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sábado, 26 de março de 2016

A Letícia lê

The word Exchange -


Comecei a ler esse livro por conta de alguma lista de distópicos recomendados. (pareceu remédio agora, né?). Mas gostei muito de quase tudo, e achei a premissa brilhante. Basicamente, a protagonista, Anana, também chamada de Alice, pelo pai, um lexicógrafo que está editando um dos últimos dicionários da língua inglesa a serem publicados, conta de sua relação (torta) com o ex namorado Max, (Hermes King) ligeiramente canalha, o amigo Bart(leby), que na verdade se chama Horace (enfim, não se apegue aos nomes nesse livro), e um vírus, chamado de 'gripe verbal', que causa afasia e outros sintomas e aparentemente começou a ser transmitido pelos 'Memes' - que são uma versão muito melhorada do nosso smartphone - mas não tão longe da realidade, o que é ligeiramente assustador.
Tá confuso porque eu provavelmente não consigo selecionar os fatos importantes dos que achei só muito interessantes, tá? prometo que é muito legal. O que acontece é que as pessoas em um dado momento começaram a mandar textos com muita frequência e ler muito pouco, muito menos em papel, o que basicamente faz com que elas não 'reconheçam' mais palavras um pouco mais complexas. Começou com palavras de fato pouco usuais, mas hoje em dia as pessoas checam até palavras como 'apodrecido', porque estão semi analfabetas. (qualquer semelhança não é mera coincidência...) e o 'Meme' dá o significado. Mas aí... o pai lexicógrafo desaparece, e ela precisa tomar a frente da história, busca-lo, descobrir as dicas que ele deixou e lidar com tudo que está acontecendo.
então, milhões de coisas se sucedem, mas acho que seria contar spoiler se eu dissesse quais são, e lembra, ao contrário de 99% dos seres humanos, eu não ligo pra eles, então pra mim eles são quase naturais :P
o que eu NÃO gostei do livro:
de fato em um certo momento eu tive dificuldade de 'ler pelo contexto'.
as notas de rodapé realmente não funcionam no kindle. Bem irritante.
Anana é bem banana, pun intended. E ligeiramente lerda, pra quem tem 27 anos.

Mas achei a ideia brilhante e essencialmente bem executada. E quando meu celular quebrou essa semana, fiz questão absoluta de deixa-lo no conserto o dia todo pra provar pra mim mesma quem manda nessa relação...

terça-feira, 8 de março de 2016

A Letícia lê, preguiçosamente, e aparentemente, de mau humor.

Li quatro Harlequins essa semana e três YAs. Vou falar desses últimos:

Li Garota online, da Zoe Sugg. Ouvi falar várias vezes desse livro, e a protagonista é uma adolescente que fica com ataques de pânico após um acidente de carro e decide falar deles no seu blog. Fofo, né? Aí viaja com os pais pra Nova Iorque e conhece um sujeito muito simpático. Não posso falar mais do que isso porque vira spoiler, mas é uma mistura de diversos filmes de comédia romântica adolescente sessão da tarde que você já assistiu. Há momentos nos quais a narrativa é completamente 13 anos, mas acho que isso é um ponto para a autora, né? Não é fácil ter a voz de adolescente de verdade a não ser que você seja uma. Então, a conclusão é: se você quer ler uma mocinha simpática e ingênua (tipo, até demais) com final feliz, vai fundo: esse é o livro.

Garota Online - Livros na Amazon.com.br:



Li As confissões das irmãs Sullivan, Natalie Standiford. O centro da história é tão sem noção que já me deu um pouco de urticária - herdeiras atuais que precisam escrever 'uma carta confissão' para a avó, sob o risco de perder a herança da família, já que ela está muito desapontada com 'alguém'. O fim então, você fica até roxa de embaraço com o que foi feito dessa desculpa. Mas a primeira carta, que devia ser de fato o livro, é simpática, e se você esquecer o começo e o fim do livro e se concentrar nela, bom, aí ele pode valer a pena.

Li A espada de vidro, da Victoria Aveyard, a sequência de A rainha vermelha. Então, lembra que expectativas são uma droga? pois é. O livro tem uma prerrogativa interessante, com uma história sobre poderes, e sangue vermelho e prateado, e o fato de que a protagonista, Mareena Barrow, supostamente não deveria ter poderes com o sangue que tem. O primeiro livro terminou de modo peculiar, mas com uma virada curiosamente boa. Mas esse segundo volume cansou a beleza que eu não tenho, de verdade. Muita luta, muita gente perseguindo todo mundo. Dona Victoria, vou te contar que eu tava mesmo era querendo saber da Mare/Cal/Maven. Acho que o equilíbrio ficou um pouquinho pro lado de lá. Ou seja, a parte de ação, e o fato da Mare se tornar quase um soldado (há um momento no qual o próprio Cal menciona que ela está se tornando fria e implacável) tem toda uma explicação, mas de verdade, não deixa de ser algo que talvez precisasse ter sido suavizado, melhor desenvolvido ou simplesmente, bem, balanceado.
Leitura em Contexto: Divulgada capa A Espada de Vidro, continuação de A Rainha Vermelha- Victoria Aveyard:

Ou seja, não houve nenhum que eu tenha de fato AMADO. É engraçado que percebo como eu tenho ficado cada vez mais crítica chata  a respeito do que leio. Vejo, especialmente no instagram (sabe que agora temos um? chama As pequenas e grandes alegrias), as pessoas falando maravilhas de todos esses livros, com muitos pontos de exclamação, sabe? tipo, geeeente!!! ameeeei esse livrooo <3
e fico pensando que pode ser, claro, algo isolado, mas de modo geral, independente do gosto de cada um, há sinopses que são enganosas, personagens mal desenvolvidos, histórias que desandam... e é um desserviço pra quem faz tudo isso bem gostar 'de tudo'. prontofalei.

No goodreads, estou aqui.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A Letícia leu! os favoritos de 2015 :)

A contagem regressiva já começou: faltam alguns livros pro meu próprio desafio ser terminado; ano passado, tinha estabelecido 200, e li 228. Cheguei à conclusão de que se lesse uma quantidade regular de quick novels, esses romancinhos Harlequin ou YA, que são rápidos, eu conseguiria me superar: Aí fiquei folgada... meu objetivo de 2015 são 250, e estou apanhando. Um pouco porque decidi reler clássicos, cuja linguagem mais elaborada e rebuscada, especialmente quando em inglês, e alguns foram, me faz demorar mais. Um pouco porque a vida aconteceu (férias, trabalho, momentos nos quais li pouco).

