Books read

Leticia's books

To Kill a Mockingbird
The Catcher in the Rye
The Great Gatsby
Of Mice and Men
Animal Farm
One Hundred Years of Solitude
Lord of the Flies
Romeo and Juliet
Little Women
A Tale of Two Cities
Frankenstein
The Count of Monte Cristo
The Secret Life of Bees
The Memory Keeper's Daughter
The Joy Luck Club
The Da Vinci Code
The Kite Runner
The Shining
The Silence of the Lambs
The Bourne Identity


Leticia's favorite books »
Mostrando postagens com marcador não ficção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador não ficção. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A Letícia lê - 1a. quinzena de novembro

Tenho corrido um pouquinho pra alcançar o número prometido de livros lidos esse ano, então continuo lendo vários livros gratuitos e de fórmula pronta - os romancezinhos estilo Avon/Harlequin, cuja estrutura é previsível mas confortável e tem ritmo de leitura fácil.
Além desses, li alguns não ficção que podem ser úteis:

Qual é a tua obra? - é na verdade uma coletânea das palestras do Mario Sergio Cortella. O que tem de não legal: algumas coisas já são antigas - se fala de dvds como novidade, da ovelha clonada - e incomodam um pouco a leitura. O que tem de legal: algumas das inquietações e sacadas são incríveis e ressonantes com qualquer um que esteja no mercado de trabalho ou tenha sido líder em algum momento. Também é curtinho e gostoso de ler.

A arte da imperfeição - Brene Brown - ela é bem famosa nos EUA, por sua pesquisa sobre a vulnerabilidade e a vergonha. Eu comecei pensando em um livro de autoajuda e estava um pouco incomodada, porque não gosto desse gênero. Mas em torno do capítulo 3 já tinha decidido que vou dar uma cópia desse livro a uma amiga e que aquilo fazia todo sentido. Acho bem válido.

O código da liderança - Dave Ulrich - o autor fez algumas pesquisas com CEOs de grandes empresas sobre as características que determinavam liderança eficaz, e construiu um modelo que é baseado em cinco dimensões. Fez bastante sentido para mim.

Faça acontecer, da Sheryl Sandberg - uma amiga do escritório me emprestou, porque acabou de fazer uma oficina sobre empoderamento feminino numa cliente. Li em duas sentadas. A executiva do Facebook começa a contar histórias dela, sobre como foi percebendo sua própria atitude em relação à seus pares, como essa questão da mulher na liderança foi surgindo, e as estatísticas são tão aterradoras... quando fui postar a review no goodreads, me deparei com um comentário falando de que os exemplos que ela dava era surreais porque ela tinha babá e o marido havia mudado a empresa para ficar com ela e as crianças. Honestamente, tanto faz. Ontem almocei com uma amiga e a questão só mudava de perspectiva, porque não é sobre dinheiro, embora obviamente ele ajude - é sobre o fato de que a gente acha que é um favor e uma fofura o cara mudar de emprego pelas crianças, e uma obrigação se a mãe o faz. Esse é um livro que até merecia uma resenha própria, mas acho que tem de ser relido, digerido, e a gente primeiro tem de engolir as desculpas que vem imediatamente à boca antes de discuti-lo. Então, recomendo primeiro, para homens e mulheres, e não porque é uma bíblia da verdade feminista, mas só porque traz muitos números e histórias que podem causar reflexão. E depois, se quiserem, a gente fala dele, porque essa é uma conversa bem rica.


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A Letícia lê - 2a. quinzena de agosto

Vou começar falando da importância do goodreads e desse blog na minha vida. Hoje de manhã vi uma notificação do goodreads que dizia que alguém comentou minha opinião sobre um livro qualquer sobre hábitos. Imediatamente eu pensei, Ué, mas eu não li esse livro, não só me desdizendo como confundindo o livro com um que virou piada aqui no escritório porque eu tenho dois (um físico e um no kindle) e no escritório tem mais dois, então eu disse que devia ser um sinal do universo que era pra eu ler, e bom, ainda não li.
Resumo da ópera: o que eu escrevi no goodreads eu de fato tinha lido. Me vi acenando com a cabeça como concordando com uma desconhecida, que nem uma louca, lendo minha própria opinião.
Enfim.

Comecei a segunda quinzena lendo os dois livros que a Silvia (oi, Silvia!) fofamente me emprestou. A gente tem gostos super diferentes, e eu tenho receio de dizer que nem sei o que a faz vir aqui me ler, embora seja grata por isso :)
O primeiro livro que ela me emprestou era O livro do apocalipse, ou Doomsday book, da Connie Willis. Embora seja o primeiro de uma série, dá pra ler sozinho. É um livro sobre viagem no tempo, e a personagem principal, Kivrin, sempre quis ir à Idade Média, embora seu (?) tutor? não sei como chamá-lo. Pelo que eu entendi, há diferentes especialistas em diferentes áreas que apoiam essas viagens no tempo de seus pupilos. Esse especialista tutor gostava muito de Kivrin e tentou convencê-la mil vezes a não ir (cólera, envenenamento, perseguição às bruxas, machismo, sem contar a peste bubônica, febre tifoide e etc). Bom, resumindo, obviamente ela foi. E, claro, algo dá errado, mas não dá pra saber o que, porque o técnico que a apoiou na viagem fica doente, e é 2050 ou algo assim, ninguém fica doente. Então acontece uma quarentena, e a Kivrin tá lá, perdida na Idade Média, supostamente perto de Bath.
Ou seja, começa fofo, com você pensando que acontecerá algo mas sem saber o que. Ingênuo.
A vida da Kivrin fica muito, muito difícil. Primeiro, porque o tal mecanismo de interpretação que a ajudaria a se comunicar em inglês antigo não funciona. Segundo, porque ela fica doente (pegou a doença que ninguém sabe o que é do técnico, lá em 2050). Terceiro, porque ela vai descobrir depois, mas não está exatamente onde achou que estivesse, e vai passar um bom tempo procurando o lugar e o tempo certos.
Estou lutando contra possíveis spoilers, mas a questão é que mesmo que Kivrin tivesse achado que estava pronta, ninguém em nenhuma idade estaria pronto pro que ela enfrentou. Mesmo que o fim tenha sido meio apressado e muito racional pra mim, claramente em negação às emoções, quero muito saber como foi tudo que aconteceu pra todo mundo, porque há coisas que te transformam muito completamente.
De qualquer modo, o que dá pra dizer é que mesmo com todo o desespero que muitas vezes você sente, é um livro que te prende quase do começo ao fim, por motivos diferentes, e mesmo que a mitologia criada pela autora pareça um pouco confusa e sem contexto, dá pra entendê-la e achá-la interessante.
Importante lembrar que o livro foi escrito em 90, publicado em 92 no auge dos filmes de ficção científica e quando celulares eram quase uma invenção.


A Bíblia envenenada - Barbara Kingsolver
Esse foi o segundo. A primeira coisa pra se dizer sobre esse livro é que é uma narrativa muito boa: você enxerga o barro vermelho, as chuvas torrenciais, o que eles comem ou não, as pessoas, o jardim, as irmãs.
A segunda coisa pra se dizer é que quando você começa, a história de uma família cujo pastor decidiu passar um tempo numa missão no Congo, você não tem a mais vaga ideia de como aquilo vai terminar. Quando os personagens vão tomando seus caminhos, um fica completamente desimportante, um morto, um apaixonado, um mudado, etc etc, nem se eu te disser o que acontece com cada um você vai corresponder o evento à pessoa do jeito certo. Ponto pra dona Kingsolver.
A terceira coisa pra dizer é que as pessoas leem de jeitos e com olhares muito distintos: pra mim, toda a política era só pano de fundo. Então, quando pareceu muito focado nela, eu dei uma desligada, ficou chato. Teve gente que achou isso o mais sensacional. Ou seja, parece que isso foi bem escrito.
A propósito: o título vem do fato de que, sem ninguém falar a língua, há diversas coisas que são ditas de modo a dar outro entendimento, uma delas sendo a bíblia (em vez de "sagrada", ela acaba sendo referida como "envenenada"numa tradução tosca, porque a inflexão muda o sentido das palavras). Isso já é um tremendo spoiler, na minha opinião, simplesmente porque fala muito do Pai Nosso (a maneira como as filhas se referem ao missionário pai que as levou e de santo tem bem pouco) e de quão disposto, aberto ou capaz de entender a cultura na qual estava ele era. Uma parte favorita do livro pra mim foi o encontro da família com o missionário anterior, o irmão Fowles.
Mas, me conta quando você o fizer.

Li também o livro sobre a Imperatriz de ferro: a Concubina que formou a China moderna,  e foi bem interessante. Ela parecia uma mulher muito peculiar, muito à frente do seu tempo, me lembrou muito uma mistura de Eva Perón com rainha Vitória. Claro, é difícil ler o tipo de coisa que acontecia em 1800 e tantos, mas se for pensar no cenário, ela te surpreende sempre. Foi um não ficção que li em seqüência numa semana.

Li também um livro que foi publicado nessas listas de "promissores", chamado Eileen. Achei a sinopse super legal, sobre uma moça que trabalhava numa prisão para jovens (tipo a antiga Febem), mas pensa numa narrativa lenta que acaba funcionando do jeito errado. Ou seja, era pra ajudar a autora a construir suspense, mas chega uma hora que ela fez isso direito, então 1, vc quer saber que diabos ela quer contar logo, e 2, quase tudo que ela for revelar a essas alturas vai ser anticlimático. Quem sabe fazer isso bem é a Liane Moriarty, essa moça não sabe. Foi um livro que eu não larguei na primeira metade, mas só li a segunda por desencargo (e porque a tal revelação só apareceu aos 80% do livro).




domingo, 10 de abril de 2016

A Letícia lê

Ao contrário do que a Silvia e a Maria dizem, estou de fato lendo devagar: 20% da minha meta só foi alcançada, com 50 livros lidos - e já estamos em abril. Ando enjoadíssima, burlando minhas próprias regras - como tenho dificuldades imensas de largar o livro começado, dou permissão a mim mesma de fazê-lo só até os primeiros 10% dele, e larguei vários assim. Só que aí, né Brasil, nada vai pra frente. Essa semana diz a lenda que ganho tempo livre (conto depois), quem sabe aí deslancha.

As cerejas, Lygia Fagundes Telles - na verdade, o primeiro conto dela e os três próximos com releituras. Gostei de um deles, do Duílio Leite, mas não gostei dos outros. Claro, é bem árduo competir com um conto da Lygia, mas bem, era a proposta e foi aceita, nénão? #fiquecomaLygia.

Heart Collector, Jacques Vandroux - sobre um serial killer que, adivinha, rouba corações e os come, tentando afastar o espírito da mulher que matou há anos. Essa, por sua vez, 'avisa' um moço aleatório - que acaba não sendo tão aleatório assim - sobre os crimes, de forma paranormal, e ele tenta ajudar a encontrar o assassino. A ideia não era horrível, mas houve uns momentos MUITO forçados. E aliás, se você é um espírito, e consegue me contar seu nome e sua relação comigo, por favor, dê um passo a mais e me conte o endereço de onde está o assassino.

Hannah e suas filhas, Marianne Frederiksson - gosto de histórias familiares, mas a cronologia disso aqui me incomodou. Havia Anna, Hanna, Johanna. Mas claro, na história de uma, outra aparecia. Havia dois Rickard. Havia dois John. Tava faltando nome no dominó dos personagens, minha gente???

O demônio do meio dia, Andrew Solomon - um não ficção sobre depressão. Infelizmente, muita gente que eu conheço sofre, sofreu, tem sofrido de doenças mentais de algum tipo, e esse título sempre cruzava meu caminho. Gostei muito de algumas colocações do autor - meu goodreads tá lotado de citações e trechos do livro - mas outras partes me entediaram, por serem muito particulares, muito específicas ou muito locais: história de alguém, falar sobre os hospitais psiquiátricos da região na qual ele entrevistou pessoas, etc. Ainda assim, por ser um retrato semijornalístico e autobiográfico, vale a leitura.

Tá rolando é nada nem de rain, nem de tea. Só desejando por aqui.


domingo, 20 de março de 2016

A Letícia lê - ainda beeem devagar

Eu só li dois livros inteiros nessa semana. Em minha defesa, é porque finalmente começamos a planejar as férias.
Bom, na verdade as férias acontecerão em dois meses e meio, mas quem me conhece sabe que na minha cabeça elas só tomam forma quando tá tudo num calendário, com pastinha, guias numa pilha e só a diversão de pensar em como será que fala por favor na língua x. Então, essa é a parte doce e amarga. Contarei quando estiver pronta, falta um pedaço de hospedagem que está me tirando do sério.

Enfim, voltando aos livros: li Observatório de sinais, do Dario Caldas. Ele é da consultoria homônima, e do curso idem (eles realmente gostam desse nome), e parecia tudo muito legal. Aí fui ler o livro, e pra falar a verdade gostei muito pouco. Achei meio escrito com cara de tese de mestrado no primeiro rascunho, com frases meio durinhas, sabe? (quem sou eu, que fugi do mestrado sem olhar pra trás. Mas me senti assim, me processe). E achei que se falaria de tendências de tudo, e me via toda hora lendo sobre moda. E não a parte legal de moda, de menininha, ou do Diabo veste Prada :P. Mas a histórica e chatinha. Notou que eu não amei? Foram só duas estrelinhas no goodreads, que foi pro instagram As pequenas e grandes alegrias :)





Aí fui ler A letra escarlate, do Nathaniel Hawthorne. Pensando, aí não tem erro, né? Um´clássico é um clássico. O Hawthorne achou que ia arrasar com esse aí, aliás. Gente, não deu. Achei todos os personagens caricatos, achei A Grande Revelação uma coisa de novela mexicana, óbvia e tonta, achei as coisas sem explicação, achei os sentimentos esquisitos, e se ele falasse mais uma vez que a menina fada tinha um sorriso quase demoníaco talvez eu atirasse o livro em algum lugar.

Aí voltei pro Airbnb.


domingo, 21 de fevereiro de 2016

A Letícia lê (só não digita)

Oiii!
Gente, agradeçam ao seus polegares opostos todos os dias: são realmente um sinal evolutivo, e fazem diferença na sua vida... foi bem difícil estar sem o uso do meu (direito) no último mês. Tentem abrir shampoo, cortar carne, dirigir, se vestir... e o mundo realmente não está muito pronto pra quem está sem acessibilidade. Contatei até uma ong que acolhe quem perdeu os movimentos na idade adulta, pra saber como ajudar. Quando responderem, divido aqui. Afinal, nada é por acaso, né?
Então, agora, com o poder da escrita restaurado...

(imagem da Stokpic)

Cá estou. Não li muito, por conta do mau humor, em sua maioria, rs. Mas do que eu li:

O príncipe, Nicolau Maquiavel - eu já tinha lido em inglês há muito tempo, mas reli a edição da Companhia das letras recentemente, para uma tarefa do trabalho. É ligeiramente assustador como faz sentido. Maquiavel é um fiorentino de 1469 que chegou a ser muito relevante na sua época, chanceler, acompanhou a vida política de perto, fez parte de movimentos grandes; e aí, quando os Médici subiram ao poder, perdeu tudo, foi torturado e preso, e passou uma década escrevendo e mais ou menos buscando redenção. Esse livro foi dedicado ao neto de Lourenço de Medici e tem a intenção de ser um tratado completamente analítico e realista (ele menciona em algum momento que quer ser útil, e portanto, dirá a verdade efetiva) e destrincha as ações de diversos líderes da época e o que fizeram certo e errado, a fim de orientar futuros soberanos. Claro, há momentos cínicos - 'os homens são ingratos e volúveis' - mas há basicamente muita, muita verdade. Foi uma leitura interessante.
Li alguns Harlequins, três em inglês e um em espanhol (confesso que é ligeiramente curioso, parece-me novela mexicana, por falta do hábito), que foram razoáveis, e li o último da J Ward, que foi uma grande decepção. (a da Irmandade Negra).
Li um livro que parecia super fofo,chamado Out of sorts, de uma francesa: a história de um velho que começa em busca de sua cadela, a única criatura que ama, se relaciona com os vizinhos mal, é cativado por uma menina... enfim, tinha uma sinopse meiga, mas a execução foi sofrível, na minha opinião, e ele acabou raso, sem se conectar com o leitor, não crível. Uma pena.
Li a autobiografia Dado: memórias de um legionário, e de novo me arrependi de fazer isso com gente que eu gosto. Costumo ler biografias de pessoas que não conheço ou conheço pouco, portanto tudo será interessante, novo e imparcial. Mas Legião era algo que eu amava muito, e não pude deixar de me sentir vagamente ofendida pela narrativa que me pareceu cheia de uma superioridade sem motivo (o Bonfá é citado duas vezes; o Negrete, um irresponsável, lá no final vira um 'não, claro que ele fez diferença; só era meio drogado, né gente, não era culpa dele'; o Renato, uma prima dona insuportável). A impressão era que o Dado basicamente era o superego da banda, que não iria pra frente sem ele, e que ele não tinha conexão emocional com eles - o que me doi como fã. Pode perfeitamente ser tudo verdade - a gente sabe bem que o próprio Renato, como quase todos os letristas meio geniais, era realmente meio maluco - mas achei escrito com muita defesa e pouco sentimento.
Li A menina da neve, que aparentemente está fazendo sucesso agora. É baseado num conto antigo, e é bem interessante. Não mudou minha vida, veja bem. Mas a história do casal de meia idade que não pode ter filhos e vive meio isolado e um dia recebe uma menininha de gelo é cativante. Do meio pro fim, me irritou um pouco, contudo. Não sei se era a história ou eu.
Li Os últimos preparativos, da Maggie Shipstead, e embora a sinopse em si seja meio tola (um casal que casa a filha mais velha e grávida, os desejos dos pais), a narrativa é ótima, densa, me soou muito como Lionel Shriver, que eu amo.
Li Os impostores, da Chris Pavone, que não fica devendo nada pros Identidade Bourne da vida. Gostei bastante.