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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Letícia lê - livros lidos nessa semana - Mês temático: 1a. quinzena da criança!

E aí que a quinzena da criança foi muito produtiva! Ela virou quinzena do YA também, né, porque afinal, hoje em dia é quase uma coisa só... (e pra falar a verdade, muitos dessa lista já estavam na minha estante/lista de leitura).


coleção vagalume
Comecei com o Histórias da turma, Marcia Kupstas - esse livro se originou das crônicas que a autora escrevia pra Capricho, da qual eu era assinante, era 'a revista' na minha adolescência. Mas, ao contrário da primeira vez que eu li, dessa vez eu achei uma certa "forçação de barra", não me conectei com os personagens (eu sei que tenho vinte e cinco anos a mais, mas sabe aquele sentimento nostálgico que a gente tem quando sente um cheiro ou vê algo do passado? não tive. Tive um estranhamento, só.) Eu li pensando, esse seria um livro que eu compraria para uma sobrinha, para a filha de uma amiga? e concluí que não. Tchau, Histórias da turma. Foi bom enquanto durou.

Aí eu li A hora do amor, do Alvaro CArdoso. Embora tenha sido escrito na década de 60, e eu tenha lido vinte e poucos anos depois, relendo mais vinte na sequência eu ainda gosto do Beto, o personagem principal, ainda vejo a Lucia Helena, ainda entendo a frustração... esse fica na minha estante.

Ana e Pedro, Vivina de Assis Viana e Ronald Cleaver - em compensação, este livro... tanto amor! esse é composto de cartas. Ana conhece uma moça em Cabo Frio, ela fala do amigo, Pedro, que mora em BH, e eles começam a se escrever. Gente, tanta fofura! Amo.

Pausa para possivelmente o melhor desse compilado: Memoirs of an imaginary friend, Matthew Dicks -  li no Kindle, mas olha que sorte, já tem em português <3. Que livro fofo. Será que o Matthew Dicks conhece a Rainbow Rowell? Se não, deveria. Eles deveriam ser amigos, e ir ao cinema, e tomar muitas xícaras de chá de ervas com sponge cake. Mas enfim. O livro é sobre o Max. Ou talvez seja sobre o Budo. Max é possivelmente autista,
Max lives on the inside and the other kids live on the outside. That's what makes him so different. Max doesn't have an outside. Max is all inside”
Max vive no 'por dentro' e os outros garotos vivem no por fora. É isso que o torna tão diferente. Max não tem um 'por fora'. Max é todo 'por dentro'.
Agora me fala se não é a definição mais bonita que você já leu?
ele tem tem 9 anos, e tem um amigo imaginário/narrador do livro, que se chama Budo e vai te contar TUDO sobre o planeta dos amigos imaginários. Budo é a criatura que você queria ter pra si. Você vai ter vontade de ter um amigo imaginário agora mesmo, eu prometo. É engraçado (I once knew an imaginary friend named Philippe. He lasted less than a week. One day he popped into the world, looking pretty human except for his lack of ears (lots of imaginary friends lack ears).): Uma vez eu conheci um amigo imaginário chamado Philippe. Ele durou menos de uma semana. Um dia ele apareceu no mundo, parecendo bem humano exceto pela falta de orelhas (muitos amigos imaginários não tem orelhas).
É sábio: “It's strange how teachers can go off to college for all those years to learn to become teachers, but some of them never learn the easy stuff. Like making kids laugh. And making sure they know that you love them.”
É estranho como professores podem ir à Universidade todos aqueles anos para aprender a se tornar professores, mas alguns deles nunca aprendem as coisas fáceis. Como fazer as crianças rirem. E se assegurar de que elas saibam que você as ama.

Se eu não te convenci a ler esse livro até agora, não sei mais o que fazer. É lindo, e triste, e alegre, e doce, e amargo - como os livros escritos com o coração são. Fiquei muito feliz de ter começado com ele.

