Books read

Leticia's books

To Kill a Mockingbird
The Catcher in the Rye
The Great Gatsby
Of Mice and Men
Animal Farm
One Hundred Years of Solitude
Lord of the Flies
Romeo and Juliet
Little Women
A Tale of Two Cities
Frankenstein
The Count of Monte Cristo
The Secret Life of Bees
The Memory Keeper's Daughter
The Joy Luck Club
The Da Vinci Code
The Kite Runner
The Shining
The Silence of the Lambs
The Bourne Identity


Leticia's favorite books »
Mostrando postagens com marcador Companhia das Letras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Companhia das Letras. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de fevereiro de 2016

A Letícia lê (só não digita)

Oiii!
Gente, agradeçam ao seus polegares opostos todos os dias: são realmente um sinal evolutivo, e fazem diferença na sua vida... foi bem difícil estar sem o uso do meu (direito) no último mês. Tentem abrir shampoo, cortar carne, dirigir, se vestir... e o mundo realmente não está muito pronto pra quem está sem acessibilidade. Contatei até uma ong que acolhe quem perdeu os movimentos na idade adulta, pra saber como ajudar. Quando responderem, divido aqui. Afinal, nada é por acaso, né?
Então, agora, com o poder da escrita restaurado...

(imagem da Stokpic)

Cá estou. Não li muito, por conta do mau humor, em sua maioria, rs. Mas do que eu li:

O príncipe, Nicolau Maquiavel - eu já tinha lido em inglês há muito tempo, mas reli a edição da Companhia das letras recentemente, para uma tarefa do trabalho. É ligeiramente assustador como faz sentido. Maquiavel é um fiorentino de 1469 que chegou a ser muito relevante na sua época, chanceler, acompanhou a vida política de perto, fez parte de movimentos grandes; e aí, quando os Médici subiram ao poder, perdeu tudo, foi torturado e preso, e passou uma década escrevendo e mais ou menos buscando redenção. Esse livro foi dedicado ao neto de Lourenço de Medici e tem a intenção de ser um tratado completamente analítico e realista (ele menciona em algum momento que quer ser útil, e portanto, dirá a verdade efetiva) e destrincha as ações de diversos líderes da época e o que fizeram certo e errado, a fim de orientar futuros soberanos. Claro, há momentos cínicos - 'os homens são ingratos e volúveis' - mas há basicamente muita, muita verdade. Foi uma leitura interessante.
Li alguns Harlequins, três em inglês e um em espanhol (confesso que é ligeiramente curioso, parece-me novela mexicana, por falta do hábito), que foram razoáveis, e li o último da J Ward, que foi uma grande decepção. (a da Irmandade Negra).
Li um livro que parecia super fofo,chamado Out of sorts, de uma francesa: a história de um velho que começa em busca de sua cadela, a única criatura que ama, se relaciona com os vizinhos mal, é cativado por uma menina... enfim, tinha uma sinopse meiga, mas a execução foi sofrível, na minha opinião, e ele acabou raso, sem se conectar com o leitor, não crível. Uma pena.
Li a autobiografia Dado: memórias de um legionário, e de novo me arrependi de fazer isso com gente que eu gosto. Costumo ler biografias de pessoas que não conheço ou conheço pouco, portanto tudo será interessante, novo e imparcial. Mas Legião era algo que eu amava muito, e não pude deixar de me sentir vagamente ofendida pela narrativa que me pareceu cheia de uma superioridade sem motivo (o Bonfá é citado duas vezes; o Negrete, um irresponsável, lá no final vira um 'não, claro que ele fez diferença; só era meio drogado, né gente, não era culpa dele'; o Renato, uma prima dona insuportável). A impressão era que o Dado basicamente era o superego da banda, que não iria pra frente sem ele, e que ele não tinha conexão emocional com eles - o que me doi como fã. Pode perfeitamente ser tudo verdade - a gente sabe bem que o próprio Renato, como quase todos os letristas meio geniais, era realmente meio maluco - mas achei escrito com muita defesa e pouco sentimento.
Li A menina da neve, que aparentemente está fazendo sucesso agora. É baseado num conto antigo, e é bem interessante. Não mudou minha vida, veja bem. Mas a história do casal de meia idade que não pode ter filhos e vive meio isolado e um dia recebe uma menininha de gelo é cativante. Do meio pro fim, me irritou um pouco, contudo. Não sei se era a história ou eu.
Li Os últimos preparativos, da Maggie Shipstead, e embora a sinopse em si seja meio tola (um casal que casa a filha mais velha e grávida, os desejos dos pais), a narrativa é ótima, densa, me soou muito como Lionel Shriver, que eu amo.
Li Os impostores, da Chris Pavone, que não fica devendo nada pros Identidade Bourne da vida. Gostei bastante.