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Leticia's favorite books »

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Letícia lê

Além dos três livros que eu li na primeira semana do ano, de folga, terminei o Dupla falta, da Lionel Shriver;
gosto muito dela, desde o Precisamos falar sobre Kevin - e AMEI o So much for that. Alguns outros eu não gostei, verdade. E esse ficou no limbo. Bem escrito, e tenso, cru, fala sobre um casal de tenistas jovem; Willy tem 19 anos quando conhece o outro tenista que se tornará seu marido, e o primeiro cheiro de conflito vem do fato de que ela treina desde os 5 anos e quer subir no ranking, enquanto ele começou a praticar aos 18 anos e vê o tênis como algo que é parte de sua vida, e não toda ela.
À medida que o romance progride, essas tensões competitivas e de personalidades distintas vão vindo à tona das piores maneiras, e você não consegue evitar se solidarizar com ambas as partes, mesmo que, no meu caso, não entenda nada do esporte nem da ambição relacionada a ele.

Aí, Sagarana não me entusiasmou do começo, e querendo ler um clássico, fui pra Madame Bovary. Eu só me lembrava que havia uma traição. O que eu vi:
Charles Bovary se tornou médico quase por acidente, e é um ser medíocre desde o começo do seu retrato, placido e sem culpa nem mérito. Emma, portanto, parece para mim representar na vida dele algo novo, brilhante, lindo, jovem. Ela, por outro lado, é seduzida... por tudo. O primeiro baile que frequenta fica na sua cabeça meses, o primeiro homem que dança com ela, o próximo que flerta com ela, finalmente o que tem coragem de dar o primeiro passo... ela é 'facinha, facinha'. Rasa como uma tábua, me irritou tanto e com tanta frequência que eu lutei um pouco com o impulso de desistir do livro. Endivida a família inteira dando presentes pros amantes e enfeitando a casa, e isso, junto com o fato de que há vários personagens tão horríveis quanto ela, inclusive um vendedor/agiota/desgraçado que arruína a família com chantagens mil e bom, com o conhecimento das fraquezas morais que eles tem.
O fim é surpreendente, no sentido de que depois que você acha que acabou ainda tem mais uns capítulos deprimentes. Honestamente? a questão é que o romance é bem escrito e bem contado, mas os personagens são tão moralmente fracos, unilaterais, egoístas, que a depressão vai te esfriando os ossos até você não querer mais ler o livro. (Você, no caso, sendo eu rs).


Aí li A noiva fantasma, meu primeiro livro do desafio no grupo 'autores internacionais', com uma autora descendente de malaios que vive na California e conta a história de Li Lan, que em 1893 é prometida a um primogênito morto... sim, aparentemente essa prática, que foi proibida no final do século XIX, ainda resiste em alguns lugares da China e Malaia, especialmente em famílias tradicionais e abastadas. Dá pra imaginar? A mitologia toda (as oferendas para os mortos, o fato de que eles só conseguem viver do que lhes foi ofertado pelos antepassados, o arroz) é muito simbólica e me deu arrepios. Foi interessante até o fim, e o desfecho foi de fato distinto do esperado. Gostei bastante! A propósito: foi um livro recomendado na Oprah rsrs!

7 comentários:

  1. Ai que eu chego aqui e encontro um monte de respostas! Madame Bovary era um clássico que pretendia ler, bom, pretendia, porque depois desta resenha me convenci que não teria muita paciência para tantos personagens desses que dá nos nervos. E eu ri com a resenha, sério.. Rssss. E eu estou namorando A noiva fantasma desde semana passada, porque é um gênero diferente, a edição da Dark Side é linda, e o livro tem boas notas no skoob e... eu quero o livro. E aí eu chego aqui e tem resenha, pronto, fiquei paranóica, eu quero o livro! Mas estou em dúvida porque li numa resenha que o livro tem muitos problemas de revisão, estou com pé atrás, ó senhor! Você leu ele no kindle?

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    1. Oiii! Ah, não gosto de dissuadir ninguém de ler nada, rs... acho que vc tem de estar no espírito para aguentar a Emma, só isso. Mas tem tanta traição na literatura clássica... A letra escarlate, se não me engano algum das Brontë... não vai faltar emoção na sua literatura. Quanto à noiva fantasma, eu não achei problemas na revisão, pelo menos que me tenham impedido de ser feliz, rs... a que eu li fui traduzida por alguém chamado Leandro... peraí... Durazzo.

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    2. Ai de mim que com a prateleira de casa cheia vou comprar mais um livro.

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  2. Eu li Madame Bovary há milênios e não me lembro de nada, mas me lembro de ter ficado com exatamente essa sensação depois de lê-lo. Não gostei nem um pouco.

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    1. Que bom ouvir/ler isso! Eu sempre me sinto um pouco culpada quando não gosto de um clássico; primeiro porque geralmente são bem escritos, e segundo porque sei que não tenho o conhecimento do contexto que provavelmente me ajudaria a apreciá-lo melhor. Nesse caso, eu realmente só peguei o título e o li. Mas aí a pulguinha (ou traça, né?) dentro de mim diz que livro é o de cada um, que os personagens falam ou não com você, e me absolve dessas culpas.

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  3. Ah, eu já desencanei de me sentir culpada por isso, porque os clássicos não são a minha praia. Ou quando não gosto de algum livro premiado que todo mundo amou. Acabou de me acontecer isso com Middlesex. Me forcei a ler as 150 primeiras páginas, mas quando vi que a coisa não ia rolar meeesmo, larguei. Paciência. Ninguém paga as minhas contas, eu leio o que eu quiser e gostar. Né não?

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  4. Vish, tenso! hahaha
    Beeijos

    www.ataquedamodaa.com

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