MEMORIAS DE UM AMIGO IMAGINARIO


Aí eu me empolguei e fui revisitar meu amigo, Roald Dahl: sou tão fã desse cara! Comecei por Charles and the Great Glass Elevator, que é uma sequência da Fábrica de chocolate. Nem é meu favorito. Ficou com três estrelas, só porque 1, ele não é condescendente com a imaginação infantil, 2, ele não tem medo de realmente se empolgar e misturar alienígenas, presidentes estúpidos (um galês escrevendo sobre isso na década de 70 era novo) e a estupidez e ignorância humanas. A mistura é bem interessante.

Aí fui ler The Witches, porque veja bem, eu colecionava bruxinhas quando adolescente, li Maleus Maleficarum, tenho uma tatuagem de triquetra, acho o poder feminino algo fascinante. Pena que essas bruxas são as de sempre, rs: seres que são malignos, identificados por características como usar sempre luvas e peruca e transformar crianças em bichos. Mas gente, a narrativa desse homem!!! Adoro.

Aí fui visitar a coleção Vagalume, e dos volumes que eu tenho (na verdade, os que eu queria ter eu nãotenho: Sozinha no mundo, A serra dos dois meninos, por exemplo). Tenho alguns, e Marcos Rey é sempre um hit. Esse livro não deve nada aos mistérios contemporâneos, e vou dizer mais: não deve muito aos mistérios clássicos também. Muito divertido. Um cadáver ouve rádio tem três adolescentes que de fato contribuem pra solucionar um crime.

Nesse ponto, resolvi ser modernosa (o que contradiz totalmente o uso desse adjetivo) e ler Thalita Rebouças. Comecei com Ele disse, ela disse. Fácil de ler, fofinho, a única coisa que realmente me incomodou era que NEM A PAU eles tem 14 anos. Conheço gente de 14 anos muito articulada e moderna e madura, muito mais do que eu era, entendo isso. Mas o uso de linguagem, o tipo de preocupação... não rola. Eu ignorei o fato por muito tempo, porque os personagens são superlegais; só que aí do nada a menção à idade reapareceu e me irritou de novo. Afe.

Comédias para ler na escola, do Veríssimo, era pra ser um hit, mas nem foi. Algumas muito legais, outras nem tanto, e nem todas que diziam "se vc começar a ler esse cara nunca mais vai querer parar", o que eu achei que era todo o objetivo...

Li Como ser popular, da Meg Cabot. Receita de bolo de cenoura, quer dizer, de filme hollywoodiano, sem tirar nem por. Fofinho, gasta duas horas da sua vida, sem grandes desafios.


Carry on, da Rainbow Rowell, vai ficar pra próxima semana. Não estou pronta pra falar desse livro.

Fui muito produtiva, fala aí! Estou finalmente mais perto de chegar na meta. Comecei inclusive a quinzena do Halloween :)


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 19 - um livro que o fez mudar de ideia sobre um assunto em particular (não ficção)

Day 19- A Book that changed your mind about a particular subject (non-fiction)


Sempre seu, Oscar Wilde
Deve soar até estúpido, e me desculpe se você era mais esperto que eu; a questão é que eu realmente só conhecia Oscar Wilde como o autor de O retrato de Dorian Gray. E esse é um livro bem cru, cujo personagem principal tem uma vida meio dupla, é sarcástico, é reflexivo mas bastante ácido.
E aí você lê o Sempre seu e é lembrado do fato de que ninguém é assim tão preto e branco, e esse mesmo Oscar Wilde que escreveu um livro como esse era capaz de escrever cartas de amor absolutamente ternas e românticas que de alguma maneira o humanizam de outro jeito.
Eu sou dessas que entra no livro e tem dificuldade de separar as coisas, claramente, então pra mim foi um choque. Tive um momento desses quando depois de ler livros de criança do Roald Dahl (Matilda e Charlie e a fábrica de chocolate) li os livros fantásticos de contos dele, mas até aí, isso vai além, é como ler os diários dele enquanto ele escrevia as duas coisas.

