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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A Letícia leu! os favoritos de 2015 :)

A contagem regressiva já começou: faltam alguns livros pro meu próprio desafio ser terminado; ano passado, tinha estabelecido 200, e li 228. Cheguei à conclusão de que se lesse uma quantidade regular de quick novels, esses romancinhos Harlequin ou YA, que são rápidos, eu conseguiria me superar: Aí fiquei folgada... meu objetivo de 2015 são 250, e estou apanhando. Um pouco porque decidi reler clássicos, cuja linguagem mais elaborada e rebuscada, especialmente quando em inglês, e alguns foram, me faz demorar mais. Um pouco porque a vida aconteceu (férias, trabalho, momentos nos quais li pouco).

Também notei que sou pão dura pra cinco estrelas: cinco estrelas são os 'livros da vida', e realmente nem todos entram aqui. Quatro são os que me deixaram terminar impressionada, mas tudo tem a ver com expectativa também, né?
A maioria dos livros que eu vou lendo ganham três estrelas, duas se foram ruins e uma se eu acho que não valem o papel no qual foram impressos.
Finalmente, vale dizer que eu coloquei a versão que eu li, portanto em alguns casos está em inglês. Mas a maioria dos títulos existe em português, é só ir buscar no mundo maravilhoso da internet o que 'conversar' com você :)

Enfim, sem mais delongas: até hoje, dez dias antes de terminar o ano (e 15 livros para entrar na lista), esses foram meus favoritos de 2015, os quatro e cinco estrelas:

Os relidos:

  1. Delicacy, do David Foenkinos. Continua acalentando meu coração de mil maneiras. E olha que a capa de filme não me ajuda a ser feliz (geralmente detesto).
  2. Comédias da vida privada, do Luís Fernando Veríssimo. Não importa o tempo que passe, aparentemente: eu continuo rindo alto dos personagens que a essas alturas são meus conhecidos. Amo esse livro.
  3. Ana e Pedro, Ronald Cleaver e Vivina de Assis Viana. Li com o maior medo, porque era realmente da minha adolescência. Sim, ainda amo.
  4. To kill a mockinbird, Harper Lee. O livro mais popular da minha lista, diz o Goodreads. Eu não sabia o que esperar, afinal fazia séculos que o havia lido pela última vez. Mas como disse o Ítalo Calvino, (acho), um clássico é aquele que nunca terminou o que tinha a dizer.
  5. Anexos, da Rainbow Rowell. Embora esse ano eu tenha lido o novo dela e não gostado, acho que os personagens de modo geral são muito queridos - e, claro, esse livro é em forma de e-mails, minha paixão particular.
  6. Um certo capitão Rodrigo, Érico Veríssimo. Eu quero ler a série toda, claro. Mas tinha um certo apego ao capitão Rodrigo, e queria ver se era justificado. Spoiler: era.
  7. Dom Casmurro, Machado de Assis. Um desses clássicos que você acha que sabe a história, como O velho e o mar. Aí você relê e tem muita pena de tantos autores no mundo, porque né, que triste não ter escrito esse livro. Que incrível camada de personagens, que leveza.
  8. The witches, Roald Dahl. Adoro esse escritor, mas há alguns livros dele que na verdade nunca me atraíram (como  A fantástica fábrica de chocolate, incrivelmente). Essas bruxas, contudo, me são muito reais.

Os quatro e cinco estrelas de 2015 lidos pela primeira vez:

  • A série Reboot, da Amy Tintera - acho que hoje em dia, com tanto YA/distopia, não é fácil alguém ser consistentemente interessante numa trilogia, e eu gostei muito dessa série.
  • Champion, Marie Lu. Falando em séries adolescentes que o mundo devia conhecer.
  • Por lugares incríveis Jennifer Niven. O livro mais triste do mundo, acho. Mas tão, tão doce, que você entende que a vida nem sempre é feliz, mas ainda vale a pena ser vivida.
  • Love like crazy, Megan Squires. Eppie é uma dessas adolescentes que você quer levar pra casa e abraçar, e Lincoln... meu coração achou Eleanor e Park de novo.
  • As pequenas grandes mentiras e O segredo do meu marido, Liane Moriarty. Essa australiana é realmente incrível. Li tudo dela, aos poucos, e de um livro pra outro você gosta mais ou menos, seja por causa do envolvimento com os personagens, seja porque está numa vibração diferente - mas não dá pra negar o talento de contadora de histórias dela, e isso é algo que eu sempre admiro imensamente. Esses foram meus favoritos desse ano.
  • Finding Audrey, Sophie Kinsella. Eu amo essa mulher. Mesmo. Não só porque rio alto com a personagem viva que ela criou pra mim há vinte anos, a Becky Bloom, mas porque depois disso, ela não deixa de me surpreender com sua voz e talento (e simpatia, como pude ver esse ano pegando seu autógrafo). Esse livro é um YA, tão fora da realidade dela! e ainda assim, perfeito.
  • Mar da tranquilidade, Katja Millay. A menina gótica e seus segredos? Ah, mas é tão mais do que isso, né? Como a vida. Como os bons escritores. Como aquelas fases que você acha que não vão passar nunca...
  • The handmaid, Margaret Atwood. Um livro curioso, que iniciou a distopia quando ela não era um gênero, dizem. A tradução horrorosa, algo com 'aia' no título, que você acha que foi um erro de impressão, pode te impedir de pegá-lo na mão, mas uma vez que ele vá pro seu colo, é assombro garantido. Delicioso de ler.
  • Diálogos impossíveis, Luis Fernando Veríssimo. Jà falei que esse sujeito sabe ser incrível?
  • De verdade, Sandro Marai. Ao contrário de vários livros, a sinopse é megacomplexa e te dá até uma preguiça. Outro engano delicioso: ele é absolutamente incrível e vale começar, porque você não vai querer parar.
  • The perfect comeback of Caroline Jacobs, Matthew Dicks. E se sua mãe tivesse um chilique na reunião de pais, e resolvesse ir tirar satisfação da amiga de adolescência a 300 km de distância na sequência? Seria um surto? Pois siga Caroline Jacobs :)
  • Fat chance, Nick Spalding. Comecei muito sem querer, acho que era um freebie. A história de um casal que se inscreve num reality show. Mas, como eu sempre digo, a sinopse sempre diz muito pouco sobre o que um escritor bom pode fazer com ela, né?
  • O filho de mil homens, Valter Hugo Mãe. Vamos ser muito honestas aqui: Se você ler a história sobre o coração fora do corpo e não achar a coisa mais terna e pungente que leu em muito tempo, provavelmente não vai gostar do resto. Mas se isso acontecer, 'agarra nele', como diria minha amiga mineira.
  • Memoirs of an imaginary friend, Matthew Dicks.Como uma pessoa pode escrever um livro contado da perspectiva de um amigo imaginário, e não só não ser ridículo como de fato ser muito real e doce?
  • Put some farofa, Gregorio Duvivier. Uma grata surpresa, eu ri, concordei, quis encaminhar pra amigos... fazia tempo que não tinha reações interativas com esse tipo de livro :)
  • Extraordinario, RJ Palacio. Um desses livros que ficou me rodeando um tempão, e aí um dia me rendi. Auggie mora no meu coração.
  • Em defesa de Jacob, William Landy. Um adolescente acusado de assassinato. O pai é um advogado muito importante na cidade. Antigamente, isso seria Sidney Sheldon, né? mas pode acreditar, você fica passadinho. Bege, como diriam as amigas hoje.
  • The perfect son, Barbara Claypoole. Outra grata surpresa. Existe um casal com um filho de necessidades especiais, e como em muitas famílias, a mulher toma conta de tudo. Aí ela sofre um ataque cardíaco, e o marido tem de se adaptar ao que está acontecendo. Como diria Tolstoi, Todas as famílias felizes são parecidas, mas as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira, né?
  • Sugar, Deirdre Riordan Hall. Lembra daquele Precious, que ganhou o Oscar uns anos atrás? Sugar é uma adolescente maltratada, que sofre bullying, tem uma família horrorosa... mas ainda é um livro que te traz novas perspectivas e esperança, e o que mais você pode querer de um livro?
  • No mundo da Luna, Carina Rissi. Capa bregona, sinopse nada de mais... e não é que é bem adorável?
  • Grayson's Vow, Mia Sheridan, Estava doente de cama e queria um chick lit pra ler - gente, há anos não tenho a agradável surpresa sem surpresas de um bom chick lit. Aí uma amiga me disse que esse não era beeem chick lit, mas valia a leitura. Meio romance, meio erotica, meio humor - e a mistura fica muito boa.
  • Lords of the Underworld, Gena Showalter. Pra não dizer que eu não declarei em voz alta que leio esse tipo de trashy novel. E gosto. 
  • Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral. Eu não conheço outras obras dela, mas essa mistura de Invasões bárbaras (lembra desse filme?)  e realidade me encantou.
  • Sobre a escrita, Stephen King. Outro contador de histórias SENSACIONAL. Ele escreve sobre montes de coisas, do começo da sua vida escrevendo num porão ao atropelamento que sofreu em 99, e você bebe cada página. E ainda fica sabendo como surgiram histórias como Misery, uma das minhas favoritas.
  • Three daughters, Consuelo Saah Baher. História de gerações muito bem contada, a la Vargas Llosa.
  • The word child, Iris Murdoch. Uma das coisas que mais me faz chorar é pensar naquele filme que foi feito sobre o fim da vida da Iris Murdoch, uma escritora prolixa que passou trinta anos lidando com linguagem e um dia se viu perdida entre as palavras. Enfim, eu quase a evito, porque é muito triste... mas esse livro é bem incrível.
  • The translator, Nina Schuyler. Um livro sobre linguagem, de alguns modos. A protagonista é tradutora, sofre um problema de saúde... e tanta, tanta coisa dentro dela e fora muda.
  • Emmi e Leo, Daniel Glattauer. Alemães se escrevendo e-mails por acidente se envolvem à distância. quem disse que não há romance epistolar na Europa Ocidental?
  •  Cormoran Strike (Career of evil)Robert Galbraith, pseudônimo da JK Rowling, continua abalando Bangu. A série vale muito a pena.
Vamos celebrar o fato de que embora sejam menos de 20% de todos os livros lidos esse ano, há livros fantásticos o suficiente aqui pra reler mais de um por mês, e gente, isso é muito maravilhoso, né? 


