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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Andanças - abril

Resolvi postar hoje, porque é sexta-feira, foi um mês infinito de grande, fizemos um monte de coisas e porque sim.

Fomos...

ao teatro:

ver A tragédia latino-americana e a comédia latino americana, do Felipe Hirsch. O elenco era ótimo, com nomes como Julia Lemmertz e o Guilherme Weber, claro, além da excelente epígrafe...; a cenografia dele é sempre brilhante (dessa vez havia blocos de isopor que davam espaço à mil metáforas boiando na sua cabeça); e eu sigo esse sujeito há mais de uma década.
Mas as quase quatro horas de peça não me ajudaram muito. Não achei um fio condutor, não sei se entendi as metáforas, não vi sentido nas conexões, havia partes muito densas, outras francamente achei chatas... comparando às duas últimas coisas que vi dele, incluindo Puzzle (d), não me tocou.

ver Portátil, com a turma do Porta dos fundos. Adoro esses caras! essa peça era baseada na história de alguém da plateia (sempre tem alguém, que jamais serei eu, se Allah quiser), construída na hora, e demonstra a habilidade deles. Morremos de rir.

ao Jardim Botânico, no Rio de Janeiro:
(note o passarinho em cima de uma das cabeças <3)


à Casa das Rosas, em São Paulo:
fiquei tristemente decepcionada com a falta de informação turística lá dentro. Não sei até agora porque se chama Casa das Rosas, (óbvio, tem o jardim, mas quem deu esse nome? foi dado pela Secretaria de Turismo? era da dona? tinha mais rosas?), só descobri de quem era a casa juntando informações de um dos quadros com acesso à internet, lá de dentro, vi que tem só um cafezinho tímido lá dentro, havia salas completamente vazias, ninguém monitorando (só lá embaixo)... acho mesmo que podia ser melhor aproveitado, até porque nas redes sociais parece muito mais atrativo e a programação é legal. Ou seja, você precisa acessar o facebook e instagram enquanto estiver lá dentro para amar devidamente o lugar...
(a foto foi tirada da varanda)


ao cinema:
ver Desajustados, um filme dinamarquês, pra entrar na onda, né? :) e aí li umas críticas falando que o Fusi, o personagem principal, era 'o que todo mundo devia ser', blá blá blá, mas serião? o sujeito não é geek, nem introvertido, nem tímido. Ele é TONTO. Me irritou loucamente. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Afe.

ver 10, Cloverfield Lane. Eu nem sabia da história; quisemos ir ao cinema de sopetão, era isso que estava passando, pronto. levei vários sustos. A mocinha termina com o namorado, sai dirigindo, sofre um acidente, acorda num bunker com um sujeito que diz que houve um ataque, possivelmente nuclear, ao planeta e eles vão ter de ficar lá por um ano no mínimo, e todos na superfície estão mortos. Pois é, fiz essa cara que você deve estar fazendo. Mas é parte da graça do filme, que você vai sendo levado (é verdade? não é? é maluco? não é?) de acordo com o que vai acontecendo. Depois soube que o título tem até uma dica, mas honestamente? à parte do final um pouco forçado demais (tipo Lara Croft na Guerra dos Mundos), achei bem bonzinho.

ver Truman. Tudo ´no que o Darín estiver, eu vou assistir. Esse é um filme espanhol com uma história muito triste - o protagonista tem um câncer terminal e o filme é sobre a visita de um amigo a ele, por quatro dias. Mas a sinopse já diz que são quatro dias normais, nos quais ele não fica chorando no hospital. Embora haja momentos horrivelmente tristes - ele buscando adotante para o Truman, o cão, ou escolhendo lápides - é também belo, do jeito que só a tristeza pode ser.

ver A senhora da van, com a Maggie Smith. Eu gosto muito do Alan Bennet, um dramaturgo inglês que escreveu um livro uns anos atrás incrível chamado The uncommon reader - algo como a leitora incomum, não sei como foi traduzido - sobre a rainha como cliente da biblioteca local <3 e era ótimo. Ele fala muito dele mesmo, da vida, da mãe, da vizinhança. Esse livro é sobre uma senhora que vivia numa van e acabou morando nela na entrada de garagem dele... por 15 anos. Te lembra facilmente que todo mundo com quem você esbarra tem uma história...

