domingo, 15 de novembro de 2020

A Letícia lê - primeira quinzena de novembro

 

Melhor que o primeiro, mas eu ainda não gosto do personagem principal. Sujeito confuso.


Really soap opera style, I was half expecting a Mob boss or a pregnant lady being pushed over the stairs. But it was interesting, all in all.

I honestly can't write about it without a major spoiler, especially because it has to do with the ending. So if it gets you off, go to Goodreads and check the review there - it's hidden for spoilers. If it doesn't, I'd say it's a hit or miss.


Amo esse TED e consequentemente o livro. Recomendei o ano todo mil vezes. Acompanhado de café e cupcake então... poucas coisas tão felizes quanto isso.

Absolutely adorable! Many sentences worth the whole book, and the whole book worth the whole book. Cute, real, solid, fun. Nick Hornby at his best.

This was heavy, and sad, and crazy, and still I was glued up to 2am to know how it would end. For me it is still a wonder that Lisa Jewell, whose name meant chick lit for me, turned out to be this crime novelist who's not half bad. Not half bad at all!




Seguindo a maratona Carrascoza, esse maravilhoso que descobri pela Livraria da tarde. Esse livro tem histórias de acasos e coincidências, e a primeira foi que no primeiro conto ele fala de Granada, a terra do meu pai. Leve e gostoso e faz vc pensar em todas as coincidências ou não.

When you think you've got it nailed and you're surprised enough, it turns out there's still a lot of fuel. Interesting thriller for a cozy afternoon with a cup of tea. (I'm a fan of coffee, but it gets cold faster hahaha).


Another pearl by Lisa Jewell, no pun intended. I thought it was a bit too much considering it was involving teenagers and all, but it was well built, characters were belieavable and flawed like real people. 

Mais da metade era composta de contos que eu já tinha lido em outros livros dele, mas foi igualmente feliz ler os outros (e chorar um pouco com chamada). Realmente gosto desse moço...


Cute, though not life changing. It was written by the owner of a famous bookshop in UK, and it has the usual makings: exposing the shortcomings of stupid or unaware tourist/readers/customers, sharing the peculiar usual customers, talking about books and how they are bought and sold and sometimes not seen as worthy. 

I was expecting something along the lines of Beach read, and it was the teenage version I guess hahaha: cute, indeed, but it annoys me how the 17 year olds sound all mature and ready for the world in some books. And, in comparison, all real adults sound stupid and ridiculous. Maybe it has a ring to it...



sexta-feira, 6 de novembro de 2020

6on6 de outubro

Uma das pouquíssimas coisas que já foram feitas na minha cozinha e não vieram diretamente do site Panelinha: arroz negro com camarões a provençal. Pensa num negócio bom.

Jabuticabeira no quintal da minha irmã. Lindeza né?



O por do sol que me acompanhou anos, na casa dos meus pais.



Dei esse livro pro dinossaurinho que fez três anos dia 6. Ele gostou do boneco da coragem, mas teve medo do medo... <3

Não dá pra explicar o amor por essas coisinhas - Zara fazendo pose e Prue com cara de desconfiada.



domingo, 1 de novembro de 2020

dia de poesia

 Os meus olhos são como cartas que não escrevi ou, noutras vezes,

são como cartas que escrevi e que não cheguei a pôr no correio.

Por isso, quando me olhas, a pouca distância, quando me respondes,

não me consegues ler. A minha telepatia é antiga e adolescente.

Por isso, apesar do silêncio, estas palavras sob os teus olhos.

Saberás entendê-las? Chegarás a perceber que são para ti?

São apenas palavras e, no entanto, são seiva, e, no entanto,

são os meus olhos a repetirem: espero-te, espero-te, espero-te.


(José Luis Peixoto, Regresso a casa).

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

A Letícia lê - segunda quinzena de outubro

Na famosa tirada, cheguei à meta e dobrei a meta hahaha: alcancei 250 livros lidos, ou quase, porque substituí todo o outro entretenimento que não seja ver meu sobrinho maravilindo por ler. Sem teatro, cinema, arte, viagem, restaurantes, ficou Netflix e livros. Eles quase sempre ganham. Também achei um grupo de telegram que me dá livros gratuitos, o que deu uma acelerada nos livros em inglês, que por conta do dólar estão muito caros. E assim seguimos.