Seinfeld celebrating gif

sábado, 28 de novembro de 2015

ainda estou aqui! A Leticia some, mas lê :)

gente, vergonha total desse sumiço! até a Maria reapareceu (senti sua falta!) e eu hibernando... I wish. Trabalhando muito, foquei em ler, e nao vim aqui contar o que.

Vambora entao: neste mês, eu li 32 livros. (até agora, porque estou no meio do Toda a luz que não podemos ver, do Doer.

Vários foram aqueles romances de sentar e ler em uma hora (16 deles), alguns foram não ficção (um sobre a sala de aula virtual e um chamado A arte de ler, uma elegia aos livros e como mudam nossa vida cheio de fofura. A need to kill, sobre um serial killer da década de 80), alguns de autores populares tipo J Ward e chick lit (Carina Rissi, que é bem simpática, Sarah Mlynowski, Gemma Townley, Katie Fforde), três YA (Fallen, da Lauren Olivier - ainda não sei se vou ler a série; não foi fascinante - A lista negra, da Jennifer Brown e o da Katja, aí embaixo),  um contemporâneo (Fama, do Daniel Kehlmann) e alguns que merecem contar pra vcs e são variados entre esses gêneros:


  • o mais recente do Robert Galbraith, que é na verdade a JK Rowling, chamado Career of evil, incrível como os anteriores, continua com o Cormoran Strike, o detetive com mais personalidade do mundo.
  • o mais recente da Sophie Kinsella, o oitavo Shopalolic, no qual ela vai "resgatar" o pai em Vegas - já falei que amo essa mulher?
  • O filho de mil homens, do Valter Hugo Mae, que eu não conhecia e cuja primeira historia é sensacional num nível Oscar e Nobel e outras premiações. Gostei tanto que parei de ler ali, deixei que a história fosse mais absorvida e só aí continuei.
  • um livro chamado Mar de tranquilidade, da Katja Millay, que entrou pra lista dos YA mais queridos. Lindo :)
  • o Put some farofa, do Duvivier, que me fez rir alto e acenar diversas vezes em concordância.


e vc, o que fez esse mês?


quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Letícia lê - semana 28 - os livros fora da caixa (do Kindle Unlimited)

