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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 11 - o livro que fez você se apaixonar pelo hábito da leitura

Day 11- The Book that made you fall in love with reading

Como eu já falei do Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres aqui e já falei do O pássaro azul também, fica difícil ser novidadeira. E acho que já deu pra notar que eu gosto de muitos, muitos livros. Então, tentei ser purista. De verdade, acho que me apaixonei por ler com os gibis da Turma da Mônica. Não me lembro de um único livro que tenha feito esse trabalho, porque gostei muito de muitos livros assim que aprendi a ler, mas diz a lenda (na forma da minha mãe) que foi com os gibis que isso aconteceu.  Tem histórias que até hoje eu ainda me lembro (e algumas comento com a minha irmã, que também se lembra); tem histórias que me fazem rir pensando no passado (tipo as do Bugu), ou no futuro (tipo as do Cascão inventando brinquedos reciclados, coisa mais fofa do mundo). Então, Maurício de Souza, obrigada.
E eu não estou ganhando nada com isso, mas se você ficou com inveja e um sentimento de nostalgia, dá pra assinar aqui ó.
Trilha sonora do dia: essa é da época de um programa chamado Clip trip: What's up, 4Non Blondes

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 5 - um livro não ficção que você realmente gostou

Day 05- A Non-fiction book that you actually enjoyed

Corações sujos, sem dúvida. (resenha abaixo, desse site, da Companhia das Letras)
A Shindo Renmei, ou "Liga do Caminho dos Súditos", nasceu em São Paulo após o fim da Segunda Guerra, em 1945. Para seus seguidores, a notícia da rendição japonesa não passava de uma fraude aliada. Como aceitar a derrota, se em 2600 anos o invencível Japão jamais perdera uma guerra? Em poucos meses a colônia nipônica, composta de mais de 200 mil imigrantes, estava irremediavelmente dividida: de um lado ficavam os kachigumi, os "vitoristas" da Shindo Renmei, apoiados por 80% da comunidade japonesa no Brasil. Do outro, os makegumi, ou "derrotistas", apelidados de "corações sujos" pelos militantes da seita.
Militarista e seguidora cega das tradições de seu país, a Shindo Renmei declara guerra aos "corações sujos", acusados de traição à pátria pelo crime de acreditar na verdade. De janeiro de 1946 a fevereiro de 1947, os matadores da Shindo Renmei percorrem o Estado de São Paulo realizando atentados que levam à morte 23 imigrantes e deixam cerca de 150 feridos. Em um ano, mais de 30 mil suspeitos dos crimes são presos pelo DOPS, 381 são condenados e 80 são deportados para o Japão. Nesta sua volta à grande reportagem, Fernando Morais conta a história da seita nacionalista que aterrorizou a colônia japonesa no Brasil.

Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Reportagem




 O Fernando Morais já tinha escrito Olga, e eu chorei cântaros. (uma expressão tão velha quanto 'raining cats and dogs', que ninguém usa, e que quer dizer que realmente foi triste - o cântaros, não o raining cats and dogs, que na verdade quer dizer chover muito. Afe, pior a emenda que o soneto aqui né), mas Olga tem todo um apelo fácil de entender, do amor de mulher, do amor de mãe, da guerreira, do soldado; são arquétipos quase. E foram feitos filmes e novelas retratando a Olga Benário e o Luís Carlos Prestes. Então você podia achar que por isso o livro era bom.

Só que não. Ao ler sobre algo tão obscuro quando a Shindo Renmei, você nota que o Fernando Morais tem um talento que poucas pessoas tem; conseguir contar uma história na qual as pessoas saltam das páginas, e tudo tem igual peso, seja o cenário histórico, seja a descrição. O cara é f... ( e melhor articulado que eu, que só consegui esse adjetivo para alguém como ele).

Outros livros de não ficção que eu amei:
Cartas a Nelson Algren, da Simone de Beauvoir. Quem falou que ela só amou Sartre? Nem sempre existe só um tipo de amor (eu diria quase nunca).

José e Pilar, do Miguel Gonçalves Mendes, que também é documentário. Saramago e sua mulher galega, a jornalista Pilar del Río, falando de trabalho, rotina, como se conheceram, sua vida de escritores. Impossível não morrer de doçura.

Clarice, uma vida que se conta, Nadia Gotlib - antes da biografia que ficou famosa nos últimos anos, havia essa, a primeira que eu li e me deu um vislumbre de quem era essa ucraniana judaica nordestina nômade gênia que não cabia em si nem em ninguém.

