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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Letícia lê

Além dos três livros que eu li na primeira semana do ano, de folga, terminei o Dupla falta, da Lionel Shriver;
gosto muito dela, desde o Precisamos falar sobre Kevin - e AMEI o So much for that. Alguns outros eu não gostei, verdade. E esse ficou no limbo. Bem escrito, e tenso, cru, fala sobre um casal de tenistas jovem; Willy tem 19 anos quando conhece o outro tenista que se tornará seu marido, e o primeiro cheiro de conflito vem do fato de que ela treina desde os 5 anos e quer subir no ranking, enquanto ele começou a praticar aos 18 anos e vê o tênis como algo que é parte de sua vida, e não toda ela.
À medida que o romance progride, essas tensões competitivas e de personalidades distintas vão vindo à tona das piores maneiras, e você não consegue evitar se solidarizar com ambas as partes, mesmo que, no meu caso, não entenda nada do esporte nem da ambição relacionada a ele.

Aí, Sagarana não me entusiasmou do começo, e querendo ler um clássico, fui pra Madame Bovary. Eu só me lembrava que havia uma traição. O que eu vi:
Charles Bovary se tornou médico quase por acidente, e é um ser medíocre desde o começo do seu retrato, placido e sem culpa nem mérito. Emma, portanto, parece para mim representar na vida dele algo novo, brilhante, lindo, jovem. Ela, por outro lado, é seduzida... por tudo. O primeiro baile que frequenta fica na sua cabeça meses, o primeiro homem que dança com ela, o próximo que flerta com ela, finalmente o que tem coragem de dar o primeiro passo... ela é 'facinha, facinha'. Rasa como uma tábua, me irritou tanto e com tanta frequência que eu lutei um pouco com o impulso de desistir do livro. Endivida a família inteira dando presentes pros amantes e enfeitando a casa, e isso, junto com o fato de que há vários personagens tão horríveis quanto ela, inclusive um vendedor/agiota/desgraçado que arruína a família com chantagens mil e bom, com o conhecimento das fraquezas morais que eles tem.
O fim é surpreendente, no sentido de que depois que você acha que acabou ainda tem mais uns capítulos deprimentes. Honestamente? a questão é que o romance é bem escrito e bem contado, mas os personagens são tão moralmente fracos, unilaterais, egoístas, que a depressão vai te esfriando os ossos até você não querer mais ler o livro. (Você, no caso, sendo eu rs).


Aí li A noiva fantasma, meu primeiro livro do desafio no grupo 'autores internacionais', com uma autora descendente de malaios que vive na California e conta a história de Li Lan, que em 1893 é prometida a um primogênito morto... sim, aparentemente essa prática, que foi proibida no final do século XIX, ainda resiste em alguns lugares da China e Malaia, especialmente em famílias tradicionais e abastadas. Dá pra imaginar? A mitologia toda (as oferendas para os mortos, o fato de que eles só conseguem viver do que lhes foi ofertado pelos antepassados, o arroz) é muito simbólica e me deu arrepios. Foi interessante até o fim, e o desfecho foi de fato distinto do esperado. Gostei bastante! A propósito: foi um livro recomendado na Oprah rsrs!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A Letícia leu! os favoritos de 2015 :)

A contagem regressiva já começou: faltam alguns livros pro meu próprio desafio ser terminado; ano passado, tinha estabelecido 200, e li 228. Cheguei à conclusão de que se lesse uma quantidade regular de quick novels, esses romancinhos Harlequin ou YA, que são rápidos, eu conseguiria me superar: Aí fiquei folgada... meu objetivo de 2015 são 250, e estou apanhando. Um pouco porque decidi reler clássicos, cuja linguagem mais elaborada e rebuscada, especialmente quando em inglês, e alguns foram, me faz demorar mais. Um pouco porque a vida aconteceu (férias, trabalho, momentos nos quais li pouco).

Também notei que sou pão dura pra cinco estrelas: cinco estrelas são os 'livros da vida', e realmente nem todos entram aqui. Quatro são os que me deixaram terminar impressionada, mas tudo tem a ver com expectativa também, né?
A maioria dos livros que eu vou lendo ganham três estrelas, duas se foram ruins e uma se eu acho que não valem o papel no qual foram impressos.
Finalmente, vale dizer que eu coloquei a versão que eu li, portanto em alguns casos está em inglês. Mas a maioria dos títulos existe em português, é só ir buscar no mundo maravilhoso da internet o que 'conversar' com você :)

Enfim, sem mais delongas: até hoje, dez dias antes de terminar o ano (e 15 livros para entrar na lista), esses foram meus favoritos de 2015, os quatro e cinco estrelas:

Os relidos:

  1. Delicacy, do David Foenkinos. Continua acalentando meu coração de mil maneiras. E olha que a capa de filme não me ajuda a ser feliz (geralmente detesto).
  2. Comédias da vida privada, do Luís Fernando Veríssimo. Não importa o tempo que passe, aparentemente: eu continuo rindo alto dos personagens que a essas alturas são meus conhecidos. Amo esse livro.
  3. Ana e Pedro, Ronald Cleaver e Vivina de Assis Viana. Li com o maior medo, porque era realmente da minha adolescência. Sim, ainda amo.
  4. To kill a mockinbird, Harper Lee. O livro mais popular da minha lista, diz o Goodreads. Eu não sabia o que esperar, afinal fazia séculos que o havia lido pela última vez. Mas como disse o Ítalo Calvino, (acho), um clássico é aquele que nunca terminou o que tinha a dizer.
  5. Anexos, da Rainbow Rowell. Embora esse ano eu tenha lido o novo dela e não gostado, acho que os personagens de modo geral são muito queridos - e, claro, esse livro é em forma de e-mails, minha paixão particular.
  6. Um certo capitão Rodrigo, Érico Veríssimo. Eu quero ler a série toda, claro. Mas tinha um certo apego ao capitão Rodrigo, e queria ver se era justificado. Spoiler: era.
  7. Dom Casmurro, Machado de Assis. Um desses clássicos que você acha que sabe a história, como O velho e o mar. Aí você relê e tem muita pena de tantos autores no mundo, porque né, que triste não ter escrito esse livro. Que incrível camada de personagens, que leveza.
  8. The witches, Roald Dahl. Adoro esse escritor, mas há alguns livros dele que na verdade nunca me atraíram (como  A fantástica fábrica de chocolate, incrivelmente). Essas bruxas, contudo, me são muito reais.

Os quatro e cinco estrelas de 2015 lidos pela primeira vez:

  • A série Reboot, da Amy Tintera - acho que hoje em dia, com tanto YA/distopia, não é fácil alguém ser consistentemente interessante numa trilogia, e eu gostei muito dessa série.
  • Champion, Marie Lu. Falando em séries adolescentes que o mundo devia conhecer.
  • Por lugares incríveis Jennifer Niven. O livro mais triste do mundo, acho. Mas tão, tão doce, que você entende que a vida nem sempre é feliz, mas ainda vale a pena ser vivida.
  • Love like crazy, Megan Squires. Eppie é uma dessas adolescentes que você quer levar pra casa e abraçar, e Lincoln... meu coração achou Eleanor e Park de novo.
  • As pequenas grandes mentiras e O segredo do meu marido, Liane Moriarty. Essa australiana é realmente incrível. Li tudo dela, aos poucos, e de um livro pra outro você gosta mais ou menos, seja por causa do envolvimento com os personagens, seja porque está numa vibração diferente - mas não dá pra negar o talento de contadora de histórias dela, e isso é algo que eu sempre admiro imensamente. Esses foram meus favoritos desse ano.
  • Finding Audrey, Sophie Kinsella. Eu amo essa mulher. Mesmo. Não só porque rio alto com a personagem viva que ela criou pra mim há vinte anos, a Becky Bloom, mas porque depois disso, ela não deixa de me surpreender com sua voz e talento (e simpatia, como pude ver esse ano pegando seu autógrafo). Esse livro é um YA, tão fora da realidade dela! e ainda assim, perfeito.
  • Mar da tranquilidade, Katja Millay. A menina gótica e seus segredos? Ah, mas é tão mais do que isso, né? Como a vida. Como os bons escritores. Como aquelas fases que você acha que não vão passar nunca...
  • The handmaid, Margaret Atwood. Um livro curioso, que iniciou a distopia quando ela não era um gênero, dizem. A tradução horrorosa, algo com 'aia' no título, que você acha que foi um erro de impressão, pode te impedir de pegá-lo na mão, mas uma vez que ele vá pro seu colo, é assombro garantido. Delicioso de ler.
  • Diálogos impossíveis, Luis Fernando Veríssimo. Jà falei que esse sujeito sabe ser incrível?
  • De verdade, Sandro Marai. Ao contrário de vários livros, a sinopse é megacomplexa e te dá até uma preguiça. Outro engano delicioso: ele é absolutamente incrível e vale começar, porque você não vai querer parar.
  • The perfect comeback of Caroline Jacobs, Matthew Dicks. E se sua mãe tivesse um chilique na reunião de pais, e resolvesse ir tirar satisfação da amiga de adolescência a 300 km de distância na sequência? Seria um surto? Pois siga Caroline Jacobs :)
  • Fat chance, Nick Spalding. Comecei muito sem querer, acho que era um freebie. A história de um casal que se inscreve num reality show. Mas, como eu sempre digo, a sinopse sempre diz muito pouco sobre o que um escritor bom pode fazer com ela, né?
  • O filho de mil homens, Valter Hugo Mãe. Vamos ser muito honestas aqui: Se você ler a história sobre o coração fora do corpo e não achar a coisa mais terna e pungente que leu em muito tempo, provavelmente não vai gostar do resto. Mas se isso acontecer, 'agarra nele', como diria minha amiga mineira.
  • Memoirs of an imaginary friend, Matthew Dicks.Como uma pessoa pode escrever um livro contado da perspectiva de um amigo imaginário, e não só não ser ridículo como de fato ser muito real e doce?
  • Put some farofa, Gregorio Duvivier. Uma grata surpresa, eu ri, concordei, quis encaminhar pra amigos... fazia tempo que não tinha reações interativas com esse tipo de livro :)
  • Extraordinario, RJ Palacio. Um desses livros que ficou me rodeando um tempão, e aí um dia me rendi. Auggie mora no meu coração.
  • Em defesa de Jacob, William Landy. Um adolescente acusado de assassinato. O pai é um advogado muito importante na cidade. Antigamente, isso seria Sidney Sheldon, né? mas pode acreditar, você fica passadinho. Bege, como diriam as amigas hoje.
  • The perfect son, Barbara Claypoole. Outra grata surpresa. Existe um casal com um filho de necessidades especiais, e como em muitas famílias, a mulher toma conta de tudo. Aí ela sofre um ataque cardíaco, e o marido tem de se adaptar ao que está acontecendo. Como diria Tolstoi, Todas as famílias felizes são parecidas, mas as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira, né?
  • Sugar, Deirdre Riordan Hall. Lembra daquele Precious, que ganhou o Oscar uns anos atrás? Sugar é uma adolescente maltratada, que sofre bullying, tem uma família horrorosa... mas ainda é um livro que te traz novas perspectivas e esperança, e o que mais você pode querer de um livro?
  • No mundo da Luna, Carina Rissi. Capa bregona, sinopse nada de mais... e não é que é bem adorável?
  • Grayson's Vow, Mia Sheridan, Estava doente de cama e queria um chick lit pra ler - gente, há anos não tenho a agradável surpresa sem surpresas de um bom chick lit. Aí uma amiga me disse que esse não era beeem chick lit, mas valia a leitura. Meio romance, meio erotica, meio humor - e a mistura fica muito boa.
  • Lords of the Underworld, Gena Showalter. Pra não dizer que eu não declarei em voz alta que leio esse tipo de trashy novel. E gosto. 
  • Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral. Eu não conheço outras obras dela, mas essa mistura de Invasões bárbaras (lembra desse filme?)  e realidade me encantou.
  • Sobre a escrita, Stephen King. Outro contador de histórias SENSACIONAL. Ele escreve sobre montes de coisas, do começo da sua vida escrevendo num porão ao atropelamento que sofreu em 99, e você bebe cada página. E ainda fica sabendo como surgiram histórias como Misery, uma das minhas favoritas.
  • Three daughters, Consuelo Saah Baher. História de gerações muito bem contada, a la Vargas Llosa.
  • The word child, Iris Murdoch. Uma das coisas que mais me faz chorar é pensar naquele filme que foi feito sobre o fim da vida da Iris Murdoch, uma escritora prolixa que passou trinta anos lidando com linguagem e um dia se viu perdida entre as palavras. Enfim, eu quase a evito, porque é muito triste... mas esse livro é bem incrível.
  • The translator, Nina Schuyler. Um livro sobre linguagem, de alguns modos. A protagonista é tradutora, sofre um problema de saúde... e tanta, tanta coisa dentro dela e fora muda.
  • Emmi e Leo, Daniel Glattauer. Alemães se escrevendo e-mails por acidente se envolvem à distância. quem disse que não há romance epistolar na Europa Ocidental?
  •  Cormoran Strike (Career of evil)Robert Galbraith, pseudônimo da JK Rowling, continua abalando Bangu. A série vale muito a pena.
Vamos celebrar o fato de que embora sejam menos de 20% de todos os livros lidos esse ano, há livros fantásticos o suficiente aqui pra reler mais de um por mês, e gente, isso é muito maravilhoso, né? 


Seinfeld celebrating gif

sábado, 31 de outubro de 2015

A Letícia lê - Mês temático: Semana do horror!

Roald Dahl's Collected Book of Ghost stories: nossa, tem umas pra perder o sono aqui!

Joe Hill: Twenty Century Ghosts: Expectativas são uma droga, né. A primeira vez que li esse livro, nem sabia quem era Joe Hill, e adorei. Dessa vez, sabendo perfeitamente que ele era filho do Stephen King, li e achei... meh. Afe, que exagero (no cara que é na verdade inflável). Bom, essa é boa (no menino sequestrado). Que forçada de barra (na outra). E assim foi. Saiu da lista e da estante.

Revival, do Stephen King: putz! que perda de tempo... ele já foi mais assustador :p

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Letícia lê - livros lidos nessa semana

Rainha vermelha, Victorya Aveyard - e aí que eu finalmente me rendi e li esse livro. Engraçado que eu me lembrava de já ter tentado uma amostra em algum momento e não ter curtido, mas dessa vez foi. A Mare Barrow é uma pessoa que vive com os Vermelhos, por ter o sangue 'comum'; quando as pessoas fazem 17 anos, algumas são escolhidas para desempenhar uma tarefa na sociedade, que é governada pelos Prateados, que tem o sangue dessa cor e poderes sobrenaturais, pra combinar :P, e outras vão pro Exército. Ela quer muito escapar desse destino, mas gente, cuidado com o que se deseja... existe uma reviravolta que a coloca no meio do palácio real e exposta como, imagine só, alguém com poderes sobrenaturais - embora com sangue vermelho. E agora, José?, diria Drummond, se soubesse desse universo distópico.
Tem triângulo amoroso, tem príncipe, tem laços familiares, tem ambientes hostis... perfeito pra quem gostou de Jogos vorazes, de Divergente, dessa linha aí. Embora, claro, eu tenha cometido um erro básico: li o primeiro achando que o segundo já tinha sido publicado, e ainda não foi. Ou seja, existe sempre a possibilidade de arruinarem tudo no próximo volume. Dedos cruzados.Baixar Livro A Rainha Vermelha - A Rainha Vermelha Vol 1 - Victoria Aveyard em PDF, ePub e Mobi



The perfect comeback of Caroline Jacobs, Matthew Dicks - eu amei TANTO o livro dele sobre o sujeito fofo com TOC, Unexpectedly Milo, e o outro, Something missing! Estava quase 'guardando' esse título, que acabou de ser lançado, e portanto não tem tradução ainda. É sobre uma mãe que sempre foi tímida e meio 'bullied', (embora não reconheça o termo, já que na sua época ele não era tratado como é hoje), e aí tem um pouco um chilique numa reunião. Na sequência, sua filha adolescente é suspensa da escola, e ela decide voltar à cidade natal para confrontar a ex amiga que acha que causou muito dos seus sentimentos sobre toda essa reação. E aí, enquanto se vincula com a filha, conta sobre a infância, a irmã que morreu quando ela tinha 15 anos, a relação com a mãe e o pai... a narrativa do Matthew Dicks é uma delícia, doce mas leve.
Aliás: estou lendo o penúltimo dele, Memórias de um amigo imaginário, para a semana da criança. De morrer de fofura.

Li também meia dúzia de PNR (romances paranormais, cheios de, bom, demônios e afins. Pode julgar, eu também o faria.). Por quê? um, porque exigem zero do intelecto, dois, porque são divertidos. três, porque estou atrasada na minha própria meta com o goodreads. Ano passado, eu havia estipulado 150 livros no ano, e ultrapassei. Esse ano, determinei 250. Só que, claro, essa meta conta esse tipo de livro, cuja resenha é basicamente um 'meh' ou 'legal, herói interessante, heroína imbecil'. E li menos deles que dos outros, o que é bom pra minha vida, mas ruim pra minha alma Monica Geller, que se viu 'atrasada' e tendo lido só 153 dos 250 que me prometi. Em conta de padaria tenho de ler mais ou menos um livro por dia para chegar no  número certo, então vou incluir mais desses 'trashy novels', que não à toa tem esse apodo, hahahaha.... (a propósito: li quatro títulos da Larissa Ione, que é uma rainha nesse nicho. Tem toda uma mitologia, numa série chamada Demonica, coisa mais engraçada do mundo. Os caras mudam de cor, tem semi chifres e traumas, e ainda assim vc tem uma queda por eles. É preciso admirar, né!).

Agora, deixa eu contar: amanhã chega no meu kindle o novo da Rainbow Rowell. Assim, é possível que eu não possa nem ir trabalhar, porque cairei dura de emoção e ficarei abraçada com o livro. Não sei nem sobre o que é. Nem ligo. Ela entrou nessa categoria.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A Letícia lê - semana 28 - os livros fora da caixa (do Kindle Unlimited)

Olivia Joules e a imaginação hiperativa, Helen Fielding
A autora do Bridget Jones aqui faz algo que eu não sabia que ela sabia fazer: mistura cenas bem cruas e sanguinolentas com sua heroína de literatura cor de rosa. Foi interessante ler um livro 'chick lit' com essa pegada de crime e mistério. Confuso, mas interessante :P

Finding Audrey, Sophie Kinsella
Já falei o quanto eu amo essa mulher? Audrey é uma adolescente com um transtorno, que não está conseguindo olhar as pessoas nos olhos, nem sair de casa, por conta de algo que ocorreu no colégio. Ela não faz nada muito profundo, é verdade, no sentido de explorar o distúrbio - embora haja um momento muito tenso no qual Audrey para de tomar o remédio e você começa a 'falar' com ela no livro, "Não faça isso, não dá pra perceber que não vai dar certo?" - mas é leve e ao mesmo tempo muito triste. O que se chama bittersweet em inglês, a coisa agridoce mesmo. Sei que vou reler o livro, e mais uma vez tiro o chapéu pra moça que escreveu Shopaholic e agora foi pro terreno de literatura infantojuvenil sem perder o charme.


The room, Jonas Karlsson
Esse livro foi um mistério do começo ao fim. Escrito por um ator sueco, e sendo sua primeira obra, poderia ir para qualquer lado, né? Supostamente, foi escrito como uma paródia aos escritórios do mundo. The Authority, (A Autoridade), para quem Bjorn trabalha, pode ser qualquer multinacional do planeta, o escritório, qualquer escritório. Ele consegue ver uma sala, na qual se acalma, que descobre que ninguém mais pode ver. Logo, os colegas começam a se incomodar com o que parece ser a loucura dele (já que quando ele visita a ‘sala’, para os outros parece que ele está olhando para o nada). Você fica sem saber se a sala existe, se ele está provocando as pessoas com seu plano de crescer na escada corporativa, se ele realmente está perturbado... a tensão crescente é tão boa quanto a reação horrorosa das pessoas que não conseguem lidar com qualquer tipo de diversidade. Me lembrou muito o livro do Orwell, Animal farm, com as regras escritas pelos porcos sobre os animais serem iguais, mas alguns mais iguais do que os outros... de qualquer modo, achei que foi um daqueles livros que se torna mais interessante ainda depois que você o terminou, porque fica com você.

The last anniversary, Liane Moriarty
Eu estava salvando esse livro, porque era o único da Liane Moriarty que eu não tinha lido ainda. Gosto TANTO dela, já disse? Uma das minhas favoritas hoje em dia. Esse livro não é o melhor de todos, mas tem os elementos chave que são típicos dela: uma narrativa fluida, envolvente, cheia de detalhes dos personagens, que ficam ricos e interessantes e cheios de segredos, e quando você acha que descobriu tudo sobre eles, percebe que ela é boa mesmo porque ela faz algo que te diz “há, te peguei, nem era isso!”. A história? Basicamente, uma mocinha descobre que é a herdeira de uma casa numa ilha. Quem a deixou para ela foi a tia do ex namorado, que por sua vez tinha todo um segredo envolvendo um bebê encontrado e que era o cerne turístico da ilha. Maluco, né? E você não viu da missa a metade... Fora que ela é engraçada! Olha só:
“Não preste atenção nela’, diz Enigma. ‘Geralmente eu canto na minha cabeça até que ela termine de falar”.

How to build a girl, Caitlin Moran
Humorista, mas de fato, pouco humor.

O silêncio das montanhas, Khaled Hosseini
Esse me ensinou a ser, de novo, menos intolerante e crítica com os best-sellers. Pari e Abdullah são dois irmãos que são separados quando crianças, e a história conta suas vidas e de quem estava envolvido nelas até o fim. O foco narrativo me deixou bem confusa várias vezes, porque muda por capítulo e demora um pouco para se entender quem agora está falando, mas é delicado e sutil e doce.

The lost daughter, Elena Ferrante
Queria muito ter gostado desse livro, porque essa é uma autora que estava na minha lista havia meses – uma pessoa supostamente italiana, de quem ninguém sabe nada, pporque é um pseudônimo e as entrevistas, feitas por e-mail, dizem que tudo que se precisa saber sobre ela ‘é dito nos livros’. E de fato, nota-se que há um movimento de esforço de ser profundo e doído no livro. A narradora tem muitos conflitos latentes, que aparecem quando vai à praia passar uma temporada e começa a se lembrar de outro período da sua vida, quando suas filhas eram crianças e ela as abandonou por algum tempo. Mas de verdade, achei cansativo, chato, repetitivo, denso. Não só emocionalmente denso, mas literariamente cansativo, quero dizer.
 O rei negro, Mark Menozzi
Um autor italiano escreveu sobre Manatasi, um herói negro, que decide ter seu nome gravado na Roda da Fortuna e, para tal, atravessa metade do reino e passa por muitas aventuras. Literatura fantástica com poucos buracos, interessante, com personagens bem desenvolvidos. Infantojuvenil de grande potencial.
De verdade, Sandor Marai
O que dizer sobre esse livro, escrito por um húngaro no decorrer de quatro décadas (o primeiro capítulo escrito em 1941, o último em 1980)? Que coisa incrível! São monólogos, na voz de quatro pessoas: a ex mulher, o ex marido, a suposta pivô da separação e primeiro amor do ex marido e o último amante da suposta pivô da separação/primeiro amor do ex marido. Cada um traz uma série de reflexões, dores e motivações explicadas de modo tão transparente, e ao mesmo tempo tão denso... foi um livro em papel, e ficou com aproximadamente sete mil post-its entre suas páginas, pois havia tantos parágrafos que eu lia e pensava “puxa, que bem colocado! Que lindo! Que insight incrível! Que ironia bem explicada!” Não é um livro fácil de ler, para ler na praia, como muitos dos anteriores – mas vale o esforço em cada minuto.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A Letícia lê - semana 27 - Nos estandes do Kindle Unlimited

Continuo no frenesi da leitura do Kindle Unlimited. Descobri alguns títulos legais, e ainda não dominei a busca, mas aqui vão as trajetórias do mês:

Guardian, AJ Messenger - uma história bem pouco convincente, YA, sobre uma mocinha que tem ataques de pânico e se apaixona pelo Edward, ooops, pelo Alexander, no colégio. Aí descobre que ele tem uns poderes, bla bla blá, mas eles não podem ficar juntos porque ela é mortal e ele é um anjo. Era quase passável, dentro do estilo, se é que é possível, mas aí teve um final bem tonto e me revoltei.

Things we set on fire, Deborah Reed - tinha tudo para ser uma história interessante. Começa com uma mulher atirando no marido e fingindo ser um acidente de caça, e você sabe que ela não queria fazer isso, então fica super envolvida. Mas até descobrir o porquê, que foi meio mal revelado, a personagem já ficou fria e distante e mal desenvolvida, as filhas rasas e sem graça, e cenas que podiam ter sido superinteressantes, mortinhas, com o perdão do trocadilho.

Love like crazy, MEgan Squires - aqui vem a redenção: para os fãs de Eleanor e Park, da Rainbow Rowell, uma história parecida - só que com final feliz. Eppie e Lincoln são doces e fofos e sofridos na medida certa para a angústia adolescente ser bonitinha e esperançosa. Entra nos favoritos.

Yellow crocus, Laila Ibrahim - o livro segue a escrava Mattie e a menina para a qual foi ama de leite, Lisbeth, e a vida de sua família,  enquanto descreve a família de Mattie paralelamente e seu desejo de ser livre. Fofo, embora não tenha mudado minha vida.

além disso, os que eu li e não eram do Kindle Unlimited: (tenho uma esperança de fazer um post só pra eles daqui a umas semanas)

(até semana passada)
Olivia Joules e a imaginação hiperativa, Helen Fielding
Finding Audrey, Sophie Kinsella
The room, Jonas Karlsson
The last anniversary, Liane Moriarty
How to build a girl, Caitlin Moran
O silêncio das montanhas, Khaled Hosseini
The lost daughter, Elena Ferrante

 (até agora)
O rei negro, Mark Menozzi
De verdade, Sandor Marai

quarta-feira, 20 de maio de 2015

A Letícia lê - semana temática - semana 20 - distopia

O CONTO DA AIA

E aí eu li O conto da serva/O conto da aia, de MargaretAtwood (The Handmaid’s tale). Por alguma razão, eu achava que ela era algo como a Alice Munro, de quem eu tenho certa birra, então ‘apagava’ da mente quando falavam dela. Mas esse livro foi ressurgindo nas conversas, e acredito em sincronicidade... finalmente, apareceu no Kindle unlimited, e me rendi.
Obrigada, universo. Foi escrito em 1985, e é assustador como é atual, e marcante. Li com abandono, sem saber nada sobre o livro de antemão, e acho que isso só me ajudou. Fui ficando mais e mais envolvida, mais e mais bem impressionada, e as (poucas) partes mais lentas ou chatas eram ignoradas em prol do que eu queria saber: o que aconteceria com Offred?
Vou resumir, embora seja pouco do meu feitio: a história é narrada por uma handmaid, ou serva, numa sociedade distópica e teocrática americana, que agora se chama Gilead, e na qual não existe muito do que hoje nós conhecemos: advogados, livros, perfumes, liberdade...

"Foi depois da catástrofe, quando mataram a tiros o presidente e metralharam o Congresso, e o Exército declarou estado de emergência. Na época, atribuíram a culpa aos fanáticos islâmicos. Mantenham a calma, diziam na televisão. Tudo está sob controle. (...) Foi então que suspenderam a Constituição. Disseram que seria temporário. Não houve sequer um tumulto nas ruas. As pessoas ficavam em casa à noite, assistindo à televisão, em busca de alguma direção. Não havia mais um inimigo que se pudesse identificar."

Você descobre que a Serva de 33 anos que narra a história é chamada de Offred (De Fred, o Comandante), e as Servas tem uma função: procriar com os Comandantes aos quais pertencem, supervisionadas por outras mulheres, numa cerimônia. Offred teve seu casamento anulado, pois era um segundo casamento, e segundo as novas leis, isso não é aceitável. Assim, ganhou a função de Aia, e pertenceu a dois comandantes; agora ela pertence a Fred.
Cada mulher tem uma função: existem as Handmaids, ou Servas, com a função de procriação, existem as Marthas, com funções domésticas e as Aunts, ou Tias, que treinam e monitoram as Servas, por exemplo. Essa divisão começou de um dia para o outro, após o golpe quando os controles bancários foram unificados e as mulheres ficaram sem acesso a eles; ou seja, Offred (está implícito que se chamava June) um dia saiu de casa, deixando a filha pequena na creche e despedindo-se do marido Luke e foi trabalhar como bibliotecária. No meio do dia, foi fazer uma compra e sua conta não tinha dinheiro algum. No fim do dia, ‘soldados’ acompanharam seu chefe na demissão de todas as mulheres do estabelecimento. Mais algum tempo, e ela tentou fugir com a família para o Canadá, mas foram pegos, separados e ela foi submetida à vida que tem agora. – Tudo isso você vai descobrindo no decorrer do livro, com os flashbacks da narradora, em pedacinhos.
Como sempre, eu detesto escrever sinopses: sinto que estou esquecendo uma série de detalhes, muitas vezes importantes, e não estou transmitindo o importante, porque esse é o talento da escritora: o sentimento. Você fica tensa com a subserviência das mulheres, que estão despidas de toda liberdade, seja de pensamento ou ação. Você fica angustiada com a perda de Offred, sem saber o que ocorreu com sua família. Você fica infeliz com as personagens que demonstram sua alienação e sua aceitação de todo esse processo. Você fica curiosa para saber o destino das outras Servas. Você fica em luto pelas Servas que tiveram destinos cruéis.  Você fica ansiosa para saber sobre as relações que estão se estabelecendo e quão reais elas são.
Se eu fosse capaz de escrever sobre isso, eu SERIA a Margaret Atwood, e não escreveria sobre ela :P Mas, sendo eu somente uma leitora, só posso dizer, acredite em mim. Vale pela originalidade – dentre os romances distópicos achei esse o mais fora da caixa. Aliás, a Margaret Atwood diz que ele é ficção especulativa, e não científica ou distópica. A personagem é bem escrita e bem desenvolvida, e embora os temas sejam muito sérios e tristes, não é escrito de modo dramático ou meloso.
Olha só: Meu nome não é Offred, eu tenho outro nome, que ninguém mais usa porque é proibido. Eu digo a mim mesma que não importa, que seu nome é como seu número de telefone – útil somente para os outros; mas o que eu digo a mim mesma é errado. Importa.
E isso aqui: "A sanidade é um bem valioso: eu a amealho e guardo escondida, como as pessoas antigamente amealhavam e escondiam dinheiro. Economizo sanidade, de maneira a vir a ter o suficiente quando chegar a hora."


Não é arrepiante?

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A Letícia lê - semana 14 - Nos estandes - O segredo do meu marido, Lianne Moriarty

E aí que eu me rendo. Essa australiana é f...
Esse livro, a Tati (Feltrin) me recomendou há meses, talvez quase um ano, e eu não li. Em vez disso, eu li vários outros dela, menos famosos, e do mesmo jeito: começando devagar, quase sem querer gostar, sabe? mas sendo pelo jeito dela contar histórias, pelas personagens, pelas reviravoltas quase incríveis, mas apenas críveis o suficiente para te fazerem continuar presa, eu terminava muito bem impressionada. Ela contou segredos, dividiu ironias, e eu lá, de backseat driver. (o típico "observa e dá palpite").
E aí cheguei no Segredo do meu marido, o primeiro traduzido pro português, o que eu acho que ficou mais famoso dela.
Gente, aos 44% do kindle é que se revela o segredo. E você cai pra trás! Ela é boa, muito boa.

(gif) well done, well done.


As famílias retratadas se envolvem, cada uma com um tipo de conflito e 'segredo'. Há tipos diferentes de segredos e conflitos, e de algum modo, você os vê como algo completamente capaz de ocorrer - mesmo que na verdade não sejam tanto assim.
O que quer que ela publique, estarei na fila com meu dinheiro na mão.




quarta-feira, 4 de março de 2015

A Letícia lê - semana 9 - Nos estandes - As pequenas grandes mentiras, Lianne Moriarty

Aí li As pequenas grandes mentiras; esse livro será lançado pela Intrinseca esse ano. Eu já falei da Liane Moriarty antes aqui, aqui e aqui, porque de algum modo, eu nem quero gostar muito dela, mas gosto. Já li The hipnotist's love story, Three wishes e já li What Alice forgot (não li O segredo do meu marido porque é o mais famoso e sou a mais teimosa, mas já já me rendo).
Adorei esse! Acho que foi meu favorito até agora. As personagens são tão interessantes quanto as que ela costuma construir (acho que isso é minha coisa favorita sobre essa autora); são reais, tem falhas, vida, nem sempre são o que parecem. Gosto muito.
Big Little Lies by Liane Moriarty
Dizem que é bom se livrar de seus rancores, mas não sei, eu gosto muito do meu rancor. Cuido dele como se fosse um animalzinho de estimação. (Madeline, em As pequenas grandes mentiras)

No começo me irritou um pouco ela usar o tipo de construção (voltando para 'depoimentos' de pessoas ao redor do evento) que ela já tinha usado em Three wishes, com as irmãs, mas como não foi usado em exagero, me acostumei. E você logo no começo descobre que houve um assassinato, mas só sabe de quem nos 80% do kindle, o que é desesperador - e, ainda assim, foi tão bem escrito e evoluído que você diz, tá, entendi, tudo bem, eu consigo me concentrar porque sei que você não está só 'enrolando' (tipo os roteiristas de Lost :P).
Além de tudo isso, há o fato de que o tema central é relevante, e faz você realmente refletir e se sentir mais consciente sobre o tema - violência doméstica, relações abusivas - do que achava antes.
Superrecomendado, portanto :)

BIG LITTLE LIES

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A Letícia lê - semana 8 - Vale a pena ler de novo :) - Anexos, Rainbow Rowell

Resolvi, num impulso, reler Anexos, ou Attachments, da Rainbow Rowell. Eu gosto de tudo nesse livro: da capa, que é muito fofa, da autora, por quem estou apaixonada, do formato da história - amo livros em forma de carta, e-mail, bilhetes, qualquer tipo de correspondência. Seja Fernando Sabino e Clarice, Simone de Beauvoir e Nelson Algren ou dois adolescentes como Ana e Pedro, da Vivina de Assis Viana, é certeza que vou gostar. Meu ponto fraco, acho.

Mesmo assim, a gente nunca sabe. A segunda vez que você lê um livro é aquilo de Heráclito, não é o mesmo rio nem o mesmo homem, porque a gente já mudou tanto e a água já passou.
Mas eu gostei tanto quanto da primeira vez, acho que mais, porque apesar da minha memória sem ferro ou cálcio, eu lembrava de algumas coisas, então havia menos ansiedade e pude apreciar integralmente o fato de que a Beth e a Jennifer são muito engraçadas e fofas, e eu queria muito ser amiga delas. Eu ri alto várias vezes. Além disso, eu queria ser amiga da Doris, da mãe do Lincoln, pegar o Lincoln pela mão e contar pra ele como ele não sabe quem ele é ou pode ser... sabe aquele livro com o qual você pensa que está com várias pessoas que são simpáticas e que podiam facilmente estar na sua vida?

É a coisa mais romântica e doce do mundo:
Você acredita em amor à primeira vista?
Não sei. Você acredita em amor antes disso?
Rainbow Rowell's Best Book Quotes on Love #Attachments


“I don't know if I even believe in that anymore. The right guy. The perfect guy. The one. I've lost faith in "the".
How do you feel about "a" and "an"?
Indifferent.
So you're considering a life without articles?” 

A propósito, milhões de citações fofas desse livro aqui: https://www.goodreads.com/work/quotes/13785503-attachments

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A Letícia lê - semana 5 - Nos estandes - Por lugares incríveis, Jennifer Niven

A culpa foi toda minha. Eu assumo. Essa patetice de escolher livros que estão nos estandes, e de gostar de capas, e de YA. Fui levada a um canto. A sinopse do livro não mente pra você. O primeiro capítulo também não. São dois adolescentes que se conhecem numa torre, pensando em pular. Violet perdeu a irmã num acidente de carro no qual ela também estava, e Theodore é conhecido como Freak na escola (Esquisito) e tem pensamentos suicidas diariamente. O livro que os une de cara é da Virginia Woolf, As ondas.
Viu como a culpa foi minha? O livro All the bright places, ou Por lugares incríveis, já te avisa que você vai chorar copiosamente em algum momento, a não ser que a autora tenha sido muito incompetente. E ela não foi.

Bookiemoji reviews #AlltheBrightPlaces. "Every once in a while I come across a book that completely steals my heart and touches the very depths of my soul. ALL THE BRIGHT PLACES was one of those books for me."
(Você é todas as cores em uma, brilhando intensamente - para Violet, que ele chama de Ultravioleta)

Eu não sei o que dizer sobre esse livro que não seja um spoiler. Eu fiz o que eu costumo fazer - li o final depois de ler o primeiro capítulo. Ainda assim, nada havia me preparado, porque a jornada foi agridoce. Eu também me apaixonei pelo Finch e também acho que a Violet é Ultraviolet Remarkey-able (eu li no kindle em inglês, e agora fiquei muito curiosa para saber como fizeram essa tradução. O nome dela é Violet Markey, e ele fez uma gracinha com o nome (ultravioleta, porque ela continha todas as cores) e remarkable, um adjetivo que quer dizer muito especial). Ele é assim fofo. Mas eu tive de ler outro livro em seguida, e procurar algo bem fútil na sequência, para me distrair da tristeza infinita que senti enquanto lia.
Se você quiser saber mais, me avisa e te mando um e-mail. Ou um abraço. Ou os dois.

POR LUGARES INCRIVEIS

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 4 - Vale a pena ler de novo :) Delicacy

Essa semana, fechando o mês, reli Delicacy, (está traduzido como A delicadeza, disponível em português bem aqui) do David Foenkinos, um autor francês. É um livro lírico, com cara de filme, de Walter Mitty, Amelie Poulain, Clementine e fofuras do gênero. Tem tristeza, mas é muito no nonsense, muito "a vida é melancólica e pode ser linda ao por do sol".

Há partes tristes, como "como de hábito, ela não conseguiu aproveitar o momento. Talvez isso seja tristeza: uma desconexão permanente do aqui e agora."; há partes agridoces "ele estava sozinho no mundo; e o mundo era Natalie". Há frases que resumem o que deve ser a sensação de ler um livro como esse: “He still felt just as light-headed, and a loop of the scene of the kiss kept playing in his head. It was already a cult film in his memory. Finally he opened the door to his apartment and found his living room much too small in comparison with his appetite for living.”

Tem coisa mais linda? Acho difícil. Sou muito apaixonada por esse livro. E vou te dizer outra coisa: tenho certeza que no original em francês ele deve ser mais lindo ainda. Ainda tomo coragem.

Fico com um pouco de remorso de reler livros, porque há tantos no mundo e tanta coisa que eu quero ler, mas é um acalento reler algumas coisas e descobrir que elas são realmente tão lindas e doces quanto você achou na primeira vez que leu, mesmo que hoje você seja outra pessoa.