Olivia Joules e a imaginação hiperativa, Helen Fielding
A autora do Bridget Jones aqui faz algo que eu não sabia que ela sabia fazer: mistura cenas bem cruas e sanguinolentas com sua heroína de literatura cor de rosa. Foi interessante ler um livro 'chick lit' com essa pegada de crime e mistério. Confuso, mas interessante :P

Finding Audrey, Sophie Kinsella
Já falei o quanto eu amo essa mulher? Audrey é uma adolescente com um transtorno, que não está conseguindo olhar as pessoas nos olhos, nem sair de casa, por conta de algo que ocorreu no colégio. Ela não faz nada muito profundo, é verdade, no sentido de explorar o distúrbio - embora haja um momento muito tenso no qual Audrey para de tomar o remédio e você começa a 'falar' com ela no livro, "Não faça isso, não dá pra perceber que não vai dar certo?" - mas é leve e ao mesmo tempo muito triste. O que se chama bittersweet em inglês, a coisa agridoce mesmo. Sei que vou reler o livro, e mais uma vez tiro o chapéu pra moça que escreveu Shopaholic e agora foi pro terreno de literatura infantojuvenil sem perder o charme.


The room, Jonas Karlsson
Esse livro foi um mistério do começo ao fim. Escrito por um ator sueco, e sendo sua primeira obra, poderia ir para qualquer lado, né? Supostamente, foi escrito como uma paródia aos escritórios do mundo. The Authority, (A Autoridade), para quem Bjorn trabalha, pode ser qualquer multinacional do planeta, o escritório, qualquer escritório. Ele consegue ver uma sala, na qual se acalma, que descobre que ninguém mais pode ver. Logo, os colegas começam a se incomodar com o que parece ser a loucura dele (já que quando ele visita a ‘sala’, para os outros parece que ele está olhando para o nada). Você fica sem saber se a sala existe, se ele está provocando as pessoas com seu plano de crescer na escada corporativa, se ele realmente está perturbado... a tensão crescente é tão boa quanto a reação horrorosa das pessoas que não conseguem lidar com qualquer tipo de diversidade. Me lembrou muito o livro do Orwell, Animal farm, com as regras escritas pelos porcos sobre os animais serem iguais, mas alguns mais iguais do que os outros... de qualquer modo, achei que foi um daqueles livros que se torna mais interessante ainda depois que você o terminou, porque fica com você.

The last anniversary, Liane Moriarty
Eu estava salvando esse livro, porque era o único da Liane Moriarty que eu não tinha lido ainda. Gosto TANTO dela, já disse? Uma das minhas favoritas hoje em dia. Esse livro não é o melhor de todos, mas tem os elementos chave que são típicos dela: uma narrativa fluida, envolvente, cheia de detalhes dos personagens, que ficam ricos e interessantes e cheios de segredos, e quando você acha que descobriu tudo sobre eles, percebe que ela é boa mesmo porque ela faz algo que te diz “há, te peguei, nem era isso!”. A história? Basicamente, uma mocinha descobre que é a herdeira de uma casa numa ilha. Quem a deixou para ela foi a tia do ex namorado, que por sua vez tinha todo um segredo envolvendo um bebê encontrado e que era o cerne turístico da ilha. Maluco, né? E você não viu da missa a metade... Fora que ela é engraçada! Olha só:
“Não preste atenção nela’, diz Enigma. ‘Geralmente eu canto na minha cabeça até que ela termine de falar”.

How to build a girl, Caitlin Moran
Humorista, mas de fato, pouco humor.

O silêncio das montanhas, Khaled Hosseini
Esse me ensinou a ser, de novo, menos intolerante e crítica com os best-sellers. Pari e Abdullah são dois irmãos que são separados quando crianças, e a história conta suas vidas e de quem estava envolvido nelas até o fim. O foco narrativo me deixou bem confusa várias vezes, porque muda por capítulo e demora um pouco para se entender quem agora está falando, mas é delicado e sutil e doce.