Trilha sonora do dia: ah, os bailinhos do ginásio... I want to know what love is, Foreigner

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Desafio de livros - dia 1 - seu livro favorito

day 1 - your favorite book

Aí é sacanagem... como eu poderia escolher um único livro favorito? na melhor das hipóteses essa pergunta tinha de vir com uns 15 subcritérios, aí ficaria assim:
seu livro favorito de autora brasileira de literatura/romance que ainda vive e cujo livro você lê uma vez por ano: Venha ver o pôr do sol e outros contos, da Lygia Fagundes Telles. O noivo, que até hoje me faz querer o final, Natal na barca, que me prende a respiração, Biruta, que sempre sempre me faz chorar, Venha ver o por do sol, que eu li e me fez pensar, Nossa, escrever assim é muito muito legal. São curtose. ainda assim te trazem um mundoe m cada meia dúzia de páginas. Amo muito, muito. Tive o prazer infinito de ver a LFT na FLIP e ela assinou minha cópia. Já era 2004, e o livro era de 89 (minha edição). E eu ainda amo do mesmo jeito.


tenho os outros subcritérios (autora nacional que já perdemos, autor (a) internacional vivo ou não, contemporâneo ou não, poeta nacional e internacional, autor de gêneros (suspense, não ficção,romance, etc)... mas vou tentar me conter e permanecer na lista dos desafios, na medida do possível. Como o desafio veio em inglês, pretendo sabotagens a respeito. Por exeeeemplo....


o "par" da Lygia Fagundes Telles seria o Roald Dahl. Ele é mais conhecido pelas obras infantis (escreveu Willy Wonka and the Chocolate factory, Mathilda, James and the Giant Peach, etc), mas eu o conheci com um livro similar ao descrito acima, o Kiss Kiss, e aí fui atrás de...

The collected short stories of Roald Dahl (this one is Penguin books, but I have at least another similar, albeit a bit shorter, which is The best of Roald Dahl and delivers the goods just the same).

You start by reading something insconpicuous such as a guy checking in at a hostel. And then you shriek when you understand. Then you read a story about an anxious mom to be, who has had several miscarriages and is pouring with love and anxiety and eagerness to be the best mother to... high pitched sound again. So you go to a couple traveling and you feel mad with the man who is a tad abusive... then you feel sorry for him.
It is life changing, I tell you. Worth every jump.


Trilha sonora do dia: Can't take my eyes off of you (quem já aprendeu inglês sabe o quanto esse nome pode ser confuso). Essa música era de um comercial e eu amava. Ainda acho uma das coisas mais doces que já ouvi. E isso antes do Heath Ledger torná-la um hino do amor adolescente em 10 coisas que eu odeio em você.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Os livros da sua vida

Isso aqui foi uma gracinha de facebook: os livros que mudaram você. Eu interpretei como sendo os que te formaram como leitora, os que você recomendaria pra qualquer um a qualquer tempo, sabe?

1. Comédias da vida privada, do Veríssimo
2. Uma aprendizagem, Clarice Lispector
3. O pássaro azul, não sei o autor, li na 4a série
4. Sozinha no mundo, Dinheiro do céu, A serra dos dois meninos, Éramos seis e vários outros da Coleção vagalume
5. Venha ver o por do sol e outros contos, Lygia Fagundes Telles
6. Os caçadores de conchas, Rosamunde Pilcher, chorei cântaros
7. The NY trilogy, do Paul Auster
8. The house of sleep, Jonathan Coe
9. Kiss kiss, Roald Dahl, esse cara é tudo de bom e eu me surpreendia sozinha
10. a coleção da shopaholic da Sophie kinsella, sei trechos inteiros de cor.

11. Jubiabá, Jorge Amado, ainda me lembro perfeitamente do momento em que a tia ficava maluca
12. Todos os nomes, Saramago, e a beleza das coisas simples que se tornam lindas com a narrativa maravilhosa dele
13. Corações sujos, Fernando Morais, o jornalismo mais interessante do mundo
14. Cuentos de Eva Luna, Isabel Allende, ah Eva...
15. As crônicas de Narnia e a trilogia das Fronteiras do Universo do Philip Pullman, que eu sempre quis ler pruma criança
16. A marca de uma lágrima, do Pedro Bandeira, me processe

Trilha sonora do dia: Aerosmith, Crying