Books read

Leticia's books

To Kill a Mockingbird
The Catcher in the Rye
The Great Gatsby
Of Mice and Men
Animal Farm
One Hundred Years of Solitude
Lord of the Flies
Romeo and Juliet
Little Women
A Tale of Two Cities
Frankenstein
The Count of Monte Cristo
The Secret Life of Bees
The Memory Keeper's Daughter
The Joy Luck Club
The Da Vinci Code
The Kite Runner
The Shining
The Silence of the Lambs
The Bourne Identity


Leticia's favorite books »
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de março de 2017

2a. quinzena de março - aleticiale2017 + andanças, que a vida não tá fácil

Li:

Enclausurado, Ian McEwan - ganhei esse livro de aniversário de alguém muito querido, caso contrário não o teria lido, porque aparentemente meu espírito não se comunica com o de McEwan. Isso continua sendo verdade, infelizmente. A premissa é incrível - um bebê ainda não nascido, no ventre da mãe, narrando a intenção dela e do amante, seu tio, de matarem o pai e ficarem com a casa e herança. Mas me incomodaram as pequenas coisas - em algum momento a voz desse narrador passa a "esquecer" que não conseguiria descrever em detalhes algumas coisas, e se alterna nas descrições super detalhadas que teria "ouvido" e outras que não. Me irritou a ponto de querer entender como foi feita essa edição, porque deve ter sido uma escolha... enfim, houve dois momentos que em termos de narrativa foram incríveis, e acho que é por isso, mais a premissa, que as pessoas costumam gostar tanto.

Heart of a dog, Mikhail Bulghakov - he was born in Kiev, and the book is supposed to be a satire related to the Russian revolution. Of course, portraying a Professor who states he is against the Proletariat, is the only one living in seven rooms - and being protected to do so - and playing with rejuvenation, we are off to a good start. We add to that the fact that a dog is a great narrator - I actually liked him a lot up to the point when he turned almost human - seems familiar?
the Professor tries a transplant and ends up turning the old mutt Sharik into a new member of - what? human race? his family? his quarters? - and that's only one of the problems.
INteresting, fun in that not obvious way, creative and obviously, revealing as to how sad we are as people...

Fomos:

ver Logan - eu sei que estou soando garota enxaqueca, e que quem gosta das HQs deve ter amado, mas detestei ver o decrépito que antes era Wolverine.
ao Modi Gastronomia - AMO esse lugar. Gosto do custo benefício, gosto dos pratos, gosto do ambiente, AMO o ravioli de gema da entrada. O novo, do shopping Morumbi, ainda parece estar acertando o ponto - a lula veio semi grelhada, o ravioli de gema tinha um pedacinho de casca de ovo, o ravioli de abóbora estava sem sal. Mas tenho fé que é questão de tempo. Não é fácil ser brilhante nesse cardápio simples e gostoso que eles tem. E sempre temos as unidades de Higienópolis.
ao Attimo, no Restaurant week. Para um restaurante com uma estrela Michelin, achamos beeeeem mais ou menos. Claro, vc pode dizer que é por conta do menu Restaurant week, mas eu tenho aqui pra mim que o chef é o mesmo, os ingredientes, conceito, tudo igual. Já houve diversos restaurantes que entraram na nossa lista de favoritos na vida por conta dessa semana, que afinal tem essa intenção, né? de expandir a base de clientes? então ou os caras desprezaram essa ideia, e nesse caso o meu eu corporativo acha isso bem pobre de espírito, porque era muito melhor não participar, ou simplesmente são ruins, ou no desenho do conceito ou na execução. Que fique claro: nada estava horrível. o cardápio que eu escolhi (há duas opções para cada prato) era um carpaccio, bonzinho e fresco, uma polenta com ragu de linguiça (a polenta estava com o gosto do pó, nada de cremosa e feliz; a linguiça bem apimentada) e um mousse de chocolate razoável. Não valia o preço e muito menos atendia a expectativa de um restaurante incrível, no máximo um executivo razoável. Da carta de vinhos, metade não estava disponível, e claro, pagamos 16 reais por uma Stella Artois pequena.  Pode ser que esse não seja o padrão deles, mas não me deu vontade de voltar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

andanças - 1a. quinzena de janeiro 2017

Fomos ver La la land e Moana, com expectativas super diferentes: no primeiro, eu nem sabia que era um musical, porque só tinha ouvido falar que haviam ganhado tudo quanto tinha sido Globo de ouro e gosto dos atores principais. No segundo, só que era um filme da Pixar que tinha a ver com lendas neozelandesas.

