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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

#2016bestnine



Essas foram as fotos mais curtidas no instagram do blog. Tem #andanças, tem #catsofinstagram, #zara e #prue, tem #truestory. Legal, né? curti.
E até já já em 2017!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

A Letícia lê - em ritmo de aniversário

Pois aí eu li um livro que não sabia que existia... desculpe minha ignorância, mas eu realmente esbarrei nele quase sem querer. Baixei gratuitamente no kindle, descobri que foi escrito em 1794, uma década e meia antes de Razão e sensibilidade, e não sei a razão de ele ser tão distinto em termos da heroína, mas foi muito curioso lê-lo: se chama Lady Susan, e é de ninguém menos que Miss Austen.
A questão é que a protagonista, Lady Susan, que dá nome ao livro, é uma heroína muito da sem vergonha; uma viúva que é alguém surpreendente de se ter saído da 'pena' da jovem Jane Austen. Só quer se casar com quem lhe der mais vantagem, busca pretendentes ricos, mesmo que mais jovens, praticamente tranca a filha adolescente no sótão para que isso aconteça, tem um romance com um homem casado, é tipo vilã de novela. O romance todo, curtinho, é narrado através de cartas, ora das mulheres no entorno (a filha dela, a cunhada, uma amiga) ora dela. Foi superinteressante ler isso. Não é romântico, mas não deixou nem um pouco de ser interessante.

A outra coisa que eu li nessa última semana foi Curvas perigosas, o segundo volume de quadrinhos da Maitena, que eu adoro. Ganhei de aniversário, e é uma dessas coisas que recomendo que você leia, compre, dê de presente: diversão garantida para mulheres adultas a partir dos 20 anos de idade. a gente se identifica de cara. Delicioso.

E agora, estou escolhendo dentre opções diversas quem será meu novo horizonte literário da semana. Foi um mês difícil, mas acho que é preciso olhar pra frente e desejar, né?


sábado, 18 de outubro de 2014

Timely classic - Clássico do momento Pride and prejudice, Orgulho e preconceito, Jane Austen

Orgulho e preconceito foi pensado como sendo chamado Primeiras impressões. O orgulho de Mr. Darcy (Fitzwilliam é o primeiro nome dele, não é à toa que todo mundo o conhece por Mr. Darcy) e o preconceito de Elizabeth Bennet (no livro, ela fica sendo chamada alternadamente de Eliza, Lizzie, Liza, Elizabeth, é bem irritante...) viraram um tema, em algum momento, e Jane publicou o livro com o nome que hoje conhecemos. Eu já mencionei antes, mas pra quem gosta de Jane Austen especificamente, achei esse site bem específico.

Esse infográfico aqui se chama "Por que não nos cansamos de Mr. Darcy". Autoexplicativo, eu diria, rs...

Ok, vamos lá. Tem tanto a ser dito sobre esse livro, a começar pelo Mr. Bennet, o pai das meninas. Mrs. Bennet é ligeiramente histérica, mas ele é impagável. Na página 12 (da minha edição) ela o está tentando convencer a ir se apresentar ao novo partido da região, e ele se fazendo de difícil. Ela fica toda dramática, dizendo a ele que ele não tem dó nenhuma dela e dos 'nervos' dela:



o que é a coisa mais engraçada, e ele lida com ela brilhantemente, dizendo que na verdade, ela se engana; ele tem grande apreço pelos nervos dela, já que escuta falar deles há pelo menos vinte anos, considerando-os assim seus grandes e velhos amigos :P:

                                

Esse capítulo, aliás, é ótimo. Na sequência, Mrs. Bennet repreende a filha mais nova, Kitty, por tossir: "Kitty, pelo amor de Deus, pare de tossir, tenha piedade de meus nervos, você os estraçalha", e Mr. Bennet ataca novamente: "Realmente, Kitty não tem nenhum bom senso com relação à sua tosse; tosse nas horas mais inconvenientes"; enquanto a menina se defende "Eu não tusso por esporte".