It'd been forever since this book was on my list, because I'm a fan of immigration stories. It hasn't disappointed: intertwined povs of people who live in the same building but came from different countries and stories, and the ending is absolutely flooring. Recommended :)

Don't remember how I got to this author - I think a book club - and even though she's a good writer, it was not something that got me. Evelyn is a bit of a Marilyn Monroe gotten older, warts and all, the big secret was kinda out there after a while, even if in a process of elimination, and nobody was that interesting. It could be a book about real people and their pains - if it wasn't about a movie star...

I think I figured out what annoys me about her books: somehow, the sentences are cut short and don't seem natural. Things sound like "I knew someone was chasing me. I was going to call 911. The phone was too far away. I decided to do it later." You go like "what?"and the more annoyed you are with the main characters, the less you care what the hell happens to them, right? so.




Uma família que precisa ficar isolada por conta de um possível contágio de vírus, por uma semana. Quando foi lançado certamente era interessantíssimo, enquanto agora é quase risível, a gnt estando há meses trancado em casa. Mas à parte disso, a verdade é que os personagens eram meio caricatos em suas vilanias e alegrias, o que fez o todo ficar meio sem estrutura.


A premissa do crime é bem boa, mas o protagonista não me pareceu interessante o suficiente. Estou em busca de um novo Harlan Coben há meses, então talvez leia mais um dele pra desempatar.

Não costumo ler nao ficção, porque pra mim é trabalho. Mas uma amiga muito querida recomendou esse e fiquei curiosa. Não me arrependi. Obviamente nem tudo é fácil e automático, mas as provocações são válidas e muito reais.


She was able to insert a very good twist near the end, but it wasn't enough to compensate for the stereotype stepdaughter until then and the narrative sounding weird. I might as well give up on Mary Kubica and stop being fascinated by her titles and covers.



Even though the main character is absolutely horrible, kind of to the point you think, come on, nobody would stand this person in real life, somehow I was engrossed and moved.


 

De alguma maneira achei esse melhor que o primeiro. Continuo achando o protagonista cansativo e esquisito, mas a narrativa fluiu melhor. Por que será?


Cute, courageous - because it was very focused on the niche of Olympic gymnastics, about which I knew nothing and guessed most of the vocabulary - and easy to read.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

A Letícia lê - primeira quinzena de outubro

Pra provar que eu não sou (completamente) insuportável e às vezes amo (incondicionalmente) livros: This one was such a pleasant surprise. So moving, so sweet, so light in its tone and heavy in its message. It may be about bridges or love, about a bank robbery or family, about money or death. But above all, it's about people and what makes them tick. Recommended, loved, placed it in my heart. One of the sweetest, most moving books I've read this year. So lovely! I almost regret having read it quickly, because I wanted to read it for the first time all over again, and it's so difficult to have that first time feeling for the second time...


Era pra ser um chick lit, acho. Tem a fórmula da moça que tem um namorado egoísta, um amigo gay, uma melhor amiga linda, quer perder peso, um cara gente boa começa a dar em cima dela... mas é mediano.

Twisted e obsessivo em vários níveis, me prendeu mas achei meio bobo também. Gostei mais do último da Ruth Ware que li.

This one was very reasonable: until the last page I was in real doubt about who knew how much about what, who were the real villains and how much of a soap opera it would become. 

MARAVILHOSO. tristíssimo, mas maravilhoso. Ele mereceu os prêmios que ganhou e mais alguns que não ganhou ainda.



Curiosamente, é a mesmíssima fórmula do Confissões (cada capítulo uma voz complementar à anterior e à narrativa), mas ela conseguiu que fosse diferente, embora tão assustador e horrível quanto o primeiro. E achei melhor, inclusive.


 

Acho que insistir foi meu erro... Elena Ferrante é meu Ian McEwan de saias, isso se ela não for ele - não dizem não saber sua identidade? pois! esse aqui eu terminei, o que já foi uma vantagem pra mim, mas não sem muita revirada de olho. A verdade é que os personagens dos livros dela geralmente me irritam ou entediam, quando não os dois juntos. Não conte com minha opinião, muita gente gosta dela. 

Fiquei toda feliz ao descobrir um livro do Mtthew Dicks que não conhecia. I've loved everything I've read by him, and it was not much different. First and foremost, it is made of lists :) and despite the slight craziness of the main character, it's sweet and cute.

Esse poeta português contemporâneo é só amor nessa vida. Esse livro, com pedaços de quarentena, acalenta o coração.


Achei que ia gostar muito, gostei médio. Tem racismo, tem abuso, tem luto, tem angústia adolescente. Mas achei Augusta ligeiramente chatinha.



I have a friend who forsake Marian Keyes forever because of the book where the boyfriend dies. So I'll start by saying this (and it's not a spoiler) it's unbearably sad. Lydia loses her fiancee the night of her birthday, and starts 'meeting' him in a parallel life where it hasn't happened by night. It's about grief, the kind one feels and it's so difficult to explain. But it becomes also about love, in other ways, and eventually also in that way. So (now a spoiler:) it ends happily, but the way until then is so, so painful and bleak, everybody who has ever lost someone will feel it in their hearts until the last page.
That said, Josie Silver has a marvelous narrative, deep and sympathetic, light and real: it's easy to love her characters and live with them.




quarta-feira, 14 de outubro de 2020

trilha sonora

 Hoje acordei com vontade de ouvir Anunciação, o que às vezes me acontece. Aí comecei a passear pelo meu Spotify, que parece um porão de gente maluca. Toda vez que isso acontece tenho medo de quem vá ver aquela lista e me achar completamente maluca. 

Devo dizer que não sou dessas pessoas que não faz nada sem música. Tenho dificuldade de ter música no 'background', então só escuto se for pra cantar junto, prestar atenção, ver as letras, igual aos anos 90 rs. Tem Jamie Cullum e Aretha Franklin, Nina Simone e Aerosmith, tem Pearl Jam e Elvis, tem blues e RB com Sam Cooke e tem Johnny Cash, tem Paolo Nutini e John Newmann e tem Fletwood Mac e Lorde. Tem Bon Jovi e Rick Astley, tem Elis Regina e Marisa Monte, tem Brian Adams e Rod Stewart. Tem Ed Sheeran e Billie Eilish. Tem lista da Didi Wagner e da Rita Lobo e uma playlist enorme pra ouvir no carro e cantar junto.  Tem barbershop quartets e música dos anos 30, 40, 50 e 60, Tribalistas e montes de música francesa - Grand corps malade, Louane, Francis Cabrel, Zaz, Françoise Hardy- tem trilha sonora do Guardiões da galáxia e do Drive, baby e das peças da Barca dos corações partidos. Tem fado e música chilena (toda vez que viajo quero saber o que toca pra onde vou) e tem as músicas que me fazem chorar - Trem-bala, The long and winding road, De janeiro a janeiro, a música do Chico cujo nome eu sempre esqueço, Paciência, At last. 


Mas o que eu queria dizer era que em dias nos quais eu acordo com essa maravilhosidade de repertório, mesmo sendo quase manicomial, eu entendo a frase "Sem música, a vida seria um erro."


E vc, tá escutando o que?


terça-feira, 6 de outubro de 2020

6on6 setembro

Fizemos um encontro presencial no escritório, de máscara e dois metros de distância, mas no final houve um brinde por estarmos vivos, seguros e bem e nos gostarmos.

Meu sócio me mandou numa tarde qualquer um doce de leite de rapa e um queijo feito na casa da família da mulher dele, lá em Minas. Eu escolho bem minhas companhias.

A Prue odeia o calor tanto quanto eu.

Fiz a focaccia sem sova, mas no final achei que a abobrinha ia dar mais trabalho e fiz com alecrim que trouxe da Prata e sal grosso mesmo.

Ganhei brinde da Cornershop (se alguém não usa esse serviço maravilhoso de compra de mercado online, me avisa e eu envio código de frete gratuito para a primeira compra. É personalizado na medida, sustentável, rápido... adoro!) e gastei com pastel da B.lém padaria. Tava quentinho.

Fui doar sangue na semana de férias. Tinha recebido uns avisos que precisavam (sou O+). Todos os protocolos respeitados, e foi tenso porque tenho saído só para o necessário, mas fiquei feliz de ter ido. Quem precisa de sangue não escolheu também, né?
o chorinho do mês vai pra essa criança que completa 3 anos nesse planeta hoje, dia 6/10. AMO mais que todos os chocolates do mundo. Amo como ele diz Diiiinnnnda, amo como se esconde atrás da cortina mesmo na chamada de vídeo pra brincar, amo como já traz 'lilhos" pra eu ler pra ele no sofá, amo o sorrisinho e amo o bico. 



 

A Letícia lê - primeira quinzena de novembro

  Melhor que o primeiro, mas eu ainda não gosto do personagem principal. Sujeito confuso. Really soap opera style, I was half expecting a Mo...