Também notei que sou pão dura pra cinco estrelas: cinco estrelas são os 'livros da vida', e realmente nem todos entram aqui. Quatro são os que me deixaram terminar impressionada, mas tudo tem a ver com expectativa também, né?
A maioria dos livros que eu vou lendo ganham três estrelas, duas se foram ruins e uma se eu acho que não valem o papel no qual foram impressos.
Finalmente, vale dizer que eu coloquei a versão que eu li, portanto em alguns casos está em inglês. Mas a maioria dos títulos existe em português, é só ir buscar no mundo maravilhoso da internet o que 'conversar' com você :)

Enfim, sem mais delongas: até hoje, dez dias antes de terminar o ano (e 15 livros para entrar na lista), esses foram meus favoritos de 2015, os quatro e cinco estrelas:

Os relidos:

  1. Delicacy, do David Foenkinos. Continua acalentando meu coração de mil maneiras. E olha que a capa de filme não me ajuda a ser feliz (geralmente detesto).
  2. Comédias da vida privada, do Luís Fernando Veríssimo. Não importa o tempo que passe, aparentemente: eu continuo rindo alto dos personagens que a essas alturas são meus conhecidos. Amo esse livro.
  3. Ana e Pedro, Ronald Cleaver e Vivina de Assis Viana. Li com o maior medo, porque era realmente da minha adolescência. Sim, ainda amo.
  4. To kill a mockinbird, Harper Lee. O livro mais popular da minha lista, diz o Goodreads. Eu não sabia o que esperar, afinal fazia séculos que o havia lido pela última vez. Mas como disse o Ítalo Calvino, (acho), um clássico é aquele que nunca terminou o que tinha a dizer.
  5. Anexos, da Rainbow Rowell. Embora esse ano eu tenha lido o novo dela e não gostado, acho que os personagens de modo geral são muito queridos - e, claro, esse livro é em forma de e-mails, minha paixão particular.
  6. Um certo capitão Rodrigo, Érico Veríssimo. Eu quero ler a série toda, claro. Mas tinha um certo apego ao capitão Rodrigo, e queria ver se era justificado. Spoiler: era.
  7. Dom Casmurro, Machado de Assis. Um desses clássicos que você acha que sabe a história, como O velho e o mar. Aí você relê e tem muita pena de tantos autores no mundo, porque né, que triste não ter escrito esse livro. Que incrível camada de personagens, que leveza.
  8. The witches, Roald Dahl. Adoro esse escritor, mas há alguns livros dele que na verdade nunca me atraíram (como  A fantástica fábrica de chocolate, incrivelmente). Essas bruxas, contudo, me são muito reais.

Os quatro e cinco estrelas de 2015 lidos pela primeira vez:

  • A série Reboot, da Amy Tintera - acho que hoje em dia, com tanto YA/distopia, não é fácil alguém ser consistentemente interessante numa trilogia, e eu gostei muito dessa série.
  • Champion, Marie Lu. Falando em séries adolescentes que o mundo devia conhecer.
  • Por lugares incríveis Jennifer Niven. O livro mais triste do mundo, acho. Mas tão, tão doce, que você entende que a vida nem sempre é feliz, mas ainda vale a pena ser vivida.
  • Love like crazy, Megan Squires. Eppie é uma dessas adolescentes que você quer levar pra casa e abraçar, e Lincoln... meu coração achou Eleanor e Park de novo.
  • As pequenas grandes mentiras e O segredo do meu marido, Liane Moriarty. Essa australiana é realmente incrível. Li tudo dela, aos poucos, e de um livro pra outro você gosta mais ou menos, seja por causa do envolvimento com os personagens, seja porque está numa vibração diferente - mas não dá pra negar o talento de contadora de histórias dela, e isso é algo que eu sempre admiro imensamente. Esses foram meus favoritos desse ano.
  • Finding Audrey, Sophie Kinsella. Eu amo essa mulher. Mesmo. Não só porque rio alto com a personagem viva que ela criou pra mim há vinte anos, a Becky Bloom, mas porque depois disso, ela não deixa de me surpreender com sua voz e talento (e simpatia, como pude ver esse ano pegando seu autógrafo). Esse livro é um YA, tão fora da realidade dela! e ainda assim, perfeito.
  • Mar da tranquilidade, Katja Millay. A menina gótica e seus segredos? Ah, mas é tão mais do que isso, né? Como a vida. Como os bons escritores. Como aquelas fases que você acha que não vão passar nunca...
  • The handmaid, Margaret Atwood. Um livro curioso, que iniciou a distopia quando ela não era um gênero, dizem. A tradução horrorosa, algo com 'aia' no título, que você acha que foi um erro de impressão, pode te impedir de pegá-lo na mão, mas uma vez que ele vá pro seu colo, é assombro garantido. Delicioso de ler.
  • Diálogos impossíveis, Luis Fernando Veríssimo. Jà falei que esse sujeito sabe ser incrível?
  • De verdade, Sandro Marai. Ao contrário de vários livros, a sinopse é megacomplexa e te dá até uma preguiça. Outro engano delicioso: ele é absolutamente incrível e vale começar, porque você não vai querer parar.
  • The perfect comeback of Caroline Jacobs, Matthew Dicks. E se sua mãe tivesse um chilique na reunião de pais, e resolvesse ir tirar satisfação da amiga de adolescência a 300 km de distância na sequência? Seria um surto? Pois siga Caroline Jacobs :)
  • Fat chance, Nick Spalding. Comecei muito sem querer, acho que era um freebie. A história de um casal que se inscreve num reality show. Mas, como eu sempre digo, a sinopse sempre diz muito pouco sobre o que um escritor bom pode fazer com ela, né?
  • O filho de mil homens, Valter Hugo Mãe. Vamos ser muito honestas aqui: Se você ler a história sobre o coração fora do corpo e não achar a coisa mais terna e pungente que leu em muito tempo, provavelmente não vai gostar do resto. Mas se isso acontecer, 'agarra nele', como diria minha amiga mineira.
  • Memoirs of an imaginary friend, Matthew Dicks.Como uma pessoa pode escrever um livro contado da perspectiva de um amigo imaginário, e não só não ser ridículo como de fato ser muito real e doce?
  • Put some farofa, Gregorio Duvivier. Uma grata surpresa, eu ri, concordei, quis encaminhar pra amigos... fazia tempo que não tinha reações interativas com esse tipo de livro :)
  • Extraordinario, RJ Palacio. Um desses livros que ficou me rodeando um tempão, e aí um dia me rendi. Auggie mora no meu coração.
  • Em defesa de Jacob, William Landy. Um adolescente acusado de assassinato. O pai é um advogado muito importante na cidade. Antigamente, isso seria Sidney Sheldon, né? mas pode acreditar, você fica passadinho. Bege, como diriam as amigas hoje.
  • The perfect son, Barbara Claypoole. Outra grata surpresa. Existe um casal com um filho de necessidades especiais, e como em muitas famílias, a mulher toma conta de tudo. Aí ela sofre um ataque cardíaco, e o marido tem de se adaptar ao que está acontecendo. Como diria Tolstoi, Todas as famílias felizes são parecidas, mas as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira, né?
  • Sugar, Deirdre Riordan Hall. Lembra daquele Precious, que ganhou o Oscar uns anos atrás? Sugar é uma adolescente maltratada, que sofre bullying, tem uma família horrorosa... mas ainda é um livro que te traz novas perspectivas e esperança, e o que mais você pode querer de um livro?
  • No mundo da Luna, Carina Rissi. Capa bregona, sinopse nada de mais... e não é que é bem adorável?
  • Grayson's Vow, Mia Sheridan, Estava doente de cama e queria um chick lit pra ler - gente, há anos não tenho a agradável surpresa sem surpresas de um bom chick lit. Aí uma amiga me disse que esse não era beeem chick lit, mas valia a leitura. Meio romance, meio erotica, meio humor - e a mistura fica muito boa.
  • Lords of the Underworld, Gena Showalter. Pra não dizer que eu não declarei em voz alta que leio esse tipo de trashy novel. E gosto. 
  • Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral. Eu não conheço outras obras dela, mas essa mistura de Invasões bárbaras (lembra desse filme?)  e realidade me encantou.
  • Sobre a escrita, Stephen King. Outro contador de histórias SENSACIONAL. Ele escreve sobre montes de coisas, do começo da sua vida escrevendo num porão ao atropelamento que sofreu em 99, e você bebe cada página. E ainda fica sabendo como surgiram histórias como Misery, uma das minhas favoritas.
  • Three daughters, Consuelo Saah Baher. História de gerações muito bem contada, a la Vargas Llosa.
  • The word child, Iris Murdoch. Uma das coisas que mais me faz chorar é pensar naquele filme que foi feito sobre o fim da vida da Iris Murdoch, uma escritora prolixa que passou trinta anos lidando com linguagem e um dia se viu perdida entre as palavras. Enfim, eu quase a evito, porque é muito triste... mas esse livro é bem incrível.
  • The translator, Nina Schuyler. Um livro sobre linguagem, de alguns modos. A protagonista é tradutora, sofre um problema de saúde... e tanta, tanta coisa dentro dela e fora muda.
  • Emmi e Leo, Daniel Glattauer. Alemães se escrevendo e-mails por acidente se envolvem à distância. quem disse que não há romance epistolar na Europa Ocidental?
  •  Cormoran Strike (Career of evil)Robert Galbraith, pseudônimo da JK Rowling, continua abalando Bangu. A série vale muito a pena.
Vamos celebrar o fato de que embora sejam menos de 20% de todos os livros lidos esse ano, há livros fantásticos o suficiente aqui pra reler mais de um por mês, e gente, isso é muito maravilhoso, né? 