Enfim, acontece o de sempre. Os bailes são o momento nos quais as pessoas se conhecem  - "Gostar de dançar era um passo certeiro em direção a se apaixonar" - e o fato de Mr. Darcy dançar pouco e com companhias seletas já o tornou persona non grata na sua primeira aparição pública - "Seu caráter estava decidido. Ele era o mais orgulhoso, desagradável homem do mundo, e todo mundo esperava que ele jamais aparecesse novamente."
Pra falar bem  a verdade, Mr. Darcy fazia um par bem difícil com o amigo tão simpático Bingley:
"Bingley jamais havia conhecido pessoas tão agradáveis ou damas mais bonitas; todos tinham sido bondosos e atenciosos com ele; não havia existido formalidade, e ele rapidamente se sentira bem vindo; e, com relação à Miss Bennet, ele a achava um anjo. Darcy, ao contrário, tinha visto uma coleção de pessoas na qual havia pouca beleza e nenhum senso de moda, não tinha interesse nenhum por ninguém, e não havia recebido de ninguém atenção ou prazer. Miss Bennet, ele reconhecia, era bonita, mas sorria demais."
Dá pra perceber o caroço que é esse moço, né? Só mais pra frente ele vai descobrindo belezas em Elizabeth, e as considera 'mortificantes'. De dez em dez páginas, ele descobre novas qualidades em Lizzie (que são reveladas em frases ótimas como "Ele realmente acreditava que, se não fosse pela inferioridade das conexões familiares de Jane, ele estaria em perigo".) Ele vai se apaixonando bem devagarzinho...
                                         

Mr. Darcy é sobrinho de Lady Catherine, uma vilã excelente (que será colocada em seu devido lugar por Elizabeth, a gente dá saltinhos de alegria quando isso acontece).
Enfim; como no começo Mr. Darcy deu uma esnobada em Elizabeth, ela decidiu que ele era desagradável e só vai mudar de ideia muito, muito depois. Enquanto isso, ela conhece Mr. Wickham, que é charmoso e tem todo um depoimento sobre Mr. Darcy que corrobora o fato de ele ser um ser humano horrível, e ela rapidamente acredita nele. A coisa não está boa pra esse romance, nesse momento...
Aparece na cena Mr. Collins. Por conta de uma história comprida explicada no primeiro capítulo (e que eu tive de reler três vezes, confesso), a casa, chamada de Longbourn, não será herdada pela família de Elizabeth, e sim por esse Mr. Collins, um primo, que além de tudo é afilhado da vilã mencionada acima.
Pensa num sujeito chato. E bem machista, aliás, o que é de se espantar, já que era uma sociedade inteira machista. Agora você começooou a imaginar o Mr. Collins.
Ele se hospeda na casa dos Bennet, com tiradas espetaculares que conseguem ofender a todos (lembra dos nervos da Mrs. Bennet? a gente até começa a se solidarizar...), e até o cumprimento dele sobre o jantar consegue ser ofensivo (já que ele pergunta quem cozinhou as batatas e Mrs. Bennet rapidamente responde que eles ainda tem dinheiro para ter uma cozinheira).


                                                 

Mas, realmente, é de se parar um momento e pensar na pessoa que, de todos os assuntos que existem, consegue pensar em fazer um elogio à batatas cozidas. Um minuto de silêncio, minha gente.

                                                    

Enfim. Mr. Collins tem uma ideia tão boa quanto essa das batatas, de pedir uma das primas em casamento, a fim de manter a casa na família. Elizabeth é a feliz escolhida, e o rejeita. Essa é uma cena ótima também, porque ele não acredita na rejeição, achando que ela está fazendo doce, e ela tem de ser cada vez mais dura para que ele creia na negativa. Pausa pra você imaginar o que isso fez com os nervos da Mrs. Bennett.

Ele acabou casando com uma amiga da Elizabeth, a Charlotte.

Começa agora a parte emocionante romance Harlequin do livro: Mr. Darcy vem à casa deles e se declara.


Só que a declaração dele é toda estranha, porque ele não é muito sociável, vem do nada (ele começa falando do tempo, da casa, e de repente professa seu amor) e soa meio torta, tipo "Eu fiz de tudo pra não gostar de você, já que você tem relações familiares tão inferiores às minhas, mas foi impossível, então cá estou". Ela, que inclusive tem certeza de que ele é a razão da irmã não estar com o amigo dele, Bingley, além de achar que Wickham é o anjo da história, junta a isso a ofensa recebida e o ódio no coração e praticamente escurraça o sujeito. Algo do gênero "Não acredito que você acha que isso foi uma declaração que se preste à gentileza de eu considerá-la, que dirá aceitá-la. Não, nem em um milhão de anos."
No dia seguinte, ele deixa com ela uma longa carta, que é o começo do desenrolar dos nós, na qual explica coisas diversas (um, que Wickham de anjo não tem nada; dois, que ele não quis ofendê-la; três, que se a irmã dela realmente amasse Bingley, e vice-versa, eles teriam se esforçado para ficar juntos).
O tempo passa, e ela começa a perceber que talvez estivesse cega para algumas coisas. Ela vai até a casa de Mr. Darcy, #aloka sonha como se fosse a dona da mansão, conversa com a irmã... e de repente, não mais que de repente, a irmãzinha mais nova, maluca, Lydia, foge, com ninguém menos que... Wickham!!!

