse ano (e ler menos porcaria), vou diminuí-la bastante, mas isso é assunto pra outro post.
Esses são os últimos livros que li em 2016:

Luckiest girl alive, Jessica Knoll - comecei a ler esse livro, que foi publicado aqui como Uma garota de muita sorte, - e adaptado ao cinema pela Reese Whiterspoon como a Ani FaNelli, a personagem principal - por acaso, tendo me chamado a atenção numa pilha na Saraiva. Lá pelo meio, quando já estava viciante, fui colocar no goodreads e achei resenhas falando mal, dizendo que a comparação com A garota do trem e Garota exemplar era injusta porque era muito pior. Ignorei e continuei lendo, e continuei com a mesma conclusão: se vc amou Garota exemplar, talvez concorde. Eu não amei - gostei muito mais do filme do que do livro, e isso é raríssimo - e talvez por isso tenha achado que a garota de muita sorte foi bem construída, o suspense interessante, o fim ótimo. Veja bem, não mudou minha vida, mas é um três estrelas sólido e uma ótima leitura de voo/praia/férias.

Caviar é uma ova, Gregorio Duvivier - eu adoro todo mundo do Porta dos fundos, #prontofalei. Isso dito, essas são as crônicas publicadas por ele no jornal - mesmo que vc nao as tenha lido, talvez conheça a famigerada última, que fala do término do relacionamento com a Clarice Falcão e causou um rebuliço nas redes sociais - metade amando porque é lírica e fofa, outra metade acusando de ser marketing porque foi na época do lançamento do filme que os dois fizeram por último. Enfim, tanto faz: as outras crônicas são tão ou mais bem escritas quanto essa, do tipo que vc ri, sorri, concorda, reflete, ou seja, do jeito que crônicas, com seu toque de dia a dia, devem ser. Amei.

Love may fail, Matthew Quick - ele é o autor do livro que originou o filme O lado bom da vida, com a Jennifer Lawrence (de Jogos vorazes) e o loiro bonitão cujo nome me esqueço. Está sendo traduzido pro português ainda, e eu comprei basicamente porque achei que a sinopse tinha uma chance boa, porque detestei os dois últimos que li dele. E aí veja como é preciso ter esperança: gostei bem! tem drama, tem o "real", sabe, de vc entender que várias pessoas são imperfeitas, medíocres, só buscando a felicidade, como todo mundo que pega o metrô com vc e a pessoa que te olha no espelho diariamente? achei bem fofo terminar o ano com esse livro, enquanto olhava prum dos lagos do Ibirapuera, num dia lindo de férias. Olha só:


A mágica arte da arrumação, Marie Kondo - fiquei só aflita. Essa história de Isso me faz feliz? (pergunta que vc tem de fazer, seguida de algumas outras, com TUDO que você possui) é boa e interessante, mas a zona de guerra que vc tem que transformar sua casa para fazer isso acontecer me incomoda e não vi efeito.

e uma série de dezena de livros trashy pra terminar.

Foi isso meu fim de 2016. ebaaaa!!! 261 livros lidos, envolvendo clássicos, literatura de vários países, muuuuuito Harlequin e Avon, não ficção, literatura contemporânea... li pouca poesia e li muito em inglês, e vou tentar mudar esses dois ângulos pra 2017. Espero que o fim de ano de todo mundo tenha sido incrível e que estejamos juntos por bastante tempo!!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A Letícia lê - reta final de 2016!

Faltam só 26 livros, e tenho lido muuuuita tralha pra dar aquele empurrãozinho... o que eu li de não tralha:

mais Martha Medeiros: A Graça da coisa e Paixão crônica (esse último tinha várias crônicas que eu tinha lido nos outros, mas é um ótimo começo pra quem não a leu)

The Singles game, da Lauren Weisberger (a mesma autora do Diabo veste Prada). Romance (no sentido de novela mesmo) interessante, bem escrito, envolvente. Gostei bem.

Do Veríssimo, Banquete com os Deuses, Os espiões e Pai não entende nada. Amei esse último, porque para mim é mais próximo ao Veríssimo que eu amo, o das crônicas.

O bebê de Bridget Jones: os diários. A Silvia (oi, Silvia) me perguntou como eu explicava o fim do último para esse. Honestamente, nem me lembro do último. Achei esse diferente do que esperava (esperava a descrição toda da gravidez, os primeiros passos do bebê, enfim. O que encontrei foi a descrição do velho e bom Daniel Cleaver e Mark Darcy e da maluca da Bridget, todos velhos conhecidos), de um jeito bom.

É isso por enquanto. Ainda tenho dez dias. Aguardem!


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

#2016bestnine



Essas foram as fotos mais curtidas no instagram do blog. Tem #andanças, tem #catsofinstagram, #zara e #prue, tem #truestory. Legal, né? curti.
E até já já em 2017!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A Letícia lê - primeira quinzena de dezembro

Oi!
vamos lá...
nunca tinha lido Martha Medeiros, e várias pessoas já me recomendaram, especialmente depois que eu disse que sou apaixonada pela Ruth Manus. Aí minha amiga foi à feira da USP e encontrou diversos títulos com 50% de desconto e eu joguei pela janela as decisões de não comprar mais livros físicos...
já li Um lugar na janela, que comprei para minha irmã, porque ela queria um livro leve e gostoso para a viagem de fim de ano e ele tem crônicas sobre lugares que a autora visitou. Aí li Doidas e santas, e gostei muito mais do que achava que gostaria. São crônicas que ela publicou entre 2006 e 2008, sobre diversos temas do cotidiano. Uma delas eu de fato quis enviar a uma amiga, e várias tiveram essa ressonância de realidade, mesmo sendo de uma década atrás.
Li três livros supostamente autobiográficos, mais ou menos na mesma linha: A garota com tribal nas costas, da Amy Schumer, uma comediante, (foi eleito no goodreads como melhor de sua categoria), Yes please, da Amy Poehler, que conta muita história do Saturday night live, e I'm not that kind of girl, da Lena Dunham, que escreveu Girls, o seriado. Não gostei de nenhum.
Li outro vencedor do goodreads (acho que de autor novo) chamado Behind closed doors, e achei razoável: é uma história sobre um desses maridos do Dormindo com o inimigo, lembra desse filme? e achei o fim bom, mas meio mal escrito. Não achei o trailer dublado, mas acho que várias pessoas devem se lembrar, tá aqui:

Li A livraria dos finais felizes, de uma autora sueca, e comprei outro para dar a uma amiga querida, porque é encantador e amo livros que falam de livrarias...
Li The curious charms of Arthur Pepper, sobre um velhinho que vai atrás dos badulaques de pulseira da mulher que morreu, e é muito gracioso, embora tenha me lembrado outro livro que li e amei sobre um velhinho. Claro que não me lembro o nome nesse momento, volto aqui se lembrar.
Li Listas extraordinárias, primo do Cartas extraordinárias que a Tati me deu e eu amei. Que livro fofo! Tem 125 listas, de todo tipo: de promessas de ano novo da Marilyn Monroe a coisas que o Einstein pediu à mulher antes de se separarem. Adorei.
Como sempre, li vários romancezinhos e um chick lit (Love on a plate), mas nenhum muito digno de menção honrosa.

E estou em busca da meta, gente! Faltam 49 livros, tenho 22 dias. Putz, colocando assim parece meio difícil... mas sou brasileira, né? Vambora!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

6on6 - novembro


d'A Casa do Porco, o restaurante dois do Jefferson Rueda (do bar da dona Onça). Esse torresminho tava excelente, mas acima disso, foi uma minicelebração de trabalho com gente legal, comprometida, simpática e querendo fazer diferença, tudo de bom.


Fomos ao Museu de Arte Moderna, que fica dentro do Ibirapuera, um desses fins de semana. Aliás, a entrada é gratuita aos domingos, e eu tinha vergonha de dizer que nunca tinha ido. Havia uma exposição chamada "O útero do mundo", com diversos tipos de obras, interessante. Gostei dessa (Sem título).




De um restaurante espanhol que me foi recomendado por duas pessoas diferentes, o Maripili. Realmente, tem o clima dos bares de tapas da Espanha, e tudo é uma delícia. A frase diz "Beba vinho, porque nenhuma boa história começou com uma salada!". 


Pegamos uma promoção ótima de Black Friday do Ingresso rápido pra ver Vermelho, a peça com o Antonio Fagundes e seu filho. É sobre o Mark Rothko, pintor russo que viveu nos EUA e fez sucesso na década de 60, junto com Pollock. Fagundes é realmente maravilhoso, o cenário é tão bem construído que é um prazer olhar e ainda tem a chance de conversar com eles depois da peça.


Fomos ao Museu Catavento no fim de semana, indicação da minha amiga Isa. Que lugar incrível! recomendo pra todo mundo que é curioso ou tem filhos (acho que de preferência de idade entre 6 e 12). Além de tudo, o prédio é lindo (era a Prefeitura), o ingresso, baratíssimo (6 reais, gratuito aos sábados), e dá pra atravessar e ir almoçar no Mercado municipal. Passeio recomendadíssimo. São Paulo tem muita beleza, mesmo.



Também no Ibirapuera há um "Jardim de Esculturas". Essa aqui chama "As irmãs". Sabe aquele emoji das duas menininhas de mãos dadas? fiquei pensando que essa era a original oficial :P linda, né?



Essa é a foto de chorinho, só porque é muito charme pruma gata só: Minha cara da segunda-feira - e a da Prue toda noite :P





quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A Letícia lê - 1a. quinzena de novembro

Tenho corrido um pouquinho pra alcançar o número prometido de livros lidos esse ano, então continuo lendo vários livros gratuitos e de fórmula pronta - os romancezinhos estilo Avon/Harlequin, cuja estrutura é previsível mas confortável e tem ritmo de leitura fácil.
Além desses, li alguns não ficção que podem ser úteis:

Qual é a tua obra? - é na verdade uma coletânea das palestras do Mario Sergio Cortella. O que tem de não legal: algumas coisas já são antigas - se fala de dvds como novidade, da ovelha clonada - e incomodam um pouco a leitura. O que tem de legal: algumas das inquietações e sacadas são incríveis e ressonantes com qualquer um que esteja no mercado de trabalho ou tenha sido líder em algum momento. Também é curtinho e gostoso de ler.

A arte da imperfeição - Brene Brown - ela é bem famosa nos EUA, por sua pesquisa sobre a vulnerabilidade e a vergonha. Eu comecei pensando em um livro de autoajuda e estava um pouco incomodada, porque não gosto desse gênero. Mas em torno do capítulo 3 já tinha decidido que vou dar uma cópia desse livro a uma amiga e que aquilo fazia todo sentido. Acho bem válido.

O código da liderança - Dave Ulrich - o autor fez algumas pesquisas com CEOs de grandes empresas sobre as características que determinavam liderança eficaz, e construiu um modelo que é baseado em cinco dimensões. Fez bastante sentido para mim.

