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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Letícia lê - livros lidos nessa semana

Rainha vermelha, Victorya Aveyard - e aí que eu finalmente me rendi e li esse livro. Engraçado que eu me lembrava de já ter tentado uma amostra em algum momento e não ter curtido, mas dessa vez foi. A Mare Barrow é uma pessoa que vive com os Vermelhos, por ter o sangue 'comum'; quando as pessoas fazem 17 anos, algumas são escolhidas para desempenhar uma tarefa na sociedade, que é governada pelos Prateados, que tem o sangue dessa cor e poderes sobrenaturais, pra combinar :P, e outras vão pro Exército. Ela quer muito escapar desse destino, mas gente, cuidado com o que se deseja... existe uma reviravolta que a coloca no meio do palácio real e exposta como, imagine só, alguém com poderes sobrenaturais - embora com sangue vermelho. E agora, José?, diria Drummond, se soubesse desse universo distópico.
Tem triângulo amoroso, tem príncipe, tem laços familiares, tem ambientes hostis... perfeito pra quem gostou de Jogos vorazes, de Divergente, dessa linha aí. Embora, claro, eu tenha cometido um erro básico: li o primeiro achando que o segundo já tinha sido publicado, e ainda não foi. Ou seja, existe sempre a possibilidade de arruinarem tudo no próximo volume. Dedos cruzados.Baixar Livro A Rainha Vermelha - A Rainha Vermelha Vol 1 - Victoria Aveyard em PDF, ePub e Mobi



The perfect comeback of Caroline Jacobs, Matthew Dicks - eu amei TANTO o livro dele sobre o sujeito fofo com TOC, Unexpectedly Milo, e o outro, Something missing! Estava quase 'guardando' esse título, que acabou de ser lançado, e portanto não tem tradução ainda. É sobre uma mãe que sempre foi tímida e meio 'bullied', (embora não reconheça o termo, já que na sua época ele não era tratado como é hoje), e aí tem um pouco um chilique numa reunião. Na sequência, sua filha adolescente é suspensa da escola, e ela decide voltar à cidade natal para confrontar a ex amiga que acha que causou muito dos seus sentimentos sobre toda essa reação. E aí, enquanto se vincula com a filha, conta sobre a infância, a irmã que morreu quando ela tinha 15 anos, a relação com a mãe e o pai... a narrativa do Matthew Dicks é uma delícia, doce mas leve.
Aliás: estou lendo o penúltimo dele, Memórias de um amigo imaginário, para a semana da criança. De morrer de fofura.

Li também meia dúzia de PNR (romances paranormais, cheios de, bom, demônios e afins. Pode julgar, eu também o faria.). Por quê? um, porque exigem zero do intelecto, dois, porque são divertidos. três, porque estou atrasada na minha própria meta com o goodreads. Ano passado, eu havia estipulado 150 livros no ano, e ultrapassei. Esse ano, determinei 250. Só que, claro, essa meta conta esse tipo de livro, cuja resenha é basicamente um 'meh' ou 'legal, herói interessante, heroína imbecil'. E li menos deles que dos outros, o que é bom pra minha vida, mas ruim pra minha alma Monica Geller, que se viu 'atrasada' e tendo lido só 153 dos 250 que me prometi. Em conta de padaria tenho de ler mais ou menos um livro por dia para chegar no  número certo, então vou incluir mais desses 'trashy novels', que não à toa tem esse apodo, hahahaha.... (a propósito: li quatro títulos da Larissa Ione, que é uma rainha nesse nicho. Tem toda uma mitologia, numa série chamada Demonica, coisa mais engraçada do mundo. Os caras mudam de cor, tem semi chifres e traumas, e ainda assim vc tem uma queda por eles. É preciso admirar, né!).

Agora, deixa eu contar: amanhã chega no meu kindle o novo da Rainbow Rowell. Assim, é possível que eu não possa nem ir trabalhar, porque cairei dura de emoção e ficarei abraçada com o livro. Não sei nem sobre o que é. Nem ligo. Ela entrou nessa categoria.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A Letícia lê - livros lidos nessa semana


Antes tarde do que sempre - Bernaldo Gontijo
Só Deus sabe o que esse livro estava fazendo no meu kindle. Não sei nada sobre ele ou sobre o autor, e pra não gastar meu tempo, resolvi não buscar. O livro soou por bastante tempo (as primeiras 100 páginas, acho) como literatura infantojuvenil (ruim), tanto que comecei a me lembrar desses títulos desse gênero dos quais eu gosto, para reler. Daí a parte 'adulta', de bebida, maconha e sexo começou a ficar mais e mais frequente, então deixou de fazer parte desse gênero. Mas a maturidade emocional do protagonista permaneceu nessa faixa etária, e não do jeito fofo e simpático. Tédio com um T bem grande pra vc.

Go set a watchman - Harper Lee
Puxa vida. Tanto a se dizer aqui. Eu fiquei superansiosa por esse livro, claro, porque gosto bastante do primeiro, e porque a voz da Scout era tão gostosa e agradável.
Então, por partes: as primeiras 150 paginas, mais ou menos, permanecem com reminiscências da Jean Louise, que agora vem visitar o pai, já um pouco velhinho e com artrite reumatóide, morando com a tia Alexandra. Ela tem sentimentos dicotômicos sobre Maycombe: metade de si acha que enquanto NY é livre e interessante, Maycombe é, de fato, o "mundo real". Outra metade acredita que jamais conseguiria viver ali.
Não posso falar muito sem dar spoilers sobre o que mudou na vida dela, então fico por aqui. Também nem acho que importa muito para o cerne da história.
Enfim, em algum momento, ela descobre que o pai está no Conselho da cidade, vai até lá, e ouve todo mundo falando sobre como os negros são seres inferiores; fica absolutamente enfurecida porque o pai está lá sem se revoltar, ou seja, ouvindo tudo aquilo e 'aquiescendo', e tem um ataque adolescente. Claro que a gente entende a dificuldade de ver os pais envelhecerem. Eu me identifiquei muito com essa frase: She always thought of him as hovering somewhere in his middle fifties - she could not remember him being any younger, and he seemed to grow no older. Mais ou menos: Ela sempre pensou nele como pairando em algum lugar dos cinquenta e poucos anos - ela não se lembrava dele ser mais jovem que isso, e ele não parecia envelhecer mais do que essa idade. É assim que eu penso no meu pai, e ele já tem 79. Mas eu procuro evitar fingir ter 12 anos. Tipo, sai pisando duro, faz a mala, xinga a tia. Se você não sabe que ela tem 26 anos, jura por Deus que ela tem 16. Electra, a equivalente ao complexo de Édipo, vive, né...
Não vou entrar no mérito do preconceito. É um tema sem dúvida muito complexo, e profundamente interessante, do ponto de vista histórico e humano. E, claro, tenho opiniões. Acima de tudo, tenho crenças e valores. E, como a Scout (e como Atticus), sou regida por eles.
Então, vou focar na minha opinião sobre O LIVRO: entendo perfeitamente o editor (muito esperto) que disse pra Ms. Lee tantos anos atrás: olha, legal e tal, mas acho que se você aumentar esse ângulo aqui e falar mais sobre a infância da Scout, isso aqui tem grandes chances. Esse volume, do jeito que está, tem partes legais, do tipo 'quero saber mais', e outras 'ah, eu fico desse lado'. Que tal? E entendo a Ms. Lee que foi esperta o suficiente para acatar o conselho e escrever um livro tão interessante como O sol é para todos, que afinal virou um ícone.
Porque, em termos de livro, esse é, perdoe meu francês, simplesmente mais chato que o outro. É tipo, substitua a parte nobre (igualdade e justiça sendo a razão do chilique) e o chilique da Scout é intragável. Ela, em muitos jeitos, é só bastante mimada, do jeito dela. E a gente gostava MUITO da Scout, né. Ela era a criança mais esperta, mais interessante, mais rica de emoções. Isso aqui fica decepcionante.
Você pode até dizer que afinal, essa parte nobre é o cerne da história, do livro, do sucesso. Mas aí, minha gente, se é... então foi mal trabalhado. Porque nem aparece por 150 páginas, aparece como razão do chilique, e some de novo, deixa eu contar. Sou mais fã do Uncle Jack, pra falar a verdade, mas não há um grand finale tão lindo como o episódio do livro anterior, então aí a gente fica com outro problema, né...
Enfim. No goodreads, isso aqui virou três estrelas. Duas delas foram ganhas na história da Scout achando que estava grávida aos 11 anos. Impagável. Vou dizer que valeria ler o livro só por isso. Me processe.

Atticus Finch. "You never really understand a person until you consider things from his point of view." To Kill a Mocking Bird. #MauraDawg
Você nunca entende realmente uma pessoa até que você considere as coisas sob o ponto de vista deles. (Atticus Finch, O sol é para todos)


The tennis party - Madeleine Wickham
Basicamente, o sujeito é um vendedor de investimentos, casado e com uma filha, de quem tem muito orgulho, e decide dar uma festa, em torno da quadra de tênis (festa de ricos, né, minha gente), com mais seis pessoas: um cliente viúvo e sua filha, um casal de amigos ricos para quem quer fazer uma venda e um casal de amigos pobres-acadêmicos.
A história é construída de um modo que, embora eu não saiba explicar a razão, soa como uma peça teatral. Quase consigo ver as entradas e saídas de cena. É densa, e forte, e profunda. E eu tenho de dizer que talvez, se a capa não houvesse sido feita em tons de azul e rosa bebê e com o nome da Madeleine (Sophie Kinsella), eu talvez houvesse gostado mais; expectativa é uma droga, né. Como, por causa desses fatos, eu esperava algo leve e fofinho, não gostei tanto. Como quando a gente vê a Jennifer Anniston, de Friends, fazendo um filme dramático, sabe? Até você se acostumar, perdeu metade da história.
Enfim, você, que já sabe sobre o que é a história, fique sabendo que é bem escrita, bem desenvolvida e interessante. Talvez goste mais do que eu.

The one that got away - Simon Wood
misteriozinho, acho que peguei de graça. Um serial killer que resolve ir atrás da única vítima que escapou, Zoe Sutton, e a perspectiva dela, cheia de culpa porque ela deixou a amiga para trás quando fugiu dele, mais de um ano atrás. Melhor do que a média, o que não anda querendo dizer muito.

Cadê você, Bernadette?, Where'd you go, Bernadette - Maria Semple


Que decepção! eu queria tanto ter gostado desse livro. Pra começo de conversa, é um desses que eu 'namorava' há um tempão. Depois, tem essa capa fofinha. Finalmente, é epistolar! tudo pra dar certo. #sqn. Um bando de personagens chatíssimos, sem noção, que não se conversam, (literal e figurativamente), pontos de vista se alternando entre eles sem conexão... puxa, detestei. Leia por conta e risco.

The viking, Marti Talbott - Marido está viciado em tudoviking. Séries, filmes, toy figures. ou seja, assisti à série (yummy), vi o filme A saga viking (meh), e aí fui ler esse livrinho. Só que, depois de tanta machadada e lutas por honra e terras na telinha, esse livro é um menino que sobrevive a uma invasão viking que deu errado na Escócia, e ele é tipo fofo, sabe... quase uma história de amor, o que é estranho. Bom, não estranho. Mas, em algum momento, a gente pensa, tá, por que então chamá-lo de viking? podia ser um náufrago, um órfão, um primo da pessoa... porque olha, de viking ele não tá tendo nada não, viu...

You, CAroline Kepnes - Esse livro foi eleito (por alguém, já me esqueci) o melhor suspense lançado em 2014. Fiquei curiosa, me processe. Fui ler. O moço trabalha numa livraria, flerta com a cliente, pega os dados dela no cartão de crédito, joga no google/facebook/twitter, e em dez minutos está na porta da casa dela vigiando. Arrepiou? Credo, né?
Só que é essa a extensão do livro. A gente arrepia de nojo e aversão desse tipo de atuação, e quando ele começa a soar ainda mais maluco e perseguidor e 'esbarrar' nela e vigiar as amigas e monitorar os e-mails e afins, acho que se fosse um filme e fosse bem feito, podia ser bem legal. No livro, não achei que a autora conseguiu. O sujeito é claramente um psicopata, mas ele só é assustador porque é tão 'preto e branco', sabe? ele realmente acha que a ama, e tudo que faz é pensando nisso, bem obcecado. Mas além de eu pensar, bom, vou checar minhas configurações de privacidade na mídia social e rezar pra não cruzar com gente maluca, semana que vem já esqueci do livro.

#Falsiane, Lucy Skyes - Gente, esse título é tudo, né? Pena que não foi tão bem desenvolvido assim, porque podia. A história é: editora de moda chique, linda, clássica, respeitada, tirou 6 meses de licença, pra tratar um câncer de mama. Quando volta, a ex assistente, periguete (a Falsiane), vendeu a ideia de transformar sua revista em uma publicação só digital, e está quase no seu lugar. Ótimo, né? E seria, eu acho, com uma única mudança: não deixar a Imogen (a editora) parecer uma completa imbecil, que ficou numa caverna por 25 anos, e não por 6 meses, e tem 68 anos de vida rural, não 42 urbanos - porque é assim que ela soa quando demonstra a ignorância absoluta sobre qualquer meio de social mídia, seja facebook, twitter, pinterest, ou algo que podia ser de fato mais complexo, tipo programação ou taxa de conversão de clientes. Isso me incomodou tanto que estragou o livro, que de outro modo, seria bem divertidinho.

domingo, 20 de setembro de 2015

A Leticia lê - livros lidos nessa semana + timely classic - clássico do momento

Essa semana foi a do:

Queria mais é que chovesse - Pedro Mexia
crônicas sempre me atraem. Essa edição é linda, e me chamou com os olhos. Mas de verdade, foi um daqueles casos que o primeiro encontro seria o único. A conversa não se sustentou, sabe? chatice.

Brave new world - Aldous Huxley
Fiquei olhando pra estante e decidi reler livros que estavam lá e dos quais eu só lembrava vagamente; daí saíram várias escolhas dessa semana. Parabéns pra mim! Admirável mundo novo foi um deles. É um livro distópico da época na qual esse gênero era completamente desconhecido dos milhões de jovens que hoje leem Divergente, Jogos vorazes e afins. (dos jovens e de mim, no caso, que adoro, tá?)
O livro começa com a descrição de umas pessoas visitando um centro no qual um processo chamado Bokanovsky é explicado: um embrião é transformado em milhares, 'produzindo' seres humanos perfeitos de uma vez e sem a complicação de conceitos alienígenas como 'família', 'pais', 'sexo'. A ideia é que todos os seres produzidos sejam plenamente felizes, com as tarefas que recebem - afinal, as sociedades são sim divididas em castas, 'como tem de ser' - e desde cedo, frases como 'eu odiaria ser do grupo X', ou 'usar a cor Y' - que pertence ao outro grupo - são inculcadas na mente das pessoas. Sete mil repetições fazem uma verdade, algo assim. A ideia é que todo mundo viva uma vida de prazeres simples, controlados, e sejam felizes - na medida da felicidade do governo.
Existem, claro, alguns personagens que saem um pouco dessa padronização. Bem pouco. Bernard Marx é um deles. (uma ligeira sátira aqui com esse nome) Em algum momento, ele se envolve com uma outra moça, Lenina, mas rapidamente se desaponta porque ela na verdade gosta da droga (soma) que toma e que faz com que tudo fique bem e rapidamente tranquilo, e não quer sentir coisas intensamente como ele.
Eles pregam Comunidade, Identidade, Estabilidade. Logo um outro personagem, John Savage, é inserido no contexto; ele vivia numa 'reserva', quase como o que seriam nossos 'índios', e ao contrário dos outros, sofre quando perde a mãe, já conheceu dor, não entende esse universo. Ele lê Shakespeare (Marx também o havia feito, aparentemente é como as pessoas aprendem a sentir por ali...ah, literatura... ) e diz a frase mais citada do livro: But I don't want comfort. I want God. I want poetry, I want real danger, I want freedom, I want goodness. I want sin. I'm claiming the right to be unhappy. Not to mention the right to grow old and ugly and impotent; the right to have syphilis and cancer; the right to have too little to eat; the right to be lousy; the right to live in constant apprehension of what may happen tomorrow; the right to catch typhoid; the right to be tortured by unspeakable pains of every kind. I claim them all. 
Mais ou menos: Mas eu não quero conforto. Eu quero Deus. Eu quero poesia. Eu quero perigo real, quero liberdade, quero bondade. Quero pecado. Estou reinvindicando o direito de ser infeliz. Sem falar do direito de envelhecer e ficar feio e impotente; de ter sífilis e câncer; de ter pouco para ocmer; de ser incompetente; de viver em constante medo do que pode acontecer amanhã; de pegar febre tifóide; de ser torturado por dores de todos os tipos. Eu quero tudo isso.
Vou dizer duas coisas: a ideia é obviamente original (foi publicado em 1932) e assustadoramente conectada com tanta coisa que vivemos hoje. Nossa necessidade de prazeres imediatos, de drogas que nos deem alívio, de grupos que nos aceitem e façam tudo igual, usando 'as mesmas cores'. A gente acha que é menos tribal, mas não é. 
Mas acho que Mr Huxley não é o melhor contador de histórias do mundo. Sabe, houve diversos momentos nos quais eu não pude evitar pensar... tá, tá, e? - coisa que jamais acontece quando a narrativa é fluida como pode ser. Claro, isso é totalmente uma opinião individual. Mas, bom, sou eu que estou escrevendo, né? Me conta se pra vc foi diferente.
16 Witty Sherlock Comebacks to Knock Out Your Enemies:  

A cidadela - AJ Cronin 
Esse é um livro que eu li há vinte anos, e tem aquele sentimento de novela: não tem nenhuma cena politicamente incorreta - mesmo quando se descreve uma cirurgia, a linguagem é mansa, sutil, bem anos 70 - agora pensando bem, creio que isso também tem a ver com a tradução que eu tenho, que é dessa época. Mas o livro foi publicado em 1937, então de verdade, há uma certa política envolvida.
De qualquer modo, narra a vida do dr. Andrew Manson, desde o momento após sua graduação, a duras penas e só realizada com um empréstimo, seu início de carreira como médico assistente e completamente explorado e seu idealismo.
Existe um contexto histórico aí: não havia um único sistema de saúde em Wales, ou na Inglaterra (hoje existe algo chamado NHS, que mal ou bem, uniformiza os procedimentos). Dr. Manson começou trabalhando supostamente como assistente para o Dr. Page, embora esse estivesse inválido, e, talvez retratando alguma experiência do autor, que também era médico, se chocou com a prática do lucro dos profissionais, dos pacientes que só vinham atrás de atestados médicos ou de remédios, e - num diálogo que me pareceu absolutamente real - de médicos que não ouviam seus pacientes, simplesmente a primeira frase "ah, você tem fraqueza: é anemia, tome essa pílula" em vez de buscar o diagnóstico como um todo.
À medida que ele cresce profissionalmente, tem aí um lado meio Keanu Reeves naquele filme Advogado do diabo - lembra-se, o profissional idealista que é corrompido pela ambição e larga a mulher para ir atrás das luzes da cidade grande, que lhe parecem agora tão fantásticas? A relação do doutor Manson com a esposa, a Christine, que o apoiava de forma quase irritantemente incondicional, desde que ele fosse fiel a si mesmo, me lembrou muito essa.

Enfim, ele passa por várias cidades, vários momentos, relações diferentes com pacientes, com colegas de profissão e com essa esposa, que o 'truca' às vezes "esse não era aquele remédio que na verdade não faz nenhum tipo de efeito? por que você o está receitando?", irritando-o loucamente, porque,né, a verdade dói.
E aí, você quer saber se ele vira um ser humano horrível e mais um dos médicos do grupo medonho? em homenagem à Silvia, que tem ódio de spoilers, eu não vou contar. Você veja que pra mim, como sempre, tanto faz: acho que o que gosto da história é a história e a maneira como é contada.
PS: Eu li esse livro na sequência do Admirável mundo novo. Tão diferente! Li numa sentada, com deleite.
Minha edição:
A Cidadela


Jane Eyre, Charlotte Brontë: lendo. conto semana que vem.

domingo, 13 de setembro de 2015

A Letícia lê - livros lidos nessa semana

As palavras não se afogam ao atravessar o Atlântico, Carlos Vaz Marques
A posição é nós percebermos o que é que o livros nos quer dar. Eu como leitor, não quero impor-me ao livro. Não digo ao livro: olha, eu quero que me dês isto. Não. Eu tento colocar-me sempre na posição de receber aquilo que ele me quer dar. Se me colocar nessa posição, vou sempre receber coisas.

Disse Gonçalo Tavares, e eu concordo. Não sabia o que iria receber desse livro, uma compilação de entrevistas realizadas com diversos autores portugueses da atualidade - tantos que eu não conhecia, alguns que eu conhecia só o nome mas não sabia sequer que eram portugueses, outros que foram mencionados por esses... o livro me deu momentos de alegria pelas frases tão bem colocadas e uma lista enorme de novos autores para ler.
 

O homem que não conseguia parar, David Adam
interessante e revelador. Sempre me interessei por doenças mentais e suas origens tão diversas e incompreendidas, e esse retrato de TOC é uma das janelas pelas quais olhar e, no que for possível, estender a mão a si mesmo ou ao próximo, com seus pensamentos invasivos, egodistônicos ou somente incontroláveis.

The fence around the cuckoo, Ruth Park
Great voice, wonderful use of words and pungent portrait of the country wannabe writer since forever. Got this book as a gift from a friend who's been living down under for over a decade and once again marvelled at how much literature can bring you.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A Letícia lê - livros lidos em agosto. Sim, é uma nova manchete por aqui.

Livros lidos em agosto

Porque eu tenho zero vergonha na cara, e porque acho que é melhor sim tentar consertar que jogar fora, estou ignorando minhas parcas tentativas recentemente de manter esse blog tão organizado como eu prometi e em vez disso contando de modo 'enfia numa cesta' o que eu li em agosto:

Li três livros que não vale a pena mencionar: dois romances unidos, (In too deep e Too far gone, Stella Rhys), um YA (don't forget to breathe, Catharine alguma coisa, chatíssimo) e um não ficção (A killer in the family, Peter Range Ross) que só gastaram uma hora da minha vida. Esse último era pra ser mais interessante - um sujeito um dia pirou e matou a família, fugindo por vinte anos - mas minha nossa senhora, pensa numa coisa sem pé nem cabeça. Não se falou de nada no livro. Nem do crime, nem da fuga, nem da família, nem do criminoso... tipo, eu sei tanto sobre o caso agora quanto eu sabia antes de ler o livro. É pra dizer que foi mal escrito ou não?

Li Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes, do Covey: é um livro que estava na minha lista há tempos, e fazia parte do Kindle Unlimited. Me surpreendeu positivamente, na verdade. Eu esperava um livro de autoajuda ou algo muito voltado à liderança e hábitos vire sua vida do avesso.
Em vez disso, o autor faz questionamentos válidos, realistas, coloca em cheque alguns princípios importantes e de fato faz sentido. Gostei.
Li um PNR (Paranormal romance) chamado Drink of me, da Jacquelyn Frank, que era bem desenvolvido, bem escrito, com cenas quentes e divertidas. Me julgue, se quiser. Aproveita e paga essa conta minha aqui.
Li Jane and Prudence, da Barbara Pym, que embora tivesse resenhas ótimas e supostamente uma conexão (quem não?) com Austen, foi um desperdício de duas horas da minha vida nas quais eu podia: 1. ter feito bolo de chocolate. 2. ter comido bolo de chocolate 
Li War Brides, Helen Bryan. Idem, ótimas resenhas, história potencialmente interessante - me lembrou o romance que eu li mês passado sobre as pessoas na época da guerra e que era bem mais legal - mas não decolou. Pena, porque inclusive eram seis noivas diferentes, ou seja, muuuita chance e alguém ser muito fascinante, né?
Li A word child, da Iris Murdoch. Quem já viu o filme Iris? É uma coisa linda demais, com a Kate Winslet interpretando a escritora quando jovem e a Dame Judi Dench na época de sua morte. Mas não somos todos que estamos preparados para Iris Murdoch, e eu tentei Henry e Cato primeiro, e desisti. Porque estava achando chato, e claramente isso é falha minha - não estava preparada. Refiz a tentativa para A word child, a história do Hilary, um sujeito vivendo uma vida medíocre após um incidente que mudou sua vida e a vida de um companheiro na época da Universidade, anos atrás - até encontrar o tal companheiro. A história é absurda, você quer o tempo todo sacudir esse cara pelos ombros pra causar alguma reação que seja 'normal' - não que nada seja normal na vida dele, nem os amigos, nem a irmã, nem os companheiros de trabalho. Você fica imerso em toda essa loucura... muito bom, muito bem escrito, MUITO eloquente. 




A propósito: as mini reviews tb estão todas no meu goodreads, em inglês.







segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Pequena alegria - Livros novos, dinheiro no bolso

Gente,

eu já falei do www.lelivros.com, né?
E aí hoje eu tropecei nesse link desse blog fofo aqui e achei legal compartilhar: ando numa pão durice total, testando diversos jeitos de ler muito e gastar pouco, e achei bom:

http://desejoliterario.com/2015/02/22/como-ter-livros-novos-sem-gastar-quase-nada.html

me contem depois o que funciona pra vocês :)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Pra não dizer que não falei de ... livros

Coisas que eu amo:
listas (a de livros que foram lidos em 2014)
listas de livros (porque é do Goodreads)
capas lindas de livros (aqui tem inclusive as que eu li no Kindle, consequentemente há capas que eu estou vendo como se fosse uma quase surpresa)
desafios superados (tinha prometido 200 livros e li 216)


tudo juntinho aqui ó
não é muito legal? coisas que eu amo parte 2: Goodreads.




Já achou que você gasta tempo depois lendo?
É. Nem eu.
re-pinned by: http://sunnydaypublishing.com/books/ .

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Ella Intima: dicas de livros e de café da manhã!

Esses dois posts foram publicados no http://www.ellaintima.com.vc, você já passou por lá? Tenho uma coluna chamada Coisas boas da vida, toda quarta-feira, não é legal?



Oi! Hoje vamos falar de café da manhã!!! Amo comer, e por sorte encontrei na vida alguém que divide essa alegria. Uma das coisas que nos deixa feliz é encontrar lugares gostosos para o brunch (a tal mistura de breakfast e lunch, com coisas de café da manhã e almoço, numa grande alegria). Essa é a lista dos nossos favoritos hoje:
1.      Le pain quotidien (http://www.lepainquotidien.com.br/ ): Existe uma filial no Itaim, pequena e muito bonita, mas que vive cheia de corredores ali do Ibirapuera nos fins de semana, o que faz o atendimento ficar um pouco mais lento. Existe outra no Shopping Vila Olímpia, bem grande e tranquila no horário do café, e existe mais uma na Vila Madalena, com dois pisos, na qual gostamos de ir cedinho no sábado e experimentar o MELHOR espresso da cidade. Devo neste momento dizer que sou superviciada em café. Temos uma máquina Nespresso, tomo pelo menos três por dia, gosto muito. Mas esse vem numa cumbuquinha e é absolutamente perfeito. Ajuda o fato de que o kit de café deles tem um suco na medida (nunca é ácido, é sempre na temperatura ideal), pães que são divinos... hmm... prometo que vocês não vão se arrepender.
2.      PJ Clarke’s: (http://www.pjclarkes.com.br/) No Itaim, um brunch bem típico americano, com waffles e panquecas com suas coberturas, bolos mil bem levinhos, ovos mexidos, diversos pães e croissants salgados. Ambiente lindo e confortável.
3.      Sofá café (http://www.sofacafe.com.br/) : Em Pinheiros, é um café mais simples e descolado, mas por menos de 15,00 por pessoa você toma um chocolate quase suíço com raspas de laranja, uma broa de fubá quentinha com manteiga aviação e tem a chance de levar um pão de mel que eu acho ser o melhor da cidade.
4.      Condimento (http://www.condimento.com.br/2013/) : sabe o que você imagina que seria a casa da Alice no País das Maravilhas, se ela estivesse morando ali na zona leste de São Paulo? É uma doçaria, na verdade, mas tão adorável que vale a visita no café da manhã (no almoço e no café da tarde também). Tem cheesecake de Nutella. Sem mais.
5.      Bella Paulista(http://www.bellapaulista.com.br/) : vou dizer que não é minha favorita, mas o fato de estar ali na Paulista, do ladinho absoluto do Conjunto Nacional (do outro lado da rua, mas enfim), a três passos do recém reaberto Belas Artes, faz com que seja bem aprazível a ideia de tomar um supercafé da manhã continental ali.
Boas gulodices, quer dizer, refeições :)



Oi! Semana passada eu falei da EL James e dos 50 tons de cinza e da Anastasia. Agora vamos colocar contexto (contexto é tudo né...) na situação: acho que a coisa mais interessante da trilogia da Erika é exatamente o momento (bem) aproveitado e o tom explícito que ela usa nos seus livros. De resto? Acho a Ana, com o perdão do trocadilho infantil com direito à mostrada de língua, uma chata. Parece que ela não teve experiências de vida nem grande riqueza de emoções, o que faz com que as descobertas com o Christian sejam muito legais, mas que também a gente sinta um pouquinho de vergonha alheia por ela ser tão rasinha. Dá pra ser aberta a experiências sem ter de ser uma página em branco, não?
Isso dito, a gente já discutiu o assunto: qualidade literária nem sempre é a nossa prioridade nessa prateleira, né? Queremos emoção, calor, cumplicidade, companheirismo, e às vezes essa combinação vai ter um preço a se pagar de ‘um pouco’ de ‘Ah, vá!’. E os heróis serão lindos e bilionários (note que já não existem mais Milionários; agora é no mínimo Bilionário.) e altos, com voz grave, olhos expressivos, mãos fortes, caráter e integridade, inteligência e, em sua absoluta maioria, corpos atléticos e bem definidos, (mesmo que não haja no livro todo nenhuma menção à preparo, dieta ou cuidado físico). São, claro, um pouco problemáticos, seja por causa de uma antiga decepção amorosa, seja por causa de um grave problema familiar, seja por uma insegurança pessoal muito bem acobertada ou por algum outro segredo que, não se preocupe, será revelado a tempo de podermos suspirar nos últimos capítulos com a devida superação de obstáculos que marca o fim dos romances. Na vida, sabemos que a coisa se torna mesmo real quando nosso companheiro está conosco dia após dia, esquecendo de pagar ipva, combinando quem pega quem e aguardando em fila dupla, enfrentando compra de móveis ou de imóveis, voo atrasado e gripe, compra de roupa e escolha de restaurante. Nem sempre tudo isso aparece nesses títulos. Mas vamos combinar: isso é um problema? Cada um não sabe, como diria Caetano, a dor e a delícia de ser o que é? Literatura erótica, romances históricos, histórias de amor quaisquer – o que elas fazem é nos levantar um pouquinho a alma pra que a gente se lembre que por baixo de tudo isso aí das minúcias da vida diária, tem poesia, tem tremor, borboletas no estômago, o início contínuo da SUA história de amor que afinal, você escolhe continuar todos os dias, e não é menos especial por isso! Eu diria até que se torna mais especial, porque não importa qual seja seu herói favorito, você consegue levar um pouco de cada um desses volumes pra sua própria noite, olha só como isso já tá ficando interessante...
E chega de conversa. Vou contar quais são os que eu gosto, no caso de você querer se inspirar e ler.
JR Ward – Falando em fantasia paranormal, a Coleção Irmandade da Adaga Negra é feita pra quem teve, hã hã, um passado nerd. Ou presente. Ou quem gosta de heróis de dois metros com poderes quase paranormais, força física muito acima do normal, problemas que não são humanos, emoções sempre à flor da pele, seja solidão, desejo ou ira. São seis guerreiros vampiros, então pelo menos seis chances de você acabar se rendendo aos vampiros mais sexy que já teve o prazer de ler a respeito. Tem Amante Meu, Amante finalmente, Amante Libertada, Amante Vingado... é só procurar a coleção. (A propósito, melhor que ele escrevendo sob seu pseudônimo, Jessica Bird, que é mais uma escritora romântica mas tem menos eroticismo que os originais vampirinhos J)
Sylvia Day – A série Crossfire foi considerada uma das ‘primas’ do 50 tons, mas eu gosto muito mais. Toda sua ,Profundamente sua e Para sempre sua (por que será que são sempre trilogias?) te apresenta à história da Eva Tramell e do Gideon Cross. Os livros são bem escritos, as cenas de amor muito bem trabalhadas, há emoção e histórias entremeando o romance e os personagens são críveis o suficiente para que você possa se concentrar no que interessa (pisca). Sylvia Day também escreveu alguns outros volumes – romances históricos, fantasia paranormal, tem um pouco pra cada gosto. Vale a pena xeretar, se você gostar da Eva e do Gideon.
Raine Miller – outra trilogia, O caso Blackstone te conta a história da Brynne e do seu pai que fez com que Ethan Blackstone se aproximasse da herdeira sem contar a ela que ela corria perigo – e inadvertidamente causasse o início de um grande amor, cenas de sexo calientes e todo o drama noveleiro necessário para fazer com que cada reencontro fosse tão emocionante quanto o anterior. Uma delícia!
J. Kenner – Esse ainda não chegou no Brasil (pelo menos em português), mas fique de olhos bem abertos: The Stark trilogy. Damien Stark vai balançar seu mundo como fez com Nikki Fairchild.
Jody Ellen Malpas - O amante! Quase morri de emoção quando descobri que essa série estava vindo pro Brasil. Eu li em inglês no kindle (This man trilogy), mas já tem o primeiro volume na Saraiva. Ah, o Jesse... o mais problemático, maluco, vulnerável e apaixonante dos heróis de erótica. Devo confessar que tenho uma queda por ele. Vou deixar que você decida o quão pirado é isso. Mas aposto que você não vai entrar num lavabo nem falar palavrões do mesmo modo depois de ler Jody Malpas.
Espero ter te dado umas ideias de que existe muito a ser explorado no mundo da literatura romântica/erótica. E espero que depois de cada capítulo você queira colocar em prática uma coisa nova na sua vida, no seu quarto, no seu relacionamento – mesmo que seja “ah, faço isso muito melhor” :)
 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Resenha 'meh'

Acabei de descobrir que não sei postar do goodreads pra cá, muito embora exista um link que diz "copie esse link para postar no seu blog". Devo ser mentalmente incapaz de entender essa frase, porque ela claramente não quer dizer o que parece.
Enfim, a review era essa aqui e era sobre o livro The good luck of right now, do Matthew Quick. O mesmo cara que escreveu The silver lining playbook, (O lado bom da vida) que concorreu em alguma categoria ao Oscar, tinha uma ótima trilha sonora e, na minha opinião, a impagável Jennifer Lawrence. Eu digo nela basicamente que foi ...



Eu esperava me apaixonar pelo Bartholomew como me apaixonei pelo Milo, do Unexpectedly Milo, do Matthew Dicks, ou pelo Christopher (embora nesse caso tecnicamente isso é ilegal porque o Christopher tem 15 anos, mas acho que você entendeu o uso da palavra aqui) no livro do Mark Haddon, mas demorei bastante pra me convencer que toda a esquisitice dele era plausível aqui no mundo real, e só comecei de verdade a gostar do livro nos últimos capítulos, até lá era só teimosia - tipo, deusolivre não terminar um livro que eu comecei. - Talvez eu também tenha um pouco de transtorno. Tem umas partes bem fofas, como ele escrevendo as coisas interessantes que ouve por aí, ou o fato de que ele é genuinamente bom, mas ... (olha pra foto aí em cima de novo).

E é isso aí. Eu precisava de mais emoção pra superar o fato de que bati o carro (num carro parado, mind you) tentando não atropelar uma gata (que depois eu descobri que se chama Mimi, é 'bem rueira' e morava na casa da frente do pobre senhor que eu tive de acordar pra contar que arrebentei o farol dele) e gastei meia hora só tocando campainhas tentando descobrir pra quem implorar perdão, além de mais várias horas me sentindo megaidiota, infeliz e culpada, além de definitivamente mais pobre, porque o seguro teve de ser acionado, eu arrebentei o parachoque meu e do senhorzinho.

Não que eu tenha esquecido que esse blog é primordialmente sobre livros, mas veja bem: a gente lê pra ser levado praquele mundo que alguém definiu, né? seja uma batida de carro, um dia ruim, uma tarde de chuva ou sol no parque, é isso que o livro te dá. Se ele não conseguiu...
(olha a foto mais uma vez).

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 26, dia 27

Aiaiai, me atrasei! em minha defesa, meu aniversário me toma a rotina, rs! aí me distraí e bom, tudo bem né? alguém sentiu minha falta? meu superego já me deu bronca e aqui seguem os dias atrasados do desafio:


Day 26-A Book you wish would be written
Dia 26 - um livro que você gostaria que fosse escrito
vixe. Tanta coisa vem à minha mente: a Lyra, do Philip Pullman, é uma delas.  Uma história muito rica de detalhes, como a da Lyra. Talvez uma história na qual a personagem encontrasse diversos outros personagens da literatura, da música, do mundo, e fosse transitando pela vida com eles. Esse livro já foi escrito? ele parece legal :) precisaria de muita pesquisa, com a biografia de toda essa gente e os detalhes de época.
Trilha sonora do dia: amo esse filme, amo o Edward Norton, amo o Brad Pitt, amo essa música: Where is my mind, Pixies.

Day 27- A Book you would write if you had all the resources
Dia 27 - um livro que você escreveria se tivesse todos os recursos
uma crônica de people watching. Sabe, sentar num lugar, café, shopping, no trabalho, ficar olhando as pessoas, e imaginar o dia delas até chegarem ali e como ele vai ser depois de saírem de onde estão? eu viajo pensando. E adoraria poder ser paga pra fazer isso, rs... as vezes nas quais escrevi, foram coisas que vieram disso. Uma moça no ponto de ônibus na frente do shopping virou um conto, que até ganhou um prêmio num concursinho de uma cidade de interior. Acho que podia viver disso se fosse mais talentosa!
Trilha sonora do dia: Kiss, I was made for loving you







Desafio dos 30 dias que viraram 28: livro que você não queria ter lido/autor que você detesta/ama

Ahhh... fevereiro só tem 28 dias, então vou fazer um medley e falar dos três últimos posts do desafio dos livros de uma vez só: (e como cada um tem uma trilha sonora, é preciso entrar no tema...)

Day 28- A Book you wish you never read
Um livro que você queria nunca ter lido
A polaquinha, do Dalton Trevisan. Argh. É o único que eu me lembro de não ter gostado, porque geralmente apago da minha mente e tiro da estante tudo que eu não gosto bem imediatamente.
Trilha sonora do dia: The Police, Every breath you take

Day 29- An Author that you completely avoid/hate wont read
um autor que você evita/detesta/não lê
Puxa. Fora o Tolkien, que já mencionei ser um pet peeve, não me lembro de ninguém com quem eu tenha esse tamanho de resistência. Tenho um certo preconceito contra alguns tipos de livros, aqueles que nascem de momentos célebres na vida do Zezinho e quando você folheia na livraria já vê que a pressa pelos 15 minutos de fama não deixou tempo nem de alguém revisar a pontuação ou incluir uma ou outra palavra de mais de três sílabas pra que haja um desafio, mas enfim...
Trilha sonora do dia: agora vou te levar ao túnel do tempo: Right here waiting, Richard Marx!!!

Day 30 - An Author that you will read whatever they put out
um autor cujos lançamentos você sempre lerá
Tantos! Paul Auster, Lygia Fagundes Telles, Luis Fernando Veríssimo, Jonathan Coe; os distópicos (Tahereh Mafi, Marie Lu, Suzanne Collins); JK Rowling, aliás adorei Casual vacancy.
Trilha sonora do dia: Rick Astley,Together forever!

Acabou... amanhã estou sozinha no mar sem desafios dos blogs silenciosos. Mas eu me prometi que não me deixarei sozinha, à la esquizofrênica, e curiosamente, esse mês trouxe muitas novidades para muita gente legal perto de mim (brinquei que o ano novo chinês da gente começou um mês mais tarde). Então quem sabe o que nos reserva o ano do Cavalo...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 25 - livros para meninos


Day 25 - A Book you later found out the Author lied about - como eu não consegui pensar em um, mudei o tema, porque esse é meu blog e quem manda aqui sou eu.
O tema do dia é Livros para meninos, pensando em livros que eu já dei ou ouvi meninos dizerem que gostavam.

Livros para meninos
Barba ensopada de sangue, Daniel Galera
Alta fidelidade, Nick Hornby
Man and boy, Tony Parsons
Nu, de botas, Antônio Prata
Comédias da vida privada, Luís Fernando Veríssimo
Qualquer livro do Chuck Palahniuk (o autor do Clube da luta)

Trilha sonora do dia: A letra da pira..., To be with you, Mr. Big. Outro sucesso do Clip Trip!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 23 - sua novela/romance favorito

Day 23- Favorite Romance Novel

Ah gente, fala sério né. A essas alturas qualquer um que já leu dois posts por aqui já sabe que isso é uma coisa pra não me deixar dormir. Como assim, romance favorito? o que você relê? o que você recomenda? o primeiro que te vêm à cabeça? já discuti isso lá atrás num outro post. Então vou evitar o sofrimento (meu e seu) e dizer que a gente começa pela lista dos meus favoritos que fica lá embaixo, ó:

Meus livros favoritos

  • Zeno's conscience, Italo Svevo
  • Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector
  • Traveling light, Brian Andreas
  • To kill a mockingbird, Harper Lee
  • The namesake, Jumpha Lahiri
  • The master and margarita, Bulgakov
  • The house of sleep, Jonathan Coe
  • Someone like you, Roald Dahl
  • So much for that, Lionel Shriver
  • One flew over the cuckoo nest, Ken Kesey
  • NY trilogy, Paul Auster
  • Jubiabá, Jorge Amado
  • High fidelity, Nick Hornby
  • Girl in translation, Jean Kwok
  • Fazes-me falta, Ines Pedrosa
  • Fahrenheit 451, Ray Bradbury
  • El amor en los tiempos de colera, Garcia Márquez
  • Delicacy, David Foenkinos
  • Brave new world, Aldoux Huxley
  • A pale view of hills, Kazuo Ishiguro
  • A cidadela, Cronin

Aí a gente tira os que não são romances (tirei os não ficção, os de contos, as coleções) e pronto, taí meu romance favorito, me deixa que eu fico nervosa com essas escolhas.



Trilha sonora do dia: Perfect day, Lou Reed

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 22 - série favorita

Day 22-Favorite Series


The shopaholic series - conforme já comentado várias vezes, a última aqui, eu coraçãozinho de amor Sophie Kinsella e a série da Becky Bloom. Amo.

Stieg Larsson - a trilogia Millenium é fenomenal. Não só porque a Lisbeth Salander é uma das heroínas mais legais da literatura contemporânea, mas porque esse sueco (que morreu subitamente, deixando aliás uma grande confusão familiar para trás, com direitos autorais e a companheira sem acesso a eles) faz uma costura entre mistério, suspense, dor e amor que é fenomenal. Eu não conseguiria falar sobre a história sem abrir minha bocona e dar um spoiler, então te recomendo fortemente que tente. Mesmo que você precise de uma aula de geografia para entender onde os personagens estão e uma de pronúncia para dizer os nomes deles, vale o esforço. Inclusive me abriu um portal para outros gêneros (novelas de crime, tipo Camilla Lackberg, Hennel Mankell, Dennis Leahne, etc, especialmente os nórdicos, que eu não lia antes.)

Harry Potter - dispensa explicações, se você é desse planeta. (Na verdade, se você é desse planeta e precisa de explicações, essa é mais uma razão pra você fingir que nunca ouviu falar nada sobre essa série e ler os livros sem nenhum julgamento. Vai descobrir que eles são absurdamente bem escritos, não ficam devendo nada à mitologia, que aliás você também ia adorar ler, são envolventes e muito criativos. E não, não são só para crianças, embora eu te desafie a qualquer tempo a ler A psicanálise do conto de fadas, do Bruno Bettelheim,  me dizer o que você acha tão simplista sobre 'livros para crianças'.

Tahereh Mafi - eu já falei dela em outros mil posts. Sim, ando apaixonada. Desculpaí.

Trilha sonora do dia: David Bowie com Absolute beginners; aliás, minha melhor metade esteve em Berlim semana passada, fazendo um trajeto baseado no Bowie (apartamento, estúdio, bar favorito) e amou. E eu quero ir ao MIS ver a exposição. É um cara tão interessante.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 21 - um livro que é um prazer culpado pra você

Day 21- A guilty pleasure book

YA, (Young Adult literature, literatura o que, minha gente, juvenil??) e Dystopian books (livros distópicos) ; ou seja, Hunger games, que eu gostei antes das pessoas gostaria de deixar claro, porque a Kat é um animal instintivo e fofo, e a história é ótima, não quero nem saber o que o mundo acha :) - já passei por isso quando li HP e me disseram (lá em 1999): Ué, por que vc tá lendo um livro de criança?



 Harry Potter, a trilogia do Philip Pullman, que eu já mencionei antes, as crônicas de Nárnia, do C.S.Lewis e tão melhor que o filme (aqui), a série da Marie Lu (Champion, Prodigy, e mais um cujo nome não me lembr)

a série da Tahereh Mafi, (em português aqui) gente, eu me alternei querendo me casar com o Warner e com o Adam a cada página e até agora não sei como termina (essa semana sai o último e tô dividida, naquel momento que você quer terminar pra saber mas não quer porque é tão legal e não devia acabar nunca) e é tãaaao fofo! (aliás, update: eu li, amo mais que paçoca, mais que isso são spoilers).




da Veronica Rossi ( Under the never sky - em português, Sob o céu do nunca, aqui)... gente, não dormi até as 3 da manhã querendo ler.


amo, o que eu posso fazer? posso dar uma explicação intelectual sobre a minha (bem) alta tolerância à ambiguidade e capacidade de abstração, o que faz com que livros com esse tipo de fundo sejam perfeitamente críveis e bem coloridos na minha mente, mas a verdade é que quando bem escritos eles são a definição pura de indulgência.
Eu também poderia falar de Paranormal, Erotica ou Dark Romance, mas acho que é bom manter a dignidade que me resta por mais um pouco de tempo.

Além disso, poderia falar horas sobre chick lit (que seria 'literatura de meninas', e cuja definição deveria englobar mil títulos, mas na verdade eu conectei com British chick lit, a melhor de todas: Maryan Keyes, Sophie Kinsella, Jane Green, Robyn Sysman, Jane Costello, a lista vai por aí e será coberta em algum momento).

Trilha sonora do dia: Mr. Jones, Counting Crows