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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A Letícia lê - semana 8 - Vale a pena ler de novo :) - Anexos, Rainbow Rowell

Resolvi, num impulso, reler Anexos, ou Attachments, da Rainbow Rowell. Eu gosto de tudo nesse livro: da capa, que é muito fofa, da autora, por quem estou apaixonada, do formato da história - amo livros em forma de carta, e-mail, bilhetes, qualquer tipo de correspondência. Seja Fernando Sabino e Clarice, Simone de Beauvoir e Nelson Algren ou dois adolescentes como Ana e Pedro, da Vivina de Assis Viana, é certeza que vou gostar. Meu ponto fraco, acho.

Mesmo assim, a gente nunca sabe. A segunda vez que você lê um livro é aquilo de Heráclito, não é o mesmo rio nem o mesmo homem, porque a gente já mudou tanto e a água já passou.
Mas eu gostei tanto quanto da primeira vez, acho que mais, porque apesar da minha memória sem ferro ou cálcio, eu lembrava de algumas coisas, então havia menos ansiedade e pude apreciar integralmente o fato de que a Beth e a Jennifer são muito engraçadas e fofas, e eu queria muito ser amiga delas. Eu ri alto várias vezes. Além disso, eu queria ser amiga da Doris, da mãe do Lincoln, pegar o Lincoln pela mão e contar pra ele como ele não sabe quem ele é ou pode ser... sabe aquele livro com o qual você pensa que está com várias pessoas que são simpáticas e que podiam facilmente estar na sua vida?

É a coisa mais romântica e doce do mundo:
Você acredita em amor à primeira vista?
Não sei. Você acredita em amor antes disso?
Rainbow Rowell's Best Book Quotes on Love #Attachments


“I don't know if I even believe in that anymore. The right guy. The perfect guy. The one. I've lost faith in "the".
How do you feel about "a" and "an"?
Indifferent.
So you're considering a life without articles?” 

A propósito, milhões de citações fofas desse livro aqui: https://www.goodreads.com/work/quotes/13785503-attachments

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A Letícia lê - semana 6 - semana temática - chick lit

Bom, eu resolvi desenterrar alguns chick lits para essa semana temática. Foi uma viagem no tempo, porque de verdade, lembrava de poucas coisas das histórias (lembra da minha memória ridícula?), mas me lembrava da cinestesia envolvida: onde comprei o livro - em um dos casos, encontrei a nota fiscal dentro: Saraiva do Shopping Anália Franco, em abril de 2002, e ele custou 42 reais! não é à toa que hoje em dia tenho preferido o kindle, e pago no máximo 8 dólares por livro. Em outros, em Londres, na Waterstone's, a qual tem uma promoção linda chamada 3 por 2, com vários títulos. Todas as vezes que passei por uma fui obrigada, portanto, a comprar tipo 12, rs, todas as vezes que via esse selinho lindo. Deu mais saudade do clima da viagem do que, em alguns casos, do livro. Sei lá se eu estava mal humorada, você vai ver que a semana foi de crítica, rs:

Enfim, vamos ao que interessa: alguns desses livros vão para a pilha de doação/venda, porque descobri que eles não precisam morar comigo - espaço é dinheiro, né.
Li: (e as reviews do Goodreads, com links de outras pessoas, estão aqui)
Don't you want me?, da India Knight.
Stella foi casada com Rupert, na faculdade, depois morou com Dominic, com quem teve Honey, se separou e agora vive na casa que ficou com ela com um amigo, Frank, tentando entender como funciona a vida de uma mãe solteira que quer sair com pessoas novamente. Bem escrito, em termos de construção linguística. Mas ela é muito cheia de julgamento para alguém que no fim das contas, vive de pensão e só entende o que realmente sente nas últimas dez páginas...
Bet me, Jennifer Crusie.
O tema central é bem clichê: a personagem principal, ligeiramente acima do peso, escuta o ex namorado fazer uma aposta com um bonitão sobre dormir com ela. O bonitão é, claro, muito mais fofo do que parece, e a relação deles evolui de um modo bem simpático. A cena dela na casa dos pais dele é impagável, e os amigos de modo geral são interessantes.
Bad Boy, Olivia Goldsmith
Autora do Clube das mulheres divorciadas (que virou filme com a Diane Keaton), mas foi o que mais me irritou desse pacote. O tema central é outro bem comum (amiga que tenta ajudar o amigo nerd a ser atraente para as mulheres, um 'bad boy', e as coisas saem um pouco do controle), mas achei menos interessante e longo demais.
Perfect Strangers, Robyn Sisman
Fofo, gostei desse: embora seja chick lit, foi bem desenvolvido como história, ou seja, o romance ficou sujeito à segundo plano (na verdade acho que teria sido interessante tê-lo melhor desenvolvido, especialmente no final) e a história chama a atenção. Lloyd e Suze trocam de casa e país dentro da empresa onde trabalham. Suze, inglesa que está na casa dele e da namorada em NY, começa a achá-lo simpático e tenta ajudá-lo quando ele é demitido por espionagem industrial e diz que é inocente. O melhor de todos os que eu li nesse pacotão.
My single friend, Jane Costello
A Jane Costello é famosa nesse meio, e o livro é ok. Adivinha, outro projeto makeover. Você tem um amigo nerd? Certeza que ele é o Clark Kent (ah vá, todo mundo sabe que é só tirar os óculos dele pra perceber que ele era o Superhomem! aliás a Rainbow Rowell linda discutiu isso através da Beth e Jennifer no Anexos) disfarçado, lindo, sarado, além de, como você já sabia, inteligente e doce e bem humorado. E, claro, depois de ficar com várias mulheres no decorrer da história, meio que pra provar que ele é desejado e causar um drama de ciúmes, no fim ele confessa à heroína que sempre gostou dela (essa parte na verdade foi fofa). Bonitinho, mas só se você está numa vibe romântica, de praia e alegria.
Where have all the boys gone?, Jenny Colgan (esse não achei, mas há vários dela)
Katie trabalha em Relações Públicas, e acaba no meio da Escócia para ajudar um moço meio Grinch, Harry Barr, a salvar uma floresta que está correndo perigo de virar um campo de golfe e isentá-lo das acusações de estar matando as árvores que lhe estão sendo feitas. Enquanto isso, a amiga que foi a tiracolo ninguém sabe muito bem como nem porquê se aventura com o resto da cidade (é Fairlish, uma cidade na qual existem 16 homens para cada mulher), e ela mete os pés pelas mãos várias vezes. Meh.
Azur like it, Wendy Holden.
Quase não terminei esse. Katie é jornalista de uma cidade superpequena e o filho do dono vem assumir o jornal; ela vai pra Cannes cobrir o festival de cinema, que já era um sonho dela, toda iludida que ele está apaixonado por ela, quando na verdade ele é um sem caráter. Etc, etc.
BFD

Conclusões: antigamente, eu gostava de todos os chick lits, que eram engraçados, leves, interessantes e românticos. Agora, quero que eles sejam tudo isso, tenham todos os aspectos da história envolventes e não me façam ficar com vergonha de estar lendo o título em questão. Parece que isso é mais difícil que há quinze anos quando eu comecei a lê-los. Por outro lado, devo dizer que as histórias eram mais bem desenvolvidas que eu achava que seriam, muito mais do que hoje se acham nos estandes os romances que são SÓ isso. Quase sempre existe uma tentativa real de ter um pano de fundo, amigos, trabalho, personalidade, e não só o herói e a heroína. Hurray. Acho digno...
"Book Covers Are Judging Me" by Tara Sparling. Hilarious.