The lost daughter, Elena Ferrante
Queria muito ter gostado desse livro, porque essa é uma autora que estava na minha lista havia meses – uma pessoa supostamente italiana, de quem ninguém sabe nada, pporque é um pseudônimo e as entrevistas, feitas por e-mail, dizem que tudo que se precisa saber sobre ela ‘é dito nos livros’. E de fato, nota-se que há um movimento de esforço de ser profundo e doído no livro. A narradora tem muitos conflitos latentes, que aparecem quando vai à praia passar uma temporada e começa a se lembrar de outro período da sua vida, quando suas filhas eram crianças e ela as abandonou por algum tempo. Mas de verdade, achei cansativo, chato, repetitivo, denso. Não só emocionalmente denso, mas literariamente cansativo, quero dizer.
 O rei negro, Mark Menozzi
Um autor italiano escreveu sobre Manatasi, um herói negro, que decide ter seu nome gravado na Roda da Fortuna e, para tal, atravessa metade do reino e passa por muitas aventuras. Literatura fantástica com poucos buracos, interessante, com personagens bem desenvolvidos. Infantojuvenil de grande potencial.
De verdade, Sandor Marai
O que dizer sobre esse livro, escrito por um húngaro no decorrer de quatro décadas (o primeiro capítulo escrito em 1941, o último em 1980)? Que coisa incrível! São monólogos, na voz de quatro pessoas: a ex mulher, o ex marido, a suposta pivô da separação e primeiro amor do ex marido e o último amante da suposta pivô da separação/primeiro amor do ex marido. Cada um traz uma série de reflexões, dores e motivações explicadas de modo tão transparente, e ao mesmo tempo tão denso... foi um livro em papel, e ficou com aproximadamente sete mil post-its entre suas páginas, pois havia tantos parágrafos que eu lia e pensava “puxa, que bem colocado! Que lindo! Que insight incrível! Que ironia bem explicada!” Não é um livro fácil de ler, para ler na praia, como muitos dos anteriores – mas vale o esforço em cada minuto.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

www Wednesdays, QQQ Quartas, o que estou lendo

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Terminei de ler The Young Elites, da Marie Lu. Detesto me decepcionar com livros. Eu gostei tanto da trilogia anterior (Legend, Prodigy and Champion). Esse livro, em compensação... deixa eu pensar como resumir: ele tem a heroína incompreendida, infeliz, que merece amor mas causa infelicidade, como a minha querida Juliet (de Shatter me, da Tahereh Mafi). Mas honestamente, eu não consegui gostar dela. Nem do Enzo, nem mesmo do Rafaelle (o herói e o 'amigo lindo', respectivamente). Eu não me lembro de todos os detalhes do X-man, mas me pareceu muito similar: jovens que passaram por uma febre estranha e acabaram com deformidades físicas de algum tipo (ela perdeu um olho e seu cabelo agora é prateado), além de um poder específico sobre os outros que pode ser mortal.
Além de tudo, tem um fim triste e horrível. Desculpe, mas não deu. Talvez tudo seja 'consertado' no decorrer da série (entendi que é uma série), mas eu não precisei de nenhum convencimento para me apaixonar pela June e pelo Day, e nem pela Juliette e seus dramas, e a vida é muito curta pra insistir em livros que acho que podem ou não ser legais.
Aí li Reconstruindo Amelia, da Kimberly McCreight, em uma sentada. (A manicure era especialmente lenta, mas ainda assim). Que surpresa boa. No começo eu achei que uma coisa tinha acontecido com a Amelia e era outra, (a sinopse não declara), e quase larguei o livro, porque era muito infeliz. Realmente é muito triste, mas muito bem feito, e mesmo com a questão novelesca de como tudo é revelado, a menina e a mãe são fáceis de provocar empatia. Levanta questões interessantes sobre a loucura sempre presente das pessoas, o mundo absurdo dos colégios e dos adolescentes - o bullying, as tribos, os dramas, - e o amor familiar verdadeiro. Bem legal.
Li Shopaholic to the stars, da Sophie Kinsella. Eu AMO Sophie Kinsella. Esse livro estava 'pre-ordered' há meses, e foi entregue no Kindle terça e eu estava 'guardando' pra hoje. Vamos lá:
parte boa: Becky Bloom (Brandon) é sempre Becky Bloom. Vergonha alheia total com as histórias dela, que ainda soam similares (ri alto com o hamster e com ela comparando Elinor com Darth Vader), e é sempre divertido. Parte ruim: termina num nada, num momento no qual estão todos indo fazer uma coisa importante - ou seja, no meio de algo, o chamado cliffhanger. E eu não sei quando sai o próximo livro, então achei isso bem imperdoável e desnecessário.
Isso dito, sem dúvida encomendarei o próximo, e apesar de ter lido no Kindle, esse é um livro que eu compro, porque precisa fazer companhia pros outros na estante. #soumalucaedaí

