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domingo, 28 de fevereiro de 2016

A Letícia lê - em ritmo de aniversário

Pois aí eu li um livro que não sabia que existia... desculpe minha ignorância, mas eu realmente esbarrei nele quase sem querer. Baixei gratuitamente no kindle, descobri que foi escrito em 1794, uma década e meia antes de Razão e sensibilidade, e não sei a razão de ele ser tão distinto em termos da heroína, mas foi muito curioso lê-lo: se chama Lady Susan, e é de ninguém menos que Miss Austen.
A questão é que a protagonista, Lady Susan, que dá nome ao livro, é uma heroína muito da sem vergonha; uma viúva que é alguém surpreendente de se ter saído da 'pena' da jovem Jane Austen. Só quer se casar com quem lhe der mais vantagem, busca pretendentes ricos, mesmo que mais jovens, praticamente tranca a filha adolescente no sótão para que isso aconteça, tem um romance com um homem casado, é tipo vilã de novela. O romance todo, curtinho, é narrado através de cartas, ora das mulheres no entorno (a filha dela, a cunhada, uma amiga) ora dela. Foi superinteressante ler isso. Não é romântico, mas não deixou nem um pouco de ser interessante.

A outra coisa que eu li nessa última semana foi Curvas perigosas, o segundo volume de quadrinhos da Maitena, que eu adoro. Ganhei de aniversário, e é uma dessas coisas que recomendo que você leia, compre, dê de presente: diversão garantida para mulheres adultas a partir dos 20 anos de idade. a gente se identifica de cara. Delicioso.

E agora, estou escolhendo dentre opções diversas quem será meu novo horizonte literário da semana. Foi um mês difícil, mas acho que é preciso olhar pra frente e desejar, né?


domingo, 21 de fevereiro de 2016

A Letícia lê (só não digita)

Oiii!
Gente, agradeçam ao seus polegares opostos todos os dias: são realmente um sinal evolutivo, e fazem diferença na sua vida... foi bem difícil estar sem o uso do meu (direito) no último mês. Tentem abrir shampoo, cortar carne, dirigir, se vestir... e o mundo realmente não está muito pronto pra quem está sem acessibilidade. Contatei até uma ong que acolhe quem perdeu os movimentos na idade adulta, pra saber como ajudar. Quando responderem, divido aqui. Afinal, nada é por acaso, né?
Então, agora, com o poder da escrita restaurado...

(imagem da Stokpic)

Cá estou. Não li muito, por conta do mau humor, em sua maioria, rs. Mas do que eu li:

O príncipe, Nicolau Maquiavel - eu já tinha lido em inglês há muito tempo, mas reli a edição da Companhia das letras recentemente, para uma tarefa do trabalho. É ligeiramente assustador como faz sentido. Maquiavel é um fiorentino de 1469 que chegou a ser muito relevante na sua época, chanceler, acompanhou a vida política de perto, fez parte de movimentos grandes; e aí, quando os Médici subiram ao poder, perdeu tudo, foi torturado e preso, e passou uma década escrevendo e mais ou menos buscando redenção. Esse livro foi dedicado ao neto de Lourenço de Medici e tem a intenção de ser um tratado completamente analítico e realista (ele menciona em algum momento que quer ser útil, e portanto, dirá a verdade efetiva) e destrincha as ações de diversos líderes da época e o que fizeram certo e errado, a fim de orientar futuros soberanos. Claro, há momentos cínicos - 'os homens são ingratos e volúveis' - mas há basicamente muita, muita verdade. Foi uma leitura interessante.
Li alguns Harlequins, três em inglês e um em espanhol (confesso que é ligeiramente curioso, parece-me novela mexicana, por falta do hábito), que foram razoáveis, e li o último da J Ward, que foi uma grande decepção. (a da Irmandade Negra).
Li um livro que parecia super fofo,chamado Out of sorts, de uma francesa: a história de um velho que começa em busca de sua cadela, a única criatura que ama, se relaciona com os vizinhos mal, é cativado por uma menina... enfim, tinha uma sinopse meiga, mas a execução foi sofrível, na minha opinião, e ele acabou raso, sem se conectar com o leitor, não crível. Uma pena.
Li a autobiografia Dado: memórias de um legionário, e de novo me arrependi de fazer isso com gente que eu gosto. Costumo ler biografias de pessoas que não conheço ou conheço pouco, portanto tudo será interessante, novo e imparcial. Mas Legião era algo que eu amava muito, e não pude deixar de me sentir vagamente ofendida pela narrativa que me pareceu cheia de uma superioridade sem motivo (o Bonfá é citado duas vezes; o Negrete, um irresponsável, lá no final vira um 'não, claro que ele fez diferença; só era meio drogado, né gente, não era culpa dele'; o Renato, uma prima dona insuportável). A impressão era que o Dado basicamente era o superego da banda, que não iria pra frente sem ele, e que ele não tinha conexão emocional com eles - o que me doi como fã. Pode perfeitamente ser tudo verdade - a gente sabe bem que o próprio Renato, como quase todos os letristas meio geniais, era realmente meio maluco - mas achei escrito com muita defesa e pouco sentimento.
Li A menina da neve, que aparentemente está fazendo sucesso agora. É baseado num conto antigo, e é bem interessante. Não mudou minha vida, veja bem. Mas a história do casal de meia idade que não pode ter filhos e vive meio isolado e um dia recebe uma menininha de gelo é cativante. Do meio pro fim, me irritou um pouco, contudo. Não sei se era a história ou eu.
Li Os últimos preparativos, da Maggie Shipstead, e embora a sinopse em si seja meio tola (um casal que casa a filha mais velha e grávida, os desejos dos pais), a narrativa é ótima, densa, me soou muito como Lionel Shriver, que eu amo.
Li Os impostores, da Chris Pavone, que não fica devendo nada pros Identidade Bourne da vida. Gostei bastante.