Seinfeld celebrating gif

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A Letícia lê - e aí é quase Natal :)

Bom: na última semana eu li:

Fallen, da Lauren Kate. Estava naquele site que empresta livros, e faz um tempão que eu cruzo com ele.
Mas não... tem anjo caído, e reencarnação, e uma menina com algum poder que a gente não sabe qual é mas não parece muito coisa boa não. zzzz...

Li também Toda luz que não podemos ver, do Anthony Doer, e era outro que eu não morria de vontade, mas ficava toda hora cruzando meu caminho e ouvi tanta gente falando...
Claro, é simpático. Não dá pra não ser, porque mexe com empatia humana, falando de uma menina cega e seu pai super devotado, de um soldado que queria de verdade ser cientista, da época horrível da nossa história que é o nazismo na Europa. Mas a leitura em si, a narrativa, os personagens, não me cativaram. Achei ok, e só.

E li A garota no trem, que acabei de ver que ganhou na sua categoria no Goodreads. Pra falar bem a verdade, eu não achei ruim, até porque não desconfiei do desfecho até o último capítulo. Mas houve duas coisas irritantes: 1, me lembrou MUITO Gone girl. 2. de novo, os personagens não eram fascinantes, sabe? no sentido de você achá-los super reais, e querer saber o que acontece na vida deles.

Estou lendo agora Sobre a escrita; um livro de memórias, do Stephen King, e acho que termino essa noite, é super fininho e está uma delícia. Esse é um cara que tem talento de contador de histórias...

sábado, 28 de novembro de 2015

ainda estou aqui! A Leticia some, mas lê :)

gente, vergonha total desse sumiço! até a Maria reapareceu (senti sua falta!) e eu hibernando... I wish. Trabalhando muito, foquei em ler, e nao vim aqui contar o que.

Vambora entao: neste mês, eu li 32 livros. (até agora, porque estou no meio do Toda a luz que não podemos ver, do Doer.

Vários foram aqueles romances de sentar e ler em uma hora (16 deles), alguns foram não ficção (um sobre a sala de aula virtual e um chamado A arte de ler, uma elegia aos livros e como mudam nossa vida cheio de fofura. A need to kill, sobre um serial killer da década de 80), alguns de autores populares tipo J Ward e chick lit (Carina Rissi, que é bem simpática, Sarah Mlynowski, Gemma Townley, Katie Fforde), três YA (Fallen, da Lauren Olivier - ainda não sei se vou ler a série; não foi fascinante - A lista negra, da Jennifer Brown e o da Katja, aí embaixo),  um contemporâneo (Fama, do Daniel Kehlmann) e alguns que merecem contar pra vcs e são variados entre esses gêneros:


  • o mais recente do Robert Galbraith, que é na verdade a JK Rowling, chamado Career of evil, incrível como os anteriores, continua com o Cormoran Strike, o detetive com mais personalidade do mundo.
  • o mais recente da Sophie Kinsella, o oitavo Shopalolic, no qual ela vai "resgatar" o pai em Vegas - já falei que amo essa mulher?
  • O filho de mil homens, do Valter Hugo Mae, que eu não conhecia e cuja primeira historia é sensacional num nível Oscar e Nobel e outras premiações. Gostei tanto que parei de ler ali, deixei que a história fosse mais absorvida e só aí continuei.
  • um livro chamado Mar de tranquilidade, da Katja Millay, que entrou pra lista dos YA mais queridos. Lindo :)
  • o Put some farofa, do Duvivier, que me fez rir alto e acenar diversas vezes em concordância.


e vc, o que fez esse mês?


domingo, 18 de outubro de 2015

A Letícia lê - Mês temático: Semana da criança

The wave, a novel by Todd Strasser
Esse livro vale estar na sua lista pura e simplesmente pelo tema. É baseado num experimento real, conduzido numa escola da Califórnia em fins da década de 60. Um professor de História deu aula sobre o Nazismo, e a turma ficou abalada, mas também se perguntou porque os alemães não haviam se rebelado contra isso; afinal, Hitler não teria conseguido nada sem o apoio do seu Exército. Ou seja, como ele de fato fez com que as pessoas 'comprassem' a ideia de tamanho horror? contra seus pares? Ele decide então no dia seguinte dar uma aula diferente, e sem contar ao grupo, começa a usar os preceitos de liderança que possivelmente foram usados na época. É assustador como funciona, como o grupo muda, como os dissidentes são tratados, como o próprio professor em algum momento é retratado (meio que 'esquecendo' a origem de tudo, perdendo o controle)... o livro em si não é um primor de linguagem ou narrativa, mas essa questão é muito válida, assustadoramente real e interessante. PS: houve um filme também, alemão e igualmente assustador.



