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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A Letícia leu! os favoritos de 2015 :)

A contagem regressiva já começou: faltam alguns livros pro meu próprio desafio ser terminado; ano passado, tinha estabelecido 200, e li 228. Cheguei à conclusão de que se lesse uma quantidade regular de quick novels, esses romancinhos Harlequin ou YA, que são rápidos, eu conseguiria me superar: Aí fiquei folgada... meu objetivo de 2015 são 250, e estou apanhando. Um pouco porque decidi reler clássicos, cuja linguagem mais elaborada e rebuscada, especialmente quando em inglês, e alguns foram, me faz demorar mais. Um pouco porque a vida aconteceu (férias, trabalho, momentos nos quais li pouco).

Também notei que sou pão dura pra cinco estrelas: cinco estrelas são os 'livros da vida', e realmente nem todos entram aqui. Quatro são os que me deixaram terminar impressionada, mas tudo tem a ver com expectativa também, né?
A maioria dos livros que eu vou lendo ganham três estrelas, duas se foram ruins e uma se eu acho que não valem o papel no qual foram impressos.
Finalmente, vale dizer que eu coloquei a versão que eu li, portanto em alguns casos está em inglês. Mas a maioria dos títulos existe em português, é só ir buscar no mundo maravilhoso da internet o que 'conversar' com você :)

Enfim, sem mais delongas: até hoje, dez dias antes de terminar o ano (e 15 livros para entrar na lista), esses foram meus favoritos de 2015, os quatro e cinco estrelas:

Os relidos:

  1. Delicacy, do David Foenkinos. Continua acalentando meu coração de mil maneiras. E olha que a capa de filme não me ajuda a ser feliz (geralmente detesto).
  2. Comédias da vida privada, do Luís Fernando Veríssimo. Não importa o tempo que passe, aparentemente: eu continuo rindo alto dos personagens que a essas alturas são meus conhecidos. Amo esse livro.
  3. Ana e Pedro, Ronald Cleaver e Vivina de Assis Viana. Li com o maior medo, porque era realmente da minha adolescência. Sim, ainda amo.
  4. To kill a mockinbird, Harper Lee. O livro mais popular da minha lista, diz o Goodreads. Eu não sabia o que esperar, afinal fazia séculos que o havia lido pela última vez. Mas como disse o Ítalo Calvino, (acho), um clássico é aquele que nunca terminou o que tinha a dizer.
  5. Anexos, da Rainbow Rowell. Embora esse ano eu tenha lido o novo dela e não gostado, acho que os personagens de modo geral são muito queridos - e, claro, esse livro é em forma de e-mails, minha paixão particular.
  6. Um certo capitão Rodrigo, Érico Veríssimo. Eu quero ler a série toda, claro. Mas tinha um certo apego ao capitão Rodrigo, e queria ver se era justificado. Spoiler: era.
  7. Dom Casmurro, Machado de Assis. Um desses clássicos que você acha que sabe a história, como O velho e o mar. Aí você relê e tem muita pena de tantos autores no mundo, porque né, que triste não ter escrito esse livro. Que incrível camada de personagens, que leveza.
  8. The witches, Roald Dahl. Adoro esse escritor, mas há alguns livros dele que na verdade nunca me atraíram (como  A fantástica fábrica de chocolate, incrivelmente). Essas bruxas, contudo, me são muito reais.

Os quatro e cinco estrelas de 2015 lidos pela primeira vez:

  • A série Reboot, da Amy Tintera - acho que hoje em dia, com tanto YA/distopia, não é fácil alguém ser consistentemente interessante numa trilogia, e eu gostei muito dessa série.
  • Champion, Marie Lu. Falando em séries adolescentes que o mundo devia conhecer.
  • Por lugares incríveis Jennifer Niven. O livro mais triste do mundo, acho. Mas tão, tão doce, que você entende que a vida nem sempre é feliz, mas ainda vale a pena ser vivida.
  • Love like crazy, Megan Squires. Eppie é uma dessas adolescentes que você quer levar pra casa e abraçar, e Lincoln... meu coração achou Eleanor e Park de novo.
  • As pequenas grandes mentiras e O segredo do meu marido, Liane Moriarty. Essa australiana é realmente incrível. Li tudo dela, aos poucos, e de um livro pra outro você gosta mais ou menos, seja por causa do envolvimento com os personagens, seja porque está numa vibração diferente - mas não dá pra negar o talento de contadora de histórias dela, e isso é algo que eu sempre admiro imensamente. Esses foram meus favoritos desse ano.
  • Finding Audrey, Sophie Kinsella. Eu amo essa mulher. Mesmo. Não só porque rio alto com a personagem viva que ela criou pra mim há vinte anos, a Becky Bloom, mas porque depois disso, ela não deixa de me surpreender com sua voz e talento (e simpatia, como pude ver esse ano pegando seu autógrafo). Esse livro é um YA, tão fora da realidade dela! e ainda assim, perfeito.
  • Mar da tranquilidade, Katja Millay. A menina gótica e seus segredos? Ah, mas é tão mais do que isso, né? Como a vida. Como os bons escritores. Como aquelas fases que você acha que não vão passar nunca...
  • The handmaid, Margaret Atwood. Um livro curioso, que iniciou a distopia quando ela não era um gênero, dizem. A tradução horrorosa, algo com 'aia' no título, que você acha que foi um erro de impressão, pode te impedir de pegá-lo na mão, mas uma vez que ele vá pro seu colo, é assombro garantido. Delicioso de ler.
  • Diálogos impossíveis, Luis Fernando Veríssimo. Jà falei que esse sujeito sabe ser incrível?
  • De verdade, Sandro Marai. Ao contrário de vários livros, a sinopse é megacomplexa e te dá até uma preguiça. Outro engano delicioso: ele é absolutamente incrível e vale começar, porque você não vai querer parar.
  • The perfect comeback of Caroline Jacobs, Matthew Dicks. E se sua mãe tivesse um chilique na reunião de pais, e resolvesse ir tirar satisfação da amiga de adolescência a 300 km de distância na sequência? Seria um surto? Pois siga Caroline Jacobs :)
  • Fat chance, Nick Spalding. Comecei muito sem querer, acho que era um freebie. A história de um casal que se inscreve num reality show. Mas, como eu sempre digo, a sinopse sempre diz muito pouco sobre o que um escritor bom pode fazer com ela, né?
  • O filho de mil homens, Valter Hugo Mãe. Vamos ser muito honestas aqui: Se você ler a história sobre o coração fora do corpo e não achar a coisa mais terna e pungente que leu em muito tempo, provavelmente não vai gostar do resto. Mas se isso acontecer, 'agarra nele', como diria minha amiga mineira.
  • Memoirs of an imaginary friend, Matthew Dicks.Como uma pessoa pode escrever um livro contado da perspectiva de um amigo imaginário, e não só não ser ridículo como de fato ser muito real e doce?
  • Put some farofa, Gregorio Duvivier. Uma grata surpresa, eu ri, concordei, quis encaminhar pra amigos... fazia tempo que não tinha reações interativas com esse tipo de livro :)
  • Extraordinario, RJ Palacio. Um desses livros que ficou me rodeando um tempão, e aí um dia me rendi. Auggie mora no meu coração.
  • Em defesa de Jacob, William Landy. Um adolescente acusado de assassinato. O pai é um advogado muito importante na cidade. Antigamente, isso seria Sidney Sheldon, né? mas pode acreditar, você fica passadinho. Bege, como diriam as amigas hoje.
  • The perfect son, Barbara Claypoole. Outra grata surpresa. Existe um casal com um filho de necessidades especiais, e como em muitas famílias, a mulher toma conta de tudo. Aí ela sofre um ataque cardíaco, e o marido tem de se adaptar ao que está acontecendo. Como diria Tolstoi, Todas as famílias felizes são parecidas, mas as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira, né?
  • Sugar, Deirdre Riordan Hall. Lembra daquele Precious, que ganhou o Oscar uns anos atrás? Sugar é uma adolescente maltratada, que sofre bullying, tem uma família horrorosa... mas ainda é um livro que te traz novas perspectivas e esperança, e o que mais você pode querer de um livro?
  • No mundo da Luna, Carina Rissi. Capa bregona, sinopse nada de mais... e não é que é bem adorável?
  • Grayson's Vow, Mia Sheridan, Estava doente de cama e queria um chick lit pra ler - gente, há anos não tenho a agradável surpresa sem surpresas de um bom chick lit. Aí uma amiga me disse que esse não era beeem chick lit, mas valia a leitura. Meio romance, meio erotica, meio humor - e a mistura fica muito boa.
  • Lords of the Underworld, Gena Showalter. Pra não dizer que eu não declarei em voz alta que leio esse tipo de trashy novel. E gosto. 
  • Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral. Eu não conheço outras obras dela, mas essa mistura de Invasões bárbaras (lembra desse filme?)  e realidade me encantou.
  • Sobre a escrita, Stephen King. Outro contador de histórias SENSACIONAL. Ele escreve sobre montes de coisas, do começo da sua vida escrevendo num porão ao atropelamento que sofreu em 99, e você bebe cada página. E ainda fica sabendo como surgiram histórias como Misery, uma das minhas favoritas.
  • Three daughters, Consuelo Saah Baher. História de gerações muito bem contada, a la Vargas Llosa.
  • The word child, Iris Murdoch. Uma das coisas que mais me faz chorar é pensar naquele filme que foi feito sobre o fim da vida da Iris Murdoch, uma escritora prolixa que passou trinta anos lidando com linguagem e um dia se viu perdida entre as palavras. Enfim, eu quase a evito, porque é muito triste... mas esse livro é bem incrível.
  • The translator, Nina Schuyler. Um livro sobre linguagem, de alguns modos. A protagonista é tradutora, sofre um problema de saúde... e tanta, tanta coisa dentro dela e fora muda.
  • Emmi e Leo, Daniel Glattauer. Alemães se escrevendo e-mails por acidente se envolvem à distância. quem disse que não há romance epistolar na Europa Ocidental?
  •  Cormoran Strike (Career of evil)Robert Galbraith, pseudônimo da JK Rowling, continua abalando Bangu. A série vale muito a pena.
Vamos celebrar o fato de que embora sejam menos de 20% de todos os livros lidos esse ano, há livros fantásticos o suficiente aqui pra reler mais de um por mês, e gente, isso é muito maravilhoso, né? 


Seinfeld celebrating gif

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 4 - Vale a pena ler de novo :) Delicacy

Essa semana, fechando o mês, reli Delicacy, (está traduzido como A delicadeza, disponível em português bem aqui) do David Foenkinos, um autor francês. É um livro lírico, com cara de filme, de Walter Mitty, Amelie Poulain, Clementine e fofuras do gênero. Tem tristeza, mas é muito no nonsense, muito "a vida é melancólica e pode ser linda ao por do sol".

Há partes tristes, como "como de hábito, ela não conseguiu aproveitar o momento. Talvez isso seja tristeza: uma desconexão permanente do aqui e agora."; há partes agridoces "ele estava sozinho no mundo; e o mundo era Natalie". Há frases que resumem o que deve ser a sensação de ler um livro como esse: “He still felt just as light-headed, and a loop of the scene of the kiss kept playing in his head. It was already a cult film in his memory. Finally he opened the door to his apartment and found his living room much too small in comparison with his appetite for living.”

Tem coisa mais linda? Acho difícil. Sou muito apaixonada por esse livro. E vou te dizer outra coisa: tenho certeza que no original em francês ele deve ser mais lindo ainda. Ainda tomo coragem.

Fico com um pouco de remorso de reler livros, porque há tantos no mundo e tanta coisa que eu quero ler, mas é um acalento reler algumas coisas e descobrir que elas são realmente tão lindas e doces quanto você achou na primeira vez que leu, mesmo que hoje você seja outra pessoa.