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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Letícia lê

Além dos três livros que eu li na primeira semana do ano, de folga, terminei o Dupla falta, da Lionel Shriver;
gosto muito dela, desde o Precisamos falar sobre Kevin - e AMEI o So much for that. Alguns outros eu não gostei, verdade. E esse ficou no limbo. Bem escrito, e tenso, cru, fala sobre um casal de tenistas jovem; Willy tem 19 anos quando conhece o outro tenista que se tornará seu marido, e o primeiro cheiro de conflito vem do fato de que ela treina desde os 5 anos e quer subir no ranking, enquanto ele começou a praticar aos 18 anos e vê o tênis como algo que é parte de sua vida, e não toda ela.
À medida que o romance progride, essas tensões competitivas e de personalidades distintas vão vindo à tona das piores maneiras, e você não consegue evitar se solidarizar com ambas as partes, mesmo que, no meu caso, não entenda nada do esporte nem da ambição relacionada a ele.

Aí, Sagarana não me entusiasmou do começo, e querendo ler um clássico, fui pra Madame Bovary. Eu só me lembrava que havia uma traição. O que eu vi:
Charles Bovary se tornou médico quase por acidente, e é um ser medíocre desde o começo do seu retrato, placido e sem culpa nem mérito. Emma, portanto, parece para mim representar na vida dele algo novo, brilhante, lindo, jovem. Ela, por outro lado, é seduzida... por tudo. O primeiro baile que frequenta fica na sua cabeça meses, o primeiro homem que dança com ela, o próximo que flerta com ela, finalmente o que tem coragem de dar o primeiro passo... ela é 'facinha, facinha'. Rasa como uma tábua, me irritou tanto e com tanta frequência que eu lutei um pouco com o impulso de desistir do livro. Endivida a família inteira dando presentes pros amantes e enfeitando a casa, e isso, junto com o fato de que há vários personagens tão horríveis quanto ela, inclusive um vendedor/agiota/desgraçado que arruína a família com chantagens mil e bom, com o conhecimento das fraquezas morais que eles tem.
O fim é surpreendente, no sentido de que depois que você acha que acabou ainda tem mais uns capítulos deprimentes. Honestamente? a questão é que o romance é bem escrito e bem contado, mas os personagens são tão moralmente fracos, unilaterais, egoístas, que a depressão vai te esfriando os ossos até você não querer mais ler o livro. (Você, no caso, sendo eu rs).


Aí li A noiva fantasma, meu primeiro livro do desafio no grupo 'autores internacionais', com uma autora descendente de malaios que vive na California e conta a história de Li Lan, que em 1893 é prometida a um primogênito morto... sim, aparentemente essa prática, que foi proibida no final do século XIX, ainda resiste em alguns lugares da China e Malaia, especialmente em famílias tradicionais e abastadas. Dá pra imaginar? A mitologia toda (as oferendas para os mortos, o fato de que eles só conseguem viver do que lhes foi ofertado pelos antepassados, o arroz) é muito simbólica e me deu arrepios. Foi interessante até o fim, e o desfecho foi de fato distinto do esperado. Gostei bastante! A propósito: foi um livro recomendado na Oprah rsrs!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A Letícia lê - semana 30 - desafio literário - final! e próximo desafio, claro!

Resultado do desafio literário, que prometi terminar em julho 2015:

26 livros para ler em 2015 - meta: julho 2015!
Nossa, isso aqui começou superbem, mas agora na reta final estava tão difícil! Achei que os últimos três eu não ia conseguir terminar!!! Aí me baixou a Monica Geller, do Friends, competindo comigo mesma, e tudo começou a funcionar.
1. Um livro que você tem mas ainda não leu - Extraordinário, RJ Palacio. Peguei no kindle há um tempão, e nunca tinha nem aberto. Pois li numa sentada, à noite, chorando nos momentos mais curiosos. é realmente especial, e August Pullmann um personagem que te faz amolecer por dentro. Ele é um garoto com uma anomalia facial, que vai à escola pela primeira vez no 5o. ano, e enfrenta a vida com mais maturidade que muita gente com quem eu já trabalhei, devo dizer.
2. Um livro que foi transformado em filme - a série After, da Anna Todd, foi transformada em filme. Para grande vergonha da humanidade e da literatura, não necessariamente nessa ordem. Ou não, talvez o filme consiga escolher as partes fofas.
3. Um livro que você escolheu baseado unicamente na capa -  This is the story of a Happy Marriage, da Ann Pattchett. Na verdade não foi só pela capa, pelo título também. Ou o título também é capa, rs? Enfim, eu havia lido Bel Canto, dela, há muito tempo, e gostei muito. Esse aqui, eu escolhi aleatoriamente e só descobri que era não ficção ao começar a ler a introdução - essa é a noção que eu (não) tinha do que era o livro. É uma coleção dos artigos que ela escreveu no decorrer dos anos para diversas revistas sobre uma série de tópicos, da amiga escritora que teve câncer à avó ou cadela. Histórias muito bem contadas, em sua maioria divertidas.
4. Um livro que um amigo ame - Na verdade, não é um livro que um amigo ame, é meio que um autor que muita gente que eu conheço ama. Mas eu ainda não gosto, desculpe. Foi The cement garden, do Ian McEwan. Eu quis lê-lo porque Reparação é um livro tão incrível, mas detestei O jardim de cimento em cada um de seus capítulos, com um pouco de respiro nas últimas quatro páginas, não o suficiente para mudar minha opinião.
5. Um livro publicado esse ano Wreckage, Emily Bleeker. Sobre um acidente de avião, pessoas que vão parar numa ilha e tem de sobreviver por mais de um ano, e ao voltar lidam com a mîdia e se veem mentindo muito para proteger suas famílias e a si mesmos. Peguei no Kindle first, fresquinho do forno!
6. Um livro de um autor que você nunca tenha lido:  Joshua Ferris, E nós chegamos ao fim. O autor é um ex publicitário, e a história é sobre uma agência de publicidade na qual estão havendo muitos cortes, de mais ou menos 99 até o meio de 2001. Retrata a vida num escritório (as piadas sobre o café, as maluquices de cada um, a vontade das pessoas de interagirem ou não, o respeito ou a falta dele entre os colegas de trabalho...) e a reação das pessoas à crise, à demissão, aos problemas. Houve partes muito boas, muito mesmo. E outras que se arrastaram, porque havia muitos personagens, e embora alguns fossem superinteressantes e críveis, outros eram tolos e infantis demais para merecer atenção.
7. Um livro de um autor que você ame - o do Veríssimo entra aqui, com certeza <3 - Diálogos impossíveis. Falei dele aqui.
8. Um livro que esteja no fim da sua pilha de leitura - Fim, da Fernanda Torres. Daqueles que eu não queria ler de teimosa, pq td mundo ia ler só por ser da Fernanda Torres, tava bem no fim. Não adorei. Começou de forma interessante, no meio eu já estava um pouco arrastando, querendo que acabasse logo. Nada de mais. Terminei porque não consigo largar o livro e porque era ela, honestamente.
9. Um livro com uma cor no título Gathering blue, The Giver Quartet 2, Lois Lowry. Mas é o livro mais chato do universo, o que é um anticlímax depois do primeiro, que é o Guardião das memórias, sabe? e muito legal.
10. Um livro que se passe num lugar que você sempre quis visitar  Contei o The Italians e o Confessions of a Paris girl. Já fui pra Itália e já fui pra Paris, mas eu quero visitar o resto do país e continuo querendo visitar Paris, tudo bem?
11. Um livro que você começou mas nunca terminou - Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral. Sempre havia outra coisa pra ler, embora ele comece num ritmo superbom. Ele me lembrou aquele filme ótimo, As invasões bárbaras, um francês no qual amigos se reencontram quando um deles está com câncer terminal. (Nesse, eles se encontram por ocasião do suicídio de um deles). É muito bem escrito, muito 'vivo', desculpe o trocadilho.
12. Um livro com um leão. Uma bruxa. Ou um guardarroupa.  eu estava muito desistindo disso, mas aí me lembrei que li dois livros da Jacquelyn Frank, chamados Rapture e Ecstasy, que imitam os do JWard e são ficção erótica paranormal (sim, eu sei como isso soa) e tem uma bruxa! pronto!
13. Um livro com uma heroína. - Eu sei que ela não é a figura mais comum de "heroína", ou talvez seja. É a protagonista do livro, e protagonista vem do grego, o primeiro ativo. Embora a personagem seja tão pouco ativa, por conta da própria história. Enfim. O conto da aia, ou da serva, ou The handmaid's tale, da Margaret Atwood. Foram feitas adaptações teatrais, cinematográficas, e é incrível que tenha sido escrito em 1985, há tanto (e tão pouco) tempo. Amei esse livro.
14. Um livro que se passe no verão.  The Color of Secrets, Lindsay Ashford. Na verdade, o livro cobre mais de 20 anos, mas começa no verão de 1943, em plena Guerra.
15. Um livro de poemas. Reli o do Walt Whitman.
16. Um livro que você descobriu por causa deste desafio.  Estava procurando um livro de poemas e achei um de contos. The love object, da Edna O'Brien. Adorei! São oito contos, não dá pra amar todos, mas gostei inclusive do fato de que ela, uma irlandesa naturalizada inglesa, se não me engano, é contemporânea da Alice Munro, que acho uma chata, e me deu esperança de que possa gostar de outras coisas dela.
17. Um livro que vá fazê-lo ficar mais inteligente.  What if, perguntas absurdas com respostas hipotéticas, do Randy alguma coisa. Gente, juro, foi minha melhor tentativa. Mas que chatice! Descobri que sou realmente meio burrinha, porque achei as perguntas chatas, que dirá as respostas científicas a elas...
18. Um livro com uma capa azul. - All the bright places, da Jennifer Niven, o livro mais triste do mundo. A capa é azul. Como o quarto do Theo. Suspiro.
19. Um livro que você deveria ter lido na escola mas não leu.  Capitães de areia, do Jorge Amado. Quer dizer, claro que ninguém me pediu para ler, eu já teria lido, mas sou resistente com livros que todo mundo leu, rs - por exemplo, li Jubiabá e Seara Vermelha, não li esse nem Tieta. Enfim, Jorge Amado era um ser excepcional.
20. Um livro que 'todo mundo' menos você já leu  Todo mundo é uma hipérbole bastante clara; mas tenho certeza que Maze runner era um que só ia crescer na lista de comentários das pessoas, então gostei de ter lido. E gostei do livro. Uma série distópica dark, de meninos, rs... mistura O senhor das moscas com Jogos vorazes e dá seu próprio tempero. bem legal.
21. Um livro com uma ótima primeira linha. -  Acho difícil superar o "Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da luz, a estação das trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o paraíso, íamos todos direto no sentido contrário" - Um conto de duas cidades, Charles Dickens.
22. Um livro com figuras  Brian Andreas, que eu amo muito muito muito. O site é esse aqui.
23. Um livro da biblioteca  - espero que não seja cola, mas considerei um emprestado de amiga, o do Khaleid Housseini.
24. Um livro que você amou... leia-o novamente! - Delicacy, do David Foenkinos, já cumpre essa tarefa. Amei. E continuei amando depois de reler :)
25. Um livro que tenha mais de 10 anos -  Meu Um certo capitão Rodrigo foi publicado em 49 e o meu exemplar, do Círculo do Livro, é de 1976!
26. Um livro baseado numa história real Inverno na manhã, da Janina Bauman! Falei dele há algum tempo: é sobre uma menina contando sobre sua experiência no gueto de Varsóvia.

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quarta-feira, 10 de junho de 2015

A Letícia lê - semana 22 - desafio literário - reta final

Resultado do desafio literário, que prometi terminar em julho 2015:

26 livros para ler em 2015 - meta: julho 2015!
1. Um livro que você tem mas ainda não leu - Extraordinário, RJ Palacio. Peguei no kindle há um tempão, e nunca tinha nem aberto. Pois li numa sentada, à noite, chorando nos momentos mais curiosos. é realmente especial, e August Pullmann um personagem que te faz amolecer por dentro. Ele é um garoto com uma anomalia facial, que vai à escola pela primeira vez no 5o. ano, e enfrenta a vida com mais maturidade que muita gente com quem eu já trabalhei, devo dizer.
2. Um livro que foi transformado em filme - a série After, da Anna Todd, foi transformada em filme. Para grande vergonha da humanidade e da literatura, não necessariamente nessa ordem. Ou não, talvez o filme consiga escolher as partes fofas.
3. Um livro que você escolheu baseado unicamente na capa -  This is the story of a Happy Marriage, da Ann Pattchett. Na verdade não foi só pela capa, pelo título também. Ou o título também é capa, rs? Enfim, eu havia lido Bel Canto, dela, há muito tempo, e gostei muito. Esse aqui, eu escolhi aleatoriamente e só descobri que era não ficção ao começar a ler a introdução - essa é a noção que eu (não) tinha do que era o livro. É uma coleção dos artigos que ela escreveu no decorrer dos anos para diversas revistas sobre uma série de tópicos, da amiga escritora que teve câncer à avó ou cadela. Histórias muito bem contadas, em sua maioria divertidas.
4. Um livro que um amigo ame - Na verdade, não é um livro que um amigo ame, é meio que um autor que muita gente que eu conheço ama. Mas eu ainda não gosto, desculpe. Foi The cement garden, do Ian McEwan. Eu quis lê-lo porque Reparação é um livro tão incrível, mas detestei O jardim de cimento em cada um de seus capítulos, com um pouco de respiro nas últimas quatro páginas, não o suficiente para mudar minha opinião.
5. Um livro publicado esse ano Wreckage, Emily Bleeker. Sobre um acidente de avião, pessoas que vão parar numa ilha e tem de sobreviver por mais de um ano, e ao voltar lidam com a mîdia e se veem mentindo muito para proteger suas famílias e a si mesmos. Peguei no Kindle first, fresquinho do forno!
6. Um livro de um autor que você nunca tenha lido:  Joshua Ferris, E nós chegamos ao fim. O autor é um ex publicitário, e a história é sobre uma agência de publicidade na qual estão havendo muitos cortes, de mais ou menos 99 até o meio de 2001. Retrata a vida num escritório (as piadas sobre o café, as maluquices de cada um, a vontade das pessoas de interagirem ou não, o respeito ou a falta dele entre os colegas de trabalho...) e a reação das pessoas à crise, à demissão, aos problemas. Houve partes muito boas, muito mesmo. E outras que se arrastaram, porque havia muitos personagens, e embora alguns fossem superinteressantes e críveis, outros eram tolos e infantis demais para merecer atenção.
7. Um livro de um autor que você ame - o do Veríssimo entra aqui, com certeza <3 - Diálogos impossíveis. Falei dele aqui.
8. Um livro que esteja no fim da sua pilha de leitura - Fim, da Fernanda Torres. Daqueles que eu não queria ler de teimosa, pq td mundo ia ler só por ser da Fernanda Torres, tava bem no fim. Não adorei. Começou de forma interessante, no meio eu já estava um pouco arrastando, querendo que acabasse logo. Nada de mais. Terminei porque não consigo largar o livro e porque era ela, honestamente.
9. Um livro com uma cor no título Gathering blue, The Giver Quartet 2, Lois Lowry. Mas é o livro mais chato do universo, o que é um anticlímax depois do primeiro, que é o Guardião das memórias, sabe? e muito legal.
10. Um livro que se passe num lugar que você sempre quis visitar
11. Um livro que você começou mas nunca terminou - Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral. Sempre havia outra coisa pra ler, embora ele comece num ritmo superbom. Ele me lembrou aquele filme ótimo, As invasões bárbaras, um francês no qual amigos se reencontram quando um deles está com câncer terminal. (Nesse, eles se encontram por ocasião do suicídio de um deles). É muito bem escrito, muito 'vivo', desculpe o trocadilho.
12. Um livro com um leão. Uma bruxa. Ou um guardarroupa.
13. Um livro com uma heroína. - Eu sei que ela não é a figura mais comum de "heroína", ou talvez seja. É a protagonista do livro, e protagonista vem do grego, o primeiro ativo. Embora a personagem seja tão pouco ativa, por conta da própria história. Enfim. O conto da aia, ou da serva, ou The handmaid's tale, da Margaret Atwood. Foram feitas adaptações teatrais, cinematográficas, e é incrível que tenha sido escrito em 1985, há tanto (e tão pouco) tempo. Amei esse livro.
14. Um livro que se passe no verão.  The Color of Secrets, Lindsay Ashford. Na verdade, o livro cobre mais de 20 anos, mas começa no verão de 1943, em plena Guerra.
15. Um livro de poemas.
16. Um livro que você descobriu por causa deste desafio.  Estava procurando um livro de poemas e achei um de contos. The love object, da Edna O'Brien. Adorei! São oito contos, não dá pra amar todos, mas gostei inclusive do fato de que ela, uma irlandesa naturalizada inglesa, se não me engano, é contemporânea da Alice Munro, que acho uma chata, e me deu esperança de que possa gostar de outras coisas dela.
17. Um livro que vá fazê-lo ficar mais inteligente.
18. Um livro com uma capa azul. - All the bright places, da Jennifer Niven, o livro mais triste do mundo. A capa é azul. Como o quarto do Theo. Suspiro.
19. Um livro que você deveria ter lido na escola mas não leu.  Capitães de areia, do Jorge Amado. Quer dizer, claro que ninguém me pediu para ler, eu já teria lido, mas sou resistente com livros que todo mundo leu, rs - por exemplo, li Jubiabá e Seara Vermelha, não li esse nem Tieta. Enfim, Jorge Amado era um ser excepcional.
20. Um livro que 'todo mundo' menos você já leu  Todo mundo é uma hipérbole bastante clara; mas tenho certeza que Maze runner era um que só ia crescer na lista de comentários das pessoas, então gostei de ter lido. E gostei do livro. Uma série distópica dark, de meninos, rs... mistura O senhor das moscas com Jogos vorazes e dá seu próprio tempero. bem legal.
21. Um livro com uma ótima primeira linha. -  Acho difícil superar o "Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da luz, a estação das trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o paraíso, íamos todos direto no sentido contrário" - Um conto de duas cidades, Charles Dickens.
22. Um livro com figuras
23. Um livro da biblioteca 
24. Um livro que você amou... leia-o novamente! - Delicacy, do David Foenkinos, já cumpre essa tarefa. Amei. E continuei amando depois de reler :)
25. Um livro que tenha mais de 10 anos -  Meu Um certo capitão Rodrigo foi publicado em 49 e o meu exemplar, do Círculo do Livro, é de 1976!
26. Um livro baseado numa história real Inverno na manhã, da Janina Bauman! Falei dele há algum tempo: é sobre uma menina contando sobre sua experiência no gueto de Varsóvia.
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quarta-feira, 25 de março de 2015

A Letícia lê - semana 12 - atualização do Desafio literário

Atualização do que tenho feito até agora do desafio: (a maioria dos livros eu tenho comentado opiniões semanalmente; se houver algum que desperte a curiosidade específica de alguém, é só avisar e eu falo mais dele :))

26 livros para ler em 2015 - meta: julho 2015!
1. Um livro que você tem mas ainda não leu - Extraordinário, RJ Palacio. Peguei no kindle há um tempão, e nunca tinha nem aberto. Pois li numa sentada, à noite, chorando nos momentos mais curiosos. é realmente especial, e August Pullmann um personagem que te faz amolecer por dentro. Ele é um garoto com uma anomalia facial, que vai à escola pela primeira vez no 5o. ano, e enfrenta a vida com mais maturidade que muita gente com quem eu já trabalhei, devo dizer.
2. Um livro que foi transformado em filme - a série After, da Anna Todd, foi transformada em filme. Para grande vergonha da humanidade e da literatura, não necessariamente nessa ordem. Ou não, talvez o filme consiga escolher as partes fofas.
3. Um livro que você escolheu baseado unicamente na capa -  This is the story of a Happy Marriage, da Ann Pattchett. Na verdade não foi só pela capa, pelo título também. Ou o título também é capa, rs? Enfim, eu havia lido Bel Canto, dela, há muito tempo, e gostei muito. Esse aqui, eu escolhi aleatoriamente e só descobri que era não ficção ao começar a ler a introdução - essa é a noção que eu (não) tinha do que era o livro. É uma coleção dos artigos que ela escreveu no decorrer dos anos para diversas revistas sobre uma série de tópicos, da amiga escritora que teve câncer à avó ou cadela. Histórias muito bem contadas, em sua maioria divertidas.
4. Um livro que um amigo ame - Na verdade, não é um livro que um amigo ame, é meio que um autor que muita gente que eu conheço ama. Mas eu ainda não gosto, desculpe. Foi The cement garden, do Ian McEwan. Eu quis lê-lo porque Reparação é um livro tão incrível, mas detestei O jardim de cimento em cada um de seus capítulos, com um pouco de respiro nas últimas quatro páginas, não o suficiente para mudar minha opinião.
5. Um livro publicado esse ano Wreckage, Emily Bleeker. Sobre um acidente de avião, pessoas que vão parar numa ilha e tem de sobreviver por mais de um ano, e ao voltar lidam com a mîdia e se veem mentindo muito para proteger suas famílias e a si mesmos. Peguei no Kindle first, fresquinho do forno!
6. Um livro de um autor que você nunca tenha lido:  Joshua Ferris, E nós chegamos ao fim. O autor é um ex publicitário, e a história é sobre uma agência de publicidade na qual estão havendo muitos cortes, de mais ou menos 99 até o meio de 2001. Retrata a vida num escritório (as piadas sobre o café, as maluquices de cada um, a vontade das pessoas de interagirem ou não, o respeito ou a falta dele entre os colegas de trabalho...) e a reação das pessoas à crise, à demissão, aos problemas. Houve partes muito boas, muito mesmo. E outras que se arrastaram, porque havia muitos personagens, e embora alguns fossem superinteressantes e críveis, outros eram tolos e infantis demais para merecer atenção.
7. Um livro de um autor que você ame - o do Veríssimo entra aqui, com certeza <3 - Diálogos impossíveis. Falei dele aqui.
8. Um livro que esteja no fim da sua pilha de leitura - Fim, da Fernanda Torres. Daqueles que eu não queria ler de teimosa, pq td mundo ia ler só por ser da Fernanda Torres, tava bem no fim. Não adorei. Começou de forma interessante, no meio eu já estava um pouco arrastando, querendo que acabasse logo. Nada de mais. Terminei porque não consigo largar o livro e porque era ela, honestamente.
9. Um livro com uma cor no título
10. Um livro que se passe num lugar que você sempre quis visitar
11. Um livro que você começou mas nunca terminou - Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral. Sempre havia outra coisa pra ler, embora ele comece num ritmo superbom. Ele me lembrou aquele filme ótimo, As invasões bárbaras, um francês no qual amigos se reencontram quando um deles está com câncer terminal. (Nesse, eles se encontram por ocasião do suicídio de um deles). É muito bem escrito, muito 'vivo', desculpe o trocadilho.
12. Um livro com um leão. Uma bruxa. Ou um guardarroupa.
13. Um livro com uma heroína.
14. Um livro que se passe no verão.
15. Um livro de poemas.
16. Um livro que você descobriu por causa deste desafio.
17. Um livro que vá fazê-lo ficar mais inteligente.
18. Um livro com uma capa azul. - All the bright places, da Jennifer Niven, o livro mais triste do mundo. A capa é azul. Como o quarto do Theo. Suspiro.
19. Um livro que você deveria ter lido na escola mas não leu.  Capitães de areia, do Jorge Amado. Quer dizer, claro que ninguém me pediu para ler, eu já teria lido, mas sou resistente com livros que todo mundo leu, rs - por exemplo, li Jubiabá e Seara Vermelha, não li esse nem Tieta. Enfim, Jorge Amado era um ser excepcional.
20. Um livro que 'todo mundo' menos você já leu
21. Um livro com uma ótima primeira linha. -  Acho difícil superar o "Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez, foi a época da crença, foi a época da descrença, foi a estação da luz, a estação das trevas, a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós, íamos todos direto para o paraíso, íamos todos direto no sentido contrário" - Um conto de duas cidades, Charles Dickens.
22. Um livro com figuras
23. Um livro da biblioteca 
24. Um livro que você amou... leia-o novamente! - Delicacy, do David Foenkinos, já cumpre essa tarefa. Amei. E continuei amando depois de reler :)
25. Um livro que tenha mais de 10 anos -  Meu Um certo capitão Rodrigo foi publicado em 49 e o meu exemplar, do Círculo do Livro, é de 1976!
26. Um livro baseado numa história real Inverno na manhã, da Janina Bauman! Falei dele há algum tempo: é sobre uma menina contando sobre sua experiência no gueto de Varsóvia.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Desafio literário - imagem da semana 1

O primeiro desafio de 2015 - como sou bem Monica Geller, vou instaurá-lo para terminar até julho.

26 livros para ler em 2015
1. Um livro que você tem mas ainda não leu
2. Um livro que foi transformado em filme
3. Um livro que você escolheu baseado unicamente na capa
4. Um livro que um amigo ame
5. Um livro publicado esse ano
6. Um livro de um autor que você nunca tenha lido
7. Um livro de um autor que você ame
8. Um livro que esteja no fim da sua pilha de leitura
9. Um livro com uma cor no título
10. Um livro que se passe num lugar que você sempre quis visitar
11. Um livro que você começou mas nunca terminou
12. Um livro com um leão. Uma bruxa. Ou um guardarroupa.
13. Um livro com uma heroína.
14. Um livro que se passe no verão.
15. Um livro de poemas.
16. Um livro que você descobriu por causa deste desafio.
17. Um livro que vá fazê-lo ficar mais inteligente.
18. Um livro com uma capa azul.
19. Um livro que você deveria ter lido na escola mas não leu.
20. Um livro que 'todo mundo' menos você já leu
21. Um livro com uma ótima primeira linha.
22. Um livro com figuras
23. Um livro da biblioteca
24. Um livro que você amou... leia-o novamente!
25. Um livro que tenha mais de 10 anos
26. Um livro baseado numa história real

Book resolutions

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Pra não dizer que não falei de ... livros

Coisas que eu amo:
listas (a de livros que foram lidos em 2014)
listas de livros (porque é do Goodreads)
capas lindas de livros (aqui tem inclusive as que eu li no Kindle, consequentemente há capas que eu estou vendo como se fosse uma quase surpresa)
desafios superados (tinha prometido 200 livros e li 216)


tudo juntinho aqui ó
não é muito legal? coisas que eu amo parte 2: Goodreads.




Já achou que você gasta tempo depois lendo?
É. Nem eu.
re-pinned by: http://sunnydaypublishing.com/books/ .

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 26, dia 27

Aiaiai, me atrasei! em minha defesa, meu aniversário me toma a rotina, rs! aí me distraí e bom, tudo bem né? alguém sentiu minha falta? meu superego já me deu bronca e aqui seguem os dias atrasados do desafio:


Day 26-A Book you wish would be written
Dia 26 - um livro que você gostaria que fosse escrito
vixe. Tanta coisa vem à minha mente: a Lyra, do Philip Pullman, é uma delas.  Uma história muito rica de detalhes, como a da Lyra. Talvez uma história na qual a personagem encontrasse diversos outros personagens da literatura, da música, do mundo, e fosse transitando pela vida com eles. Esse livro já foi escrito? ele parece legal :) precisaria de muita pesquisa, com a biografia de toda essa gente e os detalhes de época.
Trilha sonora do dia: amo esse filme, amo o Edward Norton, amo o Brad Pitt, amo essa música: Where is my mind, Pixies.

Day 27- A Book you would write if you had all the resources
Dia 27 - um livro que você escreveria se tivesse todos os recursos
uma crônica de people watching. Sabe, sentar num lugar, café, shopping, no trabalho, ficar olhando as pessoas, e imaginar o dia delas até chegarem ali e como ele vai ser depois de saírem de onde estão? eu viajo pensando. E adoraria poder ser paga pra fazer isso, rs... as vezes nas quais escrevi, foram coisas que vieram disso. Uma moça no ponto de ônibus na frente do shopping virou um conto, que até ganhou um prêmio num concursinho de uma cidade de interior. Acho que podia viver disso se fosse mais talentosa!
Trilha sonora do dia: Kiss, I was made for loving you







Desafio dos 30 dias que viraram 28: livro que você não queria ter lido/autor que você detesta/ama

Ahhh... fevereiro só tem 28 dias, então vou fazer um medley e falar dos três últimos posts do desafio dos livros de uma vez só: (e como cada um tem uma trilha sonora, é preciso entrar no tema...)

Day 28- A Book you wish you never read
Um livro que você queria nunca ter lido
A polaquinha, do Dalton Trevisan. Argh. É o único que eu me lembro de não ter gostado, porque geralmente apago da minha mente e tiro da estante tudo que eu não gosto bem imediatamente.
Trilha sonora do dia: The Police, Every breath you take

Day 29- An Author that you completely avoid/hate wont read
um autor que você evita/detesta/não lê
Puxa. Fora o Tolkien, que já mencionei ser um pet peeve, não me lembro de ninguém com quem eu tenha esse tamanho de resistência. Tenho um certo preconceito contra alguns tipos de livros, aqueles que nascem de momentos célebres na vida do Zezinho e quando você folheia na livraria já vê que a pressa pelos 15 minutos de fama não deixou tempo nem de alguém revisar a pontuação ou incluir uma ou outra palavra de mais de três sílabas pra que haja um desafio, mas enfim...
Trilha sonora do dia: agora vou te levar ao túnel do tempo: Right here waiting, Richard Marx!!!

Day 30 - An Author that you will read whatever they put out
um autor cujos lançamentos você sempre lerá
Tantos! Paul Auster, Lygia Fagundes Telles, Luis Fernando Veríssimo, Jonathan Coe; os distópicos (Tahereh Mafi, Marie Lu, Suzanne Collins); JK Rowling, aliás adorei Casual vacancy.
Trilha sonora do dia: Rick Astley,Together forever!

Acabou... amanhã estou sozinha no mar sem desafios dos blogs silenciosos. Mas eu me prometi que não me deixarei sozinha, à la esquizofrênica, e curiosamente, esse mês trouxe muitas novidades para muita gente legal perto de mim (brinquei que o ano novo chinês da gente começou um mês mais tarde). Então quem sabe o que nos reserva o ano do Cavalo...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 25 - livros para meninos


Day 25 - A Book you later found out the Author lied about - como eu não consegui pensar em um, mudei o tema, porque esse é meu blog e quem manda aqui sou eu.
O tema do dia é Livros para meninos, pensando em livros que eu já dei ou ouvi meninos dizerem que gostavam.

Livros para meninos
Barba ensopada de sangue, Daniel Galera
Alta fidelidade, Nick Hornby
Man and boy, Tony Parsons
Nu, de botas, Antônio Prata
Comédias da vida privada, Luís Fernando Veríssimo
Qualquer livro do Chuck Palahniuk (o autor do Clube da luta)

Trilha sonora do dia: A letra da pira..., To be with you, Mr. Big. Outro sucesso do Clip Trip!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 24 - autobiografia/biografia favorita

Day 24-Favorite Autobiographical/Biographical book

I know why the caged bird sings, Maya Angelou (Eu sei porque o pássaro canta na gaiola)
Maya Angelou (Marguerite, cujo apelido era Maya quando criança) era uma criança negra que queria ser branca, e narra episódios que te cortam o coração sobre sua infância (ele vai até a adolescência dela), sobre como o tio se escondeu para não ser linchado pela Ku Klux Klan ou sobre como ela sofreu abuso sexual. O livro chegou a ser censurado; Maya Angelou escreveu vários outros volumes, virou conferencista e professora, mas eu acho que muito da beleza desse é a voz usada, da criança que ela foi e sonhava com um mundo no qual ela acordasse sem gente que a tratasse diferente. Vontade de chorar. E de ler de novo. E de viver nesse mundo também.

The glass castle, Jeanette Walls (O castelo de vidro)
A história da jornalista bem conhecida nos Estados Unidos é chocante porque ela começa contando como um dia viu um sem teto na rua e reconheceu - era sua mãe - ou seu pai, não me lembro agora, chocantemente, rs. Mas daí ela começa a narrativa dos episódios curtos que te fazem fazer caretas enquanto lê e ver o pai, Rex, os irmãos, a mãe, todos eles se mudando de cidade em cidade, aplicando pequenos golpes, vivendo na semi miséria por conta de alcoolismo, vida desregrada, confusão. E você percebe que sim, pode ser qualquer um que você conhece tendo essa vida.

Trilha sonora do dia: I love rock and roll, Joan Jett :) - cuja vida foi tão interessante também.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 23 - sua novela/romance favorito

Day 23- Favorite Romance Novel

Ah gente, fala sério né. A essas alturas qualquer um que já leu dois posts por aqui já sabe que isso é uma coisa pra não me deixar dormir. Como assim, romance favorito? o que você relê? o que você recomenda? o primeiro que te vêm à cabeça? já discuti isso lá atrás num outro post. Então vou evitar o sofrimento (meu e seu) e dizer que a gente começa pela lista dos meus favoritos que fica lá embaixo, ó:

Meus livros favoritos

  • Zeno's conscience, Italo Svevo
  • Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector
  • Traveling light, Brian Andreas
  • To kill a mockingbird, Harper Lee
  • The namesake, Jumpha Lahiri
  • The master and margarita, Bulgakov
  • The house of sleep, Jonathan Coe
  • Someone like you, Roald Dahl
  • So much for that, Lionel Shriver
  • One flew over the cuckoo nest, Ken Kesey
  • NY trilogy, Paul Auster
  • Jubiabá, Jorge Amado
  • High fidelity, Nick Hornby
  • Girl in translation, Jean Kwok
  • Fazes-me falta, Ines Pedrosa
  • Fahrenheit 451, Ray Bradbury
  • El amor en los tiempos de colera, Garcia Márquez
  • Delicacy, David Foenkinos
  • Brave new world, Aldoux Huxley
  • A pale view of hills, Kazuo Ishiguro
  • A cidadela, Cronin

Aí a gente tira os que não são romances (tirei os não ficção, os de contos, as coleções) e pronto, taí meu romance favorito, me deixa que eu fico nervosa com essas escolhas.



Trilha sonora do dia: Perfect day, Lou Reed

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 22 - série favorita

Day 22-Favorite Series


The shopaholic series - conforme já comentado várias vezes, a última aqui, eu coraçãozinho de amor Sophie Kinsella e a série da Becky Bloom. Amo.

Stieg Larsson - a trilogia Millenium é fenomenal. Não só porque a Lisbeth Salander é uma das heroínas mais legais da literatura contemporânea, mas porque esse sueco (que morreu subitamente, deixando aliás uma grande confusão familiar para trás, com direitos autorais e a companheira sem acesso a eles) faz uma costura entre mistério, suspense, dor e amor que é fenomenal. Eu não conseguiria falar sobre a história sem abrir minha bocona e dar um spoiler, então te recomendo fortemente que tente. Mesmo que você precise de uma aula de geografia para entender onde os personagens estão e uma de pronúncia para dizer os nomes deles, vale o esforço. Inclusive me abriu um portal para outros gêneros (novelas de crime, tipo Camilla Lackberg, Hennel Mankell, Dennis Leahne, etc, especialmente os nórdicos, que eu não lia antes.)

Harry Potter - dispensa explicações, se você é desse planeta. (Na verdade, se você é desse planeta e precisa de explicações, essa é mais uma razão pra você fingir que nunca ouviu falar nada sobre essa série e ler os livros sem nenhum julgamento. Vai descobrir que eles são absurdamente bem escritos, não ficam devendo nada à mitologia, que aliás você também ia adorar ler, são envolventes e muito criativos. E não, não são só para crianças, embora eu te desafie a qualquer tempo a ler A psicanálise do conto de fadas, do Bruno Bettelheim,  me dizer o que você acha tão simplista sobre 'livros para crianças'.

Tahereh Mafi - eu já falei dela em outros mil posts. Sim, ando apaixonada. Desculpaí.

Trilha sonora do dia: David Bowie com Absolute beginners; aliás, minha melhor metade esteve em Berlim semana passada, fazendo um trajeto baseado no Bowie (apartamento, estúdio, bar favorito) e amou. E eu quero ir ao MIS ver a exposição. É um cara tão interessante.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 21 - um livro que é um prazer culpado pra você

Day 21- A guilty pleasure book

YA, (Young Adult literature, literatura o que, minha gente, juvenil??) e Dystopian books (livros distópicos) ; ou seja, Hunger games, que eu gostei antes das pessoas gostaria de deixar claro, porque a Kat é um animal instintivo e fofo, e a história é ótima, não quero nem saber o que o mundo acha :) - já passei por isso quando li HP e me disseram (lá em 1999): Ué, por que vc tá lendo um livro de criança?



 Harry Potter, a trilogia do Philip Pullman, que eu já mencionei antes, as crônicas de Nárnia, do C.S.Lewis e tão melhor que o filme (aqui), a série da Marie Lu (Champion, Prodigy, e mais um cujo nome não me lembr)

a série da Tahereh Mafi, (em português aqui) gente, eu me alternei querendo me casar com o Warner e com o Adam a cada página e até agora não sei como termina (essa semana sai o último e tô dividida, naquel momento que você quer terminar pra saber mas não quer porque é tão legal e não devia acabar nunca) e é tãaaao fofo! (aliás, update: eu li, amo mais que paçoca, mais que isso são spoilers).




da Veronica Rossi ( Under the never sky - em português, Sob o céu do nunca, aqui)... gente, não dormi até as 3 da manhã querendo ler.


amo, o que eu posso fazer? posso dar uma explicação intelectual sobre a minha (bem) alta tolerância à ambiguidade e capacidade de abstração, o que faz com que livros com esse tipo de fundo sejam perfeitamente críveis e bem coloridos na minha mente, mas a verdade é que quando bem escritos eles são a definição pura de indulgência.
Eu também poderia falar de Paranormal, Erotica ou Dark Romance, mas acho que é bom manter a dignidade que me resta por mais um pouco de tempo.

Além disso, poderia falar horas sobre chick lit (que seria 'literatura de meninas', e cuja definição deveria englobar mil títulos, mas na verdade eu conectei com British chick lit, a melhor de todas: Maryan Keyes, Sophie Kinsella, Jane Green, Robyn Sysman, Jane Costello, a lista vai por aí e será coberta em algum momento).

Trilha sonora do dia: Mr. Jones, Counting Crows

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 20 - um livro que você recomendaria para alguém ignorante/racista/de mente fechada

Day 20-A Book you would recommend to an ignorant/racist/closed minded person

À espera de um milagre, que é baseado no livro The green mile, do Stephen King, e virou um filme bastante bom, por sinal. Para as pessoas que tem muita facilidade em dizer as frases chavão (sejam elas Bandido bom é bandido morto ou Todos merecem justiça), é algo para colocar em xeque mate as crenças sobre culpa, sistema penal, aparência, impressões e tudo de subjetivo que envolve a nossa vida toda.

E agora, Odette de Barros Mott (a edição que eu tenho, com uma resenha razoável, é essa aqui). Eu me lembro de ter me espantado com a inversão de papeis, porque a preconceituosa maior sempre foi a Camila, que se via como diferente e se apresentava ao mundo com essa prerrogativa de outro papel na sociedade, e eu nunca havia pensado nisso. É muito triste, não só por tudo que ela perde, de relações reais e de possibilidades futuras, mas também de conexão com quem ela realmente é dentro da família. Me impressionou muito e acho que é um tapa na cara de quem já é uma alma minúscula o suficiente para achar que a cor da pele importa, e sequer imagina o que sua própria pequenez de espírito ainda pode causar na vida dos outros, até inadvertidamente.

Trilha sonora do dia: adoro! Candy, Iggy Pop, que nunca envelhece, e Kate Pearson

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 18 - um livro que você não consegue mais encontrar e você ama

Day 18- A Book you can’t find on shelves anymore that you love

Olha, pra falar a verdade, eu não consegui pensar em um livro que eu não tenha encontrado, que esteja esgotado. Quer dizer, esses da infância e adolescência são obviamente mais difíceis de achar, mas nada que um acesso ao Estante virtual não resolva, suponho eu. Aí pensei em um livro que eu não consigo encontrar AQUI, e ficou um pouquinho mais fácil fazer a gambiarra, quer dizer, pensar no que escrever.
E pensei em um livro que não entraria em outra categoria, provavelmente, de um autor que pouca gente conhece: Brian Andreas.
Eu nem lembro como o descobri. Só sei que há estórias dele que me dão um aperto no coração, e é um aperto bom, sabe, aquele que a gente sente quando gosta tanto, tanto de alguém que quase quer conhecer a pessoa de novo só para ter tempo de gostar mais ainda? ou de um momento que foi tão, tão feliz que te faz suspirar TODA vez que você pensa nele? Não sei se é um livro para crianças, para adultos, para adultos com problemas emocionais, para crianças muito maduras. Só sei que tenho três livros dele, e queria tudo tudo tudo que tem nesse site.

Esse aqui é um dos mais populares, e é fácil entender o porquê: (tradução livre): "Qualquer um pode matar um dragão, ele me disse, mas tente acordar todos os dias e amar o mundo de novo. Isso sim é o que denota um herói de verdade". Quem nunca...
E aí olha só que fofurice:

Decidindo que tudo está caindo em seus lugares perfeitamente contanto que você não seja muito específico sobre o que você quer dizer com lugar. Ou perfeitamente.

Entende porque eu tinha de enfiar o Brian Andreas em algum lugar nessa lista? Os meus foram trazidos por alguma alma boa que foi pros EUA há uns anos (eu, ridiculamente, fui uma vez só, aos 18 anos, quando não havia nem internet e minha mala voltou cheia de coisas tontas como pelúcias, moletons e cds, tudo que hoje é facilmente encontrado na 25 de março).

Trilha sonora do dia: All I want is you, U2. Se eu me casasse numa cerimônia acho que essa seria uma forte candidata a tocar.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 17 - um livro que virou filme e foi completamente destruído

Day 17- Book turned movie and completely desecrated

Eu ia falar da coleção da Stephanie Meyers (pode me xingar, mas eu não tinha vergonha de dizer que gostei até os filmes aparecerem e serem tão ruins), mas vou ficar com outro título:
Não foi COMPLETAMENTE horrível, mas sempre que eu falo da Sophie Kinsella, alguém diz, Ah, vi o filme, e embora eu goste muito da atriz, do ator, do roteiro (como eu disse, não foi COMPLETAMENTE deturpado), não tem o gargalhar alto que o livro me deu várias vezes. Não invejo o trabalho dos roteiristas, porque muito do que acontecia com a Becky Bloom era dentro da cabeça dela, mas de verdade, era muito divertido, e não fica assim no filme.
A história é sobre a Becky Bloom, uma jornalista financeira que é uma fraude, porque foge dos credores, compra desenfreadamente, está endividada até o pescoço e conta mentiras porque não consegue sair das enrascadas em que se mete. E ela se mete em várias. O livro que originou a série está à venda aqui, a coleção toda em inglês é essa:


e o site da Sophie, tão fofo quanto ela, é esse aqui.

Engraçado que eu tenho certeza que vou lembrar de vários livros que foram massacrados nos correspondentes filmes, mas só lembro dos bons agora:

Atonement, Ian McEwan (Desejo e reparação, que aliás eu só consegui gostar vendo o filme);
Delicacy, do David Foenkinos (A delicadeza do amor)
Cloud Atlas, do DAvid Mitchell (idem ao Atonement, só entendi vendo o filme, e olha que ele era confuso e longo. Aliás pensando bem talvez eu tenha uma deficiência séria cognitiva e a culpa não seja desses livros).
As crônicas de Narnia, do CS Lewis, na verdade o filme sem dúvida não é tão bom quanto nenhuma delas, mas foi bastante ok.
Não entro no mérito do Harry Potter porque foram sete livros, alguns filmes foram bons, outros nem tanto, e vamos combinar que poucos de nós teríamos feito trabalho melhor que quem fez de fato.

Trilha sonora do dia: Cansei de dar essa música em sala de aula. Thank you, da Dido.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 16 - o melhor filme baseado em livro

Day 16- Favorite book turned movie

High fidelity, Nick Hornby (Alta fidelidade)




(me fala se só essa fala já não seria o suficiente pra se apaixonar?
"Livros, discos, filmes - essas coisas importam. Me chame de superficial. É a p... da verdade.")

O filme é com o John Cusack. O Rob, o personagem principal, dono de uma loja de vinis, ama listas e resolve fazer uma das ex namoradas para descobrir o que deu errado com a última, por quem ainda está apaixonado. Você acompanha a saga.
De verdade, outro livro dele, o About a boy, (Um grande garoto) com o Hugh Grant, (um personagem que não tem nada pra fazer porque é um herdeiro, cujo pai ganhou dinheiro com uma única canção de Natal que ele passou, claro, a detestar)  também poderia perfeitamente estar nesse post.
Foram fiéis, leves, os personagens tão agradáveis (likeable) quanto os originalmente descritos nos livros, a edição muito perfeita. São indicações para momentos leves, gostosos, com um toquezinho vago de incômodo suficiente para que você se identifique com os personagens mas não o suficiente para que não queira assistir numa tarde ensolarada. (isn't it the perfect amount?)

Trilha sonora do dia: You really got me (The kinks). :)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 15 - livro favorito cujo tema é cultura internacional

Day 15- Favorite book dealing with foreign culture

Curiosamente, ainda não achei um livro que fale da cultura de imigrantes (meus pais são espanhóis, vieram pra cá de Galícia e Andalucía, separadamente, aos 16 e 18 anos e vivem aqui desde então) europeus. Gosto do Corações sujos, que já mencionei no post do desafio do livro de não ficção, porque acho que carrega muito da cultura oriental na sua história, mas pensei em alguns outros títulos:

The namesake, Jumpha Lahiri (ficou com tradução literal, O xará; mas parece que está esgotado na Livraria Cultura).No post do desafio do seu nome favorito eu falei sobre o peso que os nomes tem na vida das pessoas. E aí o Gogol (Nikhil) entra e faz o favor de colocar um lacinho nessa ideia, lutando toda a vida com a questão cultural, da identidade que ele tem no país, como pessoa, entre os amigos, acho que nem mesmo com essa família que afinal deu a ele um nome tão por acaso. A descrição é colorida e quase tem um cheiro de especiarias, a comida está sempre presente e os hábitos familiares também, e embora eu nunca tenha estado perto da Índia, (e a narrativa dele aconteça nos EUA pra onde imigrou e vive como adulto), me parecia muito palpável e peculiar.

Q&A, Vikas Swarup (li o livro antes de ver o filme, que foi intitulado Quem quer ser um milionário? e se não me engano concorreu ao Oscar. Em português, ficou Sua resposta vale um bilhão e vende na Livraria Cultura). A história realmente tem uma cara já meio pronta cinematográfica, porque o ritmo da narrativa é rápido, em neon, cheio de sensações. Parece aquele livro que a gente lia quando criança, O homem que calculava, do Malba Tahan, sabe?, o que me leva à crer que é o tipo de narrativa indiana mesmo. Mas é fascinante ler sobre o programa, o tipo de personagem, as roupas, tudo que circula a vida do Ram.

Girl in translation, Jean Kwok - alguém, em alguma resenha, classificou o livro como sendo o melhor retrato da cultura Asiática/Americana. Eu só sei que é impossível você ler a narrativa da Kimberly e não se colocar no lugar dela, sendo chinesa ou paulistana, o que é um testemunho de competência sensacional da Jean Kwok. Amei muito.



Trilha sonora do dia: Take on me, A-ha (aposto que essa eu tirei do fuuuundo do baú né!)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia 14 - um livro que você acha que deveria estar na lista de leitura obrigatória do ensino médio


Day 14 - a book you think should be in hs required Reading list

Booom. Quero deixar claro que não vou falar da Coleção Vagalume porque acho que ela deve começar antes do ensino médio. Um aluno de 5a. série (6o. ano, acho, na correspondência atual) deveria ser capaz de ler A serra dos dois meninos e querer ser um deles. Acho que o mesmo vale pra coleção Para gostar de ler, que era uma delícia, e apresenta o universo fantástico das crônicas, que são uma porta de entrada tão convidativa para a leitura.
Então, após vastas deliberações (mentira, se eu paro para pensar muito publico o dia 14 no dia 30 de tanta indecisão, quem vê pensa que eu estou realizando desejos do Aladim e não só elocubrando e falando sozinha aqui), pensei em um livro que creio que poderia ser usado em sala de aula e na vida (porque a gente tira a professora da sala de aula mas não tira da alma, rs: eu ainda vejo filmes e leio livros pensando que meus alunos que hoje não existem poderiam gostar):
A onda, Todd Strasser. Foi feito um filme, alemão, e antes desse, um de 81. O livro é baseado em fatos verídicos ocorridos na Califórnia no fim da década de 60 (69, em Palo Alto, acabei de ver no livro). Só achei referências em inglês na wikipedia, mas de verdade, tanto faz. O que importa é que é um livro forte, que envolve adolescentes, história e realidade, e daria muito pano pra manga na discussão de valores, expectativas, tribos, sociedade.



Isso dito, deixo claro que sou bem a favor daquelas coisas de antigamente de levar as pessoas até uma biblioteca e pedir que cada um escolha um livro e faça uma resenha dele para o nível escolar abaixo do seu. Pode ser Harry Potter, pode ser a saga do Rick Riordan, podem ser gibis, mangás, pode ser até os vampiros da Stephanie Meyers. O canal que a pessoa usa para entrar no hábito da leitura é muito individual, e não existe livro ruim, existe o livro que não é para você. E no fim, não é isso que a gente quer?
Eu queria saber mais estatísticas sobre leitura no Brasil, inclusive. Todas as vezes que vou até a Livraria Cultura da Paulista, sorrio como se o lugar fosse meu de orgulho de tanta gente olhando, comprando, lendo, discutindo letrinhas gravadas em papel. Pego metrô e não tem um vagão que não tenha meia dúzia lendo. Não somos a Argentina, claramente, lendo psicanálise nos cafés como hábito, mas isso não é esperança?

Já que hoje é Valentine's Day, o dia dos namorados americano, uma canção de dançar de rosto coladinho: David Gilmour cantando Don't, numa homenagem ao Elvis (quanta coisa certa na mesma frase, não?). Happy Valentine's Day :)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 13 - livro favorito da sua infância

Day 13- Favorite childhood book

Não vou contar com a coleção Vagalume, que eu já mencionei antes no post Livros da minha vida e da qual eu tenho vários livros (e pretendo mencionar de novo depois). Tirando ela então...

Corazón, Edmundo de Amicis
Ganhei esse livro aos 10 anos, de uma prima cubana da minha mãe. É um livro italiano sobre meninos numa escola, e contado com tanta delicadeza e ternura que é impossível não se envolver. El calabrés está comigo até hoje. Muito doce.

O conde de MonteCristo, Alexandre Dumas
O livro é francês e a história de Edmond Dantes, apaixonado por Mercedes, que é preso injustamente e perde a noiva, o amigo e a sanidade quase. Ao sair, tornando-se o conde de Montecristo, busca vingança, mas a intensidade de tudo que tem dentro de si (e a bondade profunda que nunca conseguiu perder) prevalece. Atire a primeira pedra se você não cair dura de amores pelo Edmond. E se não cair, assista o filme, com o Jim Caviezel, e veja se continua resistindo.

A marca de uma lágrima, Pedro Bandeira:
a sinopse do Skoob é: Isabel (personagem principal) acaba escrevendo lindos versos para ajudar o namoro de Rosana, sua melhor amiga, com Cristiano, seu grande amor. A morte da diretora da escola vem alterar sua vida e precipitar os acontecimentos. Isabel foi testemunha de uma cena muito suspeita e se sente ameaçada. A idéia da morte começa a tomar conta de seu cérebro, enquanto seu coração se despedaça pelo amor de Cristiano.
Na verdade é uma história meio Cyrano de Bergerac (sabe, cartas ajudando um a se apaixonar pelo outro?) e tem outro personagem, o Fernando, que é amigo da Isabel e se torna importante na história enquanto ela tenta descobrir quem ela quer ser e com quem quer ficar. Adorável.



Ana e Pedro - Cartas, Vivina de Assis Viana
Amo livros de cartas. Essa é a história da Ana, que com 16 anos escreve pro Pedro, amigo de uma amiga, e conta pequenices da sua vida, de como gosta de papelarias e desgosta de café. E é um começo com meio tão meigo quanto e final mais lindo ainda. Ser adolescente é mais legal com livros assim.

Trilha sonora do dia: Amo Cranberries. Linger :)