Estou lendo Mambo in Chinatown, o da Jean Kwok :), e Emoções reveladas, do Paul Eakman, o que inspirou a série Lie to me (na qual eu viciei nas férias). O problema desse é que eu comprei no kindle e, por causa das microexpressões, o bom é ler no ipad e não no kindle, então fica mais restrito porque só leio em casa e não com sono :P


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 22 - série favorita

Day 22-Favorite Series


The shopaholic series - conforme já comentado várias vezes, a última aqui, eu coraçãozinho de amor Sophie Kinsella e a série da Becky Bloom. Amo.

Stieg Larsson - a trilogia Millenium é fenomenal. Não só porque a Lisbeth Salander é uma das heroínas mais legais da literatura contemporânea, mas porque esse sueco (que morreu subitamente, deixando aliás uma grande confusão familiar para trás, com direitos autorais e a companheira sem acesso a eles) faz uma costura entre mistério, suspense, dor e amor que é fenomenal. Eu não conseguiria falar sobre a história sem abrir minha bocona e dar um spoiler, então te recomendo fortemente que tente. Mesmo que você precise de uma aula de geografia para entender onde os personagens estão e uma de pronúncia para dizer os nomes deles, vale o esforço. Inclusive me abriu um portal para outros gêneros (novelas de crime, tipo Camilla Lackberg, Hennel Mankell, Dennis Leahne, etc, especialmente os nórdicos, que eu não lia antes.)

Harry Potter - dispensa explicações, se você é desse planeta. (Na verdade, se você é desse planeta e precisa de explicações, essa é mais uma razão pra você fingir que nunca ouviu falar nada sobre essa série e ler os livros sem nenhum julgamento. Vai descobrir que eles são absurdamente bem escritos, não ficam devendo nada à mitologia, que aliás você também ia adorar ler, são envolventes e muito criativos. E não, não são só para crianças, embora eu te desafie a qualquer tempo a ler A psicanálise do conto de fadas, do Bruno Bettelheim,  me dizer o que você acha tão simplista sobre 'livros para crianças'.

Tahereh Mafi - eu já falei dela em outros mil posts. Sim, ando apaixonada. Desculpaí.

Trilha sonora do dia: David Bowie com Absolute beginners; aliás, minha melhor metade esteve em Berlim semana passada, fazendo um trajeto baseado no Bowie (apartamento, estúdio, bar favorito) e amou. E eu quero ir ao MIS ver a exposição. É um cara tão interessante.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 21 - um livro que é um prazer culpado pra você

Day 21- A guilty pleasure book

YA, (Young Adult literature, literatura o que, minha gente, juvenil??) e Dystopian books (livros distópicos) ; ou seja, Hunger games, que eu gostei antes das pessoas gostaria de deixar claro, porque a Kat é um animal instintivo e fofo, e a história é ótima, não quero nem saber o que o mundo acha :) - já passei por isso quando li HP e me disseram (lá em 1999): Ué, por que vc tá lendo um livro de criança?



 Harry Potter, a trilogia do Philip Pullman, que eu já mencionei antes, as crônicas de Nárnia, do C.S.Lewis e tão melhor que o filme (aqui), a série da Marie Lu (Champion, Prodigy, e mais um cujo nome não me lembr)

a série da Tahereh Mafi, (em português aqui) gente, eu me alternei querendo me casar com o Warner e com o Adam a cada página e até agora não sei como termina (essa semana sai o último e tô dividida, naquel momento que você quer terminar pra saber mas não quer porque é tão legal e não devia acabar nunca) e é tãaaao fofo! (aliás, update: eu li, amo mais que paçoca, mais que isso são spoilers).




da Veronica Rossi ( Under the never sky - em português, Sob o céu do nunca, aqui)... gente, não dormi até as 3 da manhã querendo ler.


amo, o que eu posso fazer? posso dar uma explicação intelectual sobre a minha (bem) alta tolerância à ambiguidade e capacidade de abstração, o que faz com que livros com esse tipo de fundo sejam perfeitamente críveis e bem coloridos na minha mente, mas a verdade é que quando bem escritos eles são a definição pura de indulgência.
Eu também poderia falar de Paranormal, Erotica ou Dark Romance, mas acho que é bom manter a dignidade que me resta por mais um pouco de tempo.