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

6on6 janeiro 2016!








Meus pais fizeram 50 anos de casados 29/01. São espanhois que se conheceram aqui em SP, e construíram uma vida toda juntos. Não acho que todo mundo deve ficar sempre junto, mas acho que mais casais poderiam fazer bodas de ouro se houvesse mais esforço.






design thinking tá na moda, mas dá pra entender porquê, ne? <3




dona Gerda é a pessoa mais fofinha do escritório - dá pra notar, né?



o proverbial prêmio de quem madruga é ver esse ceu rosado lindo.


no escritório do RJ, em Botafogo, tem esses mini macaquinhos em todas as árvores. Distraem da reunião, vou dizer!



acho que já publiquei essa árvor de Embu das Artes do nosso quarto aqui, mas gosto tanto dela!

TVLuizão

Já contei que eu sou facilmente obcecada? Não posso começar a ver novela, que quero ver todos os capítulos e choro com os personagens. Video game? nunca tinha jogado, aí comecei com Diablo e só parei quando alcancei o D., no nível 9, doze horas depois. Sabe aquela cena da Penny? Pois é.

E aí que essa introdução é pra contar sobre as séries que foram objeto da minha obsessão recentemente. :P

Contei sobre Luther, né? Pra quem gosta de livros sobre investigações criminais, a la Henning Mankell, um prato cheio. Um investigador britânico, um personagem fascinante: inteligente, que não segue as regras, (bom, é só lembrar da relação única que ele tem com a suspeita de assassinato do primeiro episódio), e que te faz torcer até o final por um 'final feliz'. Adorei.




Aí teve Suits. Só parei porque bom, Netflix ainda não carregou a 5a., mas já fui ler sobre ela (nos EUA, ela parou na metade) e estou desesperada porque lá já estreou a última parte dela semana passada. Harvey Specter é um advogado de sorriso charmoso, inteligentíssimo, com uma secretária idem chamada Donna e que trabalha numa das maiores firmas de advocacia de Nova Iorque. Aí ele, num impulso de rebeldia, contrata um sujeito que é meio Rain Man, porque decorou tudo que existe sobre leis, embora não seja formado - de fato foi expulso da universidade por prestar o exame em nome da filha do reitor - chamado Mike Ross. Existe uma coisa meio dramática que você tem vontade de discutir - tá, gente, vai fazer outra coisa, até ontem você era mensageiro, o mundo não vai acabar - mas os diálogos são geniais e embora seja uma série passada entre advogados, os personagens são gente, sabe? Você quer saber muito sobre a vida de cada um deles. (E um pouco casar com o Harvey).


E finalmente, Downton Abbey. Devo confessar que tive muitos momentos contraditórios aqui. A série começa após o naufrágio do Titanic, e gira em torno de uma casa linda (Downton Abbey), que ficou sem herdeiro (morreu no naufrágio). A coisa toda sobre a Inglaterra me é sempre muito querida - trabalhei com o idioma inglês 18 anos, visitei Londres diversas vezes, acho a diferença entre britânicos e americanos, retratada pelo casal principal, fascinante - mas houve MUITOS momentos novelescos. Mortes no alto da trama, casais que jamais conseguem ser felizes por causa de coisas mínimas, esse tipo de coisa. Mas o humor britânico (as frases da Condessa, interpretada pela MARAVILHOSA Maggie Smith, são de morrer :P, do tipo "Vamos mandar Mary para NY", "Oh não, não estamos tão desesperados assim", ou "Não seja derrotista, isso é muito classe média" e alguns dos personagens, fazem tudo valer a pena.




E é isso por enquanto. Veja, eu trabalho e tal.