A propósito: troco qualquer livro desses (acho que só não o da Robyn, me apeguei um pouco), se alguém quiser e ler em inglês ;)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A Letícia lê - semana 5 - Nos estandes - Por lugares incríveis, Jennifer Niven

A culpa foi toda minha. Eu assumo. Essa patetice de escolher livros que estão nos estandes, e de gostar de capas, e de YA. Fui levada a um canto. A sinopse do livro não mente pra você. O primeiro capítulo também não. São dois adolescentes que se conhecem numa torre, pensando em pular. Violet perdeu a irmã num acidente de carro no qual ela também estava, e Theodore é conhecido como Freak na escola (Esquisito) e tem pensamentos suicidas diariamente. O livro que os une de cara é da Virginia Woolf, As ondas.
Viu como a culpa foi minha? O livro All the bright places, ou Por lugares incríveis, já te avisa que você vai chorar copiosamente em algum momento, a não ser que a autora tenha sido muito incompetente. E ela não foi.

Bookiemoji reviews #AlltheBrightPlaces. "Every once in a while I come across a book that completely steals my heart and touches the very depths of my soul. ALL THE BRIGHT PLACES was one of those books for me."
(Você é todas as cores em uma, brilhando intensamente - para Violet, que ele chama de Ultravioleta)

Eu não sei o que dizer sobre esse livro que não seja um spoiler. Eu fiz o que eu costumo fazer - li o final depois de ler o primeiro capítulo. Ainda assim, nada havia me preparado, porque a jornada foi agridoce. Eu também me apaixonei pelo Finch e também acho que a Violet é Ultraviolet Remarkey-able (eu li no kindle em inglês, e agora fiquei muito curiosa para saber como fizeram essa tradução. O nome dela é Violet Markey, e ele fez uma gracinha com o nome (ultravioleta, porque ela continha todas as cores) e remarkable, um adjetivo que quer dizer muito especial). Ele é assim fofo. Mas eu tive de ler outro livro em seguida, e procurar algo bem fútil na sequência, para me distrair da tristeza infinita que senti enquanto lia.
Se você quiser saber mais, me avisa e te mando um e-mail. Ou um abraço. Ou os dois.

POR LUGARES INCRIVEIS

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 3 - o que estou lendo

Li dois YA que eu AMEI, de uma autora chamada Amy Tintera. Melhor que Divergente (mesmo gênero no sentido distópico, heroína forte, algum romance sem nada explícito, mas fim muuuuito mais legal), li os dois numa sentada:


 Reboot (Reboot, #1)

Reboot - Wren 178 tem um trainee, o Callum 22. Adivinha o que são esses números? O número de minutos que eles permaneceram mortos antes de ressuscitarem, uma consequência de um vírus que surgiu no futuro. Os Reboots são mais fortes, ágeis, não morrem novamente a não ser que sejam atingidos no cérebro, e diz a lenda que quanto mais tempo ficaram 'mortos' menos 'humanos' são, menos emocionais, menos 'alma'. Wren morreu aos 12 anos, então tudo que ela conhece é o lugar onde eles são treinados, e para o qual devem, como 'soldados', levar os outros Reboots que ainda estão nas cidades ou os doentes que ainda tem o vírus. Callum vai mudar um pouco a maneira dela pensar :)

É cheio de ação:
“Fine,” I said, holding my gun out. I didn’t need it anyway. With the way the guy was shaking, I could take his gun, break his neck, and dance on the body in two seconds flat.”
"Ok", eu disse, entregando minha arma. Eu não precisava dela de qualquer jeito. Do jeito que o sujeito estava tremendo, eu podia tirar a arma dele, quebrar seu pescoço, e dançar sobre o corpo em menos de dois segundos."
É engraçado em momentos curiosos:
I wasn’t even sure why I’d done it. I supposed he was my favorite HARC officer, but that was a bit like having a favorite vegetable. They were all pretty uninteresting.”
"Eu não tinha certeza nem porquê o havia feito. Suponho que ele era meu guarda favorito, mas isso era um pouco como ter um vegetal favorito. Eram todos bastante desinteressantes."
É absolutamente fofo:
Now I was only confused as to why a person would want to kiss anyone but Callum.
Agora eu estava confusa só sobre o porquê qualquer pessoa quereria beijar alguém que não fosse Callum.
“I think people immediately assumed I was yours so they stayed far away.” He met my eyes and smiled. “I was. I am.” He leaned forward and brushed his lips to mine. “Yours.”
"Acho que as pessoas imediatamente presumiram que eu era seu, e ficaram longe." Ele me olhou e sorriu. "Eu era. Eu sou." Ele se inclinou e me beijou de leve. "Seu".


Rebel - o segundo volume tem a novidade de pontos de vista alternados, incluindo o Callum, por quem a gente (rã rãaaa, eu) está muito apaixonada. Eles descobrem que nada é tão preto e branco assim - do mesmo modo como o HARC, onde eles estavam, não era na verdade um lugar para 'proteger' os Reboots, os humanos também não são inimigos... e enfrentam diversos pontos de vista diferentes para chegar à conclusões que vão fazê-los trabalhar para um bem comum.
Continua fofo, e engraçado, mas esse livro é mais cheio de ação. O cenário já foi estabelecido, então a coisa fica mais profunda, e faz todo sentido.
“I probably love you,” she said.  “Probably?” She laced our fingers together and tugged me toward the shuttle, “Probably. It’s hard to tell with me, you know?” I laughed . “I probably love you, too.”
"Eu provavelmente te amo", ela disse. "Provavelmente?" Ela entrelaçou os dedos nos meus e me empurrou em direção à nave. "Provavelmente. É difícil saber, sendo eu, sabe?" Eu ri. "Eu provavelmente te amo também."

Gente, muito amor. Muito. Estava com saudade de YA legal, feliz, divertido, interessante. Suspirei muito. Amei.
description .




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 3 - Timely classic, Clássico do momento - Dom Casmurro, Machado de Assis

E aí eu li Dom Casmurro. Achei que era hora de ler literatura brasileira, e a Maria, do Bombuteco, mencionou tê-lo relido, e além de tudo esse tipo de livro é gratuito no kindle.