Carry on, Rainbow Rowell
Então. Primeiro, eu tinha zero ideia sobre o que era o livro, tá? Descobri que ela estava se aventurando sobre o mundo mágico ao começar a ler sobre o menino que (soa familiar) era órfão, foi enviado aos 11 anos para a escola mágica, tinha como referência o Dumbledore, quer dizer, o Mage..., e, veja bem, não era o melhor aluno, tinha uma amiga que era (Hermione/Polly) e esperavam que ele salvasse o mundo mágico! Juro, fiquei esperando que na descrição a qualquer momento aparecesse uma cicatriz na testa. Não vou dizer que não me irritou um pouquinho. Mas né, vamos dar crédito à pessoa. E veja bem, ela fez algo no livro que REALMENTE diferenciou o Simon Snow do Harry Potter, pode acreditar. MESMO.
O que de verdade me fez hesitar sobre o livro foi, bem, o livro. Várias vezes eu me vi indo checar a sinopse, o histórico, a loja do Kindle, Porque de repente algo supercomplexo era mencionado, mas como se a gente já soubesse ou fosse saber depois - o que jamais acontecia. Vou tentar dar um exemplo análogo, pra não ter spoilers. Estou aqui falando com vc sobre meu fim de semana na praia. E aí digo, foi igual ao fim de semana do ano novo, quando aquelas ondas gigantes de algas quase nos mataram, e descobrimos que tinha sido meu primo que as havia encantado, e se lembra, isso quase me matou, teve aquele breakthrough da terapia por causa disso... mas fora isso, o fim de semana foi bom.
Tipo, oi? Eu pensava, será que na verdade esse livro é uma sequência? um combinado com outro autor?? uma encomenda? socorro? e gente, vou levantar aqui meu cartaz de leitora: eu não deveria ter de me sentir assim. É como tradução mal feita! Você para de ler, sai do mundo onde estava, e fica se perguntando se VOCÊ está no lugar errado. Não não não.
Desculpa, dona Rainbow, mas não sou completamente imparcial. Não deu certo.


A herdeira, Kiera Cass
Eu li as aventuras da tal America um tempão atrás, e pra falar a verdade nem lembro de tudo. Lembro de pedaços: que havia 35 mocinhas, a la Hunger games, sqn; havia castas, e supostamente essa moça, que nem queria estar lá, deveria ter sido dispensada na primeira semana, mas o príncipe gostou dela, e enfim. Esse livro, o número 4, é sobre a filha deles, que é um cyborg de tão mimadinha e 'meu deus, eu carrego o mundo, mereço pelo menos um suco de laranja bem gelado de manhã' ou algo assim. Tá, ela melhora um pouco, mas só um pouco. - Na verdade, o livro é sobre o fato de que, embora os pais tenham tentado eliminar o sistema de castas, o país enfrenta uma rebelião, e o rei pensa que enquanto desenvolve uma estratégia, apresentar uma nova "seleção" de pretendidos para a filha pode entreter a população. Tipo, todo mundo gosta da família real, certo? E lá vem ela sambando na cara da sociedade com os seus próprios 35 escolhidos.
Melhora um pouco, mas no fim, quando vai esquentando, termina e ficamos sem saber o que de fato vai acontecer. Ou seja, ARGH.

A formatura (O teste 3), Joelle Chabornneau
Outro que começou bem e terminou "aiai porque a pessoa não desiste enquanto está ganhando?" Adorei o primeiro, achei o segundo bem marromenos e detestei esse.

Avalon High, Meg Cabot
Uma tentativa de colocar o rei Arthur no colégio tinha de ser mais elaborada, só acho. A ideia é bem simpática até. Quem não ama o rei Arthur? Embora, claro, a história a respeito seja agressiva (traição, assassinato), um pouco mais de esforço antes do clímax seria legal.

Aí li O despertar do príncipe, da Colleen Houck; não sabia o que esperar, só me lembrava dela ter sido a pessoa com quem os fãs dividiram o dia para autógrafos com a Sophie Kinsella. Escolhi o livro que achei menos conhecido, e me danei; não porque era terrível, - uma mistura de Indiana Jones com O retorno da múmia na versão romance adolescente que, olha só, não me matou de tédio, mesmo que eu tenha sérias dúvidas sobre 1, a mitologia egípcia mencionada 2, a sanidade da heroína, que parecia uma imbecil mimada que não sabia que era uma imbecil mimada, ou seja, o pior tipo; 3, o que exatamente a autora quis fazer - mas porque ao chegar ao momento climático do final, descobri que o volume 1 acabou de ser lançado...

Agora é a hora de confessar a gafe da semana: pensei, acho que tenho livros da Colleen H no kindle. Gostei desse do príncipe, vou procurar. E li três. E achei muito estranho, porque eram livros muito "Days of our lives", sabe, bem dramáticos, com tipo novelesco, do gênero 'descobri que minha irmã era minha mãe e aí caí do cavalo e fiquei em coma e quando acordei ela tinha morrido' (não, isso não aconteceu, mas juro que não seria impossível nesses livros). Li Slammed, (trocadilho com slam poetry, que é tipo poesia com rap, algo bem simpático que o personagem principal, um professor, faz), Maybe someday, cujo título se refere à canção que o herói toca para a heroína e só vou contar isso pra não estragar tudo, e Hopeless, que jesuscristinho, já falei que parece novela???
Assim mesmo, li os três, dei uma choradinha e tudo, porque embora muito absurdos, são tão viciantes quanto a mencionada novela: você quer saber afinal quem é que sabotou as rédeas do cavalo, no meu exemplo imaginário. E torce pelos personagens. Tem uma coisa meio mítica, né?
Já descobriu o problema? não era Colleen Houck, era Hoover... bem que eu achei que a pessoa tinha de ter personalidade bipolar para escrever coisas tão absolutamente diferentes...

facepalm animated GIF



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Letícia lê - livros lidos nessa semana

Rainha vermelha, Victorya Aveyard - e aí que eu finalmente me rendi e li esse livro. Engraçado que eu me lembrava de já ter tentado uma amostra em algum momento e não ter curtido, mas dessa vez foi. A Mare Barrow é uma pessoa que vive com os Vermelhos, por ter o sangue 'comum'; quando as pessoas fazem 17 anos, algumas são escolhidas para desempenhar uma tarefa na sociedade, que é governada pelos Prateados, que tem o sangue dessa cor e poderes sobrenaturais, pra combinar :P, e outras vão pro Exército. Ela quer muito escapar desse destino, mas gente, cuidado com o que se deseja... existe uma reviravolta que a coloca no meio do palácio real e exposta como, imagine só, alguém com poderes sobrenaturais - embora com sangue vermelho. E agora, José?, diria Drummond, se soubesse desse universo distópico.
Tem triângulo amoroso, tem príncipe, tem laços familiares, tem ambientes hostis... perfeito pra quem gostou de Jogos vorazes, de Divergente, dessa linha aí. Embora, claro, eu tenha cometido um erro básico: li o primeiro achando que o segundo já tinha sido publicado, e ainda não foi. Ou seja, existe sempre a possibilidade de arruinarem tudo no próximo volume. Dedos cruzados.Baixar Livro A Rainha Vermelha - A Rainha Vermelha Vol 1 - Victoria Aveyard em PDF, ePub e Mobi



The perfect comeback of Caroline Jacobs, Matthew Dicks - eu amei TANTO o livro dele sobre o sujeito fofo com TOC, Unexpectedly Milo, e o outro, Something missing! Estava quase 'guardando' esse título, que acabou de ser lançado, e portanto não tem tradução ainda. É sobre uma mãe que sempre foi tímida e meio 'bullied', (embora não reconheça o termo, já que na sua época ele não era tratado como é hoje), e aí tem um pouco um chilique numa reunião. Na sequência, sua filha adolescente é suspensa da escola, e ela decide voltar à cidade natal para confrontar a ex amiga que acha que causou muito dos seus sentimentos sobre toda essa reação. E aí, enquanto se vincula com a filha, conta sobre a infância, a irmã que morreu quando ela tinha 15 anos, a relação com a mãe e o pai... a narrativa do Matthew Dicks é uma delícia, doce mas leve.
Aliás: estou lendo o penúltimo dele, Memórias de um amigo imaginário, para a semana da criança. De morrer de fofura.