Faça acontecer, da Sheryl Sandberg - uma amiga do escritório me emprestou, porque acabou de fazer uma oficina sobre empoderamento feminino numa cliente. Li em duas sentadas. A executiva do Facebook começa a contar histórias dela, sobre como foi percebendo sua própria atitude em relação à seus pares, como essa questão da mulher na liderança foi surgindo, e as estatísticas são tão aterradoras... quando fui postar a review no goodreads, me deparei com um comentário falando de que os exemplos que ela dava era surreais porque ela tinha babá e o marido havia mudado a empresa para ficar com ela e as crianças. Honestamente, tanto faz. Ontem almocei com uma amiga e a questão só mudava de perspectiva, porque não é sobre dinheiro, embora obviamente ele ajude - é sobre o fato de que a gente acha que é um favor e uma fofura o cara mudar de emprego pelas crianças, e uma obrigação se a mãe o faz. Esse é um livro que até merecia uma resenha própria, mas acho que tem de ser relido, digerido, e a gente primeiro tem de engolir as desculpas que vem imediatamente à boca antes de discuti-lo. Então, recomendo primeiro, para homens e mulheres, e não porque é uma bíblia da verdade feminista, mas só porque traz muitos números e histórias que podem causar reflexão. E depois, se quiserem, a gente fala dele, porque essa é uma conversa bem rica.


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A Letícia lê - 2a. quinzena de outubro

Eu sei, é vergonhoso. Mas tem sido um período tenso, de muitas horas de trabalho, e chegou um momento no qual ou eu lia ou eu escrevia sobre o que estava lendo :P
Ah, e teve a maratona Gilmore girls, que roubou todas as noites durante umas três semanas. Que saudades eu tinha da Rory e da Lorelai e de todo o drama e das 60 palavras por minuto.
Enfim, agora chega aquele período no qual eu me desespero porque minha meta de 260 livros do ano está muito atrasada (faltam 93 e só temos 53 dias para acabar o ano!). D. disse "mas a meta é sua, deixa ela pra lá"e eu tive um ataque de riso. Parece que não me conhece :P A la Scarlet O'Hara, dramaticamente, cumprirei a meta ou morrerei tentando.

De qualquer jeito, no último mês e meio, eu li 45 romancezinhos Harlequin, que são os aceleradores de meta, rã rã. Rápidos, com fórmula quase, uns dois ou três MUITO mal escritos dos que fazem a gente fazer caretas ao ler, outra meia dúzia muito fofinha e romântica, a maioria gratuitos porque depois que eu descobri o Ebook lovers hesito muito em pagar por esse tipo de livro - só aqueles cujos autores eu já conheço e gosto. Nalini Singhi, Lexi Ryan, Kersley Cole, essas de quem eu já li vários, por exemplo. Se esses livros te interessam, espia meu goodreads. Pule tudo que tem duas estrelas. Nem tudo que é gratuito vale a pena.

Além deles, li meia dúzia de chick lit que já estava na minha casa (Ralph's party, da Lisa Jewell, foi o único que ainda se manteve interessante, com as três estrelas do meu 'corte'. Os outros perderam o encantamento em algum momento dos últimos dez anos. Li pela primeira vez um da Jenny Colgan, The bookshop on the corner, bem fofo.

Reli alguns outros títulos: em particular, um chamado A madrasta, da Nancy Thayer, que foi comprado pelo meu irmão no Círculo do livro em 1900 e bolinha e eu li muitas vezes quando adolescente. Achava a narrativa muito vívida, conseguia ver muito bem a madrasta e as enteadas e a lista de demandas da ex esposa. É muito interessante reler livros que você leu quando era praticamente outra pessoa. Reli também um Veríssimo, Histórias brasileiras de verão. Não é o mais engraçado, mas há algumas das histórias que te fazem rir horas depois de ler.

Li um distópico bem bom, Anthem, Ayn Rand. E mais dois YA, The magicians, Lev Grossman, que eu tinha esperado muito e fiquei um pouco desapontada, e Despertar, da Meg Cabot, sempre uma alegriazinha. ah, e um chamado Lionheart, uma revisita de Bela e a Fera, sempre uma fofura.

Li um mistério chamado The Little Stranger, da Sarah Waters, que me prendeu muito quando o sobrenatural começou de fato a aparecer, e me frustrou um pouco quando não foi de fato "resolvido". Foi bem Poe pra mim. Gostei. (obrigada, Silvia!) Li também um livro chamado I know this much, do Wally Lamb, cujo gênero eu não sei classificar. Gostei muito de algumas partes, me arrastei por outras. Gostei do final, mesmo mais hollywoodiano.

Li Ruth Manus, Pega lá uma chave de fenda e outras divagações sobre o amor, e eu já sabia que ia gostar porque adoro muito o que ela escreve. Comprei dois, já pensando numa amiga que sei que também gosta, e na verdade já saí da livraria pensando que devia ter comprado quatro, porque é um livro doce e fofo. Ela me faz sorrir, chorar ou querer compartilhar - sabe aquele pensamento de "Sim, eu também!"? sempre tenho quando leio sua coluna no Estadão. O livro é mais genérico, mas mesmo assim muito fofo.

E li Antonio Prata, Trinta e poucos, e estou salvando o melhor para o final porque AMEI MUITO. MUITO. MUITO. Compre pra todo mundo que você conhece, porque é uma delícia de leitura. Leve, engraçado, triste, interessante, termina rápido demais.

domingo, 6 de novembro de 2016

6on6 - outubro

Não acredito que atrasei essa postagem. Mas gente, tá punk. Nem lembrei.


Esse é um parquinho bem inconspícuo no meio da Paulista, o Mario Covas. Primeira vez que entramos lá, e é fofo, tranquilo, pitico, bom pra reabastecer a água e sentar um pouquinho antes de continuar caminhando no fim de semana. E árvores, né? coisa mais linda que existe.