A quantidade de coisas que eu não lembrava sobre o livro! Lembrava do cerne da história (Capitu traiu ou não Bentinho com o amigo? O filho é ou não dele?) mas não me lembrava que isso na verdade é só o núcleo central, e tem um monte de coisas à volta. Por exemplo, a questão de ele ter sido prometido ao clero, as manipulações que faz desde adolescente em nome disso, tudo que acontece dentro da cabeça dele, a amizade dele com Escobar, a paranoia nos mínimos detalhes ("Ezequiel comia como Escobar, concentrado no prato"), a relação dele com as outras pessoas e com a solidão. Isso tudo sim é o que faz do livro algo incrível, e não somente a dúvida sobre a Capitu.

Não lembrava:

1. que o Bentinho é maluco. Vamos conversar, ma-lu-co. Um maluco imaginativo, meio travado, mas ainda assim... Ele sabe um pouco de algumas partes de si: "Tive um daqueles meus impulsos que nunca chegavam à execução: foi atirar à rua caixão, defunto e tudo." ou "Um dos costumes da minha vida foi sempre concordar com a opinião provável do meu interlocutor, desde que a matéria não me agrava, aborrece ou impõe. Antes de examinar se efetivamente Capitu era parecida com o retrato, fui respondendo que sim"

"Eia, comecemos a evocação por uma célebre tarde de novembro, que nunca me esqueceu. Tive outras muitas, melhores, e piores, mas aquela nunca se me apagou do espírito. É o que vais entender, lendo."
Só que Bentinho se lembra das coisas, como todos nós, do jeito dele. Ele vai construindo as coisas na cabeça dele, e na verdade, no fundo até sabe disso.

Por exemplo, Bentinho imagina Otelo já matando Desdêmona no primeiro ato e como tudo seria diferente e como a vida é um teatro e diz que sabe que a vida não é assim.

Ao mesmo tempo: "Via-me já ordenado, diante dela, que choraria de arrependimento e me pediria perdão, mas eu, frio e sereno, não teria mais que desprezo, muito desprezo; voltava-lhe as costas. Chamava-lhe perversa. Duas vezes dei por mim mordendo os dentes, como se a tivesse entre eles."

"Era um bom amigo, não direi ótimo, mas nem tudo é ótimo neste mundo. E não lhe suponhas alma subalterna; as cortesias que fizesse vinham antes do cálculo que da índole." (analisando José Dias, a quem acha que é calculista e oportunista - agora me ocorre, existe alguém que ele não ache? Se a única pessoa com quem ele estreitou laços era Escobar... bom, tem a mãe. Mas verdade seja dita, ele teve um certo ódio da mãe quando ela o quis enviar para o seminário.)

2. Também não lembrava que o amor adolescente de Capitu e Bentinho era fofo, e poético, e até bastante realista:
"Quando me perguntava se sonhara com ela na véspera, e eu dizia que não, ouvia-lhe contar que sonhara comigo, e eram aventuras extraordinárias, que subíamos ao Corcovado pelo ar, que dançávamos na lua, ou então que os anjos vinham perguntar-nos pelos nomes, a fim de os dar a outros anjos que acabavam de nascer. Em todos esses sonhos andávamos unidinhos. Os que eu tinha com ela não eram assim, apenas reproduziam a nossa familiaridade, e muita vez não passavam de simples repetição do dia, alguma frase, algum gesto. Também eu os contava. Capitu um dia notou a diferença, dizendo que os dela eram mais bonitos que os meus, eu, depois de certa hesitação, disse-lhe que eram como a pessoa que sonhava... Fez-se cor de pitanga."

"Que as pernas também são pessoas, apenas inferiores aos braços, e valem de si mesmas, quando a cabeça não as rege por meio de ideias. As minhas chegaram ao pé do muro."

"Estávamos ali com o céu em nós. As mãos, unindo os nervos, faziam das duas criaturas uma só, mas uma só criatura seráfica. Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham..."

"Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarre-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me". (quando ela está falando de convencer a mãe de Bentinho de ficar.)



"Não sei se alguma vez tiveste 17 anos. Se sim, deves saber que é a idade em que a metade do homem e a metade do menino foram um só curioso."

Bentinho sabia que Capitu era forte, e inteligente, e ao mesmo tempo que era seduzido por isso, seu ego não sabia muito lidar com o fato.






3. E que ele era absurdamente arrogante:

"... coisa que não era necessário dizer, mas há leitores tão obtusos, que nada entendem, se se lhes não relata tudo e o resto. Vamos ao resto."

"Ezequiel morreu de febre tifoide. (...) Apesar de tudo, jantei bem e fui ao teatro." Esse deve ser o fim mais triste de um livro que eu já vi. Fiquei olhando pra última página um tempão. Que triste viver dentro de você, Bentinho. (e hats off to you, Machado de Assis! Você é sensacional!)

"E com uma letra bem pequena, lá estava escrito no seu epitáfio: Tentou ser, não conseguiu; tentou ter, não possuiu; tentou continuar, não prosseguiu; e nessa vida de expectativa frustradas tentou até amar... Pois bem, não conseguiu, e aqui está." - Dom Casmurro.

Mas minha charge favorita, desculpa aí, é essa: (e diz muito, não diz não??)






quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 2 - o que mais eu li :)

Atualização do desafio:

26 livros para ler em 2015 (meu prazo: 31/07/15)

6. Um livro de um autor que você nunca tenha lido:  Joshua Ferris, E nós chegamos ao fim. O autor é um ex publicitário, e a história é sobre uma agência de publicidade na qual estão havendo muitos cortes, de mais ou menos 99 até o meio de 2001, e depois, reunidos num evento, alguns anos depois. Retrata a vida num escritório (as piadas sobre o café, as maluquices de cada um, a vontade das pessoas de interagirem ou não, o respeito ou a falta dele entre os colegas de trabalho...) e a reação das pessoas à crise, à demissão, aos problemas. Houve partes muito boas, muito mesmo. E outras que se arrastaram, porque havia muitos personagens, e embora alguns fossem superinteressantes e críveis, outros eram tolos e infantis demais para merecer atenção.
 E NOS CHEGAMOS AO FIM








quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 2 - semana temática

 A semana temática foi escolhida, por unanimidade de votos (sendo eu 100% do eleitorado), com o gênero crime/suspense/mistério/thriller, pois estive de folga e achei que seria mais fácil prestar atenção no enredo :P

Assim, o que passou pelas minhas mãos, com sangue ou não:





super sem sangue, um livro que eu peguei gratuito na Amazon e está grátis na Livraria Cultura também: 3 am, do Nick Pirog:
está funcionando como uma provocação para que as pessoas se interessem pelo próximo título, certamente - e talvez funcione com alguém. Não necessariamente comigo. Eu gostei muuuito da história, da sinopse, mesmo que um pouco surreal. Porém acho que ela não foi muito bem desenvolvida, e os buracos são frustrantes. O sujeito, que fica acordado por uma hora somente por dia (das 3 às 4 da manhã), devido a uma síndrome que foi batizada com seu nome, acaba presenciando um assassinato e se envolve na descoberta do assassino. - Que, nesse momento, é o presidente dos EUA. Sim.

