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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

primeira quinzena de janeiro - aleticiale2017

The perfect girl, Gilly Macmillan, estreou meu ano. Parece não ter ainda tradução em português, e foi ótimo.
It was gripping from beginning to end; even when you want to slap Zoe silly (or, actually, slap her mom, or her uncle, or punch Chris, or ... there's some bottled up anger sipping from the characters' passiveness, attitude or lack thereof.), you want to know what happens a bit more, so you go on. The ending might be a bit predictable, everything considered (I'm really bad at predicting the butler's crime and I had guessed it a whole chapter in advance), but as usual, I think the journey is what truly matters.

A resistência, Julian Fuks - O livro, em tom autobiográfico, é narrado pelo irmão mais novo Sebastián, e começa falando que quer falar sobre seu irmão adotado. Filho de psicanalistas argentinos que buscaram exílio na década de 70 no Brasil, logo ele está falando dos vazios e dos ecos que isso quer dizer, num vai e vem constante. É um livro que não sei se gostei, pra ser bem honesta. Ás vezes sim - me lembrava minha amiga argentina falando, o tom é bem genuíno, me pareceu que até os tempos verbais o eram - e às vezes eu só me cansava.

As fêmeas, Marcelo Rubens Paiva - É uma coleção das crônicas que ele escreveu para o jornal, que eu não leio. Em sua maioria, não gostei. Achei escatológico, ou cru, ou agressivo, e nao estou dizendo que não devia ser - simplesmente não é meu estilo ou não era minha expectativa ao ler.

Olhai os lírios do campo, Erico Veríssimo - Havia lido esse livro quando adolescente, e chorado por Olivia, e odiado Eunice. É interessante reler agora. Novelesco, claro, moralista, sem dúvida, mas tem um toque romântico e sociopolítico (mesmo que isso não seja a ênfase total) que é cativante. Me lembrou muito A cidadela, do Cronin. A questão do médico que se tornou médico para ser respeitado e valorizado pela sociedade, enriquecer, ignorando o proposito da profissão e as pessoas que amava no caminho... enfim.

Senhora, José Olímpio - Falando em novela... Várias reviradas de olhos ao ler a descrição da Aurelia, que basicamente era "espertinha, considerando que era uma moça". É preciso lembrar que foi escrito em 18... , e na verdade era até inovador, já que ela se recusava a depender do tutor e foi, até o fim, senhora de seu próprio destino.

O livro das perguntas, Pablo Neruda - Um livrinho leve de poesia que você quase quer ler para crianças, perguntando por que o sol é amarelo e por que o outono gasta tantas folhas em suas dívidas.

Travesuras de la niña mala, Travessuras de uma menina má, Mario Vargas Llosa - Sensacional. Sabe aquela frase que acho que é do Italo Calvino, de "um clássico é o livro que nunca termina o que tem para dizer"? foi isso que pensei, porque adorei a narrativa, e dias depois de terminar ainda coisas ecoavam em mim. Sensação deliciosa! Pensa que o mote da história é entre o Ricardo e a "menina má"; ela sequer tem um nome próprio real no decorrer todo do livro... e isso não importa, é parte da mitologia. Muito incrível.

Selma e Sinatra, Martha Medeiros - a fase de Martha Medeiros continua forte. Esse é um dos dois romances que ela escreveu, e eu achava que ia ser pior que as crônicas, mas gostei muito. É basicamente a entrevista de uma cantora aos 70 e poucos anos, cuja vida perfeita intriga e incomoda a entrevistadora. O drama de ser gente vem à tona várias vezes, e é gostoso de ler.

O túnel, Ernesto Sabato - um argentino que é muito bom contador de histórias, com um romance que começa falando que ele matou uma pessoa. Bom de ler, né? mesmo o personagem sendo ligeiramente maluco, passional e ciumento (bom, faz sentido). Um daqueles romances nos quais a narrativa se sobrepuja em muito ao cerne da história.

Contos fantásticos no labirinto de Borges, organizado por Braulio Tavares - são contos escolhidos pensando-se no argentino Jorge Luis Borges, e há alguns que ficam em pé realmente sozinhos - adorei A livraria, do Nelson Bond, e tive pesadelos com A terceira expedição, do Ray Bradbury.

A dama das camélias, Alexandre Dumas filho - a história de uma meretriz, Marguerite Gautier,  que se apaixona e é correspondida por Armand Duval. Serei honesta: eu esperava mais. Queria saber da história da mme. Gautier, queria entender a razão das camélias, e embora entenda a delicadeza com que a história foi tratada - a cortesã do século XIX renunciando a seu amor em nome da dignidade do amado (pedido do pai de Duval), o arrependimento de Duval por tê-la tratado vingativa e cruelmente como resposta, a doença que a consome, a falta de perspectiva, enfim - não me convenceu como uma das personagens mais conhecidas da literatura. Também li em algum lugar que a história era verdadeira, mas não encontrei fatos que comprovassem essa hipótese.

O sol se põe em São Paulo, Bernardo Carvalho - livro emprestado, de um autor sobre quem eu não conhecia nada e nem sabia que existia. Veio bem recomendado, e aí as primeiras vinte páginas foram de doer. Difíceis pra mim, lentas, aquele tipo de narrativa do senhor dos anéis, de descrever cada coisa e não ir pra lugar algum... quando eu estava quase desistindo, a coisa engrenou e aí se tornou bem fácil. É uma metahistória da metahistória, vários personagens dentro deles mesmos, reviravoltas e surpresas sobre o que de fato aconteceu com os envolvidos - e onde, e quando. Tive de ler o fim duas vezes e meia, porque houve algumas revelações de coisas que eu não tinha prestado muita atenção, mas valeu assim mesmo.

Como falar com um viúvo, Jonathan Tropper - achei esse livro no sebo perto de casa, tinha uma cara simpática e me lembrou outro Jonathan, o Coe, que eu adoro. A sinopse é como o título, mórbida - o sujeito de 29 anos que perdeu a mulher de 40 num acidente de avião e está deprimido e sem saber como lidar com o enteado adolescente e com a vida de modo geral. Ele nem é interessante, se você pensar muito bem. Mas ele começa a escrever uma coluna com o nome do livro, faz um sucesso danado, ele luta contra a depressão - na verdade, mentira, luta bem pouco; ele passa por aquele período que só quem perdeu alguém sabe, que é não querer lutar contra a depressão porque ela significa superar a pessoa perdida - e a história surpreendentemente fica em pé, tem insights até divertidos. Zero expectativa virou vai pra estante.

Grande irmão, Lionel Shrivner - quem já esteve por aqui sabe que eu amo essa mulher. Li duas coisas sensacionais dela, Precisamos falar sobre Kevin e So much for that, e ignoro um pouco as críticas negativas sobre o fato de que ela é ligeiramente pedante em seu uso de polissílabos para descrever qualquer coisa. Mas esse livro não foi um ganhador. Começou bem: Pandora é casada com Fletcher, e eles tem aquela pequena mesquinhez que você identifica nos outros e te faz sentir humano, é dona de um negócio bem sucedido mas não se conecta de verdade com nada, aparentemente. Aí surge o irmão, o único membro da família que ela gosta de fato, e ela quer hospedá-lo. Ao encontrá-lo no aeroporto, descobre que ele está pesando 175 kg, e todo o drama se segue daí. Ignorar o fato? Ajudá-lo? Entender o preconceito que está à volta dos obesos? Lidar com a fome que não é fome? Com a própria autoimagem? Com as questões de saúde que ele enfrenta? Com a mobília que ele quebra? Com o fato de ser a irmã caçula exercendo o papel de irmã mais velha? ou...
é como assistir um reality show, quase, só que muito melhor escrito, e você segue os capítulos. Me incomodei com a decisão tomada quando ele tinha de ir embora, e achei o fim muito clichê para o que eu conheço e admiro da Lionel Shrivner. Sei lá. Ainda é um livro ruim muito melhor que outros livros médios.


 

segunda-feira, 21 de março de 2016

Férias

E aí que planejar férias pra mim é o começo delas. Tem (muita) gente que estressa horrores com isso, mas eu ADORO. Não adoro muito ficar procurando hotéis, mas é  muito mais por conta da minha falta de senso de direção: sempre acho que serão longe de lugares centrais, não sei olhar mapa, acho todas as resenhas do trip advisor iguais.
Agora, AMO:
- pesquisar hábitos culturais do lugar - tem gorjeta? o que as pessoas vestem? como se diz por favor e obrigada?
- pensar na vida do dia a dia - se usa mais metrô ou ônibus? a que horas anoitece? as lojas abrem nos fins de semana? que lojas são legais?
- fazer planos de passeios, tipo viagens de um dia do lugar - por exemplo, visitar Bologna ou os lagos, na Itália, no ano passado.
- fazer mil listas do que levar de roupa, de cosméticos, de coisas pra levar na mala de mão, de livros pra ler no caminho, de lugares pra visitar em cada cidade... até chegar à lista perfeita de cada coisa. Demora, viu?
E só fico feliz com o calendário impresso, cheinho de anotações.
Cada louco com a sua mania, né? Escuto as pessoas falando 'ah, quando viajo, eu quero relaxar, não quero planos', 'ah, eu chego no lugar e aí vejo onde vou ficar', 'ah, eu mudo de acordo com o que gosto na hora', e me dá até arrepio. Só de pensar que sei exatamente onde vou estar no dia x às xx horas e ah vai ser tão diferente do que estou fazendo agora, eu já fico feliz.

Vc já tá muito curioso??

Tô pensando se revelo meu destino...

Ah, tá bom, vai. Vou fazer isso que nem strip tease, aos pouquinhos. Vamos visitar várias cidades, algumas por mais dias, outras nessas 'viagens de um dia'. A primeira parada, na qual passaremos 6 dias, é num lugar onde...
a. se fala uma língua que eu absolutamente desconheço;
b. a primavera começou ontem;
c. a moeda não é dólar, nem peso, nem libra, nem euro.
d. há pelo menos dois escritores conhecidos vindos de lá, embora já mortos há bastante tempo e com gêneros bem diferentes. Quase todo mundo conhece a obra de um deles.
e. foi notícia recentemente.

E aí, arrisca?