Eu trabalhei em escolas por 18 anos. Estando ou não na gestão, estive em sala de aula por esse tempo, e foi maravilhoso. Até hoje, no dia dos professores, sinto uma afinidade com as decorações das escolas, as homenagens que se dão e recebem. Mas não esperava uma mensagem dessas, e foi uma alegria a mais - como é sempre saber que você fez diferença no caminho de alguém, né? 


A melhor peça que vimos esse ano, Morte acidental de um anarquista foi engraçada, dramática, irônica, inteligente, interessante. Amei. Do tipo, iria ver de novo.


Eu já devo ter postado fotos de tortilla aqui, porque é uma das coisas que eu mais amo comer na vida. A da minha mãe, no caso. Comi na Espanha e achei mais durinha, mais fria, porque eles comem como tapas, (petisco), e na minha casa sempre foi refeição. Basicamente, são ovos, batatas e cebolas, mas eu comeria todos os dias. Mesmo.


Jamie Cullum é alguém não muito conhecido, e não entendo o porquê. Ele é simpático, fofo, talentoso <3 fomos vê-lo em 2006 e fiquei muito feliz de saber que ele continua tudo isso agora que voltou, em 2016. Espero que venha ao Brasil mais e mais vezes. Se você não conhece, vá ouvir All at sea. ou What a difference a day makes. Muito amor.


Eu gosto muito do apartamento onde a gente mora. Gosto da localização low profile, perto de metrô e de vias de acesso, de onde dá pra ir pra todo lugar, gosto do monte de janelas do apartamento, gosto da distribuição dos cômodos, gosto de ter poucos vizinhos. Mas eu queria MUITO um lugar no qual uma suculenta fosse tão feliz como essa, da entrada da minha mãe. Um lugar pra colocar plantinhas no qual elas ficassem assim exultantes. Não é uma tapa na cara da natureza?



quinta-feira, 6 de outubro de 2016

6on6 - setembro

Parede do Cupcake.Ito, o lugar do melhor cupcake da cidade. Não é uma fofura?

A mesa linda da Jujubis, a amiga do mês nos recebendo e subindo o nível. A gente tem um jantar mensal, alternando entre seis amigas.

Os lápis lindos de Noronha que vieram morar na minha coleção, dados pela Monica <3

Nesse potinho vieram três redações de brownie, láaaa de Juiz de Fora, da minha amiga Vivi. é bom demais ser mimada né?

E a Marlenaits, minha fiel escudeira, fez a torta de palmito mais linda e saborosa lá em casa. Fala sério?

Tentando fazer limpeza na estante. Alguém quer algum desses livros? Tô doando, vendendo, fazendo escambo...

terça-feira, 6 de setembro de 2016

6on6 agosto


1. Já mencionei algumas vezes que adoro bate e volta. Já fomos a Embu das Artes, Guararema, Guarujá, Praia Grande, e dessa vez foi o Templo Zulai, em Cotia. Lugar lindo, enorme, tranquilo, fácil de achar, (embora depois de chegar seja difícil entender pra onde ir). Domingo delicioso.





2. Adoro marketing bem feito. A gente gasta mais de 100 reais a cada compra na Nespresso, mas fico muito feliz quando chegam esses mimos em casa, mesmo que eles no fundo valham menos de 8. É isso, um mimo. E, claro, eu AMO café.

3. Fiquei dias pensando no que fazia uma pessoa colocar 1. um adesivo desse tamanho no carro; 2. um adesivo com esse conteúdo no carro. Será que as pessoas discutem esse assunto com o motorista? tipo, oi! quando vc chegou a essa conclusão? Com Assim falou Zarathustra? porque, se você pensar...


4. Sei que já estou repetitiva e nem ganho dinheiro com isso, mas gente, isso aqui é MUITO feliz. Dessa vez, inclusive, eu me rendi e comprei um panetone inteiro pra levar pra casa. Mas mesmo aquecendo uma fatia em casa, não fica desse mesmo jeitinho. @Sil, nunca te perguntei o que vc achou!



5. Demorou, vai, pra eu postar foto do meu bibelô favorito? Me fala se não é a coisa mais mocinha de  olhos redondos que você já viu? Sou muito apaixonada por essa vira lata.



6. Achei assim uma foto artística. A Oca, no Ibiraquera, com essa árvore bem invernal, e os oitenta mil caçadores de pokemon à sua volta.





quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A Letícia lê - 2a. quinzena de agosto

Vou começar falando da importância do goodreads e desse blog na minha vida. Hoje de manhã vi uma notificação do goodreads que dizia que alguém comentou minha opinião sobre um livro qualquer sobre hábitos. Imediatamente eu pensei, Ué, mas eu não li esse livro, não só me desdizendo como confundindo o livro com um que virou piada aqui no escritório porque eu tenho dois (um físico e um no kindle) e no escritório tem mais dois, então eu disse que devia ser um sinal do universo que era pra eu ler, e bom, ainda não li.
Resumo da ópera: o que eu escrevi no goodreads eu de fato tinha lido. Me vi acenando com a cabeça como concordando com uma desconhecida, que nem uma louca, lendo minha própria opinião.
Enfim.