O outro foi também sem sangue, embora houvesse implicação de mortes e uma, triste e um pouco inesperada: The end of secrets, Ryan Quinn. Outra premissa muito interessante que não acho que foi bem desenvolvida até seu final, está cercada na história de uma agente que se envolve em ciberterrorismo, tentando desvendar um mistério sobre gente que desapareceu do nada enquanto há uma empresa que supostamente está coletando tantos dados sobre as pessoas que conseguiria inclusive prever o que determinado sujeito estará fazendo três anos depois da faculdade, quanto estará ganhando, onde estará vivendo e o que estará comprando. Qual é a conexão entre esses fatos? Quem é o culpado? Você fica super envolvido, e fazendo conjecturas, e aí... o final é meio corrido e  não amarra as coisas como deveria, eu achei.






quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 1

Os livros que eu li essa semana fora da categoria Nos estandes:

After her - Joyce Maynard
Eu fui atrás da obra da Joyce Maynard porque gostei muito do Labor day, que foi transformado em filme. (E também porque esse livro estava 2 dólares). Gostei. Mas não adorei, como Labor day. Essa história é sobre duas irmãs, que tem um relacionamento bem próximo, com aventuras, cumplicidade, amor de irmãs que contam uma com a outra, e cujos pais se separam quando são pré adolescentes. O pai é detetive e quando um serial killer começa a atacar a região, ele fica abalado, tanto pela violência dos crimes (contra mulheres) quanto pela sua inabilidade de conseguir prendê-lo. Ele é um personagem muito charmoso, muito sedutor, que vai lentamente sendo consumido pelo fato, enquanto as meninas, especialmente a mais velha, tentam continuar resgatando a vida como ela era.
Houve coisas muito boas: de novo, os laços humanos que a autora constroi são realmente muito bons. A história em si, tenho muitas dúvidas, me pareceu surgir alguns laços soltos. Enfim, bom romance, bom para um período de férias, tipo 'me recomenda um livro'. Mas nada que vá pra minha estante permanentemente.

Peça-me o que quiser, Megan Maxwell, a trilogia
A versão espanhola dos romances eróticos, tem feito sucesso na Europa e traz a história de Eric e Judith Flores. O de sempre - ou seja, muito escândalo, muito grito, muito drama desnecessário, muita química, só que eles preferem voyeurismo a BDSM. E a tradução está meio estranha. Reconheci muitas expressões que me soaram muito espanholas (do tipo Ay caramba, ou Anda que te conozco) traduzidas literalmente, o que ficou estranho. Enfim, se você gosta do gênero e quer estar a par do que está rolando nele, vale, não é terrível. Mas só se estiver num preço muito bom. - Ou entre no meu sorteio, assim que eu descobrir como fazer para sortear os 8 livros para pessoas diferentes, ele pode ser todo seu.

The woman who stole my life, Marian Keyes
THE WOMAN WHO STOLE MY LIFE
Bom, por onde começar? Foi ok. Nada de mais. Eu já gostei muito de Marian Keyes, então nada de mais pra mim já é ruim. Talvez tenha sido intenção dela ter tantos personagens absolutamente imbecis num mesmo livro, mas eu esperava mais profundidade deles e menos falta de noção/caráter. Tem gente que dá vontade de bater (com o livro, talvez, que tem 500 páginas). Aí vem a segunda coisa: pra isso, não precisava de 500 páginas. Vamos gente: vamos cortar uns personagens e fazer disso um chick lit? já que a gente tem o médico bonitão? ou fazer uma novel de verdade, e nesse caso trabalhar um pouco os outros caras? ah, sei lá. Acho que é um pass. Pode dispensar. Leia os livros antigos dela, que eram mais legais, especialmente as crônicas (Under the duvet, por exemplo), e aí você volta nesse, que talvez fique mais simpático (vai que eu estava de mau humor).





quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A Letícia lê - semana 1 - Nos estandes - After, Anna Todd

O que eu li essa semana, começando com Nos estandes - uma semana por mês eu falarei de algum livro que me chamou a atenção por estar em exposição nas livrarias e eu li:

Nos estandes:
fui atraída pelo After, da Anna Todd. Um YA, parecia simpático, (gosto das palavras YA, romance, fanfiction) e resolvi procurá-lo no kindle em vez de comprar na livraria. Aí descobri que ele tinha toda uma história: havia sido publicado gratuitamente no watpadd, por uma universitária, baseada nos sujeitos do One direction. A tristeza começou aí. (um pouco por vergonha alheia, na verdade). Enfim, resumindo, são quatro livros, três dá pra achar entre kindle e watpadd e o último ainda será lançado. Eles cobrem dois universitários, o Hardin (que originalmente era Harry, da banda) e a Tess. Tinha partes se referindo ao Morro dos ventos uivantes (claro, tantos romances estão usando isso agora loucamente), e é meio sexy demais pra um YA, além do fato de esse menino ser muuuito Garoto Enxaqueca pro meu gosto. (referência aqui, pra quem não sabe do que eu estou falando.) Mesmo se fosse só Heathcliff, vocês sabem qual minha opinião sobre o drama excessivo, abuso exacerbado e falta de educação generalizada entre o casal, né? Mas não é.
Enfim, a Tess é meio puritana, e claro, se apaixona pelo Hardin, o bad boy da história. Até aí, mais ou menos sete milhões de livros foram escritos sobre isso. Só que rola uma coisa meio doentia e mal educada, e o primeiro livro termina de modo definitivamente vergonha alheia. Para ambos. Para ela, porque ela já disse tantas vezes "eu não falo mais com você, você quer me arruinar, não posso viver com você nem sem você, te odeio", etc, que quando ela realmente quer dizer isso, ninguém tá nem aí. E para ele, porque realmente, realmente ele passou todos os limites da falta de noção.

Aí começa o segundo livro. Mais do mesmo, com o adicional das pessoas à volta dos dois. Ou seja, não contente com transmitir a loucura psicótica adolescente do casal, a autora decidiu que todo mundo havia contribuído para que isso acontecesse. De um certo modo, é justo. Porque a família dele não é normal, embora finja. A dela, Jesus. (e piora no terceiro livro). Os amigos fazem com que o nosso jardim de infância pareça um grupo de mestrado. De verdade, chega a ser engraçado. SQN.
Como uma resenhista do Goodreads bem colocou:

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E finalmente chegamos ao terceiro livro. Por que ele é ruim? porque tudo que aconteceu nos dois primeiros só é elevado à terceira potência. Eles são mais disfuncionais, os términos de relacionamento acontecem com mais frequência ainda (e são ainda menos críveis conforme o tempo passa), acrescenta-se mais tragédia (porque claro, ela vai ficando mais mexicana), mas ela não faz nada pela história. E aí, no fim, chega um momento daqueles doces, que faz o leitor se lembrar do porquê tanta gente continuou lendo (o maluco psicótico adolescente sabe ser bem fofo, quando não está se jogando no chão gritando)...
SPOILER. ALERTA VERMELHO. SE VOCÊ VAI LER E NÃO QUER SABER O FIM, PARE AQUI.

