Books read

Leticia's books

To Kill a Mockingbird
The Catcher in the Rye
The Great Gatsby
Of Mice and Men
Animal Farm
One Hundred Years of Solitude
Lord of the Flies
Romeo and Juliet
Little Women
A Tale of Two Cities
Frankenstein
The Count of Monte Cristo
The Secret Life of Bees
The Memory Keeper's Daughter
The Joy Luck Club
The Da Vinci Code
The Kite Runner
The Shining
The Silence of the Lambs
The Bourne Identity


Leticia's favorite books »
Mostrando postagens com marcador harlequins. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador harlequins. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de março de 2016

A Letícia lê, preguiçosamente, e aparentemente, de mau humor.

Li quatro Harlequins essa semana e três YAs. Vou falar desses últimos:

Li Garota online, da Zoe Sugg. Ouvi falar várias vezes desse livro, e a protagonista é uma adolescente que fica com ataques de pânico após um acidente de carro e decide falar deles no seu blog. Fofo, né? Aí viaja com os pais pra Nova Iorque e conhece um sujeito muito simpático. Não posso falar mais do que isso porque vira spoiler, mas é uma mistura de diversos filmes de comédia romântica adolescente sessão da tarde que você já assistiu. Há momentos nos quais a narrativa é completamente 13 anos, mas acho que isso é um ponto para a autora, né? Não é fácil ter a voz de adolescente de verdade a não ser que você seja uma. Então, a conclusão é: se você quer ler uma mocinha simpática e ingênua (tipo, até demais) com final feliz, vai fundo: esse é o livro.

Garota Online - Livros na Amazon.com.br:



Li As confissões das irmãs Sullivan, Natalie Standiford. O centro da história é tão sem noção que já me deu um pouco de urticária - herdeiras atuais que precisam escrever 'uma carta confissão' para a avó, sob o risco de perder a herança da família, já que ela está muito desapontada com 'alguém'. O fim então, você fica até roxa de embaraço com o que foi feito dessa desculpa. Mas a primeira carta, que devia ser de fato o livro, é simpática, e se você esquecer o começo e o fim do livro e se concentrar nela, bom, aí ele pode valer a pena.

Li A espada de vidro, da Victoria Aveyard, a sequência de A rainha vermelha. Então, lembra que expectativas são uma droga? pois é. O livro tem uma prerrogativa interessante, com uma história sobre poderes, e sangue vermelho e prateado, e o fato de que a protagonista, Mareena Barrow, supostamente não deveria ter poderes com o sangue que tem. O primeiro livro terminou de modo peculiar, mas com uma virada curiosamente boa. Mas esse segundo volume cansou a beleza que eu não tenho, de verdade. Muita luta, muita gente perseguindo todo mundo. Dona Victoria, vou te contar que eu tava mesmo era querendo saber da Mare/Cal/Maven. Acho que o equilíbrio ficou um pouquinho pro lado de lá. Ou seja, a parte de ação, e o fato da Mare se tornar quase um soldado (há um momento no qual o próprio Cal menciona que ela está se tornando fria e implacável) tem toda uma explicação, mas de verdade, não deixa de ser algo que talvez precisasse ter sido suavizado, melhor desenvolvido ou simplesmente, bem, balanceado.
Leitura em Contexto: Divulgada capa A Espada de Vidro, continuação de A Rainha Vermelha- Victoria Aveyard:

Ou seja, não houve nenhum que eu tenha de fato AMADO. É engraçado que percebo como eu tenho ficado cada vez mais crítica chata  a respeito do que leio. Vejo, especialmente no instagram (sabe que agora temos um? chama As pequenas e grandes alegrias), as pessoas falando maravilhas de todos esses livros, com muitos pontos de exclamação, sabe? tipo, geeeente!!! ameeeei esse livrooo <3
e fico pensando que pode ser, claro, algo isolado, mas de modo geral, independente do gosto de cada um, há sinopses que são enganosas, personagens mal desenvolvidos, histórias que desandam... e é um desserviço pra quem faz tudo isso bem gostar 'de tudo'. prontofalei.

No goodreads, estou aqui.


domingo, 21 de fevereiro de 2016

A Letícia lê (só não digita)

Oiii!
Gente, agradeçam ao seus polegares opostos todos os dias: são realmente um sinal evolutivo, e fazem diferença na sua vida... foi bem difícil estar sem o uso do meu (direito) no último mês. Tentem abrir shampoo, cortar carne, dirigir, se vestir... e o mundo realmente não está muito pronto pra quem está sem acessibilidade. Contatei até uma ong que acolhe quem perdeu os movimentos na idade adulta, pra saber como ajudar. Quando responderem, divido aqui. Afinal, nada é por acaso, né?
Então, agora, com o poder da escrita restaurado...

(imagem da Stokpic)

Cá estou. Não li muito, por conta do mau humor, em sua maioria, rs. Mas do que eu li:

O príncipe, Nicolau Maquiavel - eu já tinha lido em inglês há muito tempo, mas reli a edição da Companhia das letras recentemente, para uma tarefa do trabalho. É ligeiramente assustador como faz sentido. Maquiavel é um fiorentino de 1469 que chegou a ser muito relevante na sua época, chanceler, acompanhou a vida política de perto, fez parte de movimentos grandes; e aí, quando os Médici subiram ao poder, perdeu tudo, foi torturado e preso, e passou uma década escrevendo e mais ou menos buscando redenção. Esse livro foi dedicado ao neto de Lourenço de Medici e tem a intenção de ser um tratado completamente analítico e realista (ele menciona em algum momento que quer ser útil, e portanto, dirá a verdade efetiva) e destrincha as ações de diversos líderes da época e o que fizeram certo e errado, a fim de orientar futuros soberanos. Claro, há momentos cínicos - 'os homens são ingratos e volúveis' - mas há basicamente muita, muita verdade. Foi uma leitura interessante.
Li alguns Harlequins, três em inglês e um em espanhol (confesso que é ligeiramente curioso, parece-me novela mexicana, por falta do hábito), que foram razoáveis, e li o último da J Ward, que foi uma grande decepção. (a da Irmandade Negra).
Li um livro que parecia super fofo,chamado Out of sorts, de uma francesa: a história de um velho que começa em busca de sua cadela, a única criatura que ama, se relaciona com os vizinhos mal, é cativado por uma menina... enfim, tinha uma sinopse meiga, mas a execução foi sofrível, na minha opinião, e ele acabou raso, sem se conectar com o leitor, não crível. Uma pena.
Li a autobiografia Dado: memórias de um legionário, e de novo me arrependi de fazer isso com gente que eu gosto. Costumo ler biografias de pessoas que não conheço ou conheço pouco, portanto tudo será interessante, novo e imparcial. Mas Legião era algo que eu amava muito, e não pude deixar de me sentir vagamente ofendida pela narrativa que me pareceu cheia de uma superioridade sem motivo (o Bonfá é citado duas vezes; o Negrete, um irresponsável, lá no final vira um 'não, claro que ele fez diferença; só era meio drogado, né gente, não era culpa dele'; o Renato, uma prima dona insuportável). A impressão era que o Dado basicamente era o superego da banda, que não iria pra frente sem ele, e que ele não tinha conexão emocional com eles - o que me doi como fã. Pode perfeitamente ser tudo verdade - a gente sabe bem que o próprio Renato, como quase todos os letristas meio geniais, era realmente meio maluco - mas achei escrito com muita defesa e pouco sentimento.
Li A menina da neve, que aparentemente está fazendo sucesso agora. É baseado num conto antigo, e é bem interessante. Não mudou minha vida, veja bem. Mas a história do casal de meia idade que não pode ter filhos e vive meio isolado e um dia recebe uma menininha de gelo é cativante. Do meio pro fim, me irritou um pouco, contudo. Não sei se era a história ou eu.
Li Os últimos preparativos, da Maggie Shipstead, e embora a sinopse em si seja meio tola (um casal que casa a filha mais velha e grávida, os desejos dos pais), a narrativa é ótima, densa, me soou muito como Lionel Shriver, que eu amo.
Li Os impostores, da Chris Pavone, que não fica devendo nada pros Identidade Bourne da vida. Gostei bastante.




segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A Letícia lê

Oie!

E aí na última quinzena (gosto dessa medida de tempo, que os ingleses usam com tanta naturalidade como fortnight...), eu li:

(lista do Goodreads aqui)

  • Reli o clássico Ratos e homens, do prolífico californiano John Steinbeck. Eu detesto descrição, e esse é um sujeito que faz isso muito bem. Você consegue 'ver' Lennie, e George, e Crooks, e Candy, e o cachorro, e o batom da mulher de Curley. Também não gosto dos regionalismos, mas eles fazem sentido na linguagem expressa por esses personagens. George e Lennie, que eu releio de cinco em cinco anos, sempre tem coisas pra me dizer. Nunca vou deixar de me sentir com o coração apertado pelos dois, e não só no fim, mas desde o começo. Acho esse livro realmente incrível.
dmbrdy
  • oito Harlequins que não valem muita menção;
  • Grey, da EL James, que foi uma grande decepção. Na verdade, não é que eu esperava grande coisa, mas adoro um heroi torturado, então pelo menos isso eu achava que seria uma novidade. Mas a quantidade de cenas repetitivas é ridícula, e o livro é completamente centrado no primeiro volume, o Cinquenta tons de cinza, nem entra nos outros. Ou seja, desperdício de tempo, que afinal é a única coisa importante da vida.
  • Dois chick lits bem fofinhos: Living dangerously, da Katie Fforde, e Millie's fling, da Jill Mansell. Não me lembro das traduções pro português, mas são autoras que valem pra quem busca esse gênero meio Bridget Jones, delicinha de ler com um vinho ao lado.
  • um contemporâneo chamado Difamação, da Renee Knight. Não sabia o que esperar desse livro, que é basicamente uma surpresa do começo ao fim. Dá a entender que a protagonista, Catherine, recebe um livro que conta sua própria história, que nao revelou a ninguém. Mas esse é só o começo... acho que vale a recomendação pra você descobrir por si só se vai curtir
  • Outro contemporâneo, embora de época (parece dicotômico, eu sei: mas é que foi escrito nessa década, contando sobre a guerra, e não gosto do nome romance de guerra): Uma praça em Antuérpia, de Luise Valente. Meu chefe me recomendou, e ele lê muito não ficção, então fiquei duplamente curiosa. Valeu cada minuto da história dessas gêmeas, numa trajetória linda, emocionante, cheia de reviravoltas.
  • Um YA, Para todos os garotos que já amei, da Jenny Han. Uma mistura de Dez coisas que eu odeio em você + Mulherzinhas versão oriental. Não tenho certeza de ter gostado, nem de não ter. Foi ok. 
  • A antologia de frases venenosas chamada Mau humor, do Ruy Castro.