Quis sair do cinema nos primeiros dez minutos, nos quais todo mundo começa a cantar e dançar numa ponte, a la Grease - nos tempos da brilhantina. De-tes-to musicais. ODIEI Mamma mia!. Me prometi que se não melhorasse na próxima meia hora ia embora. Mas aí melhorou. Gostei dos diálogos, adorei a trilha sonora, e realmente gosto bastante dos atores - me surpreendem positivamente sempre. É um daqueles filmes à moda antiga, nos quais a fotografia, a atuação e a contação de histórias valem mais que metralhadoras ou cenários estapafúrdias, e acalenta o coração. O fim foi pungente e valeu o filme. Ah, e a música... presta atenção nisso aqui:





Moana, em compensação, é beeeem comprido prumfilme infantil, viu? Fofo e tal, empoderamento feminino considerado, mas nem é tão fascinante. O que valeu mesmo foi o curta do começo, o Paul. Sensacional. Quase tão bom quanto o Piper, o curta anterior ao último infantil que eu vi no cinema.


Dali fomos ao Jamile, o tal restaurante do Henrique Fogaça, no Bexiga. Pensando que o sujeito vive de criticar os outros, resolvi que ia escolher o prato mais fácil de criticar do cardápio, o que pra mim significava algo que eu jamais pediria em outro lugar ou comumente: um magret de pato - só comi pato uma vez e odiei - com risoto de tangerina e rúcula. Era quase aposta contra, né? Pois caí do cavalo. Além do atendimento super gentil e ágil, o prato foi um dos melhores que eu comi na vida. Ponto perfeito, gosto incrível, surpreendente, interessante... realmente bom. Parabéns, gente toda que fez isso acontecer. (a foto não é minha, eu estava meio ocupada comendo). A moqueca do D. também estava incrível, diz ele.

                                                     

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Agosto - andanças

Então, e aí que eu queria muito falar dessa exposição: www.theartofbrick.com, com o Nathan Sawaya. Esse cara se formou em Direito, atuou em Direito Corporativo, mas o que ele queria mesmo fazer era arte... e com Lego. A Lego não o patrocina, aliás. Embora ele tenha feito um dinossauro com 80 mil peças que faz parte da exposição. O sujeito é muito incrível, e vale muito a visita à exposição, que está na Oca, no Ibiraquera, custa 20 reais, e deve ser comprada online, porque tá esgotando (com razão) rapidinho.
Tem de tudo: obras de arte (a escultura de Lego imitando O beijo, de Klimt, é uma das minhas favoritas), pessoas, rostos (há um rosto que ele diz ser de uma amiga e que a parte mais difícil foi os cílios...), cenas... é realmente ótimo.
Ah, aviso aos incautos: há uma lojinha de Legos na saída. As crianças ficam, obviamente, querendo se agarrar nas caixas caras e não largar mais. E quem pode culpá-las?




Também fomos ver o Esquadrão suicida, filme do qual eu não sabia coisa nenhuma, e saí continuando sem saber, porque o enredo é xexelento. Mas gostei da tal Harley Quinn, a namorada do Coringa, que é insana mas divertida. 

domingo, 31 de julho de 2016

Andanças julho

Nino cucina
Um italiano bem bonitinho no Itaim. Adorei a atmosfera. Não gostei do carbonara, com o bacon torrado, e qeu supostamente é especialidade da casa. #fail.



Julieta, do Almodovar
É... interessante. Não é intenso como A pele que habito, por exemplo. Mas representa maturidade, ciclo de vida, o que vai e vem.

Encontrando Dory
Quis ver desde a estreia; gostei, mas não achei espetacular como Nemo...o que valeu foi o curta da Pixar antes do filme, chamado Pioer, a coisa mais fofa do universo.

Parque do Povo
É despretensioso, razoavelmente grande, tem uma minibiblioteca pública estilo pegue qualquer livro e deixe qualquer livro (eu peguei um Moacir Sciliar) e pertinho. Gostei.