                                             

Mr. Darcy é o herói do dia: encontra Elizabeth em prantos por conta dessa maluca da Lydia, vai atrás do Wickham, que tinha zero intenção de fazer da Lydia uma mulher honrada, faz com que ele o faça, e salva assim a honra da família. Volta e ainda por cima diz "SE seus sentimentos são os mesmos do último ano, me diga de uma vez. Minhas afeições e desejos não mudaram, mas uma palavra sua me silenciará sobre esse assunto para sempre". É de derreter o coração mais frio do mundo, nénão?

                                            

Elizabeth, que a essas alturas já entendeu que tirou a sorte grande, mais que depressa diz sim... e o livro ainda tem direito a um último capítulo para que Jane e Mr. Bingley também possam se acertar e ser vizinhos deles.

 A declaração de amor de Mr. Darcy é uma das coisas que o faz um dos heróis românticos mais queridos da literatura:




É, Lizzie é a poderosa... Mr. Darcy não desiste dela de jeito nenhum... (suspiro). É assim que o verdadeiro amor, literário ou não, tem de ser.



Moral da história:
Estou esperando pela legalização do casamento com personagens fictícios.
                                                   










Mentira. Moral da história: A pessoa, seja cavalheiro ou dama, que não obtém prazer em um bom livro, deve ser intoleravelmente estúpido. Jane Austen.



Infográficos muito legais:


esse infográfico é tudo de engraçado e está no BuzzFeed







terça-feira, 30 de setembro de 2014

teaser Tuesdays, temperinho da terça - Pride and prejudice (Orgulho e preconceito), Jane Austen

"Mr. Bennet, ... You take delight in vexing me. You  have no compassion for my poor nerves."
"You mistake me, my dear. I have a high respect for your nerves. They are my old friends. I have heard you mention them with consideration these last twenty years at least."

"Mr. Bennet, ... você gosta de me deixar sem ação. Você não tem compaixão por meus pobres nervos."
"Você se engana, minha querida. Tenho grande respeito por seus nervos. São meus velhos amigos. Tenho ouvido você mencioná-los com apreço pelo menos nos últimos vinte anos."

Mr. Bennet é sem dúvida um dos meus personagens favoritos. (Eu não sou a única, tenho certeza).

A propósito, pra quem gosta de Jane Austen, esse blog é um deleite: Jane Austen Brasil.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Clássico do momento - Timely classic - Jane Austen

Razão e sensibilidade foi o primeiro  livro publicado da Jane Austen, em 1811, com um pseudônimo genérico ("A lady"). Não houve uma razão especial para eu tê-lo escolhido como primeiro clássico relido, a não ser o fato de que eu tinha uma cópia em brochura fácil de carregar (a edição que eu selecionei no Goodreads).

Vamos começar com um grande resumo: (Aliás, achei esse site fofíssimo, em português, aqui)

 
 Aí começamos com um exemplo da personalidade da Elinor, cheia da razão explicitada no título, nesse diálogo no qual alguém diz que a irmã dela está comprometida com outra pessoa:

 "You were certain that she wore his picture round her neck. It turned out to be only the miniature of our great uncle."
"But indeed it is another thing. He has got a lock of her hair!"
"Take care, Margaret. It may be only the hair of some great uncle of his."

"Você tinha certeza que ela estava usando a foto dele num relicário no pescoço. No final era uma foto de nosso tio-avô."
"Mas de fato isso é outra coisa. Ele tem um cacho do cabelo dela!"
"Cuidado, Margaret. Pode ser somente o cabelo de algum tio-avô dele."

