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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Interrompendo a programação

Estou aprendendo a abandonar coisas, através do blog. É libertador saber que aqui não há o compromisso do horário, do tema, de alguém que está contando com isso. Não gosto, me sinto desconfortável - mas faço o exercício.
Abandonei a primeira tentativa de fazer semanas temáticas, porque elas só iam dar certo com planejamento prévio (nos estandes, clássicos, semana temática, etc); não dei sequência às pequenas alegrias, que vão e vem, embora quando eu as tenha começado, a ideia tivesse sido fazê-las semanais. queria fazer um top 5 também semanal.
(Na verdade eu queria mesmo era continuar com tudo isso - mas ter feito a porcaria do planejamento prévio.)
Aí me irrito porque a semana é uma unidade de tempo gregoriana na qual não cabe tudo que quero colocar nela. Aí me irrito de novo pensando que deveria caber, e que isso é uma desculpa, e que era só pensar em fazer o que fazia no começo: programar os posts da semana no fim de semana. E aí me irrito... você entendeu.
Queria fazer resenhas de todos os livros, não só dos que acho que não dá pra evitar. E aí também fico presa a mim mesma, porque de fato há alguns sobre os quais não vale a pena escrever, e outros que fazem a tarefa da resenha quase impossível de não acontecer: eles exigem que o mundo saiba o que achamos após a leitura.
Queria fazer as resenhas em inglês e português, porque acho que faz muito mais sentido - já que leio 80% dos livros em inglês e sei que seria legal pras pessoas que também o fazem. Mas aí acho que soa tão pedante, porque é inútil pras pessoas que não o fazem, e tem tanta gente que já o faz.
Queria fazer os links dos livros padronizados e bonitinhos, indo pra livraria Cultura ou pra Saraiva, mas me irritei com a ferramenta nova da Cultura pra conectar os links dos livros e deixei de ser parceira.
Queria que todo mundo conhecesse e usasse o Goodreads, porque é tão legal! mas conheço bem pouca gente que o faz.
Queria implementar as ideias que eu tenho semanalmente sobre novos temas, inclusive. E fazer o visual mais bonito. E fazer um instagram pro blog. E linkar o facebook dele direito, porque ele tem imagens superfofas mas que não conversam com as postagens. E...
O mais curioso é que eu realmente gosto de escrever. Gosto de vir aqui, é um prazer procurar imagens que eu acredite que sejam divertidas e interessantes. Não me leve a mal, tudo isso vem da minha personalidade ligeiramente obsessiva. Pra cada escolha que eu faço, tenho consciência dolorida de todas as outras das quais estou abrindo mão, e embora conscientemente eu entenda que não dá pra ter certeza do sucesso de nenhuma das que a gente faz, no fundo fico vislumbrando as outras e sofrendo por todas elas.
E aí o exercício que eu mencionei é esse: desapegar, entender que as escolhas não tem todo o peso que a gente dá - claro, a psicóloga em mim entende que não estou falando só do blog, relaxa.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Tá um solzão, né?

E aí que hoje já quase indo embora o moço diz, "e aí, vai ficar em SP nas festas?", e eu respondo, "Vamos uns diazinhos pra praia, só assim, pra ver se o mar continua lá", e tem um certo silêncio e eu me repreendo na minha cabeça (muita coisa acontece na minha cabeça, tenho de admitir), "não dava pra dar uma resposta de elevador???"
Depois que ele vai embora eu me dou conta de que a verdade é que sou muito, muito ruim em conversa fiada. Muito ruim. Faço piada que a pessoa não entende porque é uma referência irônica e ou obscura, murmuro, um horror. Tipo assim, um amigo me contou esses dias que a coach dele pediu que ele escrevesse três coisas nas quais ele era bom e três nas quais as pessoas diziam que ele era bom. Se fosse sobre ser incapaz, quando eu fizesse o exercício eu escreveria papo furado nas duas colunas. 
Nem é que eu sou tão profunda e habilitada para discutir Heidegger. Honestamente, não acho que tudo é importante e deve ser filosofado, isso é de fato um pouco irritante. Mas sinto a vida passar diante dos meus olhos quando alguém dispara inocuidades sobre a fila, o tempo, o futebol ou afins. 
O que me leva à questão premente aqui: o que diabos faz uma pessoa que se apercebe com essa clareza dessa deficiência de gastar a vida com conversa de bar começar um blog?