ESTOU AVISANDO.

... e não, eles ainda não ficam juntos nesse momento. Literalmente, a página termina com ela indo correr em direção a ele, toda derretida com o que havia começado por ser algo terrível que ele tinha feito (estou tentando manter os spoilers no mínimo aqui) e terminou sendo fofo. E aí, na página seguinte, você lê e descobre que eles ficaram separados anos...
e piora! Durante esses anos, subitamente os dois se tornaram pessoas maduras, normais, deixaram de gritar, beber, se drogar, chorar a cada cinco minutos, qualquer comportamento destrutivo. Tipo,

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Pois é. Eu sou bem fã de YA, mas me recuso a reconhecer essa série como tal. Era tipo erotica para universitários. E deprimidos. Ou maníacos. Enfim, gente que busca automedicação. Há realmente momentos fofos, reconheço. Sou a primeira a dizer que amo heróis meio malucos. Mas tudo tem limite.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

www Wednesdays, O que estou lendo, qqq Quartas

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Li Nothing left to lose, da Kristin Moselly, um freebie que estava quase esquecido no meu kindle. Super boa surpresa, embora a história tenha sido uma bagunça (crime, suspense, o chamado College romance, etc), a história do guardacostas treinado pela SWAT que se apaixona pela universitária que deve proteger do criminoso que a manteve sequestrada por um ano e matou seu namorado aos 16 anos foi fofa e bem escrita.
Li O Pesadelo, do Lars Kepler, (o cara do Hipnotista), e posso falar? já estou esquecendo da história. Em termos de crime nórdico, até agora nada superou Hanning Menkell e Stieg Larsson. E Camilla Lackberg. E em crime de modo geral, Karin Slaughter e Jo Nesbo. Ou seja, se você leu O hipnotista, não precisa da minha opinião, já deve tê-la. Se não leu, te recomendo esses outros.
Li Persuaded, da Pulsipher, que ganhei em troca de resenha, e supostamente era uma releitura do Persuasão, da Jane Austen. Foi ok. Nada que valesse muito a pena.
Li After, da Anna Todd, os dois primeiros. Acho que vou ter de fazer uma resenha especial sobre essa série, porque sinto que ela será grande aqui. Depois de amanhã chega o terceiro no meu kindle, e semana que vem falo dos três, pode ser? Mas vou te falar pra segurar a onda um pouquinho.
Agora sim: li Americanah, da Adichie. Sensacional. Bem escrito, interessante, relevante, sem ser chato. Fala de racismo, de mulheres, de família, de trabalho, de cultura, de América, de Nigéria, de relacionamento, de amor. Livro tão ótimo pra terminar o ano.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

QQQ Quartas, O que estou lendo?

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
• What are you currently reading?
• What did you recently finish reading?
• What do you think you’ll read next?


basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Li dois livros nessa última semana; foi semana de fim de ano, com festa da empresa, amigo oculto, último dia da natação, do Pilates, de fazer compra pré viagem, parece que o mundo entra em suspenso até dia 5. (Não pra mim, que trabalho três dias semana que vem, mas enfim). Foram livros legais, mas tive de abandonar a Marian Keyes, que não coube nesses dias. (literalmente falando: livro muito gordo pra se carregar pra lá e pra cá).
Nihonjin, do Oscar Nakasato, foi ganhador de Melhor Raomance do Jabuti 2012. Esbarrei nele quase sem querer, mas a história me pareceu interessante porque ao folheá-la, vi as palavras Shindo Renmei (o grupo que o Fernando Morais menciona no Corações sujos e que acreditava que o imperador, sendo filho divino, não podia perder a guerra e era impenetrável, e as pessoas que estavam dizendo que o Japão perdera a guerra não tinham honra e deviam ser mortos). A história, sobre uma família de imigrantes japoneses, é boa e bem contada, em sua maior parte. 
Li também o Let it snow, que tem três histórias passadas na época de Natal, uma contada pelo John Green, (mais ou menos), uma pela Maureen Johnson (ótima) e uma pela Lauren Myracle (bem boa também).
Essa semana, acho que voltarei a ler a Marian Keyes... e estou pensando no que farei e como o farei ano que vem. Me ocorreu fazer uma lista de livros a serem relidos, talvez especificar quais e quando... vou tentar pensar nisso nesse fim de semana, junto com as ideias que me foram dadas :)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

www Wednesdays, QQQ Quartas, O que estou lendo

Should be Reading (fonte)

To play along, just answer the following three (3) questions…
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basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Li Funny girl, do Nick Hornby. Na verdade, havia comprado pra dar de presente, mas comi bola. A pessoa se antecipou e comprou também. Aí eu li, rs. Bem escrito, como quase tudo que ele faz. E como ele coloca algumas fotos de época e afins, no final eu fui checar online se era uma história verídica ou não. (Uma moça que desiste de ser Miss Blackpool e vai pra Londres ser comediante, alcançando relativo sucesso; a narrativa da sua vida e das pessoas à sua volta). Não mudou minha vida, não virou um favorito absoluto - pra quem estiver mantendo controle, o Alta fidelidade, sem dúvida, seguido do How to be good e Juliet, naked.
Foi só o que eu li essa semana, desculpa. O fim de semana foi tomado por socialização - fomos levar um alemão pra passear, no domingo encontrei a Tati Feltrin e o Hermínio na livraria, pra gente se despedir dela pré Rio, e aí o fim de semana tinha acabado!!!
Estou lendo... ainda não comecei, mas pretendo fazê-lo hoje: The woman who stole my life, o novo da Marian Keyes! E obviamente não sei oq ue lerei em seguida, apesar da Tati ter dito que eu deveria reler Os miseráveis.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O que você anda lendo?