Marianne é, por outro lado, a emoção da dupla, sem dúvida. Assim como a mãe, ela acredita no mais radical de tudo, e diz coisas como: Quanto mais eu conheço do mundo mais convencida estou que jamais verei um homem que possa realmente amar. (afinal, do alto de seus 17 anos, com toda a experiência que andar pelos campos lhe traz, é uma reflexão realmente profunda).

 

Enquanto isso, a sociedade vive de buscar parcerias e casamentos, e a narração da Jane Austen é um deleite:

"Conversation ... Middleton had taken the wise precaution of bringing with her their eldest child, a fine little boy of about six yo, by which means there was one subject always to be recurred to by the ladies in case of extremity, for they had to inquire his name and age, admire his beauty, and ask him questions which his mother answered for him while he hung about her and held down his head to the great surprise of his ladyship, who wondered at him being so shy before company as hecould make enough noise at home. On every formal visit a child ought to be of the party, by way of provision for discourse."

" Conversar... Lady Middleton tinha tomado a sábia precaução de trazer consigo seu filho mais velho, um simpático garoto de aproximadamente seis anos de idade, o que significava que sempre havia um assunto a recorrer em caso de necessidade, já que poderia se perguntar seu nome e idade, admirar sua beleza, e fazer-lhe perguntas que sua mãe respondia por ele enquanto ele permanecia a seu lado cabisbaixo para grande surpresa da mãe, que se surpreendia por sua timidez perante os outros já que ele era bastante barulhento em casa. Em todas as visitas formais uma criança deveria ser trazida, a fim de prover razão para conversar."

E essas visitas sociais, que acontecem o tempo todo todo o tempo (sério, ninguém nunca faz mais nada. É um tal de dinner party, dance party, refeições diversas na casa uns dos outros... as únicas pessoas que trabalham são os mensageiros, para levar os convites, porque nem as cozinheiras aparecem na narrativa...) - essas visitas tem o propósito de estabelecer relações que se tornem duradouras e virem enlaces matrimoniais - provavelmente para que no futuro aconteçam mais jantares, ... enfim. Então, eles trocam aneis com cachos do cabelo, e isso é megasério. Não, não tô brincando. Marianne inclusive alega que em sete dias a gente pode conhecer melhor as pessoas que em sete anos, quando se diz comprometida com Willoughby (embora esse enlace não esteja explícito para a família).

(Eu acabei de te conhecer e isso parece maluco, mas tempo não determina intimidade, então aqui está um cacho do meu cabelo).



Call Me Maybe meets Sense and Sensibility.
Aparentemente isso não era muito verdade, contudo: Willoughby um dia anuncia que está saindo da cidade sem previsão de voltar, e diz isso meio misteriosamente, partindo assim o coração da pobre Marianne, e algum tempo depois, quando ele reaparece e ela tenta contatá-lo, recebe uma carta fria tipo tapa na cara não sei quem é você negando tudo e ela fica sabendo que ele ia se casar com uma moça. Tadinha. (Tudo isso de forma bem mais rebuscada e bem contada, mas é pra você ler o livro, né não?)

Enquanto a Marianne está vivendo esse drama todo, (e a propósito, ignorando completamente outro personagem que já vou contar quem é e ela insinuou que devia estar de pantufas e casaco esperando a morte em casa e ela jamais se interessaria por ele) a Elinor vive uma paixão recolhida pelo Edward Ferrars. Ele é o fofo quieto. (num dos filmes, é o Hugh Grant). Numa relação repleta de subentendidos, como deve ser em 1811, suponho eu, ele é sutil, porém constante, e Elinor se dá sempre muito bem com ele. A gente, a essas alturas, já é...


 The reasonable "Team Edward" :) - Sense and Sensibility
 Qual não é nossa decepção, portanto, quando vem a notícia de que Edward está secretamente comprometido, há anos, com uma moça (a versão de piriguete mais apurada que eu já vi num clássico, eita mocinha desagradável, grudentinha e fingida) chamada Lucy Steele, e só não tornou isso público porque caso o faça, a mãe o deserdará e ele não tem onde cair morto. No final, a piriguete acaba ganhando, porque alguém traz isso a baila, a mãe o deserda, ele mantém o compromisso assumido, afinal é um homem honrado, Colonel Brandon (já chego lá) oferece um lugar pra ele ficar... afe...