Picasso
Fomos ver a exposição do Picasso no Instituto Tomie Ohtake. Honestamente, eu esperava mais. Por um lado, gostei muito das esculturas, que eu nem tinha muita noçao que ele fazia tão bem. Por outro, esperava um número maior de pinturas.)



sexta-feira, 29 de abril de 2016

Andanças - abril

Resolvi postar hoje, porque é sexta-feira, foi um mês infinito de grande, fizemos um monte de coisas e porque sim.

Fomos...

ao teatro:

ver A tragédia latino-americana e a comédia latino americana, do Felipe Hirsch. O elenco era ótimo, com nomes como Julia Lemmertz e o Guilherme Weber, claro, além da excelente epígrafe...; a cenografia dele é sempre brilhante (dessa vez havia blocos de isopor que davam espaço à mil metáforas boiando na sua cabeça); e eu sigo esse sujeito há mais de uma década.
Mas as quase quatro horas de peça não me ajudaram muito. Não achei um fio condutor, não sei se entendi as metáforas, não vi sentido nas conexões, havia partes muito densas, outras francamente achei chatas... comparando às duas últimas coisas que vi dele, incluindo Puzzle (d), não me tocou.

ver Portátil, com a turma do Porta dos fundos. Adoro esses caras! essa peça era baseada na história de alguém da plateia (sempre tem alguém, que jamais serei eu, se Allah quiser), construída na hora, e demonstra a habilidade deles. Morremos de rir.

ao Jardim Botânico, no Rio de Janeiro:
(note o passarinho em cima de uma das cabeças <3)


à Casa das Rosas, em São Paulo:
fiquei tristemente decepcionada com a falta de informação turística lá dentro. Não sei até agora porque se chama Casa das Rosas, (óbvio, tem o jardim, mas quem deu esse nome? foi dado pela Secretaria de Turismo? era da dona? tinha mais rosas?), só descobri de quem era a casa juntando informações de um dos quadros com acesso à internet, lá de dentro, vi que tem só um cafezinho tímido lá dentro, havia salas completamente vazias, ninguém monitorando (só lá embaixo)... acho mesmo que podia ser melhor aproveitado, até porque nas redes sociais parece muito mais atrativo e a programação é legal. Ou seja, você precisa acessar o facebook e instagram enquanto estiver lá dentro para amar devidamente o lugar...
(a foto foi tirada da varanda)


ao cinema:
ver Desajustados, um filme dinamarquês, pra entrar na onda, né? :) e aí li umas críticas falando que o Fusi, o personagem principal, era 'o que todo mundo devia ser', blá blá blá, mas serião? o sujeito não é geek, nem introvertido, nem tímido. Ele é TONTO. Me irritou loucamente. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Afe.

ver 10, Cloverfield Lane. Eu nem sabia da história; quisemos ir ao cinema de sopetão, era isso que estava passando, pronto. levei vários sustos. A mocinha termina com o namorado, sai dirigindo, sofre um acidente, acorda num bunker com um sujeito que diz que houve um ataque, possivelmente nuclear, ao planeta e eles vão ter de ficar lá por um ano no mínimo, e todos na superfície estão mortos. Pois é, fiz essa cara que você deve estar fazendo. Mas é parte da graça do filme, que você vai sendo levado (é verdade? não é? é maluco? não é?) de acordo com o que vai acontecendo. Depois soube que o título tem até uma dica, mas honestamente? à parte do final um pouco forçado demais (tipo Lara Croft na Guerra dos Mundos), achei bem bonzinho.

ver Truman. Tudo ´no que o Darín estiver, eu vou assistir. Esse é um filme espanhol com uma história muito triste - o protagonista tem um câncer terminal e o filme é sobre a visita de um amigo a ele, por quatro dias. Mas a sinopse já diz que são quatro dias normais, nos quais ele não fica chorando no hospital. Embora haja momentos horrivelmente tristes - ele buscando adotante para o Truman, o cão, ou escolhendo lápides - é também belo, do jeito que só a tristeza pode ser.