Should be Reading (fonte)

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basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Terminei Pretty little liars, Maldosas em português, que aparentemente virou uma série de tv em algum momento e é sobre adolescentes em um grupo que reúne todo tipo de maldade. Até agora, está legal. Só desanimei ao descobrir que existem tipo 15 volumes. Ou seja, já sei que não só não vou descobrir o que realmente acontece nesse primeiro livro como ou a história se repete ad infinitum ou é enrolada até dizer chega por vários outros.
Terminei Three wishes, da australiana Lianne Moriarty, e não é que ela me pegou de novo! uma ou outra página mais desnecessária (e vou dizer, me perguntei se os editores não podiam ter feito um cortezinho e pronto), mas a voz dela é legal, a narrativa boa, os personagens interessantes... nunca acho que o livro mudou minha vida, mas é sempre bem bom, e já é o terceiro ou quarto que leio dela. É sobre três irmãs gêmeas, baseado num aniversário e partindo daquele evento, narrando o antes e o depois. Elas são muito diferentes (Lyn, Gemma e Cat) mas ligadas pelos sentimentos malucos que acho que só irmãs entendem. De qualquer modo, Lianne Moriarty continua na minha lista, como livro bem seguro - não um que você vai largar. Acho que isso a faz uma vencedora, né rs...
Li O livro de Julieta, da Cristina Sanchez-Andrade. Que livro doce, e acho que tanta gente devia lê-lo... eu trabalhei com portadores de deficiência mental muitos anos atrás, por uns dois ou três anos, entre colégio e faculdade. O livro conta a história da autora, cuja terceira filha, que nasce quando ela tem 34 anos, tem síndrome de Down, e suas surpresas, aprendizados, frustrações e rotina com ela, a família, os irmãos. É especialmente interessante porque não tem a intenção de catequizar ninguém; ela fala de como às vezes se sentiu culpada porque quis sacudir Julieta, que tira a roupa ao entrar em casa e só quer vestir luvas, mas faz disso só mais um capítulo, contando em outro como foi interessante vê-la se comunicar ou como ela se incomoda com os estereótipos "eles são anjinhos", "eles" de modo geral. Fiquei na verdade triste em saber que pouca gente lerá esse livro, muito menos sem 'precisar'. Se as pessoas tivessem mais informação sobre as diferenças, a vida seria mais fácil.

Estou lendo... nada ainda, acabei de terminar O livro de Julieta :) Mas acho que vou ler umas porcariazinhas, antes de começar o novo da Marian Keyes que eu compreeeeei porque não resisti a esperar o kindle!!!!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Leituras da semana, www Wednesdays, Q Quartas

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basicamente, Q Quartas, três perguntas com Q:


O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Terminei: Dom Casmurro, cuja opinião darei dia 20, no Clássicos do momento, devidamente elaborada.
Terminei Mr. Peanut, do Adam Ross. Passei o dia no Salomão Zoppi fazendo exames, e fiz um planejamento de que livro levar; aí peguei esse na mão e comecei, pensando, "Se eu ler as primeiras 100 páginas, vou querer ler o resto". E não é que deu certo! Um desses livros que te faz querer voltar pra ele quando te interrompem. Horrível, escuro, cheio de sentimentos confusos e ruins. David ama a esposa, e odeia a esposa, e a deseja, e a quer morta, e precisa dela, e não consegue ficar sem ela, e fantasia seu assassinato. Tudo isso ao mesmo tempo, enquanto ela se transforma em alguém depressivo, obesa mórbida, que o detesta, que não o entende, tudo isso junto. No meio o autor joga um detetive que é baseado num personagem verídico (que inspirou o filme e a série O fugitivo) e uma série de metáforas. O título já é uma viagem: envolve os bebês de Alice, sua alergia, sua morte, sua vida. Nossa. Muito sentimento junto. O fim não é legal, e tem umas 100 páginas sobrando. Mas vale a leitura assim mesmo. Forte, interessante.
Li numa sentada só The end of your life Book Club, do Will Schwaube. Achei tão fofis que comprei de presente a versão em português pruma amiga (li no Kindle), que está disponível na livraria com o nome O clube do livro do fim da vida. É baseado numa história verídica de um filho que começa um clube do livro informal ao conversar com a mãe, que descobre ter câncer pancreático em estágio IV, sobre livros. Ela é uma personagem incrível, dessas pessoas que fazem e acontecem e fazem você pensar que faz bem pouco com sua própria vida. E enquanto ele vai contando tudo que está acontecendo, vai falando de diversos livros, muitos com aquela pegada multicultural que eu adoro (inclusive menciona Jumpha Lahiri em algum momento, como não podia deixar de ser), então achei bem legal. Não é um livro delicioso, original, nada desses adjetivos suprassumo. Mas é interessante e tem perspectivas novas sobre temas antigos, como literatura deve ser, não?

Estou terminando Pretty little liars, Maldosas em português, que aparentemente virou uma série de tv em algum momento e é sobre adolescentes em um grupo que reúne todo tipo de maldade. Até agora, está legal. Só desanimei ao descobrir que existem tipo 15 volumes. Ou seja, já sei que não só não vou descobrir o que realmente acontece nesse primeiro livro como ou a história se repete ad infinitum ou é enrolada até dizer chega por vários outros.

Lerei em seguida... estou com Lianne Moriarty na fila de novo, e comprei mais uma ou outra coisa, puramente porque sabe, teve Black Friday e havia alguns descontos e... bom...

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

www Wednesdays, QQQ Quartas, Leituras da semana :)

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O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Aeee... na meta "Goodreads Reading Challenge" (tem coisas que me deixam muito competitiva, rs, principalmente as que são comigo mesma... - pena que não funciona para dieta ou corrida de rua :P), eu li meia dúzia de livros fáceis de ler:
The truth about Alice, Jennifer Mathieu, é uma fofurice que estava na lista dos melhores do Goodreads e me convenceu. Eu gosto muito de livros narrados e/ou com personagens adolescentes, porque acho que geralmente a adolescência tem muito a nos dizer - quando estamos fora dela, rs. Esse livro é interessante nesse ângulo. Alice é taxada por ter supostamente dormido com dois caras numa festa, especialmente depois que um deles morre num acidente umas semanas depois. O livro é narrado por vários colegas de escola dela. Qualquer outra coisa que eu diga pode ter spoilers, o que eu não ligo mas sei que muita gente odeia, então paro por aqui e digo que foi bom. Não fantástico, mas bem escrito.

Li Separation e Degradation, da The Kane trilogy, dois dos tais romances eróticos que acabam virando histórias de amor. Tive sentimentos conflitantes. A moça, Tatum O'Shea, dorme com o namorado da irmã aos 18 anos, e é flagrada, expulsa de casa e etc. A partir daí, com laços cortados com a família, vive uma vida dessas meio malucas, cheias de drogas, sexo e liberdade ligeiramente degradante. Reencontra o namorado (Jameson Kane), que, claro, é lindo, rico e interessante, e acha todas as loucuras dela extremamente fascinantes. Eles se batem, se maltratam, eu tenho um problema com esse tipo de erotismo. Mesmo assim li o segundo volume, a curiosidade me venceu. 
Li o quarto volume da Sylvia Day, Captivated by you, com o Gideon Cross (que na minha opinião é muito, muito mais fofo que o Christian Gray dos 50 tons de cinza). Ele continua perturbado e ligeiramente maluco, mas doido pela Eva, e mesmo que não seja literatura (ei, lembra da zona livre de julgamento) clássica, adoro ler livros narrados com o tal ponto de vista masculino (embora, verdade seja dita, sejam geralmente escritos por mulheres, ou seja, dizem o que gostaríamos que eles estivessem pensando).