Li também meia dúzia de PNR (romances paranormais, cheios de, bom, demônios e afins. Pode julgar, eu também o faria.). Por quê? um, porque exigem zero do intelecto, dois, porque são divertidos. três, porque estou atrasada na minha própria meta com o goodreads. Ano passado, eu havia estipulado 150 livros no ano, e ultrapassei. Esse ano, determinei 250. Só que, claro, essa meta conta esse tipo de livro, cuja resenha é basicamente um 'meh' ou 'legal, herói interessante, heroína imbecil'. E li menos deles que dos outros, o que é bom pra minha vida, mas ruim pra minha alma Monica Geller, que se viu 'atrasada' e tendo lido só 153 dos 250 que me prometi. Em conta de padaria tenho de ler mais ou menos um livro por dia para chegar no  número certo, então vou incluir mais desses 'trashy novels', que não à toa tem esse apodo, hahahaha.... (a propósito: li quatro títulos da Larissa Ione, que é uma rainha nesse nicho. Tem toda uma mitologia, numa série chamada Demonica, coisa mais engraçada do mundo. Os caras mudam de cor, tem semi chifres e traumas, e ainda assim vc tem uma queda por eles. É preciso admirar, né!).

Agora, deixa eu contar: amanhã chega no meu kindle o novo da Rainbow Rowell. Assim, é possível que eu não possa nem ir trabalhar, porque cairei dura de emoção e ficarei abraçada com o livro. Não sei nem sobre o que é. Nem ligo. Ela entrou nessa categoria.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Me ajuda?

Eu sei que deveria ter me planejado melhor... mas antes tarde do que mais tarde, né? Fui até procurar ajuda no Goodreads, mas não encontrei inspiração.

Book Love ! BOOKS and LITTLE BIRD, © Kestutis Kasparavicius, Lithuania, Award-Winning Children's Book Illustrator. Art notecard $7.00. Available as paper or canvas prints.:







Pensei em fazer uma maratona temática em outubro, com:

uma semana de dia das crianças: livros para crianças de 6 a 18 anos :) Vai ter Macanudo, vai ter os livros que eu li com 12 anos, vai ter Coleção Vaga lume :)

uma semana de dia dos professores: livros com qualquer coisa relacionada à escola. Aí começa meu problema: me lembrei da Jane Eyre, que acabei de ler, porque ela vai pro colégio interno; me lembrei de Harry Potter, que merece uma maratona própria <3. Minha amiga me lembrou do livro do Kazuo Ishiguro, Never let me go, que virou filme. (esse pode entrar, acho). Queria livros com professores legais, com colégios, com gente inspiradora. Alguém tem dicas???

uma semana de Halloween: aqui, acho que vou ficar com Joe Hill (o filho de Stephen King) e Roald Dahl, que as pessoas não conhecem o tanto que eu acho que poderiam. Alguém tem dica de horror brasileiro?

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A Letícia lê - livros lidos nessa semana


Antes tarde do que sempre - Bernaldo Gontijo
Só Deus sabe o que esse livro estava fazendo no meu kindle. Não sei nada sobre ele ou sobre o autor, e pra não gastar meu tempo, resolvi não buscar. O livro soou por bastante tempo (as primeiras 100 páginas, acho) como literatura infantojuvenil (ruim), tanto que comecei a me lembrar desses títulos desse gênero dos quais eu gosto, para reler. Daí a parte 'adulta', de bebida, maconha e sexo começou a ficar mais e mais frequente, então deixou de fazer parte desse gênero. Mas a maturidade emocional do protagonista permaneceu nessa faixa etária, e não do jeito fofo e simpático. Tédio com um T bem grande pra vc.

Go set a watchman - Harper Lee
Puxa vida. Tanto a se dizer aqui. Eu fiquei superansiosa por esse livro, claro, porque gosto bastante do primeiro, e porque a voz da Scout era tão gostosa e agradável.
Então, por partes: as primeiras 150 paginas, mais ou menos, permanecem com reminiscências da Jean Louise, que agora vem visitar o pai, já um pouco velhinho e com artrite reumatóide, morando com a tia Alexandra. Ela tem sentimentos dicotômicos sobre Maycombe: metade de si acha que enquanto NY é livre e interessante, Maycombe é, de fato, o "mundo real". Outra metade acredita que jamais conseguiria viver ali.
Não posso falar muito sem dar spoilers sobre o que mudou na vida dela, então fico por aqui. Também nem acho que importa muito para o cerne da história.
Enfim, em algum momento, ela descobre que o pai está no Conselho da cidade, vai até lá, e ouve todo mundo falando sobre como os negros são seres inferiores; fica absolutamente enfurecida porque o pai está lá sem se revoltar, ou seja, ouvindo tudo aquilo e 'aquiescendo', e tem um ataque adolescente. Claro que a gente entende a dificuldade de ver os pais envelhecerem. Eu me identifiquei muito com essa frase: She always thought of him as hovering somewhere in his middle fifties - she could not remember him being any younger, and he seemed to grow no older. Mais ou menos: Ela sempre pensou nele como pairando em algum lugar dos cinquenta e poucos anos - ela não se lembrava dele ser mais jovem que isso, e ele não parecia envelhecer mais do que essa idade. É assim que eu penso no meu pai, e ele já tem 79. Mas eu procuro evitar fingir ter 12 anos. Tipo, sai pisando duro, faz a mala, xinga a tia. Se você não sabe que ela tem 26 anos, jura por Deus que ela tem 16. Electra, a equivalente ao complexo de Édipo, vive, né...
Não vou entrar no mérito do preconceito. É um tema sem dúvida muito complexo, e profundamente interessante, do ponto de vista histórico e humano. E, claro, tenho opiniões. Acima de tudo, tenho crenças e valores. E, como a Scout (e como Atticus), sou regida por eles.
Então, vou focar na minha opinião sobre O LIVRO: entendo perfeitamente o editor (muito esperto) que disse pra Ms. Lee tantos anos atrás: olha, legal e tal, mas acho que se você aumentar esse ângulo aqui e falar mais sobre a infância da Scout, isso aqui tem grandes chances. Esse volume, do jeito que está, tem partes legais, do tipo 'quero saber mais', e outras 'ah, eu fico desse lado'. Que tal? E entendo a Ms. Lee que foi esperta o suficiente para acatar o conselho e escrever um livro tão interessante como O sol é para todos, que afinal virou um ícone.
Porque, em termos de livro, esse é, perdoe meu francês, simplesmente mais chato que o outro. É tipo, substitua a parte nobre (igualdade e justiça sendo a razão do chilique) e o chilique da Scout é intragável. Ela, em muitos jeitos, é só bastante mimada, do jeito dela. E a gente gostava MUITO da Scout, né. Ela era a criança mais esperta, mais interessante, mais rica de emoções. Isso aqui fica decepcionante.
Você pode até dizer que afinal, essa parte nobre é o cerne da história, do livro, do sucesso. Mas aí, minha gente, se é... então foi mal trabalhado. Porque nem aparece por 150 páginas, aparece como razão do chilique, e some de novo, deixa eu contar. Sou mais fã do Uncle Jack, pra falar a verdade, mas não há um grand finale tão lindo como o episódio do livro anterior, então aí a gente fica com outro problema, né...
Enfim. No goodreads, isso aqui virou três estrelas. Duas delas foram ganhas na história da Scout achando que estava grávida aos 11 anos. Impagável. Vou dizer que valeria ler o livro só por isso. Me processe.