ver A senhora da van, com a Maggie Smith. Eu gosto muito do Alan Bennet, um dramaturgo inglês que escreveu um livro uns anos atrás incrível chamado The uncommon reader - algo como a leitora incomum, não sei como foi traduzido - sobre a rainha como cliente da biblioteca local <3 e era ótimo. Ele fala muito dele mesmo, da vida, da mãe, da vizinhança. Esse livro é sobre uma senhora que vivia numa van e acabou morando nela na entrada de garagem dele... por 15 anos. Te lembra facilmente que todo mundo com quem você esbarra tem uma história...

comer, claro:
ao Tordesilhas:
levei D. ao Maní comer a moqueca de lagostim que está na minha lista de pratos para comer antes de morrer, e olha só, ele não gostou. Aí começou uma certa busca pela moqueca mais divina do mundo, e um amigo recomendou o Tordesilhas, cuja chef, a Mara Salles, faz comida brasileira. Bom, não passou no crivo. Achamos a farofa meio sequinha, o peixe razoável mas nada de incrível, o de sempre. Sim, somos chatos.
ao Ritz, no Shopping Iguatemi:
ainda adoro aqueles bolinhos de arroz. E eles são consistentes ao que comi dois anos atrás, admiro isso...
ao Dalmo Bárbaro, no Guarujá:
dita moqueca havia sido previamente aprovada nesse lugar, e além de tudo ele combinava com o meu desejo de ver o mar, que eu estava bem com saudade. Sou branquela, detesto areia grudando, não entro no mar porque não nado, um show de horror. Mesmo assim, quer me deixar feliz é ir passear e ver uma aguinha, aquele barulho delicioso de onda, o som dos ambulantes, a cara das criancinhas na beira da praia como se fossem ser engolidas pelas marolinhas.  Adoro. Enfim, ele se acabou na moqueca e ficou bem feliz.
P.S.: eu ainda fico com a do Maní.
Também voltei: à Ale Tedesco, em Moema, comer o maior bolo REd Velvet do mundo, que é uma delícia; ao Mestiço, meu restaurante favorito de todos os tempos, comer o Asia; ao Meat Choppers, minha hamburgueria favorita de todos os tempos. Mas acho que já falei de todos eles aqui, né?

quarta-feira, 2 de março de 2016

Andanças

1. Abriu um restaurante novo no meio dos dois que a gente sempre ia ali perto do trabalho, os 'arrumadinhos'. Se chama Pecorino Tratoria Express. Marromenos, sabe?  Mas a gente abre os braços pra novas opções. A minha questão é que acho esses pratos médios caros. Um risoto de limão siciliano e um grelhado: 43,00. Oi?

2. Assistimos ao Regresso, e eu passei metade do filme de olhso fechados, como eu sabia que aconteceria. Aliás, chegamos meio em cima da hora e só tinha lugar na primeira fila, que vamos combinar, não devia nem ser vendida. Fiquei quase com torcicolo. Acho o Leonardo DiCaprio um ator ótimo, mas nem acho que esse era o filme da vida. Enfim.



3. Depois fomos ver Deadpool, e vou te contar que ri do começo ao fim. Eu tenho uma vibe adolescente jamais superada, aparentemente. Adorei os Vingadores (claro que o Robert Downey Jr ajudou um pouco).



4. Falei da Casa Bauducco já aqui? Num dia cinzentinho como hoje, parar lá no meio da tarde, com fominha, tomar um café e uma fatia do panetone quentinho? gente, Deus vive.



Fomos a alguns lugares novos:
5. Mousse Cake - é uma casa que é de Ribeirão Preto e abriu no Shopping Anália Franco. Gostamos de tudo! Da comida, do atendimento, do preço. Quero voltar pra comer só os doces, mas me surpreendi com a massa, que achei que não seria a especialidade deles e estava ótima, delicada e saborosa.

6. Boulangerie Patisserie Chez Mona - minha amiga descobriu esse lugar, pertinho daquela hamburgueria que eu amo, o Meat choppers, no dia do meu aniversário fomos lá e já voltamos outro dia. É absolutamente fofíssima. O serviço não é aquelas coisas, mas dane-se: o lugar é lindo e os doces uma delícia. O serviço de café da manhã durante a semana dá tranquilamente para duas pessoas (por 40 reais, vem uma cesta de pães, suco de laranja, várias manteigas e geleias e uma bebida quente) e eu não almocei nesse dia :P



7. Zucco - um desses restaurantes de shopping pra vc ter a ilusão de, embora esteja no shopping, não estar almoçando no shopping. Bom, não funcionou muito. Achamos meio caro, e o prato mais ou menos. O serviço foi ótimo, com maitre e garçom superatenciosos, então acho que a questão era expectativa mesmo.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Andanças

Achei melhor entrar com o Andanças agora, porque a peça por exemplo está na última semana...

fomos ao teatro ver Medida por medida, no SESC Vila Mariana. Há alguns atores mais conhecidos, como Thiago Lacerda, Giulia Gam, mas vou ser honesta e dizer que há outros desconhecidos que roubam a cena completamente. É uma comédia ótima, e boa pra sacudir a gente da coisa hollywoodiana de explodir carros e o cenário ser mais relevante do que o cara no canto do palco. Em cartaz até 31/01.



Fomos também ver o filme O novíssimo testamento, que acabou de estrear. Embora o trailer tenha sido mais engraçado que o filme em si, que acaba sendo mais reflexivo e mórbido, valeu ter ido - e valeu a pergunta: O que você faria diferente se soubesse EXATAMENTE quanto tempo de vida te resta? E afinal, quem pode te dar essa certeza?


sábado, 9 de janeiro de 2016

Andanças

Como não publiquei o Andanças dia 01, vou fazer isso hoje e falar dos três filmes que vimos no cinema recentemente:

Macbeth: fotografia impecável. O filme é conceitual, lindo. Mas gente, me senti meio burrinha, porque é em linguagem antiga, claro, tanto em inglês quanto em português, e fica difícil de segui-la, mesmo que a gente saiba a história. Além de, obviamente, ser um recorte da peça toda.

Os oito odiados, do Tarantino. Podem me julgar. Eu vi o trailer, e achei que fosse ser algo meio O caso dos dez negrinhos, sabe? com o conflito de Quem está fazendo o que e ferrando quem? sendo o principal. Mas embora isso aconteça uns 25% do filme, o resto é bem Tarantino: muito, muito, muito sangue, muita gente apanhando e sofrendo, a personagem feminina sendo vítima de todos os homens à sua volta, e terminando meio que por falta de personagens. Eu sei que existe um apelo pra milhões de fãs, mas não sou uma delas. Lembrete para mim mesma: não assistir Tarantino de novo.

O capital humano. Esse eu realmente gostei. É um filme franco italiano contado sob três perspectivas, e embora seja repleto de clichês (o rico insuportável, a mulher do rico entediada, o cara-que-quer-ser-rico-e-é-inconveniente, o menino problemático, etc), a história é bem contada, bem amarrada, interessante. Valeu muito.


Aproveito pra recomendar duas coisas da Netflix: uma série de crime britânica chamada Luther (assistimos em três dias, adorei) e uma que começamos recentemente chamada Suits e parece muito promissora <3

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Andanças de março e abril

Sim, eu sei que esse post está 45 dias atrasado. Mas antes tarde do que mais tarde, especialmente pra falar de comida, cinema, da vida. Em algum momento, vou fazer um post só sobre Itália, no caso de alguém querer ir turistar (o que eu recomendo fortemente), então vou me ater ao que eu fiz por aqui antes das férias e depois que voltei:

Cantina do marinheiro - E aí que me deu vontade de comer peixe. Na verdade, a vontade era comê-lo lá na beira do mar, mas a gente estava na semana da negação, na volta de férias, e esbarramos nesse lugar, que dizia ter x anos servindo peixes e frutos do mar e tinha esse nome auspicioso.
#sqn. Pratos caros, ambiente feiosinho, no máaaximo pra ir na hora do almoço no meio do dia de trabalho, nós dividimos um peixe - truta - e foi tão sem graça que tenho até dó de comentar. Do tipo, ainda bem que não escolhemos o item mais caro do cardápio pois teríamos que pedir o dinheiro de volta.

Rufino's - como a vontade de peixe continuou, e haviam me recomendado o Rufino's, visitamos a unidade do Shopping Morumbi. Vou resumir: uma Cantina do Marinheiro com mais classe. Garçons uniformizados, melhores bebidas, ambiente mais bonito. O peixe continuou sem gosto - pedimos um peixe que era para 2, o único do cardápio - e nem quisemos testar a sobremesa. Parece que comer frutos do mar fica mesmo pra beira do mar. ô sacrifício.