Seguem vários capítulos infelizes. Elinor tenta viver bem escondendo um pouco sua infelicidade, cultivando a amizade com o Colonel Brandon, (ah, chegamos nele: digno, íntegro, sofre em silêncio, o herói perfeito que isso aqui tava faltando, e rico, claro, ele tem uma paixão recolhida pela Marianne, que reprime porque ela tem a obsessão declarada pelo Willoughby e ninguém sabe se passou.) Marianne sai andando pelos campos (ela faz isso bastante, pra falar a verdade), mas dessa vez na chuva, e como é 1811, ela fica muito doente e à beira da morte. Isso faz com que Willoughby saia do buraco onde havia se enfiado. Veja só que homens casados podem ser fdp em qualquer época ou contexto; ele vai até a casa das irmãs, todo desesperado, e confessa para a Elinor que amava Marianne e foi egoísta em nome do dinheiro que herdaria ao ficar com a pessoa com quem se casou.

 "You are very wrong, Mr Willoughby, very blameable. You ought not to speak in this way either of Mrs Willoughby or my sister. You have made your own choice. It was not forced on you. Your wife has a claim to your politeness, to your respect, at least. She must be attached to you or she would not have married you. To treat her with unkindness, to speak of her slightingly is no atonement to Marianne,  ... it a relief to your own conscience."
mais ou  menos:
"Você está muito enganado, Sr. Willoughby. Você não deve falar assim da Sra. Willoughby ou de minha irmã. Você fez sua própria escolha. Ela não foi feita por outros. Sua esposa tem direito sobre sua polidez, seu respeito, no mínimo. Ela deve se sentir ligada ao senhor, ou não teria se casado. Tratá-la sem bondade, falar dela dessa maneira não é de modo nenhum reparador à Marianne, ... é um alívio à sua própria consciência."


Não é ótimo? Assisti essa semana uma aula, em ambiente corporativo, sobre protagonismo (1/3 é do meio, 1/3 é do outro, e sua obrigação é garantir que o seu 1/3 esteja sendo cumprido de verdade). Aparentemente Protagonismo foi primeiro cunhado pela Jane Austen, né :P Ele não tem mais nada o que fazer a não ser voltar pra caverna de onde saiu, e viver o que pode.

Marianne começa a se interessar pelo Colonel Brandon depois de saber de tudo isso, já que finalmente ficou com o coração livre, e do alto dos seus 19 anos agora, aceitará que o amor vem de várias formas. Elinor, por outro lado, antes de ser feliz vai passar um perrengue (leia com a linguagem do século retrasado). Um mensageiro diz que encontrou Lucy (a piriguete) na cidade, e ELA SE CASOU, mandou lembranças, etc. Ou seja, Edward está perdido para Elinor. Marianne até desmaia. (Sim, desmaia.)
No dia seguinte, elas recebem uma visita. Ninguém mais, ninguém menos que... Edward. Elinor respira fundo:

I will be calm! I will be mistress of myself! (Eu vou ficar calma! Eu serei dona de mim!)

Vão todos para a sala fazer social com o moço. Maior suspense, e Jane Austen usa a frase:

When Elinor had ceased to rejoice in the dryness of the season, a very awful pause took place.  
Quando Elinor tinha parado de falar com muita alegria sobre a seca da estação, uma pausa desagradável se seguiu.

Não é hilário? Tem de amar essa mulher.

Aí alguém toma coragem (acho que foi a mãe da Elinor) e pergunta sobre Mrs. Ferrars. Edward diz que vai bem. blah blah blah, ele revela que a piriguete se casou COM O IRMÃO DELE!!!


(Edward está solteiro e eu não posso ficar calma)

Aí tudo é festa, né? finalmente. Existe um pouco de obstáculo com a mãe do Edward:

Her family had of late been exceedingly fluctuating.For many years she had had two sons;but the crime of Edward a few weeks ago had robbed her of one; the similar anhiliation of Robert had left her for a fortnight without any;and now,by the ressuscitation of Edward, she had one again.

Sua família havia ultimamente estado excessivamente inconstante. Por muitos anos ela tinha tido dois filhos; mas o crime de Edward algumas semanas atrás a tinha roubado de um; a aniquilação de Robert a havia deixado por uma quinzena sem nenhum; e agora, com a ressuscitação de Edward, ela tinha um de volta.

Mas depois de todos os desenganos, tava na hora da coisa desencantar, e as duas irmãs finalmente viverão perto, com seus respectivos amados que as mereceram.

Meu resumo??? Peraí: