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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A Letícia leu! os favoritos de 2015 :)

A contagem regressiva já começou: faltam alguns livros pro meu próprio desafio ser terminado; ano passado, tinha estabelecido 200, e li 228. Cheguei à conclusão de que se lesse uma quantidade regular de quick novels, esses romancinhos Harlequin ou YA, que são rápidos, eu conseguiria me superar: Aí fiquei folgada... meu objetivo de 2015 são 250, e estou apanhando. Um pouco porque decidi reler clássicos, cuja linguagem mais elaborada e rebuscada, especialmente quando em inglês, e alguns foram, me faz demorar mais. Um pouco porque a vida aconteceu (férias, trabalho, momentos nos quais li pouco).

Também notei que sou pão dura pra cinco estrelas: cinco estrelas são os 'livros da vida', e realmente nem todos entram aqui. Quatro são os que me deixaram terminar impressionada, mas tudo tem a ver com expectativa também, né?
A maioria dos livros que eu vou lendo ganham três estrelas, duas se foram ruins e uma se eu acho que não valem o papel no qual foram impressos.
Finalmente, vale dizer que eu coloquei a versão que eu li, portanto em alguns casos está em inglês. Mas a maioria dos títulos existe em português, é só ir buscar no mundo maravilhoso da internet o que 'conversar' com você :)

Enfim, sem mais delongas: até hoje, dez dias antes de terminar o ano (e 15 livros para entrar na lista), esses foram meus favoritos de 2015, os quatro e cinco estrelas:

Os relidos:

  1. Delicacy, do David Foenkinos. Continua acalentando meu coração de mil maneiras. E olha que a capa de filme não me ajuda a ser feliz (geralmente detesto).
  2. Comédias da vida privada, do Luís Fernando Veríssimo. Não importa o tempo que passe, aparentemente: eu continuo rindo alto dos personagens que a essas alturas são meus conhecidos. Amo esse livro.
  3. Ana e Pedro, Ronald Cleaver e Vivina de Assis Viana. Li com o maior medo, porque era realmente da minha adolescência. Sim, ainda amo.
  4. To kill a mockinbird, Harper Lee. O livro mais popular da minha lista, diz o Goodreads. Eu não sabia o que esperar, afinal fazia séculos que o havia lido pela última vez. Mas como disse o Ítalo Calvino, (acho), um clássico é aquele que nunca terminou o que tinha a dizer.
  5. Anexos, da Rainbow Rowell. Embora esse ano eu tenha lido o novo dela e não gostado, acho que os personagens de modo geral são muito queridos - e, claro, esse livro é em forma de e-mails, minha paixão particular.
  6. Um certo capitão Rodrigo, Érico Veríssimo. Eu quero ler a série toda, claro. Mas tinha um certo apego ao capitão Rodrigo, e queria ver se era justificado. Spoiler: era.
  7. Dom Casmurro, Machado de Assis. Um desses clássicos que você acha que sabe a história, como O velho e o mar. Aí você relê e tem muita pena de tantos autores no mundo, porque né, que triste não ter escrito esse livro. Que incrível camada de personagens, que leveza.
  8. The witches, Roald Dahl. Adoro esse escritor, mas há alguns livros dele que na verdade nunca me atraíram (como  A fantástica fábrica de chocolate, incrivelmente). Essas bruxas, contudo, me são muito reais.

Os quatro e cinco estrelas de 2015 lidos pela primeira vez:

  • A série Reboot, da Amy Tintera - acho que hoje em dia, com tanto YA/distopia, não é fácil alguém ser consistentemente interessante numa trilogia, e eu gostei muito dessa série.
  • Champion, Marie Lu. Falando em séries adolescentes que o mundo devia conhecer.
  • Por lugares incríveis Jennifer Niven. O livro mais triste do mundo, acho. Mas tão, tão doce, que você entende que a vida nem sempre é feliz, mas ainda vale a pena ser vivida.
  • Love like crazy, Megan Squires. Eppie é uma dessas adolescentes que você quer levar pra casa e abraçar, e Lincoln... meu coração achou Eleanor e Park de novo.
  • As pequenas grandes mentiras e O segredo do meu marido, Liane Moriarty. Essa australiana é realmente incrível. Li tudo dela, aos poucos, e de um livro pra outro você gosta mais ou menos, seja por causa do envolvimento com os personagens, seja porque está numa vibração diferente - mas não dá pra negar o talento de contadora de histórias dela, e isso é algo que eu sempre admiro imensamente. Esses foram meus favoritos desse ano.
  • Finding Audrey, Sophie Kinsella. Eu amo essa mulher. Mesmo. Não só porque rio alto com a personagem viva que ela criou pra mim há vinte anos, a Becky Bloom, mas porque depois disso, ela não deixa de me surpreender com sua voz e talento (e simpatia, como pude ver esse ano pegando seu autógrafo). Esse livro é um YA, tão fora da realidade dela! e ainda assim, perfeito.
  • Mar da tranquilidade, Katja Millay. A menina gótica e seus segredos? Ah, mas é tão mais do que isso, né? Como a vida. Como os bons escritores. Como aquelas fases que você acha que não vão passar nunca...
  • The handmaid, Margaret Atwood. Um livro curioso, que iniciou a distopia quando ela não era um gênero, dizem. A tradução horrorosa, algo com 'aia' no título, que você acha que foi um erro de impressão, pode te impedir de pegá-lo na mão, mas uma vez que ele vá pro seu colo, é assombro garantido. Delicioso de ler.
  • Diálogos impossíveis, Luis Fernando Veríssimo. Jà falei que esse sujeito sabe ser incrível?
  • De verdade, Sandro Marai. Ao contrário de vários livros, a sinopse é megacomplexa e te dá até uma preguiça. Outro engano delicioso: ele é absolutamente incrível e vale começar, porque você não vai querer parar.
  • The perfect comeback of Caroline Jacobs, Matthew Dicks. E se sua mãe tivesse um chilique na reunião de pais, e resolvesse ir tirar satisfação da amiga de adolescência a 300 km de distância na sequência? Seria um surto? Pois siga Caroline Jacobs :)
  • Fat chance, Nick Spalding. Comecei muito sem querer, acho que era um freebie. A história de um casal que se inscreve num reality show. Mas, como eu sempre digo, a sinopse sempre diz muito pouco sobre o que um escritor bom pode fazer com ela, né?
  • O filho de mil homens, Valter Hugo Mãe. Vamos ser muito honestas aqui: Se você ler a história sobre o coração fora do corpo e não achar a coisa mais terna e pungente que leu em muito tempo, provavelmente não vai gostar do resto. Mas se isso acontecer, 'agarra nele', como diria minha amiga mineira.
  • Memoirs of an imaginary friend, Matthew Dicks.Como uma pessoa pode escrever um livro contado da perspectiva de um amigo imaginário, e não só não ser ridículo como de fato ser muito real e doce?
  • Put some farofa, Gregorio Duvivier. Uma grata surpresa, eu ri, concordei, quis encaminhar pra amigos... fazia tempo que não tinha reações interativas com esse tipo de livro :)
  • Extraordinario, RJ Palacio. Um desses livros que ficou me rodeando um tempão, e aí um dia me rendi. Auggie mora no meu coração.
  • Em defesa de Jacob, William Landy. Um adolescente acusado de assassinato. O pai é um advogado muito importante na cidade. Antigamente, isso seria Sidney Sheldon, né? mas pode acreditar, você fica passadinho. Bege, como diriam as amigas hoje.
  • The perfect son, Barbara Claypoole. Outra grata surpresa. Existe um casal com um filho de necessidades especiais, e como em muitas famílias, a mulher toma conta de tudo. Aí ela sofre um ataque cardíaco, e o marido tem de se adaptar ao que está acontecendo. Como diria Tolstoi, Todas as famílias felizes são parecidas, mas as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira, né?
  • Sugar, Deirdre Riordan Hall. Lembra daquele Precious, que ganhou o Oscar uns anos atrás? Sugar é uma adolescente maltratada, que sofre bullying, tem uma família horrorosa... mas ainda é um livro que te traz novas perspectivas e esperança, e o que mais você pode querer de um livro?
  • No mundo da Luna, Carina Rissi. Capa bregona, sinopse nada de mais... e não é que é bem adorável?
  • Grayson's Vow, Mia Sheridan, Estava doente de cama e queria um chick lit pra ler - gente, há anos não tenho a agradável surpresa sem surpresas de um bom chick lit. Aí uma amiga me disse que esse não era beeem chick lit, mas valia a leitura. Meio romance, meio erotica, meio humor - e a mistura fica muito boa.
  • Lords of the Underworld, Gena Showalter. Pra não dizer que eu não declarei em voz alta que leio esse tipo de trashy novel. E gosto. 
  • Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral. Eu não conheço outras obras dela, mas essa mistura de Invasões bárbaras (lembra desse filme?)  e realidade me encantou.
  • Sobre a escrita, Stephen King. Outro contador de histórias SENSACIONAL. Ele escreve sobre montes de coisas, do começo da sua vida escrevendo num porão ao atropelamento que sofreu em 99, e você bebe cada página. E ainda fica sabendo como surgiram histórias como Misery, uma das minhas favoritas.
  • Three daughters, Consuelo Saah Baher. História de gerações muito bem contada, a la Vargas Llosa.
  • The word child, Iris Murdoch. Uma das coisas que mais me faz chorar é pensar naquele filme que foi feito sobre o fim da vida da Iris Murdoch, uma escritora prolixa que passou trinta anos lidando com linguagem e um dia se viu perdida entre as palavras. Enfim, eu quase a evito, porque é muito triste... mas esse livro é bem incrível.
  • The translator, Nina Schuyler. Um livro sobre linguagem, de alguns modos. A protagonista é tradutora, sofre um problema de saúde... e tanta, tanta coisa dentro dela e fora muda.
  • Emmi e Leo, Daniel Glattauer. Alemães se escrevendo e-mails por acidente se envolvem à distância. quem disse que não há romance epistolar na Europa Ocidental?
  •  Cormoran Strike (Career of evil)Robert Galbraith, pseudônimo da JK Rowling, continua abalando Bangu. A série vale muito a pena.
Vamos celebrar o fato de que embora sejam menos de 20% de todos os livros lidos esse ano, há livros fantásticos o suficiente aqui pra reler mais de um por mês, e gente, isso é muito maravilhoso, né? 


Seinfeld celebrating gif

quarta-feira, 18 de março de 2015

A Letícia lê - semana 11 - Timely classic - Clássico do momento - Um certo capitão Rodrigo, Érico Veríssimo

letrasinversoreverso:    Escritores e gatos     No dia em que faz 35 anos da morte do escritor Erico Verissimo, um raro momento: o escritor trabalhando na confecção de “Incidente de Antares”, em 1970, diante de seu gato de estima Snoopy.

Se a gente começa com essa foto, do Érico Veríssimo escrevendo com seu gato supervisionando, percebe que vai gostar do resto :)

Se na sequência a gente lê a primeira frase desse livro, que faz parte de toda uma série (O tempo e o vento), vê que no final dela já está imaginando o sujeito:

Toda gente tinha achado estranha a maneira como o Capitão Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, vestia calças de riscado, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, a presilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira. Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o alazão no tronco dum cinamomo, entrou arrastando as esporas,batendo na coxa direita com o rebenque, e foi logo gritando, assim com ar de velho conhecido:
-Buenas e me espalho! nos pequenos dou de prancha, nos grandes dou de talho!

Eu nunca vi as séries de tv, e espero que você também não, porque assim consegue imaginar o seu próprio capitão Rodrigo e não os atores que a Globo escolheu para eles.

Não tenho meias medidas. Sou oito ou oitenta! - diz ele a Juvenal, na primeira conversa com um nativo de Santa Fé.
E em cinco minutos, já está o novo amigo seduzido: "Juvenal acendeu o cigarro, tirou duas tragadas e ficou a observar o forasteiro. Já começava a achar que ele tinha uma cara simpática. Só o jeito de olhar é que não era la muito agradável: havia naqueles olhos muito atrevimento, muita prosápia e assim um ar de superioridade." - "O diabo do homem tinha feitiço".Depois, vai seduzir o padre Lara, que será seu amigo até o fim também: "Padre, é melhor vosmecê ir logo dizendo o que quer. Isso de dar voltas é lá com o rio Ibicuí. Gosto de gente que vai direito ao assunto."

O livro também é engraçado: "Naquele momento seu desejo por Bibiana se confundia com uma sensação de fome e Rodrigo começou a pensar alternadamente na rapariga e num churrasco." E ele explicando o porquê não se rendeu à confissão para o padre quando estava à beira da morte é um deleite.

Não contente, é atual: "Governo é governo e sempre é divertido ser contra".

A paixão de Bibiana é um capítulo à parte, muito bem escrito: "Cuidar da casa, fazer comida para Rodrigo, ... tudo isso eram prazeres que ela gozava duma maneira miudinha, prolongada, bem como fazia no tempo de menina quando lhe davam um pedaço de rapadura e, evitando triturá-lo com os dentes, ela o deixava dissolver-se aos poucos na boca para que o doce durasse mais." - "O vício dela era Rodrigo". A descrição da volta de viagem dele seria quase um capítulo erotizado prum livro que foi escrito em 49 :) E Bibiana, sendo a antítese da mulher de hoje - aceitava as traições dele, esperava-o em casa, era cega de amor - ainda assim entendia Rodrigo "detestava que viessem falar dele com ar fúnebre". E tem orgulho do que viveu e como terminou, o que, dentro da história dela, é grande.

Ou seja, fiquei muito feliz de tê-lo escolhido e lido. Vou procurar alguns outros títulos de clássicos, e no meio deles espero ser digna de encontrar literatura brasileira que 'converse' comigo como o Erico Veríssimo é tão lindamente capaz de fazer com seus leitores.


quarta-feira, 11 de março de 2015

A Letícia lê - semana 10 - semana temática - literatura brasileira

Literatura brasileira, porque eu prometi a mim mesma!

Fim, da Fernanda Torres - só terminei porque era ela. A história versa sobre a morte de vários amigos, a maioria idosos, e narra as circunstâncias nas quais morreram e algumas das ocasiões nas quais todos se encontraram e pontos focais em comum, sob ângulos pessoais. É bem escrito, na verdade. Mas achei que perdeu um pouco o ritmo no caminho, e não é muito meu tipo de livro. Além disso, de verdade, a maioria dos personagens era muito detestável.

Aos meus amigos, Maria Adelaide Amaral - Curiosamente, há ângulos muito parecidos com a história anterior. O livro parte de um amigo que se suicidou (Leo) e das pessoas que se reúnem no seu velório, na sua cremação e depois, em seu apartamento, enquanto a ex dele faz algumas coisas. Novamente, há a visão de alguns deles, e discussões, opiniões, sensações, sentimentos, pensamentos, divididos à exaustão. Creio que a maior diferença é que esses personagens me pareceram muito mais complexos, profundos, tridimensionais. O ritmo narrativo também foi sempre bom. É um livro cansativo, por conta do tema principalmente, denso emocionalmente - afinal, a maioria dos personagens tem muitas histórias e dramas para contar - mas gostei assim mesmo. Me lembrou um filme francês que vi há alguns anos, chamado As invasões bárbaras, e que aliás recomendo.

As verdades que ela não diz, Marcelo Rubens Paiva - Só li Feliz ano velho, imagino que como todo mundo da minha geração, (junto com Christiane F.), e não tinha a menor ideia sobre as habilidades como escritor do Marcelo Rubens Paiva; sequer me lembrava dele como jornalista/colunista. E gostei. Não amei, mas gostei. Houve uma ou duas histórias que me lembraram muito Veríssimo, poucas que eu achei muito sem graça, e nenhuma que me tenha feito fazer caretas de vergonha alheia pelas pessoas que querem fazer literatura contemporânea e forçam a barra. Colei no goodreads algumas das que gostei mais :)

Diálogos impossíveis, Luiz Fernando Veríssimo -  Imaginei que esse seria um respiro agradável e uma brisa benvinda nessa pilha, o que quer que ocorresse com os outros. E estava certa. Acho difícil algo sair do caminho feliz com Veríssimo. Ele tem um olhar novo, divertido, irônico sem ser agressivo, que me encanta. As pessoas falavam nas resenhas de alguns dos contos que  não foram os que eu mais gostei - gosto dele 'roots', naqueles que ele coloca duas pessoas no elevador, duas pessoas no bar, duas pessoas que se esbarram e começam a conversar e dali sai qualquer coisa.

Os cem melhores contos brasileiros do século, Italo Moriconi - Vale a leitura, porque há nele contos que o leitor regular provavelmente não leria normalmente, seja porque seus autores sejam mais desconhecidos, seja porque os contos são mais obscuros. Nem todos são incríveis, afinal são cem. Mas há alguns que valem por dois de bons, então acho que a conta fecha, rs... Há pérolas como A caolha, que eu já havia lido muitos anos atrás, há preciosidades como Pílades e Orestes - ah, Machado! - há Fernando Sabino e Clarice Lispector e Rubem Braga e Veríssimo. Há O arquivo, do Victor Giudice, há autores como Osman Lins e há Lima Barreto. Mesmo que seja para discordar da seleção, como eu provavelmente o faria, recomendo ler.
Meus favoritos: O peru de Natal, do Mario de Andrade, O homem nu e a Mulher do vizinho, do Fernando Sabino, Uma galinha e, claro, Felicidade clandestina, da Clarice, Menina e Bar, do Ivan Angelo, (que deliciosa surpresa!), A caçada, da Lygia Fagundes Telles (tão ela!), Passeio noturno, do Rubem Fonseca (jisuis!), O elo partido, do Otto Lara Resende.

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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 9 - um livro que você já leu mais de uma vez

Day 09- A Book you’ve read more than once

Comédias da Vida Privada, Luis Fernando Veríssimo

Todo mundo que me conhece já ouviu a frase "Tem um episódio de Friends no qual...". O equivalente bibliográfico é "Tem uma crônica do Luis Fernando Veríssimo na qual...". Amei tanto esse livro! Ganhei de aniversário aos 18 anos e já li umas dez vezes desde então. Há histórias muito legais, tipo a do lixo, na qual uma pessoa fica tentando adivinhar o que aconteceu com a outra de acordo com o que vê no lixo dela, a das férias, com os desastres de praia que só paulistano conhece, a da gravação (aliás no The big bang theory o Raj se imagina se apaixonando pela Siri, do iphone, e é um plágio total dessa crônica). Tem O dia da amante, tem A aliança (o sujeito perde a aliança e tem que pensar numa justificativa, maravilhoso), tem Trapezista, tem Diálogo, tem Festa de criança, tem... Vale cada página e não consigo imaginar quem não adore.
E porque eu não podia deixar passar essa oportunidade, foto da minha edição AUTOGRAFADA do Luís Fernando Veríssimo, abaixo, também daquela FLIP tão frutífera que eu tive chance de ir (a propósito, ele aparentemente é tímido de doer, um desastre social). Aqui tem uma das poucas entrevistas dele.



Trilha sonora do dia: (amo essa música): Walking on Sunshine, Katrina and the waves.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Desafio dos livros - dia 4 - um livro que te lembra sua casa

Day 04- A Book that reminds you of home

Não é que tem mais de um? Claro, por sorte, hoje tenho uma estante mais próxima do que quero (ocupa uma parede e todos meus amores estão lá), mas quando penso em 'que te lembra sua casa' ainda penso na casa da minha mãe. Na verdade, na primeira casa na qual eu morei (minha mãe hoje mora em outra, e os livros não estão mais conectados a ela). Aí me lembro das enciclopédias e da coleção do Jorge Amado, com Jubiabá e Seara Vermelha, em capa dura, que eu li e reli muitas vezes;
lembro de Um certo capitão Rodrigo, do Érico Veríssimo, que me fez chorar e sonhar muitas vezes;
lembro da Marion Zimmer Bradley e A queda de Atlântida, com as irmãs Deoris e Domaris (cujos nomes viraram inspiração pras cadelas que nós tínhamos, meu irmão uma labradora preta chamada Domaris e eu uma vira lata amarela que eu amei loucamente e nomeei Deoris). São livros que fizeram parte daquela casa e daquela minha vida. Que saudades!





Trilha sonora do dia: George Michael, Heal the pain, de 1998 :) a gente era feliz e nem sabia.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Os livros da sua vida

Isso aqui foi uma gracinha de facebook: os livros que mudaram você. Eu interpretei como sendo os que te formaram como leitora, os que você recomendaria pra qualquer um a qualquer tempo, sabe?

1. Comédias da vida privada, do Veríssimo
2. Uma aprendizagem, Clarice Lispector
3. O pássaro azul, não sei o autor, li na 4a série
4. Sozinha no mundo, Dinheiro do céu, A serra dos dois meninos, Éramos seis e vários outros da Coleção vagalume
5. Venha ver o por do sol e outros contos, Lygia Fagundes Telles
6. Os caçadores de conchas, Rosamunde Pilcher, chorei cântaros
7. The NY trilogy, do Paul Auster
8. The house of sleep, Jonathan Coe
9. Kiss kiss, Roald Dahl, esse cara é tudo de bom e eu me surpreendia sozinha
10. a coleção da shopaholic da Sophie kinsella, sei trechos inteiros de cor.

11. Jubiabá, Jorge Amado, ainda me lembro perfeitamente do momento em que a tia ficava maluca
12. Todos os nomes, Saramago, e a beleza das coisas simples que se tornam lindas com a narrativa maravilhosa dele
13. Corações sujos, Fernando Morais, o jornalismo mais interessante do mundo
14. Cuentos de Eva Luna, Isabel Allende, ah Eva...
15. As crônicas de Narnia e a trilogia das Fronteiras do Universo do Philip Pullman, que eu sempre quis ler pruma criança
16. A marca de uma lágrima, do Pedro Bandeira, me processe

Trilha sonora do dia: Aerosmith, Crying

domingo, 12 de janeiro de 2014

Desafio dos 30 dias - dia 12 - seus autores favoritos

dia 12 - os seus autores favoritos

Adorei, que fácil! Muito embora minha mente à la High fidelity comece a querer separá-los por tema (um pouco que nem o número de categorias de toalhas que a Monica Geller tem em Friends, 11, pra quem não lembra). Sem fazer isso, e como único requisito ter lido e gostado de tudo que essas pessoas já escreveram:

1. Lygia Fagundes Telles, para sempre.
2. Luis Fernando Veríssimo
3. Paul Auster
4. Jonathan Coe
5. Sophie Kinsella
6. Clarice Lispector
7. JK Rowling (incluindo Casual vacancy)
8. Philip Pullman
9. Roald Dahl
10. CS Lewis
11. Rosa Montero
12. Isabel Allende

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Desafio dos 30 dias - dia 2 - 20 fatos sobre você

Desafio dos 30 dias - dia 2 - 20 fatos sobre você

1. Eu amo listas. Top 5, à la Alta fidelidade (Nick Hornby), excruciantemente delicioso.
2. Minha mãe diz que eu aprendi a ler andando atrás dela na cozinha com gibis na mão e perguntando, "o que tá escrito aqui?", antes dos 5 anos.
3. Eu assino Turma da Mônica até hoje. Bom, não ininterruptamente, assinei quando adulta (quando criança minha família regulava até refrigerante, gibi não ia ser prioridade)
4. O primeiro disco que eu comprei na vida foi do Elvis. Amo. Poucos cantam como Elvis.
5. Dei aula de inglês dos 18 aos 35 anos sem parar. Amei 95% do tempo.
6. Não sei andar de bicicleta. Tentei aprender, mas minha coordenação motora é risível.
7. Faço aulas de natação. Comecei há dois anos.
8. Amo Friends mais que qualquer outra coisa que já tenha passado pela tv. Muito, muito, muito.
9. Acabei de passar por uma maratona Breaking Bad. Sensacional. Brilhante mesmo.

10. A única morte de celebridade que realmente me tocou até hoje foi do Renato Russo. Chorei o dia todo.
11. Quando era pequena, queria me chamar Leila. Até hoje às vezes meu irmão me chama assim. Hoje nem gosto muito desse nome.
12. Eu dizia que queria ser jornaleira. Jornalista?, perguntavam, e eu dizia, Não, jornaleira, pra ficar lendo revista na banca.
13. Tenho zero senso de direção. Zero. Me perco dando a volta no quarteirão.
14. Tomo água o dia todo. É quase obsessivo. (essa palavra aparece bastante por aqui, nénão?)
15. Tenho três gatas, Jamie, Zara e Prue. Ano retrasado achei sete gatos (dois no trabalho e cinco aqui na rua) e arrumei casas pra eles. A Prue também veio da rua, de Guarulhos, onde eu trabalhava; as outras de ongs (do Patas Amigas e do Adote um Gatinho).
16. Fui pra China em 2013, a trabalho e de sopetão. Nunca imaginei. O primeiro lugar pra onde fui viajar foi New York, em 1994, quando não tinha nem internet.
17. Odeio tomate seco, não entendo de onde veio essa graça.
18. Publiquei um livro infantojuvenil aos 15 anos. 
19. Tenho autógrafos da Lygia Fagundes Telles, Paul Auster e do Luis Fernando Veríssimo, obtidos na FLIP em 2004.
20. Meu sonho na vida é ser paga pra ler.