Fotos das minhas edições queridas aí embaixo:


Teve também O andar do bêbado, do Leonard Mlodinow, sobre como o acaso determina nossas vidas, que eu já li mais de uma vez (acho que pra entender melhor inclusive porque sempre que quero falar desse livro pra alguém tenho de me esforçar pra soar coerente e científica em vez de balbuciar: É tão legaaaaal). Tem um trecho aqui, ó.

E não sei se conta, porque li na faculdade, mas me impressionou muito e recomendo pra todo mundo que tem um vago interesse em educação, medicina, crianças, psicanálise... Françoise Dolto, Os caminhos da educação. Ela é uma médica e psicanalista francesa, trabalhou com Lacan, abriu um consultório para acolher crianças pequenas e tem ideias sobre educação e infância muito além de seu tempo (morreu em 88, aos 80 anos, acho).

Trilha sonora do dia: Is this love?, do Bob Marley. Sim, às vezes eu volto pro passado, embora o Bob Marley me dê aflição com a história de terem achado x tipos de piolho nele.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Os livros da sua vida

Isso aqui foi uma gracinha de facebook: os livros que mudaram você. Eu interpretei como sendo os que te formaram como leitora, os que você recomendaria pra qualquer um a qualquer tempo, sabe?

1. Comédias da vida privada, do Veríssimo
2. Uma aprendizagem, Clarice Lispector
3. O pássaro azul, não sei o autor, li na 4a série
4. Sozinha no mundo, Dinheiro do céu, A serra dos dois meninos, Éramos seis e vários outros da Coleção vagalume
5. Venha ver o por do sol e outros contos, Lygia Fagundes Telles
6. Os caçadores de conchas, Rosamunde Pilcher, chorei cântaros
7. The NY trilogy, do Paul Auster
8. The house of sleep, Jonathan Coe
9. Kiss kiss, Roald Dahl, esse cara é tudo de bom e eu me surpreendia sozinha
10. a coleção da shopaholic da Sophie kinsella, sei trechos inteiros de cor.

11. Jubiabá, Jorge Amado, ainda me lembro perfeitamente do momento em que a tia ficava maluca
12. Todos os nomes, Saramago, e a beleza das coisas simples que se tornam lindas com a narrativa maravilhosa dele
13. Corações sujos, Fernando Morais, o jornalismo mais interessante do mundo
14. Cuentos de Eva Luna, Isabel Allende, ah Eva...
15. As crônicas de Narnia e a trilogia das Fronteiras do Universo do Philip Pullman, que eu sempre quis ler pruma criança
16. A marca de uma lágrima, do Pedro Bandeira, me processe

Trilha sonora do dia: Aerosmith, Crying

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Desafio dos 30 dias - dia 1 - nome do blog


Cheguei à conclusão que preciso de disciplina pra fazer isso funcionar. Me sugeriram aqueles 30 day challenges, então vamos lá.
Tem várias sugestões por aí, mas vou fazer uma mistureba. A primeira é sobre o nome do blog.

desafio dos 30 dias - dia 1 - nome do blog

Eu tinha pensado em várias coisas e todos estavam ocupados. (queria heyteacher, porque ouvi tanto isso na vida, aí pensei em whatsup, aí fui pra literatura e passei por algumas ideias - opassaroazul, que foi o primeiro livro que eu me lembro de ter lido, olhaiosliriosdocampo, mas que podia ser muito longo..., venhaveropordosol, meu livro de contos favorito.) O que eu queria, olivrodosprazeres, está com alguém. 
Nesse ponto eu já estava meio obcecada. Claro que você deve saber que é um livro da Clarice Lispector, Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Uma história linda de amor e descoberta, entre a Lorelai e o Ulisses. Eu li em duas horas, e como tinha pego na biblioteca, ou seja, ia ter de devolver, comecei a transcrever o livro todo prum caderno. Sim, você leu certo. O livro todo. Escrevi tudo à mão, porque eu não ia conseguir ficar sem aquelas palavras nem mais um dia. Em minha defesa, não foi racional, é um livro mesmo muito emocional, e eu tinha 16 anos.
Agradeço ao Kindle e seu "comece a ler em menos de um minuto", sem o qual hoje eu possivelmente teria me tornado alguém com tendinite incurável. Meu nome é Letícia e sou obcecada.
Acho que isso explica o nome do blog... no final achei que o plural faria sentido, mesmo que tenha um toque ligeiramente tântrico e pode aparecer como Kama Sutra. Livros são prazeres.