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quinta-feira, 21 de abril de 2016

A Letícia lê - já sabe. Robinson Crusoe, o Sono de 28 anos

Gente, peloamor. Assim, é verdade que foi um mês atribulado. Houve diversas mudanças no trabalho, o que finalmente culminou na minha saída; aí teve a semana-de-se-preparar-para-o-evento-do-adeus, a semana-do-adeus, a semana-pós-adeus. Sim, sou pisciana, essas coisas existem. Enfim - parênteses: foi uma jornada sensacional, só levo coisas boas comigo, estou bem, começo em outro cenário em breve, não há traumas. - Mas, voltando ao Robinson Crusoé: no começo achei que era por conta de tudo isso que estava difícil de ler.
Daniel Defoe tinha mais de 50 anos quando escreveu esse livro. Foi publicado em 1719, como folhetim, e tem o mérito de ter lançado o romance narrativo, porque era centrado em uma autobiografia fictícia contada em tom de história. Aparentemente, não foi sua primeira obra, mas foi graças a ela que ficou famoso. Um outro título dele é Moll Flanders. De qualquer jeito, não houve qualidade que o redimisse sob meus olhos, assim que o jovem alemão (sim, originalmente o nome era Robinson Kreutz whatever, mas como moravam no Reino Unido, não conseguiam falar o nome dele e virou algo como  Crusoé) se mostrou o adolescente mimado que havia enfiado na cabeça que queria ser marinheiro porque sim, e mais tarde viu tudo que lhe aconteceu como prova de que tinha errado ao desafiar as entidades divinas e estava sendo punido. #oi? Ele passa 24 anos na ilha tentando fazer coisas com as próprias mãos, creditando às entidades divinas quando (depois de uns 12) dá certo de plantar coisas e culpando a si mesmo quando todos os barcos nos quais entra afundam, encontra uns canibais, mantém umas trinta casas na ilha (chamadas de 'meu castelo', 'meu esconderijo', 'minha caverna', cada lugar tinha um apelido, era de morrer de rir), a pólvora jamais termina, o rum também não, por sorte dele...
acordado ainda? sorte sua. Eu lutei bastante.
enfim, depois desses cento e dez anos (isso porque ele tinha pouca tinta e  'só escreveu coisas relevantes'), o grupo de canibais que ele sabia que às vezes visitava a ilha traz mais prisioneiros, mas dessa vez ele resolve salvar um pra se tornar escravo dele, porque ele vinha pensando nisso. Sim, é isso aí. Isso, minha gente, é 70% do kindle. Você está morrendo de sede na frente do mar. Chega então o selvagem chamado de Sexta-feira. Sujeito boa gente. Robinson o ensina a não comer os amiguinhos, a louvar Deus como a Bíblia ensina, a plantar e a usar a arma.
E aí subitamente a ilha deve ter entrado no google maps, no waze, os marcianos ouviram os tiros... porque a partir daí é um entra e sai de personagem que você, acostumada a ler só a voz do Robinson Soninho, fica bem confusa. Até porque há várias lutas de espada e mosquete e espingarda e sei lá mais o que, então não se sabe que mocinho ficará até a próxima página.
Então, resumindo: moço mimado, monólogo das suas tentativas de sobrevivência por 24 anos e 70% do livro, aparece personagem secundário, seguido pela porta dos fundos de mais meia dúzia deles nos próximos três anos, que acontecem em tipo três páginas.
Robinson então resolve voltar pra terra dele e ver em que pé está sua vida pregressa.E veja só, parece que sua má sorte só acontece nos barcos, porque fora deles, seus amigos, embora ele tenha sumido por 28 anos, não só guardaram seu dinheiro, como investiram, estão dispostos a reconhece-lo e devolver seu investimento e não lhe dão problema algum. Sua família morreu em sua maioria, e também não o roubou, não discute a herança, nadinha. Ou seja, ele é rico na terra dele.
E o sujeito fica lá? nãaaao! Ele se casa (juro por deus que isso aconteceu em um parágrafo. Não tenho ideia de onde veio a mulher, nem o que ela viu nele, porque eu correria na direção oposta até ele virar um ponto) e quer ficar indo visitar a ilha que ele 'populou'. Megalomania? Falta do que fazer? Insanidade? Todas as anteriores?
Vou dizer o que eu disse no goodreads: Só sei que, se eu fosse pruma ilha deserta, esse seria o último livro que eu levaria.


2 comentários:

  1. Meu Deus, que confusão! Sono só de ler a resenha. Sei que temos que ser cautelosos com a palavra "nunca", mas... Nunca vou querer ler esse livro.

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