Atticus Finch. "You never really understand a person until you consider things from his point of view." To Kill a Mocking Bird. #MauraDawg
Você nunca entende realmente uma pessoa até que você considere as coisas sob o ponto de vista deles. (Atticus Finch, O sol é para todos)


The tennis party - Madeleine Wickham
Basicamente, o sujeito é um vendedor de investimentos, casado e com uma filha, de quem tem muito orgulho, e decide dar uma festa, em torno da quadra de tênis (festa de ricos, né, minha gente), com mais seis pessoas: um cliente viúvo e sua filha, um casal de amigos ricos para quem quer fazer uma venda e um casal de amigos pobres-acadêmicos.
A história é construída de um modo que, embora eu não saiba explicar a razão, soa como uma peça teatral. Quase consigo ver as entradas e saídas de cena. É densa, e forte, e profunda. E eu tenho de dizer que talvez, se a capa não houvesse sido feita em tons de azul e rosa bebê e com o nome da Madeleine (Sophie Kinsella), eu talvez houvesse gostado mais; expectativa é uma droga, né. Como, por causa desses fatos, eu esperava algo leve e fofinho, não gostei tanto. Como quando a gente vê a Jennifer Anniston, de Friends, fazendo um filme dramático, sabe? Até você se acostumar, perdeu metade da história.
Enfim, você, que já sabe sobre o que é a história, fique sabendo que é bem escrita, bem desenvolvida e interessante. Talvez goste mais do que eu.

The one that got away - Simon Wood
misteriozinho, acho que peguei de graça. Um serial killer que resolve ir atrás da única vítima que escapou, Zoe Sutton, e a perspectiva dela, cheia de culpa porque ela deixou a amiga para trás quando fugiu dele, mais de um ano atrás. Melhor do que a média, o que não anda querendo dizer muito.

Cadê você, Bernadette?, Where'd you go, Bernadette - Maria Semple


Que decepção! eu queria tanto ter gostado desse livro. Pra começo de conversa, é um desses que eu 'namorava' há um tempão. Depois, tem essa capa fofinha. Finalmente, é epistolar! tudo pra dar certo. #sqn. Um bando de personagens chatíssimos, sem noção, que não se conversam, (literal e figurativamente), pontos de vista se alternando entre eles sem conexão... puxa, detestei. Leia por conta e risco.

The viking, Marti Talbott - Marido está viciado em tudoviking. Séries, filmes, toy figures. ou seja, assisti à série (yummy), vi o filme A saga viking (meh), e aí fui ler esse livrinho. Só que, depois de tanta machadada e lutas por honra e terras na telinha, esse livro é um menino que sobrevive a uma invasão viking que deu errado na Escócia, e ele é tipo fofo, sabe... quase uma história de amor, o que é estranho. Bom, não estranho. Mas, em algum momento, a gente pensa, tá, por que então chamá-lo de viking? podia ser um náufrago, um órfão, um primo da pessoa... porque olha, de viking ele não tá tendo nada não, viu...

You, CAroline Kepnes - Esse livro foi eleito (por alguém, já me esqueci) o melhor suspense lançado em 2014. Fiquei curiosa, me processe. Fui ler. O moço trabalha numa livraria, flerta com a cliente, pega os dados dela no cartão de crédito, joga no google/facebook/twitter, e em dez minutos está na porta da casa dela vigiando. Arrepiou? Credo, né?
Só que é essa a extensão do livro. A gente arrepia de nojo e aversão desse tipo de atuação, e quando ele começa a soar ainda mais maluco e perseguidor e 'esbarrar' nela e vigiar as amigas e monitorar os e-mails e afins, acho que se fosse um filme e fosse bem feito, podia ser bem legal. No livro, não achei que a autora conseguiu. O sujeito é claramente um psicopata, mas ele só é assustador porque é tão 'preto e branco', sabe? ele realmente acha que a ama, e tudo que faz é pensando nisso, bem obcecado. Mas além de eu pensar, bom, vou checar minhas configurações de privacidade na mídia social e rezar pra não cruzar com gente maluca, semana que vem já esqueci do livro.

#Falsiane, Lucy Skyes - Gente, esse título é tudo, né? Pena que não foi tão bem desenvolvido assim, porque podia. A história é: editora de moda chique, linda, clássica, respeitada, tirou 6 meses de licença, pra tratar um câncer de mama. Quando volta, a ex assistente, periguete (a Falsiane), vendeu a ideia de transformar sua revista em uma publicação só digital, e está quase no seu lugar. Ótimo, né? E seria, eu acho, com uma única mudança: não deixar a Imogen (a editora) parecer uma completa imbecil, que ficou numa caverna por 25 anos, e não por 6 meses, e tem 68 anos de vida rural, não 42 urbanos - porque é assim que ela soa quando demonstra a ignorância absoluta sobre qualquer meio de social mídia, seja facebook, twitter, pinterest, ou algo que podia ser de fato mais complexo, tipo programação ou taxa de conversão de clientes. Isso me incomodou tanto que estragou o livro, que de outro modo, seria bem divertidinho.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Letícia lê - semana 28 - os livros fora da caixa (do Kindle Unlimited)

Olivia Joules e a imaginação hiperativa, Helen Fielding
A autora do Bridget Jones aqui faz algo que eu não sabia que ela sabia fazer: mistura cenas bem cruas e sanguinolentas com sua heroína de literatura cor de rosa. Foi interessante ler um livro 'chick lit' com essa pegada de crime e mistério. Confuso, mas interessante :P

Finding Audrey, Sophie Kinsella
Já falei o quanto eu amo essa mulher? Audrey é uma adolescente com um transtorno, que não está conseguindo olhar as pessoas nos olhos, nem sair de casa, por conta de algo que ocorreu no colégio. Ela não faz nada muito profundo, é verdade, no sentido de explorar o distúrbio - embora haja um momento muito tenso no qual Audrey para de tomar o remédio e você começa a 'falar' com ela no livro, "Não faça isso, não dá pra perceber que não vai dar certo?" - mas é leve e ao mesmo tempo muito triste. O que se chama bittersweet em inglês, a coisa agridoce mesmo. Sei que vou reler o livro, e mais uma vez tiro o chapéu pra moça que escreveu Shopaholic e agora foi pro terreno de literatura infantojuvenil sem perder o charme.