Comedoria Gonzales - lá no Mercado Municipal de Pinheiros, num cantinho, bem tímida, serve um cebiche ótimo, com várias versões, e um tres leches delicioso. Tudo em cumbucas de papelão e garfos de plástico, mas é bom o suficiente pra que a gente não se importe. Viu, quase matei minha vontade de comer peixe.

Itiriki - fiz um dia de menina com minha amiga e fomos fazer aula de maquiagem - conto num outro post. aí, claro, saímos com lição de casa de compras, que fomos resolver na Liberdade, num lugar chamado Audrey - a quantidade de pincéis que existe, minha gente! - e no Ikesaki. (A minha gata Zara já quebrou várias das minhas sombras, mas valeu a intenção).

O Itiriki é um pouco de tudo: padaria, doceria, quilo, a la carte... e o balcão de comida provavelmente não é muito purista. Há sushi ao lado de frango com laranja e tofu e yakimeshi levemente adaptado. Mas eu sempre gostei, e nunca fui fã de comida japonesa (do tipo, só como se for a celebração de aniversário de alguém, caso contrário jamais vou).

Tostex  - eu tinha a maior curiosidade de experimentar isso aqui. Parecia simples e apetitoso. Achei um pouco caro pro que é e meio sem gracinha. Minha amiga pediu outro (eu pedi o Smurfs, um com cogumelos, porque não tinha mais a minha primeira opção) que era meio Caprese e estava bem lindo. Contudo, não sei se o suficiente para que eu tentasse novamente. Em tempo: foi no Shopping Patio Paulista.
 

Calçadão urbanoide – há alguns meses, eu fui a um lugar de food trucks, se não me engano o Jardim das Perdizes, e amei. Estou usando como parâmetro aquele. Claro que nesse aqui, que é na Frei Caneca, eu fui no meio da semana, hora de almoço, e havia muita coisa fechada – o que aliás não tinha me ficado claro nos sites que eu consultei antes. Alguns faltava gás, outros gente, outros algum ingrediente... ficamos um pouco desapontadas. Comemos um hambúrguer no 162 e minha amiga comeu tapioca de nutella depois. Achei o preço okay, mas se eu for recomendar um food truck, já sabe.

Fomos também ao cinema. Devo confessar que sim, fomos assistir aos Vingadores: A era de Ultron. Não sou fã de HQ nem de superheróis, mas sou bem fã do Robert Downey Jr., desde Iron Man, (evitando babar aqui)
And definitely some Robert Downey Jr. | Can You Make It Through This Post Without Your Ovaries Exploding?

 
e dos vingadores, são muito engraçados! adorei, como sempre. E foi legal ir ver em 3D, filme hollywoodiano é pra isso mesmo. Prometo ver um filme com mais substância da próxima - na verdade, quero muito ver Cake e Não olhe pra trás, mas esse fim de semana já comprei entradas pro teatro. Vamos ver A última sessão. 

Até as próximas andanças :)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Andanças de dezembro




Andanças de dezembro foram diversas; abaixo, as comilanças e os intervalos entre elas, quer dizer, as outras coisas que às vezes a gente faz (normalmente antes de comer, quem eu estou enganando?).