comer, claro:
ao Tordesilhas:
levei D. ao Maní comer a moqueca de lagostim que está na minha lista de pratos para comer antes de morrer, e olha só, ele não gostou. Aí começou uma certa busca pela moqueca mais divina do mundo, e um amigo recomendou o Tordesilhas, cuja chef, a Mara Salles, faz comida brasileira. Bom, não passou no crivo. Achamos a farofa meio sequinha, o peixe razoável mas nada de incrível, o de sempre. Sim, somos chatos.
ao Ritz, no Shopping Iguatemi:
ainda adoro aqueles bolinhos de arroz. E eles são consistentes ao que comi dois anos atrás, admiro isso...
ao Dalmo Bárbaro, no Guarujá:
dita moqueca havia sido previamente aprovada nesse lugar, e além de tudo ele combinava com o meu desejo de ver o mar, que eu estava bem com saudade. Sou branquela, detesto areia grudando, não entro no mar porque não nado, um show de horror. Mesmo assim, quer me deixar feliz é ir passear e ver uma aguinha, aquele barulho delicioso de onda, o som dos ambulantes, a cara das criancinhas na beira da praia como se fossem ser engolidas pelas marolinhas.  Adoro. Enfim, ele se acabou na moqueca e ficou bem feliz.
P.S.: eu ainda fico com a do Maní.
Também voltei: à Ale Tedesco, em Moema, comer o maior bolo REd Velvet do mundo, que é uma delícia; ao Mestiço, meu restaurante favorito de todos os tempos, comer o Asia; ao Meat Choppers, minha hamburgueria favorita de todos os tempos. Mas acho que já falei de todos eles aqui, né?

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A Letícia lê - já sabe. Robinson Crusoe, o Sono de 28 anos

Gente, peloamor. Assim, é verdade que foi um mês atribulado. Houve diversas mudanças no trabalho, o que finalmente culminou na minha saída; aí teve a semana-de-se-preparar-para-o-evento-do-adeus, a semana-do-adeus, a semana-pós-adeus. Sim, sou pisciana, essas coisas existem. Enfim - parênteses: foi uma jornada sensacional, só levo coisas boas comigo, estou bem, começo em outro cenário em breve, não há traumas. - Mas, voltando ao Robinson Crusoé: no começo achei que era por conta de tudo isso que estava difícil de ler.
Daniel Defoe tinha mais de 50 anos quando escreveu esse livro. Foi publicado em 1719, como folhetim, e tem o mérito de ter lançado o romance narrativo, porque era centrado em uma autobiografia fictícia contada em tom de história. Aparentemente, não foi sua primeira obra, mas foi graças a ela que ficou famoso. Um outro título dele é Moll Flanders. De qualquer jeito, não houve qualidade que o redimisse sob meus olhos, assim que o jovem alemão (sim, originalmente o nome era Robinson Kreutz whatever, mas como moravam no Reino Unido, não conseguiam falar o nome dele e virou algo como  Crusoé) se mostrou o adolescente mimado que havia enfiado na cabeça que queria ser marinheiro porque sim, e mais tarde viu tudo que lhe aconteceu como prova de que tinha errado ao desafiar as entidades divinas e estava sendo punido. #oi? Ele passa 24 anos na ilha tentando fazer coisas com as próprias mãos, creditando às entidades divinas quando (depois de uns 12) dá certo de plantar coisas e culpando a si mesmo quando todos os barcos nos quais entra afundam, encontra uns canibais, mantém umas trinta casas na ilha (chamadas de 'meu castelo', 'meu esconderijo', 'minha caverna', cada lugar tinha um apelido, era de morrer de rir), a pólvora jamais termina, o rum também não, por sorte dele...
acordado ainda? sorte sua. Eu lutei bastante.
enfim, depois desses cento e dez anos (isso porque ele tinha pouca tinta e  'só escreveu coisas relevantes'), o grupo de canibais que ele sabia que às vezes visitava a ilha traz mais prisioneiros, mas dessa vez ele resolve salvar um pra se tornar escravo dele, porque ele vinha pensando nisso. Sim, é isso aí. Isso, minha gente, é 70% do kindle. Você está morrendo de sede na frente do mar. Chega então o selvagem chamado de Sexta-feira. Sujeito boa gente. Robinson o ensina a não comer os amiguinhos, a louvar Deus como a Bíblia ensina, a plantar e a usar a arma.
E aí subitamente a ilha deve ter entrado no google maps, no waze, os marcianos ouviram os tiros... porque a partir daí é um entra e sai de personagem que você, acostumada a ler só a voz do Robinson Soninho, fica bem confusa. Até porque há várias lutas de espada e mosquete e espingarda e sei lá mais o que, então não se sabe que mocinho ficará até a próxima página.
Então, resumindo: moço mimado, monólogo das suas tentativas de sobrevivência por 24 anos e 70% do livro, aparece personagem secundário, seguido pela porta dos fundos de mais meia dúzia deles nos próximos três anos, que acontecem em tipo três páginas.
Robinson então resolve voltar pra terra dele e ver em que pé está sua vida pregressa.E veja só, parece que sua má sorte só acontece nos barcos, porque fora deles, seus amigos, embora ele tenha sumido por 28 anos, não só guardaram seu dinheiro, como investiram, estão dispostos a reconhece-lo e devolver seu investimento e não lhe dão problema algum. Sua família morreu em sua maioria, e também não o roubou, não discute a herança, nadinha. Ou seja, ele é rico na terra dele.
E o sujeito fica lá? nãaaao! Ele se casa (juro por deus que isso aconteceu em um parágrafo. Não tenho ideia de onde veio a mulher, nem o que ela viu nele, porque eu correria na direção oposta até ele virar um ponto) e quer ficar indo visitar a ilha que ele 'populou'. Megalomania? Falta do que fazer? Insanidade? Todas as anteriores?
Vou dizer o que eu disse no goodreads: Só sei que, se eu fosse pruma ilha deserta, esse seria o último livro que eu levaria.