The room, Jonas Karlsson
Esse livro foi um mistério do começo ao fim. Escrito por um ator sueco, e sendo sua primeira obra, poderia ir para qualquer lado, né? Supostamente, foi escrito como uma paródia aos escritórios do mundo. The Authority, (A Autoridade), para quem Bjorn trabalha, pode ser qualquer multinacional do planeta, o escritório, qualquer escritório. Ele consegue ver uma sala, na qual se acalma, que descobre que ninguém mais pode ver. Logo, os colegas começam a se incomodar com o que parece ser a loucura dele (já que quando ele visita a ‘sala’, para os outros parece que ele está olhando para o nada). Você fica sem saber se a sala existe, se ele está provocando as pessoas com seu plano de crescer na escada corporativa, se ele realmente está perturbado... a tensão crescente é tão boa quanto a reação horrorosa das pessoas que não conseguem lidar com qualquer tipo de diversidade. Me lembrou muito o livro do Orwell, Animal farm, com as regras escritas pelos porcos sobre os animais serem iguais, mas alguns mais iguais do que os outros... de qualquer modo, achei que foi um daqueles livros que se torna mais interessante ainda depois que você o terminou, porque fica com você.

The last anniversary, Liane Moriarty
Eu estava salvando esse livro, porque era o único da Liane Moriarty que eu não tinha lido ainda. Gosto TANTO dela, já disse? Uma das minhas favoritas hoje em dia. Esse livro não é o melhor de todos, mas tem os elementos chave que são típicos dela: uma narrativa fluida, envolvente, cheia de detalhes dos personagens, que ficam ricos e interessantes e cheios de segredos, e quando você acha que descobriu tudo sobre eles, percebe que ela é boa mesmo porque ela faz algo que te diz “há, te peguei, nem era isso!”. A história? Basicamente, uma mocinha descobre que é a herdeira de uma casa numa ilha. Quem a deixou para ela foi a tia do ex namorado, que por sua vez tinha todo um segredo envolvendo um bebê encontrado e que era o cerne turístico da ilha. Maluco, né? E você não viu da missa a metade... Fora que ela é engraçada! Olha só:
“Não preste atenção nela’, diz Enigma. ‘Geralmente eu canto na minha cabeça até que ela termine de falar”.

How to build a girl, Caitlin Moran
Humorista, mas de fato, pouco humor.

O silêncio das montanhas, Khaled Hosseini
Esse me ensinou a ser, de novo, menos intolerante e crítica com os best-sellers. Pari e Abdullah são dois irmãos que são separados quando crianças, e a história conta suas vidas e de quem estava envolvido nelas até o fim. O foco narrativo me deixou bem confusa várias vezes, porque muda por capítulo e demora um pouco para se entender quem agora está falando, mas é delicado e sutil e doce.

The lost daughter, Elena Ferrante
Queria muito ter gostado desse livro, porque essa é uma autora que estava na minha lista havia meses – uma pessoa supostamente italiana, de quem ninguém sabe nada, pporque é um pseudônimo e as entrevistas, feitas por e-mail, dizem que tudo que se precisa saber sobre ela ‘é dito nos livros’. E de fato, nota-se que há um movimento de esforço de ser profundo e doído no livro. A narradora tem muitos conflitos latentes, que aparecem quando vai à praia passar uma temporada e começa a se lembrar de outro período da sua vida, quando suas filhas eram crianças e ela as abandonou por algum tempo. Mas de verdade, achei cansativo, chato, repetitivo, denso. Não só emocionalmente denso, mas literariamente cansativo, quero dizer.
 O rei negro, Mark Menozzi
Um autor italiano escreveu sobre Manatasi, um herói negro, que decide ter seu nome gravado na Roda da Fortuna e, para tal, atravessa metade do reino e passa por muitas aventuras. Literatura fantástica com poucos buracos, interessante, com personagens bem desenvolvidos. Infantojuvenil de grande potencial.
De verdade, Sandor Marai
O que dizer sobre esse livro, escrito por um húngaro no decorrer de quatro décadas (o primeiro capítulo escrito em 1941, o último em 1980)? Que coisa incrível! São monólogos, na voz de quatro pessoas: a ex mulher, o ex marido, a suposta pivô da separação e primeiro amor do ex marido e o último amante da suposta pivô da separação/primeiro amor do ex marido. Cada um traz uma série de reflexões, dores e motivações explicadas de modo tão transparente, e ao mesmo tempo tão denso... foi um livro em papel, e ficou com aproximadamente sete mil post-its entre suas páginas, pois havia tantos parágrafos que eu lia e pensava “puxa, que bem colocado! Que lindo! Que insight incrível! Que ironia bem explicada!” Não é um livro fácil de ler, para ler na praia, como muitos dos anteriores – mas vale o esforço em cada minuto.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A Letícia lê - semana 27 - Nos estandes do Kindle Unlimited

Continuo no frenesi da leitura do Kindle Unlimited. Descobri alguns títulos legais, e ainda não dominei a busca, mas aqui vão as trajetórias do mês:

Guardian, AJ Messenger - uma história bem pouco convincente, YA, sobre uma mocinha que tem ataques de pânico e se apaixona pelo Edward, ooops, pelo Alexander, no colégio. Aí descobre que ele tem uns poderes, bla bla blá, mas eles não podem ficar juntos porque ela é mortal e ele é um anjo. Era quase passável, dentro do estilo, se é que é possível, mas aí teve um final bem tonto e me revoltei.

Things we set on fire, Deborah Reed - tinha tudo para ser uma história interessante. Começa com uma mulher atirando no marido e fingindo ser um acidente de caça, e você sabe que ela não queria fazer isso, então fica super envolvida. Mas até descobrir o porquê, que foi meio mal revelado, a personagem já ficou fria e distante e mal desenvolvida, as filhas rasas e sem graça, e cenas que podiam ter sido superinteressantes, mortinhas, com o perdão do trocadilho.

Love like crazy, MEgan Squires - aqui vem a redenção: para os fãs de Eleanor e Park, da Rainbow Rowell, uma história parecida - só que com final feliz. Eppie e Lincoln são doces e fofos e sofridos na medida certa para a angústia adolescente ser bonitinha e esperançosa. Entra nos favoritos.

Yellow crocus, Laila Ibrahim - o livro segue a escrava Mattie e a menina para a qual foi ama de leite, Lisbeth, e a vida de sua família,  enquanto descreve a família de Mattie paralelamente e seu desejo de ser livre. Fofo, embora não tenha mudado minha vida.

além disso, os que eu li e não eram do Kindle Unlimited: (tenho uma esperança de fazer um post só pra eles daqui a umas semanas)

(até semana passada)
Olivia Joules e a imaginação hiperativa, Helen Fielding
Finding Audrey, Sophie Kinsella
The room, Jonas Karlsson
The last anniversary, Liane Moriarty
How to build a girl, Caitlin Moran
O silêncio das montanhas, Khaled Hosseini
The lost daughter, Elena Ferrante

 (até agora)
O rei negro, Mark Menozzi
De verdade, Sandor Marai

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A Letícia lê - semana 8 - Vale a pena ler de novo :) - Anexos, Rainbow Rowell

Resolvi, num impulso, reler Anexos, ou Attachments, da Rainbow Rowell. Eu gosto de tudo nesse livro: da capa, que é muito fofa, da autora, por quem estou apaixonada, do formato da história - amo livros em forma de carta, e-mail, bilhetes, qualquer tipo de correspondência. Seja Fernando Sabino e Clarice, Simone de Beauvoir e Nelson Algren ou dois adolescentes como Ana e Pedro, da Vivina de Assis Viana, é certeza que vou gostar. Meu ponto fraco, acho.