Comecei a segunda quinzena lendo os dois livros que a Silvia (oi, Silvia!) fofamente me emprestou. A gente tem gostos super diferentes, e eu tenho receio de dizer que nem sei o que a faz vir aqui me ler, embora seja grata por isso :)
O primeiro livro que ela me emprestou era O livro do apocalipse, ou Doomsday book, da Connie Willis. Embora seja o primeiro de uma série, dá pra ler sozinho. É um livro sobre viagem no tempo, e a personagem principal, Kivrin, sempre quis ir à Idade Média, embora seu (?) tutor? não sei como chamá-lo. Pelo que eu entendi, há diferentes especialistas em diferentes áreas que apoiam essas viagens no tempo de seus pupilos. Esse especialista tutor gostava muito de Kivrin e tentou convencê-la mil vezes a não ir (cólera, envenenamento, perseguição às bruxas, machismo, sem contar a peste bubônica, febre tifoide e etc). Bom, resumindo, obviamente ela foi. E, claro, algo dá errado, mas não dá pra saber o que, porque o técnico que a apoiou na viagem fica doente, e é 2050 ou algo assim, ninguém fica doente. Então acontece uma quarentena, e a Kivrin tá lá, perdida na Idade Média, supostamente perto de Bath.
Ou seja, começa fofo, com você pensando que acontecerá algo mas sem saber o que. Ingênuo.
A vida da Kivrin fica muito, muito difícil. Primeiro, porque o tal mecanismo de interpretação que a ajudaria a se comunicar em inglês antigo não funciona. Segundo, porque ela fica doente (pegou a doença que ninguém sabe o que é do técnico, lá em 2050). Terceiro, porque ela vai descobrir depois, mas não está exatamente onde achou que estivesse, e vai passar um bom tempo procurando o lugar e o tempo certos.
Estou lutando contra possíveis spoilers, mas a questão é que mesmo que Kivrin tivesse achado que estava pronta, ninguém em nenhuma idade estaria pronto pro que ela enfrentou. Mesmo que o fim tenha sido meio apressado e muito racional pra mim, claramente em negação às emoções, quero muito saber como foi tudo que aconteceu pra todo mundo, porque há coisas que te transformam muito completamente.
De qualquer modo, o que dá pra dizer é que mesmo com todo o desespero que muitas vezes você sente, é um livro que te prende quase do começo ao fim, por motivos diferentes, e mesmo que a mitologia criada pela autora pareça um pouco confusa e sem contexto, dá pra entendê-la e achá-la interessante.
Importante lembrar que o livro foi escrito em 90, publicado em 92 no auge dos filmes de ficção científica e quando celulares eram quase uma invenção.


A Bíblia envenenada - Barbara Kingsolver
Esse foi o segundo. A primeira coisa pra se dizer sobre esse livro é que é uma narrativa muito boa: você enxerga o barro vermelho, as chuvas torrenciais, o que eles comem ou não, as pessoas, o jardim, as irmãs.
A segunda coisa pra se dizer é que quando você começa, a história de uma família cujo pastor decidiu passar um tempo numa missão no Congo, você não tem a mais vaga ideia de como aquilo vai terminar. Quando os personagens vão tomando seus caminhos, um fica completamente desimportante, um morto, um apaixonado, um mudado, etc etc, nem se eu te disser o que acontece com cada um você vai corresponder o evento à pessoa do jeito certo. Ponto pra dona Kingsolver.
A terceira coisa pra dizer é que as pessoas leem de jeitos e com olhares muito distintos: pra mim, toda a política era só pano de fundo. Então, quando pareceu muito focado nela, eu dei uma desligada, ficou chato. Teve gente que achou isso o mais sensacional. Ou seja, parece que isso foi bem escrito.
A propósito: o título vem do fato de que, sem ninguém falar a língua, há diversas coisas que são ditas de modo a dar outro entendimento, uma delas sendo a bíblia (em vez de "sagrada", ela acaba sendo referida como "envenenada"numa tradução tosca, porque a inflexão muda o sentido das palavras). Isso já é um tremendo spoiler, na minha opinião, simplesmente porque fala muito do Pai Nosso (a maneira como as filhas se referem ao missionário pai que as levou e de santo tem bem pouco) e de quão disposto, aberto ou capaz de entender a cultura na qual estava ele era. Uma parte favorita do livro pra mim foi o encontro da família com o missionário anterior, o irmão Fowles.
Mas, me conta quando você o fizer.

Li também o livro sobre a Imperatriz de ferro: a Concubina que formou a China moderna,  e foi bem interessante. Ela parecia uma mulher muito peculiar, muito à frente do seu tempo, me lembrou muito uma mistura de Eva Perón com rainha Vitória. Claro, é difícil ler o tipo de coisa que acontecia em 1800 e tantos, mas se for pensar no cenário, ela te surpreende sempre. Foi um não ficção que li em seqüência numa semana.

Li também um livro que foi publicado nessas listas de "promissores", chamado Eileen. Achei a sinopse super legal, sobre uma moça que trabalhava numa prisão para jovens (tipo a antiga Febem), mas pensa numa narrativa lenta que acaba funcionando do jeito errado. Ou seja, era pra ajudar a autora a construir suspense, mas chega uma hora que ela fez isso direito, então 1, vc quer saber que diabos ela quer contar logo, e 2, quase tudo que ela for revelar a essas alturas vai ser anticlimático. Quem sabe fazer isso bem é a Liane Moriarty, essa moça não sabe. Foi um livro que eu não larguei na primeira metade, mas só li a segunda por desencargo (e porque a tal revelação só apareceu aos 80% do livro).