Bom, estou lendo Dom Casmurro, que será o clássico de dezembro. Quando eu era adolescente, não gostava de Machado de Assis. Claro, sutileza estava muito acima da minha experiência de vida limitada... acho que ele tem momentos geniais, hoje, exatamente nos mesmos pontos que antes achava crípticos ao extremo. 

Lerei em seguida... estou com Lianne Moriarty na fila de novo, e preciso recomeçar o Mr. Peanut.

Nascida para ler, forçada a trabalhar.
História da minha vida.




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Leituras da semana :)

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O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
O que você está lendo?

Terminei vários livrinhos, porque estive bem ocupada durante a semana, e quero terminar minha Reading Challenge do Goodreads (prometi ler 200 livros nesse ano, com algum comentário/resenha/registro; faltam agora 8). Li Blurring the lines, da Mia Josephs, um livro que ganhei em troca de uma resenha honesta (que emoção dizer isso), e que adorei, super romance fofo. Li The Kissing Coach, vergonhoso para todos os coaches do universo, e um pouco um desperdício de tempo. Li Reinventing Mona, um livro que alguém nas resenhas do Goodreads tinha comparado com Sophie Kinsella, Deus a perdoe, e é um dos livros mais chatos que eu já terminei. Li os dois livros da trilogia nova da Jodi Ellen Malpas, a do This man trilogy, que se chamam One night: Promised e One night: Denied - eu amei, mas tenho consciência de que só amei porque amei a trilogia anterior; é a mesmíssima fórmula, heroína simplória, que não entende porque é adorada pelo herói; química irresistível e imediata; segredo profundo que pode destruir a relação e a segurança de um ou dos dois; herói completamente perturbado, beirando a insanidade, mas que você perdoa porque ele não maltrata ninguém, ou seja, é uma insanidade socialmente aceitável, e adora o chão que a heroína pisa. Eu sei, não me julgue. Ou julgue, eu nem ligo. Já pré encomendei o último volume, e pretendo ler tudo que ela escreve.
Estou lendo The truth about Alice, o mesmo da semana passada, que eu tinha abandonado.
Lerei em seguida... estou pensando em Dom Casmurro, inspirada pela Maria do Bombuteco que o leu recentemente :)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

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O que terminou de ler?
O que lerá em seguida?
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Terminei O morro dos ventos uivantes, e vou te contar, foi interessante. Publicarei minha opinião dia 20, porque sou uma criatura disciplinada e isso faz parte do Clássico do mês. 
Li Elizabeth is missing, da Emma Healey, porque fazia parte dos nomeados do Goodreads aos melhores de 2014 em alguma categoria e me chamou atenção. Baixei a amostra, como me lembrou a querida da Silvia U. que eu podia fazer e eu sempre me esqueço, e gostei dos dois primeiros capítulos (problema é que às vezes sinto que as amostras são que nem trailer de filme, fico querendo tudo!). De cara eu me apaixonei pela personagem, uma senhora sofrendo de demência que comprava sem parar latas de pêssego em calda, e mantinha notas pela casa para lembrá-la das coisas. A frase que postei ontem já me partiu o coração no primeiro capítulo, e me rendi a partir daí.
Mas o livro foi muito mais fofo que isso. Eu ri com ela não reconhecendo a neta e falando para a filha que devia mandar a 'nova cuidadora' embora porque ela era bagunceira e deixava as roupas no chão, eu ri com ela indo colocar um anúncio para encontrar Elizabeth no jornal, eu fiquei com lágrimas nos olhos com ela dizendo que sabia que não estavam comemorando o aniversário da morte do marido porque não havia flores nas árvores - o único sinal de tempo que lhe era reconhecível - ou quando as pessoas a tratavam como maluca e ela tinha suficiente discernimento para percebê-lo... tem buracos, sem dúvida. Mas a história que eu achei que era previsível e eu ia gostar só pela voz da narrativa me surpreendeu positivamente. Amei muito.
Estou lendo The truth about Alice, Jennifer Mathieu, pela mesma razão acima. Eu devia ser um estudo de caso de Marketing de sites literários, sério. O 'recomendados para você' da Amazon, da Cultura, do Goodreads, comigo works like a charm. Espero que tenha a mesma experiência do livro de cima. E, como me empolguei, fui olhar também os escolhidos pelos editores da Amazon, então ficarei mais pobre esse mês - de dinheiro, claro.

               Francine van Hove

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

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Terminei The Countess, da Rebecca Johns. Um livro que havia sido comprado há muito tempo, porque a prerrogativa parecia interessante - algo que misturava realidade e ficção, sobre um membro da nobreza húngara, Elizabeth Bathory, que viveu entre 1550 e 1650, e é conhecida na história como a primeira assassina em série do sexo feminino.
Acontece que o livro é contado através de cartas que ela escreve da torre da prisão para o filho mais novo, Pál, já viúva, quando foi acusada, e conta desde sua infância até aquele momento - e ela parece um ser humano muito razoável por 95% do livro. Há um episódio que soa como um momento absolutamente de loucura, no minuto antes da prisão, mas até lá, eu tive de reler a sinopse duas vezes, pensando, Sei lá, comprei faz tempo, vai que entendi errado... Ela é absolutamente preto e branco, com um senso de 'justiça' que pune os culpados das maneiras mais cruéis, - por exemplo, a costureira acusada de roubar uma saia é colocada, nua, para trabalhar no jardim, coberta de mel, atraindo insetos a tarde toda sob o sol. E percebe-se que não há nenhum sentimento dela envolvido nisso, o que é um indício psicopata. Mas eu achava que o livro seria outro.
Enfim, expectativas à parte, a narrativa é interessante, e sob a perspectiva de ficção histórica, um livro bem escrito.

Terminei Mambo in Chinatown, da Jean Kwok. Eu me apaixonei por ela com Girl in translation, porque adoro livros que narram a vida sob a ótica de imigrantes, principalmente narrados pelos filhos deles (Freud nem precisa explicar, né? sendo eu filha de imigrantes espanhois que vieram pro Brasil aos 18 anos). Esse livro tem um pouco menos disso. Há um tema central bem importante e peculiar, sobre medicina ocidental, a relação do patriarca com seu irmão mais velho e com as mulheres, enfim, mas é algo menor que no livro anterior. E claro, é um pouco Dirty Dancing (Eu esperava um pouco "Baby doesn't stay in a corner" no penúltimo capítulo), com um pouco de conto de fadas demais, mas a Charlie merecia. Sabe aquela personagem que não é bonita, não é inteligente, não é articulada, não tem sorte, nem dinheiro, e ainda assim você gosta? É preciso ser boa contadora de histórias pra fazer isso, e a Jean Kwok é.



Li também cinco outros livros que eram meio chick lit (estou na pegada "terminar meu desafio de leitura do Goodreads, então quis livros que eu pudesse terminar em uma hora + me livrar das prateleiras de Freebies, os gratuitos que eu baixo e acabo deixando pra depois). Eles eram Confessions of a chocaholic, The last single girl, Champagne and lemon drops, Zoe and the tormented tycoon e His secretary: Undone. As reviews estão no goodreads, aqui

Estou lendo O morro dos ventos uivantes, o clássico do mês de novembro :)

Já viu que eu prometo ler uma coisa e vou pra qualquer outro lado, né? Nem sei porque me dou ao trabalho... 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

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Terminei de ler The Young Elites, da Marie Lu. Detesto me decepcionar com livros. Eu gostei tanto da trilogia anterior (Legend, Prodigy and Champion). Esse livro, em compensação... deixa eu pensar como resumir: ele tem a heroína incompreendida, infeliz, que merece amor mas causa infelicidade, como a minha querida Juliet (de Shatter me, da Tahereh Mafi). Mas honestamente, eu não consegui gostar dela. Nem do Enzo, nem mesmo do Rafaelle (o herói e o 'amigo lindo', respectivamente). Eu não me lembro de todos os detalhes do X-man, mas me pareceu muito similar: jovens que passaram por uma febre estranha e acabaram com deformidades físicas de algum tipo (ela perdeu um olho e seu cabelo agora é prateado), além de um poder específico sobre os outros que pode ser mortal.
Além de tudo, tem um fim triste e horrível. Desculpe, mas não deu. Talvez tudo seja 'consertado' no decorrer da série (entendi que é uma série), mas eu não precisei de nenhum convencimento para me apaixonar pela June e pelo Day, e nem pela Juliette e seus dramas, e a vida é muito curta pra insistir em livros que acho que podem ou não ser legais.
Aí li Reconstruindo Amelia, da Kimberly McCreight, em uma sentada. (A manicure era especialmente lenta, mas ainda assim). Que surpresa boa. No começo eu achei que uma coisa tinha acontecido com a Amelia e era outra, (a sinopse não declara), e quase larguei o livro, porque era muito infeliz. Realmente é muito triste, mas muito bem feito, e mesmo com a questão novelesca de como tudo é revelado, a menina e a mãe são fáceis de provocar empatia. Levanta questões interessantes sobre a loucura sempre presente das pessoas, o mundo absurdo dos colégios e dos adolescentes - o bullying, as tribos, os dramas, - e o amor familiar verdadeiro. Bem legal.
Li Shopaholic to the stars, da Sophie Kinsella. Eu AMO Sophie Kinsella. Esse livro estava 'pre-ordered' há meses, e foi entregue no Kindle terça e eu estava 'guardando' pra hoje. Vamos lá:
parte boa: Becky Bloom (Brandon) é sempre Becky Bloom. Vergonha alheia total com as histórias dela, que ainda soam similares (ri alto com o hamster e com ela comparando Elinor com Darth Vader), e é sempre divertido. Parte ruim: termina num nada, num momento no qual estão todos indo fazer uma coisa importante - ou seja, no meio de algo, o chamado cliffhanger. E eu não sei quando sai o próximo livro, então achei isso bem imperdoável e desnecessário.
Isso dito, sem dúvida encomendarei o próximo, e apesar de ter lido no Kindle, esse é um livro que eu compro, porque precisa fazer companhia pros outros na estante. #soumalucaedaí

Estou lendo Mambo in Chinatown, o da Jean Kwok :), e Emoções reveladas, do Paul Eakman, o que inspirou a série Lie to me (na qual eu viciei nas férias). O problema desse é que eu comprei no kindle e, por causa das microexpressões, o bom é ler no ipad e não no kindle, então fica mais restrito porque só leio em casa e não com sono :P


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

QQQ Quartas, www Wednesdays, o que estou lendo

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O que lerá em seguida?
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Lá vamos nós:

Eu estive assistindo uma série (Lie to me, não acredito que foi cancelada no meio da 3a. temporada por baixos índices de audiência!!!) e aproveitando minhas miniférias, fazendo um pouco de nada e vendo muita gente que não consigo ver no meu horário normal. Ou seja, não consegui progredir muito. Li dois livros somente:
My sister's grave, Robert Dugoni, foi adquirido no Kindle First. Tenho usado o Kindle first quase todo mês, e vou falar, encontrei pérolas lá. Esse foi outra grata surpresa. Um mistério muito bem escrito. A protagonista, Tracy, tem a vida virada do avesso com a perda da irmã, Sarah, que desaparece uma noite voltando pra casa de um campeonato de tiro ao alvo do qual as duas participaram. Ela passa muitos anos tentando entender o que aconteceu, embora um suposto culpado tenha sido encontrado e condenado, até que o corpo finalmente aparece. A essas alturas, ela é investigadora, e resolve ir ao fundo da questão e descobrir o que aconteceu. Até o final eu realmente não sabia o que tinha acontecido, e achei que foi tudo muito bem amarrado. Super recomendado.
O outro livro que eu li foi um deleite: As cem melhores crônicas brasileiras, uma coletânea com seleção do Joaquim Ferreira dos Santos da Editora Objetiva. Várias que eu conhecia quase de cor, como a da Aula de inglês, do Rubem Braga, absolutamente impagável, ou o Grande Edgar, do Luis Fernando Veríssimo, ou Medo da eternidade, da Clarice. Algumas que eu não só não conhecia como não tinha ideia de quem era o autor, vergonhosamente, como o João do Rio, com a ótima Um mendigo original. Paulo Mendes Campos foi uma deliciosa surpresa, com duas crônicas que eu adorei (Salvo pelo Flamengo e Coisas abomináveis) e Millôr Fernandes, com  Notas de um ignorante, assim como A noite que os hotéis estavam cheios, do Moacyr Scliar, foram dois ótimos tapas com luvas de pelica.
Dá pra perceber que esse é definitivamente uma recomendação várias estrelas, né? Pra ter em casa, pra recomendar, pra dar de presente, pra conhecer. Há uma ou outra que não muda sua vida, (afinal são cem, estatisticamente isso era de se esperar), mas crônica é um gênero literário muito gostoso e fácil de ter empatia.

Estou lendo/lerei em seguida: Bom, eu ia dizer que ia voltar pro Mr. Peanut, mas pra falar a verdade, muito provavelmente nessa semana lerei o livro da Marie Lu, o tal Young Elites (eu adorei a série anterior dela, então altas expectativas, estou 'guardando' esse livro)  e o da Sophie Kinsella (sim sim sim saiu onteeeeem). Estou valsando entre títulos. Descobri que uma autora de quem gostei muito do primeiro título, a Jean Kwok, lançou um segundo livro do qual eu não tinha conhecimento, e baixei em três minutos, então ele é um forte candidato também...


Ex Libris - Curious Cat Bookplate