Mesmo assim, a gente nunca sabe. A segunda vez que você lê um livro é aquilo de Heráclito, não é o mesmo rio nem o mesmo homem, porque a gente já mudou tanto e a água já passou.
Mas eu gostei tanto quanto da primeira vez, acho que mais, porque apesar da minha memória sem ferro ou cálcio, eu lembrava de algumas coisas, então havia menos ansiedade e pude apreciar integralmente o fato de que a Beth e a Jennifer são muito engraçadas e fofas, e eu queria muito ser amiga delas. Eu ri alto várias vezes. Além disso, eu queria ser amiga da Doris, da mãe do Lincoln, pegar o Lincoln pela mão e contar pra ele como ele não sabe quem ele é ou pode ser... sabe aquele livro com o qual você pensa que está com várias pessoas que são simpáticas e que podiam facilmente estar na sua vida?

É a coisa mais romântica e doce do mundo:
Você acredita em amor à primeira vista?
Não sei. Você acredita em amor antes disso?
Rainbow Rowell's Best Book Quotes on Love #Attachments


“I don't know if I even believe in that anymore. The right guy. The perfect guy. The one. I've lost faith in "the".
How do you feel about "a" and "an"?
Indifferent.
So you're considering a life without articles?” 

A propósito, milhões de citações fofas desse livro aqui: https://www.goodreads.com/work/quotes/13785503-attachments

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A Letícia lê - semana 5 - Nos estandes - Por lugares incríveis, Jennifer Niven

A culpa foi toda minha. Eu assumo. Essa patetice de escolher livros que estão nos estandes, e de gostar de capas, e de YA. Fui levada a um canto. A sinopse do livro não mente pra você. O primeiro capítulo também não. São dois adolescentes que se conhecem numa torre, pensando em pular. Violet perdeu a irmã num acidente de carro no qual ela também estava, e Theodore é conhecido como Freak na escola (Esquisito) e tem pensamentos suicidas diariamente. O livro que os une de cara é da Virginia Woolf, As ondas.
Viu como a culpa foi minha? O livro All the bright places, ou Por lugares incríveis, já te avisa que você vai chorar copiosamente em algum momento, a não ser que a autora tenha sido muito incompetente. E ela não foi.

Bookiemoji reviews #AlltheBrightPlaces. "Every once in a while I come across a book that completely steals my heart and touches the very depths of my soul. ALL THE BRIGHT PLACES was one of those books for me."
(Você é todas as cores em uma, brilhando intensamente - para Violet, que ele chama de Ultravioleta)

Eu não sei o que dizer sobre esse livro que não seja um spoiler. Eu fiz o que eu costumo fazer - li o final depois de ler o primeiro capítulo. Ainda assim, nada havia me preparado, porque a jornada foi agridoce. Eu também me apaixonei pelo Finch e também acho que a Violet é Ultraviolet Remarkey-able (eu li no kindle em inglês, e agora fiquei muito curiosa para saber como fizeram essa tradução. O nome dela é Violet Markey, e ele fez uma gracinha com o nome (ultravioleta, porque ela continha todas as cores) e remarkable, um adjetivo que quer dizer muito especial). Ele é assim fofo. Mas eu tive de ler outro livro em seguida, e procurar algo bem fútil na sequência, para me distrair da tristeza infinita que senti enquanto lia.
Se você quiser saber mais, me avisa e te mando um e-mail. Ou um abraço. Ou os dois.

POR LUGARES INCRIVEIS

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 3 - o que estou lendo

Li dois YA que eu AMEI, de uma autora chamada Amy Tintera. Melhor que Divergente (mesmo gênero no sentido distópico, heroína forte, algum romance sem nada explícito, mas fim muuuuito mais legal), li os dois numa sentada:


 Reboot (Reboot, #1)

Reboot - Wren 178 tem um trainee, o Callum 22. Adivinha o que são esses números? O número de minutos que eles permaneceram mortos antes de ressuscitarem, uma consequência de um vírus que surgiu no futuro. Os Reboots são mais fortes, ágeis, não morrem novamente a não ser que sejam atingidos no cérebro, e diz a lenda que quanto mais tempo ficaram 'mortos' menos 'humanos' são, menos emocionais, menos 'alma'. Wren morreu aos 12 anos, então tudo que ela conhece é o lugar onde eles são treinados, e para o qual devem, como 'soldados', levar os outros Reboots que ainda estão nas cidades ou os doentes que ainda tem o vírus. Callum vai mudar um pouco a maneira dela pensar :)

É cheio de ação:
“Fine,” I said, holding my gun out. I didn’t need it anyway. With the way the guy was shaking, I could take his gun, break his neck, and dance on the body in two seconds flat.”
"Ok", eu disse, entregando minha arma. Eu não precisava dela de qualquer jeito. Do jeito que o sujeito estava tremendo, eu podia tirar a arma dele, quebrar seu pescoço, e dançar sobre o corpo em menos de dois segundos."
É engraçado em momentos curiosos:
I wasn’t even sure why I’d done it. I supposed he was my favorite HARC officer, but that was a bit like having a favorite vegetable. They were all pretty uninteresting.”
"Eu não tinha certeza nem porquê o havia feito. Suponho que ele era meu guarda favorito, mas isso era um pouco como ter um vegetal favorito. Eram todos bastante desinteressantes."
É absolutamente fofo:
Now I was only confused as to why a person would want to kiss anyone but Callum.
Agora eu estava confusa só sobre o porquê qualquer pessoa quereria beijar alguém que não fosse Callum.
“I think people immediately assumed I was yours so they stayed far away.” He met my eyes and smiled. “I was. I am.” He leaned forward and brushed his lips to mine. “Yours.”
"Acho que as pessoas imediatamente presumiram que eu era seu, e ficaram longe." Ele me olhou e sorriu. "Eu era. Eu sou." Ele se inclinou e me beijou de leve. "Seu".


Rebel - o segundo volume tem a novidade de pontos de vista alternados, incluindo o Callum, por quem a gente (rã rãaaa, eu) está muito apaixonada. Eles descobrem que nada é tão preto e branco assim - do mesmo modo como o HARC, onde eles estavam, não era na verdade um lugar para 'proteger' os Reboots, os humanos também não são inimigos... e enfrentam diversos pontos de vista diferentes para chegar à conclusões que vão fazê-los trabalhar para um bem comum.
Continua fofo, e engraçado, mas esse livro é mais cheio de ação. O cenário já foi estabelecido, então a coisa fica mais profunda, e faz todo sentido.
“I probably love you,” she said.  “Probably?” She laced our fingers together and tugged me toward the shuttle, “Probably. It’s hard to tell with me, you know?” I laughed . “I probably love you, too.”
"Eu provavelmente te amo", ela disse. "Provavelmente?" Ela entrelaçou os dedos nos meus e me empurrou em direção à nave. "Provavelmente. É difícil saber, sendo eu, sabe?" Eu ri. "Eu provavelmente te amo também."

Gente, muito amor. Muito. Estava com saudade de YA legal, feliz, divertido, interessante. Suspirei muito. Amei.
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