Café Arabe, na Brigadeiro Faria Lima, 1827; almoço honesto, comida árabe boa. Não tem site, mas se você fizer um google, vai achar várias críticas positivas.
Pão (padaria artesanal orgânica), no Shopping Iguatemi. Fui pela experiência, mas não achei nada sensacional e esperava bem mais. Também não comi doces, talvez seja o forte deles. Almocei a tartine de queijo de cabra, que estava boa.
Le French Bazar - fomos almoçar em amigos, durante a semana, e estava vaziozinho (é na Fradique Coutinho, em Pinheiros).  Gostei bastante, e achei o valor bem razoável. (claro, as bebidas caras, como a maioria dos restaurantes infelizmente faz, mas pelo menos a água era cortesia). Era um pacotinho, entrada + prato + sobremesa. A entrada, com ovo, estava ótima, o prato também, e a sobremesa, um creme brulée, eu não adorei, mas tinha favas de baunilha de verdade, o que é um mérito real.
Bar da dona onça - adoro. Fomos levar um alemão que veio turistar (na verdade, trabalhar, mas conosco ele turistou no fim de semana), e achamos uma boa por ser no edifício Copan e tal. A comida nesse dia estava salgada, mas acho o lugar legal, as bebidas ótimas, gosto muito. As porções são imperdíveis (as croquetes de carne de panela, por exemplo).
Salve Jorge - bar super tradicional no centro de São Paulo, em frente à bolsa de valores. Fomos num sábado, tudo fechado, então uma delícia, aquele clima da cidade que a gente queria que São Paulo fosse... na verdade há duas outras unidades, mas me disseram que os preços da Vila Madalena são diferentes (mais caros, claro). De qualquer modo, eu tomei uma caipirinha chamada Saladino, com tangerina e gengibre (o garçom, dos mais atenciosos do universo, disse que eles trazem os ingredientes do Mercadão Municipal) que eu tomaria para sempre com facilidade :P
Cantina do Araújo e Sá Rosa, em Poços de Caldas: o primeiro é super tradicional, tem pratos bem servidos e ótimos. A cafeteria é  uma fofura sem fim, tudo é gostoso - experimentei já diversos doces de lá e gosto de tudo). Não tem site, mas vai por mim.
A quinta do Marquês - Sabe aquele lugar que você namora de longe? aí essa semana estavamos indo ao Café Arabe e ele estava fechado, então resolvemos ir à Quinta do Marquês, que aparentemente era restaurante também, e cuja fachada é atraente. Mas não é bonito e fofo como eu esperava não. A comida do self service parecia bem mortinha, os lanches bem sem graça, a atendente checou nosso pedido e errou nele (verdade seja dita, antes de trazê-lo; quando o trouxe, estava tudo certo) quatro vezes, e os quindins tinham cara de ter uma semana de idade. (O lugar supostamente é bem português, com doces tradicionais, tipo pastel de belém, de santa clara, quindim, etc etc).

Queria ir ao Belas Artes, e escolhemos esperar uma hora pra ver um argentino chamado El crítico. Eu não detestei, meu par sim. Comprido quase eterno, a coisa demorou pra engatar, o fim não foi hollywoodiano, tinha uma coisa toda na história meio "e daí?"; mas acho que o ator principal era bom, então segurou a coisa.
Tínhamos visto Setimo, com o Darín, que ainda está em cartaz lá. Não é ótimo, considerando-se que é Darín, mas ainda é melhor.

Fomos ao Zoológico também. Está super bonitinho e organizado, com várias coisas novas (vamos lá uma vez a cada dois anos, moramos perto). Tem uma família nova de suricatos, as girafas continuam lindas, e fomos num dia vazio, então estava delicioso. R$ 20,00 de entrada (inteira), mais os R$ 14,00 de estacionamento.

Fomos à exposição "O mundo segundo Mafalda". Absolutamente a maior fofura do universo. Gratuita, relativamente interativa, mas mesmo quando não, é interessante. Minha irmã e eu atravessávamos três bairros de ônibus na adolescência para ir à biblioteca alugar o Toda a Mafalda, numa edição em português de Portugal, e ela copiava as tirinhas em papel de seda. Todas as férias, até eu começar a trabalhar e comprar o treco, rs.



Fomos também à Pinacoteca do Estado ver a exposição do Ron Mueck, o australiano que faz sucesso com suas obras muito, muito, muito realistas. Eu nem queria muito ir ver, porque mil amigos tinham ido e eu já tinha visto todas as fotos das obras. Levei um tapa na cara, porque é a mesma coisa que dizer que você viu Paris porque assistiu muitos filmes que se passam lá e não precisa mais ir :P Sensacional, valeu a 1:30 de fila. (mas se você for, saiba que a fila anda mesmo assim, e vá com sombrinha, protetor solar, água e amor no coração). A entrada é só R$ 6,00, e a Pinacoteca na verdade merece a visita de qualquer jeito, porque o prédio é lindo, os vãos tem esculturas incríveis...

É isso. Que 2015 traga muito mais andanças pra todos nós!