domingo, 10 de abril de 2016

A Letícia lê

Ao contrário do que a Silvia e a Maria dizem, estou de fato lendo devagar: 20% da minha meta só foi alcançada, com 50 livros lidos - e já estamos em abril. Ando enjoadíssima, burlando minhas próprias regras - como tenho dificuldades imensas de largar o livro começado, dou permissão a mim mesma de fazê-lo só até os primeiros 10% dele, e larguei vários assim. Só que aí, né Brasil, nada vai pra frente. Essa semana diz a lenda que ganho tempo livre (conto depois), quem sabe aí deslancha.

As cerejas, Lygia Fagundes Telles - na verdade, o primeiro conto dela e os três próximos com releituras. Gostei de um deles, do Duílio Leite, mas não gostei dos outros. Claro, é bem árduo competir com um conto da Lygia, mas bem, era a proposta e foi aceita, nénão? #fiquecomaLygia.

Heart Collector, Jacques Vandroux - sobre um serial killer que, adivinha, rouba corações e os come, tentando afastar o espírito da mulher que matou há anos. Essa, por sua vez, 'avisa' um moço aleatório - que acaba não sendo tão aleatório assim - sobre os crimes, de forma paranormal, e ele tenta ajudar a encontrar o assassino. A ideia não era horrível, mas houve uns momentos MUITO forçados. E aliás, se você é um espírito, e consegue me contar seu nome e sua relação comigo, por favor, dê um passo a mais e me conte o endereço de onde está o assassino.

Hannah e suas filhas, Marianne Frederiksson - gosto de histórias familiares, mas a cronologia disso aqui me incomodou. Havia Anna, Hanna, Johanna. Mas claro, na história de uma, outra aparecia. Havia dois Rickard. Havia dois John. Tava faltando nome no dominó dos personagens, minha gente???

O demônio do meio dia, Andrew Solomon - um não ficção sobre depressão. Infelizmente, muita gente que eu conheço sofre, sofreu, tem sofrido de doenças mentais de algum tipo, e esse título sempre cruzava meu caminho. Gostei muito de algumas colocações do autor - meu goodreads tá lotado de citações e trechos do livro - mas outras partes me entediaram, por serem muito particulares, muito específicas ou muito locais: história de alguém, falar sobre os hospitais psiquiátricos da região na qual ele entrevistou pessoas, etc. Ainda assim, por ser um retrato semijornalístico e autobiográfico, vale a leitura.

Tá rolando é nada nem de rain, nem de tea. Só desejando por aqui.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

6on6 março 2016


Prue olhando a janela. Não é amor infinito?

Ovos Benedict. AMO.

Brunch no Renaissance Hotel, com minha amiga muito antiga, meu amor e meu primeiro chefe, que eu conheço desde que tinha 12 anos. Jeito bom de começar o sábado, né? fora que essa suculenta no café era linda demais.

Não posto fotos nem pessoais nem do trabalho, mas vou furar dessa vez: há dias sensacionais. Esse foi um no qual brincamos de ser digitais, com drone, autorama, óculos de realidade virtual, tangram no ipad através de aplicativo e meu chefe sendo bem incrível. Estou indo por outros caminhos (conto em breve), mas foi uma jornada divertida.


O D. tinha me dado Wicked, no Teatro Renault, de aniversário. Eu tinha visto em Londres, há cinco anos, e foi ainda mais sensacional dessa vez, por incrível que pareça. A adaptação ficou maravilhosa, brasileira e ainda assim autêntica e original, a produção está brilhante, sem dever nada à europeia, pelo menos, e a gente sentou na primeira fileira, mas nem precisava: o espetáculo seria igualmente esplendoroso lá do meio. Amei MUITO. Olha só: https://youtu.be/wzabpwKhXAI; a versão brasileira num pedacinho aqui: https://youtu.be/HFF6icANvDk




Há dias em que é impossível não se maravilhar com a vida. Amo garoa, amo chuva e dias cinzentos, mas um céu desses é um presente, né?