Além disso, poderia falar horas sobre chick lit (que seria 'literatura de meninas', e cuja definição deveria englobar mil títulos, mas na verdade eu conectei com British chick lit, a melhor de todas: Maryan Keyes, Sophie Kinsella, Jane Green, Robyn Sysman, Jane Costello, a lista vai por aí e será coberta em algum momento).

Trilha sonora do dia: Mr. Jones, Counting Crows

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 17 - um livro que virou filme e foi completamente destruído

Day 17- Book turned movie and completely desecrated

Eu ia falar da coleção da Stephanie Meyers (pode me xingar, mas eu não tinha vergonha de dizer que gostei até os filmes aparecerem e serem tão ruins), mas vou ficar com outro título:
Não foi COMPLETAMENTE horrível, mas sempre que eu falo da Sophie Kinsella, alguém diz, Ah, vi o filme, e embora eu goste muito da atriz, do ator, do roteiro (como eu disse, não foi COMPLETAMENTE deturpado), não tem o gargalhar alto que o livro me deu várias vezes. Não invejo o trabalho dos roteiristas, porque muito do que acontecia com a Becky Bloom era dentro da cabeça dela, mas de verdade, era muito divertido, e não fica assim no filme.
A história é sobre a Becky Bloom, uma jornalista financeira que é uma fraude, porque foge dos credores, compra desenfreadamente, está endividada até o pescoço e conta mentiras porque não consegue sair das enrascadas em que se mete. E ela se mete em várias. O livro que originou a série está à venda aqui, a coleção toda em inglês é essa:


e o site da Sophie, tão fofo quanto ela, é esse aqui.

Engraçado que eu tenho certeza que vou lembrar de vários livros que foram massacrados nos correspondentes filmes, mas só lembro dos bons agora:

Atonement, Ian McEwan (Desejo e reparação, que aliás eu só consegui gostar vendo o filme);
Delicacy, do David Foenkinos (A delicadeza do amor)
Cloud Atlas, do DAvid Mitchell (idem ao Atonement, só entendi vendo o filme, e olha que ele era confuso e longo. Aliás pensando bem talvez eu tenha uma deficiência séria cognitiva e a culpa não seja desses livros).
As crônicas de Narnia, do CS Lewis, na verdade o filme sem dúvida não é tão bom quanto nenhuma delas, mas foi bastante ok.
Não entro no mérito do Harry Potter porque foram sete livros, alguns filmes foram bons, outros nem tanto, e vamos combinar que poucos de nós teríamos feito trabalho melhor que quem fez de fato.

Trilha sonora do dia: Cansei de dar essa música em sala de aula. Thank you, da Dido.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Os livros da sua vida

Isso aqui foi uma gracinha de facebook: os livros que mudaram você. Eu interpretei como sendo os que te formaram como leitora, os que você recomendaria pra qualquer um a qualquer tempo, sabe?

1. Comédias da vida privada, do Veríssimo
2. Uma aprendizagem, Clarice Lispector
3. O pássaro azul, não sei o autor, li na 4a série
4. Sozinha no mundo, Dinheiro do céu, A serra dos dois meninos, Éramos seis e vários outros da Coleção vagalume
5. Venha ver o por do sol e outros contos, Lygia Fagundes Telles
6. Os caçadores de conchas, Rosamunde Pilcher, chorei cântaros
7. The NY trilogy, do Paul Auster
8. The house of sleep, Jonathan Coe
9. Kiss kiss, Roald Dahl, esse cara é tudo de bom e eu me surpreendia sozinha
10. a coleção da shopaholic da Sophie kinsella, sei trechos inteiros de cor.

11. Jubiabá, Jorge Amado, ainda me lembro perfeitamente do momento em que a tia ficava maluca
12. Todos os nomes, Saramago, e a beleza das coisas simples que se tornam lindas com a narrativa maravilhosa dele
13. Corações sujos, Fernando Morais, o jornalismo mais interessante do mundo
14. Cuentos de Eva Luna, Isabel Allende, ah Eva...
15. As crônicas de Narnia e a trilogia das Fronteiras do Universo do Philip Pullman, que eu sempre quis ler pruma criança
16. A marca de uma lágrima, do Pedro Bandeira, me processe

Trilha sonora do dia: Aerosmith, Crying