Agosto - andanças

Então, e aí que eu queria muito falar dessa exposição: www.theartofbrick.com, com o Nathan Sawaya. Esse cara se formou em Direito, atuou em Direito Corporativo, mas o que ele queria mesmo fazer era arte... e com Lego. A Lego não o patrocina, aliás. Embora ele tenha feito um dinossauro com 80 mil peças que faz parte da exposição. O sujeito é muito incrível, e vale muito a visita à exposição, que está na Oca, no Ibiraquera, custa 20 reais, e deve ser comprada online, porque tá esgotando (com razão) rapidinho.
Tem de tudo: obras de arte (a escultura de Lego imitando O beijo, de Klimt, é uma das minhas favoritas), pessoas, rostos (há um rosto que ele diz ser de uma amiga e que a parte mais difícil foi os cílios...), cenas... é realmente ótimo.
Ah, aviso aos incautos: há uma lojinha de Legos na saída. As crianças ficam, obviamente, querendo se agarrar nas caixas caras e não largar mais. E quem pode culpá-las?




Também fomos ver o Esquadrão suicida, filme do qual eu não sabia coisa nenhuma, e saí continuando sem saber, porque o enredo é xexelento. Mas gostei da tal Harley Quinn, a namorada do Coringa, que é insana mas divertida. 

sábado, 13 de agosto de 2016

A Letícia lê - quinzena de agosto

E aí que essa quinzena passou voando, principalmente porque estou trabalhando enlouquecidamente. Li uns livrinhos tontos, porque meu cérebro só dava conta disso, comecei muito timidamente Harry Potter, dividida entre querer reler todos eles e ler logo esse último antes de saber tudo pelos outros, e li Dostoievski, O idiota.
Esse idiota do título é o príncipe Mishkin (você vai achar uma grafia diferente a cada edição), e a origem desse nome vem desde Aristoteles ao fato de que ironicamente o idiota é o sujeito que não tem lugar na sociedade, basicamente porque ele foi escrito para ser uma mistura "de Cristo e Quixote". Isso quer dizer que ele é compassivo, ingênuo, honesto, com o coração sempre aberto e exposto, sabe? e, como nos idos de 1800, se apaixonou pelos olhos num retrato, veio de um sanatório onde estava por epilepsia, conta pra todo mundo como a beleza do mundo o fascina... ou seja, um indivíduo sem "capa"social, no sentido de vida em sociedade como a conhecemos na vida vazia.
Isso dito, há momentos nos quais você só acha que ele é... idiota. Desculpe, mas sim, há gente que não merece sua ingenuidade, sua compaixão, e isso não quer dizer que merece o oposto, e sim que não merece seu tempo, só que você siga adiante. E também há momentos demais nos quais os outros parecem ser retumbantes... idiotas. Literalmente batendo os pés e se batendo, como Gavrila e Rogojin. É algo que nos causa vergonha alheia, o fato de que o tempo todo há alguém "enrubescido", "querendo aniquilar o outro", "irado ao extremo", "incontroladamente enraivecido". Assim, estamos no jardim da infância?
Isso inclui todos os personagens principais, pra mim: do general ao príncipe, de Rogojin à Nastassja, de Gavrila à Totski, tenho um pouco de vontade de eu mesma dar um gritinho de "ah gente, vai lavar uma louça", mas aí me lembro da mãe do tuberculoso que teve seus móveis penhorados pelo general (esqueci o nome dela) e percebo que nem tendo louça pra lavar esse povo tomava jeito.
Claro, lá pelo meio com um romancezinho incipiente a narrativa ganha um fôlego porque o interesse humano é pelas emoções mundanas né. Mas vai e volta e vai e volta, e Jane Austen faz isso tão melhor. Desculpa, não deu. Mesmo com o final novelesco e mais agitado que metade do livro.
Não entendo se historicamente o comportamento do público era assim ou ele quis dar uma caricatura, (na verdade entendo sim, claro que era essa a intenção, assim como o título do livro, uma sutil ironia) mas era desconcertante, deprimente e, da perspectiva literária, desculpe, irritante, por conta da repetição das mesmas atitudes - a mensagem é clara e poderia ter sido passada em metade das páginas, porque claramente as pessoas permanecem... adivinha... idiotas. (e não aristotelicamente falando aqui).

Bom, é muito possível que a idiota seja eu e eu não tenha preparo espiritual para ler esse livro. Mas ao contrário de outros clássicos, que me dão camadas novas a cada vez que eu leio ou a cada capítulo, eu achei que esse me parecia uma repetição eterna do mesmo tema. Vou ter que reler Dom Casmurro, ou Crime e castigo, ou um desses que me foram queridos, para tirar esse ranço. Alguém que gostou do Idiota compartilha comigo o que eu perdi?

sábado, 6 de agosto de 2016

6on6 julho!

1. Já contei que eu não sabia nadar até adulta? Minha mãe tem medo de água, minha irmã também, e acontece que um dia eu me dei conta de que não sabia nadar nem andar de bicicleta e resolvi resolver uma das duas coisas. Nado descoordenadamente, mas adoro. Depois de uns meses fora (dedo torcido, férias, mudança de emprego), voltei pra academia. Três vezes por semana, 6:30 da manhã.

2. Essa foi a primeira vez em 10 anos que o  D. cozinhou pra mim. E olha que lindo! Meu omelete sai todo tortinho.

3. Minha coleção de lápis, ganhados e comprados, de diversos cantos do mundo. Adoro muito e lembro de todos eles. Se você for viajar, me traz um?

4. É pra amar esse meu trabalho ou não? Essa era a mesa da festa junina.

5. Adorei esses espelhos e pratos. Sao da Pizzaria Speranza, onde fomos jantar com uma amiga muito amada uma dessas sextas-feiras.

6. Essa estátua é muito fofinha, né? Está no Parque do Povo, onde passamos um domingo de manhã esse mês.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A Leticia lê - julho terminando

E na segunda quinzena de julho:

eu li A elegância do ouriço, da Muriel Barbery - me recomendaram e emprestaram. Acho que eu jã tinha ouvido falar dele, mas não me lembrava. A narrativa me lembrou Marguerite Yourcenar, sabe, da História de Adriano? elegante e clássica. Basicamente, conta a história de uma concierge (vamos lá, é zeladora) que se finge de inculta quando na verdade ama coisas que os ocupantes do prédio considerariam muito sofisticadas para sua profissão (como Tolstoi e Brahms), e de uma das moradoras, uma adolescente suicida. A coisa vai crescendo de você gostar, e quando você vê, está envolvida com a vizinha simpática, os moradores do prédio, o possível romance - a única coisa que não me atraiu foi a adolescente chatinha e esnobe, tão inteligente que não consegue se achar no mundo. Ah vá. Mas, sem querer ser desagradável, eu não estava preparada para o desfecho.

O centauro no jardim, Moacyr Scliar - um autor por quem sempre tive curiosidade, e aí nas #andanças do mês, fomos ao Parque do Povo e lá peguei o livro. É realismo mágico, então não é pra todo mundo. Mas eu simpatizei com o centauro e estava super acreditando nele, porque a narrativa das emoções e do entorno são de fato boas. Acho (mas acho mesmo, certeza não tenho não) que é uma metáfora de, além de se sentir diferente, crescer numa comunidade rural e pequena numa família judia nas primeiras décadas do século, como imigrante. E, de novo, achei o final levemente anti climático.

El juego de Ripper, da Isabel Allende - adoro Allende, e esse livro, por ser físico e em espanhol, estava na fila há um tempão. É uma tentativa de mistério criminal dela - aparentemente ela começou escrevendo com o marido, e quase deu em divórcio, mas resolveu continuar sozinha. Gosto muito da Isabel Allende, porque ela tem essas narrativas que parecem alguém te contando uma história ótima enquanto vocês tomam café 'a tarde, sabe? uma voz boa. E esse livro, embora tenha elementos mais crus de assassinato, tem uma pegada meio YA (a filha da personagem principal é quem está tentando desvendar o mistério junto a seu avô). Eu gostei, Não amei, como Cuentos de Eva Luna, mas gostei bastante.

Truly madly guilty, da Liane Moriarty - acho bem injusto que esperei meses por esse livro e ele acabou tão rápido. E acho que essa é uma autora muito, muito consistente - há sempre um capítulo qualquer no qual eu penso "ah, acho que esse vai ser chato", e aí ela me desmente logo, e cria uma reviravolta que eu realmente não esperava, e eu tenho vontade de fazer isso aqui:


Incrível, dona Moriarty. Seu talento permanece. O livro conta a história de duas amigas desde o colégio, Erika e Clementine, embora essa amizade seja também questionada. Em um dado momento, me pareceu MUITO aquele filme que se originou de uma peça, O deus da carnificina. Adorei. Aliás, recomendo o filme também.

e pra agosto, gente? ganhei um certo pacotinho de livros emprestados e comprei o último Harry Potter (estou na verdade querendo reler todos os outros, só pra durar mais), então aparentemente estou na fase livros físicos. Tá interessante, tranquilo e favorável.

domingo, 31 de julho de 2016

Andanças julho

Nino cucina
Um italiano bem bonitinho no Itaim. Adorei a atmosfera. Não gostei do carbonara, com o bacon torrado, e qeu supostamente é especialidade da casa. #fail.



Julieta, do Almodovar
É... interessante. Não é intenso como A pele que habito, por exemplo. Mas representa maturidade, ciclo de vida, o que vai e vem.

Encontrando Dory
Quis ver desde a estreia; gostei, mas não achei espetacular como Nemo...o que valeu foi o curta da Pixar antes do filme, chamado Pioer, a coisa mais fofa do universo.

Parque do Povo
É despretensioso, razoavelmente grande, tem uma minibiblioteca pública estilo pegue qualquer livro e deixe qualquer livro (eu peguei um Moacir Sciliar) e pertinho. Gostei.

Picasso
Fomos ver a exposição do Picasso no Instituto Tomie Ohtake. Honestamente, eu esperava mais. Por um lado, gostei muito das esculturas, que eu nem tinha muita noçao que ele fazia tão bem. Por outro, esperava um número maior de pinturas.)



sábado, 16 de julho de 2016

A Letícia lê

O que li nessa última quinzena:

Três romancezinhos, dois dos quais bem fofos (Broken heart syndrome, com uma pegada Grey's Anatomy e This is love); e um desses College romances, como diria meu pai "ni que si ni que no". Ou seja, médio.

The wife's tale, da Lori Lansens: eu AMEI a primeira parte. Sabe aqueles livros que te agarram e não te soltam? Sempre me fascina o fato de que não importa a sinopse (mulher obesa mórbida abandonada pelo marido na véspera do aniversário de 25 anos), a contaçao de histórias é que faz toda a diferença. Contudo, achei que lá pelo meio deu uma arrefecida, e não fui louca pelo final. Não odiei, mas acho que alguém que escreveu aquele começo podia ter feito melhor. Vale a dica, contudo: vou ler mais coisas dela.

O que é que ele tem, da Olivia Byington. Eu tinha visto esse livro em alguma rede social, quando a autora (que aliás é mãe do Gregorio Duvivier, do Porta dos Fundos, e ex mulher do Edgar Duvivier, escultor da estátua da Clarice Lispector no Rio) fez uma noite de autógrafos com o João, o filho do título. E aí fui 'a Livraria Cultura antes de ir ao cinema ver Almodovar, e embora houvesse prometido não levar nada, achei a história tão peculiar... o João, primeiro filho da Olivia, tem uma síndrome quase desconhecida, e ela conta um pouco da experiência que foi criá-lo. Não só por ser alguém com necessidades especiais, mas eu não consegui evitar de ficar surpresa com a "sorte" que temos hoje em dia, rodeados por informações,em contraste com a década de 80.


E é isso. Ando bem lenta, porque tenho trabalhado MUITO, e chego bem cansada. Mas tudo muda esse mês: voltei pra natação, o que traz nova energia, né? e estou lendo um livro que parece muito legal, chamado A elegância do ouriço. Alguém já leu?

quarta-feira, 6 de julho de 2016

6on6 - junho!

Vamos lá: já que eu só tiro férias de vez em quando, vou precisar dar uma esticada ainda usando alguma dessas fotos lindas. A primeira, portanto, será:

Essas esculturas estão em Viena, na Austria, no Belvedere (onde mora O beijo, do Klimt). Sao de um cara chamado Franz Xaver Messerschmidt, que morreu em 1783, e diz a lenda que começou as esculturas de rostos baseando-se nele mesmo e nas caras que fazia quando tinha de aplicar um remédio em si mesmo por um mal que sofria. Aos poucos, se empolgou e esculpiu em argila algumas dezenas delas. Não são incríveis?



não há nenhuma condição de explicar a suntuosidade de um lugar como a Opera de Viena, mas acho que esse tipo de detalhe ajuda a imaginação, né? 


Esse é um passarinho húngaro bem atrevido que veio almoçar conosco em Budapeste. Morri de amor.


Eu estou levando o conceito de favorito pra onde eu quero. Já tenho uma ponte favorita, em Verona, uma cidade favorita, uma praia, uma árvore... essa é minha estátua favorita, que mora em Praga. Não é sensacional?


Pois é: quando meu Pepito se inspira, faz churros. E não vou ser capaz de explicar, mas usa a furadeira na cozinha. E aí sai isso aí. Portanto, não adianta me convidar pra comer churros em nenhum outro planeta. Se não são do meu Pepito, não quero.


Não é que estou perseguindo a moça, (só porque tenho emprego e conta pra pagar, senão não sei viu), mas ela fica aparecendo na minha vida <3 Indiquei uma amiga pra fazer parte de algo do Panelinha, e eis que... mais um pra minha coleção...

Sim, já foram seis. É que gosto muito desse post mensal :P Então vou fingir que não vi pra acrescentar a clássica aparição da gata mais linda, fofa, inteligente e charmosa que eu ja vi, a Zara:


Em tempo: eu que montei esse arranjinho. De longe nem tá medonho, né? são gérberas brancas, mosquitinho e galhos, tudo Pão de açúcar, com o vaso e as pedrinhas que a amiga do ATelier em flor me ensinou a usar.

Até a próxima gente :)



quinta-feira, 30 de junho de 2016

Andanças junho - Budapeste, Viena, Praga

E aí que, completando a narrativa das férias, vou contar os pontos altos dessas cidades:

1. o Trdelnik, um doce feito com massa assada em carvão e recheado com creme, ou sorvete, ou Nutella, ou gordices mil, e que vou me lembrar por anos - não estou mentindo. Por exemplo, viajaria amanhã para Milão de novo para comer o panzerotti do Luini. Por sorte, o Trdlnik foi fácil de achar na cidade inteira de Praga. Ontem coincidentemente apareceu um post na minha timeline com foto dele, falando do doce, e publiquei no facebook do blog. Espia lá, porque tem foto de pertinho do cone. Essas eu tirei do nosso quiosque favorito:




2. Uma das vistas mais lindas que eu já tive tomando o café da manhã foi em Budapeste. Nos arrependemos de ter passado muito pouco tempo lá, porque acho que valia mais dias, mas foi bem apaixonante. Olha isso:




3. O quadro do Klimt, O beijo, foi uma das obras que me causaram mais emoção na vida. Não me considero uma pessoa muito artística; não sei diferenciar movimentos ou fases muito além dos quadros mais conhecidos ou da fase azul do Picasso. Mas existem coisas que realmente 'falam' com a gente, né? O Davi, do Michelangelo, foi uma. Esse quadro foi outra. Está no Belvedere, em Viena, é enorme, e esplendorosamente lindo. Gastei meia hora só olhando e me sentindo grata.

4. A cerveja tcheca foi uma agradável surpresa pra mim, que não gosto de cerveja. Se chamava Pilsner Urquell, era ridiculamente barata e servida em todo lugar. Tomei todos os dias - porque aliás era mais barata que água.

5. O relógio astronômico de Praga é tão lindo quando eu achei que seria. Nosso apartamento ficava a vinte passos dele, e sorri todas as vezes que passamos na frente. Que obra linda! Ouvimos as histórias - a morte do relojoeiro, os símbolos à volta dele (representando a Morte ou a Ganância e o Tempo, por exemplo, pra dar a mensagem de que se você não viver intensamente a vida não vale nada) e foi incrível.


6. O restaurante Salm Braun, ao lado do Belvedere, nos tinha sido recomendado pela dona do apartamento que alugamos, e era meio quilômetro de distância. Pena que só fomos lá na véspera de ir embora, porque é bonito, simpático e super gostoso, além de, ao contrário do que daria pra imaginar - por estar ao lado dos jardins mais famosos e turísticos - estar cheio de nativos.

7. Fomos ver Macbeth na Opera de Viena, onde dizem haver uma das melhores acústicas do mundo. Foi realmente incrível e recomendo fortemente que todo mundo inclua um programa desse tipo (teatro, espetáculo de dança, etc) quando for viajar. Amei ter ido.

Acho que essas são as coisas que mais gostei dessa segunda parte da viagem :) E como aparentemente a gente esquece como dá dor nas costas viajar de sardinha por 16 horas, já estou planejando a próxima.